sexta-feira, abril 24, 2026
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Entre custos e crédito, o desafio de André de Paula à frente do Mapa


Foto: Agência Brasil

Estive em Brasília com o novo ministro do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), André de Paula. O ministro veio do setor da pesca e falou como está essa área no Brasil.

Ele afirmou que estar na pesca por 3 anos e 3 meses foi uma grande experiência e que isso será muito valioso também no Mapa.

“O presidente Lula sempre entendeu que a pesca e a aquicultura no Brasil têm um potencial de ordem tal que justificaria a criação de um ministério que trabalha com as diversas áreas de atividade.”

O ministro disse ainda que deixa o setor satisfeito com os resultados alcançados, com objetivos cumpridos e outros próximos de serem concretizados. Segundo ele, a passagem pelo Mapa pode ajudar a realizar um objetivo importante da pesca industrial, que é voltar a oferecer o nosso pescado para o mercado europeu.

Ele lembrou que o Brasil deixou esse mercado em 2014 e destacou que se trata de um destino exigente, que abre portas para outros mercados internacionais.

O ministro explicou que um dos principais desafios foi reestruturar o setor, com a recriação do ministério e a formulação de políticas públicas para retomar compromissos assumidos com a área. “A minha avaliação é de que nós conseguimos avançar muito.”

Ele acrescentou que a pesca vive um momento relevante e vem ganhando espaço, tanto na aquicultura quanto na atividade pesqueira.

Segundo o ministro, essa trajetória contribui para o desafio atual no Mapa. Ele relembrou ainda que sua relação com o agro começou no início da vida pública, quando atuou como secretário estadual em Pernambuco.

“Essas experiências, sem dúvida, vão me ajudar no grande desafio enorme que terei no Mapa.”

Sobre a atuação à frente da pasta, André de Paula afirmou que não há uma ruptura, mas continuidade do trabalho já em curso.

“Nós não estamos iniciando um trabalho, estamos dando sequência ao que vem sendo realizado desde o início do governo, e que até há pouco tempo foi liderado com muito sucesso pelo ex-ministro Carlos Fávaro.”

Ele avaliou que o momento é desafiador, com fatores externos que impactam o agro, como a guerra, que pressiona custos de insumos como fertilizantes e diesel.

Segundo o ministro, o apoio ao produtor rural será central, especialmente diante de dificuldades relacionadas a crédito e inadimplência. Ele defendeu a manutenção de políticas públicas e a construção de um Plano de Safra robusto, com atenção às taxas de juros.

“Não adianta só disponibilizar recursos significativos se você não viabilizar o acesso a eles.”

Por fim, destacou que encontrou uma equipe técnica eficiente no ministério e reforçou a importância de atuação conjunta entre governo, iniciativa privada e setor produtivo.

“O sucesso é necessariamente algo que precisamos conjugar de forma coletiva, unindo os três níveis de governo, iniciativa privada, produtor, academia, pesquisadores da Embrapa, enfim, todo o setor para que possamos avançar com sucesso.”

José Tejon

*José Luiz Tejon é jornalista e publicitário, doutor em Educação pela Universidad de La Empresa/Uruguai e mestre em Educação Arte e História da Cultura pela Universidade Mackenzie.


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