sexta-feira, março 20, 2026

Agro

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Mercado global de cacau deve ter superávit em 2025/26, aponta análise



O mercado internacional de cacau deve entrar em 2025 com um cenário mais equilibrado. Após dois anos marcados por limitações de oferta e preços elevados, as projeções indicam recuperação parcial da produção e menor pressão da demanda.

Segundo o Relatório de Mercado do Cacau da Hedgepoint, a safra 2025/26 pode registrar superávit próximo de 305 mil toneladas. O movimento resulta do maior volume ofertado e da desaceleração do consumo nas principais regiões compradoras.

Oferta recupera ritmo, mas estoques seguem baixos

A analista de inteligência de mercado da Hedgepoint, Carolina França, afirma que a oferta global mostra sinais de retomada. A Costa do Marfim consegue reduzir atrasos nas entregas, enquanto Gana mantém produção sob risco por causa de doenças em lavouras envelhecidas.

O Equador se destaca como principal vetor de crescimento. Projetado para alcançar cerca de 570 mil toneladas na temporada, o país segue apoiado por clima favorável e investimentos constantes.

Mesmo com essa recomposição, os estoques mundiais permanecem abaixo da média histórica. A combinação de reservas reduzidas e fatores climáticos mantém a volatilidade elevada no curto prazo.

Demanda desacelera em regiões-chave

A demanda global apresenta movimentos distintos entre os grandes polos consumidores. A União Europeia registrou queda nas importações e na moagem, reflexo de preços altos e menor apetite da indústria.

Na Ásia, a retração foi ainda mais acentuada, puxada principalmente pela Malásia. A América do Norte seguiu na direção contrária, com aumento das importações líquidas — especialmente de amêndoas.

Segundo França, a retirada de tarifas dos Estados Unidos para produtos do Equador deve alterar parte dos fluxos comerciais, reforçando mudanças já observadas no mercado.

Contexto macroeconômico reduz riscos externos

O ambiente global também oferece algum alívio aos agentes do mercado. O Banco Central Europeu manteve as taxas de juros estáveis pela terceira reunião consecutiva. Além disso, o cessar-fogo em Gaza e a redução das tensões tarifárias entre Estados Unidos e China diminuíram incertezas geopolíticas.

Nos EUA, a analista aponta que, apesar da cautela com dados de inflação e emprego, não há sinais de pressões adicionais. Esse quadro reforça a expectativa de estabilidade monetária no curto prazo.

Com oferta em recuperação, demanda enfraquecida e menor risco externo, o setor entra na safra 2025/26 em fase de ajuste. Ainda assim, a volatilidade deve continuar presente, influenciada pelo clima, pela logística e pelo comportamento das economias centrais.



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Bahia Farm Show 2026 tem aumento de 35% em área


A 20ª edição da Bahia Farm Show – maior Feira de Tecnologia Agrícola e Negócios do Norte e Nordeste – foi lançada neste domingo (30), durante a abertura oficial da Fenagro 2025, em Salvador. A principal novidade para 2026, é o aumento de 35% de área, que foi de 246 mil m² para 336 mil m² no complexo em Luís Eduardo Magalhães (BA).

O lançamento reuniu o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, secretários estaduais, lideranças políticas, empresariais e representantes das principais entidades do agronegócio.

O evento será realizado entre os dias 8 e 13 de junho de 2026, a nova edição consolida a feira como uma das mais relevantes plataformas de negócios do Brasil, fortalecendo a inovação, intercâmbio técnico e desenvolvimento econômico em toda a região Matopiba.

Bahia Farm Show 2026 foi lançada oficialmente na Fenagro em SalvadorBahia Farm Show 2026 foi lançada oficialmente na Fenagro em Salvador
Foto: Divulgação/Aiba

Feira estratégica para a economia e para o agro brasileiro

Reconhecida pela capacidade de movimentar a economia e impulsionar a competitividade no campo, a Bahia Farm Show reúne as maiores marcas de tecnologia agrícola, apresentando máquinas, insumos, sementes, soluções em agricultura de precisão e práticas sustentáveis.

O presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Moisés Schmidt, ressaltou que o lançamento marca uma edição histórica.

“Chegamos aos 20 anos com uma feira consolidada, tradicional e de grande alcance em todo o Matopiba. Em 2026 teremos ainda mais inovação e tecnologia, contribuindo para produtividade, geração de oportunidades e fortalecimento do agro baiano. O apoio das entidades e do Governo do Estado chancela mais uma edição de sucesso”, afirmou Schmidt.

A presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, participou do ato, reforçando o alinhamento institucional entre as entidades.

O governador Jerônimo Rodrigues destacou o papel transformador da feira. “A Bahia Farm Show fortalece o agronegócio, gera emprego, renda e contribui para o desenvolvimento da Bahia. Hoje acompanhamos o lançamento da 20ª edição e temos certeza de que será novamente um grande sucesso”, disse Rodrigues.

O secretário de Agricultura, Pablo Barrozo, também reafirmou o compromisso da Seagri com o evento. “A Bahia Farm Show é fundamental para a economia do Estado, e a Seagri se mantém parceira desta feira tão importante”, destacou Barrozo.

Crescimento

De acordo com a Aiba, a edição de 2026 deverá reunir mais de mil marcas expositoras e atrair milhares de visitantes.

A feira segue ampliando sua capacidade de negócios e consolidando o Oeste da Bahia como um dos principais pólos do agronegócio brasileiro.

A trajetória da Bahia Farm Show reforça sua relevância. A primeira edição, em 2004, recebeu mais de 20 mil visitantes e cerca de 200 expositores.

Em 2025, a feira alcançou recordes históricos, com 162.370 visitantes, 434 expositores e mais de 1.000 marcas, demonstrando a força e o dinamismo do setor.

Inovação, conhecimento e negócios

Durante seis dias, a Bahia Farm Show 2026 oferecerá demonstrações de campo, lançamentos de produtos, vitrines tecnológicas, palestras e atividades voltadas também à agricultura familiar.

A feira é uma realização da Aiba, com apoio da Abapa, Fundação Bahia e Assomiba, reforçando a união das instituições que representam o agronegócio baiano.


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plantio de soja chega a 86% no Brasil; dois estados concluem a semeadura



O plantio de soja atingiu 86% da área prevista no Brasil, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), avanço de 8 pontos percentuais em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período da safra passada, quando 90% da área já estava semeada, o ritmo permanece 4 pontos percentuais atrasado. Frente à média dos últimos cinco anos, de 84,4%, os trabalhos apresentam leve adiantamento de 1,6 ponto percentual.

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Plantio de soja no Brasil

Entre os estados, Mato Grosso e São Paulo já concluíram a semeadura, ambos com 100% da área plantada. Em seguida aparece o Paraná, com 97%, e o Mato Grosso do Sul, com 96%. A Bahia soma 87%, enquanto Goiás registra 85% e Minas Gerais, 84,9%. No Tocantins, o índice chega a 83%.

Os estados do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentam 65% cada. No Matopiba, o Piauí alcança 56% e o Maranhão segue com o ritmo mais lento do país, em 24%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Soja impulsiona economia e gera desenvolvimento no Mato Grosso


De acordo com lideranças do setor, a produção de soja consolidou Mato Grosso como o maior produtor do grão no país, posição que influencia diretamente a economia estadual. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) destaca que a atividade sustenta empregos, arrecadação e o desenvolvimento de polos industriais, infraestrutura e serviços em municípios do interior. A expansão agrícola, afirmam representantes, impulsiona o crescimento regional e fortalece a presença brasileira no mercado internacional.

A cadeia produtiva envolve trabalhadores de diferentes áreas e estimula transportadoras, indústrias, comércios, oficinas, revendas e setores como hotelaria e tecnologia. Os investimentos realizados a cada safra em maquinário, armazenagem e logística ampliam o movimento econômico e reforçam o papel do agronegócio no estado.

O vice-presidente Norte da Aprosoja MT, Ilson José Redivo, afirma que “a produção agrícola é responsável pela sustentabilidade da economia do país”. Ele acrescenta que “a importância do pequeno produtor rural é muito grande no contexto nacional, porque a soma dessas pequenas propriedades é o que faz a grande produção do estado de Mato Grosso”.

Para o vice-presidente Sul da entidade, Fernando Ferri, o avanço agrícola transformou municípios nas últimas décadas. Segundo ele, “nós percebemos pelo Índice de Desenvolvimento Humano das cidades onde existe a agricultura, que são os melhores do estado e do país”. Ferri reforça que o setor gera empregos diretos e indiretos e destaca que “você planta uma semente que gera outras inúmeras sementes e faz o dinheiro circular”.

O secretário de Estado de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, afirma que parte expressiva da arrecadação do ICMS tem origem nos municípios de maior potencial agrícola. Para ele, “o agro de Mato Grosso hoje responde por 60% da economia do Estado, é a base de tudo aquilo que a gente produz e é extremamente relevante para sustentação das atuais e futuras gerações de mato-grossenses”.

Gallo também ressalta a necessidade de ampliar a industrialização no estado. “O nosso ciclo econômico, que vai consolidar o agronegócio no Mato Grosso, é a agroindustrialização e a verticalização de todas as nossas cadeias”, diz.

A produção de soja, que começou de forma limitada, tornou-se um dos principais motores econômicos de Mato Grosso e passou a representar geração de renda, desenvolvimento social e oportunidades em grande parte do território estadual.





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Indústria brasileira cresce 0,1% em outubro, mas ritmo segue fraco, aponta IBGE



A produção industrial brasileira registrou leve alta de 0,1% em outubro de 2025, na comparação com setembro, interrompendo a queda de 0,4% vista no mês anterior. Apesar da oscilação positiva, o setor ainda mostra dificuldade para ganhar tração.

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta terça-feira (2) pelo IBGE, a indústria opera 2,4% acima do nível pré-pandemia, mas permanece 14,8% abaixo do recorde histórico alcançado em maio de 2011.

Na comparação com outubro de 2024, o setor voltou ao campo negativo e registrou queda de 0,5%. Mesmo assim, o acumulado de 2025 ainda é positivo: alta de 0,8% no ano e de 0,9% nos últimos 12 meses. O instituto ressalta, porém, que o crescimento perdeu força em relação aos meses anteriores.

Três das quatro grandes categorias econômicas e 12 dos 25 ramos industriais pesquisados avançaram na passagem de setembro para outubro.

O destaque foi o setor de indústrias extrativas, com alta de 3,6%. Segundo o gerente da pesquisa, André Macedo, o resultado foi impulsionado pelo aumento na extração de petróleo, minério de ferro e gás natural. “O avanço eliminou a perda de 1,7% acumulada entre agosto e setembro”, afirmou o pesquisador.

Outros setores que contribuíram para o desempenho positivo:

  • Produtos alimentícios: +0,9%
  • Veículos automotores, reboques e carrocerias: +2,0%
  • Produtos químicos: +1,3%
  • Informática, eletrônicos e ópticos: +4,1%
  • Confecção de vestuário: +3,8%

Farmacêuticos e derivados de petróleo pressionam negativamente

Entre os 13 setores que registraram queda, dois tiveram maior peso no resultado geral:

  • Coque, derivados de petróleo e biocombustíveis: –3,9%
  • Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: –10,8%

Segundo Macedo, o recuo do setor de petróleo foi influenciado por paralisações em unidades produtivas, reduzindo a oferta de derivados. Já o setor farmacêutico acumula perda de 19,8% em dois meses, após forte expansão entre maio e agosto (+28,6%).

Também contribuíram negativamente:

Impressão e reprodução de gravações: –28,6%

Produtos do fumo: –19,5%



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Consórcio de milho e capim garante silagem eficiente na pecuária; saiba mais



A produção de silagem por meio do consórcio de milho e capim, conhecido como Sistema Santa Fé, é uma estratégia altamente eficiente para a pecuária brasileira. Essa técnica garante volumoso para o período da seca e já estabelece a pastagem no mesmo ciclo.

A dúvida da fazendeira Hosana Gonçalves, de São Paulo, sobre quais culturas e manejos utilizar foi respondida pelo zootecnista Josmar Almeida. Ele detalhou os requisitos para o sucesso dessa técnica, recomendando o consórcio do milho com espécies de braquiárias.

Essa combinação é ideal porque a silagem de milho garante o aporte energético, enquanto a braquiária é o capim mais adequado para o estabelecimento da pastagem, que estará formada logo após a colheita do milho.

Confira:

Requisitos para o sucesso da técnica

O sucesso da silagem de milho e capim no Sistema Santa Fé depende de um requisito crucial na escolha da variedade do milho e do manejo do capim: é fundamental que a variedade de milho escolhida seja resistente ao glifosato.

O motivo é técnico: após a terceira ou quarta folha do milho, o produtor precisará aplicar o glifosato para reduzir o crescimento do capim e garantir um melhor estabelecimento da cultura de milho.

Embora a pergunta do criador tenha focado no milho e capim, o sorgo forrageiro e o milheto também são culturas indicadas para a produção de silagem. O sorgo é uma excelente opção para áreas com restrição hídrica, pois é mais resistente que o milho, enquanto o milheto é uma boa alternativa para a safrinha e para a produção de volumoso com ciclo curto.

Importância da silagem

A silagem deve ser vista como uma técnica de conservação que otimiza o uso da terra. A dica essencial é que, no consórcio (milho + braquiária), a silagem deve ser feita de um material que seja resistente ao glifosato.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Economia brasileira deve desacelerar em 2026, alerta OCDE



A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) elevou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil para 2025, mas vê perda de fôlego na virada do ano e mantém o alerta sobre inflação resistente e necessidade de aperto fiscal. Em relatório divulgado nesta terça-feira, 2, a entidade projeta expansão de 2,4% em 2025 e 1,7% em 2026, números ligeiramente maiores que os estimados em junho, de 2,1% e 1,6%, respectivamente. A melhora reflete sobretudo a forte safra agrícola, prevista para crescer 17%, e o impulso do consumo das famílias, apoiado pelo mercado de trabalho aquecido: o desemprego caiu a 5,6%, mínima histórica, e a renda real avança mais de 3%, pontua a OCDE.

Apesar disso, os dados recentes apontam desaceleração, destaca a entidade. O índice de atividade recuou 1,8% desde abril, e vendas do varejo e produção industrial voltaram a cair em setembro. A confiança empresarial também se enfraqueceu. Para a OCDE, o investimento deve perder força em 2026, pressionado por juros elevados, incerteza global e tarifas dos EUA sobre exportações brasileiras, cujo impacto ainda é limitado graças à diversificação de mercados.

Outro ponto ressaltado é a inflação, que segue acima da meta. O IPCA deve ficar em 5,1% em 2025, ante previsão anterior de 5,7%, recuando para 4,2% em 2026 (ante projeção anterior de 5%) e para 3,8% em 2027. Energia elétrica, alimentos e serviços continuam entre os principais vetores de pressão inflacionária, diz a OCDE. O documento destaca que expectativas para 2026 e 2027 permanecem acima do centro da meta, de 3%.

Com esse quadro, a política monetária permaneceu dura: o Banco Central levou a Selic a 15% em julho, de 11,25% no fim de 2024. A expectativa é que o afrouxamento comece apenas em 2026, com trajetória gradual até cerca de 10,5% em 2027, aponta a organização. O relatório destaca que um mercado de trabalho apertado e a combinação de salários em alta e déficit fiscal ainda pressionam preços, exigindo manutenção de uma postura “restritiva por mais tempo”.

No campo fiscal, a OCDE vê risco elevado ao cumprimento das metas. O déficit segue “expressivo”, e a dívida bruta – hoje em 77,7% do PIB – deve continuar crescendo. A organização projeta que o indicador avançará para 80,1% em 2026 e 82,2% em 2027. Em junho, as projeções já apontavam deterioração, mas em ritmo ligeiramente menor: a dívida subiria de 76,5% em 2024 para 78,2% em 2025 e 82,2% em 2026. A instituição reforça que será necessário esforço adicional de consolidação, sobretudo no controle de gastos obrigatórios, para manter a dívida em trajetória sustentável. Uma eventual frustração das metas poderia ampliar a incerteza e prejudicar o investimento.



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AgroNewsPolítica & Agro

Ciclone traz risco de tempestades no início de dezembro


O desenvolvimento de um novo ciclone no Sul do Brasil deve provocar um período de chuvas intensas e tempestades no início da semana, segundo informações do Meteored. De acordo com a previsão, “o mês de dezembro vai iniciar com a formação de um novo ciclone entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai”, cujo desenvolvimento está previsto entre a noite de segunda-feira, 1º de dezembro, e a madrugada de terça-feira, 2.

O sistema será acompanhado por uma frente fria e deve gerar riscos de precipitações fortes nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No primeiro dia do mês, uma baixa pressão atmosférica começará a provocar instabilidades nos três estados do Sul, com exceção do extremo norte do Paraná, e também em áreas do Mato Grosso do Sul. Conforme o Meteored, “não há previsão de evento severo, mas sim riscos de tempestades isoladas” e possíveis transtornos, como alagamentos pontuais.

Durante a noite de segunda-feira, o ciclone passa a se organizar entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, concentrando as chuvas no Sul, porém sem previsão de impactos significativos. Na manhã de terça-feira, já estabelecido sobre o oceano Atlântico e próximo à costa sul-brasileira, o sistema direciona as instabilidades para o sul da Região Centro-Oeste, São Paulo, sul de Minas Gerais e norte do Paraná. Nesses locais, as precipitações podem ocorrer com intensidade moderada e acompanhadas por temporais. No norte do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, devem ocorrer apenas chuvas fracas e isoladas.

A intensidade aumenta no período da tarde, quando as chuvas passam a atingir também o Mato Grosso, o Mato Grosso do Sul, o sul de Goiás, São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e o Paraná. O Meteored aponta risco de tempestades, queda de granizo e transtornos como alagamentos. No litoral catarinense, são previstas chuvas fracas e maior nebulosidade. À noite, as instabilidades perdem força, tornando-se mais restritas ao Centro-Oeste e a Minas Gerais.

Na quarta-feira, 3 de dezembro, a manhã deve registrar chuvas fracas a moderadas em pontos isolados do Centro-Oeste, São Paulo e Minas Gerais. No entanto, a partir da tarde, a frente fria aumenta a umidade na região central do país e reforça a ocorrência de precipitações intensas, sobretudo no Sudeste e Centro-Oeste. “Especialmente no Espírito Santo”, afirma o Meteored, há possibilidade de tempestades, queda de granizo e novos transtornos.

A Região Sul, porém, já não estará mais sob influência direta do sistema, com previsão de tempo firme, nebulosidade variável e períodos de sol, além de chuvas fracas apenas no litoral. A projeção de acumulados até a noite de quarta-feira indica volumes distribuídos pelo centro-sul do país, com maiores registros no Mato Grosso, no centro-sul do Mato Grosso do Sul e no sudeste de Minas Gerais, onde podem alcançar 80 milímetros.





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o preço vai subir, e não é modinha, é ciclo


Produtor! Abre o olho, porque o que eu vou te contar hoje não é achismo de WhatsApp nem previsão de guru de Instagram. É um número frio, vindo de quem acompanha o mercado de perto: IBGE, Cepea, Conab, Safras & Mercado, Itaú BBA e até o que o pessoal está falando nos leilões físicos e virtuais. E o recado é um só: nos próximos 4 a 6 meses, o boi gordo vai ficar mais caro. Muito mais caro.

E o melhor: você, pecuarista, tem o poder de lucrar como há muito tempo não se via, desde que entenda o jogo e não caia na armadilha de vender tudo agora achando que “já subiu bastante”.

Vamos por partes, como quem explica pro vizinho no bar do sindicato.

O ciclo virou, e virou de verdade durante quatro anos a gente abateu fêmea que nem louco. Resultado? Rebanho encolhendo e abate em 2025 já caindo 5,6% (quase 2 milhões de cabeças a menos). Em 2026, a queda prevista é de 7,5%. Traduzindo: tem menos boi gordo chegando no gancho todo santo dia. Quem segurou matriz e novilha em 2024 e 2025 está rindo à toa. Quem não segurou… vai ter que comprar bezerro entre R$ 3.800 e R$ $4.200 em 2026 para repor.

A China não largou o osso de janeiro a outubro exportamos 2,79 milhões de toneladas, 16,6% a mais que em 2024. Ela sozinha levou 53,7%. E sabe o que aconteceu com a tarifa americana de 50%? O boi que ia pros EUA foi redirecionado para a Ásia. Resultado: menos carne sobrando no mercado interno. Em 2026, a produção brasileira de carne bovina deve cair para 10,37 milhões de toneladas. Disponibilidade para brasileiro? Apenas 51,3 kg/ano. É o menor volume em anos.

A arroba já bateu R$ 340 e ainda tem fôlego Em São Paulo, a referência está entre R$ 335 e R$ 340 para o boi China. Tem região pagando R$ 345–R$ 350 no boi precoce. E o varejo? Cortes de primeira já passaram dos R$ 60/kg em várias capitais. O consumidor reclama, mas continua comprando, o emprego está baixo (5,4%) e o churrasco de fim de semana ainda é sagrado.

O que esperar de dezembro 2025 até março 2026?

Dezembro: tradicional alta de fim de ano + menor oferta de pasto = arroba testando R$ 350–R$ 360 em SP.

Janeiro/Fevereiro: período crítico de seca + abate de fêmeas menor = oferta ainda mais curta.
Março: entrada da safra de pasto pode dar uma aliviada… mas só um pouco. A maioria dos analistas aposta em arroba entre R$ 370 e R$ 400 até o meio do ano.

O que você, pecuarista, precisa fazer AGORA :

  • a) Segure o boi gordo que tiver condição. Cada arroba a mais vale ouro nos próximos 90 a 120 dias.
  • b) Trave preço no mercado futuro ou faça parcerias com frigoríficos. Tem planta oferecendo bônus de R$ 15 a R$ 20 sobre a referência para entrega em fevereiro/março.
  • c) Continue segurando fêmea. O bezerro em 2027/2028 vai valer muito mais do que hoje.
  • d) Cuidado com o boi magro. O repasse da alta da arroba para o magro já começou. Quem comprar bezerro agora vai pagar caro e engordar caro.

Produtor, esse é aquele momento que aparece uma vez a cada 8 a 10 anos: o ciclo está do seu lado. Não é o governo, não é o frigorífico, não é o varejo que está mandando no preço agora. É a lei da oferta e da procura, e a oferta está minguando.

Então respira fundo, faz as contas no papel, conversa com seu técnico e com o comprador que você confia, e toma a decisão certa.

Porque, como diz o velho ditado da pecuária: “Quem vende boi no fundo do poço chora. Quem vende no topo do ciclo conta dinheiro até cansar.”

E o topo do ciclo, meu amigo, está chegando.

“O boi tá do seu lado, companheiro… agora é só não fazer aquele show de mágica clássico: pisar no próprio casco , dá três cambalhotas para trás, chutar o balde de dinheiro pro meio do curral e ainda levar um coice da vaca que você vendeu baratinho ano passado!”

Miguel DaoudMiguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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AgroNewsPolítica & Agro

Estufas asseguram produção de rúcula e abastecimento



Cultivo de rúcula avança com boa demanda no mercado



Foto: Pixabay

A produção de rúcula mantém ritmo estável em propriedades da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, conforme aponta o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (27). Em Feliz, poucos produtores seguem investindo no cultivo em estufas para atender a um mercado já consolidado. Segundo o boletim, “são 10 ciclos de cultivo sucessivos por ano”, e o crescimento vegetativo está adequado devido às condições de clima ameno e úmido.

O excesso de umidade elevou a incidência de míldio e favoreceu a queima das folhas. Entretanto, o manejo preventivo e a ventilação das estufas têm assegurado a manutenção da qualidade. De acordo com o documento, “as folhas colhidas apresentam coloração verde intensa e boa aceitação de mercado”. A rúcula é comercializada em redes de supermercado e na Ceasa de Porto Alegre, com preços entre R$ 8,00 e R$ 10,00 a dúzia.

Em Vale Real, o cultivo também ocorre em ambiente protegido. A Emater/RS-Ascar relata que as plantas apresentam desenvolvimento adequado e condições fitossanitárias consideradas satisfatórias. A demanda permanece elevada, com registros de venda a R$ 15,00 a dúzia na Ceasa e entre R$ 25,00 e R$ 30,00 no comércio local.





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