domingo, junho 14, 2026

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Exposição sobre Fundo Amazônia entra em cartaz em Brasília


Exposição sobre Fundo Amazônia entra em cartaz em Brasília

A exposição Afluentes: caminhos e histórias do Fundo Amazônia foi aberta nesta segunda-feira (8), na Biblioteca Nacional de Brasília, durante a Semana do Meio Ambiente. A mostra, com visitação gratuita até quinta-feira (12), apresenta projetos apoiados ao longo dos 18 anos do Fundo Amazônia. O conteúdo reúne histórias, dados e experiências ligadas à conservação da floresta, à produção sustentável e à geração de renda na Amazônia Legal.

A iniciativa foi lançada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Segundo as instituições, a exposição reúne fotografias, vídeos, linha do tempo, ambiência sonora e uma vitrine de produtos amazônicos exportados com apoio da ApexBrasil.

O material destaca projetos voltados a povos indígenas, ribeirinhos, extrativistas, quebradeiras de coco, agricultores familiares, brigadistas e agentes ambientais. A relação com o setor produtivo aparece em iniciativas de bioeconomia, cooperativismo, sociobiodiversidade e inclusão produtiva, além da conexão entre conservação, certificação, rastreabilidade, agregação de valor e acesso qualificado a mercados.

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De acordo com dados apresentados pelo BNDES, o Fundo Amazônia, criado em 2008, já destinou R$ 5,3 bilhões a 153 projetos. As ações beneficiaram mais de 650 organizações, 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e cerca de 260 mil pessoas. O mecanismo apoia prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento, além de restauração, regularização ambiental e territorial e fortalecimento institucional.

Para o público do agro, o tema tem relação direta com cadeias produtivas da Amazônia Legal, especialmente em sistemas de produção sustentável e em negócios ligados à sociobiodiversidade. A ApexBrasil também promove, no âmbito da mostra, uma plataforma voltada a exportações e investimentos sustentáveis, conectando conservação ambiental e negócios internacionais.

Os dados disponíveis indicam que o Fundo Amazônia ampliou o volume de recursos aplicados em projetos de conservação e produção sustentável. No caso da exposição, o foco está em apresentar resultados já executados. Não foram informadas, no material divulgado, novas metas de financiamento além dos projetos e valores já contratados.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Analistas veem prejuízos ao setor de carnes do Brasil após veto da UE: ‘Europa é mercado vitrine’


Pasto adubado mantém o verde por mais tempo e assegura melhor desempenho do rebanho no período seco. Foto: Reprodução.
Pasto adubado mantém o verde por mais tempo e assegura melhor desempenho do rebanho no período seco. Foto: Reprodução.

A confirmação da União Europeia na última sexta-feira (5) sobre o bloqueio das exportações de carnes, aves, ovos e mel ocorreu após autoridades do bloco europeu recusarem a proposta do Ministério da Agricultura de adaptação às normas sobre antimicrobianos.

Segundo relatos de reuniões técnicas entre representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Direção-Geral de Saúde e Segurança Alimentar da Comissão Europeia (DGSantè), a UE considerou superficial a proposta brasileira apresentada para atender às novas exigências sanitárias do bloco.

Durante os encontros, realizados após a retirada do Brasil da lista de países considerados em conformidade com as regras europeias, a União Europeia pediu informações mais detalhadas sobre como o governo brasileiro pretende comprovar a segregação das cadeias produtivas destinadas ao mercado europeu e realizar auditorias oficiais de rastreabilidade.

A UE também teria informado que protocolos privados utilizados pelo setor pecuário brasileiro não seriam suficientes para atender às exigências do bloco.

UE cobra comprovação de controle durante toda a vida do animal

Pelas normas europeias, antimicrobianos não podem ser utilizados como promotores de crescimento ou para aumento de produtividade em animais destinados à alimentação humana.

Além disso, os países exportadores precisam comprovar controle sanitário e rastreabilidade durante toda a vida do animal, desde o nascimento até o abate.

De acordo com informações apuradas pelo Canal Rural, o bloco europeu reforçou que, enquanto o Brasil mantiver autorização para o uso de antimicrobianos melhoradores de desempenho, será obrigatória a comprovação de segregação da cadeia produtiva exportadora.

Ao discutir alternativas, representantes europeus teriam destacado que apenas proibir determinadas moléculas não resolveria o problema sem mecanismos robustos de comprovação documental e fiscalização oficial.

Outro ponto mencionado nas discussões foi a fosfomicina. Os europeus exigem a suspensão da substância no Brasil.

Impacto da decisão

Apesar do veto europeu, especialistas do setor ouvidos pelo Canal Rural reforçam que a medida não está ligada a falhas sanitárias na produção brasileira.

Fernando Iglesias, coordenador de inteligência de mercado da Safras & Mercado, afirmou que a decisão envolve principalmente questões regulatórias e documentais.

“É uma questão regulatória. A União Europeia sinalizou por essas mudanças de normativa lá em 2019”, disse.

Segundo ele, países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, conseguiram atender às exigências impostas pelo bloco europeu.

O técnico do Departamento Técnico e Econômico do Sistema Faep, Anderson Sartorelli, também afirmou que o Brasil possui reconhecimento internacional na área sanitária.

“A gente entende que a gente é um estado e um país reconhecido internacionalmente por ter questões sanitárias adequadas a esse comércio internacional”, afirmou.

Segundo ele, o impasse atual está relacionado à necessidade de comprovação formal dos controles já realizados no país.

“É muito mais por uma questão de envio de documentação para comprovar o que nós já fazemos”, disse Sartorelli.

Setor teme prejuízo financeiro e desgaste da imagem brasileira

Além do impacto econômico direto, especialistas avaliam que o veto europeu pode provocar desgaste reputacional para a proteína animal brasileira no mercado internacional.

Fernando Iglesias alertou que a União Europeia funciona como referência para outros compradores globais.

“A Europa é um mercado vitrine, e decisões que a Europa toma costumam ser espelhadas por outros mercados relevantes”, afirmou.

O analista lembrou que a própria China recentemente suspendeu temporariamente compras de frigoríficos brasileiros por questões relacionadas à presença de resíduos em amostras de carne.

Segundo Iglesias, as exigências ligadas à rastreabilidade e ao controle do uso de antibióticos devem ganhar cada vez mais espaço no comércio internacional de proteínas.

“O Brasil vai ter que se adaptar, vai ter que se adequar a essas novas regras para manter um forte volume de exportação nos próximos anos”, afirmou.

Atualmente, o mercado europeu movimenta quase US$ 2 bilhões anuais em exportações da cadeia pecuária brasileira. Segundo Iglesias, a bovinocultura de corte é o segmento mais ameaçado pela restrição.

“O setor mais ameaçado é o setor que exporta carne bovina. Temos aí uma arrecadação anual de US$ 1 bilhão”, destacou.

Segundo informações obtidas junto a fontes do Ministério da Agricultura, uma nova reunião entre a pasta e representantes do bloco europeu deve acontecer na próxima quinta-feira (11) para tratar do assunto.

Durante visita à Bahia Farm Show, em Luiz Eduardo Magalhães (BA), o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou, ao lado do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, que o governo brasileiro vai trabalhar para reverter a decisão do bloco europeu.

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Brasil busca reverter veto da União Europeia às exportações de carne


O Brasil está em busca de reverter a decisão da União Europeia que veta as exportações de carne bovina, um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. A cautela do bloco europeu não indica contaminação, mas sim a necessidade de atender a exigências regulatórias relacionadas à rastreabilidade sanitária e certificação documental.

Contexto da decisão

A decisão da União Europeia, que entrará em vigor em 3 de setembro, é resultado de um processo que já se arrasta desde outubro de 2024. O Brasil precisa comprovar que não infringe as normas estabelecidas pelo bloco europeu. O Ministério da Agricultura já havia alertado os produtores sobre as normas e restrições, incluindo a proibição do uso de certos medicamentos, exceto em casos de doenças nos animais.

Desafios enfrentados

  • O Brasil deve apresentar documentação que comprove a conformidade com as exigências de rastreabilidade.
  • Uruguai e Argentina já atenderam às exigências e continuam a exportar para a União Europeia.
  • A falta de comprovação pode resultar em restrições adicionais, afetando a reputação do Brasil no mercado internacional.

Próximos passos

O governo brasileiro está em diálogo com a União Europeia para entender as exigências e buscar a liberação das exportações. A situação é considerada crítica, pois a restrição ao mercado europeu pode impactar significativamente a economia do setor. A urgência em resolver a questão é evidente, uma vez que a reputação do Brasil como fornecedor de carne de qualidade está em jogo.

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Lei torna voluntária a certificação de armazéns agropecuários


Conab entrega etapa de modernização de armazém em Ponta Grossa nesta sexta-feira

A sanção da Lei nº 15.429/2026 tornou facultativa a certificação de unidades armazenadoras de produtos agropecuários no Brasil. A medida foi informada neste domingo (8) e altera a regra para empreendimentos que operam recepção, armazenagem, conservação e expedição de produtos do agro. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a certificação continua disponível para agentes que queiram comprovar requisitos técnicos, operacionais e documentais.

A mudança ocorre em um contexto de expansão da produção agropecuária acima do ritmo de crescimento da infraestrutura de armazenagem. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que, nos últimos dez anos, a produção de grãos avançou em média 6,72% ao ano, enquanto a capacidade de armazenagem cresceu 2,38% no mesmo período.

Atualmente, o país tem capacidade para estocar cerca de 60% a 63% da produção anual de grãos, com déficit superior a 130 milhões de toneladas, segundo os números citados pelo governo federal. Nesse cenário, a retirada da obrigatoriedade da certificação pode reduzir etapas regulatórias e custos para implantação e operação de novas unidades armazenadoras.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

Até então, a certificação obrigatória era feita por organismos privados acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Com a nova lei, o procedimento passa a ser adotado de forma voluntária, conforme a estratégia comercial do empreendimento ou a exigência de compradores e mercados. Dados apresentados no material oficial apontam que 17,6% dos armazéns brasileiros possuem certificação.

A nova regra não altera os mecanismos de controle sanitário, fitossanitário e de fiscalização dos produtos armazenados. De acordo com o Mapa, continuam válidos instrumentos como os padrões oficiais de Classificação Vegetal, auditorias de tradings, cooperativas e indústrias, além de exigências contratuais de rastreabilidade e Boas Práticas de Armazenagem.

O ministério também informou que a alteração não modifica, por si só, as condições de acesso aos mercados internacionais, uma vez que exigências de exportação seguem vinculadas a certificados fitossanitários, laudos de conformidade para organismos geneticamente modificados e análises de Limites Máximos de Resíduos. O texto divulgado não detalha a data de entrada em vigor nem eventuais atos complementares para regulamentação operacional.

Do ponto de vista setorial, a medida incide sobre um ponto estrutural da logística agropecuária: a armazenagem. O efeito prático sobre novos investimentos e sobre a ampliação da capacidade instalada dependerá da resposta do setor privado e de condições como crédito, demanda regional e viabilidade econômica dos projetos. Sem esses dados, não é possível dimensionar, neste momento, o alcance efetivo da mudança.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Oferta elevada mantém preços em queda há 9 semanas



A oferta de mandioca segue elevada


Foto: Canva

A oferta de mandioca segue elevada, sustentada principalmente pelo interesse de produtores em se capitalizar e em liberar áreas de arrendamento, apontam pesquisadores do Cepea.

Assim, apesar de o ritmo de entrega de alguns produtores que têm apenas raízes de primeiro ciclo (com até 12 meses) ter diminuído, o volume disponível permaneceu expressivo, resultando em mais uma semana de queda nos valores – dados do Cepea mostram que trata-se do nono período consecutivo de baixas.

Pesquisadores do Centro de Pesquisas apontam que os atuais níveis de preços podem ser determinantes para a manutenção da oferta no médio e longo prazos. À medida que a disponibilidade de lavouras de segundo ciclo diminuir, produtores consultados pelo Cepea poderão optar por postergar ou reduzir a comercialização de raízes com até um ano de idade em razão da rentabilidade, o que também pode influenciar as decisões sobre as áreas destinadas à cultura.

Além dos fatores econômicos, as condições climáticas devem ganhar relevância nos próximos meses. O Cptec prevê redução dos volumes de precipitação entre junho e agosto no Centro-Sul, cenário que pode afetar tanto o preparo do solo e o plantio quanto a comercialização da mandioca, aponta o Cepea.





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UE barra carne do Brasil e analista vê decisão com possível viés político


abate, carne bovina, frigoríficos, carnes - abates
Foto: Ministério da Agricultura

A oficialização de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal à União Europeia não surpreendeu o mercado. A medida inclui carne bovina, de frango e outras proteínas. A avaliação é da CEO da Agrifatto, Lygia Pimentel.

A confirmação ocorreu na última sexta-feira (5), por meio de um documento assinado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. A decisão está relacionada principalmente às exigências do bloco em relação à rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental.

Para a analista, o movimento apenas oficializa uma sinalização que já vinha sendo considerada pelo setor desde o anúncio inicial, em maio deste ano. “É uma análise que já vinha sendo feita lá atrás. A confirmação não muda o cenário. O mercado já esperava isso”, afirma Lygia.

UE: decisão sanitária ou de viés político?

Um dos pontos que chamam a atenção, de acordo com a CEO da Agrifatto, é que a suspensão da União Europeia não atinge outros países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai. A avaliação dela é de que há motivação política no movimento.

Apesar disso, Lygia avalia que não houve reação relevante no período entre o anúncio e a confirmação. “Não vimos nenhuma ação forte do governo nesse meio tempo para tentar explicar ou reverter. E o cenário segue o mesmo”, afirma.

Em abril, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) proibiu parte dos antimicrobianos usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal. Nesse sentido, a posição do governo brasileiro e de entidades do setor permanece de que a nossa produção já atende esses requisitos e que houve reforço na fiscalização.

A publicação da União Europeia, contudo, aponta que o Brasil não forneceu garantias suficientes sobre a não utilização de antibióticos na pecuária.

Além disso, a medida foi divulgada pouco depois da entrada em vigor provisória do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, que reduziu tarifas sobre a carne brasileira. Antes da aprovação, o tratado causou uma série de protestos na Europa — a principal reivindicação é que os produtos brasileiros tirariam a competitividade dos produtores europeus.

Decisão causa prejuízo bilionário às exportações

Caso seja efetivada em 3 de setembro, a decisão da União Europeia pode gerar um prejuízo de US$ 1,84 bilhão às exportações brasileiras, sendo US$ 1 bilhão referente à carne bovina e US$ 763 milhões à carne de frango.

O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, reforça que a carne de frango do Brasil é rastreada durante todas as etapas de produção.

“Nós já cumprimos os requisitos e não há qualquer violação ou problema sanitário com as carnes brasileiras”, pontou ele, em vídeo enviado à nossa equipe de reportagem. Segundo Santin, o foco agora está na garantia de fiscalização por parte do governo brasileiro para verificar que os antimicrobianos proibidos não estão sendo usados.

“Esperamos que até 3 de setembro o Brasil possa levar todas as análises de risco que vão comprovar que o Mapa está fiscalizando toda a produção de carne”, afirmou Santin. Ele também afirma que tanto a ABPA quanto a Associação Brasileira da Indústria Exportadora de Carne (Abiec) seguem fornecendo informações ao governo que possam agilizar o processo.

Em 2025, as exportações brasileiras de carne de frango para o bloco europeu somaram 230,31 mil toneladas, conforme dados compilados pela Agrifatto. Isso representa 4,46% do total exportado pelo país no período. No que se refere à carne bovina, o Brasil exportou cerca de 128,11 mil toneladas, o equivalente a 3,53% dos nossos embarques.

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EPE diz que volume informado de gás não trava contratos de leilão de reserva


Petrobras prevê anunciar R$ 72,5 bilhões em investimentos em Sergipe

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) informou, nesta segunda-feira (8), que os volumes de gás natural previamente apresentados no leilão de reserva de capacidade não impedem a assinatura dos contratos das empresas vencedoras. A manifestação foi feita em nota técnica, após consulta encaminhada pela Comissão de Leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre divergências nos dados de consumo de usinas termelétricas em operação máxima.

O questionamento surgiu depois de a Associação de Empresas de Transporte de Gás Natural por Gasoduto (ATGás) apontar diferença entre os volumes inicialmente comunicados no certame e os montantes registrados nos termos de compromisso firmados, ou em negociação, entre titulares das usinas e transportadoras de gás natural. Segundo a informação apresentada, a divergência soma 4,8 milhões de metros cúbicos por dia.

Esses termos de compromisso são uma etapa necessária para a formalização dos contratos do leilão. Na resposta, a EPE afirmou que os volumes informados anteriormente não foram calculados para definir, de forma vinculante, os montantes contratuais finais a serem pactuados. Com isso, a empresa concluiu que não há impedimento técnico, no âmbito de sua competência, para a assinatura dos documentos e posterior formalização dos contratos.

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Na nota técnica, a EPE também registrou que não identifica necessidade de encaminhar novos volumes para substituir os montantes já pactuados ou ainda a pactuar nos termos de compromisso. Segundo o texto, eventuais pedidos de validação dos volumes finais para comprovação da contratação firme de transporte devem ser direcionados à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com análise caso a caso.

A diretoria da Aneel já aprovou a homologação dos produtos de 2026 do leilão de reserva de capacidade. A formalização abrange 13 unidades geradoras de diferentes companhias. A discussão sobre os volumes de gás se concentra nas usinas conectadas ao Sistema de Transporte de Gás Natural (STGN).

Para o setor produtivo, o tema se insere no debate sobre segurança de suprimento energético e custos operacionais, embora o material disponível não detalhe efeitos diretos e imediatos para segmentos específicos do agronegócio.

Com a posição técnica da EPE, o processo de contratação segue sem indicação formal de bloqueio por divergência de volume. A definição final sobre validação dos montantes de transporte, quando necessária, deverá ocorrer na esfera regulatória competente, com manifestação da ANP nos casos apresentados.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Palestra sobre compostagem ocorre nesta terça-feira (9) em Júlio de Castilhos


Palestra sobre compostagem ocorre nesta terça-feira (9) em Júlio de Castilhos

A compostagem, a vermicompostagem e suas aplicações serão tema de uma palestra nesta terça-feira (9), a partir das 14h, no Anfiteatro do prédio administrativo do Campus do Instituto Federal Farroupilha (IFFar), em Júlio de Castilhos, na região central do Rio Grande do Sul. A atividade integra o projeto “Educação Ambiental e Sustentabilidade: Construindo Cidadania e Preservação na Comunidade”, desenvolvido pela instituição.

O encontro vai tratar do tratamento de resíduos orgânicos em áreas urbanas e rurais por meio das técnicas de compostagem e vermicompostagem. A proposta é apresentar como esses processos podem transformar resíduos em fertilizante orgânico para uso na produção de alimentos.

Participam da atividade a pesquisadora do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa Florestal (Ceflor), Gerusa Steffen, órgão ligado à Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), e o pesquisador e engenheiro-agrônomo Ricardo Steffen.

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Segundo Gerusa, a gestão de resíduos sólidos orgânicos representa um desafio logístico e ambiental, mas também uma alternativa técnica para aproveitamento de matéria-prima tanto nas cidades quanto no campo. De acordo com a pesquisadora, os compostos orgânicos gerados nesses processos fornecem 17 nutrientes essenciais às plantas e contribuem para melhorar propriedades físicas e biológicas do solo.

Do ponto de vista produtivo, o tema tem relação direta com sistemas agrícolas que buscam reduzir perdas de resíduos, ampliar a reciclagem de nutrientes e fortalecer práticas de manejo do solo. A utilização de compostos orgânicos também pode complementar estratégias de adubação, desde que observadas as recomendações técnicas para cada cultura e condição de uso.

As inscrições podem ser feitas pela plataforma do IFFar. A organização também informou que mais detalhes sobre o tema estão disponíveis na Circular Técnica 31, publicada em canal oficial do governo estadual. O conteúdo divulgado não informa número de vagas nem duração prevista da palestra.

A palestra amplia o acesso a informações técnicas sobre manejo de resíduos orgânicos e fertilização, tema com aplicação prática em propriedades rurais, hortas, viveiros e sistemas de produção de alimentos. Para orientações operacionais mais detalhadas, a referência disponível é a Circular Técnica 31 sobre compostagem e vermicompostagem de resíduos orgânicos.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Receita Federal e PGFN iniciam notificações a devedores contumazes no setor de combustíveis


Operação Carbono Oculto mira fintechs e empresas ligadas a esquema no mercado de combustíveis

A Receita Federal do Brasil (RFB) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) iniciaram, neste domingo (8), o envio de notificações a contribuintes do setor de combustíveis potencialmente enquadrados como devedores contumazes. A ação ocorre após uma primeira etapa voltada ao setor fumageiro e está fundamentada na Lei Complementar nº 225/2026 e na Portaria Conjunta RFB/PGFN nº 6/2026. Segundo os órgãos, os contribuintes terão 30 dias para regularizar débitos, ajustar informações patrimoniais ou apresentar defesa administrativa.

De acordo com o conteúdo divulgado, a medida mira casos de inadimplência estruturada e reiterada. A norma permite que o contribuinte apresente elementos para afastar a caracterização como devedor contumaz. Se não houver regularização ou se a defesa for rejeitada, poderão ser aplicadas sanções como inscrição no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público (Cadin), proibição de contratar com o poder público, vedação à transação tributária, impedimento de usufruir de benefícios fiscais, declaração de inaptidão do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) e restrições relacionadas à recuperação judicial.

A Receita Federal e a PGFN informaram que empresas com dificuldades financeiras legítimas não são o foco da medida. O objetivo declarado é coibir a inadimplência estratégica e reduzir distorções concorrenciais no mercado de combustíveis. O material encaminhado não informa, porém, quantas empresas foram notificadas nesta etapa, nem o valor consolidado dos débitos envolvidos no setor.

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Para o agronegócio, o tema tem relação direta com custos operacionais e logísticos. O combustível, especialmente o diesel, é insumo relevante no transporte de grãos, carnes, insumos e máquinas, além do abastecimento de operações no campo. Mudanças no ambiente concorrencial e regulatório desse mercado podem influenciar distribuição, oferta e formação de custos ao longo das cadeias produtivas, embora o impacto desta medida específica ainda dependa do alcance das notificações e da resposta das empresas envolvidas.

Sem a divulgação do número de notificações e do montante dos débitos, ainda não há base suficiente para dimensionar os efeitos econômicos da ação sobre o mercado de combustíveis. O desdobramento dependerá da regularização, do resultado das defesas administrativas e da eventual aplicação das medidas previstas na legislação.

Fonte: gov.br

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Girolando lança novos sumários de touros e vacas na Megaleite


Girolando lança novos sumários de touros e vacas na Megaleite

A Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, em parceria com a Embrapa Gado de Leite, lançou neste domingo (8), durante a Megaleite, o 28º Sumário de Touros Girolando e o 12º Sumário de Vacas Girolando. Os documentos reúnem avaliações genéticas e genômicas da raça, que, segundo a entidade, responde por cerca de 80% do leite produzido no Brasil. A edição deste ano passa a classificar os animais pelo Índice de Performance do Girolando (IPG).

O IPG consolida em uma única nota informações de produção, conformação funcional, sistema mamário e longevidade, com ponderação baseada na importância econômica de cada característica. Na prática, o índice busca facilitar a identificação de animais mais equilibrados para uso em reprodução e seleção do rebanho.

No caso dos touros, o sumário orienta a escolha de sêmen para acasalamentos dirigidos com base em PTAs genéticas e genômicas. Entre os critérios considerados estão qualidade de úbere, aprumos, fertilidade e tolerância ao calor. Já o sumário de vacas permite identificar matrizes com maior valor genético ou genômico, ampliando o uso desses animais como doadoras de embriões e mães de futuros reprodutores.

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Segundo as informações apresentadas no evento, o Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG) elevou a venda de sêmen dos touros da raça de 90 mil doses, em 2010, para mais de 1 milhão de doses em 2026. O avanço reflete a adoção de reprodutores provados e, mais recentemente, da genômica, tecnologia que permite estimar com maior antecedência o potencial produtivo dos animais.

A associação e a Embrapa apontam que o uso dessas ferramentas pode acelerar o ganho genético do rebanho, com reflexos sobre eficiência produtiva, longevidade das vacas e racionalização do manejo. O material também serve de apoio para decisões em biotecnologias reprodutivas, como a Fertilização in Vitro (FIV), e para a definição de estratégias de reposição e multiplicação de animais superiores.

O lançamento na Megaleite reforça o papel do evento como vitrine de tecnologia para a pecuária leiteira. Com a atualização dos sumários e a adoção do IPG, produtores passam a contar com um novo parâmetro técnico para decisões de seleção, reprodução e investimento genético. A associação informou que os documentos estão disponíveis para consulta, mas não detalhou, no material enviado, indicadores adicionais de produtividade média ou recorte regional dos resultados desta edição.

Fonte: embrapa.br

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