quarta-feira, abril 29, 2026

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Apesar de forte queda do petróleo por Ormuz, soja e milho fecham 6ª feira…


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Após o movimento intenso e dramático das commodities agrícolas logo na sequência da notícia da reabertura do estreito de Ormuz pelo Irã, os ânimos se acalmaram e os futuros da soja e do milho fecharam o pregão desta sexta-feira (17) com estabilidade na Bolsa de Chicago. Farelo e óleo terminaram o dia no vermelho, porém, com perdas também menos intensas do que aquelas registradas mais cedo. 

E os pequenos ganhos na soja e no milho se deram mesmo com o petróleo terminando o dia com baixas de mais de 10% no WTI e de 8% no brent, com os barris de ambos abaixo dos US$ 90,00. Depois das informações – que ainda carregam fragilidade e incerteza – o WTI chegou a perder mais de 14% na Bolsa de Nova York. 

O trigo, por sua vez, manteve-se em campo negativo e terminou o dia com perdas de mais de 7 pontos nos principais vencimentos. 

A sexta-feira vai terminando, portanto, com a notícia de que o estreito foi reaberto, porém, ao mesmo tempo com a informação de que os EUA manterão sua força naval na região até que um acordo firme, definitivo e consistente seja alinhado. Do mesmo modo, em uma entrevista ao canal CBS dos EUA, o presidente Donald Trump afirmou que neste final de semana as negociações continuarão entre as duas nações. 

Além disso, o noticiário internacional traz ainda que o Irã já ameaçou fechar novamente o estreito de Ormuz caso os EUA não desfaça o bloqueio e que navios que precisem passar pela rota terão de possuir uma autorização da Guarda Revolucionária do Irã. 

E assim, o mundo vive mais um daqueles momentos em que há mais perguntas do que respostas. Porém, até que elas cheguem, a volatilidade se mantém  e os mercados continuam trabalhando no modo especulativo e gerando impactos generalizados com o observado nesta última sessão da semana. 

As principais bolsas em todo o mundo terminaram o dia em alta, o dólar index cedeu levemente e o dólar comercial frente ao real terminou o dia em queda, com R$ 4,98. Mais cedo, porém, a divisa chegou a testar os R$ 4,96. 

COMPLEXO SOJA

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago concluíram o pregão com pequenas altas de 0,50 a 3,50 pontos nos principais vencimentos, levando o maio a US$ 11,67 e o julho a US$ 11,83 por bushel. 

O óleo de soja, que perdeu quase 3% durante a sessão, amenizou o recuo e fechou a sexta-feira com baixas de pouco mais de 1% nos contratos mais negociados. O vencimento julho, assim, fica em 67,84 por libra-peso. Entre os futuros do farel, baixas de pouco mais de 0,3%. 

O complexo soja sentiu forte a pressão do petróleo – motivada pelo cenário externo da geopolítica – porém, também divide a energia com seus fundamentos. No radar, estão o clima nos EUA, o avanço do plantio – que será atualizado pelo USDA na segunda-feira – e as expectativas crescentes para a reunião entre Trump e Xi Jinping que acontece em maio, em Pequim. 

MILHO 

O milho negociado na Bolsa de Chicago também teve um dia de forte volatilidade, mas o fechamento foi de tímidas oscilações, do lado positivo da tabela. Mesmo com a queda do trigo, os futuros do cereal respiraram, também de olho em seus fundamentos. 

Os traders acompanham não só a semeadura do milho nos Estados Unidos – que até aqui se desenvolve bem e conta com condições climáticas favoráveis – mas também à safrinha do Brasil. 

“Falando em clima no Brasil, preocupações com a irregularidade no padrão de chuvas, clima seco e mais quente para os próximos dias começam a ganhar força em relação ao milho safrinha em 2026”, afirma a equipe de análises da Agrinvest Commodities.

Na B3, as cotações recuaram e terminaram o dia em queda nesta sexta-feira. As perdas nos principais vencimentos foram de 0,3% a 0,4% nos principais vencimentos, levando o maio a terminar a semana com R$ 65,70 e o julho com R$ 66,82 por saca. 

“O milho B3 finaliza a sexta-feira com queda de quase 4,5% no acumulado da semana no maio/26. Apesar das preocupações com o clima para a safrinha pelas próximas semanas, a pressão de estoques maiores e a entrada da colheita da safra de verão mantêm os compradores em uma postura de maior pressão”, complementa a Agrinvest Commodities. 

 





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Dois anos da maior enchente da história do Rio Grande do Sul


A maior enchente da história do Rio Grande do Sul completa dois anos, e o governo do estado realiza um balanço das ações tomadas após o fenômeno climático que devastou a região.

Balanço das ações

Em coletiva de imprensa, representantes do governo estadual apresentaram um panorama das medidas adotadas desde a enchente, que atingiu 478 municípios e afetou quase 2,5 milhões de pessoas. O evento resultou em 185 mortes e 23 desaparecidos.

  • Investimentos de R$ 3 bilhões em 227 projetos.
  • Obras em estradas, como a RS348, e estruturas para conter enchentes.
  • Desafios persistem, com muitos produtores abandonando propriedades.

Desafios na recuperação

Dois anos após a enchente, a recuperação ainda enfrenta dificuldades. Dados do programa Terraforte indicam que 80% das 5.000 propriedades visitadas apresentam problemas de erosão, e apenas 30% têm cobertura vegetal durante todo o ano.

  • Problemas de compactação e acidez do solo.
  • Dificuldades de sucessão e perda de renda entre os produtores.
  • Necessidade de renegociação das dívidas dos agricultores.

Previsões para o futuro

As autoridades destacam a previsão de um inverno chuvoso e a importância de estar preparado para possíveis novas enchentes. O estado está reforçando sua estrutura de proteção, embora não haja motivos para alarme excessivo, segundo especialistas.

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Exportações brasileiras de frutas crescem 25% no primeiro semestre de 2026


As exportações brasileiras de frutas registraram um crescimento significativo de 25% no primeiro semestre de 2026, totalizando uma receita superior a 350 milhões de dólares. Este aumento é impulsionado principalmente pela demanda internacional por produtos como manga e maçã.

Desempenho do setor

De acordo com dados da Abrafutas, o setor movimentou 351 milhões de dólares e embarcou 330 milhões de quilos de frutas, representando um aumento de 25% em valor e 13% em volume em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Destaques das exportações

  • A manga teve um aumento de 69% em valor e 40% em volume.
  • A maçã apresentou um crescimento histórico de 215% em valor e 228% em volume de embarques.
  • Outras frutas que também cresceram incluem abacate, melão e melancia.
  • A única exceção foi a uva, que enfrentou uma redução devido a questões climáticas.

Expectativas futuras

O desempenho positivo do setor é atribuído à qualidade dos produtos, regularidade de oferta e diversificação de destinos. A expectativa é que novos acordos comerciais sejam firmados em breve, aumentando a competitividade das frutas brasileiras no mercado internacional.

Uma comitiva de produtores brasileiros tem participado de feiras internacionais para intensificar a agenda comercial e buscar novas oportunidades de negócios.

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AgroNewsPolítica & Agro

Crise no agro exige reação urgente e nova securitização


A crise no agro brasileiro, marcada por custos elevados, eventos climáticos extremos e juros altos, tem pressionado produtores e ampliado o risco de inadimplência no setor. O cenário, analisado por Maurício Buffon, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja – Aprosoja Brasil, reacende o debate sobre a necessidade de uma nova securitização para garantir a continuidade da produção e evitar impactos na economia nacional.

O agronegócio brasileiro atravessa um dos momentos mais delicados das últimas décadas. No artigo “O Agro Brasileiro no limiar de uma nova securitização”, Buffon avalia que o setor vive uma “tempestade perfeita”, formada pela combinação de fatores econômicos e climáticos.

Segundo ele, a pandemia de Covid-19 e os conflitos geopolíticos elevaram significativamente os custos de produção, especialmente dos fertilizantes — insumo no qual o Brasil depende mais de 90% de importações. Ao mesmo tempo, secas e inundações em regiões como Rio Grande do Sul e Centro-Oeste comprometeram safras e reduziram margens de lucro.

O reflexo direto desse cenário é o avanço do endividamento rural. Com juros reais em níveis elevados e inflação de custos persistente, muitos produtores passaram a enfrentar dificuldades para honrar compromissos financeiros. Buffon destaca que os pedidos de Recuperação Judicial (RJ) no campo cresceram mais de 500% em 2023 em relação ao ano anterior. Para o dirigente, esse avanço da inadimplência deixou de ser um risco pontual e passou a representar uma ameaça sistêmica ao agronegócio e à economia brasileira.

Outro ponto crítico está na estrutura atual de crédito rural. Na avaliação de Buffon, o modelo vigente prioriza garantias para as instituições financeiras, em detrimento da proteção ao produtor. Sem mudanças estruturais, o financiamento da próxima safra já apresenta sinais de desaceleração, o que pode comprometer o setor responsável por grande parte da geração de riqueza e divisas do país.

Nova securitização ganha força no debate

Diante desse cenário, ganha força a defesa de uma solução mais ampla. A proposta vai além de prorrogações pontuais e aponta para um programa estruturado de renegociação de dívidas. Buffon observa que a mobilização da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e do Instituto Pensar Agro (IPA) indica que o tema deve ganhar prioridade legislativa em 2026.

O Projeto de Lei 5122 aparece como peça central dessa estratégia, com potencial de criar uma nova arquitetura de crédito e seguro rural, ampliando a segurança jurídica para os produtores.

A crise atual coloca em xeque a capacidade do Brasil de manter sua posição como protagonista global na produção de alimentos e energia limpa. Na análise de Buffon, a aprovação de medidas estruturantes pode não apenas aliviar o endividamento, mas também permitir que produtores retomem investimentos em produtividade e inovação.

 





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Análise sobre verbas para catástrofes climáticas no Brasil


O Brasil enfrenta um desafio significativo na alocação de verbas para catástrofes climáticas, conforme análise de Miguel Daúd. Ele destaca que o orçamento da União de 2025 prevê apenas R$ 1,7 bilhões para um fundo de catástrofes, enquanto as emendas parlamentares deste ano somam R$ 64 bilhões, evidenciando uma discrepância alarmante na destinação de recursos.

Desigualdade na destinação de recursos

Daúd ressalta que a diferença entre os valores destinados às emendas parlamentares e ao fundo de catástrofes é quase 40 vezes maior. Ele menciona que, até o momento, foram investidos cerca de R$ 14 bilhões na reconstrução do Rio Grande do Sul, que ainda necessita de mais recursos para ajudar a população e os produtores rurais endividados.

Crítica à gestão de recursos

  • 94% da arrecadação do Brasil é destinada a despesas obrigatórias.
  • Os parlamentares frequentemente priorizam emendas que atendem a interesses eleitorais.
  • A falta de um seguro agrícola agrava a situação dos produtores rurais.

Consequências das mudanças climáticas

O especialista alerta que o Brasil está cada vez mais sujeito a eventos climáticos extremos, como secas e chuvas intensas, especialmente no Rio Grande do Sul. Ele enfatiza a necessidade de um compromisso mais sério dos parlamentares com a destinação de recursos que realmente atendam às necessidades da população afetada.

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Fabi no Japão: nutricionista revela curiosidades sobre a culinária japonesa


A nutricionista Fabiana Borrego compartilhou suas experiências e curiosidades sobre a culinária japonesa após passar um mês imersa na cultura do Japão. Durante sua estadia, Fabi destacou a importância do cuidado e da valorização que os japoneses têm com a comida, além de apresentar pratos típicos e hábitos alimentares locais.

Experiências gastronômicas no Japão

Fabi mencionou que o Japão é conhecido pela sua hospitalidade, chamada de “omotenashi”, que se reflete no cuidado desde o atendimento até o momento de consumir a refeição. Ela observou que a experiência de comer no Japão envolve ritualísticas, como tirar os sapatos antes de se sentar à mesa, o que promove uma conexão maior com a comida.

Pratos típicos e ingredientes

Durante sua viagem, a nutricionista experimentou diversos pratos que refletem a presença de aves e suínos na dieta japonesa. Entre os pratos destacados estão:

  • Tom Katsu: um prato clássico que utiliza carne de porco.
  • Bentôs: refeições prontas que frequentemente incluem frango e carne suína.
  • Ovos: um ingrediente comum em várias preparações.

Qualidade e frescor dos alimentos

Fabi também comentou sobre a qualidade dos alimentos vendidos nas lojas de conveniência, que são conhecidas por oferecer produtos frescos. Ela explicou que a logística de entrega no Japão permite que os alimentos sejam repostos várias vezes ao dia, garantindo frescor e qualidade.

Reflexões sobre a alimentação no Brasil

A nutricionista fez uma comparação entre os hábitos alimentares japoneses e brasileiros, sugerindo que o Brasil poderia se beneficiar de práticas como a oferta de refeições prontas e equilibradas, que são comuns no Japão. Fabi enfatizou a importância de uma alimentação que considere não apenas a saciedade, mas também o prazer e a conexão emocional com a comida.

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Presidente da Câmara cria comissão especial para analisar fim da escala 6×1


carteira de trabalho
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, criou uma comissão especial para analisar duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que reduzem a jornada de trabalho no país (PEC 221/19 e PEC 8/25).

Na prática, as iniciativas acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). A comissão será composta de 38 membros titulares e outros 38 suplentes.

De acordo com o regimento da Casa, uma das vagas será destinada a uma das bancadas que não atingem o coeficiente partidário para poder participar do colegiado.

As propostas tiveram sua admissibilidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania na última quarta-feira (22). Na ocasião, Motta afirmou que o tema é a matéria mais importante da Câmara em 2026.

A escala 6×1 é adotada, em sua maioria, em indústrias, comércio, hospitais, farmácias, restaurantes, hotéis e em outros serviços considerados essenciais.

Enquanto apoiadores da medida pregam que o fim do modelo visa preservar a saúde física e mental dos trabalhadores, além de aumentar o tempo de lazer e o convívio familiar dos funcionários, os críticos avaliam que haverá aumento de custos para as empresas, risco de desemprego e informalidade e dificuldade operacional para se manter serviços contínuos.

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O som que guarda memórias: a história do último fabricante de concertinas do Espírito Santo


seu Angelino tocando uma concertina
Foto: Julio Huber/divulgação

Há um som que chega antes da palavra. Ele se espalha pelo ar, chama a atenção de quem passa e, quando a gente percebe, já está dentro da gente. É o som da concertina — um instrumento que não toca só música, mas histórias inteiras.

No Espírito Santo, esse som virou identidade. Presente nas comunidades de origem europeia, especialmente entre descendentes de pomeranos, italianos e alemães, a concertina atravessa gerações como um elo vivo entre passado e presente. Mais do que embalar festas, ela sustenta tradições e mantém viva uma cultura que insiste em permanecer.

E é nesse cenário que a história ganha nome. Seu Angelino Zaager, 75 anos, começou cedo. Aos 8, ainda menino, já tocava a concertina que foi do avô. O que começou como brincadeira virou caminho de vida. Décadas depois, ele se tornaria não só músico, mas um dos poucos fabricantes do instrumento no Brasil — o único em atividade no Espírito Santo.

Nos anos 1980, passou a consertar concertinas antigas. Com o tempo, desenvolveu a habilidade de construir as próprias peças, em um processo artesanal que exige precisão e sensibilidade. Cada instrumento carrega não só técnica, mas também memória.

Seu Angelino eu aula de concertina. Foto: divulgação

Mas talvez o maior legado esteja em quem vem depois. Desde 2008, seu Angelino já ensinou mais de 200 alunos. Gente que chega de diferentes lugares, muitas vezes sem nunca ter tido contato com o instrumento, mas que sai dali levando um pedaço dessa tradição.

Ele fala disso com um misto de orgulho e preocupação. A concertina, para ele, não pode parar no tempo. É herança. É continuidade. E também é responsabilidade.

“A concertina precisa continuar, porque essa é uma herança dos nossos antepassados, não só dos pomeranos, mas também dos alemães e italianos. Eu fico triste em ouvir que em muitos locais não tem mais tocadores de concertina”, diz.

Morador da comunidade de Melgaço, município de Domingos Martins, nas montanhas capixabas, desde 1971, quando se mudou após o casamento, ele se tornou referência nacional. Recebe alunos de vários estados e convites para ensinar pelo Brasil. Já foi chamado até em Rondônia, mas a rotina por aqui ainda fala mais alto.

“Eles vêm de longe procurando a gente. E onde levamos os alunos para se apresentarem, todos ficam felizes. Já recebi convites de Rondônia para ensinar a concertina, mas é difícil ficar tanto tempo fora”, conta.

E foi justamente para não deixar essa história se perder que ela ganhou um novo formato.

A trajetória de seu Angelino agora também está registrada no documentário “Concertina: guardiã da cultura e história”, lançado nesta sexta-feira (24), na comunidade de Melgaço, com programação cultural e café típico pomerano.

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Nordeste recebe, pela primeira vez, IV Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos


Nordeste recebe pela primeira vez, IV Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos
Foto: Divulgação/Getty Images

Entre os dias 1º e 3 de setembro de 2026, a Bahia sediará o IV Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos (SBSA), evento de alcance nacional que reunirá pesquisadores, produtores e especialistas para discutir soluções concretas para a produção em solos leves, um dos maiores desafios da agricultura tropical.

Promovido pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e realizado pela Embrapa e pela Fundação Bahia com o apoio da Galvani Fertilizantes e Amasolo, o simpósio se consolida como um dos principais fóruns técnicos do setor, trazendo para o campo discussões que impactam diretamente a produtividade e a sustentabilidade agrícola em diferentes regiões do Brasil.

Considerado como um dos principais encontros técnicos sobre manejo de solos do país, o evento será realizado no auditório da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), em Luís Eduardo Magalhães no Oeste baiano.

A expectativa é reunir participantes de diversos estados, consolidando Luís Eduardo Magalhães e o Nordeste como um polo estratégico para o debate sobre inovação no agro.

Segundo o doutor em Ciência do Solo e presidente do Simpósio Henrique Maluf, o evento foi desenhado para ir além do formato tradicional. “A proposta é fazer com que o participante saia do simpósio com conhecimento aplicável. Não é só ouvir, mas interagir, questionar e entender como implementar soluções na prática”, afirma.

Ciência que vai ao campo

De acordo com a organização, um dos grandes diferenciais desta edição será a imersão prática. O simpósio inclui um dia de campo em uma fazenda da região, onde os participantes poderão acompanhar de perto estratégias de manejo em solos arenosos, observando desafios como retenção de água, compactação e construção da fertilidade do perfil do solo em condições reais de produção.

Além disso, a programação também contempla workshops técnicos voltados aos três pilares da fertilidade: física, química e biologia do solo, com espaço para interação direta com especialistas e discussão de casos práticos.

Grandes nomes e debate qualificado

O evento reunirá alguns dos principais pesquisadores do país na área de solos e fertilidade, reforçando seu caráter técnico e científico. Entre os nomes confirmados estão Maria Eugenia Ortiz Escobar, além de referências como Nilton Curi, Eduardo Caires, Everardo Mantovani e Paulo Pavinato.

A presença desses especialistas posiciona o simpósio como uma oportunidade estratégica para atualização profissional e acesso às mais recentes pesquisas e tecnologias voltadas à produção em solos arenosos.

Além do conteúdo técnico, o SBSA também se destaca como espaço de articulação entre diferentes elos do agro. A proposta é promover conexões entre produtores, consultores, empresas e instituições de pesquisa, incentivando a troca de experiências e a construção conjunta de soluções.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.

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Entre custos e crédito, o desafio de André de Paula à frente do Mapa


Foto: Agência Brasil

Estive em Brasília com o novo ministro do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), André de Paula. O ministro veio do setor da pesca e falou como está essa área no Brasil.

Ele afirmou que estar na pesca por 3 anos e 3 meses foi uma grande experiência e que isso será muito valioso também no Mapa.

“O presidente Lula sempre entendeu que a pesca e a aquicultura no Brasil têm um potencial de ordem tal que justificaria a criação de um ministério que trabalha com as diversas áreas de atividade.”

O ministro disse ainda que deixa o setor satisfeito com os resultados alcançados, com objetivos cumpridos e outros próximos de serem concretizados. Segundo ele, a passagem pelo Mapa pode ajudar a realizar um objetivo importante da pesca industrial, que é voltar a oferecer o nosso pescado para o mercado europeu.

Ele lembrou que o Brasil deixou esse mercado em 2014 e destacou que se trata de um destino exigente, que abre portas para outros mercados internacionais.

O ministro explicou que um dos principais desafios foi reestruturar o setor, com a recriação do ministério e a formulação de políticas públicas para retomar compromissos assumidos com a área. “A minha avaliação é de que nós conseguimos avançar muito.”

Ele acrescentou que a pesca vive um momento relevante e vem ganhando espaço, tanto na aquicultura quanto na atividade pesqueira.

Segundo o ministro, essa trajetória contribui para o desafio atual no Mapa. Ele relembrou ainda que sua relação com o agro começou no início da vida pública, quando atuou como secretário estadual em Pernambuco.

“Essas experiências, sem dúvida, vão me ajudar no grande desafio enorme que terei no Mapa.”

Sobre a atuação à frente da pasta, André de Paula afirmou que não há uma ruptura, mas continuidade do trabalho já em curso.

“Nós não estamos iniciando um trabalho, estamos dando sequência ao que vem sendo realizado desde o início do governo, e que até há pouco tempo foi liderado com muito sucesso pelo ex-ministro Carlos Fávaro.”

Ele avaliou que o momento é desafiador, com fatores externos que impactam o agro, como a guerra, que pressiona custos de insumos como fertilizantes e diesel.

Segundo o ministro, o apoio ao produtor rural será central, especialmente diante de dificuldades relacionadas a crédito e inadimplência. Ele defendeu a manutenção de políticas públicas e a construção de um Plano de Safra robusto, com atenção às taxas de juros.

“Não adianta só disponibilizar recursos significativos se você não viabilizar o acesso a eles.”

Por fim, destacou que encontrou uma equipe técnica eficiente no ministério e reforçou a importância de atuação conjunta entre governo, iniciativa privada e setor produtivo.

“O sucesso é necessariamente algo que precisamos conjugar de forma coletiva, unindo os três níveis de governo, iniciativa privada, produtor, academia, pesquisadores da Embrapa, enfim, todo o setor para que possamos avançar com sucesso.”

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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