Suplementação estratégica pode ajudar pecuarista a aumentar produção e rentabilidade

A suplementação nutricional estratégica tem ganhado espaço na pecuária de corte como uma ferramenta para aumentar a eficiência da produção e a sustentabilidade. Pesquisas apontam que o uso de tecnologias nutricionais pode elevar o ganho de peso dos animais e melhorar a rentabilidade das fazendas.
Com a redução de áreas de pastagem e margens cada vez mais apertadas na pecuária, produtores têm buscado alternativas para aumentar a produtividade por hectare. Uma das estratégias é a suplementação nutricional com tecnologias que incluem microminerais orgânicos e levedura viva capazes de melhorar o desempenho dos bovinos a pasto.
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Segundo zootecnista e gerente da Alltech, Carlos Zilioti, a produção pecuária no Brasil tem mantido nos últimos anos uma migração de áreas de pastagem para outras culturas, como milho, soja, algodão e eucalipto para produção de celulose. Com menos espaço disponível para a pecuária, o desafio dos produtores é produzir mais carne por hectare.
Adoção de estratégias
Para Zilioti, uma das estratégias para produzir mais carne por hectare e atender a demanda mundial é fazer a integração lavoura-pecuária, se for uma área que tem aptidão para a agricultura.
“Isso vai permitir produzir pastos de inverno ou aumentar a produção no período de chuvas para usar de forma estratégia na seca via produção de feno ou de silagem”, destaca.
Os estudos também indicam que a suplementação pode acelerar o ganho de peso dos animais e reduzir o tempo de abate. Em alguns sistemas, a idade de abate pode cair de 4 para cerca de 2 anos, o que aumenta a eficiência produtiva e pode trazer retorno econômico ao pecuarista.
“Um dos fatores indiretos que essa suplementação com níveis maiores de concentrado pode impactar indiretamente, é na redução da pegada de carbono e dos gases de efeito estufa dessa carne produzida”, explica Zilioti.
Benefícios ambientais
Zilioti explica que, a intensificação nutricional também pode trazer benefícios ambientais. Animais que atingem o peso de abate mais rapidamente permanecem menos tempo no sistema, o que contribui para reduzir, de forma indireta, as emissões de gases de efeito estufa por quilo de carne produzida.
“Além disso, o uso de aditivos estratégicos dentro dos suplementos, visando otimizar o consumo de forragem e digestibilidade desse material é essencial para que essa suplementação tenha sucesso”, conclui.
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