sexta-feira, maio 1, 2026

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Embrapa gera lucro social de R$ 125 bilhões em 2025, alta anual de 17%


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Foto: Divulgação

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) gerou um lucro social de R$ 124,76 bilhões no ano passado. O lucro social é o valor decorrente de benefícios econômicos que o setor produtivo recebe por adotar soluções tecnológicas produzidas pela empresa.

O resultado avalia o impacto econômico de 166 soluções tecnológicas e da adoção de outras 209 tecnologias desenvolvidas pela instituição e efetivamente incorporadas pelo mercado produtivo.

O montante foi 17% superior ao lucro social proporcionado pela empresa em 2024 em termos reais. A receita operacional líquida da empresa foi de R$ 4,6 bilhões, ante R$ 4,228 bilhões reportados em 2024.

Para cada R$ 1 investido pela sociedade brasileira na estatal em 2025, foram gerados R$ 27, segundo a Embrapa, o chamado índice de retorno social. Ou seja, cada R$ 1 investido na Embrapa foi multiplicado em 27 vezes. O índice de retorno social, resultado da relação entre lucro social e receita operacional líquida, também aumentou em comparação com 2024, quando foram aferidos R$ 25,37 para cada R$ 1 investido na empresa.

Expansão internacional

Os números foram apresentados na última quinta-feira (23) pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, na abertura da Feira Brasil na Mesa e comemoração de 53 anos da empresa. O evento foi realizado na Embrapa Cerrados, em Planaltina, região administrativa do Distrito Federal. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou do evento.

“O orçamento público destinado à Embrapa alcançou R$4 bilhões em 2023 e vem sendo mantido acima desse patamar nos últimos três anos. Assegurar a constância da destinação desses recursos e ampliar o patamar desses valores é essencial para que os impactos econômicos e sociais sejam assegurados também pelas próximas décadas”, disse Massruhá. “Precisamos de mais investimentos em ciência e inovação. Trabalhamos com o BNDES para criar um fundo à Embrapa para menor dependência do orçamento público”, declarou.

A presidente da Embrapa destacou ainda a expansão internacional da estatal com projetos de escritórios na África, na Ásia e na América Central.

Do montante apresentado pela Embrapa, R$ 118,62 bilhões vieram diretamente dos impactos econômicos de 166 tecnologias e R$ 4,63 bilhões de 110 cultivares que a empresa coloca à disposição de produtores. Mais R$ 1,5 bilhão foi proveniente de indicadores sociais e laborais da estatal, conforme balanço social da empresa pública. Além disso, a Embrapa proporcionou 132.115 empregos diretos e indiretos no ano passado.

O levantamento do impacto social das tecnologias da Embrapa é realizado anualmente pelas 43 unidades descentralizadas da empresa pública. O valor é calculado a partir dos benefícios econômicos incorporados pelo setor produtivo com a adoção tecnologias desenvolvidas pela Embrapa. O lucro social é obtido pela soma do rendimento adicional gerado pelas soluções adotadas no campo.

Entre os benefícios econômicos, a Embrapa mensura benefícios por incremento de produtividade na atividade agropecuária – impacto de R$ 63,93 bilhões em 2025. No ano passado, das 166 tecnologias avaliadas pela Embrapa, 105 apresentaram ganhos por incremento de produtividade.

Custo de produção

Outro benefício apurado é a redução do custo de produção. Em 2025, 47 tecnologias da Embrapa geraram redução de custo de produção, somando economia de R$ 45,79 bilhões. A agregação de valor é outro benefício apurado, que gerou aumento de renda aos produtores de R$ 8,72 bilhões em 2025 com 37 tecnologias. Outras 15 tecnologias proporcionaram maior produção na mesma área, com impacto de R$ 180 milhões.

Conforme balanço social da empresa pública, das 166 soluções tecnológicas avaliadas no balanço social, 37 apresentaram mais de um tipo de benefício econômico e geraram um impacto econômico de R$ 8,89 bilhões.

Com as tecnologias desenvolvidas, a Embrapa teve participação de 16% no Produto Interno Bruto (PIB) da Agropecuária em 2025, com R$ 123,25 bilhões dos benefícios econômicos gerado pelas tecnologias da Embrapa e de parceiros, dos R$ 775,3 bilhões do PIB agro, mostra o balanço social da empresa pública.

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IA avança no atendimento técnico do agro


A digitalização no campo avança com novas ferramentas voltadas a tornar o atendimento técnico mais ágil, padronizado e conectado às demandas do produtor rural. Durante a Agrishow 2026, realizada de 27 de abril a 1º de maio, em Ribeirão Preto, será apresentada uma solução inédita de inteligência artificial generativa aplicada ao segmento de pneus agrícolas.

Desenvolvido pela Titan Pneus em parceria com a Inovation AI Global, o agente virtual foi criado para apoiar a rede de revendedores da marca no acesso a informações técnicas sobre um portfólio com mais de 500 SKUs. A ferramenta responde por texto ou áudio, diretamente pelo celular, com dados contextualizados sobre produtos, aplicações e especificações.

Segundo a Titan, a iniciativa surgiu a partir de uma demanda das áreas comercial e de marketing para oferecer informações técnicas de forma clara, rápida e escalável às revendas. A proposta é que o agente atue como um especialista digital, sem substituir pessoas, mas facilitando o processo de atendimento e negociação com clientes.

Na Agrishow, os visitantes poderão testar a versão beta da solução por meio de um QR Code, que direciona o usuário ao WhatsApp. O Atlas Titan poderá detalhar configurações, fichas técnicas, guias de aplicação, imagens de produtos e recomendações de maquinário relacionadas ao portfólio de pneus agrícolas.

A tecnologia também foi projetada para identificar intenção de compra, estruturar leads e, futuramente, direcionar demandas ao revendedor mais próximo. Para a Titan, a plataforma deve ampliar a rastreabilidade das interações e o acompanhamento do funil comercial. A evolução do sistema prevê ainda recursos de hiperpersonalização, com recomendações orientadas pelo perfil e comportamento do cliente.

“A proposta é apoiar a revenda na indicação do produto certo, no momento ideal, com condições alinhadas ao perfil do produtor. Não se trata de envio massivo de informações, mas de uma comunicação altamente personalizada e orientada por dados”, finaliza Rafael Nascimento, CEO da Inovation AI Global.

 





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Frio chega forte nos próximos dias, derruba temperaturas e aumenta risco de geadas no país


Frio e geada em um ambiente de serra
Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Uma massa de ar frio deve avançar sobre a região Sul no começo da próxima semana e provocar forte queda nas temperaturas, com risco de geada em áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A previsão é do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

Segundo o Müller, as mínimas já começam a cair a partir de segunda-feira (27), quando os termômetros devem marcar menos de 10°C em diversas áreas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

O maior risco de geada está previsto para terça-feira (28), especialmente em municípios da Serra Gaúcha, Serra Catarinense e também em pontos do sul gaúcho próximos à fronteira com o Uruguai, onde as temperaturas podem ficar abaixo de 5°C ao amanhecer.

Em Dom Pedrito (RS), por exemplo, a previsão indica mínima de 7°C na segunda-feira, com possibilidade de geada entre a madrugada e o amanhecer de terça.

Antes da chegada do frio mais intenso, o avanço de uma frente fria mantém o tempo instável na região Sul durante o fim de semana. Há previsão de chuva forte e temporais no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná tanto no sábado quanto no domingo.

Calor no Centro-Oeste e Sudeste

Enquanto o Sul enfrenta instabilidade e posterior queda de temperatura, o tempo segue quente no Sudeste e no Centro-Oeste ao longo do fim de semana.

Já no Norte do país e no litoral do Nordeste, a combinação entre a Zona de Convergência Intertropical e ondas de leste continua favorecendo pancadas de chuva, principalmente nas áreas costeiras nordestinas.

Temperaturas voltam a subir depois do frio

De acordo com Arthur Müller, o frio mais intenso perde força rapidamente e, a partir de quarta-feira (29), as temperaturas voltam a subir em toda a região Sul.

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Vaca urinando sangue preocupa produtor na Bahia: qual a causa e como tratar?


Vacas Nelore BRGN para inseminação artificial. A sigla BRGN é de Brasil Genética Nelore, desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde o ano 2000. Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa Cerrados
Vacas Nelore BRGN para inseminação artificial. A sigla BRGN é de Brasil Genética Nelore, desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde o ano 2000. Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa Cerrados

O programa Giro do Boi atendeu a um chamado urgente do pecuarista Sandro Gonçalves, de Maiquinique, na Bahia, que relatou um caso preocupante envolvendo uma vaca leiteira. O animal apresenta sangue na urina, acompanhado de emagrecimento progressivo e uma queda drástica na produção de leite.

O médico veterinário e consultor Guilherme Vieira destaca que esses sinais são alertas gravíssimos de hemorragia interna ou destruição de glóbulos vermelhos, exigindo uma intervenção rápida para evitar a morte do animal e a contaminação do restante do plantel.

Confira:

Possíveis causas da hematúria

A presença de sangue (hematúria) ou hemoglobina na urina da vaca pode ter diferentes origens. Vieira elenca os três principais suspeitos que podem estar relacionados ao problema.

O tratamento deve ser orientado por um profissional local, mas o veterinário reforça alguns pilares para a recuperação da vaca e a segurança da fazenda.

Orientações para tratamento:

  • Tratamento curativo: é essencial que um veterinário avalie a situação.
  • Ação no pasto: verifique imediatamente as mucosas dos olhos e da boca do animal; se estiverem brancas ou amareladas, a anemia é crítica. Inspecione seus pastos em busca de plantas invasoras e faça o controle rigoroso de carrapatos.

O tempo é o fator determinante para salvar essa fêmea e manter a produtividade do seu leite.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Produtor troca mineração por frangos, vê negócio crescer e traz filhos de volta ao campo


Família Rodrigues participa do Interligados
Foto: Interligados/Canal Rural

A história da família Rodrigues, em Lauro Müller (SC), é marcada pela persistência e pela capacidade de se reinventar. Há mais de cinco décadas na mesma propriedade, Dino Barp Rodrigues viu a terra passar pelos ciclos do gado, do queijo artesanal, do fumo e do leite.

Por 15 anos, o produtor dividiu seu tempo entre a lida rural e o trabalho na mineração, uma realidade comum na região, mas que sempre manteve o sonho de ver a família vivendo exclusivamente do campo.

A virada definitiva começou em 2011, com a construção do primeiro aviário. O que inicialmente era um projeto para fortalecer a pastagem com o uso de esterco acabou se tornando o motor econômico da propriedade.

A avicultura não só trouxe renda, como permitiu que o filho Marcos fizesse o caminho de volta: após nove anos trabalhando na manutenção elétrica em minas, ele retornou para casa para assumir, ao lado da esposa Mônica, a gestão das granjas.

Estrutura familiar e compromisso

Hoje, a estrutura conta com dois aviários climatizados de pressão negativa, com capacidade para sessenta e sete mil aves. A operação é estritamente familiar e exige um nível de dedicação que Marcos conhece bem.

“Produzir frango exige atenção aos detalhes; o serviço muda todo dia e o resultado depende do cuidado contínuo”, afirmou o produtor.

Mônica, que aprendeu o manejo com o marido e os sogros, hoje é peça fundamental na atividade. A transição para a avicultura trouxe para o casal não apenas um negócio, mas um propósito.

Legado e sucessão

Para eles, a granja é uma fábrica de alimentos que exige rigor técnico e presença constante. Essa entrega reflete nos números: desde o retorno de Marcos, a propriedade figura constantemente entre os melhores índices de conversão alimentar e qualidade na unidade de integração.

Para o patriarca Dino, o sucesso da avicultura é medido pela presença dos filhos. Em um cenário onde o êxodo rural é um desafio constante, ver os três filhos vivendo e trabalhando próximos à sede da família é sua maior conquista.

A família Rodrigues encontrou na produção de frangos a segurança que a mineração e as lavouras a céu aberto não podiam oferecer de forma plena. Com energia solar e galpões modernos, eles agora preparam o terreno para a quarta geração.

Em Lauro Müller, o sobrenome Rodrigues é sinônimo de um legado que soube se modernizar sem perder o amor pela terra e a união que mantém a família no campo.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

Com informações de: interligados.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Ministro confirma aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina para 32%


ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira
Foto: Tauan Alencar/MME

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou nesta sexta-feira (24) a decisão do governo de aumentar a mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32). O tema será apreciado na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), prevista para 7 de maio.

Além da redução dos preços da gasolina, o ministro também avaliou que a elevação da mistura do etanol tornará o Brasil “autossuficiente” na gasolina. Esse argumento parte da perspectiva de reduzir a necessidade de importações e também a dependência de combustíveis fósseis.

O anúncio ocorreu em Uberaba (MG), reduto eleitoral do ministro. Foi o mesmo local escolhido por Silveira para anunciar o projeto do governo de elevar o teor de etanol na gasolina para 30%, vigente desde agosto do ano passado.

A Lei do Combustível do Futuro determina que o aumento do porcentual obrigatório do etanol na gasolina deve ser aprovado somente após verificação da viabilidade técnica da mistura para os veículos automotivos. Nesta sexta, o ministro relatou que já estão aprovados os testes sobre mistura do etanol na gasolina nos porcentuais de 28% a 32%.

“O etanol, os biocombustíveis não competem com a produção de alimento. Então, portanto, quem quer descarbonizar de verdade a indústria autointensiva, principalmente a de mobilidade e transporte, faz parceria com o Brasil, investe no Brasil em biodiesel, investe em etanol para descarbonizar o planeta e para poder gerar a nova economia que o mundo todo precisa”, declarou Silveira, que participa nesta sexta da 9ª Abertura da Safra Mineira de Açúcar e Etanol, evento organizado pela Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA).

No país, a expectativa é de que sejam produzidos 4 bilhões a mais de etanol neste ano. A Safra Mineira de Açúcar e Etanol deve atingir 83,3 milhões de toneladas, representando crescimento de 11,6% em relação ao ciclo anterior.

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AgroNewsPolítica & Agro

produtores buscam estratégias para reduzir impacto dos custos


A alta nos preços dos fertilizantes, impulsionada pelas tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã, pode impactar a agricultura brasileira e pressionar os custos de produção, segundo Instituto Agronômico, de Campinas. Diante desse cenário, a instituição recomenda maior eficiência no uso de insumos para preservar a produtividade. Entre as medidas indicadas estão a realização de análise de solo, a adoção de práticas agrícolas adequadas e o uso de calcário como forma de melhorar o aproveitamento dos nutrientes.

“Nosso objetivo é orientar estrategicamente os agricultores diante da muito provável alta nos preços dos fertilizantes, consequência da guerra que, além de inviabilizar rotas de transporte e encarecer os insumos, também vem comprometendo a infraestrutura de produção”, afirma Heitor Cantarella, pesquisador da área de solos e vice-coordenador do Instituto Agronômico, vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios e à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Segundo o Instituto Agronômico, a análise de solo permite identificar com precisão as necessidades nutricionais da lavoura, direcionando o investimento para o tipo e a quantidade adequados de fertilizantes. A prática contribui para o uso racional dos insumos, especialmente em um contexto de oferta restrita e preços elevados.

A instituição também destaca a importância da calagem, técnica que melhora a disponibilidade de nutrientes ao corrigir a acidez do solo e reduzir a toxidez do alumínio. O uso de calcário, insumo amplamente disponível no país, favorece o desenvolvimento radicular das plantas, amplia a absorção de nutrientes e contribui para a fertilidade do solo.

De acordo com Heitor Cantarella, as boas práticas agrícolas devem seguir o conceito 4C, baseado em dose certa, época certa, fertilizante certo e local certo. “O produtor pode ainda usar o que ele tem em sua propriedade, como é o caso do estercos e compostos”, orienta.

O pesquisador ressalta que instituições como o Instituto Agronômico têm o papel de antecipar desafios e oferecer soluções técnicas diante de cenários como o atual, marcado por fatores externos ao planejamento agrícola tradicional.

O contexto internacional contribui para a pressão sobre os preços dos insumos, uma vez que o Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes utilizados, muitos deles transportados pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica afetada pelo conflito. A região também concentra o escoamento de petróleo, matéria-prima relevante para fertilizantes nitrogenados.

Segundo Cantarella, a incerteza sobre custos de importação dificulta a formação de preços no mercado interno. “Para ilustrar essa situação, o enxofre, matéria-prima de vários fertilizantes, principalmente os fosfatados, já aumentou cerca de 300% a 400% desde o início da guerra”, comenta Cantarella.

O cenário pode ter reflexos na economia, seja pelo repasse de custos ao consumidor, com impacto na inflação, ou pelo aumento do endividamento dos produtores, caso não consigam compensar a elevação dos gastos. “Outro complicador é que o cenário de preços elevados de fertilizantes ocorre em um período em que os preços de commodities agrícolas estão deprimidos. Para contribuir nesse cenário, o IAC lança mão de conhecimentos já desenvolvidos e consolidados e reforça as orientações com soluções factíveis para que os produtores possam enfrentar os desafios nessa época de crise”, comenta o especialista em solos no Brasil.





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Secas mais longas e mudanças nas chuvas já ocorrem na Amazônia, apontam pesquisas


Focos de incêndio no Acre
Foto: Beatriz Cabral

A Amazônia brasileira já começa a registrar cenários até então projetados para as próximas décadas, com estações secas mais longas e alteração no padrão de chuvas, apontam dois estudos recém-publicados liderados por cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O quadro pode se intensificar rapidamente, elevando riscos à biodiversidade, ao reabastecimento de reservatórios naturais de água e ao funcionamento da floresta se não houver políticas integradas e iniciativas de combate às mudanças climáticas.

Os trabalhos, baseados em modelos climáticos que incorporam a dinâmica regional, também funcionam como um alerta para este ano e o próximo, quando há a possibilidade de um “super El Niño”.

Caracterizado pelo aquecimento do oceano Pacífico na faixa equatorial, o fenômeno pode, em sua versão mais intensa, elevar a temperatura em mais de 2 °C acima da média, provocando grandes alterações na circulação atmosférica e no regime de chuvas em escala global.

O resultado de uma das pesquisas indica prolongamento da estação seca na Amazônia de quatro para até seis meses, com aumento de déficit hídrico superando -150 milímetros (mm) no período. Publicado no International Journal of Climatology, o artigo aponta maior instabilidade climática e mais eventos extremos fora do padrão sazonal, além de crescimento da degradação da floresta associada ao fogo.

Seca

O outro trabalho, que está na edição de março da Perspectives in Ecology and Conservation, analisa a seca registrada entre 2023 e 2024 na Amazônia, período em que o Brasil também foi fortemente afetado pelo El Niño.

Os achados mostram um crescimento médio de 9% nas áreas queimadas e 19% nos alertas de degradação florestal, com até 4,2 milhões de hectares impactados por fogo no pico da seca. Evidenciam, assim, que o ciclo seca-fogo-degradação está se fortalecendo, reduzindo a capacidade do ecossistema de se restabelecer.

“Estamos observando que os extremos de anomalia mais pessimistas estão acontecendo no presente. Quando comparamos os dados de hoje com as projeções, vemos o quão crítica vai ficando essa situação à medida que incluímos cenários pessimistas na análise climática”, resume a engenheira ambiental e sanitarista Débora Dutra.

A bióloga e pesquisadora no Inpe, Liana Anderson destaca o papel dos cientistas diante da dissonância entre as evidências científicas dos impactos das mudanças climáticas nos ecossistemas e as respostas para a sua mitigação e contenção.

Construindo modelos

Na pesquisa publicada no International Journal of Climatology, os cientistas utilizaram uma métrica que vem sendo trabalhada por Aragão desde 2007, aliada a dados da fase seis do Projeto de Intercomparação de Modelos Acoplados.

O estudo foi conduzido no sudoeste da Amazônia, abrangendo o Acre e parte dos estados do Amazonas e de Rondônia. Abrigando áreas com mais de 90% de cobertura florestal, a região está sob forte pressão de desmatamento.

Os resultados mostram que, em cenários de altas emissões de gases de efeito estufa, há uma intensificação dos déficits hídricos durante a estação seca na Amazônia, sobretudo na porção sudoeste da floresta.

As projeções indicam estações secas mais longas e intensas, com aumento do estresse hídrico entre junho e setembro e déficits que podem ultrapassar -21 mm/mês até o fim do século no cenário mais pessimista.

Esse agravamento tende a produzir impactos diretos sobre a floresta, com maior mortalidade de árvores, degradação florestal e perda de biodiversidade, além da redução da capacidade da Amazônia de atuar como sumidouro de carbono, reforçando um ciclo de retroalimentação entre degradação e aquecimento global.

Para aprimorar as projeções futuras e as avaliações de risco climático na região, os pesquisadores sugerem, entre outros pontos, a adoção de análises integradas que incorporem mudanças no uso da terra, anomalias na circulação atmosférica e interações entre incêndios e secas.

Na pesquisa que analisou a seca extrema de 2023 e 2024, o grupo mapeou e quantificou o estresse hídrico, a degradação florestal e a dinâmica do fogo, identificando implicações para a gestão ambiental.

Conclusão do estudo

O estudo chegou à conclusão de que a seca intensificou a interação entre déficit hídrico, incêndios e degradação, com o fogo cada vez mais associado à debilitação da floresta em pé, e não apenas ao desmatamento. Enquanto o desmate remove totalmente a cobertura de vegetação, a degradação enfraquece a floresta sem destruí-la por completo.

De acordo com o trabalho, os resultados destacam a necessidade de uma governança integrada do fogo, reunindo indicadores climáticos aos sistemas de alerta, fortalecendo a coordenação institucional e incorporando a degradação florestal nas estratégias de mitigação e adaptação.

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Equipamentos da linha amarela ganham cada vez mais espaço no agronegócio


Escavadeira
Foto: Pixabay

As máquinas da linha amarela, normalmente relacionados com a construção civil, tem entrado cada vez mais no universo agro. Escavadeiras, carregadeiras, tratores e retroescavadeiras, são exemplos desses tipos de máquina.

A classificação deles como “linha amarela”, está relacionado a cor normalmente usada na pintura escolhida pelos fabricantes desses equipamentos. A Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, terá exemplares dessas maquinas, mostrando a profissionalização e evolução do setor.

Antes vistas como coadjuvantes no cenário, a linha amarela tem se tornado cada vez mais presente no campo. Dados da Associação Brasileira de Tecnologia e Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), mostram que o agro está entre os principais destinos das 34,5 mil máquinas comercializadas em 2025. Equipamentos que antes eram relacionados a infraestrutura, hoje se tornam ferramentas estratégicas da produção agrícola.

“A integração da linha amarela nas propriedades rurais tem expandido a capacidade operacional do setor”, afirma João Marchesan, presidente da Agrishow.

“A modernização reflete-se diretamente nos indicadores de produtividade, proporcionando ganho de escala e otimização dos custos fixos”, complementa Marchesan.

A partir disso, a Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias (Csmr) da Abimaq, começa a ganhar mais importância, conectando a industria de equipamentos com o campo. Com empresas globais, o grupo reforçou como a linha amarela deixou de ser apenas um suporte e hoje é peça estratégica no setor.

“O crescimento do uso das máquinas da linha amarela na agricultura reflete a busca constante por eficiência, produtividade e sustentabilidade no campo. A participação ativa na Agrishow reforça nosso compromisso em estar lado a lado com o agricultor, apresentando inovações que transformam desafios em oportunidades e impulsionam o futuro do agronegócio brasileiro”, ressaltou Andrea Zámolyi Park, presidente da Câmara Setorial de Máquinas Rodoviárias (CSMR) da Abimaq.

Agrishow

A Agrishow que na próxima segunda-feira (27), em Ribeirão Preto (SP) vem se consolidando em uma vitrine das principais inovações da linha amarela no campo, mostrando em primeira mão escavadeiras, pás-carregadeiras e tratores de esteira, com configurações especificas para as atividades do campo.

Além das máquinas, o evento também apresenta um ecossistema completo de soluções como movimentação de carga, apoio logístico e manutenção de áreas produtivas. Com destaque para equipamentos versáteis e inteligentes que auxiliam desde a construção de silos e sistemas de irrigação até o manejo diário da propriedade.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Expozebu 2026 começa neste sábado em Uberaba com 400 mil visitantes


vaca nelore Carina - campeã ExpoZebu
Foto: Divulgação

A 91ª Expozebu começa neste sábado (25) em Uberaba (MG), com uma programação focada em genética zebuína, negócios e eventos técnicos. Organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), a feira ocorrerá até 3 de maio no Parque Fernando Costa.

A expectativa é receber cerca de 400 mil visitantes ao longo dos nove dias de evento. A agenda inclui julgamentos de animais, leilões, palestras, rodeio e atividades promovidas por núcleos da entidade.

Destaques da programação

Um dos destaques da edição de 2026 é a agenda de remates, com 40 leilões e nove shoppings genéticos programados. Parte das negociações começou antes da abertura oficial, com eventos desde a última quarta-feira (22).

O grupo Canal Rural transmite ao vivo 31 leilões da programação, permitindo acompanhamento para criadores e investidores em todo o país. Segundo a organização, a expectativa é repetir ou superar o volume de negócios da edição passada, que movimentou mais de R$ 200 milhões.

Programação técnica e atrações

A programação técnica contempla julgamentos das principais raças zebuínas, com cerca de 3 mil animais inscritos. Também estão previstos encontros setoriais, palestras e o Zebu Connect Day + Dia de Campo, agendado para 27 de abril.

Esta edição contará com uma etapa do Campeonato de Montarias em Touros do Circuito Rancho Primavera (CRP), dentro do Expozebu Rodeo Shows. As apresentações ocorrerão nos dias 24, 25, 30 de abril e 2 de maio, com shows de artistas como Gusttavo Lima, Leonardo e Ana Castela.

O Lance Rural fará cobertura em tempo real da Expozebu 2026, com notícias, resultados de julgamentos e acompanhamento dos remates. A programação completa dos leilões e transmissões pode ser acessada no site da ABCZ.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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