sábado, junho 27, 2026

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Paraná confirma R$ 23,7 milhões para pavimentar estrada rural em Guarapuava


Comissão da Câmara debate apoio a produtores atingidos por chuvas na Zona da Mata mineira

O governo do Paraná confirmou nesta quinta-feira (21) investimento de R$ 23,7 milhões para pavimentar mais de 18 quilômetros da Estrada da Junqueira, em Guarapuava, no Centro-Sul do estado. O trecho liga o bairro Jordão à Colônia Vitória, no distrito de Entre Rios, passando pela Serra da Junqueira. Segundo o anúncio oficial, a obra será executada pelo programa Estrada Boa, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento.

O investimento na via rural foi incluído no conjunto de anúncios feitos pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta sexta-feira (22), quando também foram informados aportes para obras urbanas, educação e equipamentos públicos no município. De acordo com o material divulgado pelo estado, os investimentos anunciados para Guarapuava superam R$ 85 milhões, e o total passa de R$ 108 milhões quando somada a obra da Estrada da Junqueira.

Do ponto de vista do setor agropecuário, a pavimentação do trecho rural é o ponto de maior aderência econômica. A estrada é classificada como estratégica para a logística regional, especialmente por conectar áreas do distrito de Entre Rios, onde há atividade agrícola relevante, ao perímetro urbano de Guarapuava. A melhoria da trafegabilidade tende a reduzir o tempo de deslocamento e a ampliar a regularidade do transporte, sobretudo em períodos de chuva, embora o anúncio não detalhe cronograma de execução, prazo de conclusão ou capacidade estimada de fluxo.

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O governo estadual informou que a obra deve favorecer o escoamento da produção agrícola e também o turismo regional. Não foram apresentados, no entanto, dados sobre volume transportado, cadeias produtivas atendidas ou impacto operacional por safra.

Além da estrada rural, o pacote inclui R$ 31,5 milhões para pavimentação urbana, R$ 20,5 milhões para construção do Mercado Municipal, cerca de R$ 24 milhões para uma nova sede escolar, R$ 5,2 milhões para duas creches, R$ 2,3 milhões para a Casa da Mulher Paranaense, R$ 700 mil para espaço esportivo e aproximadamente R$ 515 mil para uma capela mortuária.

A pavimentação da Estrada da Junqueira reforça a agenda de infraestrutura com impacto sobre mobilidade rural e transporte da produção em Guarapuava. Como o anúncio oficial ainda não informa prazos detalhados, etapas da obra e indicadores logísticos, a dimensão efetiva do ganho operacional dependerá da execução e da disponibilidade de dados técnicos ao longo do projeto.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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USDA informa venda de 603,7 mil toneladas de milho e 252 mil de farelo de soja


Missão do Mapa à China reforça diálogo sobre comércio agropecuário e fertilizantes

Exportadores privados dos Estados Unidos relataram vendas de 603,7 mil toneladas de milho e 252 mil toneladas de farelo de soja, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) nesta sexta-feira (22). Do total de milho negociado, 493,7 mil toneladas foram destinadas ao México. Os demais volumes de milho e todo o farelo de soja foram registrados para destinos não revelados, com entregas previstas para os anos comerciais 2025/26 e 2026/27.

Segundo o USDA, as vendas de milho ao México somaram 493,7 mil toneladas. Desse volume, 225 mil toneladas têm entrega prevista para o ano comercial 2025/26, enquanto 268,7 mil toneladas foram negociadas para o ciclo 2026/27.

As outras 110 mil toneladas de milho foram registradas para destinos desconhecidos. Nesse lote, 50 mil toneladas serão entregues em 2025/26 e 60 mil toneladas em 2026/27.

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No caso do farelo de soja, o órgão informou a comercialização de 252 mil toneladas para locais não revelados. Desse total, 117 mil toneladas têm embarque previsto para 2025/26 e 135 mil toneladas para 2026/27.

O relatório se enquadra no sistema diário de anúncios de vendas externas do USDA. Pelas regras do órgão, exportadores norte-americanos devem informar até o dia útil seguinte qualquer venda de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity realizada em um único dia, ou operações de 200 mil toneladas ou mais para um mesmo destino.

Os dados divulgados não trazem valores financeiros das operações nem detalhamento adicional sobre os compradores nos destinos não revelados. Ainda assim, os registros indicam demanda formalizada para dois produtos de peso no comércio internacional de grãos e derivados, com programação distribuída entre duas temporadas comerciais.

Para o mercado, esse tipo de comunicado é acompanhado porque sinaliza o ritmo de compromissos de exportação dos Estados Unidos e ajuda a compor a leitura sobre demanda externa por milho e derivados da soja. O USDA não apresentou, nesse informe, avaliação adicional sobre efeitos nos preços ou no fluxo global de comércio.

A divulgação diária do USDA oferece referência objetiva sobre o andamento das vendas externas norte-americanas. Sem dados complementares sobre preços, origem dos compradores não revelados ou eventuais desdobramentos logísticos, a leitura técnica desta sexta-feira (22) fica concentrada nos volumes negociados e no calendário de entrega para 2025/26 e 2026/27.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Fitch coloca ratings da Amaggi em observação negativa após compra de participação na FS


3tentos registra lucro líquido ajustado de R$ 230,9 milhões no 1º trimestre

A agência de classificação de risco Fitch informou, nesta quinta-feira (22), que colocou os ratings da Amaggi em observação negativa após a aquisição de 40% da FS, operação financiada por uma nova dívida de US$ 700 milhões. Segundo a agência, a transação deve elevar a alavancagem da companhia e reduzir sua flexibilidade financeira. Se a operação for aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e concluída, a tendência indicada pela Fitch é de rebaixamento em um grau.

De acordo com a Fitch, a alavancagem ajustada por estoques com liquidez imediata (RMI) deve subir para 7,1 vezes em 2026, enquanto a alavancagem líquida deve permanecer acima de 4 vezes nos próximos anos. Para a agência, esses níveis não são compatíveis com a atual nota “BB-”.

Apesar da pressão sobre o perfil financeiro, a Fitch avaliou que a compra fortalece a posição estratégica da Amaggi ao ampliar a diversificação dos negócios e a integração nas cadeias de milho e biocombustíveis. A agência destacou que a operação aumenta a exposição da companhia a produtos de maior valor agregado, mas afirmou que esse ganho tende a ser neutralizado, no curto e médio prazo, pelo aumento da dívida.

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No cenário operacional, a Fitch projetou margem Ebitda de 5,3% em 2026, acima dos 3,6% registrados em 2024, mas abaixo dos 6,1% observados em 2025. O fluxo de caixa operacional estimado é de US$ 209 milhões em 2026 e US$ 252 milhões em 2027.

A agência também manteve visão estável para a soja em Mato Grosso em 2026, com produção estimada em cerca de 51 milhões de toneladas, em linha com 2025. Nas projeções da Fitch, a soja deve ficar em US$ 11,30 por bushel em 2026 e US$ 11,10 em 2027, enquanto o milho deve permanecer em US$ 4,47 por bushel nos dois anos.

A Amaggi comercializa cerca de 18 milhões de toneladas de grãos por ano e possui 386 mil hectares de terras agrícolas. Em dezembro de 2025, a companhia tinha US$ 870 milhões em caixa e aplicações financeiras, ante US$ 890 milhões em dívida de curto prazo.

A avaliação da Fitch indica que a conclusão da operação dependerá da análise concorrencial do Cade e que a evolução da liquidez e do refinanciamento seguirá no centro do monitoramento. No curto prazo, a combinação entre nova alavancagem, preços de grãos e custos logísticos tende a ser o principal fator para o perfil de crédito da companhia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Kevin Warsh assume presidência do Federal Reserve nos Estados Unidos


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

Kevin Warsh tomou posse na tarde desta sexta-feira (22) como o 17º presidente do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, em substituição a Jerome Powell. Na cerimônia realizada na Casa Branca, Warsh afirmou ser “uma honra” voltar ao serviço público. Ex-diretor da instituição entre 2006 e 2011, ele disse que pretende conduzir o Fed com foco no duplo mandato de inflação e emprego.

Ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Warsh declarou que exercerá o cargo com “energia e propósito” e afirmou que a inflação pode ser mais baixa em um ambiente de crescimento forte. Em sua fala, reconheceu os desafios associados ao mandato do Federal Reserve, que combina estabilidade de preços e busca por pleno emprego.

Warsh chega ao comando do banco central norte-americano após já ter integrado a diretoria da instituição por cinco anos, de 2006 a 2011. Na posse, ele também mencionou a intenção de liderar um Fed voltado para reformas institucionais. Até o momento, porém, não foram apresentados detalhes sobre o conteúdo dessas mudanças, nem sobre eventuais alterações na condução da política monetária.

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Em declarações anteriores, o novo presidente havia comentado o desejo de reduzir o balanço patrimonial do Federal Reserve, atualmente na casa dos trilhões de dólares. Esse instrumento reúne ativos acumulados em operações de política monetária e tem sido acompanhado de perto pelo mercado financeiro por sua influência sobre liquidez e condições de crédito.

Para o agronegócio, a mudança de comando no Fed é um tema de monitoramento porque decisões sobre juros nos Estados Unidos costumam afetar o valor do dólar, o custo global do capital e a formação de preços de commodities agrícolas. Esses efeitos, no entanto, dependem das próximas sinalizações do banco central, que ainda não foram detalhadas na posse.

Sem anúncio de medidas concretas nesta sexta-feira (22), o mercado deve acompanhar os próximos discursos de Warsh e as decisões do comitê de política monetária do Fed para avaliar eventuais mudanças de direção. Até lá, não há base suficiente para projetar alterações imediatas sobre juros, câmbio ou commodities.

Fonte: Estadão Conteúdo

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ANP debate mudanças para acelerar fase de exploração de petróleo e gás


ANP debate mudanças para acelerar fase de exploração de petróleo e gás

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou nesta quarta-feira (21) o workshop “Dinamização da Fase de Exploração”, em formato híbrido, para discutir medidas voltadas à modernização das regras da etapa inicial dos contratos de exploração e produção de petróleo e gás no Brasil. Segundo a agência, o debate busca tornar o Programa Exploratório Mínimo (PEM) mais eficiente e reduzir atrasos nas atividades exploratórias.

De acordo com a ANP, o país tem atualmente mais de 400 contratos na fase de exploração. Ainda assim, esse volume não tem resultado, na mesma proporção, em avanço das atividades previstas nessa etapa. Na abertura do encontro, o diretor Pietro Mendes afirmou que a perfuração de poços, a apresentação do plano de avaliação de descoberta e a declaração de comercialidade têm ocorrido de forma tardia, o que reduz a eficiência do ciclo exploratório e a apropriação de reservas.

Entre os temas debatidos no workshop estiveram a otimização do tempo contratual, a redução de gargalos operacionais, o uso de inovações tecnológicas no segmento de exploração e produção (E&P), os desafios da descarbonização na indústria de óleo e gás e a melhora de desempenho nas etapas iniciais dos contratos.

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A fase de exploração começa com a assinatura do contrato. Nesse estágio, as áreas são classificadas como blocos, e as empresas executam estudos e atividades, como levantamentos sísmicos e perfuração de poços, para verificar a existência de petróleo ou gás natural em volume economicamente viável. O PEM reúne as atividades mínimas assumidas pelas empresas nessa fase.

Segundo a ANP, as contribuições recebidas no evento poderão ser incorporadas à Análise de Impacto Regulatório (AIR) em andamento. A agência também informou que seguirá recebendo sugestões por formulário disponível na página do workshop. O conteúdo divulgado não apresenta prazos para eventual conclusão da AIR nem data para publicação de nova norma.

O debate regulatório ocorre em um momento de revisão de eficiência operacional no setor energético. Como combustíveis e energia têm peso sobre transporte, insumos e logística, a evolução dessas regras é acompanhada por agentes econômicos de diferentes cadeias. Até o momento, porém, a ANP informou apenas que as contribuições serão analisadas no processo regulatório, sem detalhar mudanças finais.

Fonte: gov.br

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AgroNewsPolítica & Agro

Óleos vegetais recuam com demanda mais fraca



A ausência de novidades reduziu o apetite dos agentes


A ausência de novidades reduziu o apetite dos agentes
A ausência de novidades reduziu o apetite dos agentes – Foto: Divulgação

Os mercados de óleos vegetais encerraram a semana de 11 a 15 de maio em queda, pressionados por sinais mais fracos de consumo e pela frustração com a falta de novos avanços nas negociações envolvendo a soja. Segundo a StoneX, o movimento refletiu uma combinação de liquidação especulativa no complexo da oleaginosa e perda de sustentação nos principais contratos internacionais.

No óleo de soja, o contrato de julho negociado na CBOT fechou o período cotado a US¢ 72,17 por libra-peso, com recuo acumulado de 2,9% na semana. A pressão ganhou força após a cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, não resultar em novos compromissos de compra por parte da China além do acordo de 25 milhões de toneladas por ano, que já estava incorporado aos preços. A ausência de novidades reduziu o apetite dos agentes e levou a ajustes nas posições, afetando também o óleo de soja.

Apesar do recuo semanal, o relatório WASDE de maio, divulgado pelo USDA, trouxe projeções consideradas robustas para o uso de óleo de soja em biocombustíveis em 2026/27. O dado reforçou a avaliação de que o setor deve continuar exercendo papel relevante como vetor de demanda da commodity nos próximos ciclos, ainda que o mercado tenha reagido de forma mais imediata aos sinais de menor dinamismo nas compras internacionais.

O óleo de palma também acompanhou o movimento negativo. O contrato de julho na Bursa encerrou a semana a US$ 1.117,8 por tonelada, queda de 2,97% no período. Entre os fatores de pressão estiveram a demanda enfraquecida de Índia e China, o estreitamento do desconto em relação ao óleo de soja e as incertezas sobre a alocação dos volumes subsidiados no programa B50 da Indonésia.

Com isso, a semana foi marcada por um ajuste generalizado nos óleos vegetais, em um ambiente de cautela dos compradores e reposicionamento dos agentes diante da falta de novos estímulos comerciais.

 





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Porto do Rio de Janeiro passa a receber navios de até 366 metros


Entidades defendem leilão do Tecon Santos 10 ainda em 2026

O Porto do Rio de Janeiro passou a operar navios de até 366 metros de comprimento após a conclusão das obras de dragagem e modernização do canal de acesso ao Cais da Gamboa. Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (22), a intervenção recebeu R$ 163 milhões em investimentos e ampliou a profundidade mínima do canal de 15 metros para 16,2 metros. Com isso, o porto passou a ter calado operacional de 15,3 metros.

O primeiro navio a atracar dentro da nova configuração operacional foi o porta-contêineres MSC Katrina, de bandeira panamenha. A embarcação tem 366 metros de comprimento, 48,4 metros de largura e capacidade para 14.131 TEUs, unidade equivalente a contêineres de 20 pés. O navio veio do Porto de Suape, em Pernambuco, e seguiu para o Porto de Santos, em São Paulo.

De acordo com a Autoridade Portuária PortosRio, as obras foram executadas ao longo do último ano. Do total investido, R$ 98 milhões vieram do Novo Programa de Aceleração do Crescimento e R$ 65 milhões da própria autoridade portuária. A intervenção envolveu dragagem e adequações necessárias para ampliar a capacidade de recebimento de embarcações de maior porte.

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Na prática, a ampliação do canal reduz restrições operacionais e aumenta a previsibilidade das escalas, ponto relevante para cadeias que dependem de logística portuária regular. Embora o material divulgado não detalhe impactos por segmento de carga, a melhoria de infraestrutura pode influenciar operações de comércio exterior e o fluxo de produtos industrializados e agroindustriais embarcados em contêineres.

Segundo os dados informados, além do Porto do Rio de Janeiro, apenas Santos, Salvador, Itaguaí, Paranaguá e Pecém têm capacidade operacional para receber navios desse porte. A ampliação insere o terminal fluminense em um grupo restrito da infraestrutura portuária nacional apta a atender embarcações New Panamax.

O avanço amplia a capacidade logística do porto, mas os efeitos sobre volumes movimentados, custos por operação e participação nas cadeias exportadoras ainda dependerão do comportamento da demanda e da invasão efetiva dessa nova estrutura. Não foram apresentados dados específicos sobre impactos setoriais para cargas do agronegócio.

Fonte: gov.br

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Diretor do Fed defende manutenção dos juros e reforça foco na inflação


Banco Central do Peru mantém juros em 4,25% pela oitava reunião seguida

O diretor do Federal Reserve (Fed), Christopher Waller, defendeu nesta sexta-feira (22) a manutenção dos juros no curto prazo, diante da falta de sinais suficientes de desaceleração da inflação nos Estados Unidos. Em discurso preparado para palestra na Frankfurt School of Finance & Management, ele afirmou que a inflação segue acima da meta de 2% e disse que novos cortes só deveriam ser considerados com melhora dos preços ou deterioração significativa do mercado de trabalho.

Waller afirmou que a manutenção da taxa básica é, neste momento, a posição que considera mais adequada. Segundo o dirigente, ainda não é possível descartar aumento de juros mais adiante caso a inflação não recue em breve, sobretudo se os indicadores de expectativas inflacionárias, alguns deles em alta recente, mostrarem sinais de desancoragem.

O diretor do banco central norte-americano destacou que a inflação está acima da meta de 2% "há muito tempo", o que, na avaliação dele, amplia o risco de contaminação das expectativas futuras. Ao mesmo tempo, ponderou que não projeta esse cenário como o mais provável, mas disse que o risco precisa ser considerado nas próximas decisões de política monetária.

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Na avaliação de Waller, os dados mais recentes indicam estabilização do mercado de trabalho, com taxa de desemprego relativamente baixa e estável. Por isso, ele afirmou que apoiaria a retirada da expressão "viés de flexibilização" do comunicado de política monetária, para sinalizar que um corte de juros não está mais automaticamente mais próximo do que uma alta.

O dirigente também disse que isso não significa defender elevação imediata da taxa. Segundo ele, a política monetária continua restritiva e uma alta adicional poderia causar danos, já que o mercado de trabalho não está em plena expansão. Waller acrescentou que o efeito do choque do petróleo sobre os preços pode se dissipar em breve, e, nesse caso, um aperto adicional teria efeito apenas quando a inflação já estivesse em queda.

Para o agronegócio, decisões do Fed são acompanhadas porque influenciam câmbio, custo financeiro global e preços de ativos, incluindo commodities agrícolas. O discurso, porém, não trouxe estimativas numéricas adicionais sobre inflação, juros ou prazo para eventual mudança de política.

A sinalização de Waller mantém o foco do mercado nos próximos indicadores de inflação e trabalho nos Estados Unidos. Sem melhora consistente desses dados, o Fed tende a preservar a postura cautelosa nas próximas reuniões, segundo o conteúdo do discurso divulgado nesta sexta-feira (22).

Fonte: Estadão Conteúdo

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Decisão do STF recoloca Ferrogrão em nova fase de análise


Decisão do STF recoloca Ferrogrão em nova fase de análise

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheceu a constitucionalidade da Lei 13.452/2017 recolocou a Ferrogrão em uma nova etapa de análise regulatória e institucional. A avaliação foi feita pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) nesta sexta-feira (22). O projeto prevê uma ferrovia de 933 quilômetros entre Sinop (MT) e Itaituba/Miritituba (PA), eixo considerado estratégico para o transporte da produção agropecuária ao Arco Norte.

Segundo a CNA, a decisão do STF trata da validade da norma que alterou os limites de uma unidade de conservação no Pará para permitir o avanço do projeto ferroviário. A confederação atuou no processo como amicus curiae e afirmou que o julgamento abre caminho para a continuidade da discussão sobre a concessão. A entidade ressaltou, no entanto, que a decisão não representa autorização imediata para a obra, que ainda depende do cumprimento de exigências legais, ambientais e regulatórias.

A argumentação da CNA está centrada no peso logístico das regiões produtoras. De acordo com a entidade, Norte e Centro-Oeste concentram 69,9% da produção brasileira de soja e milho, enquanto os portos do Arco Norte respondem por 34% do escoamento desses grãos. Para a confederação, essa diferença indica necessidade de ampliar a infraestrutura de transporte para reduzir gargalos entre áreas de produção e corredores de exportação.

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Em nota, a CNA afirmou que a ferrovia pode contribuir para reduzir a pressão sobre rodovias federais e melhorar o fluxo de cargas agrícolas. A entidade também informou que vem acompanhando a viabilização legislativa, regulatória e econômica do empreendimento junto aos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo.

No estágio atual, o julgamento elimina um ponto de insegurança jurídica, mas não conclui o processo de implantação. O cronograma de execução, os custos finais, as condicionantes ambientais e as próximas etapas formais da concessão não foram detalhados no conteúdo disponível.

Do ponto de vista técnico, a decisão do STF mantém a Ferrogrão no centro do debate sobre logística no Arco Norte, mas a efetiva implantação da ferrovia ainda dependerá de licenciamento, autorizações e definições regulatórias. Sem essas etapas concluídas, não há base para projetar prazo de início das obras ou impacto operacional concreto.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Ibovespa recua com pressão política, fiscal e dados de inflação dos EUA


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

O Ibovespa operava em queda na manhã desta sexta-feira (22), pressionado pela combinação de cautela política e fiscal no Brasil, tensões no Oriente Médio e dados dos Estados Unidos que mostraram piora no sentimento do consumidor e alta nas expectativas de inflação. Às 11h42, o índice caía 1,28%, aos 175.382,73 pontos, depois de ter fechado a sessão anterior com alta de 0,17%, aos 177.649,86 pontos.

O movimento do mercado ocorreu em meio à expectativa pelo relatório bimestral de receitas e despesas da União, previsto para as 15 horas, e por falas de integrantes da equipe econômica e do Banco Central. Na noite de quinta-feira (21), Dario Durigan, do Ministério da Fazenda, afirmou que o bloqueio orçamentário, hoje em R$ 1,6 bilhão, será ampliado no novo relatório, sem previsão de contingenciamento.

No campo político, investidores também acompanharam pesquisas eleitorais divulgadas nesta sexta-feira (22). Segundo Pedro Moreira, sócio da One Investimentos, a incerteza sobre o quadro eleitoral elevava a volatilidade dos ativos domésticos.

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No exterior, o foco esteve nas negociações indiretas entre Estados Unidos e Irã e nos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. A passagem de 35 embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas foi informada pela Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. Ao mesmo tempo, o petróleo avançava mais de 1%, enquanto o minério de ferro em Dalian recuava 0,13%, pressionando ações ligadas a commodities na B3.

Em Nova York, as bolsas reduziram os ganhos após a divulgação do índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, que indicou piora na confiança e aumento das expectativas de inflação para 1 e 5 anos. O dado reforçou a cautela sobre os próximos passos do Federal Reserve. Para o mercado brasileiro, esse tipo de sinalização costuma influenciar juros, câmbio e apetite por risco, variáveis acompanhadas de perto por cadeias produtivas dependentes de crédito, combustíveis e insumos dolarizados.

No curto prazo, o mercado segue condicionado ao conteúdo do relatório fiscal no Brasil e à leitura sobre inflação e juros nos Estados Unidos. O material disponível não detalha efeitos específicos e imediatos sobre segmentos do agronegócio, mas indica um ambiente de maior atenção para custos financeiros, câmbio e preços de energia.

Fonte: Estadão Conteúdo

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