quarta-feira, março 11, 2026

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Abate de bovinos recua em fevereiro no Mato Grosso



Mato Grosso abate 566 mil bovinos em fevereiro



Foto: Divulgação

O abate de bovinos em Mato Grosso registrou recuo em fevereiro de 2026, segundo análise divulgada na segunda-feira (9) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). De acordo com o instituto, “em fev/26, foram abatidas 566,58 mil cabeças de bovinos em Mato Grosso”, volume 11,61% inferior ao registrado em janeiro, conforme dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).

Apesar da queda mensal, o levantamento indica que o resultado foi o segundo maior da série histórica para o mês de fevereiro, ficando atrás apenas do registrado em 2024. Segundo a análise do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “do total abatido, os machos somaram 266,92 mil cabeças, correspondendo a 47,11% do volume”, o que representa recuo de 19,23% em relação ao mês anterior.

O relatório aponta que o abate de fêmeas totalizou 299,66 mil cabeças, com queda de 3,51% no mesmo comparativo mensal. Conforme o instituto, “as fêmeas representaram 52,89% dos abates”, indicando participação maior no total abatido no estado.

Mesmo com a redução nas duas categorias, a análise destaca que a disponibilidade de machos caiu de forma mais intensa, o que ampliou a participação das fêmeas no volume total. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “esse cenário de menor oferta no mês, aliado à demanda externa firme, influenciou no fortalecimento dos preços da arroba do boi gordo no mercado interno no período”.





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Ministério discute estratégias para ampliar irrigação nas lavouras gaúchas


irrigação
Foto: Reprodução

O ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, recebeu nesta quarta-feira (11) o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, para discutir estratégias de ampliação da irrigação no estado como forma de reduzir os impactos das estiagens recorrentes sobre a produção agrícola do estado.

Durante a reunião, o governador apresentou o projeto Irrigação Resiliente no Rio Grande do Sul, que prevê a ampliação da área irrigada e investimentos em infraestrutura hídrica.

Segundo o Mapa, a proposta busca fortalecer a segurança hídrica e energética, ampliar a previsibilidade da produção e aumentar a capacidade de adaptação do setor agropecuário gaúcho a eventos climáticos extremos.

“A crise climática já se transformou em um problema econômico que precisa ser enfrentado de forma estruturante. O Mapa está à disposição para oferecer subsídio técnico e pareceres, porque esta é a casa do agricultor brasileiro”, afirmou Fávaro.

O ministro também ressaltou a importância do uso racional da água e citou experiências bem-sucedidas de irrigação no país. “A irrigação é fundamental. Perguntei sobre o aquífero Guarani porque tive a oportunidade de conhecer sistemas que utilizam águas de aquíferos, tanto no oeste da Bahia quanto no Piauí, onde a irrigação tem apresentado excelentes resultados e longevidade. O uso racional da água é essencial para que esse modelo funcione”, disse.

Impactos econômicos da estiagem

Ao apresentar a proposta, o governador Eduardo Leite destacou os impactos econômicos provocados pelas estiagens recorrentes no estado. Entre 2020 e 2025, o Rio Grande do Sul perdeu 48,6 milhões de toneladas de grãos.

Segundo ele, ao mesmo tempo, os produtores deixaram de faturar cerca de R$ 126,3 bilhões com culturas como arroz, milho, soja e trigo, e a economia deixou de gerar R$ 319,2 bilhões em Produto Interno Bruto, valor equivalente a aproximadamente 49% do PIB do estado em 2023.

Entre os resultados esperados com a ampliação da irrigação estão a preservação do potencial produtivo, a redução das perdas causadas por quebras de safra, o aumento da produtividade média das lavouras e a melhoria da qualidade dos grãos.

De acordo com Leite, a iniciativa também pode reduzir a dependência de cereais provenientes de outros estados, especialmente para a cadeia de proteína animal, além de contribuir para maior estabilidade econômica regional.

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Brasil exporta 1,55 milhão de tonelada de milho em fevereiro



Irã, Egito e Vietnã lideram compras de milho



Foto: Pixabay

A exportação de milho do Brasil apresentou recuo em fevereiro de 2026, segundo análise divulgada na segunda-feira (9) pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). As informações foram publicadas pela secretaria na quinta-feira (5).

De acordo com o levantamento, o país embarcou 1,55 milhão de toneladas do cereal no período, volume 63,47% menor em comparação ao registrado no mês anterior. No estado de Mato Grosso, o total exportado também apresentou retração, somando 504,34 mil toneladas. Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, “o volume representa uma queda de 81,07% em relação a jan/26”.

O instituto destaca que o movimento é comum neste período do ano. Conforme a análise, “entre fevereiro e junho é esperado um menor volume exportado de milho, em razão da entressafra do grão e do redirecionamento da logística para o escoamento da soja”.

Ainda segundo o relatório, o avanço da colheita de soja tende a concentrar a estrutura logística na exportação da oleaginosa, que ganha ritmo de comercialização neste período. “O redirecionamento da logística ocorre com o aumento do escoamento da soja”, aponta o levantamento.

Entre julho de 2025 e fevereiro de 2026, alguns mercados se destacaram como principais destinos do milho brasileiro. De acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária, Irã, Egito e Vietnã concentraram as compras do cereal exportado pelo Brasil e por Mato Grosso.

O instituto avalia que a demanda desses países está relacionada ao uso do milho na produção de ração animal e à menor disponibilidade de produção local para atender ao consumo interno.





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Enquanto Brasil resiste em aumentar teor do biodiesel, tem país implantando o B50


biodiesel
Foto: Abiove

O vice-ministro de ⁠Energia da Indonésia, Yuliot Tanjung, disse nesta quarta-feira (11) que o país está acelerando ​testes de estrada para o biodiesel B50, produzido com mistura de 50% ⁠de ​biocombustível ​a partir de ⁠óleo de palma ⁠no diesel.

De acordo com a agência de notícias Reuters, a medida deve ser implementada ainda este ‌ano por conta do aumento dos ‌preços do ‌petróleo em decorrência da guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos.

Atualmente, o país asiático, com mais de 280 milhões de habitantes, já adiciona 40% de combustível proveniente de óleo vegetal ao insumo fóssil.

Brasil ainda não fez novas elevações

O Brasil utiliza, desde 1 de agosto de 2025, o B15, ou seja, adiciona 15 de biocombustível renovável ao insumo fóssil. A elevação para B16 estava prevista, pela legislação, para 1 de março deste ano, o que ainda não ocorreu, a despeito de pressão do setor produtivo.

Nesta quarta-feira, em documento conjunto, mais de 40 entidades representativas do agronegócio e da agroindústria brasileira solicitaram ao governo federal a elevação imediata da mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 17% (B17).

Segundo as entidades, a medida se torna ainda mais relevante diante do cenário internacional de instabilidade geopolítica e forte volatilidade nos preços do petróleo, fatores que podem afetar diretamente os custos da economia brasileira.

Para o setor, ampliar o percentual de biodiesel na mistura com o diesel seria uma forma de fortalecer a segurança energética do país, reduzir a dependência da importação do combustível fóssil e estimular o uso de fontes renováveis.

No documento, as organizações afirmam que a adoção do B17 pode ajudar a diminuir a dependência brasileira do diesel importado, além de impulsionar cadeias produtivas ligadas aos biocombustíveis, gerando emprego, renda e desenvolvimento regional.

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Falta de qualidade do trigo argentino tem forçado redirecionamento à ração


trigo, argentina
Foto: Bruno Marcolin/ Arquivo pessoal

O gerente comercial da Cargill, Heverton Gugelmin, comentou que a safra de trigo na Argentina registrou recorde de produtividade na última temporada, mas a qualidade do cereal tem gerado desafios para a indústria, especialmente pela redução do teor de proteína.

A fala do executivo aconteceu na tarde desta quarta-feira (11), durante o Fórum Estadual do Trigo, na Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul.

De acordo com ele, parte da safra argentina tem sido direcionada ao mercado de ração justamente por não atender aos padrões mínimos exigidos pela indústria de panificação.

Entretanto, mesmo com essas limitações, o grão argentino segue tendo papel relevante no abastecimento do mercado brasileiro. Segundo o gerente, o cereal importado é utilizado principalmente em mistura com o cereal produzido no Rio Grande do Sul para garantir estabilidade na qualidade da farinha.

“O trigo argentino é importante para a cadeia de panificação no Brasil. No Rio Grande do Sul ele é utilizado em blend com o trigo gaúcho para garantir estabilidade da farinha”, disse.

O gestor também destacou que o próximo ciclo da cultura deve ser marcado por incertezas em relação à rentabilidade do produtor, tanto no Brasil quanto na Argentina. Entre os principais fatores está o aumento no custo dos fertilizantes nitrogenados, impactados pelo cenário geopolítico internacional.

Segundo Gugelmin, esse tema deve continuar no centro das discussões do setor nos próximos meses. "Essa é a pergunta do momento: se os custos e a rentabilidade vão incentivar aumento ou redução da área", concluiu.

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Suplementação estratégica pode ajudar pecuarista a aumentar produção e rentabilidade


pecuária bovina, boi gordo, Nigéria
Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

A suplementação nutricional estratégica tem ganhado espaço na pecuária de corte como uma ferramenta para aumentar a eficiência da produção e a sustentabilidade. Pesquisas apontam que o uso de tecnologias nutricionais pode elevar o ganho de peso dos animais e melhorar a rentabilidade das fazendas.

Com a redução de áreas de pastagem e margens cada vez mais apertadas na pecuária, produtores têm buscado alternativas para aumentar a produtividade por hectare. Uma das estratégias é a suplementação nutricional com tecnologias que incluem microminerais orgânicos e levedura viva capazes de melhorar o desempenho dos bovinos a pasto.

Segundo zootecnista e gerente da Alltech, Carlos Zilioti, a produção pecuária no Brasil tem mantido nos últimos anos uma migração de áreas de pastagem para outras culturas, como milho, soja, algodão e eucalipto para produção de celulose. Com menos espaço disponível para a pecuária, o desafio dos produtores é produzir mais carne por hectare.

Adoção de estratégias

Para Zilioti, uma das estratégias para produzir mais carne por hectare e atender a demanda mundial é fazer a integração lavoura-pecuária, se for uma área que tem aptidão para a agricultura.

“Isso vai permitir produzir pastos de inverno ou aumentar a produção no período de chuvas para usar de forma estratégia na seca via produção de feno ou de silagem”, destaca.

Os estudos também indicam que a suplementação pode acelerar o ganho de peso dos animais e reduzir o tempo de abate. Em alguns sistemas, a idade de abate pode cair de 4 para cerca de 2 anos, o que aumenta a eficiência produtiva e pode trazer retorno econômico ao pecuarista.

“Um dos fatores indiretos que essa suplementação com níveis maiores de concentrado pode impactar indiretamente, é na redução da pegada de carbono e dos gases de efeito estufa dessa carne produzida”, explica Zilioti.

Benefícios ambientais

Zilioti explica que, a intensificação nutricional também pode trazer benefícios ambientais. Animais que atingem o peso de abate mais rapidamente permanecem menos tempo no sistema, o que contribui para reduzir, de forma indireta, as emissões de gases de efeito estufa por quilo de carne produzida.

“Além disso, o uso de aditivos estratégicos dentro dos suplementos, visando otimizar o consumo de forragem e digestibilidade desse material é essencial para que essa suplementação tenha sucesso”, conclui.

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Bezerros natimortos seguem como desafio nas fazendas de cria: o que o pecuarista deve saber?


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

A alta taxa de bezerros natimortos e a mortalidade neonatal constituem um dos principais desafios da pecuária nacional. Estima-se que as perdas variem de 8% a 18% até o desmame, sendo que 50% dessas mortes ocorrem nos primeiros cinco dias de vida. O alerta foi deixado pelo professor Enrico Ortolani, titular da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em clínica de ruminantes, em entrevista ao Giro do Boi.

Ortolani afirmou que a maior parte das perdas acontece “dentro da porteira” e pode ser evitada com manejo e nutrição adequados. A aceleração do ciclo pecuário, com fêmeas sendo emprenhadas cada vez mais jovens, trouxe um desafio biológico extra para o controle de bezerros natimortos.

Segundo o especialista, essa situação é preocupante, pois a nutrição inadequada nos últimos quatro meses de gestação, fase em que ocorre setenta por cento do crescimento do bezerro, resulta no nascimento de neonatos fracos e sem vigor.

Confira:

Manejo e nutrição adequados

Ortolani destacou que fêmeas superprecoces possuem o coxal menos desenvolvido. O cruzamento com touros que imprimem muito peso ao nascimento pode resultar em partos difíceis e falta de oxigenação do bezerro. Para novilhas, a recomendação é utilizar touros com Diferença Esperada na Progênie (DEP) para baixo peso ao nascimento ou sêmen sexado de fêmea, que nasce de dois a três quilos mais leve.

Além disso, doenças infecciosas são responsáveis por uma parcela considerável de abortamentos e bezerros que nascem sem força de sobrevivência. Quando ocorre um parto difícil, a ação imediata do campeiro pode salvar o animal de se tornar mais uma estatística de bezerros natimortos.

Revisão do planejamento logístico

Para reduzir a mortalidade neonatal, o planejamento logístico da fazenda de cria deve ser revisado em 2026. A morte de bezerros é considerada o maior ralo de dinheiro na cria. Investir em genética de parto fácil para novilhas, vacinação rigorosa e água de qualidade nos bebedouros são os passos fundamentais para que o pecuarista não perca a safra logo no nascimento.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Pela primeira vez, Brasil exporta hortifrútis frescos em voo direto para ilha africana


produtos do agro brasileiro para a Ilha do Sal
Foto: Fermac

Pela primeira vez, um cargueiro fretado realizou a entrega de hortifrútis brasileiros diretamente na Ilha do Sal, um dos destinos mais procurados do arquipélago de Cabo Verde, próximo à costa noroeste da África, informa o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta quarta-feira (11).

A operação partiu no domingo (8) do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas São Paulo, após inspeção da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro).

Segundo a chefe da Vigiagro em Viracopos, Rita Lourenço, o mercado de Cabo Verde já recebia produtos brasileiros, mas a logística anterior envolvia escalas em aeroportos europeus e posterior transporte marítimo até a ilha.

“O primeiro embarque incluiu pequenas quantidades de diferentes produtos agrícolas. A ideia é testar para verificar a viabilidade de adotar essa entrega direta com mais frequência”, afirmou.

Entre os produtos enviados estão itens mais sensíveis, como alface, tomate e pimentão. A expectativa é que os hortifrútis brasileiros abasteçam hotéis e resorts da ilha.

Segundo a servidora do Mapa, voos diretos contribuem para ampliar o tempo de prateleira e melhorar a conservação, a apresentação e a durabilidade dos alimentos. Outro diferencial da operação é que os hortifrútis seguiram diretamente da produção para o destino final, sem intermediários, o que agrega valor e qualidade aos produtos brasileiros.

Produtos enviados

O cargueiro deixou o Brasil com cerca de cinco toneladas de amostras de diferentes alimentos:

  • Manga: 576 kg
  • Figo roxo: 240 kg
  • Pitaya: 36 kg
  • Carambola: 7,2 kg
  • Goiaba: 13,8 kg
  • Mamão: 891 kg
  • Tomate fresco: 18 kg
  • Alface fresca: 6,4 kg
  • Pimentão: 234 kg
  • Mandioca: 108 kg
  • Lima ácida Tahiti: 1.310 kg
  • Abacate avocado: 720 kg

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Como ficaram as cotações de soja de hoje? Confira os dados de mercado


vagens de soja no campo
Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja apresentou poucos negócios nesta quarta-feira (11), com cotações sem maiores alterações. Houve apenas pequenos lotes negociados no mercado físico, enquanto a Bolsa de Chicago operou em um ambiente de incertezas e encerrou o dia em território positivo.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve poucos players atuando no mercado. O cenário ainda reflete a alta dos fretes marítimos, movimento que ganhou força após a valorização do petróleo no mercado internacional.

De acordo com o analista, muitas tradings estão sem margem para formar preços, o que reduz o número de indicações ao longo do dia. Ao mesmo tempo, o produtor também permanece afastado das negociações neste momento, enquanto a colheita de soja segue avançando no país.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124,50 para R$ 125,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 125,50 para R$ 126,00
  • Cascavel (PR): permaneceu em R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 109,00 para R$ 111,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 110,00 para R$ 112,00
  • Rio Verde (GO): permaneceu em R$ 111,00
  • Paranaguá (PR): permaneceu em R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 130,50 para R$ 131,00

Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quarta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado encontrou suporte na forte valorização do petróleo, que chegou a subir mais de 5% em Nova York diante do aumento das tensões no Oriente Médio.

Esse movimento impulsionou principalmente as cotações do óleo de soja, produto utilizado na produção de biodiesel, o que acabou sustentando também os preços da oleaginosa.

A soja também recebeu suporte da expectativa de novas compras de soja norte-americana pela China. Segundo a Dow Jones, autoridades dos Estados Unidos e da China, incluindo o secretário do Tesouro norte-americano Scott Bessent, devem se reunir neste final de semana. Traders esperam que o encontro resulte em um acordo para ampliar as compras chinesas da oleaginosa.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 12,25 centavos de dólar, ou 1,01%, a US$ 12,14 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 12,27 1/4 por bushel, com aceleração de 12,25 centavos de dólar ou 1,00%.

Entre os subprodutos, a posição maio do farelo fechou com ganho de US$ 0,90 ou 0,28% a US$ 315,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio encerraram a 67,16 centavos de dólar por libra-peso, com valorização de 1,54 centavos ou 2,34%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,03%, sendo negociado a R$ 5,1591 para venda e a R$ 5,1571 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1468 e a máxima de R$ 5,1823.

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Nova indústria de whey protein premium pode reduzir importações e fortalecer cadeia do leite


BNDES aprovou financiamento de R$ 197,6 milhões para a Sooro Renner fabricar whey protein
Foto: divulgação

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 197,6 milhões para a Sooro Renner Nutrição S.A. investir na ampliação de sua unidade industrial em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. O projeto inclui a implantação de uma estação de tratamento de efluentes com produção de biogás, que será utilizado na geração de energia térmica para a própria planta.

Os recursos são provenientes das linhas BNDES Finem, BNDES Mais Inovação e Fundo Clima. O objetivo é viabilizar a implantação da primeira indústria brasileira dedicada à produção de ingredientes lácteos com padrão internacional voltado à nutrição infantil, conhecido como Infant Formula Grade.

Esse padrão internacional é utilizado na fabricação de fórmulas para bebês e alimentos especiais, exigindo controles sanitários e industriais muito mais rigorosos que os aplicados aos alimentos convencionais.

Com a implementação do projeto, a Sooro Renner deverá se tornar a primeira empresa brasileira de capital nacional a produzir whey protein concentrado (WPC) e lactose com o nível de pureza e qualidade exigido para esse mercado.

Redução da dependência de importações

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, o financiamento busca estimular a produção nacional de derivados lácteos de maior valor agregado.

“Ao apoiar esse projeto o BNDES fomenta a modernização da produção de derivados de alto valor agregado, como a whey protein, reduzindo a dependência de importações”, afirmou.

Hoje, grande parte dos ingredientes utilizados na fabricação de fórmulas infantis no Brasil ainda é importada, o que aumenta custos e vulnerabilidade da cadeia produtiva.

Geração de empregos e impacto regional

Além do avanço industrial, o projeto também deve gerar impactos positivos na economia regional. A expectativa é de criação de cerca de 250 empregos diretos durante a execução do investimento.

Também devem ser abertas aproximadamente 1.250 vagas indiretas, ligadas às obras e às atividades da cadeia produtiva.

A iniciativa deve contribuir para dinamizar a economia de Francisco Beltrão e região, fortalecendo a cadeia do leite e ampliando a geração de renda local.

Biogás e eficiência energética

Outro destaque do projeto é a implantação de uma nova estação de tratamento de efluentes. O sistema permitirá aproveitar resíduos líquidos do complexo industrial para a produção de biogás, que será utilizado na geração de energia térmica.

A tecnologia permitirá dar destinação adequada a efluentes com alta carga orgânica, além de reduzir emissões de gases de efeito estufa e melhorar a eficiência energética da operação.

Ao transformar resíduos industriais em fonte de energia renovável, a iniciativa também contribui para reduzir impactos ambientais e fortalecer práticas de economia circular.

Alinhamento com política industrial e agenda climática

O financiamento do BNDES está alinhado às diretrizes da Nova Política Industrial (NIB) e ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que incentivam projetos voltados à descarbonização, bioeconomia e gestão sustentável de resíduos.

Outro ponto relevante é que a maior parte das máquinas e equipamentos utilizados na implantação da estação de tratamento será produzida por indústrias brasileiras, o que fortalece a cadeia nacional de fornecedores e amplia o impacto econômico do investimento.

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