segunda-feira, abril 27, 2026
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Secretário do governo de SP critica juros do crédito rural na Agrishow


Geraldo Melo FIlho, secretário da Agricultura e Abastecimento de São Paulo
Foto: divulgação

O secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Geraldo Melo Filho, criticou nesta segunda-feira (27), durante a 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), as condições de crédito ao produtor rural no Brasil. Segundo ele, juros acima de 20% ao ano, somados à limitação do seguro rural e à falta de clareza sobre novos recursos anunciados, ampliam a pressão financeira sobre o setor.

No discurso, Melo Filho afirmou que o produtor rural opera com margens reduzidas ou negativas em parte das atividades e disse que o custo do dinheiro passou a comprometer a capacidade de pagamento no campo. Ele também associou esse cenário ao avanço da inadimplência e dos pedidos de recuperação judicial entre produtores.

Ao tratar do crédito, o secretário questionou o anúncio feito pelo governo federal na abertura oficial da feira, na véspera. Segundo ele, faltam definições sobre juros, prazo de início e direcionamento dos recursos. Na avaliação do secretário, sem esses parâmetros, o acesso efetivo ao financiamento segue incerto para quem precisa custear a produção.

Melo Filho também afirmou que o Plano Safra perdeu relevância como instrumento de apoio ao produtor e disse que o seguro rural, já limitado em volume, costuma ser atingido por contingenciamentos orçamentários. Nesse contexto, argumentou que o setor mantém produção, exportações e geração de emprego, mas com maior exposição ao endividamento.

Ao comparar a atuação dos governos, o secretário citou ações do estado de São Paulo nas áreas de crédito, regularização fundiária e segurança no campo. Segundo ele, essas medidas têm foco em dar previsibilidade ao produtor.

As declarações foram feitas em tom político e incluíram críticas diretas ao governo federal. Não há, no conteúdo disponibilizado, manifestação do governo federal sobre os pontos levantados pelo secretário.

Do ponto de vista técnico, o tema recoloca no centro da discussão o custo do crédito rural, a previsibilidade do seguro e a efetividade dos instrumentos oficiais de financiamento. A evolução desses fatores tende a influenciar o nível de investimento, o custeio da safra e a capacidade de pagamento dos produtores nos próximos meses.

Fonte: Estadão Conteúdo

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