sexta-feira, março 13, 2026

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Suinocultura independente mantém estabilidade em MG e SC e segue atenta ao…


As bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026

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Os preços dos suínos seguem majoritariamente estáveis nos principais polos produtores nesta terceira semana de dezembro.Com semanas encurtadas, negociações pontuais e foco já voltado para janeiro, as bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026.

No mercado mineiro, os preços dos animais seguem com estabilidade nesta terceira semana de dezembro e o valor segue ao redor de  R$ 8,50/kg, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).

“Estabilidade proforma: o número fecha igual, mas o mercado segue negociado no detalhe e de olho em janeiro. Semanas curtas e ofertas ansiosas abrem espaço para vários movimentos”, informou Alvimar Jalles, Consultor de Mercado em Minas Gerais.

Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), os preços dos suínos registraram uma leve baixa de 0,82%, na qual passaram de R$ 8,57/kg para os atuais R$ 8,50/kg. 

De acordo com o presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, a cotação apresentou uma pequena queda, movimento que ele classifica como um “rearranjo natural” de mercado. O ajuste busca alinhar os preços à realidade atual da oferta e demanda.

“Entramos dentro de uma realidade daquilo que acredito que realmente vai ficar agora. Tivemos uma pequena queda, mas é um rearranjo de mercado. Acreditamos que os preços devem se manter nesse patamar até o dia 8 de janeiro”, afirmou Lorenzi.

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou a última reunião de negociação da Bolsa de Suínos de 2025. O encontro definiu os parâmetros que nortearão o mercado independente até o início do próximo ano, visto que as atividades da bolsa entram em recesso, retornando apenas no dia 8 de janeiro.

No estado de São Paulo, a última bolsa realizada ocorreu na quinta-feira passada, conforme dados da APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), com o preço fixado em R$ 9,33 por arroba.

Considerando a média semanal (entre os dias 11/12/2025 a 17/12/2025), o Indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve queda de 3,70%, fechando a semana em R$ 8,36.

No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou queda de 0,43% em relação à semana do dia 19/11/2025.





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Questionar o Banco Central é abrir a porta à instabilidade


juros câmbio
Foto: Agência Senado

Confesso que acompanhei com espanto a iniciativa do Supremo Tribunal Federal, na figura do ministro Dias Toffoli, de convocar uma acareação envolvendo a liquidação do Banco Master, o BRB e do Banco Central do Brasil. Não é um espanto ideológico, nem partidário. É técnico, institucional e, acima de tudo, econômico.

O Banco Central brasileiro tem autonomia legal e constitucional justamente para tomar decisões difíceis. Liquidação bancária não é algo que se faz por vontade política, muito menos por conveniência. É uma medida extrema, usada quando não há mais alternativas, para proteger o sistema financeiro e evitar contágio. Quem acompanha o mercado sabe: não agir costuma custar muito mais caro do que agir.

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No caso do Banco Master, o custo foi alto: cerca de R$ 41 bilhões, arcados pelo Fundo Garantidor de Créditos. É um número que assusta, gera desconforto e naturalmente provoca pressão política. Mas é preciso deixar algo muito claro: custo alto não é sinônimo de erro. Em crises financeiras, a omissão quase sempre cobra uma conta maior no futuro.

E há um exemplo histórico inegável que deveria servir de alerta aos juristas brasileiros. Em 15 de setembro de 2008, o governo dos Estados Unidos decidiu não intervir e deixou o Lehman Brothers quebrar. A decisão foi tratada, à época, como um gesto de disciplina de mercado. O efeito foi exatamente o oposto: ali teve início a maior crise financeira desde 1929. Uma crise cujos reflexos perduram até hoje, com crescimento global fraco, endividamento recorde, distorções nos juros e instabilidade permanente no sistema financeiro internacional. Uma única ação mal conduzida, ou a ausência dela, foi suficiente para contaminar toda a economia mundial.

É por isso que me preocupa profundamente o sinal emitido pela iniciativa do STF. O ministro Toffoli sabe, melhor do que ninguém, que o Supremo não deve substituir o Banco Central em decisões técnicas. Questionar o mérito de uma liquidação bancária é abrir uma porta perigosa: a de submeter decisões prudenciais à lógica política ou à revisão judicial tardia.

Quando isso acontece, o dano vai muito além do caso concreto. O principal ativo de um Banco Central é a credibilidade. E a credibilidade não se reconstrói por decreto. Ela sustenta:

  • o nível do risco-país;
  • o custo da dívida pública;
  • a confiança de investidores;
  • e a avaliação das agências de rating.

O cenário se torna ainda mais preocupante quando essa acareação ocorre em meio a tentativas de CPI no Congresso e investigações paralelas. O efeito combinado é um só: desgaste institucional. Não se fortalece a economia enfraquecendo quem tem o dever de protegê-la.

Qual é o objetivo final dessa acareação?

Se for apenas confirmar que o Banco Central agiu corretamente, o método escolhido é equivocado e desnecessariamente ruidoso.
Se for abrir espaço para questionar sua autonomia, o risco institucional é sério, e o custo pode ser alto demais.

Um Banco Central que passa a decidir olhando para o retrovisor, com receio de revisões políticas ou judiciais, perde agilidade. E em crises financeiras, o atraso custa bilhões.

O Brasil levou décadas para construir um Banco Central respeitado, previsível e tecnicamente sólido. Colocar essa autonomia em dúvida, mesmo que de forma indireta, é brincar com um pilar central da economia.

E quando esse pilar se enfraquece, a conta não fica no STF, nem no Banco Central.
Ela recai sobre toda a sociedade brasileira.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Tempo instável provoca chuvas fortes e intensas na maioria das regiões no penúltimo dia do ano


Chuva
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A terça-feira (30) será de tempo instável em grande parte do país, com chuvas moderadas a fortes, risco de temporais, rajadas de vento e calor intenso, segundo a Climatempo. Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte entram em atenção para volumes elevados de chuva, enquanto áreas do Nordeste enfrentam tempo mais seco e baixa umidade do ar.

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Sul

O dia começa com chuva intensa no litoral de Santa Catarina e do Paraná, ainda durante a madrugada. No norte do Rio Grande do Sul, a chuva ocorre de forma fraca a moderada, mas pode ganhar força ao longo do dia.

A partir da tarde, instabilidades vindas da Argentina, associadas ao calor e à umidade, favorecem pancadas de chuva moderadas a fortes no Paraná, Santa Catarina e no norte gaúcho, com risco de temporais no extremo norte do RS, em Santa Catarina e no oeste e leste do Paraná. No sudoeste do Rio Grande do Sul, a chuva é mais fraca e, no restante do estado, o tempo segue mais firme.

As temperaturas continuam elevadas, mas o dia fica mais ameno na Serra Gaúcha e Catarinense. Já no sul do Rio Grande do Sul, a umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%, exigindo atenção. Há ainda previsão de rajadas de vento entre 40 e 50 km/h no litoral norte catarinense e nas faixas litorâneas norte e sul do RS.

Sudeste

O dia começa mais estável na maior parte da região, mas as pancadas de chuva retornam ao longo do dia, principalmente em áreas do leste, sul, interior e litoral de São Paulo, além do centro-sul e oeste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A partir da tarde, o calor e a umidade, aliados à circulação de ventos em níveis médios e altos da atmosfera, favorecem chuvas moderadas a fortes, com risco de temporais no sul e Zona da Mata mineira, no sul e interior do Rio de Janeiro e em áreas do litoral norte, leste e sul paulista.
No extremo sul de São Paulo, a situação é de perigo para volumes elevados de chuva.

Até o dia 2 de janeiro, a onda de calor segue atuando em grande parte de Minas Gerais e do Espírito Santo, mantendo temperaturas elevadas e tempo mais aberto em alguns períodos. A recomendação é reforçar a hidratação e os cuidados com a exposição ao sol.
No litoral entre o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, as rajadas de vento podem chegar a 50 km/h.

Centro-Oeste

Há chance de pancadas de chuva durante a madrugada no norte e interior de Mato Grosso e no leste de Goiás. Ao longo do dia, uma área de baixa pressão no Paraguai, somada ao calor e à umidade, favorece chuvas moderadas a fortes em Mato Grosso do Sul, com risco de temporais no sul e sudoeste do estado.

Em Mato Grosso e Goiás, a chuva também pode ocorrer de forma mais intensa, especialmente no norte mato-grossense. À noite, as instabilidades diminuem, concentrando-se no norte e sudeste de Mato Grosso, sul de Goiás e sudeste e interior sul de Mato Grosso do Sul.
O calor segue predominando em toda a região.

Nordeste

O tempo permanece mais estável na maior parte da região, com chuva fraca e isolada no sul do Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, principalmente no período da tarde, quando as instabilidades aumentam.

No litoral da Bahia, em pontos do Ceará, Rio Grande do Norte e no interior de Pernambuco, a chuva ocorre de forma fraca.
As temperaturas continuam elevadas, e a umidade do ar pode ficar abaixo dos 30% em áreas do norte da Bahia, oeste do Rio Grande do Norte, oeste da Paraíba, Alagoas, Sergipe e interior de Pernambuco.
As rajadas de vento entre 40 e 50 km/h atingem a faixa litorânea da região.

Norte

As pancadas de chuva seguem intensas em Amazonas, Rondônia, Roraima, Tocantins, grande parte do Pará e oeste do Acre, com risco de temporais, especialmente no leste do Amazonas, sul de Roraima e interior do Pará.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) favorece chuvas fortes no Amapá, também com risco de temporais. O tempo segue abafado em toda a região.

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Viu esta? Flor de árvore tóxica é letal para abelhas; plantio é proibido em estado brasileiro


Árvore tóxica
Plantar árvore da espécie “Spathodea campanulata” é proibido desde 2019 em Santa Catarina

Produzir, plantar ou manter a árvore Spathodea campanulata, popularmente conhecida como espatódea, bisnagueira ou tulipeira-do-gabão, é terminantemente proibido em Santa Catarina desde 2019. O tema voltou ao centro do debate após o Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) lançar, em outubro passado, uma campanha de conscientização para alertar a população sobre os riscos ambientais associados à espécie exótica.

O assunto despertou grande interesse do público. A reportagem sobre o tema, publicada no site do Canal Rural na época, figurou entre os conteúdos mais lidos de 2025, reforçando a relevância do debate sobre preservação ambiental, biodiversidade e legislação ambiental no estado.

Originária do continente africano, a espatódea pode atingir até 25 metros de altura e, por muitos anos, foi amplamente utilizada na arborização urbana de diversas cidades brasileiras, principalmente por seu rápido crescimento e flores vistosas. No entanto, estudos científicos comprovaram posteriormente que a espécie representa uma ameaça direta às abelhas nativas.

Risco para abelhas e para a biodiversidade

De acordo com o IMA, as flores da espatódea possuem toxinas letais que podem estar presentes no pólen, no néctar ou na mucilagem. Ao entrarem em contato com essas substâncias, as abelhas acabam morrendo, o que compromete diretamente a sobrevivência desses insetos.

Além da mortalidade, o impacto se estende ao serviço de polinização, fundamental para a manutenção da biodiversidade e para a produção agrícola. A redução das populações de abelhas afeta o equilíbrio dos ecossistemas e pode gerar reflexos econômicos, especialmente em culturas que dependem da polinização natural.

O que diz a legislação

A proibição está prevista na lei estadual nº 17.694/2019, que determina não apenas o veto ao plantio de novas mudas da espécie, mas também a remoção das árvores já existentes. Conforme a norma, exemplares localizados em áreas públicas ou na arborização urbana devem ser substituídos por espécies nativas.

O descumprimento da legislação pode resultar em multa de R$ 1 mil por planta ou muda produzida, além de outras sanções administrativas. Para o IMA, a lei representa um marco importante na política ambiental catarinense.

Segundo Elaine Zuchiwschi, coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras e engenheira agrônoma do instituto, a medida fortalece o manejo responsável da flora. “A publicação dessa lei é um passo importante para que cada vez mais a sociedade aprenda e se envolva no manejo consciente e responsável das espécies da flora e da fauna”, destacou.

Recomendações e espécies substitutas

Como alternativa à espatódea, o IMA recomenda que a população priorize o plantio de espécies nativas regionais, mais adaptadas ao clima e ao solo de Santa Catarina. Essa escolha contribui para o equilíbrio ecológico, garante segurança à fauna e fortalece os ecossistemas locais.

Entre as espécies indicadas estão:

  • Região costeira (restinga): mangue-formiga (Clusia criuva), aroeira (Schinus terebinthifolia) e ingá-cipó (Inga edulis).
  • Planícies e encostas da Mata Atlântica: ipê-amarelo (Handroanthus chrysotrichus), pau-angelim (Andira fraxinifolia) e corticeira (Erythrina crista-galli).
  • Serra e planalto (Floresta de Araucária): canafístula (Peltophorum dubium), camboatá (Cupania vernalis) e caroba (Jacaranda puberula).
  • Região oeste (Floresta Estacional Decidual): ipê-roxo (Handroanthus heptaphyllus), timbaúva (Enterolobium contortisiliquum) e canjerana (Cabralea canjerana).

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A força do manejo biológico no solo produtivo



Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes


Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes
Solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes – Foto: Canva

O manejo do solo tem passado por mudanças profundas à medida que soluções biológicas ganham espaço na agricultura moderna, alterando a forma como doenças e produtividade são tratadas no campo. A análise é de George Alves Rodrigues, Líder de Negócios e Desenvolvimento de Mercado, com base em mais de duas décadas de acompanhamento direto de safras e tecnologias agrícolas.

Nesse período, práticas antes vistas com desconfiança passaram a ocupar papel central no planejamento agronômico, especialmente o controle biológico. Entre essas ferramentas, o Trichoderma se consolidou como um dos principais agentes no manejo do solo, deixando de ser tratado como alternativa para se tornar estratégia recorrente em sistemas produtivos de larga escala.

Embora conhecido pela ciência há séculos, o Trichoderma ganhou relevância com o avanço da bioengenharia e das formulações comerciais. Sua atuação vai além do micoparasitismo, pois envolve competição por espaço e nutrientes, dificultando o estabelecimento de patógenos de solo como Fusarium, Rhizoctonia e Sclerotinia. O efeito se estende ao estímulo fisiológico das plantas, com indução de mecanismos de defesa e fortalecimento do sistema radicular.

Em áreas agrícolas com histórico de alta pressão de doenças, o uso do Trichoderma em tratamentos de sementes e no sulco tem mostrado resultados consistentes. Em lavouras de soja no Cerrado, a adoção de um manejo biológico estruturado contribuiu para o controle do mofo-branco e para o aumento do vigor das plantas, refletindo maior tolerância a períodos de estresse hídrico.

A experiência reforça a percepção de que solos biologicamente ativos tendem a ser mais produtivos e resilientes. Enquanto defensivos químicos atuam de forma pontual, o manejo biológico promove equilíbrio e imunidade ao sistema produtivo. O avanço da microbiologia agrícola indica que a atenção à biota do solo será cada vez mais determinante para a competitividade no campo.

 





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Ampliação industrial reforça oferta de soja no Vietnã



Nova planta impulsiona os negócios


Nova planta impulsiona os negócios
Nova planta impulsiona os negócios – Foto: Leonardo Gottems

A ampliação da capacidade de processamento de soja no Sudeste Asiático avança como resposta ao crescimento da demanda por insumos para ração e alimentos, reforçando a segurança de matérias-primas em mercados dependentes de importação. No Vietnã, um novo investimento industrial amplia a oferta local de farelo e óleo, com impacto direto sobre a cadeia de proteína animal e o abastecimento interno.

A Vietnam Agribusiness Ltd., joint venture entre a Bunge Global e a Wilmar International, inaugurou a segunda linha de esmagamento de soja no parque industrial de Phu My 1, com investimento de US$ 100 milhões. A nova unidade adiciona 4 mil toneladas à capacidade diária e eleva o total para 7,8 mil toneladas por dia, somando-se à linha em operação desde 2011. A empresa atua no processamento de oleaginosas voltadas aos mercados de alimentos e nutrição animal.

O complexo industrial ocupa uma área de 11,2 hectares e conta com oito silos de armazenamento, com capacidade total de 120 mil toneladas, equipados com sistemas automatizados de controle de temperatura e umidade. A estrutura integra reaproveitamento de calor, circulação fechada de água e automação contínua para reduzir consumo de recursos e riscos operacionais. Os processos utilizam tecnologias de fornecedores globais e monitoramento por sensores e análise por infravermelho próximo.

Em plena operação, as duas linhas poderão processar até 2,6 milhões de toneladas de soja por ano, gerando cerca de 2 milhões de toneladas de farelo, volume equivalente a aproximadamente 30% da demanda doméstica de ração animal. A produção anual de óleo bruto de soja deve superar 500 mil toneladas, destinadas ao consumo interno e à exportação. O setor pecuário vietnamita cresce entre 3% e 5% ao ano há duas décadas, sustentando a expansão industrial.

 





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Clima abafado traz temporais para quase todo o país; confira a previsão de hoje


frente fria primavera temporais
Foto: Pixabay

O tempo instável e abafado segue reinando em grande parte do país nesta terça-feira (30), trazendo temporais. Confira a previsão:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

Tempo segue instável na metade norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e no Paraná. As pancadas de chuva começam ainda pela manhã e vão ganhando força até o final do dia. Risco de temporais com fortes ventos e eventual queda de granizo à tarde. Temperaturas não sobem tanto, mas sensação segue sendo de abafamento.

Sudeste

A presença de calor e umidade, além da circulação de ventos em médios e altos níveis da atmosfera e da presença de uma área de baixa pressão na costa do estado de São Paulo, favorecem as instabilidades. O dia começa com sol e temperaturas disparam no decorrer das horas. À tarde, as pancadas de chuva começam a se espalhar em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais — não se descartam eventuais temporais isolados no leste paulista, zona da mata mineira e interior fluminense.

Centro-Oeste

O tempo segue instável ao longo do dia, mas as pancadas de chuva se mantém irregulares e isoladas, embora possam cair com forte intensidade em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Campo Grande (MS) tem risco de chuva forte e até temporais. Cuiabá (MT) e Goiânia (GO) têm pancadas isoladas, assim como o Distrito Federal.

Nordeste

A chuva segue no oeste da Bahia, sul do Piauí e no Maranhão — com potencial de fortes pancadas até o final da tarde. Entrada de umidade oceânica pode estimular chuva isolada também na costa leste e até em alguns pontos do agreste sergipano e alagoano.

Norte

Chuva segue forte e em forma de pancadas isoladas no Amazonas, Pará e Tocantins – não sendo descartados eventuais temporais. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) segue influenciando nas condições sobre o Amapá. Rondônia e Roraima com pancadas isoladas à tarde, enquanto o Acre segue com tempo aberto na maior parte do estado.

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Consultoria aponta nova lógica nos preços da soja



Os prêmios de exportação também tiveram papel central


Os prêmios de exportação também tiveram papel central
Os prêmios de exportação também tiveram papel central – Foto: Canva

O mercado brasileiro de soja em 2025 foi marcado por uma dinâmica própria, na qual fatores internos tiveram peso maior na formação dos preços do que o comportamento das cotações internacionais. Segundo análise da TF Agroeconômica, a Bolsa de Chicago atuou mais como referência do que como indutora de tendência, enquanto base, prêmios e câmbio definiram o valor efetivo recebido pelo produtor no país.

Ao longo do ano, mesmo com Chicago operando de forma lateral e volátil, os preços em reais apresentaram oscilações relevantes, refletindo principalmente a movimentação do dólar e as condições domésticas de oferta e demanda. No primeiro semestre, a base permaneceu enfraquecida em razão da safra cheia, da pressão logística no pico da colheita e da elevada disponibilidade de soja. Esse cenário começou a mudar na segunda metade do ano, quando o avanço das exportações, a redução da oferta remanescente e uma demanda interna mais ativa contribuíram para a recuperação gradual da base.

Os prêmios de exportação também tiveram papel central. No início de 2025, ficaram entre negativos e neutros diante do grande volume ofertado, mas ganharam força no segundo semestre, especialmente em momentos de maior apetite chinês pela soja brasileira e de menor competitividade do produto norte-americano. Esse fortalecimento foi decisivo para sustentar os preços internos, permitindo margens mais ligadas aos prêmios do que às oscilações da CBOT.

O câmbio completou o quadro, com um dólar estruturalmente firme e picos de volatilidade associados à política fiscal brasileira e ao ambiente internacional. Em diversos momentos, a alta da moeda norte-americana compensou quedas em Chicago, reforçando o câmbio como principal sustentáculo do preço em reais. Nesse contexto, estratégias baseadas na gestão ativa e no desacoplamento das decisões comerciais mostraram-se mais eficientes do que apostas direcionais, ao permitir a captura de oportunidades pontuais em cada um dos vetores de formação de preço.

 





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Sou de Algodão + Casa de Criadores abre inscrições para estudantes de moda


Por Flá Do Agro

A moda também começa no campo. E é justamente dessa conexão que nasce o Desafio Sou de algodão + Casa de Criadores, o maior concurso voltado a estudantes de moda do Brasil. A iniciativa é do movimento Sou de algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de algodão (ABRAPA), em parceria com a Casa de Criadores. A 4ª edição foi anunciada oficialmente e está com inscrições abertas até 28 de fevereiro de 2026.

Com o conceito “Aqui a moda começa do zero”, o desafio convida estudantes de todo o país a olharem para a matéria-prima nacional com mais profundidade, criatividade e propósito. O lançamento ocorreu durante a “56ª Semana Casa de Criadores” e reforça uma mensagem clara: tendência e responsabilidade precisam caminhar juntas desde o início do processo criativo.

Ao longo das edições anteriores, o concurso já revelou nomes como Mateus Cardoso, Dario Mittmann, Rodrigo Evangelista e Guilherme Dutra. Na última temporada, realizada em 2024, o grande vencedor foi Lucas Caslu. Ao todo, mais de 950 trabalhos de todas as regiões do Brasil participaram, trazendo à passarela identidade, cultura e histórias autorais.

Segundo André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, para 2026 a ideia é refletir a pluralidade da moda brasileira. “A moda autoral no Brasil está cada vez mais diversa, regional e conectada com as nossas raízes. Criar com propósito, usando uma matéria-prima nacional como o algodão, é essencial para quem está começando e quer fazer parte de uma moda mais responsável”, afirma.

Quem pode participar

Podem se inscrever estudantes que tenham concluído o ensino médio e estejam matriculados em cursos superiores reconhecidos pelo MEC ou em cursos técnicos profissionalizantes cadastrados no SISTEC. Estão habilitadas formações como Design de Moda, Design de Produto, Negócios de Moda, Estilismo, Produção de Moda, Modelagem do Vestuário, Coordenação de Moda e Engenharia Têxtil. Em todos os casos, é obrigatória a indicação de um professor orientador.

Algodão como protagonista

Para Silmara Ferraresi, gestora do movimento Sou de Algodão e diretora de Relações Institucionais da Abrapa, o desafio também cumpre um papel estratégico de valorização da fibra natural brasileira. “Nosso objetivo é mostrar que criatividade, inovação e responsabilidade podem e devem caminhar juntas desde o início da formação desses novos talentos”, destaca.

Por isso, os participantes deverão utilizar algodão em, no mínimo, 70% da composição de cada look, reforçando o papel da fibra como base de uma moda mais consciente e conectada à realidade produtiva do país.

Etapas e premiação

Nesta edição, apenas trabalhos individuais serão aceitos, nos segmentos de moda masculina, feminina, alta costura, prêt-à-porter, fitness, homewear/loungewear ou streetwear.

A seleção será realizada em três etapas. Primeiro, a comissão organizadora escolherá até 10 trabalhos por região brasileira, com divulgação prevista para 3 de abril de 2026. Na sequência, jurados regionais e nacionais vão escolher cinco finalistas, um por região, que serão anunciados até 15 de julho de 2026.

Os finalistas participarão de um grande desfile durante a 59ª edição da Casa de Criadores, no fim de 2026, quando o vencedor será revelado. O ganhador integrará a line-up oficial do evento e apresentará uma coleção completa na 60ª edição, no primeiro semestre de 2027.

Além da visibilidade, o primeiro colocado receberá R$ 30 mil em premiação. O segundo e o terceiro lugares ganharão tecidos de algodão fornecidos por tecelagens e malharias parceiras do movimento. Já o professor orientador do aluno vencedor receberá R$ 10 mil, como Bolsa Orientação.

“Chegar à quarta edição reforça o quanto o Desafio Sou de Algodão se consolidou como uma vitrine real para novos talentos da moda brasileira”, conclui Silmara.

Mais informações, regulamento completo e inscrições estão disponíveis no site oficial do Desafio Sou de Algodão.





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Soja recua em Chicago com exportações mais fracas


A soja encerrou o pregão em baixa na Bolsa de Chicago, refletindo dados mais fracos de exportação dos Estados Unidos e informações recentes sobre a moagem do grão na Argentina. Segundo a TF Agroeconômica, o mercado devolveu parte dos ganhos observados na véspera do Natal, embora o desempenho semanal ainda tenha sido positivo.

No fechamento do dia, o contrato janeiro recuou 0,38%, cotado a US$ 10,58,75 por bushel, enquanto o vencimento março caiu 0,30%, para US$ 10,72,50 por bushel. O farelo de soja para janeiro registrou baixa de 0,33%, a US$ 303,7 por tonelada curta, e o óleo de soja cedeu 0,65%, encerrando a US$ 48,72 por libra-peso. Apesar do movimento negativo diário, as cotações interromperam uma sequência de três semanas consecutivas de queda.

A pressão sobre os preços esteve ligada à realidade dos números de exportação norte-americanos e à ausência de novos reportes oficiais de compras de soja pela China. Até 11 de dezembro, as exportações acumuladas de soja dos Estados Unidos apresentavam retração de 33% em relação ao mesmo período do ano anterior. Antes da divulgação do relatório WASDE de janeiro, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estimava exportações totais de 25,778 milhões de toneladas, volume que representa 58% da projeção oficial, abaixo da média histórica de 79% para o período.

Na Argentina, dados da Secretaria Nacional de Agricultura indicaram que o esmagamento de soja em novembro somou 3,49 milhões de toneladas, queda de 13,61% frente a outubro, embora tenha ficado 1,64% acima do registrado no mesmo mês de 2014. Os estoques de soja mantidos pela indústria em 1º de dezembro totalizaram 2,14 milhões de toneladas, recuo de 23,48% em relação ao início de novembro. Com esse cenário, a soja em Chicago acumulou alta semanal de 0,62%, com ganho de 6,4 cents por bushel. No mesmo período, o farelo avançou 1,78%, enquanto o óleo de soja registrou valorização de 1,27%.

 





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