Cenário global pressiona juros e favorece fluxo estrangeiro no Brasil, diz CEO da Safras

O cenário macroeconômico global e doméstico deve seguir influenciando diretamente os mercados brasileiros, com impactos sobre câmbio, juros e commodities, segundo análise do CEO da Safras & Mercado, Raphael Juan, durante a 11ª edição do Safras Agri Week.
De acordo com o executivo, a recente piora nos dados de inflação no Brasil levou a uma revisão nas expectativas para a taxa básica de juros. O dado veio pressionado principalmente em serviços, o que exige maior cautela, afirmou. Com isso, a projeção da consultoria passou a indicar uma Selic mais elevada no fim do ano, além de um ritmo mais lento no ciclo de cortes.
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No cenário internacional, a manutenção dos juros nos Estados Unidos tende a sustentar o diferencial de taxas em relação ao Brasil, o que continua atraindo capital estrangeiro. Esse movimento, de acordo com Juan, tem favorecido a valorização do real e impulsionado o mercado de ações brasileiro.
Ainda segundo sua análise, o fluxo externo tem sido um dos principais motores da bolsa, que
apresenta forte desempenho no ano. Ainda assim, empresas ligadas ao agronegócio têm mostrado desempenho mais moderado, pressionadas por custos elevados e margens mais apertadas.
Juan também destacou que as tensões geopolíticas e a volatilidade no preço do petróleo adicionam incertezas ao cenário, com efeitos tanto sobre a inflação quanto sobre o câmbio. Apesar disso, ele avalia que o ambiente segue propício para entrada de recursos no país no curto prazo.
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