segunda-feira, abril 6, 2026
AgroNewsPolítica & Agro

Erro no calendário pode derrubar a produção



O excesso de chuvas em fevereiro comprometeu a colheita da soja


O excesso de chuvas em fevereiro comprometeu a colheita da soja
O excesso de chuvas em fevereiro comprometeu a colheita da soja – Foto: Pixabay

O atraso nas operações agrícolas tem marcado a safra 2025/26, reduzindo o intervalo entre etapas importantes e aumentando os riscos produtivos. Em meio a esse cenário, estratégias de manejo ganham relevância para mitigar impactos climáticos e preservar o desempenho das lavouras.

O excesso de chuvas em fevereiro comprometeu a colheita da soja e dificultou a implantação do milho segunda safra em diversas regiões. Com menor janela operacional, o plantio do milho ocorre fora do período mais favorável, elevando a exposição das culturas à menor disponibilidade hídrica ao longo do ciclo. Esse deslocamento pode afetar fases sensíveis das plantas e provocar perdas significativas de produtividade, como explica Lara Gabriely Silva Moura, da SBS Green Seeds.

“Em muitos casos, atrasos de 10 a 20 dias já são suficientes para provocar quedas de produtividade entre 20% e 40%, podendo superar 50% em anos mais secos”, diz.

Diante desse contexto, as plantas de cobertura passam a ter papel estratégico. Espécies como braquiárias, milheto, crotalárias e nabo forrageiro se destacam pela adaptação e pelos benefícios ao sistema produtivo. A formação de palhada pode variar entre 5 e 12 toneladas por hectare, reduzindo a evaporação do solo e contribuindo para a manutenção da umidade, especialmente em períodos de estiagem.

Além disso, essas espécies favorecem a ciclagem de nutrientes, acumulando quantidades relevantes de nitrogênio, fósforo e potássio, que retornam ao solo com a decomposição. A dinâmica de liberação depende da relação carbono e nitrogênio de cada planta, influenciando a persistência da cobertura e a disponibilidade de nutrientes. “Mais do que uma alternativa, elas passam a ser uma ferramenta essencial para sustentar produtividade e eficiência em cenários de maior variabilidade climática”, finaliza Lara.

 





Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *