Dia Mundial do Café: grão mantém destaque na economia brasileira há mais de 100 anos

A relação entre café e mercado financeiro no Brasil é histórica e remonta a 1917, ainda na antiga Bolsa de Mercadorias de São Paulo. O contrato futuro de café arábica, no formato atual, foi lançado em 1978.
Celebrado em 14 de abril, o Dia Mundial do Café evidencia a força de uma das commodities mais relevantes da economia brasileira. Para além do consumo, o grão também movimenta o mercado financeiro.
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Nos últimos anos, o avanço foi expressivo. O volume financeiro negociado praticamente dobrou, passando de R$ 23,2 bilhões em 2021 para R$ 47,2 bilhões em 2025.
Foram mais de 19 milhões de sacas negociadas ao longo do ano, média de aproximadamente 76 mil sacas por dia. Os números reforçam o peso do café no agronegócio e sua crescente presença no mercado de derivativos.
Certificação garante padrão e viabiliza entrega
Os contratos envolvem os dois principais tipos produzidos no país: o arábica, mais voltado à exportação, e o conilon, com maior presença no consumo interno. A negociação ocorre de forma padronizada, com critérios definidos de qualidade, volume, prazos e formas de liquidação, que podem ser financeiras ou com entrega física.
Para participar desse mercado, o café precisa atender a exigências técnicas. O processo passa pelo Laboratório de Classificação do Café da B3, que segue a Classificação Oficial Brasileira, definida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
As análises incluem tipo do grão, defeitos, tamanho, cor, umidade e prova de xícara, que avalia aroma e sabor. Apenas os lotes aprovados são certificados para entrega física.
Em 2025, mais de 448 mil sacas de 60 quilos foram certificadas. O procedimento garante previsibilidade às operações e permite que produtores utilizem a estrutura da bolsa para comercializar a produção.
Hedge amplia previsibilidade no campo
No contexto do Dia Mundial do Café, o uso de instrumentos financeiros também ganha destaque. Os contratos futuros permitem ao produtor travar preços com antecedência, reduzindo a exposição às oscilações do mercado.
A estratégia é relevante em um setor sensível a fatores como clima, câmbio e oferta global. Com isso, produtores e indústrias conseguem planejar melhor o fluxo financeiro, enquanto investidores acessam um ativo diretamente ligado ao desempenho do agro.
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