segunda-feira, julho 6, 2026

Agro

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Hannover Messe encerra com forte participação brasileira e inovações


A Hannover Messe, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo, encerrou sua edição deste ano na Alemanha, destacando a forte presença do Brasil, que contou com a participação de 140 empresas e 59 startups. Os expositores brasileiros voltam para casa com novas conexões e oportunidades no mercado internacional.

Inovações em destaque

Durante a feira, foram apresentadas diversas inovações tecnológicas, incluindo:

  • Modernos robôs
  • Carros voadores
  • Inteligência artificial aplicada a diferentes setores

Essas tecnologias prometem transformar a indústria brasileira, especialmente no setor agro, aumentando a precisão e a produtividade no campo.

Cooperação Brasil-Alemanha

A participação do Brasil na Hannover Messe foi liderada pela PEX, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos. A feira também sinaliza um fortalecimento nas relações comerciais entre Brasil e Alemanha, especialmente após a aprovação do acordo Mercosul-União Europeia.

Com a cooperação, espera-se um aumento nas vendas de produtos entre os dois países, além de um compartilhamento de conhecimentos, especialmente em energias renováveis.

Desafios e oportunidades

Apesar das inovações, o Brasil ainda enfrenta desafios, como a burocracia que pode atrasar a implementação de novas tecnologias. No entanto, a agilidade brasileira em adotar inovações pode ser uma vantagem competitiva em relação a países europeus.

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Presidente da FPA critica política de crédito e seguro rural do governo federal na Agrishow


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Foto: FPA/divulgação

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), voltou a criticar, neste domingo (26), a condução da política federal para o agronegócio.

Em declaração durante evento do governo de São Paulo na Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), o parlamentar relacionou o cenário atual a dificuldades no acesso ao crédito rural, à menor previsibilidade para a safra e à redução de mecanismos de seguro.

Ao abordar o ambiente econômico do setor, Lupion afirmou que o agro enfrenta um “momento difícil”, marcado por fatores externos e internos. Segundo ele, os efeitos de guerras e da geopolítica se somam, no mercado doméstico, à insegurança jurídica, à imprevisibilidade e às restrições de financiamento.

No crédito rural, o presidente da FPA disse que os recursos subvencionados pelo governo representaram menos de 20% do financiamento da última safra. De acordo com ele, os outros 80% vieram do crédito privado, com uso de instrumentos criados nas chamadas Leis do Agro 1 e 2. Lupion também afirmou que os juros reais para o produtor rural passam de 20%, o que, segundo ele, limita tanto o custeio da produção quanto os investimentos nas propriedades.

O parlamentar citou ainda aumento do endividamento no campo e maior exigência de garantias pelas instituições financeiras, com destaque para a alienação fiduciária. Na avaliação dele, esse ambiente amplia o custo do crédito e reduz a capacidade de planejamento do produtor.

Sobre proteção da produção, Lupion declarou que houve zero de subvenção federal ao seguro rural nas safras 2024/2025 e 2025/2026. Também criticou o corte de 60% no Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), voltado à agricultura familiar. O deputado afirmou ainda que o uso de recursos do Programa de Subvenção ao Seguro Rural será investigado pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Fonte: Estadão Conteúdo

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Banco do Brasil projeta R$ 3 bilhões em propostas de financiamento na Agrishow


Banco do Brasil projeta R$ 3 bilhões em propostas de financiamento na Agrishow

O Banco do Brasil (BB) estima receber R$ 3 bilhões em propostas de financiamento durante a 31ª edição da Agrishow, realizada entre domingo (26) e sexta-feira (1º), em Ribeirão Preto (SP).

Segundo nota divulgada pela instituição nesta segunda-feira (27), o volume previsto abrange operações para máquinas, armazenagem, irrigação e tecnologia destinadas à agricultura familiar, médios produtores e agricultura empresarial.

De acordo com o banco, a oferta de crédito na feira será concentrada em linhas já conhecidas do produtor rural.

Para aquisição de máquinas e implementos, o BB informou que disponibiliza o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota), o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural Investimento (Pronamp Investimento) e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos).

Na área de armazenagem, a instituição oferece o Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). Para tecnologia e práticas de produção, estão disponíveis o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro) e o Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro), voltado, entre outros pontos, a plantio direto e recuperação de pastagens.

Para o custeio da safra 2026/2027, o banco informou que trabalha com taxas do Plano Safra, a partir de 8% ao ano para médios produtores e a partir de 11% ao ano para agricultura empresarial. A nota não detalha o volume projetado por linha de crédito, nem a distribuição regional das propostas dentro da feira.

Na prática, a estimativa de R$ 3 bilhões sinaliza foco em investimentos de capital e preparação antecipada para a próxima safra. O alcance efetivo desse volume, porém, dependerá da formalização das propostas apresentadas durante o evento.

A Agrishow segue até sexta-feira (1º), e o desempenho das propostas deve indicar o ritmo da demanda por crédito para investimento e custeio no início do ciclo 2026/2027.

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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil anuncia investimento de R$ 465 milhões na cadeia leiteira


O Governo do Brasil anunciou nesta segunda-feira (27) novas políticas para fortalecer a cadeia leiteira da agricultura familiar em todo o país, com investimentos que somam R$ 465 milhões. Do total, R$ 450 milhões serão destinados ao Programa de Transferência de Embriões da Agricultura Familiar (Pronaf Mais Leite). Também foi firmado um contrato de R$ 15 milhões para a construção da primeira agroindústria de leite em pó no estado de São Paulo. Os anúncios ocorreram em Andradina (SP), com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin e da ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli.

Alckmin destacou a implementação da primeira agroindústria de leite em pó na Coapar. “Eu estive aqui há quatro anos e vi o quanto a Coapar cresceu, fabricando queijo, iogurte, manteiga e agora será a primeira fábrica a produzir leite em pó no nosso estado. E vejam a importância da agroindústria: ela agrega valor. É pegar um produto da terra e fazer manufatura. A Coapar é um exemplo de sucesso. Aqui ficam duas lições: a do associativismo e a do cooperativismo”, declarou.

Segundo a ministra Fernanda Machiaveli, a cadeia leiteira tem forte presença da agricultura familiar. “Nós temos vários motivos para celebrar. O leite é uma cadeia produtiva constituída majoritariamente nas pequenas propriedades dos assentamentos da reforma agrária e nas propriedades da agricultura familiar”, afirmou. O Brasil possui cerca de 1,17 milhão de propriedades rurais voltadas à produção de leite, sendo aproximadamente 950 mil ligadas à agricultura familiar.

Durante o evento, o Banco do Brasil, o governo federal e a Coapar assinaram contrato para a construção da unidade industrial. O investimento de R$ 15 milhões permitirá substituir a produção terceirizada, com capacidade de processar 25 mil litros de leite por dia.

O vice-presidente da cooperativa, Lourival Placido de Paula, relembrou a trajetória da organização. “A primeira cooperação que fizemos foi quando montamos o acampamento e entramos debaixo do barraco de lona. Isso aqui é uma resistência. A Coapar é a resistência dos pequenos, daqueles que não têm nada: o produtor que tem 15 litros de leite por dia, 20 litros, 50 litros, o que tem 100, o que tem 200. Todos em assentamento, para resistir contra os grandes e mostrar que unidos, juntos, podemos muito mais. Podemos construir um país melhor a partir da união e do desenvolvimento pelos quais lutamos e que queremos”, afirmou.

Representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Gilmar Mauro também comentou a iniciativa. “Neste dia, será assinado o contrato da primeira indústria de leite em pó do estado de São Paulo. Não tem outra, vai ser a primeira, aqui na Coapar. Nós entendemos, e é preciso dizer que se hoje estamos produzindo comida para o povo brasileiro, aqui e em todo o Brasil, e somos bem vistos nas nossas feiras, é sempre bom lembrar uma coisa: tudo isso começou com a ocupação do latifúndio. Porque se não tivéssemos ocupado o latifúndio, não teríamos hoje uma Copar”, disse.

No âmbito do programa Terra da Gente, o governo assinou decretos de desapropriação por interesse social de áreas em Americana (SP) e Santa Quitéria (CE), que devem beneficiar mais de 100 famílias. Também foram liberados mais de R$ 155 milhões para pagamento de créditos a mais de 9 mil beneficiários em todo o país. Desde 2023, mais de 230 mil famílias foram incluídas no Programa Nacional de Reforma Agrária (PRNA).

Além disso, foram anunciadas medidas complementares, como a destinação de R$ 100 milhões em leite em pó pelo Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) para Cozinhas Solidárias, o lançamento de chamada pública de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), via Anater, no valor de R$ 30 milhões, e uma nova linha de crédito do Pronaf voltada a cooperativas de leite, com volume total de R$ 150 milhões.





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Secretário do governo de SP critica juros do crédito rural na Agrishow


Geraldo Melo FIlho, secretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo
Foto: divulgação

O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, criticou nesta segunda-feira (27), durante a 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), as condições de crédito ao produtor rural no Brasil. Segundo ele, juros acima de 20% ao ano, somados à limitação do seguro rural e à falta de clareza sobre novos recursos anunciados, ampliam a pressão financeira sobre o setor.

No discurso, Melo Filho afirmou que o produtor rural opera com margens reduzidas ou negativas em parte das atividades e disse que o custo do dinheiro passou a comprometer a capacidade de pagamento no campo. Ele também associou esse cenário ao avanço da inadimplência e dos pedidos de recuperação judicial entre produtores.

Ao tratar do crédito, o secretário questionou o anúncio feito pelo governo federal na abertura oficial da feira, na véspera. Segundo ele, faltam definições sobre juros, prazo de início e direcionamento dos recursos. Na avaliação do secretário, sem esses parâmetros, o acesso efetivo ao financiamento segue incerto para quem precisa custear a produção.

Melo Filho também afirmou que o Plano Safra perdeu relevância como instrumento de apoio ao produtor e disse que o seguro rural, já limitado em volume, costuma ser atingido por contingenciamentos orçamentários. Nesse contexto, argumentou que o setor mantém produção, exportações e geração de emprego, mas com maior exposição ao endividamento.

Ao comparar a atuação dos governos, o secretário citou ações do estado de São Paulo nas áreas de crédito, regularização fundiária e segurança no campo. Segundo ele, essas medidas têm foco em dar previsibilidade ao produtor.

As declarações foram feitas em tom político e incluíram críticas diretas ao governo federal. Não há, no conteúdo disponibilizado, manifestação do governo federal sobre os pontos levantados pelo secretário.

Do ponto de vista técnico, o tema recoloca no centro da discussão o custo do crédito rural, a previsibilidade do seguro e a efetividade dos instrumentos oficiais de financiamento. A evolução desses fatores tende a influenciar o nível de investimento, o custeio da safra e a capacidade de pagamento dos produtores nos próximos meses.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Locação de máquinas agrícolas pode ser impulsionada com Reforma Tributária; entenda


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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Tradicional na locação de máquinas da linha amarela, a Armac chega à 31ª Agrishow com a promessa de expandir a sua presença no agro ao crescer das atuais 18 lojas para 30 ao longo de 2026 em estados com maior Valor Bruto de Produção (VBP), como Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Paraná.

Contudo, para isso, encontra um empecilho que independe do tamanho de seu parque fabril, superior a 12 mil máquinas: a profissionalização do produtor rural.

De acordo com o diretor de Negócios da companhia, Mairon Karr, a ausência de um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) constituído, condição que afeta dos pequenos aos grandes agricultores, impede o usufruto de um dos principais benefícios do modelo de empréstimo de maquinário: a redução da cobrança de PIS/Cofins.

O executivo acredita, no entanto, que a Reforma Tributária, que passa a exigir de produtores o Cadastro até 2027, atuantes ou não como pessoa jurídica, tende a impulsionar a locação, ainda que, a princípio, de forma modesta.

“Uma expansão maior depende, também, de uma questão cultural típica do produtor rural brasileiro, já que muitos não abrem mão do sentimento de ter uma máquina própria em sua fazenda, de um bem que passarão para os filhos”, destaca.

Pensando justamente nisso, a Armac entrou no mercado de seminovos há um ano e já percebeu aumento de faturamento, registrado em R$ 2 bilhões em 2025. Para 2026, ainda que não divulguem números prévios, o desempenho superior no primeiro trimestre dá pistas de incremento e, também, de maior participação do agro no negócio, atualmente entre 25% e 30%.

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Brasil adere a programa de pesquisa para agricultura sustentável da OCDE


terra ao fundo desfocada, com a palma da mão com um punhado de terra em cima
Foto: Freepik

O governo brasileiro formalizou a adesão ao Programa de Pesquisa Cooperativa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) para Agricultura e Sistemas Alimentares Sustentáveis, conforme informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em nota.

A carta de adesão foi entregue durante reunião na sede da organização, em Paris, ocorrida na última sexta-feira (24), com a participação do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, e do representante do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas em Paris, o embaixador Sarquis J. B. Sarquis.

Pela OCDE, participaram o secretário-geral adjunto, Yasushi Masaki, e a diretora de Comércio e Agricultura, Marion Jansen.

Segundo a pasta, a entrada do Brasil no programa reforça a contribuição do país em pesquisa agropecuária, especialmente em agricultura tropical.

“O Brasil conta com uma rede de instituições de pesquisa, universidades e centros de excelência, com destaque para a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), cuja atuação tem sido parte central dos ganhos de produtividade e sustentabilidade da agricultura nacional. A participação no programa permitirá ao Brasil ampliar sua presença nas discussões da OCDE sobre agricultura, segurança alimentar, sustentabilidade e inovação”, disse o ministério na nota.

Há expectativa de que a adesão gere redução de custos de cooperação internacional, com acesso à rede de intercâmbio científico, bolsas de pesquisa, conferências, workshops e simpósios apoiados pelo programa.

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‘A produção de soja deve ficar abaixo do esperado. O motivo? Excesso de chuvas’, diz presidente da Aprosoja MA


Divulgação Canal Rural

A colheita de soja no Brasil alcançou 88,1% da área, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No Maranhão, o ritmo também avança, mas produtores enfrentam uma combinação de desafios que impactam diretamente o resultado da safra.

Em entrevista ao Soja Brasil, o presidente da Aprosoja Maranhão, José Carlos Oliveira de Paula, detalhou o cenário no estado. “No Maranhão, nós chegamos a 60% da colheita, que está praticamente concentrada aqui ao sul. As regiões ligadas às regiões de Balsas e Tasso Fragoso são os dois municípios com maior produtividade, então isso puxa essa média dentro do estado”, afirmou.

Segundo ele, os trabalhos também começaram a avançar em outras regiões. “Começamos agora também no centro a colheita e ali na região oeste, chamada Buriticupu, praticamente em Açailândia, que é um polo de produção também, com mais de 150 mil hectares”, explicou.

Apesar do avanço, a produtividade tem frustrado as expectativas. “A gente tinha uma produção imaginada em torno de 3.600 quilos por hectare, acima de 60 sacas na média do estado, e hoje está ficando abaixo disso. O motivo? Porque saiu fora da janela do plantio e tivemos grandes problemas na colheita, com excesso de chuvas, perdas por umidade e outras questões que vieram junto com isso”, disse.

Ainda assim, ele avalia que o desempenho geral não deve fugir muito da média. “O estado ainda, continuando nesse ritmo, deve ficar entre 55 e 56 sacas por hectare. Algumas regiões não tiveram tanto problema e estão colhendo um pouquinho melhor, mas outras, como Chapadinha, tiveram atraso no plantio por causa do clima, que atrapalhou bastante”, pontuou.

Outro fator de pressão é o custo de produção. “O custo variou muito nesse período. Hoje estamos trabalhando com custo acima do ano passado, com elevação superior a 18%”, afirmou. O diesel é um dos principais vilões. “O custo do diesel teve aumento acima de 25% em algumas praças e, em certos momentos, até faltou produto na região”, relatou.

A dificuldade no abastecimento agravou a situação no campo. “Quando não tem, quem procura e paga mais rápido consegue abastecimento. Com isso, o frete também ficou mais caro, porque os caminhões tiveram que se deslocar mais. E as tradings ainda não conseguiram repassar isso nos contratos anteriores”, explicou.

Ele destaca que o impacto é direto na operação da colheita. “Na hora da colheita, a busca por diesel ficou muito difícil. Hoje, para colher, precisa reservar o diesel com uma semana de antecedência. Em anos anteriores, a gente tinha estoque, e agora não tem”, disse.

Além disso, o aumento dos custos logísticos e os entraves na comercialização preocupam. “O transporte ficou mais caro e a comercialização ficou bem abaixo do esperado. Todo mundo esperava uma soja acima de R$ 118 a R$ 120, mas hoje está sendo paga a R$ 106, R$ 108”, concluiu.

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De olho no clima, mercado do milho segue cauteloso, diz Cepea


milho
Foto: Embrapa/Semeali Sementes

A colheita da safra de verão do milho brasileiro está em momentos finais. Enquanto isso, o plantio da segunda safra está praticamente finalizado, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Pesquisadores relatam que existe agora uma preocupação em relação ao clima das próximas semanas, visto que a previsão é de tempo seco e quente, fatores que podem influenciar nas lavouras.

Ainda de acordo com o centro de estudos, a previsão para essa segunda safra é realmente menor comparada a do ano anterior, mesmo sendo elevada. Apesar disso, a irregularidade das chuvas nos últimos dias e as altas temperaturas na região Centro-Oeste e no estado do Paraná, tem deixado produtores em alerta.

Em relação as movimentações do mercado, no spot, a baixa demanda marca a última semana. Negociações ainda seguem limitadas, com compras apenas para quantidades pontuais e com pouca urgência de resposição. Compradores seguem de olho na boa oferta prevista para as próximas datas e aguardam uma queda nos preços.

Em compensação, vendedores limitaram o volume no spot, no aguardo de uma reação nas cotações do cereal, fundamentados nas previsões de clima para as semanas seguintes.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Alta oferta segura preços da soja em abril


Foto: Abiove
Foto: Abiove

A soja brasileira segue com elevada oferta no mercado, o que tem sustentado a liquidez nas últimas semanas. Esse cenário tem limitado avanços mais expressivos nos preços.

Segundo especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, mesmo com bom ritmo de negócios e demanda consistente, a expectativa de uma safra robusta mantém o mercado em equilíbrio.

De acordo com a Conab, a colheita da oleoginosa está avançada, sendo que 88,1% da área já foi colhida, apesar de ritmos distintos entre as regiões brasileiras.

Mercado internacional

No hemisfério norte, as condições climáticas tem preocupado, relata o centro de estudos. A baixa humidade no solo atual tem deixado os agentes em alerta, apesar da expectativa de chuva para as próximas semanas.

Nos EUA, a semeadura atingiu 12% da área esperada até 19 de abril, quantidade que superou o ritmo do ano anterior e também a média registrada dos últimos 5 anos, de acordo com o USDA.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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