segunda-feira, junho 15, 2026
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EUA e Irã fecham acordo para encerrar guerra; Estreito de Ormuz deve ser reaberto


Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Os Estados Unidos e o Irã anunciaram neste domingo (14) um acordo para encerrar o conflito entre os dois países e iniciar o processo de reabertura do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de petróleo.

A assinatura oficial do entendimento está prevista para sexta-feira (19), na Suíça, com mediação do Paquistão. Embora os detalhes completos ainda não tenham sido divulgados, autoridades dos dois países confirmaram que o acordo prevê a retomada da navegação no estreito e o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou o avanço das negociações e anunciou a suspensão das restrições marítimas.

“Parabéns a todos. Autorizo integralmente a abertura do Estreito de Ormuz sem pedágio e a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos”, escreveu em suas redes sociais.

Do lado iraniano, o vice-ministro das Relações Exteriores, Kazem Gharibabadi, também confirmou o acordo, mas afirmou que sua implementação dependerá da assinatura formal prevista para esta semana.

Reabertura deve ocorrer em até 30 dias

Segundo a agência iraniana Mehr, ligada ao governo de Teerã, a expectativa é que o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz seja normalizado em até 30 dias.

A hidrovia é responsável pela passagem de uma parcela significativa do petróleo consumido no mundo, além de gás natural e derivados utilizados na produção de fertilizantes. O fechamento da rota durante o conflito provocou forte preocupação nos mercados internacionais e elevou os custos logísticos globais.

Com a perspectiva de retomada da navegação, os preços do petróleo recuaram imediatamente.

O barril do Brent, referência internacional, caiu cerca de 4%, sendo negociado próximo de US$ 84. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, recuou para aproximadamente US$ 81 por barril.

O que prevê o acordo

Apesar da ausência de um texto oficial divulgado pelos governos, informações publicadas por veículos internacionais apontam alguns dos principais pontos do entendimento.

Entre eles estão:

  • Reabertura do Estreito de Ormuz;
  • Suspensão do bloqueio naval norte-americano;
  • Cessar-fogo de 60 dias em diferentes frentes do conflito;
  • Flexibilização gradual das sanções econômicas contra o Irã;
  • Retomada das exportações iranianas de petróleo;
  • Negociações posteriores sobre o programa nuclear iraniano.

Segundo fontes ouvidas pela imprensa internacional, temas mais sensíveis, como o enriquecimento de urânio e o futuro do programa nuclear iraniano, continuarão sendo discutidos nos próximos 60 dias.

Mercado acompanha negociações

Analistas avaliam que a reabertura do Estreito de Ormuz tende a reduzir parte da pressão sobre os preços internacionais de energia e fertilizantes, setores diretamente impactados pelas restrições à navegação na região.

O corredor marítimo é considerado estratégico para o abastecimento global de petróleo. Qualquer interrupção prolongada no tráfego costuma gerar volatilidade nos mercados e preocupações com a segurança energética mundial.

Apesar do anúncio, o acordo ainda enfrenta resistência de setores políticos nos Estados Unidos e de aliados de Israel, que defendem medidas mais rígidas em relação ao programa nuclear iraniano.

As negociações devem prosseguir nas próximas semanas para definir os termos finais do entendimento e estabelecer mecanismos de monitoramento do cumprimento dos compromissos assumidos pelas duas partes.

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