A compra do gado magro é o maior gargalo do confinamento. Segundo o zootecnista e consultor Maurício Scoton, a reposição representa entre setenta por cento e oitenta por cento do custo total do boi gordo. Errar nesse momento não apenas reduz o lucro, mas pode inviabilizar a operação antes mesmo de o gado começar a consumir a dieta de engorda.
A análise de Scoton revela que o preço pago na origem é apenas uma parte da equação. O verdadeiro custo da arroba é definido pela capacidade do animal de recuperar o peso perdido durante o transporte, a chamada “quebra”. Para garantir a margem com o gado magro, o produtor deve abandonar o improviso e focar na disciplina operacional e na medição constante.
Confira:
Importância do controle no confinamento
Decidir a compra apenas pelo preço da arroba na fazenda de origem, sem calcular o custo do frete e a projeção de quebra, é trabalhar para o mercado e não para o lucro próprio. A diferença entre lucro e prejuízo só é detectada se a fazenda pesar o gado em três momentos cruciais: no embarque, na chegada e após o período de descanso ou processamento.
Identificar lotes que “derretem” no caminhão permite ajustar a estratégia de recepção, focando em hidratação imediata e dietas de sequestro para restabelecer a flora ruminal. Em dois mil e vinte e seis, a viabilidade do confinamento passa por um cálculo geográfico. Muitas vezes, o gado magro do vizinho, mesmo que pareça mais caro na etiqueta, torna-se mais barato por não sofrer o estresse de longas viagens.
Genética e saúde do gado
Além do peso, é fundamental adquirir animais com boa genética, garantindo que a engorda durante a seca seja rápida e eficiente. O transporte de longa distância impacta a saúde do animal. Animais mais leves e erados podem apresentar uma reidratação ruminal mais ágil do que animais muito pesados e acabados que sofrem jejum hídrico prolongado.
O sucesso no confinamento não está no que o gado come no final do processo, mas em como ele entra no sistema. Uma pecuária enxuta exige menos improviso e mais cálculo. “O erro na reposição é um buraco difícil de tapar depois”, resume o consultor.
O dólar comercial fechou em queda de 1,42% nesta segunda-feira (9), cotado a R$ 5,1652. Além do intenso fluxo estrangeiro, a moeda refletiu as declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, de que a guerra contra o Irã “está praticamente concluída”.
Segundo o head de Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, o real tem se destacado na primeira sessão da semana: “Como somos um exportador líquido, a alta do petróleo afeta menos o Brasil”, disse.
Weigt acredita que o cenário global não será suficiente para fazer com que o Comitê de Política Monetária (Copom) não inicie o corte na Selic (taxa básica de juros) na próxima semana, e aposta na queda de 0,5 ponto percentual nos juros, caindo a 14,5% ao ano.
Já o head de renda variável da Veedha Investimentos, Rodrigo Moliterno, entende que os juros altos continuam atrativos para o investidor, fazendo com que o real se descole do movimento global.
Depósitos Interfinanceiros
As taxas dos contratos futuros de Depósitos Interfinanceiros (DIs) fecharam majoritariamente em queda, também impactadas pelas palavras de Trump.
Por volta das 17h23 (horário de Brasília), o DI para janeiro de 2027 tinha taxa de 13,690% de 13,670% no ajuste anterior; o DI para janeiro de 2028 projetava taxa de 13,190%, de 13,200%, o DI para janeiro de 2029 ia a 13,260%, de 13,300%, e o DI para janeiro de 2030 com taxa de 13,450% de 13,540% na mesma comparação.
O excesso de chuva tem provocado prejuízos e preocupação entre produtores de soja no extremo norte de Mato Grosso. Em Marcelândia, produtores enfrentam atrasos na colheita, aumento de custos e dificuldades para escoar a produção, situação que também ameaça a economia local, fortemente dependente do agronegócio.
Na região, o volume de chuva já ultrapassa 2.200 milímetros, bem acima da média anual, que costuma variar entre 1.800 e 2.000 milímetros. O solo encharcado impede a entrada das máquinas nas lavouras, causando lentidão no trabalho de colheita e até o atolamento de colheitadeiras.
Em uma propriedade com 170 hectares de soja prontos para colheita, o gerente de produção Vagner Batista dos Santos relata que o excesso de umidade tem gerado custos extras e perdas na lavoura.
“Já temos uma perca de 32% mais ou menos de perca. Acabou de sair uma carga com 28 de umidade é o dobro da umidade que é o ideal. Já está passando da hora de colher”, destaca.
Com muito esforço e uma estimativa de perdas na produtividade final da safra. O produtor, que também tem propriedade na região, conseguiu terminar a colheita dos 1.035 hectares de soja, mas agora enfrenta um outro desafio, implantar o milho segundo a safra, que já está com boa parte da área prevista na temporada, fora da janela, considerada ideal,
Estradas precárias dificultam escoamento
Outro desafio enfrentado pelos produtores é a logística. Em alguns momentos, caminhões ficaram horas em filas para descarregar a produção, enquanto armazéns estavam lotados.
A principal rota de saída é a rodovia MT-163, no trecho MT-320, que apresenta trechos danificados e dificuldades de tráfego.
“Nós temos que pagar pedágio numa estrada que a gente tem que ficar horas e horas parado no trânsito porque não tem escoamento, não consegue descarregar”, conta o agricultor, Alexandre Falchetti.
Além disso, a soja transportada em caminhões pode perder qualidade rapidamente se permanecer por vários dias parada, já que se trata de um produto perecível.
Municípios decretam emergência
Diante da situação, os municípios de Marcelândia, Colíder e Matupá decretaram estado de emergência.
De acordo com o presidente do sindicato rural de Marcelândia, Marcelo Cordeiro, pelo menos 10% da produtividade da safra já pode ter sido comprometida. Ainda há cerca de 35% dos 200 mil hectares de soja cultivados na região que precisam ser colhidos, enquanto a previsão indica continuidade das chuvas.
Com um portifólio versátil e um pacote de atualizações que entrega mais qualidade de operação, a SLC Máquinas chega à Expodireto Cotrijal, em Não Me Toque (RS), focada em auxiliar o produtor rural a ser mais resiliente e rentável.
Entre as novidades estão inovações alinhadas com a realidade da agricultura gaúcha, com capacidade de trabalhar em regiões íngremes e com menor espaço de manobra, como terrenos acidentados e áreas menores de manobra.
Diante das adversidades climáticas que o estado enfrenta, a John Deere apresenta ao mercado tecnologias embarcadas que ajudam, por exemplo, no cumprimento das janelas de cultivo, fator decisivo para reduzir perdas e, consequentemente, o custo de produção.
Desenvolvidas para atender uma variedade de culturas, as soluções em pulverização e colheita garantem mais precisão, com monitoramento em tempo real das atividades de campo, maior produtividade e sustentabilidade no manejo na lavoura.
Entre os destaques da empresa nesta edição estão os lançamentos da colheitadeira S4 e o pulverizador 1025E. A SLC ainda leva para a feira pacotes de atualização para oferecer as mais modernas tecnologias às máquinas que já estão no campo.
Além do See & Spray e do bocal de descarga ajustável, a John Deere apresenta o Pacote Essencial de Agricultura de Precisão, que garante conectividade e uma gestão mais eficiente das operações no campo. O pacote, que é compatível também com equipamentos de outras marcas, permite o monitoramento remoto e a tomada de decisão com base em dados operacionais.
A SLC Máquinas chega com opções de financiamento e aquisições que facilitam o acesso aos lançamentos, inovações e atualizações. Os clientes que desejam adquirir equipamentos da marca contam com condições especiais de financiamento direto pelo Banco John Deere, com alternativas que atendem diferentes perfis de produtores e empresas. Também está disponível a linha BNDES Crédito Rural. Além disso, o Banco John Deere oferece a possibilidade de financiamento de peças e serviços com parcelamento em até 12 meses.
Em parceria com a Randon Consórcios, o Consórcio Nacional John Deere é uma opção econômica, segura e flexível para a compra de máquinas e equipamentos da marca. A modalidade permite parcelar 100% do valor do bem e escolher o crédito desejado. E, após a contemplação, definir qual equipamento adquirir, com pagamento à vista por meio da carta de crédito.
Colheitadeira S4
Foto: Divulgação
Com foco especialmente nos pequenos e médios agricultores, predominantes na Região Sul, e disponível nos modelos S4 300 e S4 400, a nova colheitadeira S4 foi desenvolvida para atender as culturas de milho, soja, arroz, trigo, aveia, cevada e feijão.
A máquina proporciona maior facilidade de operação em áreas com menor espaço de manobra e é capaz de trabalhar em terrenos acidentados, oferecendo melhor desempenho em qualquer condição de solo. Além disso, garante maior produtividade, grãos mais limpos e redução de perdas.
Entre os diferenciais da S4 estão o design que facilita as inspeções diárias e melhor visibilidade e estrutura eletrônica preparada de fábrica para tecnologias futuras. Além disso, a colheitadeira já vem equipada com a tecnologia que permite o sincronismo entre máquinas e conexão com o transbordo (Machine Sync). O equipamento dispõe de câmera de ré, piloto automático, sistema de ajuste automático ao terreno (ATA) e luzes de led, que contribuem para operações noturnas.
O tanque graneleiro conta com duas janelas de visualização, sensor de preenchimento de 3/4 e nova estrutura de cobertura para melhor proteção dos grãos colhidos e maior facilidade de acesso.
Pulverizador 1025E
Solução simples e versátil, outra novidade é o pulverizador 1025E, preparado para diferentes tipos de culturas – de maior escala como soja, milho e trigo, como também de maior valor agregado como mandioca, amendoim, batata e horticultura.
Com tanque de 2.500 litros de calda e três opções de barra (24, 27 ou 30m), o 1025E tem vão livre de 1,60m, o que possibilita a aplicação em culturas mais altas ou em estágios mais avançados.
A máquina vem equipada de fábrica com itens de agricultura de precisão, como o receptor StarFire 7500 — que oferece maior precisão na operação e menor tempo de convergência — e o monitor G5, que entrega maior capacidade de processamento e rapidez de resposta. O piloto automático, de série, reduz o amassamento das culturas e aumenta a produtividade durante a operação.
Com o objetivo de atender as diferentes realidades da agricultura brasileira, o pulverizador está preparado para trabalhar em terrenos irregulares e até com curvas de nível, devido à sua capacidade de suspensão, mantendo as quatro rodas no solo a todo o tempo e a tração nessas condições.
Do plantio à colheita
A John Deere também apresenta na feira equipamentos para todas as etapas de cultivo, como tratores com diferentes graus de potência para diversos tipos de trabalho e tamanhos de propriedades, e as plantadeiras 1215FT e 3100FT, que aliam precisão e alta performance, permitindo maior velocidade de plantio e mais produtividade em hectares plantados por hora.
Nos tratos culturais, outros modelos de pulverizadores e opções como a colheitadeira mais inteligente do mundo, a S7, equipada com a tecnologia de Automação de Colheita, composta por duas soluções principais: a Automação Preditiva de Velocidade e a Automação das Configurações. No segmento de construção, leva para a Expodireto a retroescavadeira, pá-carregadeira, escavadeira e rolo compactador.
Sobre a John Deere
Não importa se você nunca dirigiu um trator, cortou a grama ou operou uma escavadeira. Com o papel de ajudar a produzir alimentos, fibras, energia e infraestrutura, a John Deere trabalha para cada pessoa no planeta.
Tudo começou há quase 200 anos, com um arado de aço autolimpante. Hoje, a John Deere impulsiona a inovação nos setores de agricultura, construção, florestal, jardinagem, sistemas de energia e muito mais.
A passagem de uma frente fria deve provocar mudanças nas condições do tempo no centro-sul do Brasil ao longo do fim de semana, com previsão de tempestades, volumes elevados de chuva e queda nas temperaturas. As informações são do Meteored.
Segundo o Meteored, “previsões indicam que este final de semana será marcado pela ocorrência de tempestades e chuvas expressivas, junto a uma queda significativa das temperaturas em todo o centro-sul do Brasil”.
De acordo com a previsão, as pancadas de chuva começam a se formar na Região Sul nesta sexta-feira (6) com o avanço de uma frente fria proveniente do sul da América do Sul. Ao longo do sábado (7), o sistema meteorológico deve se intensificar, inicialmente configurando um cavado, caracterizado por uma área de baixa pressão, e posteriormente evoluindo para um ciclone extratropical.
Ainda conforme o Meteored, a atuação desse sistema pode provocar rajadas de vento de até 70 km/h no litoral do Rio Grande do Sul durante o sábado (7). No domingo (8), as rajadas devem atingir também áreas costeiras de Santa Catarina e do Paraná, com possibilidade de deslocamento de dunas de areia sobre construções localizadas na orla.
O sistema também deve impulsionar uma frente fria em direção ao norte do país, favorecendo a manutenção de chuvas intensas em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste ao longo do fim de semana. As pancadas devem ocorrer principalmente entre a tarde e a noite.
A previsão indica que as chuvas devem atingir de forma abrangente as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste entre sexta-feira (6) e domingo (8). Entre as exceções estão o noroeste do Paraná, o sudoeste e o leste de Mato Grosso do Sul e o extremo oeste de São Paulo, onde ainda deve predominar tempo firme.
De acordo com o Meteored, alguns municípios do Sudeste e do Centro-Oeste podem registrar acumulados de até 100 milímetros até o final de domingo (8).
Além das chuvas, a frente fria será acompanhada por uma massa de ar frio que deve provocar queda nas temperaturas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. O ar frio começa a avançar pelo Rio Grande do Sul no sábado (7) e, no domingo (8), deve alcançar áreas de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e o sul de Minas Gerais.
A tendência é de queda perceptível das temperaturas já no domingo (8), com intensificação nos dias seguintes. Nos primeiros dias da próxima semana, o resfriamento também deve atingir estados como Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e parte de Goiás.
Ainda conforme a previsão do Meteored, as temperaturas mínimas podem chegar a cerca de 10 °C na Região Sul e no sul de Minas Gerais entre segunda-feira (9) e terça-feira (10). Apesar da queda, não há previsão de frio extremo ou ocorrência de geadas no país.
Santa Catarina se consolidou como um dos estados que mais cresceu em produção agropecuária nos últimos anos, destacando-se na produção de grãos, proteínas e outros produtos do agronegócio. No entanto, o rápido crescimento da produção não foi acompanhado pelo desenvolvimento da infraestrutura logística, criando um gargalo que compromete a competitividade. Para superar o problema e expandir a área produtiva, projetos buscam viabilizar a implantação de ferrovias no estado, prometendo diminuir custos e otimizar o escoamento.
A região Oeste catarinense, com destaque para Chapecó, é um polo de produção, figurando entre as maiores em grãos como soja e milho, e proteínas como suínos e aves. A concentração de indústrias de processamento de alimentos na área reforça sua importância. Na Fazenda da Família Alessio, em Faxinal dos Guedes, o produtor Diego Alessio cultiva 1.200 hectares com grãos de verão e inverno, utilizando técnicas de agricultura regenerativa para garantir alta produtividade. Mesmo com parte da safra armazenada em silos na propriedade, o escoamento imediato no pico da colheita ainda é um desafio.
“No momento de desovar esse grão para porto, qualquer imprevisto lá pode retardar o carregamento aqui. Além disso, temos a questão das rodovias. Estamos com uma estrutura rodoviária de 40, 50 anos, sendo que a capacidade dela duplicou hoje”, relata Diego Alessio.
BR-282 no limite
A principal via de escoamento é a BR-282, que liga a cidade de Paraíso à capital Florianópolis, cruzando toda a região Oeste e conectando a portos importantes, como Itajaí e São Francisco do Sul. É por esta rodovia que circula grande parte da riqueza do agronegócio regional. A falta de trechos duplicados na BR-282 resulta em viagens mais longas e atrasos em períodos de alto fluxo, tornando-se um obstáculo significativo para a expansão agropecuária.
Marcelo Bassani, Gerente Regional da Epagri em Xanxerê/SC, enfatiza a necessidade de ação: “Incentivos em logística e em armazenagem devem ser estudados para que a região possa ter sustentabilidade na agricultura e para os produtores de um modo geral”.
Alternativa Ferroviária
Diante do cenário, entidades e empresários do setor buscam alternativas para aumentar a competitividade e diminuir os custos de produção, sendo a principal delas a implantação de uma malha ferroviária na região Oeste para operar em sistema multimodal. A diferença de custo para o escoamento entre o sistema rodoviário e ferroviário pode chegar a 50%.
Em 2021, oito entidades ligadas ao agronegócio catarinense lançaram o Movimento Pró-Ferrovias, que financiou um estudo de viabilidade para um traçado que ligaria Maracaju (MS) a Cascavel (PR), chegando a Chapecó (SC), com potencial de extensão até Passo Fundo (RS).
Em Santa Catarina, o projeto prevê 320 km de trilhos entre Chapecó e Correia Pinto, conectando-se à Malha Sul. O investimento total é estimado em quase R$ 11 bilhões. O objetivo estratégico é utilizar a ferrovia para subir com proteínas e descer com grãos (milho do Centro-Oeste), principal matéria-prima para a ração de aves, suínos e gado de leite.
“Trazendo para os portos do litoral e conectando esses eixos para trazer milho mais barato. Então, logística e infraestrutura é um tema que a gente debate constantemente,” afirma Clemerson Pedrozo, vice-presidente executivo da FAESC (Federação da Agricultura de SC).
Lenoir Broch, diretor de ferrovias da ACIC Chapecó/SC – Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e Serviços de Chapecó) – reforça que a vantagem vai além dos grãos: “Não podemos pensar somente na exportação de grãos. Nós podemos exportar carne. Isso quer dizer que se a gente trouxer o milho, esses quase 8 milhões de trem até o Oeste de SC, viabilizamos um custo muito menor para exportar nossa carne, nosso produto acabado”.
O estudo indica que o custo anual com frete na região está em cerca de R$ 6 bilhões, e há uma redução na oferta de caminhões e profissionais para o transporte rodoviário. O plano é que a ferrovia seja usada para distâncias maiores, com a rodovia mantendo-se como opção para trechos mais curtos, garantindo a sustentabilidade de toda a cadeia.
Apesar dos avanços nos estudos, Ricardo Miotto, Superintendente da Ocesc (Organização das Cooperativas de SC) ressalta que o projeto precisa sair do papel. “Temos avanços, mas ainda são insuficientes. Precisamos seguir cobrando para isso sair do papel e podermos diminuir custos e ter competitividade,” conclui.
Assista a reportagem da série Santa Catarina e o Agro 5.0, do Canal Rural:
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou nesta segunda-feira (9) a previsão do tempo válida até o dia 16 de março, com acumulados de chuva e máximas de temperatura para todo o Brasil. Acompanhe:
Sul
Chuva: A semana deve ser de chuva fraca, com baixos acumulados, em grande parte da região. Segundo o Inmet, apenas no nordeste e na faixa litorânea do Paraná, bem como no sudeste e noroeste do Rio Grande do Sul e no leste de Santa Catarina, os volumes tendem a superar os 30 mm, podendo alcançar 60 mm no nordeste do Paraná.
Temperatura: a tendência é de redução das temperaturas no centro-leste da região, com máximas entre 22°C e 26°C. Contudo, no oeste da região, devem ser registrados entre 30°C e 32°C no oeste de Santa Catarina e do Paraná. Conforme o Inmet, as mínimas devem oscilar, em geral, entre 18°C e 20°C, exceto no centro-leste catarinense e paranaense, onde são esperadas mínimas mais amenas, entre 14°C e 16°C.
Sudeste
Acumulado de chuva no Brasil entre os dias 9 e 16 de março
Chuva: a semana deve ser de precipitações persistentes, com acumulados que podem superar 200 mm no norte de São Paulo e no Triângulo Mineiro. No leste de São Paulo, sul e leste de Minas Gerais, os acumulados podem alcançar 100 mm. Chuvas mais fracas devem ocorrer no norte de Minas Gerais, com no máximo 10 mm.
Temperaturas: o Inmet aponta que as temperaturas mais elevadas acontecem no norte de Minas Gerais, com máximas entre 30°C e 34°C. No leste paulista, no sul e na Zona da Mata mineira, a tendência é de declínio dos termômetros, com máximas entre 22°C e 26°C. As mínimas mantêm-se estáveis na maior parte da região, oscilando entre 18°C e 22°C. A exceção ocorre no leste de São Paulo, na região serrana do Rio de Janeiro e na Zona da Mata mineira, com registros entre 14°C e 18°C.
Centro-Oeste
Chuva: tendem a se concentrar no centro-norte de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, bem como no centro-sul de Goiás, com acumulados próximos a 80 mm, podendo alcançar, pontualmente, mais de 150 mm. O Inmet aponta que no leste de Goiás, Pantanal matogrossense e sul de Mato Grosso do Sul, são previstas chuvas fracas e baixos acumulados.
Temperatura: as máximas permanecem elevadas na maior parte das localidades, principalmente em Mato Grosso e no norte de Goiás, com valores entre 30°C e 34°C. Nas demais áreas, alcançam até 30°C. Entretanto, entre os dias 12 e 13 de março, as máximas começam a cair no leste de Mato Grosso do Sul, no sul de Goiás e no Distrito Federal, com valores entre 24°C e 28°C. Enquanto isso, as mínimas na maior parte da região variam entre 22°C e 24°C. No leste de Goiás e no Distrito Federal, oscilam entre 18°C e 20°C.
Chuva: o Inmet prevê que os maiores acumulados devem ocorrer no centro-norte do Maranhão e noroeste do Piauí, com valores em torno de 80 mm, chegando a 150 mm em pontos isolados do território maranhense. No litoral e sul do Ceará, esperam-se valores entre 50 e 80 mm. No oeste e sudeste da Bahia, os acumulados devem variar entre 20 e 50 mm, enquanto no restante da região as chuvas tendem a ser fracas ou escassas.
Temperatura: são previstas temperaturas elevadas no interior do Nordeste, com destaque para o leste do Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e o norte da Bahia, onde as temperaturas máximas devem variar entre 34°C e 38°C. O Inmet aponta que nas demais áreas, as máximas oscilam entre 28°C e 30°C. As temperaturas mínimas, por sua vez, devem permanecer entre 20°C e 24°C.
Norte
Chuva: os maiores acumulados estão previstos para o centro-leste do Amapá, leste e nordeste do Pará e centro-oeste do Amazonas, superando 80 mm, podendo superar 150 mm em pontos isolados. O Inmet destaca que as chuvas tendem a ser mais persistentes no Amapá e no oeste do Amazonas. Por outro lado, no leste de Roraima e no extremo noroeste do Pará, devem ocorrer de forma fraca e isolada.
Temperatura: as máximas devem variar, em média, entre 28°C e 30°C no Norte do país. Contudo, no extremo norte do Amazonas, em Roraima e no Tocantins, os termômetros podem superar os 34°C. As temperaturas mínimas tendem a permanecer estáveis, oscilando entre 22°C e 24°C.
A Embrapa confirmou uma estratégia que está transformando o cenário produtivo no Brasil: o consórcio de milho safrinha com braquiária, que eleva em dez por cento a produtividade da soja cultivada na safra seguinte. Essa integração promove não apenas um ganho em grãos, mas também potencializa a produção de carne, leite e palhada, alterando o perfil químico e físico do solo.
O engenheiro agrônomo Roberto Rodrigues, de Mato Grosso, afirma que o sistema deixou de ser uma alternativa e se tornou um seguro agrícola natural contra veranicos e plantas daninhas. A pesquisa revela que o consórcio aumentou a média de 39 para 51 vagens por pé de soja.
Confira:
Fundamentos do consórcio
Esse salto produtivo é sustentado por três pilares fundamentais. O consórcio é a base para os sistemas integrados de produção de alimento. Com janelas climáticas cada vez mais apertadas, essa tecnologia funciona como uma proteção financeira para o produtor. Para garantir que a braquiária não abafe o milho, o sucesso depende do manejo de simultaneidade.
O milho solteiro perde espaço para a eficiência da integração. O consórcio se torna o combustível para a agricultura de alta performance e a base para a pecuária intensiva. Como resume Roberto Rodrigues: “O agro sustenta o PIB, e a integração sustenta o bolso do produtor”.
Cada vez mais presentes nas gôndolas dos supermercados, os produtos chamados “plant-based” ainda geram dúvidas entre consumidores. Apesar do nome em inglês, a proposta é simples: alimentos de origem vegetal que simulam, em sabor, textura e aparência, produtos feitos com ingredientes de origem animal.
Segundo a pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Janice Lima, a categoria já faz parte da rotina dos brasileiros há muitos anos, mesmo que muitas pessoas não percebam.
“Quando a gente fala em plant-based, a gente está pensando em produtos que são vegetais, mas que simulam sensorialmente ou em termos de aparência aqueles produtos de origem animal que eles estão associados”, explica.
Entre os exemplos mais comuns estão o tofu, que pode ser comparado a um análogo de queijo; a margarina, alternativa vegetal à manteiga; extratos vegetais que substituem o leite; e a proteína texturizada de soja, amplamente utilizada como substituta da carne moída.
Novo perfil de consumidor
Historicamente, esses produtos eram voltados principalmente ao público vegetariano e vegano. No entanto, o crescimento do grupo dos chamados “flexitarianos” (pessoas que optam por reduzir, mas não eliminar, o consumo de proteína animal) ampliou o mercado.
Esse novo consumidor busca alternativas que entreguem experiência sensorial semelhante à carne, ao leite ou aos derivados, sem abrir mão de sabor, aroma e textura.
“Essas pessoas começaram a exigir do mercado produtos vegetais que simulassem os produtos animais, mas que tivessem uma questão sensorial muito mais próxima dos produtos de origem animal”, explica Janice Lima.
Desafios
Janice Lima explica que durante o desenvolvimento dos plant-based, o principal obstáculo está na textura, especialmente quando se trata de carne vegetal. Reproduzir as fibras e a suculência de um corte bovino ou de frango exige tecnologia e investimentos.
“O mais difícil em termos de projeto seria essa questão da extrusão, obter, por exemplo, cortes inteiros de um corte que simule um pedaço de frango ou um corte que simule um pedaço de carne. Tem algum algumas tecnologias, principalmente no exterior, que as pessoas estão conseguindo, mas aqui no Brasil eu acho que é um pouco incipiente ainda”, explica.
Soja ainda lidera, mas mercado busca diversificação
A soja segue como principal matéria-prima do setor no Brasil, por ser amplamente pesquisada, disponível e consolidada na indústria. A ervilha também ganhou espaço nos últimos anos, impulsionada pela produção e pesquisa no Canadá.
Na Embrapa, os estudos avançam para diversificar as fontes proteicas, com foco em leguminosas conhecidas como “pulses”, como lentilha, grão-de-bico, tremoço e feijão.
Segundo Janice Lima, a vantagem de você usar essas leguminosas no desenvolvimento desse tipo de produto é porque você parte de um teor um pouco mais alto de proteínas.
“Essas leguminosas têm normalmente em torno de 20% de proteína e para fazer a concentração já fica um pouco mais fácil”, destaca.
A técnica de extrusão é utilizada para transformar esses concentrados em proteínas com estrutura semelhante à carne, como ocorre com a proteína texturizada de soja.
Consumidor quer o pacote completo
O mercado plant-based segue em expansão no Brasil, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor e pelo avanço tecnológico. Ainda há desafios importantes, especialmente na reprodução de cortes inteiros de carne, mas a tendência é de crescimento e diversificação das matérias-primas nos próximos anos.
Para Janice Lima, o consumidor brasileiro está cada vez mais consciente e exigente. O desafio da indústria é entregar um “pacote completo”: sabor semelhante ao produto animal, perfil nutricional adequado e preço acessível.
“Todo mundo quer tudo. Quer que seja sensorialmente igual, quer que nutricionalmente seja legal e quer também um preço acessível”, completa.
A comercialização da safra 2025/26 de soja em Mato Grosso alcançou 56,58% da produção estimada até 9 de março, segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O índice representa avanço em relação ao relatório anterior, divulgado em fevereiro, quando as vendas estavam em 49,49%. O ritmo também está acima do registrado no mesmo período do ano passado, quando 54,97% da safra já havia sido negociada.
De acordo com o instituto, também já há negócios envolvendo a próxima temporada. A safra 2026/27 tem 3,96% da produção comprometida, percentual superior ao observado em fevereiro, de 1,46%. No mesmo período do ano passado, o volume antecipadamente comercializado era de 4,93%.
A safra 2024/25 já está totalmente comercializada no estado, conforme o levantamento.
Milho tem 35,4% da safra 2025/26 vendida
Para o milho, o Imea aponta que 35,41% da safra 2025/26 de Mato Grosso já foi comercializada até 9 de março.
O índice representa avanço frente ao início de fevereiro, quando o percentual era de 32%. Em igual período do ano passado, as vendas alcançavam 32,45% da produção estimada.
Já em relação à safra 2024/25, o volume negociado chegou a 96,27% da oferta, acima dos 92,36% registrados em fevereiro. No mesmo período do ano passado, o percentual era de 98%.
Algodão também registra avanço nas negociações
No caso do algodão, a comercialização da safra 2025/26 atingiu 58,55% da produção estimada em Mato Grosso até 9 de março.
O número é superior ao observado no início de fevereiro, quando o índice estava em 54,81%, e também acima do registrado no mesmo período do ano passado, de 54,33%.
Para a safra 2024/25, o total negociado chegou a 87,06% da oferta, ante 82,69% no mês anterior. Já os contratos da safra 2026/27 somam 7,43%, abaixo dos 9,70% registrados no mesmo período do ano passado.