sábado, março 14, 2026

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Preço do leite cai pelo sétimo mês seguido em outubro, aponta Cepea


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Foto: Freepik

O mercado de leite manteve, em outubro, a trajetória de queda nos preços pagos ao produtor, ampliando a pressão sobre as margens da atividade. Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que o cenário segue marcado por oferta elevada e demanda enfraquecida ao longo da cadeia.

Na Média Brasil, o preço do leite ao produtor fechou outubro em R$ 2,2996 por litro. O valor representa recuo de 5,9% em relação a setembro e de 21,7% na comparação anual, em termos reais, com deflacionamento pelo IPCA de outubro de 2025. Esta foi a sétima queda mensal consecutiva nas cotações no campo.

No acumulado de 2025, a desvalorização real já chega a 14,1%. Segundo o Cepea, o excesso de oferta segue como o principal fator de pressão, sustentando a avaliação de agentes de mercado de que o movimento de baixa pode persistir até o fim do ano.

Derivados ampliam sequência de quedas

Os preços dos derivados lácteos também recuaram em novembro, conforme levantamento do Cepea realizado com apoio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). Este foi o terceiro mês consecutivo de desvalorização no segmento.

De acordo com os pesquisadores, a queda está associada ao aumento da captação de leite pelas indústrias e ao enfraquecimento da demanda no mercado interno. Esse cenário reduz o poder de negociação da cadeia e limita repasses de preços, com reflexos diretos sobre o valor da matéria-prima.

Comércio exterior reduz déficit em novembro

No comércio internacional, os dados de novembro indicam melhora no saldo do setor. As importações de lácteos caíram 14,9% em relação a outubro, totalizando 182,98 milhões de litros em equivalente leite (Eql).

As exportações, por outro lado, cresceram 8,57% no mesmo período, somando 4,94 milhões de litros Eql. Na comparação com novembro de 2024, as importações recuaram 12,69%, enquanto as exportações avançaram 1,25%, contribuindo para a redução do déficit comercial.

Custos sobem apesar da queda na ração

O mês de novembro voltou a registrar alta no Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade leiteira, com avanço médio de 0,22% na Média Brasil. Mesmo com nova retração no preço da ração, outros grupos de insumos apresentaram aumento.

Entre as praças acompanhadas pelo Cepea, houve elevação dos custos na Bahia (0,08%), Goiás (0,67%), Minas Gerais (0,26%), Paraná (0,07%) e Rio Grande do Sul (0,92%). Já Santa Catarina (-0,07%) e São Paulo (-0,67%) registraram queda no período.

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Azeite registra queda de preços pelo décimo mês consecutivo


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Foto: Freepik

O azeite, item presente nas ceias de Natal e Réveillon, encerra 2025 em trajetória consistente de redução de preços ao consumidor, com dez meses consecutivos de queda.

O movimento foi acompanhado ao longo do ano pelo Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista de Supermercados (Apas), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Em novembro, o preço do azeite recuou em 0,37%. No acumulado de 2025, a queda chega a 22,69%. Já nos últimos 12 meses, a deflação é ainda mais expressiva, alcançando 23,32%.

“Esse comportamento vem sendo observado há dez meses consecutivos, principalmente em função da retomada da produção europeia e da isenção da alíquota de 9% sobre a importação do produto, adotada pelo governo federal”, afirma o economista-chefe da Apas, Felipe Queiroz.

Segundo ele, a expressiva redução dos preços do azeite tem colaborado para aliviar a pressão inflacionária no grupo de óleos. Em novembro, o grupo registrou alta de 2,63%, mas acumula queda de 4,23% no acumulado do ano e redução de 1,01% em 12 meses.

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Arrecadação federal bate recorde de R$ 226,75 bilhões em novembro


Foto: José Cruz/Agência Brasil.
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José Cruz/Agência Brasil.

A arrecadação da União com impostos e outras receitas teve recorde para o mês de novembro, alcançando R$ 226,75 bilhões, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (22) pela Receita Federal. 

Em comparação com novembro de 2024, o resultado representa aumento real de 3,75%, ou seja, considerada a inflação, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Também é o melhor desempenho arrecadatório para o acumulado de janeiro a novembro. No período, a arrecadação alcançou R$ 2,59 trilhões, representando um acréscimo, corrigido pelo IPCA, de 3,25%.

Os valores se referem a tributos federais, como Imposto de Renda (IR) de pessoas físicas e empresas, receita previdenciária, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins), entre outros. Arrecadação com royalties e depósitos judiciais, que não são apurados pela Receita Federal, também entram na conta.

Quanto às receitas administradas pelo órgão, o valor arrecadado no mês passado ficou em R$ 214,39 bilhões, representando acréscimo real de 1,06%. No acumulado do ano, a arrecadação da Receita Federal alcançou R$ 2,47 trilhões, alta real de 3,9%.

No acumulado de janeiro a novembro, a base de comparação, entretanto, está influenciada por eventos não recorrentes ou alterações de legislação que ocorreram em 2024 sem contrapartida em 2025.

Em 2024, houve recolhimento extra de R$ 13 bilhões do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) – Rendimentos de Capital, referente à tributação de fundos exclusivos, o que não ocorreu em 2025. A lei que muda o IR incidente sobre fundos de investimentos fechados e sobre a renda obtida no exterior por meio de offshores foi sancionada em dezembro de 2023.

Também houve uma arrecadação atípica do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL), que incidem sobre o lucro das empresas. De janeiro a novembro de 2024, o recolhimento extra foi R$ 4 bilhões, enquanto no acumulado deste ano chegou a R$ 3 bilhões.

“Sem considerar os pagamentos atípicos, haveria um crescimento real de 4,51% na arrecadação do período de janeiro a novembro de 2024”, informou a Receita Federal.

Destaques no ano

Os resultados foram influenciados positivamente por algumas variáveis macroeconômicas, resultado do comportamento da atividade produtiva, principalmente serviços; pela elevação do IOF; o bom desempenho da arrecadação previdenciária, em razão, especialmente, do aumento da massa salarial; e a alta da arrecadação do PIS/Cofins em função do desempenho das entidades financeiras e da taxação de serviços de apostas online (bets).

O IOF somou R$ 77,55 bilhões de janeiro a novembro de 2025, alta de 19,88% na comparação com o mesmo período do ano passado.            

“A arrecadação do período pode ser justificada, principalmente, pelas operações relativas à saída de moeda estrangeira, a crédito destinado a pessoas jurídicas e referentes a títulos ou valores mobiliários, sobretudo em decorrência de alterações legislativas”, cita a Receita.

Em junho deste ano, o governo aumentou a cobrança em algumas operações de crédito, por meio do Decreto 12.499/2025. A medida foi derrubada posteriormente.

No acumulado do ano, houve crescimento real de 11,01% da arrecadação dos tributos incidentes sobre o comércio exterior e de 15,39% sobre rendimentos de residentes no exterior. Essa última rubrica é um agregado de arrecadação volátil e tem surpreendido positivamente este ano, com crescimento robusto calcado na arrecadação de royalties e rendimento de trabalho e também nos Juros sobre Capital Próprio (JCP) ─ forma de uma empresa dividir parte do lucro com os acionistas.

Outro destaque apontado pela Receita foi o PIS/Cofins, com a arrecadação chegando a R$ 528,85 bilhões no acumulado de janeiro a novembro, alta de 2,79% em relação ao mesmo período de 2024, influenciado pela regulamentação das bets, que passou a valer em 2025.

Apenas a receita com as casas de apostas virtuais subiu mais de 14.000%, passando de R$ 62 milhões para R$ 8,82 bilhões no acumulado do ano.

Apesar do recorde nos onze primeiros meses do ano, há uma desaceleração que reflete o desempenho da atividade econômica. A arrecadação com o IRPJ/CSLL, por exemplo, teve alta de 1,44%, enquanto o IPI aumentou apenas 0,57%, diante da atividade industrial praticamente estável.

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AgroNewsPolítica & Agro

Nota Fiscal Eletrônica obrigatória para rurais de SC em 2026


O Sistema Faesc/Senar alerta aos produtores rurais de Santa Catarina que a partir de 5 de janeiro de 2026, a emissão de Nota Fiscal Eletrônica passa a ser obrigatória para todos os produtores rurais, sem exceção. A medida encerra de vez a possibilidade de uso da Nota Fiscal modelo 4 em papel, que ainda era permitida para produtores com faturamento anual inferior a R$ 360 mil, conforme a legislação vigente até então.

De acordo com o coordenador de arrecadação do Senar/SC, Emerson Gava, a mudança exige atenção especial do produtor rural, já que aqueles que se enquadravam nessa faixa de faturamento também deverão, obrigatoriamente, migrar para o sistema eletrônico a partir da nova data. Ele destaca que o cumprimento dessa exigência será o principal dever do produtor rural no próximo ano.

Paralelamente à obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletrônica, o setor rural também será impactado pela Reforma Tributária, instituída pela Lei Complementar nº 214. Nesse primeiro momento, no entanto, a principal preocupação do produtor deve ser justamente a adequação à emissão da Nota Eletrônica, que passa a ser uma determinação legal.

Um ponto considerado fundamental pelo Sistema Faesc/Senar é que o produtor rural que utiliza o sistema de emissão de notas da Secretaria de Estado da Fazenda ou o Aplicativo NFF – Nota Fiscal Fácil não precisará se preocupar com ajustes adicionais. Esses sistemas já estão preparados para atender às novas regras da reforma tributária.

Entre as alterações previstas a partir de 2026 está a identificação de dois novos campos de impostos na Nota Fiscal Eletrônica: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Nesse primeiro ano, o destaque desses tributos terá caráter apenas informativo, sem impacto imediato na cobrança. Todo o tratamento dessas informações será feito automaticamente pelo próprio sistema, sem necessidade de ação adicional por parte do produtor.

A atenção maior deve recair sobre os produtores que utilizam sistemas próprios de emissão de Notas Fiscais. Nesses casos, a orientação é que verifiquem junto às empresas fornecedoras de software se os sistemas já estão adequados às novas exigências legais e tributárias.

O Sistema Faesc/Senar também ressalta que a Reforma Tributária sobre o Consumo terá um longo período de transição, que se inicia em 2026 e segue até 2032. Serão sete anos em que o produtor rural precisará avaliar, com planejamento e gestão, questões relacionadas ao seu enquadramento tributário, incluindo a decisão sobre atuar como contribuinte ou não contribuinte do novo regime.

Com a promulgação da Lei Complementar nº 214/2025, que trata da Reforma Tributária, todos os produtores rurais passam a estar contemplados nesse novo regime. A implantação ocorrerá de forma gradual: em 2026, em caráter de teste, e a partir de 2027 de forma definitiva, com a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substitui os tributos PIS/COFINS, conforme a LC 214/2025. Além da CBS, a legislação criou o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS estadual e o ISS municipal, conforme cronograma de implantação previsto para o período de 2029 a 2033.

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, destaca que, embora a Reforma Tributária aprovada não corresponda integralmente às expectativas do agronegócio, representa um avanço significativo diante dos complexos desafios técnicos e políticos enfrentados nos últimos anos. “É importante ressaltar o trabalho conjunto do Sistema CNA/Senar, do IPA e da FPA, com o apoio das federações de agricultura e pecuária, que permitiu grandes avanços e o alinhamento da nossa legislação a modelos internacionais que também adotam o IVA. A medida tende a tornar o sistema tributário brasileiro mais ágil e eficiente. Seguiremos empenhados para que o agronegócio continue crescendo e mantendo sua competitividade. ”

Por fim, o Sistema Faesc/Senar reforça que o produtor rural está inserido no contexto da Reforma Tributária e que seu papel, neste momento, é estar regularizado com a emissão da Nota Fiscal Eletrônica a partir de 5 de janeiro de 2026. Para quem já utiliza o sistema eletrônico, o processo segue normalmente. O maior desafio está justamente entre aqueles que ainda não migraram e entre os que usam emissor próprio, enquanto o sistema da Secretaria da Fazenda já se encontra preparado para atender às novas regras.

CALCULADORA TRIBUTÁRIA

A CNA lançou recentemente a Calculadora da Reforma Tributária, uma ferramenta desenvolvida para auxiliar produtores rurais e seus contadores a compreenderem os impactos da transição que começa em 1º de janeiro de 2026. A calculadora é gratuita, simples e intuitiva, permitindo criar cenários reais para todo o período de transição, com base nas receitas e despesas — seja para pessoa física ou jurídica, cooperados ou integrados.

A Faesc reforça que todos aproveitem essa ferramenta gratuita, que oferece mais segurança e previsibilidade para o planejamento tributário e financeiro do setor rural catarinense. Acesse a calculadora pelo banner no site: https://sistemafaesc.com.br/.

TREINAMENTOS SISTEMA FAESC/SENAR

Para preparar o produtor rural para a emissão da Nota Fiscal Eletrônica, o Sistema oferece capacitações específicas sobre o uso da NF-e, em parceria com a Secretaria da Fazenda. Os interessados podem obter mais informações nos Sindicatos Rurais de suas regiões ou diretamente no Senar/SC, com Emerson Gava. A programação dos treinamentos também pode ser consultada no link: https://sistemafaesc.com.br/senar/agenda-de-treinamentos/.

 





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Abate de fêmeas supera o de machos pela primeira vez desde 1997


Abate pecuária fêmeas
Foto: divulgação Emater MG

O ano de 2025 foi de recuperação de preços na pecuária de corte brasileira, especialmente no segundo semestre. Uma das principais causas apontadas pelos especialistas deve-se ao forte abate de fêmeas (vacas e novilhas) no país que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), neste ano, superou o de machos pela primeira vez, desde 1997.

“Neste ano, tivemos um abate de fêmeas muito alto, porque o produtor rural precisava reduzir despesas e fazer caixa para o custeio da fazenda. Houve um abate de fêmeas recorde no país, que responderam por aproximadamente 50% do total de bovinos abatidos”, diz o coordenador técnico Estadual de Bovinocultura da Emater-MG, Manoel Lúcio Pontes Morais.

De acordo com o último levantamento do IBGE divulgado em setembro, no segundo trimestre de 2025, o abate de fêmeas apresentou alta de 16,0% (19,35 milhões de cabeças) frente ao mesmo período de 2024. Do total de fêmeas, 33% foram novilhas (5,05 milhões de cabeças), alta de 23,1% em relação a 2024.

Com menos fêmeas disponíveis no mercado, a projeção para 2026 é uma oferta menor de bezerros e a retenção de fêmeas para a reprodução, resultando em menos carne para comercialização e elevação de preços.

Para o coordenador da Emater-MG, o menor número de matrizes pode, em parte, ser compensado pela redução da idade de abate de animais, que está ligada ainda a uma maior eficiência na pecuária.

“As fêmeas estão parindo mais cedo e com melhor intervalo de partos, devido ao melhoramento genético e ganhos de eficiência em nutrição, reprodução e manejo, o que reflete em melhoria para toda a cadeia”, argumenta Manoel.

A engorda em confinamento cresceu em 2025, sendo que a situação tende a permanecer favorável em 2026, com a previsão de maior estabilidade no preço dos grãos.

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‘A soja é a moeda e principal motor da economia do estado de Tocantins’, diz Buffon


soja colheita abertura safra
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural

Falta pouco para a Abertura Nacional da Colheita da Soja, evento que será realizado em Porto Nacional, no Tocantins, no dia 30 de janeiro de 2026, às 8h. As inscrições estão abertas e a expectativa é reunir produtores, lideranças e técnicos do setor para debater os principais desafios e oportunidades da sojicultura no país. Vale dizer que as inscrições seguem abertas e, para participar, basta acessar o link.

  • * Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

O presidente da Aprosoja Brasil, Mauricio Buffon, afirma que a soja se consolidou como o principal motor econômico do estado. “Nós ocupamos apenas 5% do território do Tocantins em produção de soja e hoje ela é a moeda do estado, é o principal motor da economia, vindo da agricultura e, principalmente, da soja”, destaca. Segundo ele, essa pequena área produtiva sustenta grande parte da economia local, em conjunto com outras culturas e a pecuária, todas diretamente ligadas ao agro.

Buffon explica que esse protagonismo reforça a necessidade de avanços estruturais e institucionais para garantir a continuidade do crescimento do setor. Para o presidente da Aprosoja Brasil, o debate político é essencial para assegurar segurança jurídica aos produtores e estimular novos investimentos. “Precisamos trabalhar políticas públicas que deem condições para o produtor investir, se desenvolver e gerar ainda mais resultados para o estado”, afirma.

Entre as principais pautas defendidas pela entidade estão a ampliação da capacidade de armazenagem e a construção de um seguro agrícola mais eficiente. Buffon ressalta a importância de linhas de custeio com juros equalizados e de um seguro que funcione na prática. “Quem investe não pode correr o risco de ficar endividado no futuro por frustrações de safra”, pontua.

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Nova ponte entre Brasil e Paraguai promete reduzir custos logísticos e impulsionar o agronegócio


Foto: DER

Depois de atravessar diversas gestões e mais de duas décadas de espera, Brasil e Paraguai passaram a contar oficialmente com mais uma ligação terrestre entre os dois países. A chamada Ponte da Integração, sobre o rio Paraná, conecta Foz do Iguaçu (PR) a Presidente Franco, no Paraguai, e deve impulsionar a economia regional, especialmente o agronegócio, ao reduzir custos logísticos e facilitar o escoamento da produção.

A obra recebeu investimento de R$ 712 milhões da Itaipu Binacional, que também financiou os acessos à BR-277, principal corredor logístico que liga a fronteira ao Porto de Paranaguá. A ponte tem 760 metros de extensão e amplia a capacidade de transporte entre os dois países.

Durante a cerimônia, o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri, destacou que a usina financiou integralmente a construção e anunciou novos projetos conjuntos entre Brasil e Paraguai. Segundo ele, a parceria permitirá o início da exploração de tilápias no reservatório de Itaipu, após aprovação dos Parlamentos dos dois países.

“A Itaipu está entregando uma ponte agora e, possivelmente no ano que vem, uma segunda ponte, 100% paga pela usina. Além disso, Brasil e Paraguai vão iniciar a produção de tilápias no reservatório”, afirmou.

A Ponte da Integração chegou a ser pré-inaugurada em 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas não entrou em operação devido a pendências estruturais e aduaneiras. Agora, a abertura ocorrerá de forma gradual, por questões de segurança e para adaptação dos órgãos de fiscalização, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Receita Federal, responsáveis pela alfândega.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ressaltou que a inauguração representa um avanço econômico e estratégico na relação bilateral. Ele explicou que, inicialmente, o tráfego de caminhões e ônibus será restrito ao período noturno, até a conclusão de uma ponte do lado paraguaio, evitando impacto no trânsito urbano de Presidente Franco.

“A ideia é não prejudicar a cidade com veículos pesados enquanto as obras do lado paraguaio são finalizadas. Assim, garantimos segurança e integração total”, disse Lula.

A solenidade contou com a presença de ministros, deputados e senadores. Durante os discursos, houve uma queda de energia no palco, pouco antes do encerramento da fala do diretor da Itaipu, o que gerou desconforto e fez com que o presidente Lula deixasse o local visivelmente irritado.

Com a nova ponte, a expectativa é de maior fluidez no comércio internacional, redução de gargalos logísticos e fortalecimento da integração econômica entre Brasil e Paraguai, com reflexos diretos para o agronegócio e o transporte de cargas em todo o país.

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Conheça quem é o profissional do agro que ganha até R$ 75 mil por mês


soja-armazéns

Levantamento da Fox Human Capital mostra que a transformação tecnológica tem impulsionado os salários em certas áreas do agronegócio. Em cargos de liderança, como para diretores de originação, as remunerações chegam a R$ 75 mil.

Trata-de do profissional encarregado de garantir o suprimento de matérias-primas, adquirindo grãos, oleaginosas, biomassa, fertilizantes, sendo a pessoa que se responsabiliza pelo volume e pela qualidade desses produtos, além de se atentar aos prazos e a compra em preços que garantam margem à companhia.

De acordo com o gerente de Recrutamento e Seleção de Agronegócios da empresa, Renan Sarmento, o aumento do biodiesel e do esmagamento de soja ajuda a explicar o valor para o cargo, mas não é o único fator.

“Quando pensamos em um diretor de originação completo, ele vai dominar diferentes frentes, ele precisa conhecer o campo, o produtor, ter o domínio de como operar [a Bolsa de] Chicago, como funcionam as operações, dominar operações de head, toda a cadeia de risco que tem no processo de originação, sem contar a nossa logística, que não é uma facilitadora e, normalmmente, o diretor dentro deste cargo é um profissional com uma liderança muito expressiva em âmbito nacional, já que estamos em um país continental. Então quando esse perfil completo [de profissional] aparece, o preço acaba subindo”, contextualiza.

A pesquisa da Fox Human Capital, que realizou mais de duas mil entrevistas e mapeou cerca de 300 faixas salariais, averiguou que o mercado de trabalho está cada vez mais em busca do profissional híbrido, aquele que une competências tecnológicas e experiência no campo.

Assim, de acordo com Sarmento, o desafio de ensinar tecnologia a um engenheiro agrônomo ou a realidade do campo a alguém com habilidades digitais depende das características de cada indivíduo. “Porém, esse profissional que o mercado exige hoje acho que ganhará muita pauta desde que haja o interesse genuíno pela atividade agrícola porque tanto o agrônomo como o profissional de tecnologia possuem essa habilidade de evoluir.”

O levantamento mostra, ainda, que diretores de Pesquisa e Desenvolvimento já atingem ganhos aproximados de R$ 72 mil, remuneração impulsionada pela procura de trabalhadores com experiência no mercado de bioinsumos. “É uma questão que acompanha a lei de oferta e demanda. O mercado de biológicos é muito mais novo que o mercado de químicos, o que leva a uma escassez desse profissional, tornando-o mais caro pelo momento”. O ponto de curva é que um profissional de P&D, independentemente da cadeia em que ele esteja, sempre será muito valorizado pelos negócios e as maiores margens estão na evolução “, destaca Sarmento.

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Ceagesp projeta crescimento de até 30% nas vendas de frutas típicas de fim de ano


bancas de frutas dentro da marquise da Ceagesp
Foto: Divulgação | Ceagesp

O fim de ano é sinônimo de movimento intenso na Ceagesp, o maior entreposto da América Latina. O aumento nas vendas de frutas típicas do período reforça a expectativa de um fechamento positivo para o setor. Nesta época, cerca de 70 mil pessoas circulam diariamente por lá.

A Ceagesp tem papel estratégico no abastecimento da Grande São Paulo e de outras regiões do país. Além disso, representa o elo entre a produção rural e o consumidor final. “Esse entreposto é extremamente importante economicamente e também na questão de segurança alimentar”, destaca Thiago de Oliveira, chefe da seção de economia da companhia.

Segundo ele, o volume mensal comercializado gira em torno de 230 mil toneladas. “Quando a gente divide esse montante pelo consumo diário indicado pelo IBGE, temos capacidade para abastecer cerca de um quarto da população brasileira com frutas e hortaliças”, explica.

Vendas em alta no fim de ano

A expectativa é de crescimento de até 30% nas vendas de frutas neste fim de ano. O aumento representa cerca de 9 mil toneladas a mais em relação às semanas anteriores. Uva, pêssego, ameixa, cereja e lichia lideram a procura. Já as frutas de caroço foram beneficiadas pelas condições climáticas ao longo do ano.

“O inverno teve horas de frio adequadas e o início do verão não registrou tanta ocorrência de granizo, o que atrapalha a qualidade”, afirma Oliveira. Segundo ele, esse cenário favoreceu o desenvolvimento das culturas. “As frutas de caroço, com destaque para a ameixa e o pêssego, estão com bom calibre, boa coloração e qualidade muito boa.”

Clima impacta algumas culturas

Nem todas as frutas tiveram o mesmo desempenho. A pitaya foi uma das culturas afetadas pelas oscilações climáticas ao longo do ano.

“O clima ficou muito irregular. Teve frio quando não era para ter, calor quando não era para ter, e até extremos”, relata o produtor rural e empresário Airton Bueno, que comercializa frutas exóticas na Ceagesp e produz na região de Bauru.

Segundo ele, as alterações confundem o ciclo da planta. “A gente acaba antecipando ou atrasando a safra. No meu caso, atrasou”, diz. “Estamos acostumados a colher pitaya no fim de outubro ou começo de novembro.”

Neste ano, a primeira colheita ocorreu apenas na segunda semana de dezembro. “Com isso, pode ser que a gente seja prejudicado até nas floradas, perdendo produtividade”, afirma.

Importação e destaque para a cereja chilena

Além da produção nacional, a Ceagesp recebe frutas de mais de 20 países. Entre as importadas, a cereja chilena se destaca como a mais procurada em dezembro.

“A fruta da vez agora é a cereja chilena, a queridinha de dezembro”, afirma Felipe Silva, gestor comercial. Segundo ele, a oferta chegou mais cedo neste ano. “Os preços estão rodando entre 30% e 40% mais baixos que no ano passado.”

Faturamento e combate ao desperdício

Em 2024, a Ceagesp movimentou aproximadamente R$ 15,5 bilhões. A expectativa é repetir o resultado em 2025.

Além do desempenho financeiro, a companhia mantém ações voltadas à redução do desperdício. “Existe uma ação chamada Banco Ceagesp de Alimentos”, explica o chefe da seção de economia da companhia. “Mercadorias sem valor comercial, mas com excelente valor nutricional, são enviadas ao banco.”

Após a triagem, os alimentos são destinados a cerca de 250 instituições cadastradas. “O que não é aproveitado segue para transbordo”, diz. Parte dos resíduos é utilizada na produção de substratos e na geração de bioenergia, em parceria com a Universidade de São Paulo. O restante é encaminhado a aterros certificados.

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AgroNewsPolítica & Agro

A soja vai voltar a subir?



Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes


Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes
Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes – Foto: Divulgação

O mercado internacional da soja atravessa um período de pressão prolongada, marcado por expectativas de oferta elevada e dúvidas sobre a força da demanda global. De acordo com análise da TF Agroeconômica, o cenário atual combina percepção de compras chinesas mais lentas, clima favorável na América do Sul e projeções de safra recorde no Brasil, fatores que limitam reações mais consistentes nos preços no curto prazo.

Mesmo com sinais não oficiais de aumento do volume adquirido pela China, o mercado segue concentrado na confortável disponibilidade global. As cotações continuam refletindo esse ambiente, com pouca margem para recuperação sustentada, enquanto a leitura técnica indica um movimento lateral iniciado em julho de 2024, ainda dominante para os contratos de maio de 2025. Nesse contexto, a avaliação é de que a probabilidade de uma alta mais expressiva é reduzida, já que as safras sul-americanas estão praticamente consolidadas.

Nos Estados Unidos, o USDA confirmou novas vendas de soja para a China referentes à safra 2025/26, mas os volumes anunciados não foram suficientes para alterar a sensação de cautela. Ao mesmo tempo, há divergência entre números oficiais e informações de mercado sobre o total efetivamente comprado pelos chineses, o que adiciona ruído às análises. Esse movimento ocorre em paralelo à gestão de estoques internos na China, com vendas abaixo do esperado em leilões estatais, indicando menor apetite doméstico e a necessidade de liberar espaço para novas importações.

“Quando as cotações formam um canal claro, a recomendação técnica é vender quando o preço se aproxima da Resistência. Mas, o mais importante é manter o seu custo de produção atualizado, adicionado com os seus custos pessoais e da sua empresa agrícola e vender quando todos os custos estão recuperados mais um lucro”, conclui.

 





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