segunda-feira, junho 15, 2026

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Plano Brasil Soberano reduz exigência para crédito


Os ministérios do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Ministério da Fazenda publicaram nesta quarta-feira (3) uma portaria interministerial que amplia o número de empresas aptas a acessar os financiamentos do Plano Brasil Soberano. A partir da próxima segunda-feira (8), empresas exportadoras e fornecedores que registraram impacto igual ou superior a 1% no faturamento bruto em decorrência das tarifas unilaterais impostas pelos Estados Unidos ou dos conflitos no Oriente Médio poderão solicitar acesso às linhas de crédito. Até então, o benefício era destinado apenas às empresas que comprovassem impacto mínimo de 5% no faturamento.

A medida alcança dois dos três grupos contemplados pelo Plano Brasil Soberano. O primeiro reúne empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores afetados pelas medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos com base na Seção 232. Para se enquadrar, o faturamento bruto proveniente das exportações deve representar pelo menos 1% do valor apurado entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025. Entre os setores contemplados estão aço, cobre, alumínio, automotivo e moveleiro.

O terceiro grupo é formado por empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores que mantêm negócios com países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã. Nesses casos, o faturamento bruto com exportações também deve representar pelo menos 1% do total apurado entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.

O ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, afirmou que a medida busca proteger empresas e trabalhadores diante das oscilações do cenário internacional. “essa medida protege o setor produtivo e os empregos dos brasileiros de instabilidades externas, atendendo à determinação do Presidente Lula de colocar os interesses do povo brasileiro sempre em primeiro lugar. Esse é o compromisso do Governo do Brasil.”

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante, destacou o alcance da iniciativa. “A decisão do governo do presidente Lula de ampliar o número de empresas afetadas vai atender uma demanda importante de quem produz e exporta, ainda que o impacto no faturamento seja abaixo de 5%. Até agora, o BNDES já recebeu R$ 6,7 bilhões em pedidos de crédito de empresas afetadas e aprovou R$ 1,6 bilhão”.

A nova portaria não altera as regras aplicadas ao segundo grupo de empresas contempladas pelo programa. Esse segmento reúne setores industriais de média, média-alta e alta intensidade tecnológica considerados relevantes para a balança comercial brasileira, para a modernização produtiva ou para a transição para uma economia de baixo carbono. Estão incluídas empresas dos setores têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, de máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos, eletrônicos, informática, borracha, plástico, equipamentos de transporte e minerais críticos.

Para solicitar acesso ao crédito, as empresas enquadradas no primeiro e no terceiro grupo deverão verificar a elegibilidade por meio do sistema disponibilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A consulta poderá ser realizada a partir desta quinta-feira (4), mediante autenticação na plataforma GOV.BR com certificado digital da empresa. Após a validação, o sistema informará se a companhia atende aos critérios e quais linhas de financiamento estão disponíveis.

Já as empresas do segundo grupo poderão consultar a elegibilidade utilizando o cartão CNPJ. A verificação ocorre por meio do enquadramento do CNAE principal ou secundário nas atividades previstas pela Portaria MDIC/MF nº 171/2026.

Após a confirmação da elegibilidade, a orientação é que as empresas procurem a instituição financeira com a qual já possuem relacionamento. Também é possível consultar, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, quais instituições aderiram ao programa. No caso de operações superiores a R$ 50 milhões, as grandes empresas podem buscar atendimento diretamente junto ao banco de desenvolvimento.

O Plano Brasil Soberano oferece linhas de crédito destinadas ao financiamento de capital de giro, produção voltada à exportação, aquisição de bens de capital e investimentos voltados à ampliação da capacidade produtiva. O programa também contempla projetos de adensamento das cadeias produtivas, adaptação industrial, inovação tecnológica e modernização de produtos, serviços e processos.





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Petrobras abre edital de R$ 23 milhões para projetos com óleo residual em SP e BA


Petrobras abre edital de R$ 23 milhões para projetos com óleo residual em SP e BA

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (4) uma seleção pública com até R$ 23 milhões para financiar quatro projetos sociais voltados à coleta e à comercialização de óleos e gorduras residuais, como óleo de cozinha usado, em municípios de São Paulo e da Bahia. As inscrições ficam abertas até sexta-feira (3 de julho). A iniciativa abrange regiões próximas a refinarias da estatal e a unidades da Petrobras Biocombustíveis.

Pelo edital, a Bahia terá um projeto contemplado, com repasse de até R$ 5 milhões. Em São Paulo, serão selecionadas três iniciativas, com até R$ 6 milhões para cada uma. Somados, os valores chegam ao limite de R$ 23 milhões informado pela companhia.

Segundo a Petrobras, os recursos serão destinados ao fortalecimento de associações, cooperativas e coletivos de catadores que atuem com insumos passíveis de incorporação em produtos coprocessados com conteúdo renovável, como o combustível sustentável de aviação (SAF). As propostas deverão prever aplicação dos recursos em infraestrutura, logística, equipamentos e capacitação administrativa e operacional.

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Os contratos terão duração de 36 meses. O edital também exige ações de qualificação e de fortalecimento das cooperativas com presença nos municípios delimitados pela empresa. As entidades aptas a participar são privadas e sem fins lucrativos, com envio de propostas pela página da Seleção Pública 2026 no site da Petrobras.

Do ponto de vista setorial, a medida se insere na ampliação de cadeias ligadas à economia circular e ao aproveitamento de resíduos como matéria-prima para combustíveis renováveis. Esse tipo de iniciativa tem relação com a agenda de transição energética e com a estruturação de oferta de insumos para segmentos como o de SAF. O edital, no entanto, não detalha no material divulgado os municípios elegíveis nem metas de volume de coleta por projeto.

A seleção pública define prazo de inscrição e teto de investimento, mas os efeitos operacionais sobre a oferta de óleo residual e sobre a cadeia de combustíveis renováveis dependerão dos projetos escolhidos e da execução local ao longo dos 36 meses de contrato.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Scott Bessent reconhece alta da gasolina nos EUA após conflito com Irã


Combustíveis caem 1,47% e levam transportes ao recuo no IPCA-15 de maio

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quinta-feira (4), durante audiência na Câmara dos Representantes, que os preços da gasolina subiram no país em decorrência do conflito envolvendo o Irã. Segundo ele, a alta observada também no petróleo tende a ser temporária. Bessent declarou ainda que o conflito com o Irã foi interrompido, sem classificar formalmente a situação como guerra.

A declaração foi dada durante uma audiência sobre as prioridades do Departamento do Tesouro. Questionado por parlamentares, Bessent reconheceu a pressão recente sobre os combustíveis, mas avaliou que o movimento não deve se prolongar. O secretário não apresentou, na audiência, números sobre a variação da gasolina nem detalhou patamares do petróleo.

No mesmo depoimento, Bessent afirmou que a Casa Branca pediu ao Congresso avanço em medidas relacionadas à eliminação do imposto sobre combustíveis. Ele não informou quais propostas estão em análise nem prazos para eventual tramitação.

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Em outro ponto, o secretário reiterou que a estratégia de emissão da dívida pública dos Estados Unidos continuará de forma regular e previsível. Segundo Bessent, o país precisa preservar a credibilidade dos títulos do Tesouro em meio à necessidade de financiamento dos déficits federais.

Para o setor agropecuário, a movimentação dos combustíveis e do petróleo é um indicador relevante porque influencia custos de transporte, diesel consumido em operações no campo e despesas logísticas da cadeia de insumos e alimentos. Em momentos de tensão geopolítica no Oriente Médio, o mercado de energia costuma reagir com maior volatilidade, o que pode alterar referências de custos em cadeias dependentes de frete rodoviário e energia.

Como Bessent não detalhou a magnitude da alta nem apresentou medidas já implementadas, ainda não há base factual suficiente para estimar efeitos mais amplos sobre preços ou custos no curto prazo.

O foco do mercado deve seguir sobre a evolução do conflito no Oriente Médio e sobre a trajetória do petróleo nos próximos dias. Sem dados adicionais do governo dos Estados Unidos sobre preços, duração do movimento ou medidas tributárias, a avaliação técnica disponível permanece limitada ao reconhecimento de pressão temporária sobre os combustíveis.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Fitch eleva projeção do PIB do Brasil em 2026 e reduz estimativa para 2027


Resultado do PIB reforça projeção de alta de 2,3% em 2026, diz Durigan

A Fitch Ratings elevou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2,1% em 2026, ante 1,9% estimados em março, segundo relatório de Perspectiva da Economia Global divulgado nesta quinta-feira (4). Para 2027, a agência reduziu a previsão de 1,8% para 1,7%, ao considerar menor impulso fiscal após o período eleitoral. A estimativa para 2028 é de alta de 2%.

No relatório, a agência atribuiu a revisão para 2026 ao desempenho mais forte da economia no primeiro trimestre. Segundo a Fitch, o consumo segue sustentado pela taxa de desemprego em mínima histórica e pelos ganhos salariais reais. A agência também citou a reforma tributária aprovada em 2025 e o dinamismo dos setores de agricultura e extrativismo como fatores de apoio à atividade.

Para 2027, o cenário considera redução do estímulo fiscal, em um ambiente de transição após as eleições gerais previstas para outubro. A Fitch também apontou incertezas sobre a política doméstica, os efeitos do fenômeno El Niño e o choque global de energia associado à guerra no Oriente Médio como fatores que contribuem para uma postura monetária mais rígida no Brasil.

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Na inflação, a projeção da agência é de 5% no fim de 2026, acima da faixa de tolerância perseguida pelo Banco Central (BC), com retorno gradual para 4% em 2027. A avaliação se apoia, segundo a Fitch, na aceleração indicada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de meados de maio e na alta das expectativas inflacionárias.

Com esse quadro, a agência passou a prever taxa Selic de 13% no fim de 2026, acima dos 12% estimados anteriormente. Para 2027, a projeção foi mantida em 10,5%. A Fitch também indicou enfraquecimento gradual do real frente ao dólar, diante da flexibilização monetária e das preocupações com o quadro fiscal.

Para o agronegócio, esse ambiente macroeconômico é acompanhado de perto porque juros, inflação e câmbio influenciam o custo do crédito, o preço de insumos e a competitividade das exportações. O relatório, no entanto, não detalha efeitos setoriais específicos por cadeia produtiva.

A revisão da Fitch mostra melhora na expectativa para a atividade em 2026, mas mantém atenção sobre inflação, juros e política fiscal no horizonte seguinte. Sem detalhamento adicional por setor no documento citado, a leitura técnica para o agro depende da evolução desses indicadores e de seus reflexos sobre financiamento, custos e mercado externo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Exportação de carne bovina supera 1,3 milhão de toneladas até maio, diz Abiec


carne bovina frigoríficos
Foto: Freepik

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o Brasil exportou 297 mil toneladas de carne bovina em maio, alta de 17,8% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação com abril, o avanço foi de 2,9%.

A receita com os embarques somou US$ 1,83 bilhão, crescimento de 6,5% frente ao mês anterior. O preço médio da proteína exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, alta de 3,5%.

China concentra embarques

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira em maio, com importações de 157,6 mil toneladas e faturamento de US$ 1,06 bilhão. O país respondeu por 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no período.

De acordo com a Abiec, o aumento dos embarques ocorre em um cenário de antecipação das compras pelo mercado chinês diante da implementação das medidas de salvaguarda anunciadas para o setor.

Os Estados Unidos ficaram na segunda posição entre os compradores da proteína brasileira, com 28,8 mil toneladas importadas e receita de US$ 195,6 milhões. Na sequência aparecem Rússia, Chile e União Europeia.

A carne bovina in natura representou 88,2% do volume exportado e respondeu por 93,1% da receita obtida pelo setor em maio, totalizando US$ 1,7 bilhão.

Exportações superam 1,3 milhão de toneladas

No acumulado de janeiro a maio, o Brasil exportou 1,388 milhão de toneladas de carne bovina, volume 15,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

A receita alcançou US$ 7,88 bilhões, enquanto o preço médio das exportações ficou em US$ 5.677 por tonelada.

A China também lidera com folga no acumulado do ano. Foram 631,9 mil toneladas embarcadas para o país asiático, com faturamento de US$ 3,78 bilhões. O mercado respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% da receita do setor nos cinco primeiros meses de 2026.

As compras chinesas cresceram 27,8% em relação ao mesmo período de 2025. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas importadas, seguidos por Chile, Rússia e União Europeia.

Segundo a Abiec, a presença da carne bovina brasileira em mais de 177 mercados segue contribuindo para a competitividade e a estabilidade das exportações do setor.

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Girolando bate novo recorde mundial de produção de leite na Megaleite


Recordista da raça girolando na Megaleite 2026
Foto: Divulgação/Girolando

A raça girolando ganhou uma nova recordista mundial de produção de leite durante a 21ª edição da Megaleite, realizada em Belo Horizonte (MG). A vaca Jornada Montross FIV LPN alcançou produção total de 337,950 quilos de leite, com média de 112,650 quilos, e superou a marca anterior registrada neste ano.

O animal conquistou os títulos de Grande Campeã de Produção Absoluta de Leite e Grande Campeã de Composição do Leite no torneio leiteiro da feira. Com o resultado, ultrapassou a vaca Fernanda Forbes IS Olhos D’Água, da composição Girolando 3/4, que havia atingido média de 111,947 quilos de leite na Expoleite 2025.

As duas recordistas pertencem ao criador Rodrigo Nogueira Ferreira, do criatório Gir e Girolando Elma, de Inhaúma (MG). Pelos títulos conquistados na Megaleite, o expositor recebeu duas motos zero quilômetro.

Mais dois recordes na Megaleite

Outro destaque do torneio foi a vaca Gemada FIV Feriado 1259 Mogiana, da composição girolando 1/4. O animal produziu 263,790 quilos de leite, com média de 87,930 quilos, estabelecendo novo recorde da categoria. Ela foi campeã entre as vacas adultas tanto em produção absoluta quanto em composição do leite.

Segundo Rodrigo Nogueira Ferreira, os resultados demonstram a evolução genética da raça e seu potencial produtivo.

“O torneio leiteiro é uma vitrine importante para mostrar o potencial da raça, mas sabemos que, mais que uma premiação, esse resultado reflete como o girolando tem avançado, alcançando altas produções de leite e trazendo muito mais rentabilidade para o produtor de leite”, afirmou.

O terceiro recorde da edição foi registrado entre as vacas jovens girolando 3/4. A vaca Singela Countdown23072 Campos Lima, da Agropecuária Campos Lima Ltda., de Delfim Moreira (MG), produziu 269,780 quilos de leite, com média de 89,927 quilos. Com isso, conquistou os títulos de Campeã Vaca Jovem 3/4 e Campeã Vaca Jovem Geral.

Resultado na raça guzerá

O torneio leiteiro da Megaleite ocorreu entre os dias 31 de maio e 3 de junho, no Parque da Gameleira, em Belo Horizonte, e reuniu 26 animais.

Na raça guzerá, a Grande Campeã foi a vaca Vita Boa Lembrança, de propriedade do expositor Marcelo Lack. O animal produziu 134,10 quilos de leite, com média de 44,70 quilos.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Fenarroz abre 26ª edição em Cachoeira do Sul com foco na cadeia do arroz


Fenarroz abre 26ª edição em Cachoeira do Sul com foco na cadeia do arroz

A 26ª edição da Fenarroz, multifeira voltada ao agronegócio, foi oficialmente aberta na manhã desta quinta-feira (4), em Cachoeira do Sul, na região Central do Rio Grande do Sul. A programação segue até domingo (7) e reúne expositores, produtores, agroindústrias familiares e representantes de órgãos públicos ligados ao setor. Segundo os organizadores e autoridades presentes, a feira tem foco em negócios, tecnologia e desenvolvimento da cadeia orizícola.

A abertura contou com a presença de representantes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Entre os destaques da programação está o Pavilhão da Agricultura Familiar, apoiado pela SDR, com 40 empreendimentos de 25 municípios gaúchos entre os dias 2 e 7 de junho.

No espaço, estão expostos produtos como embutidos, carnes e derivados, panificados, doces, mel, bebidas artesanais, vinhos, cachaças, flores, artesanato, cuias e outros itens coloniais. A participação dessas agroindústrias amplia a visibilidade comercial de pequenos produtores e cria oportunidade de acesso a novos compradores durante a feira.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

A Fenarroz é voltada principalmente à cadeia do arroz, segmento de peso na agropecuária gaúcha. Durante a abertura, o secretário adjunto da Seapi, Antonio Carlos Ferreira Neto, afirmou que o Rio Grande do Sul responde por cerca de 70% da produção nacional de arroz. O dado reforça a relevância econômica da orizicultura para emprego, renda e atividade industrial no estado.

Também foi citado o papel do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) em pesquisa, genética e assistência técnica aos produtores. Nesse contexto, a feira funciona como espaço de divulgação de tecnologias, troca de informações e aproximação entre produção, pesquisa e mercado.

As informações disponíveis não detalham volume de negócios esperado, número total de expositores nem estimativas de público para esta edição.

Do ponto de vista técnico e comercial, a Fenarroz concentra temas centrais para a cadeia do arroz e para a agricultura familiar gaúcha, como inovação, agregação de valor e acesso a mercado. Sem dados consolidados de negócios ou público, os resultados desta edição deverão ser medidos ao longo da programação e após o encerramento do evento.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Canaviais reduzem em 90% uso de herbicidas


A pulverização localizada de herbicidas tem ganhado espaço no manejo da cana-de-açúcar por permitir a aplicação apenas nos pontos onde há presença de plantas daninhas. A prática reduz o uso de insumos, evita desperdícios e melhora a eficiência das operações no campo.

Na cultura da cana, a tecnologia Weed-it, da Zait.ag, apresentou economia média de 90,5% no consumo de herbicidas em aplicações realizadas pela Usina Ester, em Cosmópolis, no interior de São Paulo. O levantamento considera operações feitas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026.

O sistema utiliza sensores instalados nas barras de pulverização para identificar, em tempo real, a presença de plantas daninhas. Com essa leitura, válvulas de alta velocidade são acionadas somente nos locais necessários, direcionando o produto ao alvo.

Segundo relatório técnico da Usina Ester, foram manejados 589,1 hectares no período, mas apenas 55,95 hectares receberam aplicação efetiva de herbicidas. Em algumas operações, a economia superou 99% do volume aplicado, especialmente em áreas de reforma de canaviais, pós-colheita e manejo localizado.

“O Weed-it já demonstrou grande eficiência em culturas anuais e agora temos observado resultados extremamente positivos também na cana-de-açúcar. Em muitos casos, a redução no uso de herbicidas supera 90%, trazendo impacto direto no custo operacional das usinas e produtores”, afirma.

A tecnologia já é utilizada em cerca de 2 milhões de hectares no Brasil, principalmente em grãos e algodão, e passa a ampliar presença no setor sucroenergético. Para a Zait.ag, a redução no uso de herbicidas impacta diretamente os custos operacionais e contribui para práticas mais sustentáveis. “A tecnologia não depende de calibrações complexas e entrega resultados visíveis logo após a aplicação. Isso facilita a adoção pelas equipes operacionais e acelera o retorno sobre o investimento”, destaca Ferraz.

 





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Energia solar reduz custos e ganha espaço em fazendas brasileiras


energia solar
Foto: Pixabay

A energia solar vem ganhando espaço nas propriedades rurais brasileiras e se consolidando como uma ferramenta para reduzir custos e aumentar a eficiência da produção. Da irrigação ao armazenamento de grãos, a tecnologia já faz parte da rotina de produtores que buscam maior previsibilidade financeira e menos dependência das oscilações nas tarifas de energia.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o agronegócio responde por cerca de 29% da energia renovável consumida no país. O avanço da tecnologia tem impulsionado sua adoção em atividades como bombeamento de água, resfriamento de leite, climatização de ambientes e operação de silos e câmaras frias.

Além da economia na conta de luz, a geração própria de energia permite um planejamento mais estável dos custos da propriedade.

“Hoje, a energia elétrica representa uma parcela importante dos custos operacionais do agronegócio. Quando o produtor consegue reduzir essa despesa de forma consistente, ele ganha competitividade, melhora o fluxo de caixa da propriedade e consegue investir mais em produtividade e tecnologia”, afirma Raphael Brito, CEO da Solarprime.

Irrigação lidera aplicações

Entre os usos mais comuns da energia solar no campo estão os sistemas de irrigação, que figuram entre os maiores consumidores de eletricidade em diversas culturas.

Em propriedades que dependem do bombeamento constante de água, especialmente durante períodos de estiagem, os sistemas fotovoltaicos podem reduzir significativamente os gastos com energia. Segundo a empresa, a economia pode chegar a até 90% quando a geração própria é combinada com sistemas de armazenamento.

A tecnologia também tem ampliado sua presença em silos, galpões, estruturas de ventilação e câmaras frias, que demandam fornecimento contínuo de energia ao longo das safras.

“A energia solar deixou de ser vista apenas como uma alternativa sustentável e passou a ocupar um papel estratégico dentro das propriedades rurais. O produtor busca eficiência, previsibilidade e mais autonomia energética para sustentar o crescimento da operação”, destaca Brito.

Uso avança na pecuária

Na pecuária, a energia solar tem sido utilizada em sistemas de ordenha, resfriamento de leite e abastecimento de água para os animais.

Em regiões mais distantes dos centros urbanos, onde o fornecimento de energia pode apresentar instabilidades, a geração própria também contribui para aumentar a segurança operacional das fazendas.

Outro fator que impulsiona a adoção da tecnologia é a durabilidade dos equipamentos, aliada à baixa necessidade de manutenção.

“O produtor rural brasileiro está cada vez mais atento à gestão do negócio. A energia solar entra como uma ferramenta importante para aumentar a eficiência, reduzir desperdícios e tornar a operação mais sustentável economicamente no longo prazo”, conclui o executivo.

*Com informações da assessoria de imprensa

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Economista diz que novas tarifas de Trump podem ser barradas na Justiça


Argentina e Uruguai esgotam cotas de arroz e ovos para a União Europeia

O economista Paul Krugman afirmou nesta quinta-feira (4) que a nova rodada de tarifas anunciada pelo governo de Donald Trump repete uma estratégia que, na avaliação dele, tem baixa chance de resistir ao escrutínio judicial nos Estados Unidos.

A crítica foi publicada após o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) abrir investigação contra parceiros comerciais, entre eles Brasil, União Europeia e Japão. O material disponível indica que produtos brasileiros foram enquadrados em sobretaxa de 12,5%.

Em artigo publicado nesta quinta-feira (4), Krugman afirmou que a Casa Branca tem recorrido a interpretações amplas de leis comerciais para impor sobretaxas sem aprovação do Congresso norte-americano. Segundo ele, parte das tarifas anteriores já foi derrubada pela Suprema Corte dos EUA, e a administração passou a buscar novas justificativas legais para sustentar a política.

O USTR informou a abertura de investigação sob o argumento de que alguns parceiros comerciais falham em “impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”. Krugman contestou essa justificativa e classificou a medida como juridicamente frágil e incompatível com acordos internacionais.

No caso do Brasil, o conteúdo disponível aponta enquadramento na faixa mais alta da nova sobretaxa, de 12,5%, um dia após recomendação de tarifa adicional de 25% sobre exportações nacionais por supostas práticas comerciais “irracionais”. Segundo a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), algumas mercadorias brasileiras podem enfrentar tarifas acumuladas de até 37,5%.

Krugman também afirmou que a política tarifária não atingiu seus objetivos declarados de fortalecimento da indústria norte-americana. Ele citou pesquisa Harris Poll segundo a qual 64% dos republicanos, 67% dos independentes e 77% dos democratas avaliam que as tarifas elevaram os preços pagos pelos consumidores.

Para o comércio exterior brasileiro, o efeito prático dependerá do alcance setorial das medidas e da lista final de produtos atingidos, informação que não foi detalhada no material disponível. Sem essa definição, ainda não é possível dimensionar com precisão os impactos sobre cadeias exportadoras específicas, inclusive do agronegócio.

O desdobramento técnico da medida dependerá da tramitação da investigação conduzida pelo USTR, de eventual contestação judicial nos Estados Unidos e da definição dos produtos efetivamente alcançados pelas sobretaxas. Até o momento, faltam informações oficiais detalhadas sobre os setores brasileiros mais expostos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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