segunda-feira, março 9, 2026

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Chuva deve superar os 150 mm em 4 regiões ao longo da semana


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Foto: Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta segunda-feira (9) a previsão do tempo válida até o dia 16 de março, com acumulados de chuva e máximas de temperatura para todo o Brasil. Acompanhe:

Sul

  • Chuva: A semana deve ser de chuva fraca, com baixos acumulados, em grande parte da região. Segundo o Inmet, apenas no nordeste e na faixa litorânea do Paraná, bem como no sudeste e noroeste do Rio Grande do Sul e no leste de Santa Catarina, os volumes tendem a superar os 30 mm, podendo alcançar 60 mm no nordeste do Paraná.
  • Temperatura: a tendência é de redução das temperaturas no centro-leste da região, com máximas entre 22°C e 26°C. Contudo, no oeste da região, devem ser registrados entre 30°C e 32°C no oeste de Santa Catarina e do Paraná. Conforme o Inmet, as mínimas devem oscilar, em geral, entre 18°C e 20°C, exceto no centro-leste catarinense e paranaense, onde são esperadas mínimas mais amenas, entre 14°C e 16°C.

Sudeste

Acumulado de chuva Brasil
Acumulado de chuva no Brasil entre os dias 9 e 16 de março
  • Chuva: a semana deve ser de precipitações persistentes, com acumulados que podem superar 200 mm no norte de São Paulo e no Triângulo Mineiro. No leste de São Paulo, sul e leste de Minas Gerais, os acumulados podem alcançar 100 mm. Chuvas mais fracas devem ocorrer no norte de Minas Gerais, com no máximo 10 mm.
  • Temperaturas: o Inmet aponta que as temperaturas mais elevadas acontecem no norte de Minas Gerais, com máximas entre 30°C e 34°C. No leste paulista, no sul e na Zona da Mata mineira, a tendência é de declínio dos termômetros, com máximas entre 22°C e 26°C. As mínimas mantêm-se estáveis na maior parte da região, oscilando entre 18°C e 22°C. A exceção ocorre no leste de São Paulo, na região serrana do Rio de Janeiro e na Zona da Mata mineira, com registros entre 14°C e 18°C.

Centro-Oeste

  • Chuva: tendem a se concentrar no centro-norte de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, bem como no centro-sul de Goiás, com acumulados próximos a 80 mm, podendo alcançar, pontualmente, mais de 150 mm. O Inmet aponta que no leste de Goiás, Pantanal matogrossense e sul de Mato Grosso do Sul, são previstas chuvas fracas e baixos acumulados.
  • Temperatura: as máximas permanecem elevadas na maior parte das localidades, principalmente em Mato Grosso e no norte de Goiás, com valores entre 30°C e 34°C. Nas demais áreas, alcançam até 30°C. Entretanto, entre os dias 12 e 13 de março, as máximas começam a cair no leste de Mato Grosso do Sul, no sul de Goiás e no Distrito Federal, com valores entre 24°C e 28°C. Enquanto isso, as mínimas na maior parte da região variam entre 22°C e 24°C. No leste de Goiás e no Distrito Federal, oscilam entre 18°C e 20°C.
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!

Nordeste

  • Chuva: o Inmet prevê que os maiores acumulados devem ocorrer no centro-norte do Maranhão e noroeste do Piauí, com valores em torno de 80 mm, chegando a 150 mm em pontos isolados do território maranhense. No litoral e sul do Ceará, esperam-se valores entre 50 e 80 mm. No oeste e sudeste da Bahia, os acumulados devem variar entre 20 e 50 mm, enquanto no restante da região as chuvas tendem a ser fracas ou escassas.
  • Temperatura: são previstas temperaturas elevadas no interior do Nordeste, com destaque para o leste do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e o norte da Bahia, onde as temperaturas máximas devem variar entre 34°C e 38°C. O Inmet aponta que nas demais áreas, as máximas oscilam entre 28°C e 30°C. As temperaturas mínimas, por sua vez, devem permanecer entre 20°C e 24°C.

Norte

  • Chuva: os maiores acumulados estão previstos para o centro-leste do Amapá, leste e nordeste do Pará e centro-oeste do Amazonas, superando 80 mm, podendo superar 150 mm em pontos isolados. O Inmet destaca que as chuvas tendem a ser mais persistentes no Amapá e no oeste do Amazonas. Por outro lado, no leste de Roraima e no extremo noroeste do Pará, devem ocorrer de forma fraca e isolada.
  • Temperatura: as máximas devem variar, em média, entre 28°C e 30°C no Norte do país. Contudo, no extremo norte do Amazonas, em Roraima e no Tocantins, os termômetros podem superar os 34°C. As temperaturas mínimas tendem a permanecer estáveis, oscilando entre 22°C e 24°C.

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Consórcio de braquiária com milho safrinha aumenta produtividade da soja; saiba mais


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

A Embrapa confirmou uma estratégia que está transformando o cenário produtivo no Brasil: o consórcio de milho safrinha com braquiária, que eleva em dez por cento a produtividade da soja cultivada na safra seguinte. Essa integração promove não apenas um ganho em grãos, mas também potencializa a produção de carne, leite e palhada, alterando o perfil químico e físico do solo.

O engenheiro agrônomo Roberto Rodrigues, de Mato Grosso, afirma que o sistema deixou de ser uma alternativa e se tornou um seguro agrícola natural contra veranicos e plantas daninhas. A pesquisa revela que o consórcio aumentou a média de 39 para 51 vagens por pé de soja.

Confira:

Fundamentos do consórcio

Esse salto produtivo é sustentado por três pilares fundamentais. O consórcio é a base para os sistemas integrados de produção de alimento. Com janelas climáticas cada vez mais apertadas, essa tecnologia funciona como uma proteção financeira para o produtor. Para garantir que a braquiária não abafe o milho, o sucesso depende do manejo de simultaneidade.

O milho solteiro perde espaço para a eficiência da integração. O consórcio se torna o combustível para a agricultura de alta performance e a base para a pecuária intensiva. Como resume Roberto Rodrigues: “O agro sustenta o PIB, e a integração sustenta o bolso do produtor”.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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O que são alimentos plant-based e por que eles estão ganhando espaço no Brasil?


Amazonika Burger servido no restaurante Casa Camolese, Rio de Janeiro, desenvolvido pela parceria Embrapa Agroindústria de Alimentos e Amazonika Mundi
Foto: Kadijah Suleiman

Cada vez mais presentes nas gôndolas dos supermercados, os produtos chamados “plant-based” ainda geram dúvidas entre consumidores. Apesar do nome em inglês, a proposta é simples: alimentos de origem vegetal que simulam, em sabor, textura e aparência, produtos feitos com ingredientes de origem animal.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Janice Lima, a categoria já faz parte da rotina dos brasileiros há muitos anos, mesmo que muitas pessoas não percebam.

“Quando a gente fala em plant-based, a gente está pensando em produtos que são vegetais, mas que simulam sensorialmente ou em termos de aparência aqueles produtos de origem animal que eles estão associados”, explica.

Entre os exemplos mais comuns estão o tofu, que pode ser comparado a um análogo de queijo; a margarina, alternativa vegetal à manteiga; extratos vegetais que substituem o leite; e a proteína texturizada de soja, amplamente utilizada como substituta da carne moída.

Novo perfil de consumidor

Historicamente, esses produtos eram voltados principalmente ao público vegetariano e vegano. No entanto, o crescimento do grupo dos chamados “flexitarianos” (pessoas que optam por reduzir, mas não eliminar, o consumo de proteína animal) ampliou o mercado.

Esse novo consumidor busca alternativas que entreguem experiência sensorial semelhante à carne, ao leite ou aos derivados, sem abrir mão de sabor, aroma e textura.

“Essas pessoas começaram a exigir do mercado produtos vegetais que simulassem os produtos animais, mas que tivessem uma questão sensorial muito mais próxima dos produtos de origem animal”, explica Janice Lima.

Desafios

Janice Lima explica que durante o desenvolvimento dos plant-based, o principal obstáculo está na textura, especialmente quando se trata de carne vegetal. Reproduzir as fibras e a suculência de um corte bovino ou de frango exige tecnologia e investimentos.

“O mais difícil em termos de projeto seria essa questão da extrusão, obter, por exemplo, cortes inteiros de um corte que simule um pedaço de frango ou um corte que simule um pedaço de carne. Tem algum algumas tecnologias, principalmente no exterior, que as pessoas estão conseguindo, mas aqui no Brasil eu acho que é um pouco incipiente ainda”, explica.

Soja ainda lidera, mas mercado busca diversificação

A soja segue como principal matéria-prima do setor no Brasil, por ser amplamente pesquisada, disponível e consolidada na indústria. A ervilha também ganhou espaço nos últimos anos, impulsionada pela produção e pesquisa no Canadá.

Na Embrapa, os estudos avançam para diversificar as fontes proteicas, com foco em leguminosas conhecidas como “pulses”, como lentilha, grão-de-bico, tremoço e feijão.

Segundo Janice Lima, a vantagem de você usar essas leguminosas no desenvolvimento desse tipo de produto é porque você parte de um teor um pouco mais alto de proteínas.

“Essas leguminosas têm normalmente em torno de 20% de proteína e para fazer a concentração já fica um pouco mais fácil”, destaca.

A técnica de extrusão é utilizada para transformar esses concentrados em proteínas com estrutura semelhante à carne, como ocorre com a proteína texturizada de soja.

Consumidor quer o pacote completo

O mercado plant-based segue em expansão no Brasil, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor e pelo avanço tecnológico. Ainda há desafios importantes, especialmente na reprodução de cortes inteiros de carne, mas a tendência é de crescimento e diversificação das matérias-primas nos próximos anos.

Para Janice Lima, o consumidor brasileiro está cada vez mais consciente e exigente. O desafio da indústria é entregar um “pacote completo”: sabor semelhante ao produto animal, perfil nutricional adequado e preço acessível.

“Todo mundo quer tudo. Quer que seja sensorialmente igual, quer que nutricionalmente seja legal e quer também um preço acessível”, completa.

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Comercialização da soja 25/26 avança em Mato Grosso e passa da metade


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Foto: Agência Brasil

A comercialização da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso alcançou 56,58% da produção estimada até 9 de março, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O índice representa avanço em relação ao relatório anterior, divulgado em fevereiro, quando as vendas estavam em 49,49%. O ritmo também está acima do registrado no mesmo período do ano passado, quando 54,97% da safra já havia sido negociada.

De acordo com o instituto, também já há negócios envolvendo a próxima temporada. A safra 2026/27 tem 3,96% da produção comprometida, percentual superior ao observado em fevereiro, de 1,46%. No mesmo período do ano passado, o volume antecipadamente comercializado era de 4,93%.

A safra 2024/25 já está totalmente comercializada no estado, conforme o levantamento.

Milho tem 35,4% da safra 2025/26 vendida

Para o milho, o Imea aponta que 35,41% da safra 2025/26 de Mato Grosso já foi comercializada até 9 de março.

O índice representa avanço frente ao início de fevereiro, quando o percentual era de 32%. Em igual período do ano passado, as vendas alcançavam 32,45% da produção estimada.

Já em relação à safra 2024/25, o volume negociado chegou a 96,27% da oferta, acima dos 92,36% registrados em fevereiro. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 98%.

Algodão também registra avanço nas negociações

No caso do algodão, a comercialização da safra 2025/26 atingiu 58,55% da produção estimada em Mato Grosso até 9 de março.

O número é superior ao observado no início de fevereiro, quando o índice estava em 54,81%, e também acima do registrado no mesmo período do ano passado, de 54,33%.

Para a safra 2024/25, o total negociado chegou a 87,06% da oferta, ante 82,69% no mês anterior. Já os contratos da safra 2026/27 somam 7,43%, abaixo dos 9,70% registrados no mesmo período do ano passado.

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Protesto marca abertura da Expodireto Cotrijal e expõe crise no agro gaúcho


Agricultores protestam durante o início da 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS)
Agricultores protestam durante o início da 26ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque (RS). Foto: Marcel Oliveira

A 26ª edição da Expodireto Cotrijal começou nesta segunda-feira (9) em Não-Me-Toque, no norte do Rio Grande do Sul, região importante na produção de grãos do estado.

Logo nas primeiras horas do dia, antes da abertura oficial da feira, produtores rurais realizaram um protesto em frente ao parque do evento para chamar atenção para a situação financeira enfrentada no campo.

O ato ocorreu em meio a mais um período de estiagem no estado, que já impacta a safra de verão. A expectativa é de que os próximos levantamentos oficiais confirmem quebra na produção de grãos.

Segundo os relatos, muitos agricultores ainda enfrentam dificuldades para renegociar dívidas acumuladas nos últimos anos, especialmente após perdas climáticas recorrentes.

Dívidas e dificuldades no campo

Durante a manifestação, agricultores relataram que medidas anunciadas anteriormente não chegaram a todos que precisavam. Como consequência, parte dos produtores reduziu o investimento na lavoura ou até deixou de plantar.

A produtora rural Luciane de Lima afirma que a situação tem se agravado no estado. “Nós estamos em mais um movimento, mais uma manifestação, e vamos mostrar o que está acontecendo realmente com o produtor rural”, disse.

Ela reforça que o setor precisa de respostas rápidas para continuar produzindo. “Com certeza a gente não suporta mais essa situação e precisa de uma solução imediata”, completou.

Apoio da organização da feira

O grupo de produtores foi recebido pelo presidente da Cotrijal, Nei Manica, que demonstrou apoio às reivindicações.

“Nós queremos receber vocês com todo o carinho, toda admiração e todo o respeito que o produtor merece. Estaremos juntos nessa luta”, afirmou.

Durante o protesto, os agricultores também leram um manifesto público com pontos que, segundo eles, vêm sendo discutidos há anos sem solução. Entre os temas está a cobrança de royalties pelo uso de biotecnologia na soja.

Preocupação com diesel durante a colheita

Outra preocupação levantada pelos produtores envolve o abastecimento de diesel para máquinas e caminhões em meio ao início da colheita da soja.

De acordo com o presidente da Aprosoja do Rio Grande do Sul, Ireneu Orth, o cenário internacional gera alerta para o setor.

“Eu vi uma declaração hoje de manhã de que por um período ainda vai ter combustível, não vai ter problema de abastecimento. Mas preocupa no momento em que a guerra continua e o Estreito de Ormuz ficando fechado”, disse.

Ele ressalta que uma eventual falta de combustível no período da colheita poderia comprometer toda a operação no campo.

“Faltando combustível no momento da safra, aí sim é o fim da picada. Está tudo pronto, é só colher, e a máquina vai estar ali parada porque não tem combustível”, afirmou.

Debates continuam ao longo da semana

Os produtores escolheram a abertura da Expodireto para a manifestação porque o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, era aguardado no evento. No entanto, ele não participou da programação desta segunda-feira, que contou apenas com representante estadual do ministério.

A feira segue até sexta-feira (14) e deve reunir debates sobre tecnologia, produção agrícola e os desafios enfrentados pelo agronegócio gaúcho.

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Guerra no Oriente Médio já fez nitrato de amônio subir 28% nos portos brasileiros


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Nitrato de amônio. Foto: Pixabay

A guerra no Oriente Médio trouxe impactos sobre a oferta global de fertilizantes nitrogenados, elevando fortemente os preços nos últimos dias. De acordo com a StoneX, o movimento de valorização foi observado em diversos mercados, incluindo o Brasil.

Nos portos brasileiros, a ureia registrou alta superior a 15% na semana, enquanto o nitrato de amônio apresentou aumento ainda mais acentuado, de cerca de 28% após subir mais de US$ 100 por tonelada no mesmo período.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado Tomás Pernías, o movimento está diretamente ligado tanto às incertezas geradas pela guerra quanto aos impactos concretos já observados na cadeia global de fertilizantes.

“Nos dias que se seguiram ao início do conflito, muitos fornecedores retiraram suas ofertas do mercado enquanto aguardavam maior clareza sobre a situação e sobre a formação de preços da ureia no mercado internacional. Ao mesmo tempo, houve redução da produção de nitrogenados no Catar após ataques no país, o que já indica uma diminuição na disponibilidade global de mercadorias”, ressalta.

Problemas no escoamento

Outro fator que pressiona o mercado é a situação logística na região. A navegação no Estreito de Hormuz, rota estratégica para o comércio global de insumos, tem sido prejudicada, comprometendo o escoamento de fertilizantes, gás natural e enxofre produzidos no Oriente Médio.

“De forma geral, o Oriente Médio responde por cerca de 40% das exportações mundiais de ureia. Qualquer interrupção prolongada nessa região pode gerar impactos significativos na oferta global, especialmente se o conflito se estender por semanas ou meses”, contextualiza o analista.

No curto prazo, os Estados Unidos tendem a sentir primeiro os efeitos dessa redução da oferta global. O país atravessa um período crítico de preparação para a safra de primavera, momento em que a demanda por fertilizantes costuma ganhar força à medida que as temperaturas se tornam mais favoráveis às aplicações no campo.

“Caso os preços mais elevados do mercado internacional sejam repassados ao comprador norte-americano, existe o risco de pressão sobre as margens dos agricultores, justamente em um momento importante de planejamento da safra”, destaca Pernías.

Impacto no Brasil

No Brasil, o impacto tende a ser mais gradual. As compras de fertilizantes nitrogenados geralmente se intensificam apenas nos meses finais do ano, período que antecede o plantio da safrinha de milho. Diante do cenário atual, muitos importadores podem optar por adotar uma postura mais cautelosa no curto prazo.

“Apesar disso, o nível de incerteza é elevado e não há garantia de que os preços estarão mais favoráveis nas próximas semanas”, avisa.

Segundo ele, a falta de previsibilidade no cenário geopolítico torna o comportamento do mercado de fertilizantes especialmente difícil de antecipar no atual momento.

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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de oliva ganha ritmo no Rio Grande do Sul



Safra de oliva avança em regiões do estado



Foto: Pixabay

A colheita de oliva avança em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com expectativa de produção positiva em alguns municípios. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (5) pela Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, a colheita vem se intensificando nos pomares localizados em São Gabriel. De acordo com o relatório da Emater/RS-Ascar, “os produtores estão se surpreendendo positivamente com a produtividade das cultivares em colheita, e há expectativas ainda melhores para a cultivar Koroneiki, que apresenta carga muito elevada e deve ser colhida nas próximas semanas”.

Segundo o informativo, após duas safras com resultados negativos — incluindo casos em que produtores deixaram de colher devido à inviabilidade econômica da operação —, a produção de azeitonas no município deve superar o volume registrado na safra 2022/2023. O desempenho é atribuído às condições climáticas registradas no período e ao início da produção em pomares jovens. O rendimento das frutas processadas até o momento em lagar do município alcança 12% na extração de azeite.

Na região administrativa de Santa Maria, em Cachoeira do Sul, a falta de chuvas regulares no último mês elevou a demanda por água nos pomares de oliva e de noz-pecã. Conforme a Emater/RS-Ascar, nas áreas irrigadas os produtores passaram a utilizar os sistemas para compensar a ausência de umidade, enquanto os níveis dos reservatórios começam a apresentar redução gradual.

Na região de Soledade, as oliveiras estão em fase inicial de colheita e a expectativa é de produção elevada. Em Encruzilhada do Sul, há cerca de mil hectares cultivados com oliveiras, embora parte da área ainda não esteja em fase produtiva.

Já na região administrativa de Pelotas, o trabalho de colheita continua e os produtores mantêm expectativa positiva em relação ao volume da safra, segundo o informativo da Emater/RS-Ascar.





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Jacto aposta em tecnologia embarcada para tornar pulverização mais eficiente nas lavouras


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Foto: Divulgação

Com produtos e serviços alinhados com a demanda da agricultura brasileira, a Jacto anuncia novas tecnologias para auxiliar o produtor rural na busca por mais competitividade.

Reconhecida como líder mundial em pulverização, a multinacional de máquinas, soluções e serviços agrícolas apresenta ao mercado o sistema de estabilidade de barra BalanceControl em sua linha de pulverizadores Uniport, e o novo pulverizador tratorizado Advance 2000 AM24, entre outras inovações para elevar a eficiência operacional no campo em cada etapa do trabalho agrícola.

Com soluções em tecnologia embarcada, o objetivo é resolver gargalos operacionais e elevar a qualidade das aplicações. Com um portifólio amplo e integrado, a proposta é operar com inteligência e precisão, o que significa reduzir custos, ampliar margem e mitigar riscos e desperdícios inerentes à atividade.

Para acesso do agricultor junto às inovações e tecnologias de aplicação apresentadas, a empresa oferece condições diferenciadas de financiamento e consórcio. A intenção é disponibilizar máquinas e equipamentos em condições de aquisição, de acordo com o perfil de cada propriedade.

BalanceControl

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Foto: Divulgação

A tecnologia de estabilidade de barras na linha de pulverizadores Uniport, modelos 3030 e 4530, com barras de 32m e 36m, foi projetada para entregar melhor cobertura de produtos fitossanitários nas plantas, resultando em maior densidade de gotas por centímetro quadrado ao longo da faixa de aplicação.

O sistema também permite maior tempo de operação dentro da altura ideal de pulverização, reduzindo oscilações e proporcionando ganhos operacionais de até 30%.

A nova solução representa um avanço significativo ao combinar engenharia de precisão e inteligência operacional. O resultado é uma pulverização mais uniforme e estável, mesmo em terrenos irregulares.

Tecnologia patenteada pela Jacto como ‘BalanceControl’, o novo sistema é formado por soluções mecânicas, hidráulicas e eletrônicas que ajustam automaticamente a posição das barras em tempo real, conforme as variações do relevo.

Esse mecanismo permite que o movimento da máquina seja independente das barras, acionando o sistema apenas quando necessário, o que reduz o desgaste dos componentes e aumenta sua durabilidade.

Pulverizador tratorizado

Com barra de 24 metros, design compacto, corte automático de seções e gerenciamento inteligente da pulverização, o novo pulverizador tratorizado Advance 2000 AM24 foi projetado para atender pequenos e médios agricultores na busca por mais eficiência e redução de desperdícios.

Desenvolvido para atender a demanda crescente por equipamentos mais compactos e adequados aos mais diversos tipos de propriedades, o equipamento chama a atenção por reunir alta capacidade operacional com tecnologias avançadas de controle. O design compacto reduz amassamento e facilita manobras, ampliando as possibilidades para pequenos e médios produtores rurais.

O sistema Multicontrol gerencia toda a pulverização e mantém o volume correto de produto, mesmo quando a velocidade de operação varia. O equipamento conta com joystick para acionamento da barra, o que facilita os ajustes de altura e posicionamento, além de um display com comandos integrados que permite configurar o volume de aplicação de forma prática e intuitiva.

Expodireto Cotrijal

A Jacto está na Expodireto Cotrijal 2026, onde apresenta ainda suas soluções em adubação, plantio e agricultura digital.

No espaço, os visitantes poderão conferir demonstrações, conversar com especialistas e conhecer as tecnologias desenvolvidas para ampliar produtividade e eficiência nas lavouras.

Sobre a Jacto

A Jacto, multinacional brasileira de máquinas, soluções e serviços agrícolas, possui uma história de 78 anos, que começou com o seu fundador Shunji Nishimura, em 1948, na cidade de Pompeia (SP).

Atualmente, possui fábricas no Brasil, na Argentina, Alemanha, nos EUA e na Tailândia, linha de montagem na China, e centro de distribuição no México, Chile e na Nova Zelândia. Seus produtos são comercializados em mais de 110 países.

A Jacto oferece uma ampla linha de produtos de alta tecnologia que vai desde ferramentas para poda e pulverizadores portáteis, a máquinas de grande porte para pulverização, adubação, plantio, colheita de café e cana-de-açúcar, além de equipamentos, sistemas e serviços para limpeza e sanitização.

A empresa também oferece soluções e serviços para a agricultura de precisão e agricultura digital, propiciando uma produção cada vez mais sustentável.

A companhia é ainda parceira da Fundação Shunji Nishimura, a qual engloba um colégio de ensino infantil e fundamental, uma escola técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e uma Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec) com cursos inéditos voltados ao agronegócio.

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Cesta básica sobe em 14 capitais brasileiras, aponta Dieese


cesta básica - 2022 - dieese - ebc
Foto: EBC

Em fevereiro, o custo médio da cesta básica subiu em 14 capitais brasileiras. Já no Distrito Federal e em outras 12 capitais do país, a cesta básica ficou mais barata.

É o que aponta a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Estado do nordeste teve a maior variação

A maior elevação ocorreu em Natal, onde o custo médio da cesta variou 3,52%. Em seguida estão João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%) e Vitória (1,79%). Já a maior queda ocorreu em Manaus, que apresentou variação negativa de 2,94%, seguida por Cuiabá (-2,10%) e Brasília (-1,92%).

Quando se considera o acumulado do ano, 25 cidades tiveram alta, enquanto o restante apresentou queda. As maiores elevações ocorreram no Rio de Janeiro (4,41%), Aracaju (4,34%) e Vitória (3,98%). Por outro lado, Florianópolis (-0,47%) e Brasília (-0,30%) foram as capitais que tiveram queda.

Um dos principais responsáveis pelo aumento no preço da cesta no mês passado foi o feijão, que apresentou alta em 26 unidades federativas, com exceção de Boa Vista, onde houve queda de 2,41% no preço do quilo. 

Em Campo Grande, o quilo do feijão teve uma variação positiva de 22,05%. Segundo os pesquisadores, a alta no preço se deve à oferta restrita, devido às dificuldades de colheita e menor área de produção em relação ao ano passado.

A carne bovina de primeira apresentou alta de preços em 20 cidades, resultado de uma menor disponibilidade de animais prontos para o abate e do bom desempenho das exportações, que mantiveram a carne bovina valorizada.

Cesta mais cara do país

Em fevereiro, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 852,87, seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53) e Cuiabá (R$ 793,77).

Já nas capitais do Norte e do Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69), Maceió (R$ 603,92) e Recife (R$ 611,98).

Com base na cesta mais cara do país, que em fevereiro foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o valor vigente no mês passado deveria ser de R$ 7.164,94 ou 4,42 vezes superior ao mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.

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Produtor pode transformar soja que não vingou em silagem; veja como


Reprodução Aprosoja RS

A instabilidade climática em 2026 tem desafiado agricultores em todo o país. Para a produtora Suzana Garcia, de Araguaína (TO), a silagem de soja é uma solução estratégica para enfrentar a perda da safra de grãos por conta de veranicos ou excesso de chuvas.

O zootecnista Edson Poppi afirma que transformar a lavoura não aproveitada em alimento para o gado é uma forma inteligente de recuperar o capital investido e garantir uma fonte proteica de qualidade.

Para que a soja se torne uma silagem de qualidade, o monitoramento do campo é fundamental. O ideal é colher a planta com trinta por cento de matéria seca. A soja possui um alto “poder tampão”, o que significa que resiste à queda de pH necessária para a conservação. Poppi destaca que o manejo técnico deve ser rigoroso.

Confira:

Alternativa em emergência

Respondendo à dúvida de Suzana, Poppi confirma que a silagem em sacos plásticos, conhecida como silo bolsa ou bag, é uma excelente alternativa, especialmente para propriedades menores. A silagem de soja atua como um “concentrado volumoso” devido ao seu alto teor de proteína, sendo superior às silagens tradicionais de milho ou sorgo nesse aspecto.

Em anos de quebra de safra, transformar a planta em carne ou leite é a melhor estratégia para evitar prejuízos totais. A silagem de soja é uma saída de emergência de alto valor, mas exige cuidado na vedação e agilidade no processo. É a tecnologia transformando a crise climática em uma reserva alimentar de qualidade.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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