domingo, março 15, 2026

Agro

News

Chá verde: estudos apontam potencial no controle de obesidade e diabetes


chá verde
Foto: Pixabay

O chá verde, bebida milenar, se tornou conhecido por suas propriedades medicinais e antioxidantes. Suas propriedades vem sendo amplamente estudadas pelos efeitos benéficos em doenças metabólicas, como obesidade e diabetes tipo 2.

Estudos financiados pela Fapesp constataram que o tratamento com chá verde reduziu o peso e melhorou a sensibilidade à glicose e resistência à insulina de camundongos obesos. Os achados reforçam a relevância da bebida como potencial coadjuvante no tratamento da obesidade em humanos.

À frente dos estudos está Rosemari Otton, do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências da Saúde da Universidade Cruzeiro do Sul. Com mais de 15 anos de dedicação à pesquisa sobre chá verde, a cientista conta que a motivação veio da curiosidade sobre a crença popular de que a bebida ajuda a emagrecer. Os resultados do trabalho mais recente foram publicados em junho na revista Cell Biochemistry & Function.

Para comprovar os efeitos do chá verde na obesidade, a equipe submeteu camundongos a dietas hipercalóricas por quatro semanas, tanto com gordura quanto com o que chamam de “dieta de cafeteria”, que imita a alimentação ocidental. “A gente dá chocolate, bolacha recheada, doce de leite, leite condensado. Ou seja, o mesmo tipo de alimento que muita gente consome no dia a dia”, conta Otton.

Após essa primeira fase, os animais foram submetidos ao experimento com chá verde por mais 12 semanas. Nesse período, eles continuaram com a dieta hipercalórica, mas parte deles passou a receber extrato padronizado de chá verde, na dose de 500 mg por quilo de peso corporal, por via intragástrica (gavagem).

“É um método que garante que todos recebam a dose exata que queremos estudar. Se colocássemos na água, por exemplo, não teríamos como saber quanto o animal realmente ingeriu”, diz a pesquisadora. Essa quantidade, para humanos, seria o equivalente a consumir cerca de 3 gramas de chá verde por dia, ou três xícaras.

No entanto, segundo a pesquisadora, nem todo chá verde comercial atende à qualidade necessária. “Os sachês prontos nem sempre garantem a quantidade nem a qualidade dos compostos. O ideal para consumo seria usar o extrato de chá verde padronizado, como os que encontramos em farmácias de manipulação. Essa é uma forma concentrada de utilizar a planta, com garantia da presença dos flavonoides, que são os compostos benéficos à saúde presentes na planta do chá verde”, ressalta Otton.

Um dos diferenciais metodológicos do estudo foi a temperatura ambiente controlada. Os pesquisadores mantiveram os animas em ambiente de termoneutralidade (28 °C) durante todo o experimento. Em geral, os biotérios mantêm temperatura média de 22 °C, o que, para os camundongos, representa um frio crônico.

“O frio excessivo ativa mecanismos compensatórios de regulação no organismo dos animais, fazendo com que gastem mais energia para se aquecer. Isso pode mascarar os efeitos reais de qualquer substância”, explica a pesquisadora. “Se os animais estiverem num ambiente mais frio, o efeito do chá é potencializado pela ativação do gasto energético pelo frio. Mas, ao manter na termoneutralidade, conseguimos ver os efeitos do chá verde de forma ‘limpa’, sem interferência ambiental”, explica.

Em estudo anterior, publicado em agosto de 2022 pelo European Journal of Nutrition, camundongos obesos tratados com chá verde tiveram redução de até 30% do peso corporal. “Se uma pessoa perde de 5% a 10% do peso corporal já é muito. Então esse resultado nos animais é bem significativo”, afirma a professora.

Efeito muscular

Um outro destaque do trabalho mais recente foi a preservação da morfologia muscular. A obesidade geralmente reduz o diâmetro das fibras musculares, mas o chá verde impediu essa atrofia nos músculos. “Uma das formas de avaliar a função muscular é olhar o diâmetro da fibra. Se ela aumenta, temos mais componentes musculares ativos. O chá verde conseguiu manter esse diâmetro, o que mostra que ele protege o músculo contra os efeitos deletérios da obesidade”, explica Otton.

Além dos dados morfológicos, os pesquisadores também avaliaram a expressão de genes relacionados ao metabolismo da glicose. O tratamento com chá verde aumentou a expressão de Insr, Irs1, Glut4, Hk1, Pi3k, genes importantes para a captação e uso da glicose nos músculos. Também foi restaurada a atividade da enzima lactato desidrogenase (LDH), essencial para o metabolismo da glicose.

Segundo Otton, há também evidências de que o chá verde não afeta o peso de animais magros, o que indica uma ação seletiva frente ao excesso de gordura corporal. “Ele faz o animal obeso emagrecer, mas mantém equilibrado o peso do animal magro. Isso mostra que o chá parece precisar de um ambiente com excesso de nutrientes para atuar, o que reforça a hipótese de que age diretamente sobre as células adiposas.”

Outro aspecto investigado pela equipe foi a ação dos compostos isoladamente. “O chá verde é uma matriz complexa, com dezenas de compostos bioativos. A gente já tentou separar esses compostos e estudar seus efeitos individualmente, mas o extrato integral é sempre mais efetivo. Há uma sinergia entre os compostos que não conseguimos reproduzir quando estão isolados”, afirma.

Segundo a cientista, uma hipótese para explicar o mecanismo de ação do chá verde na obesidade é o envolvimento da adiponectina. Esta é uma proteína produzida pelos adipócitos com função anti-inflamatória e reguladora do metabolismo. “Fizemos um estudo com camundongos nocauteados para adiponectina, ou seja, que não a produzem. E nesses animais o chá verde não teve efeito. Isso sugere que a adiponectina é uma peça-chave no mecanismo de ação do chá”, comenta.

Efeitos na vida real

Apesar dos resultados animadores no estudo com camundongos, Otton ressalta que ainda não é possível determinar uma dose segura e eficaz de chá verde para humanos. Isso se dá por conta da variabilidade dos extratos e do comportamento individual de cada pessoa. “O ideal é um consumo crônico, como vemos em países asiáticos. No Japão, por exemplo, as pessoas consomem chá verde todos os dias, a vida inteira, e os índices de obesidade são baixos. Mas isso é diferente de tomar chá por cinco meses esperando um efeito milagroso no emagrecimento”, pondera.

A pesquisadora defende que os tratamentos naturais ganhem espaço no combate à obesidade, especialmente como alternativas aos medicamentos caros e com efeitos colaterais. “A ideia é termos compostos seguros, naturais, eficazes e com qualidade. A planta Camellia sinensis oferece isso. Ainda estamos estudando todos os compostos envolvidos, mas não há dúvida de que o chá verde, como matriz vegetal rica em flavonoides, tem um potencial terapêutico importante.”

Dessa forma, a pesquisadora ressalta que a ciência sempre busca construir soluções reais. “O que a gente vê no animal nem sempre se reproduz em humanos. Mas se queremos fazer essa translação para a vida real, precisamos pensar em todos os detalhes, como a temperatura ambiente. São esses cuidados que aumentam a validade dos nossos dados. Estamos longe de ter todas as respostas, mas estamos chegando cada vez mais perto.”

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

O post Chá verde: estudos apontam potencial no controle de obesidade e diabetes apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de trigo segue lento no Sul do País



No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas


No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas
No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas – Foto: Divulgação

O mercado de trigo nos estados do Sul do país apresenta ritmo lento e baixa fluidez nas negociações, influenciado por fatores sazonais, câmbio e pelo nível confortável de abastecimento da indústria. Segundo a TF Agroeconômica, o período de final de ano contribui para a redução das operações, com expectativa de paralisações temporárias em moinhos e menor urgência de compras.

No Rio Grande do Sul, as negociações estão praticamente suspensas, em um cenário marcado pela proximidade das festas e pela programação de limpeza e férias coletivas em unidades industriais. A estimativa é de que cerca de 1,55 milhão de toneladas da safra nova já tenham sido comercializadas, o equivalente a 42% a 44% da produção. Os preços referenciais do trigo para moagem variam entre R$ 1.100 e R$ 1.150 por tonelada posto em moinhos locais, enquanto no porto os valores chegam a R$ 1.180 em dezembro e R$ 1.190 em janeiro. O trigo destinado à ração é indicado a R$ 1.120 em dezembro e R$ 1.130 em janeiro, com preço da pedra em R$ 54,00 por saca em Panambi. A leitura é de um mercado confortável do lado da indústria, sem pressa para novas aquisições.

Em Santa Catarina, o mercado segue estável e equilibrado, com maior movimentação concentrada no balcão e acompanhando o fim da colheita. As pedidas giram em torno de R$ 1.200 FOB, enquanto os moinhos indicam valores entre R$ 1.150 e R$ 1.200 CIF. Negócios pontuais foram registrados a R$ 1.200 no diferido, e os preços da pedra permanecem estáveis na maioria das regiões, variando de R$ 60,00 a R$ 66,00 por saca.

No Paraná, o mercado local também permanece travado, com moinhos bem abastecidos e indicações entre R$ 1.170 e R$ 1.250 CIF, conforme distância e prazo. As compras estão concentradas para janeiro e fevereiro. A valorização do dólar, que alcançou R$ 5,52, eleva o custo do trigo importado e dá sustentação aos preços, embora sem gerar maior fluidez nos negócios. O preço médio ao produtor é de R$ 63,97 por saca, com alta semanal de 0,51%.

 





Source link

News

Natal: aves puxam alta e encarecem ceia em 2025, segundo estudo


Foto: Pixabay.
Foto: Pixabay.

Com a aproximação das festas de fim de ano, os itens tradicionais da ceia voltam a ganhar espaço nos supermercados. Em 2025, no entanto, o custo da celebração será maior para o consumidor.

Um estudo da Neogrid, empresa de tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo, aponta altas de até 65,3% nos preços de produtos típicos em relação ao ano anterior, com destaque para as aves natalinas.

Os dados consideram os itens mais buscados pelos brasileiros e comparam preços médios de outubro de 2024 e outubro de 2025.

Aves e bacalhau lideram reajustes

Segundo o levantamento, as aves natalinas registraram aumento médio de 42,8%, passando de R$ 44,01 para R$ 62,88. O peru apresentou a maior variação, com alta de 65,3%, ao sair de R$ 22,52 para R$ 37,23. O pernil também ficou mais caro, com elevação de 10%, de R$ 34,50 para R$ 37,96.

O bacalhau seguiu a mesma tendência. O tipo dessalgado e congelado subiu 17,8%, alcançando R$ 149,26. Já o bacalhau salgado e seco teve alta de 22,2%, passando de R$ 72,44 para R$ 88,57.

Proteínas e azeites têm queda

Em sentido oposto, algumas proteínas apresentaram recuo de preços. O lombo suíno registrou queda de 12,6%, com o preço médio passando de R$ 32,94 para R$ 28,76.

Os azeites também ficaram mais baratos. O azeite de oliva virgem teve redução de 20,5%, enquanto o extra virgem recuou 17,4%, segundo o estudo.

“Percebemos que as cadeias produtivas estão respondendo de maneira muito diferente às pressões do mercado. Enquanto algumas proteínas lidam com custos de reposição mais altos e uma oferta que não acompanha a demanda, o que naturalmente puxa a alta dos preços, outras, como o lombo suíno, demonstram maior capacidade de estabilização ao longo do ciclo”, disse Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos da Neogrid.

Oleaginosas mantêm pressão na ceia

As oleaginosas aparecem entre os itens que mais pesam no orçamento. As amêndoas tiveram alta de 20,1%, passando de R$ 161,33 para R$ 193,74. As castanhas subiram 19,7%, enquanto o mix de castanhas (opção comum em aperitivos e sobremesas) avançou 13,4%. As nozes registraram aumento de 6,7%.

O pistache foi a exceção, com leve queda de 0,5%, de R$ 244,49 para R$ 243,31, mantendo-se como o produto mais caro da categoria.

Entre os ingredientes usados em panetones e sobremesas, as frutas cristalizadas subiram 11,3%, e a uva-passa teve alta de 8,7%, chegando a R$ 75,18 o quilo.

Bebidas têm comportamento misto

O estudo também identificou variações distintas nas bebidas. O espumante sem álcool apresentou alta de 13,6%, enquanto a sidra subiu 4,7%.

Por outro lado, os espumantes tradicionais ficaram mais acessíveis. O nacional recuou 9%, com preço médio de R$ 77,54, e o importado caiu 6,3%, para R$ 145,11.

Entre os vinhos, o fino nacional subiu 9,9%, o importado avançou 4,1% e o vinho de mesa teve aumento de 5,1%. Nas cervejas, a clara subiu 4,7%, enquanto as versões escura e sem álcool apresentaram variações inferiores a 2%.

“Essa assimetria traduz por que não estamos diante apenas de um Natal mais caro, mas de um período em que o consumidor encontrará comportamentos de preço muito distintos dentro da mesma cesta”, acrescenta Fercher.

O post Natal: aves puxam alta e encarecem ceia em 2025, segundo estudo apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

AgroNewsPolítica & AgroSafra

Em meio a ritmo lento de vendas, B3 fecha quinta-feira com desvalorização do…


Logotipo Notícias Agrícolas

A quinta-feira (18) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

A análise da Agrinvest destaca que os futuros do milho subiram em Chicago com alta sustentada pelo forte ritmo de exportações dos Estados Unidos. 

Na semana encerrada em 27 de novembro, as vendas somaram 1,79 milhões de toneladas e os embarques superaram 1,89 milhões de toneladas. Na temporada 2025/26, o volume comprometido já alcança 44,4 milhões, bem acima das 34,2 milhões do mesmo período do ano passado e do recorde de 2021/22. 

“A elevada competitividade do milho americano, aliada a menor oferta da Ucrânia e a um Brasil mais caro, mantém a demanda aquecida, especialmente na Ásia com rumores de compras chinesas”, apontam os analistas da consultoria. 

“No mercado doméstico norte-americano, a produção de etanol nos Estados Unidos atingiu novo recorde na última semana, com média de 1,131 milhões de barris por dia, reforçando o viés altista”, acrescenta a Agrinvest. 

O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,44 com elevação de 4 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,52 com valorização de 4,50 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,58 com ganho de 4,50 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,51 com alta de 2,50 pontos. 

Mercado Interno 

Já na Bolsa Brasileira (B3), a quinta-feira chegou ao fim com os preços futuros do milho contabilizando movimentações negativas. 

Os analistas da Agrinvest destacam que o milho da B3 não acompanhou as altas registradas de Chicago.  

“Desde a segunda quinzena de novembro, o ritmo de vendas perdeu força, após meses com volumes semanais acima de 1 milhão de toneladas. Enquanto isso, o mercado segue atento ao andamento da safra de verão e as primeiras estimativas para a safrinha”, aponta a consultoria. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira 

O vencimento janeiro/26 foi cotado a R$ 71,17 com desvalorização de 1,02%, o março/26 valeu R$ 75,58 com perda de 0,43%, o maio/26 foi negociado por R$ 74,83 com baixa de 0,37% e o julho/26 teve valor de R$ 70,48 com queda de 0,27%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho permaneceu praticamente inalterado neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização somente em Sorriso/MT. 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

França e Itália travam avanço do acordo UE-Mercosul



A agricultura é o principal eixo do impasse


A agricultura é o principal eixo do impasse
A agricultura é o principal eixo do impasse – Foto: Arquivo Agrolink

A resistência de França e Itália voltou a colocar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul em um dos seus momentos mais delicados. Às vésperas de decisões no Conselho Europeu, o presidente francês Emmanuel Macron reafirmou que o tratado não pode ser assinado nas condições atuais, alegando riscos à agricultura europeia e falta de garantias efetivas para assegurar concorrência leal. A posição francesa reacende incertezas sobre um acordo negociado há décadas e considerado estratégico para ambos os blocos.

A agricultura é o principal eixo do impasse. Produtores europeus, especialmente na França, afirmam que produtos do Mercosul entram no mercado com custos menores e sob regras ambientais e sociais diferentes das exigidas na União Europeia. Mesmo após o Parlamento Europeu aprovar cláusulas de salvaguarda, como a possibilidade de reintrodução de tarifas e monitoramento de mercado, o setor agrícola avalia que as medidas ainda são insuficientes para evitar desequilíbrios.

A França estabeleceu três condições para apoiar o acordo: salvaguardas sólidas e operacionais, regras equivalentes para produtos importados e europeus, e controles rigorosos de importação. Sem a implementação clara desses pontos, Paris promete se opor a qualquer tentativa de acelerar a ratificação, usando seu peso político no Conselho Europeu, onde o acordo depende de maioria qualificada.

A Itália adotou uma postura mais cautelosa, mas também crítica. A primeira-ministra Giorgia Meloni considera a assinatura prematura e defende aguardar a finalização de um pacote de medidas adicionais, incluindo fundo de compensação e reforço dos controles fitossanitários. Roma afirma não querer bloquear o acordo, mas condiciona seu apoio a garantias de reciprocidade e proteção efetiva ao setor agrícola.

O impasse ganhou força com protestos de agricultores em Bruxelas, que ampliaram a pressão política sobre os governos europeus. Do lado sul-americano, o presidente brasileiro Lula da Silva tenta destravar as negociações, argumentando que a agricultura brasileira não competirá com a europeia. Ainda assim, o adiamento da assinatura e a falta de consenso indicam que o acordo UE-Mercosul segue em compasso de espera, sem solução imediata.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Uso de sementes não certificadas pode reduzir safra de soja



O mercado de soja no Brasil enfrenta um cenário de alerta



Foto: Pixabay

O mercado de soja no Brasil enfrenta um cenário de alerta com a disseminação do uso de sementes não certificadas, o que pode afetar diretamente a produtividade da safra 2025/26 e impactar as exportações.

Segundo dados divulgados pela CEEMA, o uso de sementes de soja não certificadas — incluindo sementes piratas e salvas comercializadas irregularmente — já atinge 27% da área cultivada no Brasil, equivalente a 13 milhões de hectares.

O impacto dessa prática é severo: estima-se uma perda de quatro sacas por hectare na produtividade média, o que resultaria em um recuo de 2,8 milhões de toneladas na colheita. Destas, 1,9 milhão deixariam de ser exportadas e outras 900 mil toneladas afetariam o consumo interno.

Além disso, o mercado de sementes perde cerca de R$ 8 bilhões com a redução de vendas, e o prejuízo em royalties de genética chega a R$ 590 milhões. A prática compromete investimentos em pesquisa e pode gerar a perda de até 4.500 empregos diretos.

No mercado físico, os preços se mantiveram entre R$ 124,00 e R$ 125,00/saca no Rio Grande do Sul, sustentados por câmbio elevado e prêmios mais firmes. A colheita da nova safra deve iniciar no final de janeiro no Norte do país.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Brasil espera 2ª maior safra de milho da história, mesmo com queda na produtividade



A Conab projeta uma produção de 138,9 milhões de toneladas



Foto: Nadia Borges

A comercialização de milho desacelerou no Brasil, enquanto preocupações com a produtividade da safrinha e estimativas da Conab marcam o cenário para a temporada 2025/26.

De acordo com a CEEMA, os preços do milho seguem firmes no Brasil, refletindo a cautela dos produtores e o atraso no plantio da safrinha 2026. Nas principais praças do país, as cotações variam entre R$ 52,00 e R$ 65,00/saca, enquanto no Rio Grande do Sul permanecem estáveis em R$ 61,00/saca.

A Conab projeta uma produção de 138,9 milhões de toneladas, que poderá se tornar a segunda maior da história nacional. Apesar disso, a produtividade no Mato Grosso pode cair 6,7%, resultando em uma redução de 8,4% na produção estadual.

Em dezembro, o Brasil exportou 2,9 milhões de toneladas de milho nos primeiros 10 dias úteis, um salto de 43,2% na média diária em relação ao mesmo período de 2024. O retorno das chuvas trouxe alívio, especialmente no Rio Grande do Sul, mas o clima continuará como fator decisivo para o desempenho da safra.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercados agrícolas iniciam o dia com oscilações moderadas



No trigo, os contratos em Chicago operaram com leves quedas


No trigo, os contratos em Chicago operaram com leves quedas
No trigo, os contratos em Chicago operaram com leves quedas – Foto: Seane Lennon

Os mercados agrícolas iniciaram o dia com oscilações moderadas, refletindo um cenário internacional marcado por ampla oferta, ajustes técnicos e ritmo seletivo da demanda. As negociações em Chicago mostraram variações contidas para trigo, soja e milho, enquanto no mercado doméstico brasileiro os preços físicos reagiram de forma distinta, influenciados pelo câmbio e pelo período de encerramento das atividades do ano.

No trigo, os contratos em Chicago operaram com leves quedas, mesmo com o bom desempenho das exportações dos Estados Unidos oferecendo algum suporte. A pressão principal segue vindo da oferta global elevada e da colheita no Hemisfério Sul, especialmente na Argentina, que caminha para volumes recordes de produção e exportação. Fundos mantiveram interesse comprador, mas sem força suficiente para reverter o viés. No Brasil, a demanda por trigo e farinhas praticamente desapareceu com o fim do ano comercial, resultando em ajustes pontuais nos preços do Paraná e do Rio Grande do Sul.

A soja permanece sob pressão em Chicago, acumulando novas mínimas técnicas, com indicadores negativos de momentum. Consultas internacionais não se converteram em compras efetivas capazes de alterar a tendência. Mesmo aquisições recentes da China nos Estados Unidos não geraram impacto imediato, já que parte relevante do volume esperado se concentra em embarques mais à frente. Fundos seguem ampliando posições vendidas diante da fraqueza do complexo de oleaginosas, enquanto os preços internos americanos refletem oferta abundante e vendas aceleradas dos produtores.

No milho, o mercado segue lateralizado, com leves recuos após sessões de alta. A realização de lucros e o bom desenvolvimento das lavouras argentinas pesaram sobre as cotações, embora o ritmo forte das exportações americanas continue limitando quedas mais intensas. No Brasil, o físico apresentou leve valorização, enquanto os contratos futuros na B3 registraram ajustes negativos.

Entre os indicadores externos, o dólar apresentou leve recuo frente ao real, o petróleo operou em alta moderada, favorecendo soja e milho, e o índice do dólar mostrou fortalecimento, fator negativo para o trigo. As informações são da TF Agroeconômica.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Trigo se estabiliza no Brasil com cotações abaixo do ano passado



O mercado brasileiro de trigo fechou a semana com preços estáveis



Foto: Divulgação

O mercado brasileiro de trigo fechou a semana com preços estáveis, mas inferiores aos registrados no mesmo período de 2024, sinalizando menor atratividade ao produtor.

Segundo a Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), as principais praças gaúchas mantiveram os preços entre R$ 54,00 e R$ 55,00/saca, enquanto no Paraná os valores variaram entre R$ 64,00 e R$ 66,00.

Há um ano, os preços no Rio Grande do Sul estavam entre R$ 65,00 e R$ 66,00/saca, enquanto no Paraná o trigo valia R$ 72,00, confirmando uma desvalorização nas principais regiões produtoras.

A tendência de ampla oferta nacional e importações baratas pressiona o mercado, mantendo a margem do produtor sob pressão. A estabilidade internacional também colabora com o cenário doméstico sem grandes movimentações, dificultando novas valorizações até o fechamento do ciclo.





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Recorde no esmagamento nos EUA pressiona mercado da soja global



A tendência é de manutenção da volatilidade



Foto: Leonardo Gottems

Mesmo com queda nas cotações em Chicago, a soja ainda apresenta valorização frente ao mesmo período de 2024, sustentada pelo elevado esmagamento nos Estados Unidos.

A Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA) informa que a cotação da soja em Chicago fechou a semana em US$ 10,52/bushel, acumulando queda nas últimas duas semanas, mas permanecendo acima dos US$ 9,51 registrados um ano antes.

O destaque é o esmagamento recorde nos EUA, que atingiu 5,88 milhões de toneladas em novembro — aumento de 11,8% em relação a 2024. Os estoques de óleo de soja subiram 40%, alcançando o maior volume em sete meses.

Apesar da pressão nas cotações, o mercado spot se aqueceu com aumento na demanda nos portos brasileiros, o que ajudou a segurar os preços locais. A tendência é de manutenção da volatilidade, especialmente com a entrada da nova safra sul-americana a partir de janeiro.





Source link