segunda-feira, junho 15, 2026

Agro

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Alta na inadimplência no agro revela pressão financeira no setor


Dados recentes indicam um aumento na inadimplência no setor agropecuário, refletindo um cenário de pressão financeira crescente. A análise revela diferenças significativas entre perfis de produtores e regiões, com alguns estados apresentando índices de inadimplência mais controlados, mesmo em meio a perdas de safra e restrições de crédito.

Cenário de inadimplência

A inadimplência no agro é um reflexo das dificuldades enfrentadas pelos produtores, que lidam com um ciclo agrícola longo e custos crescentes. O comentarista Miguel Daúde destaca que a resiliência é fundamental para a adaptação financeira dos agricultores brasileiros.

Desafios enfrentados pelos produtores

  • Oscilações de preços e custos elevados impactam a rentabilidade.
  • Expectativas de venda muitas vezes não se concretizam devido à queda nos preços.
  • O clima e a taxa de juros também influenciam a situação financeira dos produtores.

Perspectivas futuras

O endividamento dos produtores pode piorar antes de melhorar, mas a resiliência e o planejamento são essenciais para enfrentar os desafios. A expectativa é que, com estratégias adequadas, os agricultores consigam superar esse cenário e garantir a continuidade de suas atividades.

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AgroNewsPolítica & Agro

Superávit comercial soma US$ 8 bilhões em maio


O Brasil encerrou o mês de maio de 2026 com superávit de US$ 8 bilhões na balança comercial. As exportações somaram US$ 32 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 24,1 bilhões, resultando em uma corrente de comércio de US$ 56 bilhões. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as vendas externas alcançaram US$ 149 bilhões e as compras internacionais totalizaram US$ 116 bilhões, gerando saldo positivo de US$ 33 bilhões e movimentação comercial de US$ 264 bilhões. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (3) pela Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, as exportações cresceram 6,6% na comparação entre maio de 2026 e o mesmo mês de 2025, passando de US$ 29,92 bilhões para US$ 31,9 bilhões. As importações avançaram 5,3% no mesmo período, saindo de US$ 22,86 bilhões para US$ 24,08 bilhões. Com isso, a corrente de comércio registrou alta de 6,1% em relação a maio do ano passado.

No acumulado de janeiro a maio, as exportações cresceram 8,7%, passando de US$ 136,68 bilhões para US$ 148,57 bilhões. As importações avançaram 3,2%, chegando a US$ 115,91 bilhões. Como resultado, a corrente de comércio alcançou US$ 264,48 bilhões, alta de 6,2% na comparação com os cinco primeiros meses de 2025.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, entre os setores exportadores, a agropecuária registrou crescimento de US$ 730 milhões em maio, avanço de 9,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os produtos da indústria de transformação tiveram aumento de US$ 1,37 bilhão, equivalente a 9%, enquanto a indústria extrativa apresentou retração de US$ 130 milhões, queda de 1,9%.

Nas importações, os produtos da indústria de transformação lideraram o crescimento, com aumento de US$ 1,34 bilhão e avanço de 6,3% em maio. Já a agropecuária registrou retração de 7,8%, enquanto a indústria extrativa teve queda de 10,1% na comparação anual.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, a agropecuária ampliou suas exportações em US$ 2,36 bilhões, crescimento de 7,3%. A indústria extrativa registrou expansão de US$ 5,37 bilhões, avanço de 17,3%, enquanto os produtos da indústria de transformação cresceram US$ 4,08 bilhões, alta de 5,6%.

Pelo lado das importações acumuladas no ano, os produtos da indústria de transformação avançaram US$ 4,34 bilhões, alta de 4,2%. Em contrapartida, a agropecuária registrou redução de US$ 530 milhões, enquanto a indústria extrativa apresentou retração de US$ 310 milhões.

Em maio, a agropecuária exportou US$ 8,15 bilhões, crescimento de 9,8%. A indústria extrativa somou US$ 6,96 bilhões, com queda de 1,9%, e a indústria de transformação alcançou US$ 16,63 bilhões, avanço de 9%. O resultado consolidou o crescimento das exportações brasileiras no mês.

O aumento das exportações foi impulsionado principalmente pelas vendas de milho não moído, que cresceram 267,2%, soja, com alta de 14,6%, e algodão em bruto, que avançou 45,3%. Na indústria extrativa, destacaram-se os embarques de minérios de cobre e seus concentrados, com crescimento de 149,4%, além de outros minerais em bruto. Já na indústria de transformação, os principais destaques foram carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com aumento de 50,2%, óleos combustíveis e ouro não monetário.

Apesar do desempenho positivo, alguns produtos registraram retração nas exportações em maio. Entre eles estão café não torrado, com queda de 24,5%, tabaco em bruto, que recuou 83,4%, minério de ferro e seus concentrados, com redução de 15,2%, além de açúcar, celulose e produtos semiacabados de ferro ou aço.

No acumulado do ano, a agropecuária exportou US$ 34,53 bilhões, a indústria extrativa alcançou US$ 36,47 bilhões e a indústria de transformação somou US$ 76,76 bilhões. O crescimento das exportações foi impulsionado pelas vendas de animais vivos, milho, soja, minérios de Cobre, petróleo bruto, carne bovina, óleos combustíveis e ouro não monetário.

Por outro lado, alguns produtos registraram queda nas vendas externas entre janeiro e maio. É o caso do trigo e centeio não moídos, café não torrado, minérios de alumínio, carvão mineral, sucos de frutas, açúcar e alumina.

Nas importações de maio, a agropecuária movimentou US$ 460 milhões, enquanto a indústria extrativa somou US$ 860 milhões. Já a indústria de transformação respondeu por US$ 22,6 bilhões, sustentando o crescimento das compras externas brasileiras no período.

O avanço das importações foi influenciado pelo aumento das compras de pescado, produtos hortícolas e soja na agropecuária. Na indústria extrativa, destacaram-se fertilizantes brutos, carvão e linhita. Já na indústria de transformação, cresceram as importações de combustíveis, componentes eletrônicos e veículos automóveis de passageiros.

Mesmo com o crescimento das importações, alguns produtos registraram retração nas compras externas em maio, entre eles trigo, cevada, frutas frescas, petróleo bruto, produtos laminados de aço, motores e máquinas não elétricos e geradores elétricos.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a agropecuária importou US$ 2,26 bilhões, a indústria extrativa US$ 4,72 bilhões e a indústria de transformação US$ 108,15 bilhões. O crescimento das importações foi impulsionado principalmente pelas compras de soja, minério de ferro, carvão mineral, combustíveis, medicamentos e veículos automóveis.

Entre os produtos que registraram queda nas importações acumuladas até maio estão trigo, cacau, borracha natural, petróleo bruto, gás natural, defensivos agrícolas, produtos laminados de aço e motores e máquinas não elétricos, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.





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Facisc apresenta 2ª edição do Mapa do Agro com dados inéditos sobre Santa Catarina


A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) lançou a segunda edição do Mapa do Agrocatarinense, que apresenta dados e estimativas inéditas sobre o agronegócio no estado. Santa Catarina se destaca como um dos cinco maiores produtores do Brasil em mais de 50 segmentos, evidenciando a força do setor na economia local.

Dados do agronegócio catarinense

O levantamento revela que o agronegócio movimentou R$ 4 bilhões em 2023, representando 35% da economia do estado. Além disso, o setor envolve mais de 1.600.000 trabalhadores. O mapa fornece informações detalhadas sobre:

  • Produção e quantidades de produtos
  • Empregos gerados
  • Exportações e arrecadação
  • Comercialização a nível estadual e internacional

Diversidade e competitividade

A nova edição do mapa também destaca a diversidade do setor, com Santa Catarina liderando a produção nacional em 12 cadeias produtivas. Os principais produtos incluem:

  • Maçã
  • Carne suína
  • Pescados e moluscos
  • Agroindústria, como confecção, madeira e papel

Desafios do setor

Apesar dos dados positivos, o agronegócio catarinense enfrenta desafios significativos, como:

  • Logística
  • Competitividade
  • Infraestrutura

Essas informações são essenciais para que produtores e comerciantes possam otimizar suas operações e expandir suas vendas, tanto no mercado interno quanto no exterior.

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Caminhos do Campo completa 20 anos transformando o rural capixaba


O programa Caminhos do Campo, que completa 20 anos, transformou a realidade rural do Espírito Santo ao encurtar distâncias e ampliar oportunidades para milhares de famílias. Idealizado pelo atual governador Ricardo Ferraço, na época secretário de Agricultura, o projeto revolucionou a logística rural, facilitando o escoamento da produção agrícola e fortalecendo o agroturismo no estado.

Impacto na logística e economia rural

Desde sua criação, o Caminhos do Campo se destacou por:

  • Transformar estradas rurais em acessos viáveis para a produção de alimentos.
  • Gerar oportunidades de emprego e desenvolvimento nas comunidades.
  • Preservar recursos naturais ao utilizar o traçado natural das rodovias.

Histórico e evolução do programa

O primeiro caminho inaugurado foi a rota do lagarto, no município de Domingos Martins, que se tornou um sucesso no escoamento da produção agrícola e no fortalecimento do agroturismo. Ao longo dos anos, mais de 13 km de calçamento rural foram implementados, beneficiando diversas regiões do estado.

Valorização da agricultura familiar

A agricultura de base familiar é a principal atividade rural no Espírito Santo, e o Caminhos do Campo contribuiu para:

  • Motivar e dar estima aos produtores rurais.
  • Facilitar o acesso aos mercados urbanos.
  • Promover o respeito e a dignidade para aqueles que alimentam as famílias capixabas.

O governador Ricardo Ferraço expressou sua satisfação com os resultados do programa, que continua a trazer bons frutos para o Espírito Santo.

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Nova frente fria traz chuvas para sul e sudeste do Brasil


Uma nova frente fria está se aproximando e deve trazer chuvas significativas para as regiões sul e sudeste do Brasil na próxima semana. O meteorologista Artur Miller, do Canal Rural, destacou que a previsão indica um aumento na precipitação, especialmente em estados como Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

Previsão para os próximos dias

Nos próximos dias, o tempo deve seguir predominantemente ensolarado em grande parte do centro-sul do país, mas há expectativa de temporais, principalmente no Espírito Santo e na zona da Mata Mineira. A chuva deve se intensificar a partir da próxima semana, com volumes que podem variar entre 30 e 40 mm em cinco dias.

Impactos da nova frente fria

A nova frente fria trará não apenas chuvas, mas também uma queda nas temperaturas. Entre os dias 14 e 18 de junho, a previsão é de que os volumes de chuva sejam mais expressivos, com destaque para:

  • Paraná: mais de 100 mm em 5 dias
  • São Paulo: mais de 100 mm em 5 dias
  • Mato Grosso do Sul: mais de 100 mm em 5 dias
  • Minas Gerais: mais de 100 mm em 5 dias

Além disso, a massa de ar polar que se formará pode trazer risco de geadas em algumas regiões, como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, com temperaturas mínimas podendo ficar abaixo dos 5ºC.

Temperaturas e condições climáticas

O amanhecer de quinta-feira deve registrar mínimas em torno de 14 a 15ºC, enquanto as máximas podem chegar a 33ºC em regiões como o Matopiba. O tempo firme deve prevalecer em Petrolina, Pernambuco, durante os próximos dias.

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Cartilha orienta produtores rurais sobre pragas quarentenárias da soja


Em meio a um cenário de exigências cada vez maiores no mercado internacional, uma nova cartilha foi lançada para auxiliar os produtores rurais a evitar prejuízos e garantir a qualidade das exportações brasileiras de soja. O material traz orientações sobre pragas quarentenárias que podem impedir a exportação e comprometer negócios importantes, especialmente com a China.

Lançamento da cartilha

A cartilha foi apresentada durante o Congresso Brasileiro de Produtores de Soja, realizado pela Prossoja Brasil. O especialista em boas práticas agrícolas, Jair Madioni, destacou a importância do material para os produtores que atuam no mercado de exportação.

Importância das pragas quarentenárias

As pragas quarentenárias são organismos que incluem fungos, plantas daninhas, insetos e bactérias que precisam ser controlados ao entrar ou sair do Brasil. A identificação dessas pragas é crucial, pois sua presença pode resultar na recusa ou devolução de cargas exportadas, impactando economicamente o setor.

  • Pragas podem causar problemas econômicos e sanitários.
  • Exportações para a China estão sujeitas a rigorosas análises fitossanitárias.
  • Perdas recentes de cargas para a China evidenciam a necessidade de controle eficaz.

Acesso à cartilha

A cartilha está disponível nos canais da Prossoja, onde os produtores podem baixá-la e utilizá-la em suas atividades diárias. Além disso, é recomendado que os agricultores consultem agrônomos e técnicos para garantir o controle adequado das pragas quarentenárias.

Mensagem final

Jair Madioni enfatizou que as ferramentas de boas práticas agrícolas são essenciais para que os produtores possam cultivar de forma sustentável e produtiva, assegurando a qualidade das suas exportações.

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Mauro Vieira contesta argumentos dos EUA para novas tarifas contra o Brasil


Arco Norte amplia peso na exportação de grãos e na entrada de fertilizantes

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que os argumentos utilizados pelos Estados Unidos para propor novas tarifas contra o Brasil não são legítimos. Em entrevista à GloboNews, ele disse que o governo brasileiro apresentou informações para responder às acusações levantadas pela investigação comercial americana. As medidas ainda não entraram em vigor e seguem em negociação até 6 de julho.

Segundo Mauro Vieira, o Brasil contestou os pontos apresentados pelos Estados Unidos e espera que a documentação enviada seja considerada na mesa de negociação com a Casa Branca. Nesta quarta-feira (3), em Paris, o chanceler se reuniu com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, que, de acordo com o ministro, sinalizou disposição para dialogar.

Na segunda-feira (1º), o Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) recomendou uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após concluir a investigação da Seção 301, instrumento usado para apurar supostas práticas comerciais irregulares. Entre os temas citados pelos americanos estão o Pix, o desmatamento ilegal, medidas anticorrupção, a taxação do etanol e a proteção à propriedade intelectual.

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Na terça-feira (2), o USTR ainda propôs uma tarifa adicional de 12,5% sobre o Brasil por supostas falhas no combate ao comércio de produtos fabricados com trabalho forçado. Outros 59 países também foram incluídos nessa medida.

Até 6 de julho, o processo permanece em fase de negociação. Nessa data, está prevista uma audiência para ouvir representantes brasileiros e americanos antes de uma decisão final sobre a adoção das tarifas.

Sem a lista final de produtos atingidos e sem detalhamento por setor, ainda não é possível dimensionar de forma precisa os efeitos sobre cadeias exportadoras brasileiras. O desfecho dependerá do resultado das negociações e da audiência prevista para julho.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Inadimplência no agronegócio brasileiro ultrapassa 8% em 2026


A inadimplência no agronegócio brasileiro alcançou 8,2% em 2026, segundo pesquisa da Serasa Experian. O estudo revela que, apesar de problemas climáticos, o Rio Grande do Sul se destaca como o estado com o menor índice de inadimplência do país.

Dados da inadimplência

  • Inadimplência no campo atinge 8,2% entre pequenos, médios e grandes produtores.
  • O índice representa um aumento de 1 ponto percentual em relação a 2024.
  • Produtores sem registro rural apresentam a maior inadimplência, quase 10%.
  • A maior parte das dívidas é com instituições financeiras, com média de R$ 115.500.

Desafios enfrentados pelos produtores

Os produtores rurais enfrentam um cenário desafiador, com custos elevados e crédito restrito. A pressão financeira é acentuada por:

  • Altos custos de insumos e fertilizantes.
  • Preços voláteis dos produtos agrícolas.
  • Concentração de débitos em grupos menores, dificultando o pagamento.

Rio Grande do Sul como exemplo

O Rio Grande do Sul, mesmo enfrentando crises de endividamento, apresenta uma inadimplência de 5,3% no último trimestre de 2025. Fatores como juros controlados e a possibilidade de renegociação de dívidas contribuem para essa situação.

Propostas para melhoria

Produtores gaúchos buscam a aprovação do PL 5122, que visa facilitar a renegociação de dívidas e oferecer juros mais acessíveis. A expectativa é que essas medidas ajudem a manter a saúde financeira dos produtores e a continuidade da produção agrícola.

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Registro de ovinos tem atualização de regras no Rio Grande do Sul


Imagem mostra rebanho de ovelhas
Foto: Freepik

A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) realizou esta semana, em Bagé (RS), a Jornada de Atualização dos Inspetores Técnicos do Rio Grande do Sul. O encontro reuniu 25 profissionais e teve como foco a revisão de normas do registro genealógico e do trabalho técnico com criadores.

A abertura contou com representantes da entidade, entre eles o presidente da Arco, Edemundo Gressler, a superintendente de Registro Genealógico, Magali Moura, e o superintendente substituto, Sérgio Muñoz.

Durante a programação, foram discutidas regras do registro genealógico, normas de exposições, admissões de animais e padrões raciais. Também entrou na pauta a avaliação dos serviços prestados pelos inspetores no campo.

O encontro apresentou ainda um balanço estatístico do último ano, com análise de desempenho, pontos de atenção e ajustes necessários no atendimento aos criadores. Representantes de diferentes raças participaram das discussões, com demandas específicas e orientações técnicas.

A programação incluiu também um balanço das exposições realizadas em 2026 e uma avaliação das perspectivas para a Expointer.

Segundo a superintendente Magali Moura, a atualização segue exigência anual do Ministério da Agricultura e faz parte da rotina de capacitação dos profissionais. Ela destacou que o objetivo é revisar a atuação dos inspetores e a relação com criadores e exposições.

A jornada teve caráter teórico e a entidade avalia uma nova etapa prática até o fim do ano. A Arco também estuda ampliar o modelo de atualização para outros estados, em formatos presenciais ou on-line.

*Com informações da assessoria de imprensa

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AgroNewsPolítica & Agro

Plano Brasil Soberano reduz exigência para crédito


Os ministérios do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Ministério da Fazenda publicaram nesta quarta-feira (3) uma portaria interministerial que amplia o número de empresas aptas a acessar os financiamentos do Plano Brasil Soberano. A partir da próxima segunda-feira (8), empresas exportadoras e fornecedores que registraram impacto igual ou superior a 1% no faturamento bruto em decorrência das tarifas unilaterais impostas pelos Estados Unidos ou dos conflitos no Oriente Médio poderão solicitar acesso às linhas de crédito. Até então, o benefício era destinado apenas às empresas que comprovassem impacto mínimo de 5% no faturamento.

A medida alcança dois dos três grupos contemplados pelo Plano Brasil Soberano. O primeiro reúne empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores afetados pelas medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos com base na Seção 232. Para se enquadrar, o faturamento bruto proveniente das exportações deve representar pelo menos 1% do valor apurado entre 1º de julho de 2024 e 30 de junho de 2025. Entre os setores contemplados estão aço, cobre, alumínio, automotivo e moveleiro.

O terceiro grupo é formado por empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores que mantêm negócios com países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã. Nesses casos, o faturamento bruto com exportações também deve representar pelo menos 1% do total apurado entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025.

O ministro do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Marcio Elias Rosa, afirmou que a medida busca proteger empresas e trabalhadores diante das oscilações do cenário internacional. “essa medida protege o setor produtivo e os empregos dos brasileiros de instabilidades externas, atendendo à determinação do Presidente Lula de colocar os interesses do povo brasileiro sempre em primeiro lugar. Esse é o compromisso do Governo do Brasil.”

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante, destacou o alcance da iniciativa. “A decisão do governo do presidente Lula de ampliar o número de empresas afetadas vai atender uma demanda importante de quem produz e exporta, ainda que o impacto no faturamento seja abaixo de 5%. Até agora, o BNDES já recebeu R$ 6,7 bilhões em pedidos de crédito de empresas afetadas e aprovou R$ 1,6 bilhão”.

A nova portaria não altera as regras aplicadas ao segundo grupo de empresas contempladas pelo programa. Esse segmento reúne setores industriais de média, média-alta e alta intensidade tecnológica considerados relevantes para a balança comercial brasileira, para a modernização produtiva ou para a transição para uma economia de baixo carbono. Estão incluídas empresas dos setores têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, de máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos, eletrônicos, informática, borracha, plástico, equipamentos de transporte e minerais críticos.

Para solicitar acesso ao crédito, as empresas enquadradas no primeiro e no terceiro grupo deverão verificar a elegibilidade por meio do sistema disponibilizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. A consulta poderá ser realizada a partir desta quinta-feira (4), mediante autenticação na plataforma GOV.BR com certificado digital da empresa. Após a validação, o sistema informará se a companhia atende aos critérios e quais linhas de financiamento estão disponíveis.

Já as empresas do segundo grupo poderão consultar a elegibilidade utilizando o cartão CNPJ. A verificação ocorre por meio do enquadramento do CNAE principal ou secundário nas atividades previstas pela Portaria MDIC/MF nº 171/2026.

Após a confirmação da elegibilidade, a orientação é que as empresas procurem a instituição financeira com a qual já possuem relacionamento. Também é possível consultar, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, quais instituições aderiram ao programa. No caso de operações superiores a R$ 50 milhões, as grandes empresas podem buscar atendimento diretamente junto ao banco de desenvolvimento.

O Plano Brasil Soberano oferece linhas de crédito destinadas ao financiamento de capital de giro, produção voltada à exportação, aquisição de bens de capital e investimentos voltados à ampliação da capacidade produtiva. O programa também contempla projetos de adensamento das cadeias produtivas, adaptação industrial, inovação tecnológica e modernização de produtos, serviços e processos.





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