quarta-feira, abril 22, 2026

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Preço do boi gordo avança e março e é o mais alto desde 2022, segundo o Cepea


pará, boi, vaca louca - protocolo
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Mesmo diante das incertezas e dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os mercados, o setor pecuário brasileiro manteve firmeza ao longo de março, com valorização da arroba do boi gordo.

Levantamento do Cepea mostra que os preços iniciaram o mês sustentados nos níveis de fevereiro, impulsionados pela combinação de oferta restrita de animais prontos para abate e demanda externa aquecida.

Preço médio avança e bate recorde nominal

Em março, o Indicador do boi gordo Cepea/Esalq teve média de R$ 350,18 por arroba, acima dos R$ 342,25 registrados em fevereiro.

No último dia do mês, a arroba foi negociada a R$ 356,00, o maior valor nominal da série histórica do Cepea.

Já em termos reais, considerando os valores deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro de 2026, a média mensal é a mais alta desde fevereiro de 2022.

Oferta restrita sustenta valorização

Segundo pesquisadores do Cepea, as chuvas ao longo de março favoreceram as pastagens, permitindo que pecuaristas mantivessem os animais no campo por mais tempo.

Com isso, a oferta de boiadas prontas para abate permaneceu limitada ao longo do mês.

Diante de escalas de abate mais curtas, frigoríficos tiveram que ajustar os preços pagos pela arroba, sustentando o movimento de alta observado no período.

Demanda externa segue como suporte

Além da restrição de oferta, o bom ritmo das exportações continuou dando suporte às cotações no mercado interno.

Mesmo com o cenário externo mais incerto, a demanda internacional pela carne bovina brasileira segue contribuindo para a firmeza dos preços.

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Novo ministro da Agricultura define crédito e inovação tecnológica como prioridades


Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

André de Paula assumiu nesta quarta-feira (1º) o Ministério da Agricultura e Pecuária. Em discurso durante a cerimônia de transmissão de cargo, o novo ministro deixou claro quais serão os principais eixos de sua gestão. Entre eles, o fortalecimento de políticas estruturantes como o Plano Safra, o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), o Funcafé e o Seguro Rural.

“Assumo o ministério com o compromisso de continuidade das políticas públicas, da governança e da visão estratégica que estruturam o setor e garantem previsibilidade e confiança no Brasil”, afirmou.

Outro ponto central é a incorporação de tecnologia no campo. André de Paula destacou que inovação, automação e inteligência artificial já fazem parte da realidade do agro e devem ganhar ainda mais espaço nos próximos anos.

“O uso estratégico da tecnologia será cada vez mais decisivo para o futuro do setor”, disse.

A defesa agropecuária também aparece como prioridade. Segundo o ministro, o sistema sanitário brasileiro continuará sendo tratado como um ativo estratégico para manter a competitividade internacional.

Embrapa e sustentabilidade entram no radar

O fortalecimento da Embrapa foi citado como peça-chave para sustentar o avanço tecnológico no campo. A proposta é ampliar a base técnica da instituição e alinhar a pesquisa às demandas do setor produtivo.

Além disso, o ministro destacou a necessidade de manter a produção com foco em qualidade, segurança alimentar e sustentabilidade, reforçando a posição do Brasil como fornecedor global de alimentos.

Ao encerrar o discurso, André de Paula reconheceu o trabalho do antecessor e indicou que a base construída será mantida.

“Seguiremos avançando sobre uma estrutura sólida, técnica e estratégica que projeta o Brasil para o futuro”, afirmou.

Balanço da gestão

Durante a cerimônia, Carlos Fávaro apresentou um balanço de sua gestão, com destaque para a abertura de 555 novos mercados internacionais nos últimos três anos.

O período também foi marcado pela ampliação do crédito rural, que somou R$ 1,547 trilhão por meio dos Planos Safra, além de iniciativas voltadas à recuperação de áreas degradadas e à modernização do setor.

Fávaro deixou o ministério para concorrer à reeleição como senador pelo estado de Mato Grosso nas eleições de outubro.

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Frente fria chega no feriadão de Páscoa e provoca virada no tempo no país


A passagem de uma frente fria pelo Sul do Brasil deve influenciar o tempo em várias regiões ao longo do feriadão, entre sexta-feira (3) e domingo (5). Antes disso, a quinta-feira (2) já será marcada por aumento das instabilidades em boa parte do país, com risco de temporais em áreas do Sudeste e do Sul.

Sul

Quinta-feira

O dia começa com tempo mais firme, mas as instabilidades aumentam ao longo do dia. Chove com intensidade moderada a forte no Paraná, Santa Catarina e em áreas do Rio Grande do Sul, com risco de temporais isolados.

Sexta-feira

A manhã ainda tem predomínio de tempo firme. No decorrer do dia, a instabilidade aumenta no litoral de Santa Catarina e do Paraná, enquanto novas áreas de chuva se organizam no Rio Grande do Sul.

Sábado

A frente fria avança pelo Rio Grande do Sul e provoca chuva forte desde cedo, com risco de temporais na Campanha, sudoeste e litoral sul. Ao longo do dia, o sistema avança para Santa Catarina e Paraná.

Domingo

A instabilidade continua. Há chuva moderada a forte no leste, litoral e interior dos três estados, com risco de temporais isolados.

Sudeste

Quinta-feira

A chuva ganha força ao longo do dia, especialmente em São Paulo, sul de Minas e Rio de Janeiro. Há risco de temporais, principalmente no litoral paulista e fluminense.

Sexta-feira

O dia começa com tempo firme, mas a chuva retorna à tarde. Pancadas moderadas a fortes atingem São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, com risco de temporais isolados.

Sábado

A frente fria avança pelo oceano na altura de São Paulo. A chuva aumenta no Rio de Janeiro e Espírito Santo, enquanto em São Paulo ocorre de forma mais fraca.

Domingo

A frente fria mantém o tempo instável. Chove com mais intensidade no Rio de Janeiro, Espírito Santo e leste de Minas. Em São Paulo, a chuva é mais fraca e isolada.

Centro-Oeste

Quinta-feira

Pancadas de chuva aumentam ao longo do dia em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, com intensidade moderada a forte em algumas áreas.

Sexta-feira

A chuva se concentra em Mato Grosso e Goiás, com pancadas moderadas a fortes. No Mato Grosso do Sul, ocorre de forma mais isolada.

Sábado

As instabilidades seguem fortes em Mato Grosso e no oeste e sul de Goiás, com risco de temporais isolados.

Domingo

A chuva se intensifica em Mato Grosso e Goiás, enquanto no Mato Grosso do Sul ocorre de forma mais irregular.

Nordeste

Quinta-feira

Chove com intensidade moderada a forte no Maranhão, Piauí e litoral norte, com risco de acumulados elevados.

Sexta-feira

A instabilidade segue forte no litoral e no interior do Maranhão, Piauí e Ceará, com risco de temporais.

Sábado

A chuva se espalha pelo Maranhão, Ceará e norte do Piauí, mantendo intensidade moderada a forte.

Domingo

Persistem as pancadas fortes no litoral e no interior da região, especialmente no Maranhão e Piauí.

Norte

Quinta-feira

Pancadas de chuva atingem grande parte da região desde cedo, com temporais no Amazonas, Pará e Roraima.

Sexta-feira

A chuva continua frequente e intensa, com risco de temporais em praticamente toda a região.

Sábado

As instabilidades seguem fortes, com pancadas generalizadas e possibilidade de temporais isolados.

Domingo

A chuva persiste, com volumes elevados em vários estados e manutenção do tempo abafado.

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AgroNewsPolítica & Agro

área de trigo deve cair na safra paranaense



Safra de cevada pode superar 500 mil toneladas



Foto: Divulgação

A primeira estimativa para a safra de cereais de inverno de 2026 no Paraná foi divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural, órgão da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. O levantamento integra o Boletim Conjuntural e apresenta as projeções iniciais para culturas como trigo, cevada e aveia no estado.

De acordo com o relatório, a área cultivada com trigo deve registrar redução de 6% em relação ao ciclo anterior. A retração ocorre em um cenário em que parte das áreas tende a migrar para o cultivo de milho e também para outros cultivos de inverno.

Enquanto o trigo perde espaço, a expectativa é de crescimento no plantio de cevada. Segundo o boletim, “a cevada deve ter uma área maior de cultivo mesmo com preços menos atrativos que no ano anterior”. A estimativa indica aumento de 14% na área, passando de 104 mil hectares colhidos em 2025 para cerca de 118 mil hectares previstos para a semeadura em 2026.

O desempenho da safra passada influencia diretamente essa projeção. Conforme o Deral, “pesa favoravelmente a esta situação a grande safra obtida em 2025, que mesmo com um grande volume foi totalmente absorvida pelas indústrias de malte”. O boletim destaca que essas indústrias estimulam o cultivo ao garantir a compra futura da produção, desde que os agricultores atendam aos padrões de qualidade exigidos.

Caso as produtividades obtidas em 2025 se repitam, a produção pode superar meio milhão de toneladas. Segundo o Deral, esse volume teria potencial para reduzir a necessidade de importações brasileiras do cereal realizadas pelas próprias indústrias do setor.

Outros cereais de inverno também devem ampliar presença nas lavouras do estado. A previsão é de aumento na área cultivada com aveia-preta e aveia-branca. De acordo com o boletim, as áreas devem crescer 7% e 3%, respectivamente, completando o quadro das principais culturas previstas para o período de plantio de inverno no Paraná.





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Petróleo em queda e alívio de riscos geopolíticos: ouça os destaques do mercado


PODCAST Diário Econômico

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a manutenção do tom positivo nos mercados globais, com alívio no risco geopolítico e petróleo em queda, ainda acima de US$ 100.

Dados fortes nos EUA elevaram Treasuries, apesar de dólar mais fraco. No Brasil, Ibovespa subiu 0,26%, a 187 mil pontos, e o dólar caiu a R$ 5,15. Hoje, foco na produção industrial e em indicadores dos EUA e China.

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação

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Permuta por grãos vira saída em meio à incerteza



Apesar das vantagens, a decisão exige cautela e planejamento


Apesar das vantagens, a decisão exige cautela e planejamento
Apesar das vantagens, a decisão exige cautela e planejamento – Foto: Canva

Em meio a um ambiente de maior instabilidade econômica, o produtor rural brasileiro tem reforçado o uso de estratégias para proteger sua atividade e garantir previsibilidade. Segundo análise de Ricardo leite, especialista em agronegócio, a permuta de insumos por grãos futuros volta a ganhar espaço como ferramenta relevante nesse cenário.

A prática, já conhecida no campo, passa a ter papel mais estratégico diante de juros elevados, oscilações nos preços das commodities e incertezas geopolíticas. Ao adotar o modelo de barter, o produtor busca equilibrar fatores essenciais do negócio, como a proteção de margem ao travar custos de produção, a melhoria na gestão de caixa ao reduzir desembolsos imediatos e a mitigação de riscos em um ambiente ainda considerado imprevisível.

Apesar das vantagens, a decisão exige cautela e planejamento. A estratégia pode limitar ganhos em momentos de alta nos preços, além de aumentar a dependência de bons níveis de produtividade. Nesse contexto, cresce a necessidade de uma gestão técnica e financeira mais rigorosa, com atenção constante ao comportamento do mercado.

O avanço da permuta não está ligado apenas a questões de custo ou acesso ao crédito, mas reflete uma mudança mais ampla no perfil do produtor. As decisões financeiras ganham protagonismo e passam a ter peso semelhante ao das escolhas agronômicas, influenciando diretamente os resultados da atividade.

Em um cenário como o atual, produzir mais já não é suficiente. A capacidade de interpretar o mercado, gerenciar riscos e estruturar operações eficientes se torna decisiva para a sustentabilidade do negócio. Esse movimento reforça a transformação do produtor rural, que assume cada vez mais o papel de gestor estratégico, acompanhando a evolução do agronegócio brasileiro.

 





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O detalhe que faz o arroz valer mais no mercado



Diante disso, o controle eficiente de todas as etapas do processo torna-se essencial


Diante disso, o controle eficiente de todas as etapas do processo torna-se essencial
Diante disso, o controle eficiente de todas as etapas do processo torna-se essencial – Foto: Pixabay

A qualidade do arroz é determinada por diversos fatores ao longo da cadeia produtiva, sendo a integridade dos grãos um dos principais parâmetros de avaliação. Segundo Gervasio Seiala Aguiar, Rice & Flour Mill Supervisor, a percentagem de grãos partidos durante o processamento é um dos indicadores mais relevantes para definir o valor do produto.

Nesse cenátrio,o rendimento de arroz inteiro, conhecido como head rice, tem influência direta na valorização comercial, na aparência e na aceitação pelo consumidor. Quanto maior a proporção de grãos inteiros, melhor é a percepção de qualidade. Em sentido oposto, o aumento de grãos partidos reduz o valor de mercado e compromete a competitividade do produto final.

De acordo com ele, esse cenário não depende apenas das etapas finais de beneficiamento. A formação de grãos partidos começa ainda nas fases iniciais, como a secagem e o armazenamento do paddy, e segue ao longo do processamento industrial. Ajustes inadequados nos equipamentos e falhas operacionais também contribuem para elevar os índices de quebra.

Diante disso, o controle eficiente de todas as etapas do processo torna-se essencial. A adoção de práticas adequadas permite reduzir perdas, otimizar o rendimento industrial e entregar um produto mais uniforme e valorizado. A atenção aos detalhes ao longo da cadeia produtiva garante não apenas melhores resultados econômicos, mas também maior consistência na qualidade. No arroz, a avaliação da qualidade ocorre de forma minuciosa, considerando cada grão como parte fundamental do resultado final.

 





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Inflação surpreende e cenário fica mais incerto


O ambiente econômico global segue marcado por incertezas crescentes, influenciado por tensões geopolíticas e indicadores domésticos que dificultam a leitura sobre o ritmo da atividade. Segundo análise do Rabobank, o conflito entre Estados Unidos e Irã completa um mês sem avanços concretos, elevando riscos para a inflação e os mercados financeiros.

No cenário interno, a ata do Copom reforçou que a intensidade e a duração do atual ciclo de ajuste monetário serão definidas de forma gradual, conforme novos dados econômicos forem divulgados. A autoridade monetária também indicou necessidade de mais tempo para avaliar os efeitos econômicos do conflito internacional. Ao mesmo tempo, o IPCA-15 de março voltou a surpreender, com alta de 0,44% no mês, acima das expectativas, impulsionado principalmente pelos grupos de Alimentação e Transportes.

A combinação de fatores externos e internos amplia a incerteza. Há preocupação com a escalada de riscos geopolíticos, especialmente na região do Estreito de Ormuz, além dos efeitos ainda indefinidos da alta do petróleo. Mudanças tarifárias em potencial e o quadro fiscal desafiador em ano eleitoral também adicionam pressão ao cenário.

Apesar disso, o real apresentou desempenho positivo recente, encerrando a última semana cotado a 5,2386 por dólar, com valorização de 1,46% no período, destacando-se entre moedas emergentes. Ainda assim, a projeção para o fim de 2026 foi mantida em 5,55 por dólar.

Outros indicadores mostram sinais mistos. A arrecadação federal iniciou o ano em ritmo forte, atingindo R$ 227,1 bilhões em fevereiro. O déficit em conta corrente ficou em US$ 5,6 bilhões, com entrada consistente de investimento estrangeiro direto. Por outro lado, a taxa de desemprego subiu para 5,8%, interrompendo a sequência de quedas observada anteriormente.

 





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Alta do petróleo vira o jogo no setor de açúcar


A intensificação do conflito no Oriente Médio já começa a provocar reflexos diretos sobre o setor sucroenergético brasileiro, ao alterar a dinâmica de preços no mercado internacional de energia. Segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros, a valorização do petróleo tem elevado os custos de produção de açúcar e etanol no Centro-Sul do país.

Desde 28 de fevereiro, o Brent acumula alta superior a 40%, enquanto estimativas do Preço de Paridade de Importação indicam avanço de 48% na gasolina e de 91% no diesel. No mercado interno, o diesel B já registra aumento superior a R$ 1,00 por litro, com média de R$ 1,26 até 21 de março. Em São Paulo, a elevação foi de 12%.

O cenário traz efeitos distintos para o setor. O petróleo mais caro tende a sustentar os preços do etanol, mas a alta do diesel pressiona os custos operacionais, especialmente nas atividades agrícolas. O combustível tem forte peso na estrutura de custos, com correlação de 97,46% com o custo agroindustrial nas últimas 19 safras. A cada R$ 1,00 de aumento no litro, o impacto pode variar entre R$ 29 e R$ 36,5 por tonelada de cana.

Mesmo com a isenção de tributos federais, o reajuste de R$ 0,30 por litro aplicado em março limitou o alívio nos preços. No mercado de fertilizantes, a pressão também cresce, com alta de produtos como ureia e MAP, influenciada por restrições de oferta e aumento nos custos de energia e frete.

Para a safra 2026/27, a estimativa é de custo de produção do açúcar VHP em R$ 1.730 por tonelada na usina e R$ 1.875 FOB. Com o câmbio entre R$ 5,20 e R$ 5,30, o ponto de equilíbrio varia de US¢ 15,40 a 17,01 por libra-peso, enquanto as cotações operam próximas desse nível.

Apesar da pressão, ganhos de produtividade, redução de investimentos no canavial e queda no preço do ATR devem contribuir para aliviar parcialmente os custos. Ainda assim, o cenário tende a favorecer maior direcionamento da cana para o etanol, diante da melhora relativa na competitividade do biocombustível e da compressão das margens do açúcar.

 





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Tem algo acontecendo com o arroz no Brasil



Ainda em 2017, relatórios oficiais já indicavam uma tendência de redução da área


Ainda em 2017, relatórios oficiais já indicavam uma tendência de redução da área plantada
Ainda em 2017, relatórios oficiais já indicavam uma tendência de redução da área plantada – Foto: USDA

O mercado de arroz no Brasil vem apresentando sinais consistentes de mudança ao longo dos últimos anos, com transformações que vão além de oscilações pontuais de safra. Segundo Jeferson Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, a análise se baseia em dados históricos e projeções divulgadas pelo Ministério da Agricultura.

Ainda em 2017, relatórios oficiais já indicavam uma tendência de redução da área plantada, enquanto o consumo interno permanecia estável e a produção se mantinha sustentada principalmente por ganhos de produtividade. O cenário mais recente, que considera o período entre as safras 2023/24 e 2033/34, reforça e amplia esse movimento.

Segundo o especialista, os dados apontam que o consumo, antes praticamente estagnado, passa a registrar queda gradual. Ao mesmo tempo, a produção tende à estabilidade ou até a uma leve retração, refletindo diretamente a continuidade da redução de área cultivada. Esse conjunto de fatores indica que o setor não enfrenta apenas um ciclo negativo, mas sim uma mudança estrutural no mercado.

Outro ponto relevante é o avanço de outros países na produção e participação global, ocupando espaços que antes eram mais presentes no cenário brasileiro. Esse movimento amplia a pressão competitiva e exige maior atenção estratégica dos agentes do setor.

Diante desse contexto, a leitura dos dados passa a ser determinante para decisões futuras. A capacidade de adaptação ao novo cenário e o posicionamento dentro desse mercado em transformação tendem a definir quais players conseguirão se destacar nos próximos anos.

 





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