Estresse térmico reduz produtividade de aves no Brasil

O estresse térmico causado pelo calor extremo tem impactado significativamente a produção de aves no Brasil, afetando o bem-estar dos animais e reduzindo a produtividade. Essa condição pode ainda aumentar o impacto ambiental da atividade avícola.
Consequências do estresse térmico
O estresse térmico ocorre quando as aves ficam fora da zona ideal de temperatura, provocando desequilíbrio no organismo e comprometendo o desenvolvimento e a produção. As principais consequências incluem:
- Perda do equilíbrio metabólico, aumentando o gasto energético.
- Redução do consumo de ração e aumento do consumo de água.
- Vulnerabilidade a doenças e, em casos graves, queda na produção e mortalidade.
Impactos na produção
As alterações provocadas pelo estresse térmico resultam em:
- Redução do ganho de peso entre 5 a 17%.
- Perda na produção de ovos de 10 a 20%.
- Comprometimento da qualidade da carne e da casca dos ovos.
Medidas de manejo
Para mitigar os efeitos do calor, é essencial realizar ajustes de ambiência, como:
- Uso de ventiladores, nebulizadores e painéis evaporativos.
- Manutenção da água fresca e em quantidade suficiente.
- Controle da densidade de aves por metro quadrado.
- Fornecimento de ração nas horas mais frescas do dia.
Ajustes nutricionais
Além das medidas de manejo, ajustes nutricionais são fundamentais para minimizar os efeitos negativos do calor, incluindo:
- Aumento da densidade energética das rações.
- Melhoria do balanço eletrolítico.
- Uso de aditivos funcionais como prebióticos e probióticos.
Essas ações visam melhorar a digestibilidade, o aproveitamento dos nutrientes e a imunidade das aves, contribuindo para um sistema produtivo mais eficiente e com menor impacto ambiental.
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