segunda-feira, julho 6, 2026

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Solos arrozeiros abrem caminho para nova renda



Em áreas arrozeiras, cultivos como soja e milho podem entregar palhada


Em áreas arrozeiras, cultivos como soja e milho podem entregar palhada
Em áreas arrozeiras, cultivos como soja e milho podem entregar palhada – Foto: Pixabay

A diversificação de cultivos em solos tradicionalmente ocupados pelo arroz ganha espaço como alternativa para ampliar o uso produtivo das áreas e melhorar a integração entre lavoura e pecuária na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. A avaliação é de Edison Jacociunas, engenheiro agrônomo, que aponta oportunidades no aproveitamento das restevas de culturas de verão para a implantação de verdeios de inverno.

Em áreas arrozeiras, cultivos como soja e milho podem entregar palhada com potencial para receber aveia ou azevém no período seguinte. Essas implantações exigem investimento, mas tendem a apresentar retorno quando associadas ao uso intenso pela pecuária de corte, especialmente em uma fase do ano marcada por menor disponibilidade de pasto.

Nos meses de maio, junho e julho, a região costuma enfrentar um vazio forrageiro, período de transição entre a oferta do campo nativo e o estabelecimento das pastagens de inverno. Nesse cenário, os verdeios implantados após as culturas de verão ajudam a manter suporte alimentar aos animais e reduzem a pressão sobre outras áreas da propriedade.

Além do ganho forrageiro, a adoção desse sistema contribui para a proteção do solo contra processos erosivos. A cobertura vegetal e os resíduos deixados após a colheita auxiliam na conservação da estrutura do solo, fator importante em áreas sujeitas a limitações de drenagem e ao manejo intensivo.

Outro benefício está na ciclagem de nutrientes após os cultivos de verão. A permanência de resíduos e a sequência de culturas favorecem o aproveitamento dos nutrientes no sistema, agregando eficiência ao uso da área ao longo do ano.

Para que essa combinação gere os resultados esperados, o planejamento é apontado como etapa decisiva. Práticas de manejo ligadas à drenagem e ao controle de invasoras no pós-colheita são essenciais para viabilizar a implantação dos verdeios e permitir maior sinergia entre os benefícios das culturas de verão e o uso pecuário no inverno.

 





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Chuvas reduzem ritmo da colheita no arroz


A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul segue em ritmo mais lento, influenciada pelas condições climáticas registradas nos últimos dias e pela necessidade de avanço gradual das operações no campo. A avaliação é de Edison Jacociunas, engenheiro agrônomo, com base no informativo semanal do IRGA, que aponta que as chuvas recentes reduziram a velocidade dos trabalhos nas lavouras.

Segundo Jacociunas, ainda é necessário aguardar o encerramento da safra para que seja possível consolidar a produtividade média de cada região produtora. Até o momento, a evolução da colheita indica diferenças locais, especialmente em áreas onde o excesso de umidade atrasou a entrada das máquinas e prolongou a permanência das lavouras no campo.

Na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, a movimentação em unidades de recebimento e armazenagem chama atenção. De acordo com o agrônomo, há registros de filas de espera para descarga, cenário que pode indicar uma safra dentro da normalidade em termos de produtividade. A região, tradicional na produção de arroz irrigado, concentra parte importante da entrega do grão neste período.

Em relação à qualidade, a avaliação geral é positiva. Os grãos colhidos apresentam, de modo predominante, boa condição. No entanto, produtores que enfrentaram atraso na colheita relatam áreas colhidas mais recentemente com rendimento abaixo do melhor padrão, reflexo do prolongamento do ciclo de retirada do arroz das lavouras.

No mercado, a oferta segue retraída. Jacociunas observa que ainda existem lotes da safra passada em poder de produtores, que buscam negociar valores mais favoráveis. A retenção da produção também aparece na safra atual, em meio à expectativa de preços melhores. Para o agrônomo, essa estratégia envolve riscos, já que o valor desejado pode não ser alcançado.

Outro fator de pressão é a valorização do real frente ao dólar, que dificulta o escoamento da safra por meio das exportações. Esse movimento reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado externo e pode limitar alternativas de comercialização em um momento de maior disponibilidade do grão.

 





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Plantar em morro parece solução, mas esconde riscos



Soja começou a ocupar espaço


Soja começou a ocupar espaço
Soja começou a ocupar espaço – Foto: Canva

O avanço da agricultura em áreas com relevo mais acidentado tem gerado discussões sobre viabilidade e riscos produtivos. Segundo informações de Fabiola De Almeida Machado, engenheira agrônoma, esse movimento já pode ser observado em algumas regiões do Rio Grande do Sul.

No estado, parte das lavouras, especialmente de grãos como a soja, começou a ocupar também áreas de morros e terrenos mais inclinados. Apesar desse avanço, o padrão predominante ainda são áreas planas ou levemente onduladas, consideradas mais adequadas para o cultivo em larga escala. Isso ocorre porque essas regiões facilitam o uso de máquinas agrícolas e reduzem riscos operacionais.

Em terrenos inclinados, um dos principais desafios é a erosão do solo, que pode ocorrer de forma intensa caso não haja manejo adequado. A perda de nutrientes e de estrutura do solo compromete a produtividade e pode gerar prejuízos ao longo do tempo. Além disso, essas áreas costumam apresentar menor fertilidade natural, exigindo correções frequentes e um manejo mais rigoroso para manter a capacidade produtiva.

Diante dessas limitações, o uso mais comum das áreas de morro no estado tende a ser direcionado para atividades como pastagens, fruticultura e reflorestamento, que se adaptam melhor às condições do relevo. Essas alternativas apresentam menor risco de degradação e, em muitos casos, maior sustentabilidade econômica.

Embora seja possível implantar lavouras em áreas inclinadas, a prática envolve custos mais elevados e maior exposição a perdas. Por isso, sem técnicas adequadas de conservação do solo e planejamento detalhado, esse tipo de cultivo não é considerado a opção mais indicada para grandes produções de grãos no estado.

 





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Morre o produtor rural Célio Zuttion


Célio Zuttion, pioneiro em Roda Velha, distrito de São Desidério, no Oeste da Bahia, morreu aos 73 anos
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O produtor rural e ex-vereador do município de São Desidério, no Oeste da Bahia, Célio Zuttion, morreu neste sábado (25) em Barreiras (BA), aos 73 anos.

A informação foi confirmada pela família nas redes sociais, no entanto, a causa da morte não foi informada. A Prefeitura de São Desidério divulgou uma nota de pesar:

“Como expressivo produtor agrícola, teve atuação decisiva na consolidação do agronegócio no oeste baiano, contribuindo para projetar São Desidério como importante polo produtivo. Seu trabalho pautou-se pela inovação, pela geração de empregos e pelo fortalecimento da economia local, deixando um legado significativo para o desenvolvimento sustentável da região”, destacou a prefeitura.

Outras entidades representativas da região também prestaram condolências e destacaram o pioneirismo do produtor rural.

“Seu legado permanece vivo em cada conquista alcançada e na força do cooperativismo que ajudou a fortalecer ao longo dos anos”, disse a Cooperfarms.

“Em sua trajetória, destacou-se por seu compromisso com o agronegócio, sua dedicação à família e contribuição ao desenvolvimento do Cerrado baiano”, escreveu a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), na qual Célio atuava como delegado em Roda Velha.

Célio Zuttion foi um dos pioneiros na região do distrito de Roda Velha, onde chegou nos anos 1980. Quando vereador do município, entre os anos de 1988 e 1992, ele foi o autor do projeto de lei que criou o distrito.

O Canal Rural se solidariza com a família Zuttion.


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Com safra de soja histórica, Brasil caminha para consolidar novo recorde


soja, grãos
Foto: Pixabay

A produção brasileira de soja em 2025/26 deverá totalizar 178,11 milhões de toneladas, com elevação de 3,7% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 171,84 milhões de toneladas. A estimativa é da Safras & Mercado. Em 27 de fevereiro, data da estimativa anterior, a projeção era de 177,72 milhões de toneladas.

Safras indica aumento de 1,8% na área, estimada em 48,48 milhões de hectares. Em 2024/25, o plantio ocupou 47,64 milhões de hectares. O levantamento aponta que a produtividade média deverá passar de 3.625 quilos por hectare para 3.692 quilos.

“Houve alguns ajustes pontuais em determinadas regiões, mas o cenário geral permanece consistente, com a safra agora estimada em 178,1 milhões de toneladas. Trata-se de um novo recorde, consolidando mais uma vez o Brasil como principal fornecedor da commodity no mercado global”, destaca o analista de Safras, Rafael Silveira.

Segundo ele, os ajustes refletem, em grande parte, o avanço da colheita, que já supera 90% da área. No Rio Grande do Sul, houve novo corte na estimativa, com a safra agora projetada em 20,2 milhões de toneladas, impactada pelas condições climáticas ao longo do verão. “Apesar de menos severo que em 2025, o clima apresentou restrição hídrica, limitando o potencial produtivo, com rendimento médio estimado em 49,3 sacas por hectare”, acrescenta Silveira.

Por outro lado, no Centro-Oeste, os ajustes foram positivos. Em Mato Grosso, a safra segue muito robusta, com cerca de 49,6 milhões de toneladas. Já em Mato Grosso do Sul, as condições extremamente favoráveis apontam para uma safra recorde de 16,7 milhões de toneladas, com produtividade média de 3.630 kg por hectare. No Sudeste, Minas Gerais se destaca, com produção estimada em 9,8 milhões de toneladas e rendimento médio de 4.040 kg por hectare, o equivalente a aproximadamente 67,3 sacas por hectare.

“Na região do Matopiba, os trabalhos de colheita ainda avançam, mas o cenário também é favorável ao tamanho da safra. Na Bahia, houve ajustes positivos, e, de forma geral, as revisões pouco alteraram o tamanho total previamente estimado”, conclui o analista.

Oferta e demanda

As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 105 milhões de toneladas em 2026, contra 108,18 milhões em 2025, apresentando uma retração de 3%.

A consultoria revisou o esmagamento para 61,8 milhões de toneladas em 2026, uma alta de 6% frente aos 58,5 milhões do ano anterior. A importação para o ciclo 2026 está estimada em 200 mil toneladas, queda acentuada de 79% em relação às 969 mil toneladas de 2025.

No que tange à temporada 2026, a oferta total de soja deverá subir 5%, atingindo 182,82 milhões de toneladas. A demanda total está projetada em 170,22 milhões de toneladas, mantendo-se estável em relação ao ano anterior. Com isso, os estoques finais devem saltar 179%, passando de 4,51 milhões para 12,6 milhões de toneladas.

Segundo o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, o quadro de oferta e demanda passou por ajustes necessários para refletir o momento do setor. “As estimativas para o esmagamento interno, apesar das incertezas em torno do B16, apontam para uma demanda bastante forte pelo grão, sustentada por margens da indústria que não eram observadas há bastante tempo”, explica.

Ele destaca que a projeção anterior, que indicava um esmagamento próximo de 60 milhões de toneladas, foi elevada para 61,8 milhões de toneladas após as revisões, o que classifica como um “incremento relevante”.

Quanto ao cenário do grão, Silveira avalia que a situação permanece confortável, mesmo com a projeção de estoques elevados. “Os estoques finais de 12,6 milhões de toneladas consideram a hipótese de retorno da China ao mercado americano, com compras ao redor de 25 milhões de toneladas na nova safra dos EUA. Ainda assim, trata-se de um quadro que pode sofrer ajustes”, ressalta o analista.

Ele conclui alertando que o volume expressivo dos estoques de passagem deve atuar como um limitador para a força dos prêmios no segundo semestre.

As informações são da Safras & Mercado.

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Setor hortifruti ganha novo impulso global


A cadeia de frutas e hortaliças ampliou sua presença internacional em 2026 com o avanço de eventos que reúnem diferentes etapas do setor. Um dos principais encontros do segmento registrou crescimento de público e reforçou sua atuação global.

A 43ª edição da Macfrut, realizada no Rimini Expo Centre, apresentou aumento no número total de visitantes, com destaque para a participação estrangeira, que cresceu mais de 12%. O evento reuniu compradores de mais de 80 países e contou com 1.400 expositores, distribuídos em áreas temáticas voltadas a toda a cadeia produtiva.

O resultado foi impulsionado pela atuação conjunta com parceiros institucionais. A Italian Trade Agency ampliou a presença de delegações internacionais, enquanto a AICS contribuiu com iniciativas ligadas à agricultura sustentável. A programação também incluiu conferências científicas com especialistas internacionais.

Durante a abertura, foi anunciado o lançamento do Observatório de Frutas e Hortaliças em parceria com a Nomisma. A participação do varejo italiano também se destacou, com expectativa de crescimento na próxima edição. Para 2027, a organização prevê mudanças no layout e negocia um acordo com a Informa, responsável pela Growtech, com foco no segmento de pré-colheita. A próxima edição ocorre de 20 a 22 de abril.

“Para o próximo ano, já introduzimos diversas novidades, começando por um novo layout de exposição que tornará o evento mais acessível para visitantes e compradores, ao mesmo tempo em que aumentará sua eficácia para os expositores”, disse Patrizio Neri, presidente da Cesena Fiera, organizadora da Macfrut. “Também estamos extremamente satisfeitos com o nível de participação e com o crescente perfil internacional da feira.”

“Também posso anunciar”, acrescentou Neri, “que estamos na fase final de assinatura de um acordo estratégico com a Informa, organizadora da Growtech, o principal evento mundial do setor de pré-colheita, com o objetivo de fortalecer ainda mais esse segmento dentro da Macfrut.”

 





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91ª ExpoZebu é aberta em Uberaba com expectativa de R$ 200 milhões em negócios


Cerimônia de abertura da Expozebu 2026
Foto: ABCZ

A 91ª edição da ExpoZebu foi oficialmente aberta neste sábado (25), no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG), reunindo autoridades políticas, lideranças do agronegócio e representantes internacionais. Promovida pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), a feira segue até o dia 3 de maio e deve movimentar cerca de R$ 200 milhões em negócios.

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Considerada a maior mostra de gado zebuíno do mundo, a ExpoZebu também espera receber mais de 400 mil visitantes ao longo da programação. Delegações de cerca de 40 países já confirmaram presença no evento.

Defesa do agro e investimentos no setor

Durante a cerimônia de abertura, o presidente da ABCZ, Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges, defendeu maior atenção ao setor produtivo nas discussões políticas e reforçou a importância dos produtores rurais para a economia brasileira.

Segundo ele, é necessário ampliar o debate com parlamentares para garantir medidas de apoio ao agro e melhores condições para quem investe no campo.

Arnaldo também destacou a atuação internacional da entidade, citando a criação da Federação Internacional de Criadores de Zebu (Ficebu), que reúne 20 países ligados à pecuária zebuína.

Uberaba destaca impacto econômico da feira

A prefeita de Uberaba, Elisa Araújo, ressaltou a relevância da ExpoZebu para o município, especialmente nos setores de turismo, comércio e serviços. Ela também afirmou que a cidade recebeu apoio do governo estadual para melhorias em estradas rurais e infraestrutura local.

Já o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, defendeu políticas públicas voltadas ao campo e afirmou que produtores rurais precisam de condições adequadas para continuar investindo em agricultura e pecuária.

Julgamentos e leilões movimentam programação

A edição deste ano contará com 41 leilões e 11 shoppings de animais. Outro destaque é o número de inscrições para os julgamentos das raças zebuínas: são 2.605 animais confirmados nas competições.

Participam exemplares das raças Brahman, Gir, Gir Leiteiro, Guzerá, Guzerá Leiteiro, Indubrasil, Nelore, Nelore Mocho, Nelore Pelagens, Sindi, Tabapuã e Guzolando. Também haverá avaliações nas modalidades Matriz Modelo e Modelo Frigorífico. O tradicional Concurso Leiteiro reunirá 93 matrizes das raças Gir, Guzerá, Sindi e Sindolando.

O grupo Canal Rural transmite ao vivo 31 leilões da programação, permitindo acompanhamento para criadores e investidores em todo o país.

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Paraná lidera produção de tilápia no Brasil em 2025; SP e MG aparecem logo atrás


tilápia
Foto: divulgação/Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA)

O Paraná manteve a liderança na produção de tilápia no Brasil em 2025, com 273,1 mil toneladas. O volume representa alta de 9,1% em relação ao ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR).

“Esse movimento vindo de empresas privadas e cooperativas mostram a força do setor no estado. São diversos os fatores que contribuem para o desenvolvimento da atividade que vêm se repetindo nos últimos anos, como agregação de tecnologia, orientação técnica e a participação de grandes cooperativas e agroindústrias”, disse o presidente da Peixe BR, Francisco Medeiros, em comunicado.

Ranking de produção

São Paulo aparece na segunda posição, com 93,7 mil toneladas produzidas em 2025, aumento de 54% na comparação anual. Minas Gerais ocupa o terceiro lugar, com 77,5 mil toneladas, seguido por Santa Catarina, com 63,4 mil toneladas.

O Maranhão fecha a lista dos cinco maiores produtores, com 59,6 mil toneladas. O estado avançou uma posição no ranking.

Crescimento entre estados

Entre os dez principais produtores, o Maranhão registrou o maior índice de crescimento, com alta de 9,36%.

“O Maranhão foi estado com o maior índice de crescimento (9,36%) entre os dez maiores produtores, mais até do que o Paraná, e tem demonstrado um arranjo produtivo local que permitiu essa ampliação nos últimos anos”, afirma Medeiros.

Santa Catarina e Minas Gerais também apresentaram crescimento, com variações de 7,28% e 6,46%, respectivamente.

O Ceará registrou aumento de 29,3% na produção e subiu para a 18ª posição no ranking nacional.

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Com 35% da produção voltada à exportação, carne bovina entra em ciclo de valorização


O mercado da carne bovina no Brasil vive um ciclo de valorização sustentado pelo aumento da demanda, tanto no cenário interno quanto internacional. A avaliação foi apresentada por Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, durante fórum realizado na Nacional Hereford e Braford, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), nesta quinta-feira (23).

Segundo o analista, desde 2024 os preços da arroba do boi gordo vêm registrando alta consistente, impulsionada principalmente pelo consumo. “Não é a oferta que está puxando esse movimento, mas sim o crescimento da demanda, que sustenta toda a cadeia produtiva”, afirmou. Ele salientou ainda que a valorização impacta diretamente todos os elos do setor, refletindo tanto na rentabilidade do produtor quanto nos preços ao consumidor final.

No cenário externo, o ambiente também é favorável ao Brasil. Países como China, Estados Unidos e México ampliaram a demanda pela carne brasileira, enquanto novos mercados seguem em processo de abertura. Ao mesmo tempo, concorrentes relevantes enfrentam queda na produção. Os Estados Unidos, por exemplo, registram o menor nível de rebanho em décadas, o que os posiciona como importadores. “O mundo quer carne, e o Brasil tem capacidade para atender essa demanda, inclusive em mercados mais exigentes”, destacou Fabbri.

Atualmente, cerca de 35% da produção nacional é destinada à exportação, enquanto o mercado interno segue como principal destino. Para o consultor, fatores econômicos têm contribuído para sustentar o consumo. De acordo com o especialista, a redução do desemprego e o aumento da renda média têm elevado o padrão de consumo. “Com mais renda, o consumidor passa a buscar produtos de maior valor agregado”, explicou.

Além do cenário geral, o avanço da demanda tem favorecido a valorização de carnes com diferenciação de qualidade. O diretor do Programa Carne Certificada Hereford, Eduardo Eichenberg, destacou que o movimento já é perceptível no mercado. Segundo ele, a combinação entre demanda aquecida e oferta global mais restrita sustenta a tendência de preços firmes. “A perspectiva é positiva, com valorização contínua, ainda que em ritmo moderado”, afirmou.

Esse cenário se reflete também dentro da porteira. De acordo com Eichenberg, remates recentes ligados à entidade registraram valorização média próxima de 20% em relação ao ano anterior. Para o dirigente, o avanço da carne de qualidade está diretamente ligado à mudança no comportamento do consumidor. “Há uma busca crescente por produtos com padrão superior, o que favorece sistemas de certificação”, disse.

Entre os fatores que ganham peso na decisão de compra estão rastreabilidade, sanidade, bem-estar animal e sustentabilidade. “O consumidor está mais exigente. A escolha não passa mais apenas pelo preço, mas pela confiança no produto e na cadeia de produção”, concluiu.

A expectativa, de acordo com os analistas no evento, para 2026 é de manutenção de um mercado firme, sustentado pela combinação entre demanda aquecida e oferta ajustada, com tendência de continuidade na valorização da carne bovina.

Na sequência, houve debates inerentes ao fórum com os representantes da cadeia da carne. Além de Fabbri e Eichenberg, participaram a consultora Ana Doralina Menezes, o presidente da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), Eduardo Soares, o gerente executivo da associação, Felipe Azambuja, o representante do Frigorífico Silva, Mateus Silva, a presidente do Instituto Desenvolve Pecuária,  Antonia Scalzilli, e o representante Grupo Mandabrasa, proprietário do 20 Barra 9, Pedro César Bergamaschi.

 





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Nova tecnologia promete elevar recuperação de petróleo em mais de 50%


extração de petróleo
Foto: Cícero Oliveira/ Agecom/UFRN

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em parceria com a Petrobras, desenvolveram uma tecnologia inovadora voltada à recuperação avançada de petróleo.

O método, que combina a injeção simultânea de vapor com microemulsões formuladas com tensoativos não iônicos, busca aumentar a eficiência da produção em reservatórios de óleo pesado, especialmente em campos maduros.

A invenção foi desenvolvida no âmbito da pós-graduação da Universidade e resultou no depósito de patente da tecnologia.

O dispositivo patenteado funciona a partir da integração de dois mecanismos: o aquecimento por vapor e a ação físico-química das microemulsões.

Enquanto o vapor atua reduzindo a viscosidade do petróleo, as microemulsões diminuem a tensão interfacial entre o óleo e a água e alteram a molhabilidade da rocha. Esse conjunto de processos facilita a mobilização do óleo que permanece preso nos poros do reservatório.

Nova tecnologia supera métodos tradicionais

De acordo com o pesquisador Gregory Vinicius Bezerra de Oliveira, responsável pelo desenvolvimento experimental da tecnologia em sua tese de doutorado, a proposta surgiu da necessidade de superar limitações de métodos já utilizados na indústria.

“A ideia foi integrar mecanismos térmicos e físico-químicos para aumentar a mobilidade do óleo residual, tornando a recuperação mais eficiente”, explica.

Nesse sentido, a professora e orientadora da pesquisa, Tereza Neuma de Castro Dantas, destaca o papel das microemulsões na tecnologia.

“Esses sistemas possuem propriedades capazes de reduzir significativamente a tensão interfacial entre óleo e água e modificar a molhabilidade da rocha, fatores fundamentais para melhorar o deslocamento do petróleo dentro do reservatório”, afirma.

Já o professor Marcos Allyson Felipe Rodrigues, também orientador da pesquisa, ressalta que os pesquisadores pensaram na tecnologia para ampliar o desempenho de técnicas tradicionais de recuperação térmica.

“A injeção de vapor isolada pode apresentar limitações, como canalização preferencial e perda de eficiência. Ao associar o vapor às microemulsões, conseguimos melhorar o chamado varrido do reservatório”, explica.

Os testes realizados em laboratório demonstraram resultados promissores. De acordo com os pesquisadores, a tecnologia alcançou recuperação superior a 50% do óleo presente nas amostras analisadas, superando em mais de 25 pontos percentuais os resultados obtidos com apenas o uso do vapor.

Sistema de core flooding

Além disso, a validação experimental foi realizada em sistema de core flooding, que simula o fluxo de fluidos em rochas reservatório sob condições controladas.

Nos ensaios, os pesquisadores utilizaram vapor superaquecido a cerca de 240 °C a fim de reproduzir condições próximas às encontradas em campos reais de produção.

A tecnologia é especialmente indicada para reservatórios siliciclásticos e campos maduros de óleo pesado, pois nesse tipo de ambiente geológico a elevada viscosidade do petróleo dificulta o escoamento natural do fluido, tornando necessária a aplicação de técnicas de recuperação avançada.

O impacto potencial da inovação também pode alcançar diretamente regiões produtoras, como o Rio Grande do Norte, que possui tradição na produção terrestre de petróleo.

Dessa forma, ao aumentar a eficiência de recuperação em campos já explorados, a tecnologia pode contribuir para ampliar a produção e, consequentemente, a arrecadação de royalties destinados a estados e municípios.

A pesquisadora Maria Clara de Menezes Lourenço destaca que o processo de patenteamento também reforça a importância da inovação dentro da Universidade.

“A proteção da propriedade intelectual é essencial para garantir que o conhecimento gerado na pesquisa científica possa ser transferido para o setor produtivo e aplicado em escala”, afirma.

Próximos passos

Foto: Cícero Oliveira/Agecom/UFRN

Atualmente, o grupo de pesquisa continua avançando em novas linhas de investigação voltadas à recuperação avançada de petróleo, incluindo estudos em reservatórios do pré-sal, com estratégias híbridas que combinam controle de mobilidade, alteração de molhabilidade e melhoria da eficiência de varrido.

A experiência acumulada com a tecnologia patenteada tem servido como base científica para o desenvolvimento dessas novas soluções energéticas.

Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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