segunda-feira, abril 27, 2026
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Parceria busca ampliar o uso de bioinsumos no algodão


Representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão e da Biotrop firmaram, na última sexta-feira (24), uma parceria com o objetivo de ampliar o uso de bioinsumos na cadeia produtiva do algodão no Brasil. A iniciativa busca incentivar alternativas ao uso de defensivos químicos no manejo de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro.

O encontro contou com a participação do vice-presidente da Abrapa, Celestino Zanella; dos produtores e conselheiros Carlos Alberto Moresco e Luiz Carlos Bergamaschi; do diretor executivo Marcio Portocarrero; do gerente do programa Cotton Brazil, Fernando Rati; e da diretora de relações institucionais Silmara Ferraresi. Pela Biotrop, participaram o presidente Jonas Hipólito, a head de algodão Paula Luporini e o diretor comercial Carlos Baptista.

Durante a reunião, Celestino Zanella destacou o potencial da iniciativa. “O principal objetivo da Abrapa é viabilizar a cotonicultura, e o controle biológico de pragas é de extrema importância neste processo. A Biotrop tem realizado um trabalho brilhante nos últimos anos, e poderá ajudar os produtores na construção do futuro do algodão”, afirmou.

O diretor executivo Marcio Portocarrero apresentou as frentes de atuação da entidade e ressaltou o papel do programa Algodão Brasileiro Responsável no incentivo ao uso de soluções biológicas. “Atualmente 78% das fazendas brasileiras que produzem algodão participam do programa ABR, dentre elas 83,6% usaram no último ano produtos biológicos para o controle de pragas e doenças”, disse.

Para Fernando Rati, o uso de bioinsumos também impacta a percepção do produto no exterior. “O bioinsumo é um instrumento poderoso para reforçar o posicionamento do internacional do algodão brasileiro enquanto produção agrícola ambientalmente responsável”.

A pauta também incluiu iniciativas de promoção e rastreabilidade, como o programa SouABR e o movimento Sou de Algodão. Silmara Ferraresi destacou o engajamento das empresas. “O movimento Sou de Algodão tem atualmente um time de empresas apoiadoras comprometidas com a sustentabilidade e origem do algodão, que estão conquistando um público cada vez mais engajado por valorizarem a transparência e a qualidade daquilo que consomem”, afirmou.

O presidente da Biotrop, Jonas Hipólito, destacou sobre a aplicação prática dos bioinsumos. “O biológico chega como uma ferramenta a mais para o cotonicultor, que permite fazer a gestão das pragas desafiadoras, como é o caso do bicudo. Isso acontece com controle efetivo, custo atrativo e rentabilidade tão necessária para o desenvolvimento da atividade”, afirmou.

 





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