quinta-feira, junho 25, 2026

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Pecuaristas devem se preparar para a temporada de seca


Áreas de pastagem para alimentação do rebanho precisam receber atenção antes da temporada sem chuvas, que se estende até outubro, para seguir como fonte de nutrição dos animais; controle de plantas daninhas com herbicidas da Linha Pastagem da Corteva é uma das ferramentas para manter o vigor do pasto 

O Brasil está entrando na temporada de seca, período sem chuvas que deve se estender até meados de outubro. É o momento ideal para o pecuarista planejar e dar início aos cuidados do pasto para enfrentar a entressafra de capim, com quantidade suficiente e de qualidade para a alimentação do rebanho, que, consequentemente, é responsável pela produtividade de carne e leite.  Nesta fase de transição, o ritmo de crescimento do capim diminuiu. Por isso, o produtor não pode demorar para agir, se não o prejuízo é certo. Para aproveitar ao máximo as pastagens, os produtores precisam intensificar sua gestão com o objetivo de produzir mais arroba (@) por hectare. Com o clima seco, para a fazenda não perder a sua capacidade produtiva e, para que o pecuarista não tenha gastos desnecessários na suplementação alimentar para o rebanho.

De acordo com Thaís Lopes, Gerente de Marketing Regional da Linha Pastagem da Corteva Agriscience, este é o momento limite para o pecuarista conseguir a partir do manejo das invasoras potencializar a produção de forragem para o rebanho. “Nesse planejamento estratégico, um dos maiores gargalos para a eficiência do pasto é a mato-competição. As plantas daninhas disputam diretamente os recursos de água e nutrientes do solo, sufocando o crescimento das forrageiras justamente no momento em que elas precisam acumular massa foliar. Se não controladas, as invasoras reduzem a qualidade e a capacidade de suporte da pastagem, comprometendo a reserva estratégica de alimento do gado”, explica.

“Além do controle de plantas daninhas, são necessárias outras ações. Entre elas, o melhor aproveitamento do pasto a partir de piquetes, onde se pode manejar o gado em detrimento do potencial produtivo e limites da forrageira ali implantada. Esta prática permite aproveitar ao máximo o potencial do capim, pois o mesmo tem condições para se desenvolver adequadamente”, destaca Thaís.

Segundo a especialista, a pecuária é um mercado de muito planejamento. “A ação de hoje, reflete no resultado de amanhã. Com isso, o manejo de agora define o lucro na seca. O pecuarista tem que se lembrar que a falha de hoje vai custar caro na balança depois. É necessário aproveitar o vigor atualmente, para potencializar o estoque que será a fonte de nutrição durante a seca”, diz.

Controle tecnológico de plantas daninhas

No desafio do controle das invasoras, o pecuarista deve investir em tecnologias. Para isso, a Linha Pastagem da Corteva conta com uma recente inovação: a nova molécula Aminociclopiracloro (ACP), que desencadeia respostas hormonais nas plantas infestantes de folhas largas, foram desenvolvidas para auxiliar o pecuarista a lidar com esses desafios, eliminando a matocompetição (competição por água, luz, nutrientes e espaço) e aumentando a produtividade e qualidade do pasto. É o caso da nova geração de soluções da Corteva, composta pelos herbicidas Navius® e Juvix®.

Navius® possui uma formulação pioneira, granulada e homogênea, de fácil diluição e sem odor. O produto combina dois ingredientes ativos, Aminociclopiracloro e Metsulfurom-metílico, que atuam de forma sistêmica, sendo absorvidos rapidamente através de folhas e raízes. O herbicida Navius® é utilizado para controle em pós-emergência de plantas infestantes de folhas largas, de porte herbáceo, semi-arbustivo e arbustivo em pastagens já implantadas.

Para o controle de plantas daninhas de folhas largas de difícil controle, a Linha Pastagem oferece a solução Juvix®. Este produto possui formulação líquida (SL) e é indicado para aplicação no toco da planta roçada, em cortes de até 10 centímetros do solo. Juvix®, que tem o Aminociclopiracloro como ingrediente ativo, proporciona maior facilidade e conveniência na aplicação localizada, possibilitando o uso de foice ou roçadeira. Em testes, a solução apresentou um ganho de até 40% de performance em plantas específicas na comparação com o tratamento padrão, além de otimizar o tempo e a força de trabalho, com ganho de rendimento da operação três vezes maior no comparativo com o padrão de mercado.

Investir em pastagens com manejo adequado e tecnologia, como as novas soluções da Corteva da Linha Pastagem, garante eficiência agronômica e sustentabilidade econômica da atividade, reforça o agrônomo Thaís. “Boas práticas permitem ao produtor da região Norte transformar pastagens degradadas em ativos de alta produtividade”, finaliza.

 





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Produção de etanol nos Estados Unidos cai 2% na semana


Mato Grosso projeta alta de 16,08% na produção de etanol em 2026/27

A produção de etanol nos Estados Unidos caiu 2% na semana encerrada em 22 de maio, informou nesta quinta-feira (28) a Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês). O volume médio diário ficou em 1,089 milhão de barris, ante 1,111 milhão de barris por dia na semana anterior. O resultado veio dentro da faixa estimada por analistas, que variava de 1,060 milhão a 1,125 milhão de barris diários.

Além da queda na produção, os estoques de etanol subiram 0,40% no período e chegaram a 24,968 milhões de barris. O volume ficou próximo do piso das projeções do mercado, que iam de 24,925 milhões a 26,1 milhões de barris. Já as exportações do biocombustível recuaram 31,5%, de 149 mil para 102 mil barris por dia.

Os dados semanais da EIA são acompanhados pelo mercado por indicarem o ritmo de processamento de milho pela indústria de etanol nos Estados Unidos. O país utiliza principalmente o cereal como matéria-prima para o biocombustível, e esse segmento responde por mais de um terço do consumo doméstico da safra norte-americana.

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Por isso, oscilações na produção ajudam a calibrar as expectativas sobre a demanda interna por milho, especialmente em um contexto de monitoramento de oferta, estoques e fluxo comercial. A leitura combinada de produção menor, estoques em leve alta e exportações mais baixas sugere um ajuste pontual na dinâmica do mercado na semana observada, sem desvio relevante em relação às estimativas dos analistas.

Para agentes do setor, o acompanhamento desses números também é relevante porque o mercado de etanol nos Estados Unidos influencia o equilíbrio entre energia e grãos, com reflexos sobre preços internacionais, competitividade do milho e decisões de comercialização em cadeias ligadas a biocombustíveis.

No curto prazo, a evolução da produção semanal, do consumo doméstico e das exportações seguirá no radar do mercado. Sem dados adicionais sobre margens da indústria ou demanda final de combustíveis no período, a leitura técnica permanece concentrada nos números divulgados pela EIA e em seus desdobramentos para o milho.

Fonte: Estadão Conteúdo

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PEC da jornada avança e Abras pede contratação mais flexível


PEC da jornada avança e Abras pede contratação mais flexível

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) afirmou nesta quinta-feira (28) que apoia a adoção da escala 5×2, mas defendeu modelos mais flexíveis de contratação na discussão sobre o fim da jornada 6×1. A manifestação ocorreu após a Câmara dos Deputados aprovar, na quarta-feira (27), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal máxima de 44 horas para 40 horas, sem redução salarial. O texto seguirá agora para análise do Senado.

Segundo a Abras, a principal preocupação do setor é a adoção de uma regra única para atividades com dinâmicas operacionais distintas dentro da cadeia de abastecimento. Durante coletiva nesta quinta-feira (28), o vice-presidente da entidade, Marcio Milan, afirmou que segmentos como leite, cortes de carne, indústria e varejo operam com rotinas diferentes e, por isso, exigem tratamento regulatório mais específico.

De acordo com Milan, a entidade é favorável ao modelo 5×2, mas considera necessário um formato de contratação “mais flexível, mais moderno e que amplie a inclusão”, sem reduzir a capacidade de geração de empregos no setor supermercadista. Ele informou ainda que o segmento tem mais de 300 mil vagas abertas no País.

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Entre as alternativas defendidas pela entidade está o regime horista, apontado como instrumento para ampliar a flexibilidade tanto para empresas quanto para trabalhadores. A Abras argumenta que decisões sem avaliação técnica e setorial podem afetar o funcionamento do abastecimento e, ao fim da cadeia, o consumidor.

A PEC aprovada pela Câmara prevê transição gradual de 14 meses após a promulgação. O texto também estabelece que uma lei complementar poderá criar medidas transitórias para reduzir efeitos sobre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, desde que os níveis de emprego sejam mantidos.

Até o momento, o conteúdo disponível não apresenta estimativas oficiais de custo para o varejo, para a indústria de alimentos ou para segmentos fornecedores do agro. Também não foram detalhados impactos numéricos sobre escalas de trabalho em cadeias específicas.

A tramitação no Senado deve concentrar a discussão sobre regras de transição e formatos de contratação. Para os elos ligados ao abastecimento de alimentos, o ponto central será a definição de mecanismos que conciliem a nova jornada com a operação contínua de indústrias, logística e varejo, tema que ainda depende de regulamentação complementar.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mapa e Conab discutem armazenagem, estoques públicos e preços mínimos


Mapa fixa preços para liberação de estoques públicos de arroz, milho, trigo e mandioca

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) alinharam, nesta quinta-feira (28), ações voltadas à armazenagem, formação de estoques públicos, acompanhamento da safra e instrumentos de apoio à comercialização. A reunião, realizada com o ministro André de Paula e a diretoria da estatal, também abordou preços mínimos, seguro rural, abastecimento alimentar e medidas preventivas diante de possíveis efeitos do El Niño em 2026.

Segundo o Mapa, a Conab apresentou dados sobre sua rede armazenadora federal. Atualmente, os armazéns da companhia têm capacidade estática próxima de 1,7 milhão de toneladas, com cerca de 1,2 milhão de toneladas ocupadas. O tema foi tratado no contexto de modernização da infraestrutura e ampliação da capacidade operacional, ponto relevante para a gestão de estoques e para o fluxo de produtos agropecuários.

Durante o encontro, também avançaram as discussões sobre a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), usada para assegurar remuneração mínima ao produtor em períodos de recuo das cotações de mercado. A definição dos preços mínimos para a safra de verão entrou na pauta junto com outros instrumentos de política agrícola, como o Seguro Rural e o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé).

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Outro dado apresentado foi a liberação de R$ 54,3 milhões em crédito suplementar pela Casa Civil para antecipação da compra de milho e formação de estoques reguladores preventivos. De acordo com as informações oficiais, a medida considera possíveis impactos do fenômeno El Niño em 2026 sobre oferta e abastecimento.

O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, afirmou que a Conab atua em subvenção econômica, aquisições públicas e operações de equalização de preços. Já o diretor-presidente da companhia, Sílvio Isoppo Porto, destacou a articulação com o Mapa e com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) na construção das políticas do setor.

Na prática, a pauta reúne instrumentos que influenciam armazenagem, comercialização e gestão de oferta de alimentos. O alcance efetivo dessas medidas, porém, dependerá da execução orçamentária, da definição dos preços mínimos e do comportamento da safra ao longo de 2026.

Os temas debatidos indicam continuidade da atuação conjunta entre Mapa e Conab em abastecimento, apoio à comercialização e monitoramento da produção. Ainda não foram detalhados cronogramas adicionais para expansão da armazenagem federal nem novos volumes de estoques além dos já informados oficialmente.

Fonte: gov.br

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Câmara aprova projeto que atualiza regras do seguro rural


CNSeg vê avanço de projeto que muda marco legal do seguro rural

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), o Projeto de Lei 2.951/2024, que moderniza os marcos legais do seguro rural. A proposta estabelece que a subvenção econômica ao prêmio do seguro rural terá caráter obrigatório, limitada ao valor previsto no Projeto de Lei Orçamentária Anual. O texto também prevê remanejamento de recursos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e volta agora ao Senado.

A proposta foi aprovada em votação simbólica e mantém a rubrica orçamentária do seguro rural vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Segundo o texto discutido na Câmara, houve ajuste em relação à versão inicial para evitar a transferência do orçamento para as Operações Oficiais de Crédito, sob supervisão do Ministério da Fazenda.

O parecer do deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR) também incluiu o Proagro como fonte de recursos para a subvenção ao seguro rural. Na prática, o projeto busca dar previsibilidade ao apoio público ao prêmio pago pelo produtor e ampliar os instrumentos de cobertura de risco no campo.

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Outro ponto do texto é a integração do contrato de seguro rural ao conjunto de garantias das operações de crédito rural. O projeto ainda prevê que operações amparadas por seguro poderão ter condições favorecidas, como juros, prazos e limites, além de prioridade de acesso ao crédito, inclusive em prorrogações e renegociações.

A proposta determina ainda que o governo federal crie bancos públicos de dados sobre operações de seguro rural e estabeleça condições para incentivar a contratação do instrumento. O produtor que quiser acessar a subvenção deverá fornecer dados da atividade agropecuária.

O projeto também amplia o escopo do fundo de cobertura suplementar dos riscos do seguro rural. A União poderá participar como cotista com moeda, títulos públicos, ações, imóveis e outros ativos. O fundo poderá usar resseguro, cessão de riscos e Letra de Risco de Seguros, além de observar critérios do zoneamento de riscos agropecuários.

Como o texto ainda retorna ao Senado, as regras não entram em vigor imediatamente. A tramitação nas próximas semanas será acompanhada pelo setor, que busca a sanção da proposta antes do início do Plano Safra 2026/27, segundo a articulação informada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Fonte: Estadão Conteúdo

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Operação Carbono Oculto mira fintechs e empresas ligadas a esquema no mercado de combustíveis


Operação Carbono Oculto mira fintechs e empresas ligadas a esquema no mercado de combustíveis

A segunda fase da Operação Carbono Oculto foi deflagrada nesta quinta-feira (28) em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Segundo o Ministério Público e a Receita Federal, a apuração investiga uma estrutura financeira ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis, com suspeitas de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e adulteração de produtos. Os investigadores apontam movimentação de ao menos R$ 26 bilhões desde 2022.

Ao todo, a operação cumpre 59 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas. Entre os alvos estão endereços na Avenida Brigadeiro Faria Lima e em outras áreas empresariais de São Paulo, além de imóveis e empresas em Barueri, São José do Rio Preto, Santos, Arujá, Atibaia, Cascavel, Paranavaí, Iguatemi, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

De acordo com a investigação, seis fintechs passaram a ser alvo central da apuração após a primeira fase da operação, realizada em agosto de 2025. Segundo a Promotoria, essas empresas eram usadas em compensações financeiras entre distribuidoras e postos de combustíveis, transferências entre empresas e fundos de investimento e pagamento de despesas atribuídas aos operadores do esquema.

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As apurações indicam que as seis instituições investigadas movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025. Em um dos casos, uma empresa teria recebido mais de R$ 1 bilhão em depósitos em espécie entre 2022 e 2024, prática apontada pelos investigadores como incomum para instituições de pagamento.

A Receita Federal informou ainda que, até 2025, instituições de pagamento não eram obrigadas a entregar a e-Financeira, declaração periódica com dados de movimentações de clientes. Após o avanço da operação, mais de 450 instituições passaram a enviar essas informações desde agosto de 2025. Segundo os investigadores, três das fintechs alvo declararam cerca de R$ 8 bilhões em movimentações entre janeiro e dezembro de 2025, enquanto outras três serão autuadas por não apresentar a documentação obrigatória.

A investigação tem reflexo sobre o setor de combustíveis porque envolve suspeitas de adulteração, evasão tributária e distorções concorrenciais em uma cadeia que influencia transporte, distribuição e custos operacionais. Para o agro, o comportamento desse mercado afeta especialmente frete, abastecimento e despesas com diesel e derivados. A reportagem do Estadão informou que procurou os grupos citados e que o espaço segue aberto para manifestação.

O desdobramento da operação depende da análise do material apreendido e da evolução das autuações fiscais e financeiras. Até o momento, os órgãos responsáveis não divulgaram estimativas oficiais sobre eventual impacto no abastecimento ou nos preços dos combustíveis.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Petrobras reajusta gasolina em R$ 0,48 por litro nas refinarias


Mercadante defende atuação do Estado contra choque do petróleo

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (28) um reajuste de R$ 0,48 por litro no preço da gasolina A vendida às refinarias, após 122 dias sem mudança. Segundo a estatal, a adesão ao programa de subvenção econômica reduz esse efeito em R$ 0,44 por litro, levando a um aumento residual de R$ 0,04 por litro para as distribuidoras. Com isso, o preço médio da gasolina A passa de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro.

Em nota, a Petrobras informou que a subvenção mitiga o impacto do reajuste ao longo da cadeia. Para o consumidor final, a companhia calcula que sua parcela no preço da gasolina C subirá de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. A gasolina C comercializada nos postos é formada pela mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro. Pela conta apresentada pela estatal, o aumento residual no preço final pode chegar a no máximo R$ 0,03 por litro na bomba.

A empresa também afirmou que o novo valor ainda fica 27,6% abaixo do preço praticado em 31 de dezembro de 2022. Outro ponto destacado foi a diferença entre os preços domésticos e a referência internacional. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem da gasolina nas refinarias da Petrobras no fechamento de quarta-feira (27) era de 55%, o que, de acordo com a entidade, indicava espaço para uma alta de R$ 1,37 por litro.

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Para o setor agropecuário, a atualização dos preços dos combustíveis é acompanhada por seu efeito sobre fretes, transporte de insumos, deslocamento da produção e custos operacionais em regiões dependentes de logística rodoviária. O repasse efetivo, porém, depende da política comercial de distribuidoras e postos, além da dinâmica regional de concorrência e tributação.

No curto prazo, o dado confirmado é a elevação residual de R$ 0,04 por litro para as distribuidoras e de até R$ 0,03 por litro na gasolina C, segundo a Petrobras. O efeito final sobre custos logísticos e preços ao consumidor ainda dependerá do repasse ao longo da cadeia, informação que não foi detalhada pela companhia no anúncio.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Extensão Rural completa 70 anos de atuação no Paraná


Extensão Rural completa 70 anos de atuação no Paraná

Os 70 anos da Extensão Rural no Paraná foram celebrados nesta quarta-feira (27), na sede do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), em Curitiba. A solenidade reuniu servidores e autoridades para marcar a trajetória do serviço de assistência técnica no estado, associado ao fortalecimento da agricultura, à organização das propriedades e à chegada de políticas públicas aos municípios. Atualmente, a estrutura é composta por 1.570 servidores.

Durante o evento, o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, afirmou que a extensão rural participou de etapas centrais do desenvolvimento agropecuário paranaense ao longo de sete décadas. Segundo ele, o trabalho esteve ligado à conservação de solos, ao apoio às famílias rurais, ao incentivo ao cooperativismo e à orientação técnica nas propriedades.

Souza também citou desafios atuais para o setor, como a necessidade de sistemas de produção mais resilientes a eventos climáticos extremos, a inclusão de pequenos produtores na agricultura digital e o avanço da conectividade e da inteligência artificial no campo. De acordo com o dirigente, a assistência técnica segue vinculada a temas como sucessão familiar, agroindústria, diversificação de renda, pecuária moderna e segurança hídrica.

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A cerimônia relembrou ainda o início da atividade no estado. Rubens de Moura Rezende foi citado como o primeiro extensionista contratado no Paraná, em 1956. O ex-servidor Hans Henning Gunther recordou que, nos primeiros anos, cerca de 85% dos agricultores paranaenses eram pequenos produtores, com baixa incorporação tecnológica e produção voltada à subsistência.

O presidente-executivo do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, destacou a contribuição da extensão rural para a organização dos agricultores e para o cooperativismo. Também foram mencionadas parcerias institucionais com órgãos estaduais e entidades do setor, como a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Paraná (Fetaep) e o Sistema Ocepar.

A celebração reforçou o papel da assistência técnica como instrumento de difusão de tecnologia, organização produtiva e conexão entre políticas públicas e produtores rurais. O conteúdo apresentado no evento não trouxe balanço consolidado de resultados econômicos ou produtivos da série histórica, mas indicou que temas como clima, digitalização e permanência dos jovens no campo tendem a concentrar parte das ações futuras da extensão rural no estado.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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Petrobras ajusta gasolina A em R$ 0,48 por litro e subvenção limita repasse


Decreto cria subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina

A Petrobras informou nesta quinta-feira (28) que vai reajustar em R$ 0,48 por litro o preço de venda da gasolina A para as distribuidoras a partir desta sexta-feira (29). Ao mesmo tempo, a companhia aplicará desconto de R$ 0,44 por litro no âmbito da subvenção econômica prevista na Medida Provisória nº 1.358, de 13 de maio de 2026, no Decreto nº 12.984 e na Portaria do Ministério da Fazenda nº 1.496, de domingo (25). Com isso, o preço médio da gasolina A às distribuidoras passará de R$ 2,57 para R$ 2,61 por litro.

Segundo a Petrobras, o efeito líquido do ajuste para as distribuidoras será de alta residual de R$ 0,04 por litro, já considerados os tributos federais PIS, Cofins e Cide incidentes sobre o preço de venda praticado por produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo.

No mercado ao consumidor, a companhia informou que a parcela da Petrobras no preço final da gasolina C passará de R$ 1,80 para R$ 1,83 por litro. A estatal estima, portanto, aumento residual de até R$ 0,03 por litro nas bombas. A gasolina C comercializada nos postos é formada pela mistura obrigatória de 70% de gasolina A e 30% de etanol anidro.

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Esse ponto mantém relação direta com a cadeia de biocombustíveis, já que o etanol anidro segue compondo parte obrigatória do combustível vendido ao consumidor. Para o setor agropecuário, o comportamento dos combustíveis é acompanhado por seus efeitos sobre fretes, deslocamento de equipes, distribuição de insumos e custos operacionais fora da porteira, embora o comunicado divulgado não traga estimativas específicas para essas frentes.

A Petrobras também informou que o novo valor praticado fica 27,6% abaixo do preço registrado em 31 de dezembro de 2022, considerando a parcela da empresa na composição do litro da gasolina C. A companhia afirmou ainda que mantém em seu site informações sobre a formação de preços dos combustíveis.

O efeito prático do anúncio dependerá do repasse ao longo da cadeia de distribuição e revenda. Como o comunicado oficial trata apenas da gasolina e da subvenção federal aplicada neste ajuste, ainda não há, no material divulgado, detalhamento adicional sobre impactos regionais ou sobre outros combustíveis relevantes para a operação agropecuária.

Fonte: agencia.petrobras.com.br

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Miguel Daúde analisa PEC do fim da escala 6×1 e seus impactos


O analista Miguel Daúde comentou sobre a PEC que propõe o fim da escala 6×1, destacando a expectativa de aprovação na Câmara dos Deputados. A proposta, que visa alterar a jornada de trabalho no agronegócio, gerou discussões acaloradas entre parlamentares e representantes do setor.

Expectativa de aprovação

Daúde ressaltou que a aprovação da PEC é quase certa, com a comissão já tendo registrado 38 votos a favor e apenas 4 contra. Ele acredita que a votação no plenário também será favorável, refletindo a pressão eleitoral sobre os parlamentares.

Desafios da nova escala

O analista apontou que a mudança para a escala 5×2 pode trazer desafios significativos para o agronegócio, incluindo:

  • Adaptação dos ciclos biológicos de animais e vegetação.
  • Implicações na entrega de produtos perecíveis.
  • Aumento dos custos operacionais.

Consequências para o setor produtivo

Daúde alertou que a implementação da nova escala sem critérios adequados pode resultar em injustiças e irregularidades no trabalho. Ele enfatizou a necessidade de um debate mais profundo entre os setores envolvidos para garantir uma transição adequada e evitar impactos negativos na produção de alimentos.

Considerações finais

O analista concluiu que, embora a intenção de melhorar as condições de trabalho seja válida, é crucial que a legislação permita uma adaptação que não comprometa a eficiência do agronegócio e a qualidade dos produtos oferecidos ao consumidor.

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