Guerra no Oriente Médio acende alerta no agro brasileiro sobre preço do diesel

A tensão no Oriente Médio tem provocado instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Com a intensificação da guerra na região, a passagem foi bloqueada, dificultando o fluxo da commodity para países do Ocidente e elevando o risco de aumento nos preços internacionais.
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Nos mercados globais, os efeitos já começam a aparecer. O preço do barril de petróleo do tipo Brent chegou a superar US$ 83, acumulando alta nas últimas semanas, segundo dados do mercado internacional.
Para o agronegócio brasileiro, a preocupação é direta. O diesel é um dos principais custos operacionais das atividades agrícolas e do transporte de cargas. Além disso, o Brasil importa entre 20% e 30% do diesel que consome, o que torna o país sensível às oscilações do mercado externo.
Entidades pedem medidas ao governo
Diante desse cenário, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério de Minas e Energia a adoção de medidas para ampliar a oferta de combustível no país e reduzir pressões sobre os preços.
Entre as propostas apresentadas pela entidade está o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, dos atuais 15% para 17% (B17). Segundo a CNA, a medida poderia ajudar a ampliar a disponibilidade de combustível no mercado doméstico e reduzir o impacto de eventuais altas internacionais.
No ofício encaminhado ao governo, o presidente da entidade, João Martins, afirmou que o avanço da mistura de biodiesel pode funcionar como um mecanismo de proteção diante de crises externas.
“Em um cenário de tensões geopolíticas e volatilidade no preço do petróleo, ampliar a participação do biodiesel representa uma medida importante para fortalecer a segurança energética e reduzir pressões sobre os custos logísticos”, destacou.
A confederação também lembra que, em episódios recentes de tensão global, como no início da guerra entre Rússia e Ucrânia em 2022, o preço do barril de petróleo chegou a subir até 40%, provocando aumentos expressivos nos preços do diesel no Brasil.
Produtores relatam aumento e atraso no diesel
Enquanto o cenário internacional se deteriora, produtores rurais já começam a relatar impactos no mercado interno.
A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) informou ter recebido relatos de agricultores sobre cancelamentos de pedidos de diesel previamente agendados, além de aumentos superiores a R$ 1,20 por litro nas últimas horas.
A entidade afirma acompanhar a situação com preocupação, principalmente porque o problema ocorre em um momento crítico para os produtores gaúchos, que iniciam a colheita da safra 2025/2026 de arroz, etapa que exige grande volume de combustível para o funcionamento de máquinas agrícolas e transporte da produção.
Segundo a Federarroz, qualquer problema no abastecimento ou elevação abrupta nos preços pode ampliar ainda mais os custos do setor, que já enfrenta dificuldades.
Atualmente, a saca de arroz é comercializada em média por R$ 55, valor considerado abaixo do custo de produção, estimado entre R$ 85 e R$ 90 por saca.
Impactos podem atingir toda a cadeia produtiva
O diesel também representa um dos maiores custos para o transporte rodoviário de cargas, responsável pela maior parte da movimentação de produtos no país.
Com a alta do combustível, empresas de transporte precisam renegociar contratos e revisar tabelas de frete, o que pode provocar aumento nos custos logísticos e pressionar preços em toda a cadeia produtiva.
No agronegócio, o impacto tende a ser ainda mais sensível, já que o combustível é utilizado em praticamente todas as etapas da produção, desde o preparo do solo até o escoamento da safra.
Além disso, o consumo de diesel no Brasil deve continuar crescendo. Projeções da consultoria StoneX indicam que a demanda por diesel B pode atingir 70,8 milhões de metros cúbicos em 2026, impulsionada principalmente pelo aumento da produção agrícola e pelo transporte de grãos.
Diante desse cenário, representantes do setor defendem ações rápidas para evitar que a escalada da tensão internacional se transforme em um novo fator de pressão sobre os custos do agronegócio brasileiro.
Setores do agronegócio brasileiro estão em alerta diante da possibilidade de alta no preço do diesel, combustível essencial para a produção e a logística no campo. Entidades do setor pedem que o governo federal adote medidas para conter eventuais aumentos, após o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã, que já começa a impactar o mercado internacional de petróleo.
A tensão no Oriente Médio tem provocado instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Com a intensificação da guerra na região, a passagem foi bloqueada, dificultando o fluxo da commodity para países do Ocidente e elevando o risco de aumento nos preços internacionais.
Nos mercados globais, os efeitos já começam a aparecer. O preço do barril de petróleo do tipo Brent chegou a superar US$ 83, acumulando alta nas últimas semanas, segundo dados do mercado internacional.
Para o agronegócio brasileiro, a preocupação é direta. O diesel é um dos principais custos operacionais das atividades agrícolas e do transporte de cargas. Além disso, o Brasil importa entre 20% e 30% do diesel que consome, o que torna o país sensível às oscilações do mercado externo.
Entidades pedem medidas ao governo
Diante desse cenário, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério de Minas e Energia a adoção de medidas para ampliar a oferta de combustível no país e reduzir pressões sobre os preços.
Entre as propostas apresentadas pela entidade está o aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, dos atuais 15% para 17% (B17). Segundo a CNA, a medida poderia ajudar a ampliar a disponibilidade de combustível no mercado doméstico e reduzir o impacto de eventuais altas internacionais.
No ofício encaminhado ao governo, o presidente da entidade, João Martins, afirmou que o avanço da mistura de biodiesel pode funcionar como um mecanismo de proteção diante de crises externas.
“Em um cenário de tensões geopolíticas e volatilidade no preço do petróleo, ampliar a participação do biodiesel representa uma medida importante para fortalecer a segurança energética e reduzir pressões sobre os custos logísticos”, destacou.
A confederação também lembra que, em episódios recentes de tensão global, como no início da guerra entre Rússia e Ucrânia em 2022, o preço do barril de petróleo chegou a subir até 40%, provocando aumentos expressivos nos preços do diesel no Brasil.
Produtores relatam aumento e atraso no diesel
Enquanto o cenário internacional se deteriora, produtores rurais já começam a relatar impactos no mercado interno.
A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) informou ter recebido relatos de agricultores sobre cancelamentos de pedidos de diesel previamente agendados, além de aumentos superiores a R$ 1,20 por litro nas últimas horas.
A entidade afirma acompanhar a situação com preocupação, principalmente porque o problema ocorre em um momento crítico para os produtores gaúchos, que iniciam a colheita da safra 2025/2026 de arroz, etapa que exige grande volume de combustível para o funcionamento de máquinas agrícolas e transporte da produção.
Segundo a Federarroz, qualquer problema no abastecimento ou elevação abrupta nos preços pode ampliar ainda mais os custos do setor, que já enfrenta dificuldades.
Atualmente, a saca de arroz é comercializada em média por R$ 55, valor considerado abaixo do custo de produção, estimado entre R$ 85 e R$ 90 por saca.
Impactos podem atingir toda a cadeia produtiva
O diesel também representa um dos maiores custos para o transporte rodoviário de cargas, responsável pela maior parte da movimentação de produtos no país.
Com a alta do combustível, empresas de transporte precisam renegociar contratos e revisar tabelas de frete, o que pode provocar aumento nos custos logísticos e pressionar preços em toda a cadeia produtiva.
No agronegócio, o impacto tende a ser ainda mais sensível, já que o combustível é utilizado em praticamente todas as etapas da produção, desde o preparo do solo até o escoamento da safra.
Além disso, o consumo de diesel no Brasil deve continuar crescendo. Projeções da consultoria StoneX indicam que a demanda por diesel B pode atingir 70,8 milhões de metros cúbicos em 2026, impulsionada principalmente pelo aumento da produção agrícola e pelo transporte de grãos.
Diante desse cenário, representantes do setor defendem ações rápidas para evitar que a escalada da tensão internacional se transforme em um novo fator de pressão sobre os custos do agronegócio brasileiro.
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