domingo, julho 5, 2026

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Acordo Mercosul-UE entra em vigor nesta sexta-feira; entenda o que muda para o agro


Foto criada por IA.
Foto criada por IA.

Após mais de duas décadas de negociações, o Acordo Mercosul–União Europeia entra em vigor de forma provisória nesta sexta-feira (1º). O tratado prevê a redução gradual de tarifas para a maior parte dos produtos comercializados entre os dois blocos e deve impactar diretamente o agronegócio brasileiro.

Considerado o maior acordo já firmado pelo Mercosul, o pacto abre novas oportunidades para exportações, mas também aumenta a concorrência com produtos europeus no mercado interno.

Redução de tarifas começa já no primeiro ano

Com a vigência inicial, cerca de 39% dos produtos agropecuários brasileiros exportados para a União Europeia passam a ter tarifa zero já no primeiro ano.

Ao longo do tempo, a tendência é de ampliação desse benefício. A União Europeia deve eliminar tarifas para aproximadamente 93% dos produtos do Mercosul em até 10 anos. Já o Mercosul fará o mesmo para cerca de 91% dos produtos europeus, em um prazo que pode chegar a 15 anos.

Mais competitividade, mas com desafios

A redução tarifária tende a tornar os produtos brasileiros mais competitivos no mercado europeu. Por outro lado, itens importados da União Europeia também devem chegar ao Brasil com preços mais baixos.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o acordo cria um cenário de oportunidades, mas exige adaptação do setor.

Entre os principais desafios estão a necessidade de atender padrões sanitários, técnicos e ambientais rigorosos, que continuam sendo definidos pela União Europeia e não foram flexibilizados pelo acordo.

Acesso ao mercado depende de exigências sanitárias

Mesmo com tarifas reduzidas, nem todos os produtos terão acesso automático ao mercado europeu.

A exportação depende do cumprimento de requisitos sanitários e da habilitação de estabelecimentos, como frigoríficos, além da aprovação por autoridades europeias.

Ou seja, a redução de tarifas melhora as condições comerciais, mas não substitui as exigências regulatórias.

Produtos sensíveis terão transição gradual

Para evitar impactos bruscos, o acordo prevê regras específicas para setores considerados sensíveis.

Nesses casos, a abertura ocorre de forma gradual, com uso de cotas tarifárias e mecanismos de proteção, como salvaguardas, que permitem suspender benefícios em caso de prejuízo à produção local.

Pequenos produtores também podem se beneficiar

A CNA destaca que o acordo pode gerar oportunidades indiretas para pequenos e médios produtores, principalmente por meio de cooperativas e agroindústrias exportadoras.

Além disso, há previsão de cooperação técnica e valorização de produtos regionais.

Vigência ainda é provisória

Apesar de já produzir efeitos comerciais, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos nacionais dos países membros da União Europeia para entrar em vigor de forma definitiva.

Até lá, a aplicação será gradual e sujeita ao andamento do processo político no bloco europeu.

Novo cenário exige planejamento

Com a entrada em vigor, o setor agropecuário passa a operar em um ambiente com maior previsibilidade comercial, mas também com mais exposição à concorrência internacional.

Especialistas apontam que fatores como produtividade, escala, rastreabilidade e acesso a crédito serão determinantes para que produtores consigam aproveitar os benefícios do acordo.

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plantio de milho supera ritmo de 2025



Clima favorece avanço do milho



Foto: Pixabay

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, divulgada na segunda-feira (27) com base em dados do USDA, a semeadura de milho nos Estados Unidos atingiu 25% da área projetada até 26 de abril. No comparativo semanal, o avanço foi de 14 pontos percentuais, enquanto em relação ao mesmo período da safra passada o ritmo está 3 pontos percentuais acima.

O progresso é sustentado por condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras. Entre 20 e 26 de abril, foram registrados volumes moderados de chuva, variando entre 0 e 50 milímetros. Estados com maior área cultivada, como Illinois, Iowa, Missouri e Nebraska, apresentaram avanços semanais de 16, 20, 17 e 18 pontos percentuais, respectivamente.

Para a próxima semana, a previsão indica volumes de precipitação entre 10 e 70 milímetros nos Estados Unidos, concentrados em estados como Texas, Mississippi, Oklahoma e Alabama, sem impacto relevante nas principais regiões produtoras. O avanço da semeadura reforça a expectativa de aumento da oferta no país, com potencial de pressão sobre os preços do milho.





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Baldan e Amcham debatem recuperação de pastagens degradadas na Agrishow


Diante do desafio global de alimentar uma população que deve alcançar 10 bilhões de pessoas até 2030, o Brasil se consolida como protagonista na segurança alimentar mundial. Com potencial para expandir sua produção de forma limpa, sem a necessidade de derrubar novas áreas de floresta, o país aposta na recuperação de pastagens degradadas como caminho estratégico.

Diante deste cenário, o Comitê de Agronegócio da Amcham Brasil, em conjunto com a Baldan, promoveu um debate sobre o tema e trouxe como exemplo o projeto da empresa com a Embrapa sobre recuperação de pastagens degradadas e discutiu a viabilidade do aumento da produção de maneira sustentável, sem desmatar novas áreas.

A conversa realizada no Espaço Conhecimento, dentro do estande da companhia durante a Agrishow 2026, contou com a participação de Emerson Borghi, pesquisador da Embrapa e referência no assunto, além de lideranças e executivos do setor, em um painel conectado à realidade do produtor.

Segundo o pesquisador, no Brasil, a recuperação dessas terras é possível por meio da transformação das áreas em sistemas ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), que recupera a qualidade da forragem e aumenta o estoque de carbono no solo. Hoje, já são 17 milhões de hectares de pastagem que utilizam alguma modalidade de ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta) e mais de 27 milhões com potencial de conversão. Os principais desafios, porém, estão relacionados à assistência técnica e à capacitação pecuarista.

“Essa transformação é muito benéfica, pois promove melhor aproveitamento dos recursos naturais e maior produtividade por área, reduzindo desperdícios. Em resumo, torna a propriedade mais sustentável, algo cada vez mais valorizado na pecuária. Hoje, o consumidor quer saber mais sobre a cadeia de rastreabilidade: não apenas se a carne é boa, mas o que o animal consumiu, como foi tratado e a quais insumos foi exposto”, afirma Borghi.

Com o objetivo de transformar conhecimento científico em soluções práticas para uma produção agropecuária sustentável e rentável, a Embrapa e a Baldan estabeleceram uma parceria para validar a Integração Lavoura-Pecuária (ILP) em sistema de plantio direto. A iniciativa promove boas práticas, conhecimento técnico e soluções que contribuem para o aumento da produtividade com o uso de maquinário de última geração. O acordo está alinhado ao Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCDP), que tem como meta restaurar 28 milhões de hectares de áreas com degradação intermediária a severa.

O Espaço Conhecimento da Baldan na Agrishow é um ambiente dedicado à troca de informações qualificadas e ao debate de temas estruturantes para o futuro do agronegócio brasileiro. É uma das diversas iniciativas da empresa na feira que reforçam o seu posicionamento como parceira estratégica do produtor rural.





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Algodão atinge maior preço em dois anos



Alta do petróleo impulsiona algodão



Foto: Canva

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, divulgada na segunda-feira (27), o indicador do algodão em pluma do Cepea/Esalq voltou ao maior patamar em dois anos. Na última semana, o índice atingiu 81,91 centavos de dólar por libra-peso, nível que não era registrado desde o fim de março de 2024.

Naquele período, o algodão estava em trajetória de queda, com preços que recuaram para abaixo de 70 centavos de dólar por libra-peso no fim de 2024 e chegaram a níveis inferiores a 63 centavos de dólar por libra-peso no final de 2025.

Ao longo do primeiro trimestre de 2026, os preços passaram a apresentar recuperação, acompanhando a valorização na bolsa de Nova York e a alta do petróleo, fatores que ampliaram a competitividade do algodão frente às fibras sintéticas.

De acordo com o Cepea, a partir de março os vendedores mantiveram posição firme, atentos ao mercado internacional, enquanto a indústria doméstica e as tradings voltadas à exportação ampliaram o consumo.

Nesse contexto, o cenário de preços mais elevados pode favorecer a comercialização do algodão pelos produtores, ao reduzir a pressão sobre as margens da cultura.





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Foi picado por escorpião? Saiba qual unidade de saúde procurar em Alagoas


Alagoas registrou no ano passado 15.176 casos de acidentes com escorpiões. De 1º de janeiro até esta quarta-feira (29), foram 3.624 acidentes, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde. Por isso, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) acende o alerta para a população sobre a prevenção e, principalmente, a busca rápida por atendimento em unidades de saúde. 

O médico veterinário da Sesau, Clarício Bugarim, orienta que a procura por atendimento médico deve ser imediata após a picada do escorpião. “Embora a maioria dos acidentes com escorpiões seja considerado leve, é fundamental que a pessoa procure atendimento de saúde o mais rápido possível, especialmente quando se trata de crianças, idosos ou pessoas com comorbidades, pois o quadro pode evoluir com manifestações mais graves”, salienta.

Clarício Bugarim informa que a dor é o principal sintoma da picada de escorpião, e ressalta que ela surge poucos minutos após o ataque. Em muitos casos, ela vem acompanhada de vermelhidão, formigamento e sudorese. Como o veneno pode ser absorvido pela circulação sanguínea, o cuidado deve ser redobrado, principalmente com crianças. “Também é comum ocorrer agitação, salivação, náuseas e vômitos, bem como, hiper ou hipotensão arterial, arritmia cardíaca, edema agudo pulmonar e choque”, enumera.

Onde são encontrados

Os escorpiões podem ser encontrados em diferentes ambientes, como áreas secas, regiões úmidas, zonas urbanas e até dentro das residências. “Esses animais costumam se esconder em armários, calçados e roupas deixadas no chão, aumentando o risco de acidentes domésticos”, enfatiza.

Clarício Bugarim orienta que medidas simples podem reduzir significativamente o risco de acidentes com escorpiões. “Manter quintais, jardins e áreas externas limpas; evitar acúmulo de lixo, entulhos e folhas secas; vedar frestas, buracos e ralos; instalar telas em ralos, pias e tanques; afastar camas e berços das paredes; evitar roupas e lençóis encostados no chão; sacudir roupas e calçados antes de usar; usar luvas ao manusear materiais de construção ou limpeza; e combater insetos, principalmente baratas”, pontua. 

Primeiros Socorros

Como primeiros socorros, Clarício Bugarim, orienta que é recomendado lavar o local da picada com água e sabão, aplicar compressa morna no local e procurar o serviço de saúde mais próximo. “Mas não se pode, de forma alguma, colocar gelo ou água fria no local da picada; fazer torniquete ou garrote; fazer sucção com a boca no local da picada; passar álcool, querosene, fumo ou pó de café; e nem ingerir bebida alcoólica ou fumo”, frisa o médico veterinário da Sesau.

Clique aqui e confira a lista das unidades clicando para atendimento





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“Conciliação é melhor solução para conflitos por terra”, diz indicado ao STF


O indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) Jorge Messias defendeu nesta quarta-feira (29), em sabatina no Senado, que o Judiciário atue por meio da conciliação para pacificar conflitos por terra no campo brasileiro.

“A melhor forma que nós temos de compor os conflitos de interesse desse país, principalmente conflitos fundiários, é a conciliação, o diálogo, a pacificação”, disse Messias.

O atual advogado-geral da União (AGU) respondia ao senador Jayme Campos (União-MT), que criticou a “insegurança jurídica” do produtor agrícola brasileiro diante da controvérsia em torno da tese do marco temporal, considerada inconstitucional pelo STF.

A tese, aprovada em projeto de lei no Congresso Nacional, diz que os povos indígenas só teriam direito às terras que já ocupavam durante a promulgação da Constituição, em 1988. Messias argumentou que a conciliação pode resolver impasses envolvendo as terras indígenas. 

“Este que vos fala foi o primeiro AGU a ter a coragem de assinar um acordo no STF reconhecendo o direito ao pagamento da indenização justa a um proprietário de terra que tinha um justo título em Mato Grosso, numa terra indígena que estava há anos em conflito”, disse.

Messias foi indicado pelo governo federal para assumir a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso. Para assumir o cargo, precisa dos votos favoráveis de 41 dos 81 senadores.

Sobre os conflitos em torno do marco temporal, o indicado ao STF destacou que não é possível “transigir naquilo que a Constituição estabelece”.

“Mas nós também não podemos retirar do proprietário de terra legítimo um direito à justa indenização ou uma pacificação”, completou, acrescentando que o melhor caminho para a “paz social” é conciliar o direito à propriedade privada com o direito dos povos indígenas.

“É possível conciliar. Fizemos um acordo histórico na região do Paraná que, após 40 anos, nós conseguimos entregar, a partir do pagamento por compra de terra, os direitos dos indígenas Avá-Guarani, que foram ali deslocados com a usina de Itaipu”, completou. 

O senador Jayme Campos criticou ainda a demora em processos de licenciamento ambiental e decisões judiciais que paralisam as obras do Ferrogrão, ferrovia que liga o Centro-Oeste aos portos do Norte do Brasil.

Messias disse que esse projeto é vital para o país e lembrou que buscou a conciliação entre as partes, como AGU, para destravar as obras do Ferrogrão. Ele defendeu um desenvolvimento sustentável para o Brasil, que seja capaz de proteger o meio ambiente.

 “Não há que se ter antagonismo entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico. Nós podemos conciliar as duas coisas”.

“É preciso ter clareza nas condicionantes ambientais, é preciso ter clareza na oitiva aos povos indígenas, aos povos originários, mas tudo isso pode ser feito em benefício do desenvolvimento”, ponderou.

O indicado ao STF Jorge Messias destacou ainda, durante a sabatina, que é “totalmente contra o aborto”.

“Da minha parte não haverá qualquer tipo de ação, de ativismo em relação ao tema aborto, na minha jurisdição constitucional. Eu quero deixar absolutamente vossas excelências tranquilas quanto a isso”, disse.

Messias ponderou que essa é uma concepção “pessoal, filosófica e cristã” dele, não sendo esse um tema para o Judiciário, por ser de competência privativa do Congresso Nacional.

O AGU respondia a questionamento do senador Weverton Rocha (PDT-MA), relator da indicação e Messias na CCJ, que questionou sobre o parecer da Advocacia-Geral contra medida do Conselho Federal de Medicina (CFM) que restringia o acesso ao aborto legal.

Segundo Messias, o CFM não tem competência para isso, sendo essa uma atribuição do Parlamento. “Quem tem a competência deve exercê-la. Nós não podemos estabelecer atalhos. Portanto, defendi o princípio da legalidade, defendi o princípio da separação de Poderes”, disse.

O indicado ao Supremo disse ainda que, “qualquer que seja a circunstância”, o aborto é uma “tragédia humana”.

“Agora, a gente precisa olhar também com humanidade: há uma mulher, há uma criança, há uma adolescente, há uma vida. É por isso que a lei estabeleceu hipóteses muito restritas de excludentes da ilicitude – e isso há décadas”, acrescentou.

A lei permite o aborto em casos de estupro, de risco de morte da mãe, ou de anencefalia fetal, malformação congênita grave e fatal.

Messias ainda foi provocado, pela oposição, sobre a decisão dele, enquanto advogado-geral da União, de pedir a prisão de envolvidos nos atentados do 8 de janeiro de 2023. O ataque depredou as sedes dos Poderes, em Brasília, pedindo um golpe militar contra a posse do presidente Lula.

O sabatinado disse que era um dever do cargo dele pedir a prisão em flagrante daqueles que atentavam contra a democracia.

“Foi a defesa do patrimônio da União. E por que eu fiz? Porque é meu dever constitucional. Se eu não tivesse feito o pedido que fiz, eu teria prevaricado – e prevaricador nunca fui e não serei”, afirmou.





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J.Assy acelera crescimento e avança em nova fase de expansão global


À medida que se aproxima de três décadas de atuação no agronegócio, a J.Assy entra em um novo momento de maturidade, combinando a consolidação de sua operação no Brasil com movimentos estratégicos de sucessão e expansão global. Fundada há 29 anos, pelo agrônomo José Roberto Assy, a empresa construiu sua trajetória de sucesso com foco no desenvolvimento de tecnologias para plantio de precisão, mantendo uma estrutura independente e orientada à eficiência no campo.

Hoje, a companhia opera com uma base sólida distribuída em três unidades: sua matriz em Caldas Novas (GO) e dois centros de pesquisa e desenvolvimento, que concentra um time de cerca de 60 engenheiros, localizados em São Paulo e Curitiba. Esse ecossistema sustenta o avanço contínuo de soluções proprietárias, com foco no aumento do rendimento operacional do plantio e na entrega de eficiência e robustez para o agricultor, reforçando um modelo que integra engenharia, testes e aplicação prática no campo.

Sucessão familiar eficiente marca nova etapa de evolução da companhia com foco no longo prazo

Esse momento também é acompanhado por um movimento estruturado de sucessão. O fundador, José Roberto Assy, inicia a passagem de liderança para seu filho, Matheus Assy, que assume como diretor de operações da empresa. A transição representa a continuidade de uma visão construída ao longo de quase três décadas, agora combinada a uma agenda de evolução organizacional e fortalecimento da gestão.

Desde sua origem, a J.Assy foi estruturada como uma empresa independente, sem vínculo com acionistas e investidores externos para tomada de decisão, o que permitiu uma atuação orientada ao longo prazo e centrada nas necessidades do cliente. Esse direcionamento permanece como pilar estratégico, enquanto a companhia avança em um processo contínuo de profissionalização, com o objetivo de sustentar seu crescimento e ampliar sua competitividade em mercados cada vez mais exigentes.

Crescimento consistente e avanço internacional reforçam posicionamento global

Apesar de um cenário de desafios econômicos e políticos, a J.Assy foca na estruturação do time de vendas e estudos de mercado para sustentar o crescimento no ano presente. Os resultados recentes refletem esse momento de evolução.

No primeiro trimestre de 2026, a J.Assy registrou crescimento de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada pela demanda por tecnologias de precisão e pela ampliação de sua presença internacional.

Nos Estados Unidos, a empresa projeta faturamento de US$ 3 milhões ao longo de 2026, consolidando sua atuação em um dos mercados mais competitivos do mundo. Na Argentina, a tecnologia da companhia vem sendo incorporada por grandes fabricantes de implementos agrícolas, posicionando a J.Assy como fornecedora de soluções embarcadas, com equipamentos já saindo de fábrica com sua tecnologia como item de série.

O avanço global também inclui a abertura de novos mercados. Em 2025, a empresa iniciou a exportação de suas soluções para companhias alemãs, marcando sua entrada na Europa. Para 2026, estão previstos movimentos de expansão para África, China e Austrália, ampliando o alcance da tecnologia brasileira em diferentes contextos agrícolas.

Esse conjunto de iniciativas reforça o posicionamento da J.Assy como uma empresa que alia desenvolvimento tecnológico próprio, proximidade com o campo e capacidade de escala internacional, levando soluções de plantio de precisão a diferentes regiões do mundo.

 





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Alerta de temporais no Nordeste e tempo firme no Centro-Oeste


Enquanto a região central do Brasil apresenta tempo firme, o Nordeste enfrenta risco de temporais, com previsão de chuvas intensas nos próximos dias. A situação climática foi detalhada por Artur Miller no programa Rural Notícias.

Previsão para o Nordeste

A previsão indica que a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) continuará a provocar chuvas significativas no norte do Maranhão, Piauí e Ceará. Os acumulados podem ultrapassar 100 mm em cinco dias, especialmente entre os dias 6 e 10 de maio. A tendência é de chuvas volumosas na faixa litorânea.

  • Chuvas acumuladas podem ultrapassar 100 mm em 5 dias.
  • Previsão de 200 mm nos próximos 30 dias na região de Bacabal.
  • Temperaturas máximas entre 28º e 30º.

Condições no Centro-Oeste

No Centro-Oeste, a previsão é de tempo quente e seco, sem chuvas significativas, exceto na porção oeste de Mato Grosso. Entre os dias 6 e 10 de maio, a expectativa é de chuvas mal distribuídas na região noroeste do estado.

  • Temperaturas máximas podem chegar a 35º em Mato Grosso.
  • Previsão de chuvas irregulares na primeira quinzena de maio.
  • Temperaturas devem oscilar entre 28º e 33º até o dia 20.

Impactos na Região Sul

Uma frente fria está prevista para avançar sobre a região Sul, trazendo temporais ao Rio Grande do Sul, com possibilidade de queda de granizo e rajadas de vento intensas. O amanhecer na região já registra temperaturas de 14º, mas o calor persiste em outras áreas.

  • Frente fria deve trazer chuvas e queda de granizo no Sul.
  • Temperaturas em São Paulo devem cair para 21º no domingo.

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Projeto Ovo Limpo da Embrapa reduz custos e garante segurança a pequenos produtores


O projeto Ovo Limpo da Embrapa tem se mostrado uma solução eficaz para pequenos produtores de ovos, permitindo que eles ingressem no mercado formal com mais segurança e a custos reduzidos. A tecnologia, que se baseia no beneficiamento a seco, assegura a qualidade e a sustentabilidade na produção de ovos.

Contexto do projeto

O Ovo Limpo surgiu há 11 anos em Juazeiro, na Bahia, como uma alternativa viável para a agricultura familiar, especialmente em um cenário onde a criação de galinhas se tornou uma fonte de renda diária. O projeto visa garantir que os ovos sejam limpos desde a coleta, o que é crucial para a diferenciação do produto no mercado.

Processo de beneficiamento

  • A limpeza dos ovos começa no galinheiro, com manejo adequado das aves.
  • Os ovos são coletados manualmente, utilizando papel toalha descartável para a limpeza inicial.
  • Após a limpeza, os ovos passam por uma espátula ou faca de aço inoxidável para remoção de sujeira.
  • O acabamento final é feito com uma borracha de apagar lápis.

Estrutura e investimento

A agroindústria, também chamada de entreposto de ovos, pode ser construída com materiais simples e acessíveis, com um espaço mínimo de 15 m². O investimento inicial gira em torno de R$ 15.000, permitindo que pequenos produtores cresçam em seu próprio ritmo. Existem duas estruturas principais:

  • Uma com 40 m², capaz de processar 3.600 ovos por dia.
  • Outra com 15 m², que pode iniciar com 900 ovos por dia e expandir para 3.600 ovos.

O custo de construção é comparável ao de uma casa popular, variando entre R$ 1.000 a R$ 2.000 por metro quadrado, tornando o projeto viável para pequenos agricultores.

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Enchentes de 2024 causaram perdas significativas na produção de noz-pecã no Rio Grande do Sul


Em junho de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou enchentes que impactaram severamente a produção de noz-pecã, resultando em perdas significativas para os produtores locais. A expectativa inicial era de 4.000 toneladas, mas o excesso de chuvas durante o período de colheita comprometeu a qualidade e a quantidade da produção.

Impacto das enchentes

As enchentes inundaram pomares, soterrando plantas e causando danos irreparáveis. Os produtores relataram que:

  • As perdas chegaram a 80% em algumas áreas.
  • Pomares foram arrastados morro abaixo, resultando em perda total.
  • A qualidade das nozes restantes foi comprometida.

Investimentos e apoio

A cultura da noz-pecã exige investimentos significativos, com um custo mínimo de R$ 150.000 para implantar um pomar de 1 hectare, que só começa a produzir de forma satisfatória após sete anos. Diante das dificuldades, o Instituto Brasileiro de Pecanicultura solicitou R$ 10 milhões aos governos estadual e federal para ajudar os produtores a se reestruturarem.

Perspectivas para 2026

Apesar das dificuldades enfrentadas em 2024, as expectativas para a safra de 2026 são otimistas, com previsão de produção entre 7.000 e 8.000 toneladas. Os fatores que contribuem para essa expectativa incluem:

  • Melhor regime de chuvas.
  • Incorporação de novas tecnologias pelos produtores.
  • Novas áreas de pomares entrando em produção.

Esses elementos prometem ampliar a colheita e melhorar a qualidade dos frutos no estado.

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