quinta-feira, março 19, 2026

Agro

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Leilão de gado Nelore movimenta a região da Faria Lima, em São Paulo


Pela primeira vez, a região da Faria Lima, um dos endereços mais movimentados do centro financeiro de São Paulo, recebeu um importante evento da pecuária nacional. O 2° Leilão Nelore da Mônica levou exemplares de alto padrão genético ao Teatro B32 na noite desta quarta-feira (4), reunindo criadores e investidores de diversas regiões do país.

Segundo o gerente do grupo Mônica Brasil/Bolívia, Pedro Marchett, para que os animais chegassem à capital paulista, foi necessário um planejamento logístico. A seleção do criatório de Uberaba, Minas Gerais, foi deslocada para o Jockey Club antes de seguir para o teatro.

De acordo com o superintendente de pecuária do grupo Mônica, os cuidados com os animais são diários, tratamentos como: banhos, escovação, cuidados com o pelo e casqueamento para garantir bem-estar adequados. “São animais que exigem uma atenção diária”, destaca.

Gado Nelore
Foto: reprodução/Mercado & Companhia

Genética de destaque

No total, foram ofertados 27 lotes, incluindo animais, prenhezes e aspirações. O leilão marca quase três décadas desde o primeiro evento promovido pela empresaria do agro, Mônica Marquett, hoje referência na raça.

“Eu tenho uma paixão pelo Nelore, por essa raça que é maravilhosa, que é a mais sustentável do Brasil e quiçá do mundo”, destacou Mônica Marquett. 

Entre os destaques está Mira, do grupo Mônica em parceria com a Casa Branca Agropastoril. A fêmea foi reservada grande campeã da ExpoZebu 2024, e teve 33% de sua propriedade colocada à venda durante o evento.

“Trouxemos um pouco dos nossos animais para que as pessoas entendam o trabalho de genética que desenvolvemos. O Nelore chegou onde chegou graças ao empenho de criadores, pecuaristas e empresários que se dedicaram para o melhoramento”, afirmou Mônica Marquett.

Encerramento do calendário e tradição na Faria Lima

O Leilão Nelore da Mônica encerra o calendário anual da raça e se consolida como um dos eventos mais prestigiados do setor.

O encontro reforça a força do Nelore no país, movimentando investimentos, estimulando o intercâmbio genético e aproximando o setor produtivo do centro econômico brasileiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

MG enfrenta falta de 2,9 milhões de toneladas de capacidade de armazenamento



Déficit de armazenagem em Minas Gerais reforça papel das estruturas modulares


Foto: Divulgação

A infraestrutura logística de Minas Gerais, importante polo industrial do país, voltou ao centro do debate após o Sindicato das Empresas de Transportes e Cargas Logísticas de Minas Gerais (SETCEMG) apontar recentemente um déficit de 2,9 milhões de toneladas de produtos que deixam de ser armazenados por falta de armazéns e terminais logísticos. O cenário, além de evidenciar gargalos que afetam diretamente a competitividade das atividades locais, reforça a urgência por soluções de implantação rápida.

 

Enquanto estruturas de alvenaria podem levar meses ou até anos para serem construídas, considerando as etapas de projeto, obras e execução, os galpões modulares se apresentam como alternativas eficazes e que podem ser instalados em poucas semanas, em qualquer tipo de solo, com possibilidade de expansão,  redução ou relocação conforme a demanda. Para um estado cuja produção cresce mais rápido do que a infraestrutura disponível, a modularidade passa a ser um fator decisivo.

 

“As empresas mineiras vivem uma pressão imediata: precisam escoar, estocar e proteger seus produtos agora e não em um ou dois anos. A logística não pode parar à espera da infraestrutura”, afirma Sergio Gallucci, diretor Comercial e de Marketing da Tópico. “A solução modular não substitui investimentos estruturais, mas os complementa e funciona como um ‘oxigênio logístico’, garantindo capacidade de armazenagem no curto, médio e longo prazo, evitando perdas, filas e custos adicionais”.

 

As restrições de armazenagem também se somam aos desafios de transporte, integração entre modais e saturação da infraestrutura rodoviária, o que exige dos setores produtivos estratégias que reduzam o impacto dos gargalos sem comprometer a expansão, escoamento e atendimento aos clientes.

 

“Cada dia com produto parado por falta de espaço representa perda. Por isso, estruturas de montagem rápida passaram a integrar de forma estruturada o planejamento logístico das empresas, especialmente em regiões estratégicas como Minas Gerais”, completa Gallucci.

 

Região Estratégica – Considerando a relevância logística da região, a Tópico conta com uma filial em Belo Horizonte para atuar no rápido atendimento de parceiros mineiros e em localidades próximas.

 

“Esse ano realizamos um aporte de cerca de R$ 6 milhões da unidade por considerarmos a região estratégica e diversa economicamente, então segmentos como agronegócio, mineração, siderurgia, indústria e logística estão presentes em Minas Gerais – e isso já representa mais de 10% dos novos negócios da empresa”, pontua o diretor.

 

Hoje, a Tópico conta com mais de 3 milhões de m² de galpões instalados no país e 200 mil m² de estruturas disponíveis em estoque para pronta entrega.





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Próxima semana será marcada por ciclone e chuvas acima de 100 mm; saiba onde a água vai chegar



A previsão do tempo indica que as chuvas vão se intensificar nos principais polos produtores de soja. A Zona de Convergência do Atlântico Sul ajuda a manter boa umidade no Matopiba, grande parte do Sudeste e no centro-norte do Centro-Oeste.

Apesar disso, áreas do interior de São Paulo, Mato Grosso do Sul e, especialmente, do Rio Grande do Sul ainda precisam de mais chuva. Para os próximos cinco dias, o início da semana será mais chuvoso nessas regiões, com acumulados que podem chegar a 50 mm.

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Entre terça e quarta-feira, a formação de um novo ciclone extratropical próximo ao Sul deve provocar temporais, aumentando os volumes de chuva. No Rio Grande do Sul, os acumulados podem variar entre 40 e 60 mm.

11 a 15 de dezembro

Entre 11 e 15 de dezembro, as chuvas se concentrarão no centro-sul do país, principalmente Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, com possibilidade de ultrapassar 100 mm em cinco dias. No final do mês, a precipitação se mantém no Sudeste, e próximo ao Natal e Ano Novo deve avançar sobre o Matopíba e centro-norte de Minas Gerais.

Depois de um período de chuvas mal distribuídas, a tendência é que os próximos 20 dias de dezembro apresentem melhor regularidade, beneficiando a produção de soja em todo o país.

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Brasil agrotropical, solução global!


Encerrado o ano do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp e tivemos um evento onde Roberto Rodrigues fez um encerramento e o vi ser aplaudido de pé pelo seu efetivo, brilhante e genial trabalho na COP30. E pedi para ele nos dizer os principais desafios feitos e o que nos inspirará em 2026.

E ele me disse: “Primeira parte, resultados de 2025 é COP30, porque as 29 COPs anteriores não tratavam de agricultura com a expressão que teve aqui no Brasil, pois a agricultura foi o florão da COP. Nas anteriores era uma coisa terciária, quaternária, ninguém dava bola para a agricultura. Aqui eclodiu por várias razões. Primeiro porque a Embrapa junto com a CNA, OCB e entidades de classe montaram, todos juntos, um Agrizone, que é uma vitrine da tecnologia tropical brasileira sustentável. O mundo todo viu e acreditou que o Brasil pode ser, de fato, o grande patrocinador da cena mundial da transição energética justa, gerando emprego nos países pobres e cuidando do clima. E o que vem pela frente? Um trabalho insano que passa, fundamentalmente, pela tecnologia. O produtor rural em um ano de crise, difícil, custos muito altos, preços baixos, margem muito estreita ou negativa e tem de ter produção alta. Isso é educação, buscar a tecnologia melhor que tem, o melhor fertilizante, defensivo, máquina, manejo integrado à tecnologia para atravessar a crise que vem vindo em 2026/2027. Feito isso, o mundo já viu que nós somos um país tropical de agricultura sustentável, replicável na América Latina, na África Subsaariana, parte da Ásia também e aí, sim, irmos juntos, montar um grande cinturão de tecnologia tropical, Embrapa, gente da Austrália, Nova Zelândia, Índia, Indonésia, Tailândia, países tropicais trocarem entre si toda informação possível para que o máximo da integração transforme a agricultura tropical para o planeta inteiro ter alimento, energia, e emprego no mundo mais pobre. Isso traz paz. Então eu tenho a convicção que a COP30 mostrou ao mundo que o agro tropical brasileiro será protagonista da paz mundial”.

Perguntei também ao Roberto se a proposta feita por ele tem algo tão rico que nos tiraria da polarização, ou seja, uma proposta brilhante para reunir o cinturão tropical do planeta onde tem miséria, fome, pobreza e espaço para crescer e se seria possível fazer. Ele me respondeu: “Eu acho que a COP30 mostrou essa possibilidade com clareza. Gente do mundo inteiro disse: puxa vida, eu não sabia que o Brasil era desse jeito e que replicava na América
Latina, na África, em países pobres. Só que tem duas condições centrais para que isso aconteça, a primeira é ter financiamento, em um país pobre da África não vai incorporar o que nós criamos aqui sem dinheiro. Então tem de ter financiamento dos ricos para que os pobres cresçam e, segundo, tem de ter uma flexibilização na rede de comércio, porque senão o país consegue fazer tudo certinho e não vende porque o protecionismo dos países desenvolvidos não permite. Se mexer no financiamento e protecionismo, o mundo tropical vira
o campeão da paz”.

José TejonJosé Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Presunto de R$ 500 o quilo é barrado no Brasil para prevenir disseminação de peste suína


A equipe da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) apreendeu produtos de interesse agropecuário no Porto de Santos (SP).

Entre os itens estavam peças de presunto pata negra, cujo quilo chega a custar R$ 500, além de bacalhau, diversos embutidos suínos, frutas frescas, castanhas, mel e outros artigos.

A mercadoria teve a entrada barrada no país barrada por servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O total apreendido chegou a 43,78 quilos.

De acordo com o Vigiagro, cerca de 3 mil passageiros desembarcaram do navio, que chegou da Itália no dia 23, mas passou antes pela Espanha e Portugal.

Peste suína africana

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Foto: Divulgação/Mapa

Na última sexta-feira (28), a Espanha confirmou casos de peste suína africana (PSA), depois de 30 anos sem registros. Não há cura ou tratamento para a doença e o vírus é muito persistente.

De acordo com a Embrapa, o vírus pode permanecer infeccioso por 11 dias nas fezes, por meses na medula óssea, por 15 semanas na carne refrigerada e congelada, e entre 3 e 6 meses em presuntos e embutidos curados não cozidos ou defumados.

A PSA é altamente contagiosa e afeta suínos domésticos e selvagens, mesmo não representando risco à saúde humana, pode causar graves perdas econômicas para a indústria suína.

Nesse sentido, o Brasil é um dos principais exportadores de carne suína do mundo e a defesa agropecuária do país está atenta para não permitir que a doença se instale pelo território brasileiro.

Além disso, produtos de origem animal e vegetal não podem entrar no país sem autorização do Mapa por conta do risco sanitário.

No caso do navio, houve até uma passageira que tentou desembarcar com material de propagação, como estacas, um bulbo e uma mudinha, violando a lei.

No final de outubro, a equipe do Vigiagro já havia fiscalizado passageiros que desembarcaram da mesma rede de cruzeiros e também encontrou produtos de risco com passageiros. Segundo investigação, todo o material apreendido é incinerado para evitar contaminação.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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entenda como as abelhas contribuem para a saúde do solo



Celebrado em 5 de dezembro, o Dia Mundial do Solo, criado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), reforça a urgência de preservar e recuperar esse recurso fundamental para a produção de alimentos e para o equilíbrio climático.

O que poucas pessoas sabem é que as abelhas também desempenham um papel importante na saúde dos solos e na manutenção da vida no planeta.

Os benefícios dos serviços ecossistêmicos prestados pelas abelhas vão muito além da polinização, ainda que esta, por si só, já seja essencial. Estima-se que cerca de 75% das culturas agrícolas no mundo dependem de polinizadores. Mas o impacto positivo das abelhas também chega ao solo.

“Ao favorecer a diversidade vegetal nas paisagens rurais, as abelhas estimulam o crescimento de diferentes espécies que, por sua vez, contribuem para a cobertura do solo, a fixação de nitrogênio e o aumento da matéria orgânica”, destaca o engenheiro agrônomo e líder executivo da Associação Brasileira de Estudo das Abelhas (A.B.E.L.H.A.), Rogério Avellar.

Dessa forma, as abelhas colaboram direta ou indiretamente para combater a erosão, descompactar o solo, melhorar a infiltração de água e a ciclagem de nutrientes, fatores essenciais para a regeneração e conservação dos solos.

Segundo a FAO, um terço dos solos do planeta já está degradado, e, se nada for feito, a perda de produtividade agrícola pode chegar a 10% até 2050, devido à erosão. Isso torna ainda mais urgente a proteção dos solos e o reconhecimento de todos os elementos inclusive os menos visíveis, que sustentam sua saúde.

Benefícios diretos

Além dos benefícios indiretos relacionados à polinização e à manutenção da biodiversidade, algumas espécies de abelhas contribuem diretamente para a saúde do solo. É o caso das abelhas solitárias que constroem seus ninhos no chão, cavando túneis e galerias que favorecem processos físicos e biológicos essenciais ao equilíbrio do ecossistema.

Para Avellar, o comportamento das abelhas solitárias de construir ninhos escavando galerias no solo tem um papel ecológico relevante. “Em áreas agrícolas, esses processos naturais funcionam como uma forma de ‘engenharia ecológica’ gratuita, contribuindo para solos mais vivos e produtivos”, afirma.

Algumas escavam diretamente suas galerias, como a abelha-de-óleo (Centris flavifrons) e a mamangava (Epicharis flava). Outras utilizam cavidades já existentes, como as mombucas (Geotrigona spp.), guiruçus (Schwarziana spp.) e jataís-da-terra (Paratrigona spp.), que se instalam em ninhos abandonados de formigas ou cupins.

Há ainda espécies como as mamangavas-de-chão (Bombus spp.), que constroem seus ninhos diretamente sobre a superfície do solo.

Conservar para restaurar

Tanto as abelhas que proporcionam benefícios diretos, com a construção de ninhos no solo, quanto as que oferecem benefícios indiretos, resultantes da polinização, necessitam de cuidados e boas práticas para sua conservação.

A mecanização da agricultura e o uso incorreto de pesticidas estão entre os principais riscos aos polinizadores, grandes aliados na manutenção da saúde e restauração de solos.

“O agricultor é parte da solução. Ao adotar Boas Práticas Agrícolas, como o manejo responsável de defensivos, a manutenção de áreas de vegetação nativa, o plantio de espécies floríferas e o cuidado com fontes de água, ele cria um ambiente favorável às abelhas e demais polinizadores”, defende Avellar.



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Estado brasileiro registra 1° foco de ferrugem asiática na safra 25/26; saiba qual



O primeiro foco de ferrugem asiática da safra 2025/26 foi confirmado em Mato Grosso do Sul, conforme monitoramento do Consórcio Antiferrugem. O caso ocorreu em uma área comercial no município de Sete Quedas, na região Sudoeste do estado. A lavoura, plantada na segunda quinzena de setembro, está no estádio fenológico R5, fase marcada pelo início do enchimento dos grãos. A detecção da doença foi realizada pela Fundação MS.

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A ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, manifesta-se inicialmente em forma de pequenas lesões marrom-avermelhadas na face inferior das folhas. À medida que a infecção progride, os pontos tornam-se mais escurecidos e se espalham por toda a superfície foliar, reduzindo a área fotossintética, provocando necrose e levando à desfolha precoce. Em situações severas, a doença pode comprometer até 90% da produção se não for controlada adequadamente.

O manejo da ferrugem exige uma abordagem integrada e permanente. Entre as medidas essenciais estão o cumprimento rigoroso do vazio sanitário, a rotação de culturas, a semeadura dentro da janela recomendada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o uso de cultivares resistentes e o monitoramento frequente das áreas. Quando necessário, a intervenção com fungicidas específicos deve ser realizada de forma estratégica e com acompanhamento técnico.

No cenário nacional da safra atual, já foram registrados 14 focos da doença: 12 no Paraná, um em São Paulo e agora um em Mato Grosso do Sul. Na temporada anterior, o estado sul-mato-grossense contabilizou 12 ocorrências, ficando em terceiro lugar no ranking nacional, atrás apenas do Paraná, com 66 registros, e do Rio Grande do Sul, com 25. No total, o Brasil somou 124 notificações na safra 2024/2025.



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Produção de guaraná cresce até 30% e deve superar 800 toneladas



Este ano, apesar das preocupações com o calor e os efeitos das mudanças climáticas, o saldo tem se mostrado positivo para os produtores de guaraná do Amazonas. Segundo o pesquisador Embrapa Amazônia Ocidental, André Atroch, a safra atual apresenta um crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

Em visitas de campo, acompanhamentos nas áreas experimentais da Embrapa e trocas de informações em grupos de produtores, Atroch observa que a colheita ainda em andamento já aponta para um aumento de 20% a 30% na produção em comparação com 2024.

Grandes empresas do setor também relatam resultados ainda mais robustos, com ganhos próximos de 50%.  

“Os produtores comentam que estão colhendo bem mais guaraná do que no ano passado. Esse aumento é perceptível nas áreas que temos acompanhado. O que tem se observado nas áreas é as plantas muito carregadas, muito cheias de guaraná” destacou o pesquisador. 

“O estado do Amazonas hoje produz entre 600 e 700 toneladas ao ano e isso pode atingir entre 700 e até 800 toneladas. Essa produção é de guaraná em rama, que é a semente seca a 13%”, acrescenta.

Clima favorável ao cultivo

Ao contrário de outros anos, os eventos climáticos não prejudicaram a cultura em 2025. Setembro, período crítico para a floração, não registrou secas prolongadas nem chuvas intensas capazes de derrubar ou secar as flores.

Houve dias mais quentes, considerados os mais intensos das últimas duas décadas, mas sem impacto direto na produção. “Para o guaraná, o tempo foi normal. Mesmo com alguns dias de calor extremo, isso não chegou a comprometer a safra”, explicou Atroch.

Expectativas para o fechamento da safra

Com a chegada das chuvas de novembro em Manaus, há uma preocupação pontual: que a intensidade das precipitações provoque a queda de frutos maduros ou o apodrecimento de cachos ainda na planta. Ainda assim, a expectativa é de que o balanço final confirme 2025 como um ano de recuperação e crescimento para o guaraná amazonense.



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CNA revisa estimativa do PIB Agro em 2025 para alta de 8% a 8,5%



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) prevê crescimento de 8% a 8,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Agropecuária neste ano, ante queda de 3,7% em 2024. A estimativa da entidade é preliminar e deve ser revisada após os resultados trimestrais divulgados, ontem (4), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em setembro, a CNA previa uma alta de 7% para o desempenho do setor, que passou a 7,9% em novembro. O resultado do PIB agro no terceiro trimestre deste ano, com uma alta de 10,1% ante igual período do ano passado, além da revisão dos dados de 2024 pelo IBGE, levou à revisão da projeção pela entidade.

“Iremos recalcular as estimativas a partir das revisões feitas hoje pelo IBGE. O crescimento do PIB agro neste ano é puxado pela supersafra de grãos e pelo ótimo desempenho da pecuária”, disse o coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon.

No acumulado dos três trimestres deste ano, de janeiro a setembro, o PIB da agropecuária acumula alta de 11,6% frente ao avanço de 2,4% acumulado do PIB nacional.

“O resultado acumulado em 2025 também surpreendeu positivamente, independente da mudança na base de comparação ante 2024. Quando olhamos, o resultado completo vemos a contribuição da pecuária bovina com aumento de abates e preços favoráveis e três culturas agrícolas, que possuem maior peso no PIB agro, que são soja, milho e laranja. São esses produtos responsáveis pelo impulso do crescimento nos primeiros trimestres do ano”, apontou Conchon.

De acordo com o economista da CNA, a revisão feita pelo IBGE da queda do PIB da agropecuária de 3,2% para 3,7% em 2024 também contribuiu para os resultados deste ano, já que essa queda de 0,5 ponto porcentual adicional confere uma base menor de comparação no ano passado. “Não esperávamos uma revisão dessa magnitude. Essa revisão de 2024 catalisou o resultado de 2025”, observou.

O crescimento de 10,1% do PIB da agropecuária no terceiro trimestre deste ano ante igual período do ano anterior também superou as estimativas da entidade, conforme Conchon. Já o avanço de 0,4% no terceiro trimestre de 2025 ante o segundo trimestre deve-se, apontou o economista, à entrada mais tardia da safra de inverno, que deve refletir nos resultados do quarto trimestre deste ano.

“Parte do crescimento menor observado no terceiro trimestre será devolvido no quarto trimestre. Devemos ter um quarto trimestre mais forte neste ano no PIB da agropecuária em virtude da safra de inverno e da pecuária. A incógnita que permanece em produção é o resultado do setor florestal ligado a papel e celulose”, explicou. Os resultados finais do ano devem ser divulgados em março de 2026, segundo Conchon.

Para o PIB nacional, a CNA prevê alta de 2% em revisão preliminar ante projeção anterior de 2,17%. O menor ritmo de crescimento da economia em geral tende a ser justificado pelo avanço mais modesto das outras atividades econômicas.

“Se no acumulado deste ano o PIB da agropecuária tivesse ficado estável, o PIB do Brasil teria avançado apenas 1,6% ante 2,4% verificado, o que mostra o aumento do protagonismo do setor nos três primeiros trimestres e a força da agropecuária neste ano”, disse. Com crescimento do agro superior aos demais setores, a participação da agropecuária no PIB Brasil deve saltar de 5,6% em 2024 para cerca de 8,54% neste ano, em previsão preliminar da CNA.

“No próximo trimestre, o resultado do PIB Brasil deve ficar mais moderado, enquanto o da agropecuária ainda tende a seguir positivo e, por isso, deve manter a participação vista nos nove meses do ano, de 8,54%”, pontuou.

Para 2026, a CNA vê como pontos de atenção para o comportamento do PIB da agropecuária as incertezas climáticas com chuvas abaixo do esperado em regiões produtoras, incertezas quanto ao ambiente geopolítico internacional, o cenário de juros elevados, a redução do poder de compra das famílias e do crescimento real do salário mínimo. “Tudo isso tende a arrefecer a economia em 2026, atrelado à instabilidade fiscal”, prevê.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço do suíno impulsiona rentabilidade no Paraná



Rentabilidade da suinocultura paranaense atinge maior nível do ano em outubro



Foto: Pixabay

A suinocultura do Paraná registrou em outubro de 2025 a maior rentabilidade do ano, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (4) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A margem alcançou R$ 1,45 por quilo, diferença entre o preço pago ao produtor e o custo de produção estimado.

Os técnicos do Deral destacam que o resultado decorre da combinação entre o melhor preço recebido pelos produtores no ano e o segundo menor custo de produção no período. De acordo com o boletim, “o preço recebido pelo produtor pelo suíno no Paraná atingiu R$ 7,22/kg em outubro”, valor que representa alta de 0,8% em relação a setembro e de 3,8% diante do mesmo mês de 2024.

O custo de produção estimado pela Embrapa Suínos e Aves ficou em R$ 5,77/kg, igual ao registrado em setembro e 3,5% inferior ao observado no mesmo período do ano passado.

Para novembro, a equipe do Deral aponta expectativa de leve redução na rentabilidade. Segundo o boletim, “o preço recebido pelo produtor no Estado caiu 1,2% (R$ 0,09)”. Os novos dados de custo ainda não foram divulgados pela Embrapa.





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