terça-feira, julho 21, 2026
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Cautela com tarifas e exterior mantém Ibovespa sem reação


Cautela com tarifas e exterior mantém Ibovespa sem reação

O Ibovespa operava em baixa nesta terça-feira (21), após acumular quatro quedas seguidas e fechar a segunda-feira (20) com recuo de 0,20%, aos 173.371,35 pontos. Mesmo com a alta das bolsas em Nova York e do petróleo, o mercado brasileiro seguiu sem força para reagir. No radar dos investidores estão a tarifa adicional dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, pesquisas eleitorais e a divulgação dos dados operacionais da Vale após o fechamento da B3.

Após abrir estável em 173.372,46 pontos, o índice chegou à máxima de 173.719,50 pontos, alta de 0,20%, mas depois passou a renovar mínimas. Às 11h37, cedia 0,50%, aos 172.510,17 pontos. Vale recuava 0,43% e Petrobras caía em torno de 1%.

A piora do índice coincidiu com a aceleração dos rendimentos dos Treasuries nos Estados Unidos e com máximas em alguns vencimentos dos juros futuros no Brasil. O cenário internacional também segue marcado por preocupações com a inflação global, diante da alta do petróleo e da falta de acordo entre Estados Unidos e Irã. O Brent subia cerca de 2%, a US$ 91 por barril.

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Em Dalian, na China, o minério de ferro fechou em baixa de 1,12%, movimento acompanhado de perto pelo mercado brasileiro. Leonardo Moura, CEO da Robbin, afirmou ver cautela em relação a novos cortes de juros no Brasil e disse que a curva de juros está mais flat, em parte à espera da dinâmica eleitoral.

No front comercial, entra em vigor na quarta-feira (22) a tarifa adicional de 25% dos Estados Unidos sobre milhares de produtos brasileiros. Nesta terça-feira (21), o governo federal começa a ouvir os setores afetados. Ao mesmo tempo, o vice-presidente Geraldo Alckmin informou que, em dois meses de vigência do acordo Mercosul-União Europeia (UE), as exportações brasileiras para os europeus cresceram R$ 10 bilhões, alta de 26% ante o mesmo período de 2025.

O mercado também monitora o fluxo estrangeiro para a Bolsa brasileira. Na primeira quinzena de julho, a entrada líquida de capital externo somou R$ 2,351 bilhões.

A sessão desta terça-feira (21) foi marcada pela combinação de cautela geopolítica, pressão dos juros, expectativa pelos números da Vale e atenção às tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, em um ambiente de agenda econômica reduzida no Brasil e no exterior.

Fonte: Estadão Conteúdo

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