quinta-feira, julho 9, 2026

Agro

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Mercado de bioinsumos alcança R$ 6,2 bilhões em 2025


O mercado de bioinsumos no Brasil atingiu R$ 6,2 bilhões em vendas em 2025, conforme dados da Croplife Brasil. Esse crescimento é impulsionado pela necessidade de alternativas sustentáveis diante do aumento dos custos de produção e da alta nos preços dos insumos químicos.

Crescimento do setor

O setor de bioinsumos cresceu 28% no último ano, refletindo a adoção crescente dessas soluções por produtores rurais. Marcelo Polete, CEO da Promip, destaca que o Brasil se posiciona como um dos líderes mundiais na produção e uso de bioinsumos, com 194 milhões de hectares tratados.

Fatores impulsionadores

  • Aumento da confiança dos produtores na eficácia dos bioinsumos.
  • Maior adoção em culturas como soja (60%) e milho.
  • Crescimento da capacidade de produção de usinas de etanol.
  • Registro de mais de 160 novos produtos biológicos pelo Ministério da Agricultura em 2025.

Importância da sustentabilidade

A integração de bioinsumos na agricultura é fundamental para garantir uma produção sustentável e de alta produtividade. O monitoramento e a aplicação adequada desses produtos são essenciais para maximizar os resultados e a competitividade do agronegócio brasileiro.

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Crédito é positivo, mas depende de vantagens financeiras


A análise sobre a iniciativa de crédito no Brasil aponta que essa medida é positiva, desde que existam vantagens financeiras, como carência e taxas de juros mais baixas. No entanto, o acesso ao crédito é frequentemente restrito devido à condição patrimonial e ao cadastro positivo do tomador.

Desafios do crédito

O comentarista Miguel Daúdo destaca que, apesar das intenções do governo em disponibilizar R$ 15 bilhões para empresários, especialmente no setor agro, muitos produtores já se encontram endividados. Isso gera um ciclo em que o crédito se torna um paliativo, sem resolver os problemas financeiros.

Endividamento e restrições

O cenário atual é marcado por um alto nível de endividamento entre pessoas físicas, empresas e até o governo. Daúdo ressalta que, mesmo com juros subsidiados, cerca de R$ 70 bilhões em crédito rural não foram emprestados, pois os bancos hesitam em conceder empréstimos a tomadores considerados de risco.

Conclusão

Embora o crédito possa ser uma solução, ele depende de uma estrutura econômica que permita rentabilidade operacional, algo que atualmente falta no Brasil. A falta de interesse do Congresso e do Executivo em promover mudanças efetivas contribui para a manutenção da população em um estado de dependência financeira.

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Governo libera R$ 15 bilhões em crédito para empresas afetadas


O governo federal anunciou a liberação de até R$ 15 bilhões em crédito, por meio do Plano Brasil Soberano, destinado a empresas afetadas pelo tarifaço dos Estados Unidos. A medida visa apoiar setores industriais estratégicos e companhias exportadoras para países do Golfo Pérsico.

Critérios de Acesso ao Financiamento

A portaria interministerial, publicada na última quinta-feira, estabelece os critérios de acesso ao financiamento, que será operado pelo BNDES. O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, destacou que o crédito é uma forma de apoiar o produtor rural e fortalecer a indústria nacional.

Setores Beneficiados

  • Indústrias afetadas pelo tarifaço americano
  • Setores com déficit na balança comercial, como saúde e tecnologia da informação
  • Fertilizantes e produtos químicos

Condições do Crédito

O financiamento contará com juros mais baixos, carência e prazos flexíveis para pagamento, visando facilitar o acesso das empresas ao crédito e estimular a recuperação econômica.

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AgroNewsPolítica & Agro

Competitividade frente ao boi é a maior desde 2022



Os preços do frango resfriado estão em alta neste mês na Grande São Paulo


Foto: Canva

Os preços do frango resfriado estão em alta neste mês na Grande São Paulo. Enquanto as cotações da carne bovina também sobem, a carcaça suína registra forte baixa, gerando movimentos distintos entre as concorrentes. Nesse cenário, o frango resfriado atinge seu patamar mais competitivo frente à carne bovina em quatro anos. Em relação à proteína suinícola, por outro lado, a carne de frango está no pior momento também desde 2022.

Na primeira quinzena de abril, o preço do frango resfriado negociado na Grande São Paulo avançou fortes 6,6% frente a março, com média de R$ 7,18/kg. De acordo com pesquisadores do Cepea, esse movimento está relacionado aos reajustes dos fretes, visto que o conflito no Oriente Médio elevou as cotações dos combustíveis em boa parte do País. Além disso, a demanda pela proteína aumentou no período, devido ao recebimento de salários por parte da população. 





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Créditos de ICMS no agronegócio: milhões parados por falhas


Milhões de reais seguem parados dentro do agronegócio brasileiro devido à falta de aproveitamento de créditos de ICMS, um direito previsto em lei que poderia reforçar o caixa das empresas, mas que ainda é pouco utilizado por falhas na gestão fiscal.

Falta de informação e interpretação da legislação

De acordo com Altair Heitor, contador e especialista em gestão tributária para o agronegócio, a falta de informação é um dos principais fatores que contribuem para que esses créditos permaneçam inexplorados. Muitos produtores rurais não têm acesso a informações sobre seus direitos e benefícios fiscais.

  • Os canais de informação são limitados.
  • A legislação muda constantemente, dificultando a interpretação.
  • Contadores enfrentam uma carga de obrigações acessórias que pode limitar sua especialização.

Como transformar créditos em capital de giro

Para que o produtor rural consiga transformar esses créditos em capital de giro, é necessário que ele esteja ciente de seus direitos, que datam desde 1991, e que pode buscar créditos referentes aos últimos cinco anos. O crédito de ICMS é gerado a partir de operações realizadas dentro da atividade rural.

  • O produtor deve estar atento às operações que geram créditos.
  • É necessário realizar uma análise detalhada e protocolar a documentação junto à Secretaria da Fazenda.
  • O sistema ECRED rural facilita a escrituração fiscal do produtor.

Altair destaca que a recuperação de créditos de ICMS é uma oportunidade significativa para o agronegócio, especialmente em tempos de restrições financeiras e altas taxas de juros.

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Safra de uva no Rio Grande do Sul supera expectativas


A safra de uva no Rio Grande do Sul superou as expectativas em quantidade e qualidade, impulsionada por um clima favorável. As vinícolas comemoram os resultados e o setor investe em tecnologias para alavancar a produção.

Clima favorável e resultados recordes

A combinação de dias de inverno com horas de frio ideais, dias ensolarados e pouca chuva no final do ciclo favoreceram a viticultura no estado. Segundo a Ematera, a safra deve ser até 10% maior do que uma safra normal, ultrapassando as 905.000 toneladas da fruta.

  • Cooperativa de Bento Gonçalves registrou 93 milhões de quilos de uva, um volume 30% superior à Vindima de 2025.
  • O período de colheita ocorreu entre janeiro e março, com temperaturas elevadas e baixo volume de chuva.
  • A seca no início do ano acentuou a doçura dos frutos, resultando em um sabor diferenciado.

Qualidade dos produtos

As uvas já estão sendo transformadas em sucos, vinhos, espumantes e outros produtos. A sanidade das uvas está excelente, com teores de açúcar elevados, o que promete produtos de alta qualidade.

  • Equilíbrio entre açúcar e acidez nos espumantes está garantido.
  • Expectativa de produtos com qualidade relevante em comparação a safras anteriores.

Inovações no setor

O Rio Grande do Sul, maior produtor de uvas do Brasil, possui cerca de 42.000 hectares plantados. Recentemente, a Embrapa lançou novas variedades de uvas voltadas para a produção de sucos e vinhos de mesa.

  • A BRS LZ e a BRS Antonela são uvas tintureiras com elevada pigmentação.
  • A BRS Lis apresenta resistência à podridão de cachos.
  • A BRS Antonela possui tolerância a doenças e produtividade diferenciada.

O programa de melhoramento de uvas no Brasil busca desenvolver cultivares coloridas, com alto teor de açúcar e resistência a doenças, visando atender as demandas do mercado.

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Semana termina com tempo estável no Sudeste do Brasil


A semana termina com tempo estável em praticamente todo o Sudeste do Brasil. A previsão indica céu mais aberto, com chance de chuvas fracas apenas em alguns pontos isolados de São Paulo e Minas Gerais. No litoral norte do Espírito Santo, a expectativa é de chuvas mais intensas.

Condições climáticas

O ciclone extratropical se desloca para o oceano, enquanto uma frente fria de fraca intensidade deve trazer chuvas para a capital paulista e o Rio de Janeiro, principalmente a partir de sábado.

Previsão para os próximos dias

  • Chuva fraca em pontos isolados de São Paulo e Minas Gerais.
  • Possibilidade de chuvas mais fortes no litoral norte do Espírito Santo.
  • Temperaturas devem se elevar entre 33º e 35º até o início de maio.
  • Expectativa de novo ciclone extratropical entre Uruguai e Rio Grande do Sul na próxima semana.
  • Tempo firme deve predominar no centro-sul do país, com máximas acima de 34º.

Os próximos dias devem ser marcados por um tempo mais seco, o que pode agravar a situação das bacias hidrográficas, que ainda não se recuperaram. O final de semana promete ser favorável para atividades ao ar livre, com tempo firme predominando na maior parte da região Sudeste.

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Estresse térmico reduz produtividade de aves no Brasil


O estresse térmico causado pelo calor extremo tem impactado significativamente a produção de aves no Brasil, afetando o bem-estar dos animais e reduzindo a produtividade. Essa condição pode ainda aumentar o impacto ambiental da atividade avícola.

Consequências do estresse térmico

O estresse térmico ocorre quando as aves ficam fora da zona ideal de temperatura, provocando desequilíbrio no organismo e comprometendo o desenvolvimento e a produção. As principais consequências incluem:

  • Perda do equilíbrio metabólico, aumentando o gasto energético.
  • Redução do consumo de ração e aumento do consumo de água.
  • Vulnerabilidade a doenças e, em casos graves, queda na produção e mortalidade.

Impactos na produção

As alterações provocadas pelo estresse térmico resultam em:

  • Redução do ganho de peso entre 5 a 17%.
  • Perda na produção de ovos de 10 a 20%.
  • Comprometimento da qualidade da carne e da casca dos ovos.

Medidas de manejo

Para mitigar os efeitos do calor, é essencial realizar ajustes de ambiência, como:

  • Uso de ventiladores, nebulizadores e painéis evaporativos.
  • Manutenção da água fresca e em quantidade suficiente.
  • Controle da densidade de aves por metro quadrado.
  • Fornecimento de ração nas horas mais frescas do dia.

Ajustes nutricionais

Além das medidas de manejo, ajustes nutricionais são fundamentais para minimizar os efeitos negativos do calor, incluindo:

  • Aumento da densidade energética das rações.
  • Melhoria do balanço eletrolítico.
  • Uso de aditivos funcionais como prebióticos e probióticos.

Essas ações visam melhorar a digestibilidade, o aproveitamento dos nutrientes e a imunidade das aves, contribuindo para um sistema produtivo mais eficiente e com menor impacto ambiental.

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Pilares da gestão garantem performance produtiva em fazendas


A gestão eficiente em fazendas de pecuária é fundamental para garantir uma boa performance produtiva e financeira. Segundo o consultor Rodrigo Genar, três pilares são essenciais para alcançar esse objetivo: gestão de equipe, gestão de números e produção eficiente.

Pilares da gestão

  • Gestão de equipe: A liderança adequada é crucial, colocando as pessoas certas em suas funções e garantindo que os projetos sejam executados conforme o planejado.
  • Gestão de números: É importante monitorar os números da fazenda, como vendas, desembolsos e taxas de reprodução.
  • Produção eficiente: A eficiência na produção deve ser acompanhada de um equilíbrio financeiro, garantindo a rentabilidade da propriedade.

Características de fazendas bem-sucedidas

Fazendas que se destacam na produção possuem um planejamento claro, com metas definidas para vendas e produção. Isso inclui:

  • Determinação de quantas vendas precisam ser realizadas durante a safra.
  • Definição de taxas de reprodução e desmame.
  • Estabelecimento de metas de ganho de peso e produção por hectare.

O sucesso de uma fazenda não se resume apenas à produção, mas também à capacidade de entregar margens financeiras que garantam a rentabilidade da propriedade.

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Novas regras de crédito rural exigem regularidade ambiental


Em abril de 2023, novas regras para o crédito rural no Brasil entraram em vigor, exigindo que os produtores comprovem a regularidade ambiental para ter acesso ao financiamento. Essa medida visa reforçar a agenda de sustentabilidade no campo e representa uma mudança estrutural no processo de concessão de crédito.

Requisitos para concessão de crédito

A partir de agora, as propriedades devem estar regularizadas no Cadastro Ambiental Rural (CAR) para que os produtores possam solicitar financiamento. A partir de 2024, as instituições financeiras deverão consultar o Sistema Nacional do Cadastro Ambiental Rural (SICAR) antes de conceder crédito. Se forem identificadas irregularidades, o crédito não será liberado.

Escalonamento das regras

As novas exigências serão implementadas de forma escalonada:

  • A partir de abril de 2023, propriedades com área superior a quatro módulos rurais devem estar regulares.
  • A partir de janeiro de 2024, todas as propriedades estarão sujeitas às novas regras.

Possibilidade de contestação

Os produtores que tiverem irregularidades constatadas poderão contestar as informações apresentando documentos que comprovem a legalidade da área, como autorizações de uso do solo ou projetos de recuperação. Também é possível firmar acordos de regularização ou solicitar uma verificação no local.

Implicações para o setor agrícola

Essas novas regras demonstram a valorização das agendas ambientais no Brasil e refletem uma tendência global de maior responsabilidade ambiental no setor agrícola. A implementação dessas normas pode impactar significativamente o acesso ao crédito rural, essencial para o custeio e investimento nas lavouras.

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