quinta-feira, abril 23, 2026

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Exportações decepcionam e soja recua no exterior



Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul


Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul
Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul – Foto: Alabama Extension

O mercado da soja apresentou leve recuo nas negociações internacionais, refletindo um cenário de menor dinamismo nas exportações e cautela dos agentes diante de sinais mistos de demanda. Dados analisados pela TF Agroeconômica indicam que os contratos em Chicago encerraram o dia em baixa, enquanto o óleo de soja destoou e registrou valorização.

No Brasil, o avanço da colheita e as condições regionais seguem influenciando diretamente a formação de preços e o ritmo dos negócios. No Rio Grande do Sul, a colheita alcança 23% da área, com produtividade bastante irregular devido aos efeitos da estiagem, especialmente em regiões do Norte. Mesmo com perdas, a média estadual de preços apresentou alta na semana, sustentada pela retenção dos produtores e pela oferta mais restrita.

Em Santa Catarina, o movimento foi de alta no porto de São Francisco do Sul, impulsionado pela demanda consistente da agroindústria de proteína animal, o que garantiu maior liquidez em comparação a outras regiões do Sul. Já no Paraná, o mercado permaneceu travado pelo segundo dia consecutivo, sem variações relevantes nas principais praças, refletindo um ambiente de espera por sinais mais claros do cenário externo.

No Mato Grosso do Sul, a colheita se aproxima do fim, atingindo 86,6% da área, enquanto o plantio do milho safrinha avança dentro da janela ideal. Apesar disso, os preços de balcão mostram recuo em parte das regiões, pressionados pela logística e pelo escoamento acelerado. Em Mato Grosso, com a colheita praticamente concluída, o foco se volta ao gargalo de armazenagem, que limita a capacidade de retenção e pressiona a comercialização, mesmo com altas pontuais nas cotações.

 





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Sindiveg define nova diretoria e reforça uso responsável de defensivos agrícolas


O Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) oficializou a formação de sua nova diretoria para o triênio 2026-2029. Segundo informações divulgadas pela entidade, a nova composição terá como uma de suas prioridades consolidar a representação institucional do setor e ampliar a defesa de práticas seguras e responsáveis no uso de defensivos agrícolas.

No Conselho de Administração, a presidência ficará com Antonio Mauricio Haddad Marques, da Bequisa. A vice-presidência será exercida por Júlio Borges Garcia, da Ihara. Também passam a integrar o grupo Cristiano Campos de Figueiredo, da UPL, como 1º conselheiro; Alexandre Gobbi, da Sipcam Nichino Brasil, como 2º conselheiro; Humberto Amaral, da Nortox, como 3º conselheiro; e Thaís Balbão Clemente Bueno de Oliveira, da Ourofino Química, como 4ª conselheira.

A estrutura contará ainda com Andrey Gyorgy Filgueira de Araújo, da Adama, e Luis Henrique Rahmeier, da Sumitomo, na condição de suplentes.

Além das funções no conselho, a diretoria executiva da entidade será composta em conjunto com Sebastian Luth, da Helm do Brasil; Bertrand Jean Marie Desbrosses, da Gowan Produtos Agrícolas; e Renato Francischelli, da Ascenza Agro.

Na área de fiscalização, o Sindiveg terá Luis Carlos Cerresi, da UPL; Massaki Hassuike, da ISK Biosciences do Brasil; e Leandro Alves Martins, da Sipcam Nichino Brasil, como integrantes do Conselho Fiscal. Na suplência, ficam Sergio Watanabe, da Ihara, e Carlos Henrique Zago, da Adama.

A entidade também definiu seus representantes junto à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). João Sereno Lammel, da Ihara, será o delegado titular, enquanto Imero Padula, da Oxiquímica, atuará como suplente.

De acordo com o Sindiveg, a gestão que inicia agora pretende sustentar sua atuação em informações estatísticas e respaldo científico, ao mesmo tempo em que busca estimular boas práticas relacionadas à aplicação e ao manejo de defensivos agrícolas. A sinalização da entidade é de reforço técnico e institucional em temas considerados estratégicos para a indústria de produtos para defesa vegetal.





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O que Ozempic tem a ver com a soja?



No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO


No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO
No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO – Foto: Divulgação

O Ozempic, medicamento conhecido no tratamento de diabetes e obesidade, tornou-se um símbolo de um debate que ultrapassa a saúde e alcança diretamente o agronegócio. A expiração da patente da semaglutida, seu princípio ativo, trouxe à tona a discussão sobre o equilíbrio entre inovação e acesso a tecnologias, tema que hoje também mobiliza o setor de soja no Brasil.

Com o fim da exclusividade, outras empresas passam a produzir versões concorrentes, o que tende a reduzir preços e ampliar o acesso ao tratamento. O caso envolveu tentativas de prorrogação judicial e ganhou novo capítulo com o Projeto de Lei 5810/2025, que propõe estender prazos de patentes devido à demora na análise pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

No agronegócio, a discussão se reflete na tecnologia Intacta RR2 PRO, presente em cerca de 80% das lavouras de soja. Produtores pagam royalties pelo uso da biotecnologia, mas questionam a continuidade dessas cobranças após a expiração de parte das patentes associadas.

Levantamentos indicam que os valores pagos chegam a R$ 280 por hectare, enquanto a rentabilidade média gira em torno de R$ 85,50, sendo que parcela relevante estaria ligada a patentes já vencidas. Decisões judiciais em Mato Grosso reconheceram a cobrança indevida e determinaram devoluções bilionárias, enquanto disputas seguem em outros estados e no Superior Tribunal de Justiça.

Entidades alertam que mudanças na legislação podem prolongar a vigência de patentes, manter cobranças e adiar a entrada de tecnologias em domínio público, com impacto direto sobre os custos de produção.

 





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Demanda para a China fortaleceu preços da arroba do boi em março; o que esperar de abril?


pecuária, gado , boi
Foto: Gilson Abreu/AEN

O mercado físico do boi gordo no Brasil registrou um cenário de ambientes distintos ao longo de março.

Conforme o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a primeira quinzena do mês foi marcada pela eclosão do conflito no Oriente Médio, o que estabeleceu dificuldades logísticas e levou a indústria frigorífica a pressionar o mercado, derrubando os preços da arroba.

Já na segunda quinzena, em meio ao quadro de oferta limitado, por conta das boas condições das pastagens no Centro-Norte do Brasil, o mercado passou a trabalhar com um foco maior na China, de modo a buscar preencher a cota de embarques destinada ao Brasil neste ano, de 1,1 milhão de toneladas.

“Assim, houve uma aceleração nos embarques de carne bovina, o que permitiu com que as negociações de compra da arroba acontecessem em patamares mais altos, estabelecendo novos pontos de máxima em quase todo o país”.

O que esperar de abril?

Apesar do cenário de retomada nos preços da arroba, Iglesias ressalva que se esse ritmo de embarques acelerado for mantido, a tendência é de que a cota destinada ao Brasil possa se esgotar entre os meses de maio e julho.

“Isso pode vir a esvaziar as exportações no terceiro trimestre, causando uma forte derrubada nos preços da arroba, justamente em um período importante de entrada de animais provenientes dos confinamentos”, alerta.

Porém, o analista ressalta que o foco de aftosa no gigante asiático, divulgado na quinta-feira (2), é um ponto de atenção. “Se for apenas um caso isolado não haverá grandes alterações em relação a dinâmica já estabelecida em torno das exportações. No entanto, a China pode se tornar mais presente no contexto da importação se a doença se alastrar pelo país a ponto de prejudicar de maneira mais incisiva o rebanho, o que por enquanto não parece ser o caso”, destacou.

Variação de preços da arroba

Diante das baixas iniciais e das altas na segunda metade do mês, os valores do boi gordo, na modalidade a prazo, estavam assim no dia 31 de março:

  • São Paulo (Capital): R$ 360, estável em relação aos valores praticados no final de fevereiro;
  • Goiás (Goiânia): R$ 340, inalterado frente ao encerramento de fevereiro;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 345, avanço de 1,47% ante os R$ 340 registrados no fechamento de fevereiro;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350, avanço de 2,94% ante os R$ 340 praticados no final do mês retrasado;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 355, aumento de 4,41% frente aos R$ 340 praticados no fechamento de fevereiro;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 320, alta de 3,13% perante os R$ 310 registrados no final de fevereiro.

Mercado atacadista

No mercado atacadista, conforme Iglesias, o destaque ficou com a forte resiliência de preços ao longo de março, explicada pelo quadro de oferta restrita de carne bovina no cenário doméstico devido à forte demanda voltada a exportação para a China.

Como ponto de atenção, Iglesias alerta que a demanda para a carne de frango segue aquecida, cenário que deve se repetir ao longo de todo o ano, favorecendo o consumo de proteínas mais acessíveis por grande parte da população, como ovos e embutidos.

  • Quarto do dianteiro: foi precificado a R$ 21,80 por quilo em março, aumento de 3,81% frente aos R$ 21,00 por quilo praticados no final de fevereiro;
  • Cortes do traseiro bovino: foram cotados a R$ 27,50 por quilo, avanço de 1,85% ante os R$ 27,00 por quilo registrados no encerramento de fevereiro.

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Exportação de bovinos vivos cai em fevereiro, mas cenário ainda é otimista, diz Scot


Vacas Nelore BRGN para inseminação artificial. A sigla BRGN é de Brasil Genética Nelore, desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde o ano 2000. Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa Cerrados
Vacas Nelore BRGN para inseminação artificial. A sigla BRGN é de Brasil Genética Nelore, desenvolvida pela Embrapa Cerrados desde o ano 2000. Foto: Fabiano Marques Dourado Bastos/Embrapa Cerrados

A exportação de bovinos vivos registrou queda em fevereiro de 2026, mas o cenário geral ainda é positivo para o pecuarista brasileiro. Segundo dados da Scot Consultoria, o volume embarcado no mês foi de 50,7 mil cabeças, recuo de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar da retração mensal, o primeiro bimestre mostra força no mercado. Entre janeiro e fevereiro, foram exportadas 220,3 mil cabeças de bovinos vivos, alta de 44,9% na comparação anual. Esse desempenho foi puxado principalmente por janeiro, que registrou 169,5 mil cabeças embarcadas, o maior volume já registrado em um único mês.

Desempenho e principais estados exportadores

O forte ritmo de embarques no início do ano sustenta o crescimento acumulado e reforça o interesse internacional pelo gado brasileiro. O resultado também vem na esteira de um ano histórico: em 2025, o Brasil exportou 1,05 milhão de cabeças, o maior volume já registrado, superando o desempenho de 2024.

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Entre os estados exportadores, o Pará liderou os embarques de bovinos vivos em fevereiro, com 49,2% do total, o equivalente a 27,1 mil cabeças. Na sequência, aparecem outros estados, mas cerca de 4,7 mil cabeças tiveram origem não declarada, segundo dados da Secex.

Demanda e desafios logísticos

A demanda internacional segue concentrada no Oriente Médio e Norte da África. Em fevereiro, os principais compradores de bovinos vivos foram da região. A expectativa é de que a exportação de bovinos vivos permaneça firme ao longo de 2026, sustentada pela demanda externa.

No entanto, o pecuarista precisa ficar atento a fatores logísticos, avalia Scot. O custo do frete e possíveis mudanças nas rotas de exportação podem impactar o mercado, especialmente devido aos conflitos no Oriente Médio, região que concentra os principais compradores.

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‘Sem precedentes’: produtores de ostras relatam perdas de até 90%


Ostras e mexilhões Paraná
Foto Everson Bressan/AEN

Produtores de ostras de Florianópolis, em Santa Catarina, relatam perdas de até 90% na safra. O estado é responsável por quase a totalidade da produção dos moluscos do país.

A mortalidade em massa vem sendo causada pelo aumento da temperatura da água do mar, que passou de uma média de 28°C para 34°C neste último verão.

Assim, o ambiente de cultivo, as chamadas fazendas marítimas, foi fortemente afetado. De acordo com os maricultores do principal estado produtor, o prejuízo é sem precedentes.

Segundo o presidente da Federação das Empresas de Aquicultura catarinense, Vinicius Marcus Ramos, o aquecimento marítimo que causa prejuízos na produção tem se repetido a cada ano, mas a atual temporada foi a pior de todas.

“Foi extremamente fora da curva. Com uma mortalidade de 90%, não existe nenhuma produção que resista a isso”, lamenta. Segundo ele, as perdas devem se refletir em encarecimento direto aos compradores. “Imagina o consumidor ter que pagar 90% a mais por uma ostra? Fica inviável para todo mundo”, diz.

De acordo com Ramos, há meses a entidade tem recebido relatos de perdas de produtores em reuniões e em grupos de conversa. “Há relatos de maricultores que, hoje, não têm nada para vender. Normalmente, nesta época, eles teriam cerca de 30 mil dúzias”, conta.

Em entrevista ao portal ND+, Paulo Constantino, empresário que produz ostras, também relata que sua produção foi totalmente impactada. “Estou há 30 anos neste ramo e nunca passei por uma situação como esta”, conta.

De acordo com o ecólogo marinho e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Paulo Horta, utilizar algas no ambiente de cultivo das ostras pode ser uma das soluções.

Segundo ele, introduzir as algas no ambiente tende a aumentar a produção e retenção de oxigênio no ecossistema, melhorando o habitat dos moluscos.

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Você viu? Carga com 17 toneladas de mel avaliada em R$ 240 mil é apreendida em operação


mel
Foto: divulgação/Sefa

Fiscais da Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), no posto do Gurupi, em Cachoeira do Piriá, nordeste paraense na divisa com o Maranhão, apreenderam, no dia 27 de março, cerca de 17 toneladas de mel de abelha avaliadas em R$ 241.527,00. Esta foi uma das reportagens mais lidas da última semana no site do Canal Rural.

Na ocasião, o condutor de uma carreta apresentou nota fiscal do produto informando que a carga era remessa para fim de exportação, com origem no município de Ourém, no Pará e destino ao município de Araranguá, em Santa Catarina. 

“A fiscalização fez a verificação física na mercadoria: eram 59 tambores com 17.476 kg de mel de abelha. Na análise da documentação fiscal, e em consulta ao sistema, não foi encontrado no cadastro do contribuinte o regime especial de exportador, obrigatório para esse tipo de operação, conforme determina a legislação tributária”, informou o coordenador Gustavo Bozola.

A carga, no valor total de R$ 241.527,99, foi retida, e lavrado o Termo de Apreensão e Depósito (TAD) cobrando imposto e multa no valor de R$ 40.576,70.

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Pequenas em tamanho, joaninhas são grandes aliadas do produtor rural; entenda


Joaninha, besouro
Foto: Freepik

Pequenas e comuns no campo, as joaninhas têm papel relevante no controle de pragas em diferentes culturas. Esses insetos predadores se alimentam de organismos que causam danos às lavouras, como pulgões, cochonilhas, ácaros e moscas-brancas.

De acordo com a engenheira agrônoma Erica Tomé, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) de Araraquara, o impacto é direto. “Ela [joaninha] se alimenta de vários insetos presentes em várias culturas e pode consumir cerca de 50 pulgões por dia”, afirma.

Atuação se estende por todo o ciclo

A ação das joaninhas ocorre desde a fase larval até a adulta, o que amplia a eficiência no controle biológico. Em alguns casos, também há consumo de fungos que afetam as plantas, como em culturas de quiabo.

Levantamentos conduzidos pelo Instituto Biológico (IB-Apta), em Ribeirão Preto (SP), analisam a diversidade de espécies, o comportamento e a capacidade de predação nas lavouras.

Segundo a pesquisadora Terezinha Monteiro, o hábito alimentar variado é um dos principais fatores. “As joaninhas controlam uma variedade de pragas em hortaliças, grãos, pomares de laranja e plantas ornamentais”, explica.

Presença varia conforme o sistema de produção

A ocorrência desses insetos depende do ambiente de cultivo. Em uma mesma área, é possível encontrar diferentes espécies, cada uma com preferência por determinado tipo de praga.

Nos citros, por exemplo, a atuação é recorrente no controle de cochonilhas, pulgões e ácaros. Em São Paulo, maior produtor de laranja do país, a presença das joaninhas contribui para o manejo dessas pragas.

Além disso, áreas com menor uso de defensivos tendem a concentrar mais indivíduos. Sistemas orgânicos e lavouras que adotam o Manejo Integrado de Pragas (MIP), especialmente na soja, favorecem a permanência desses insetos.

Ambiente favorece permanência nas áreas

A manutenção das joaninhas nas lavouras está ligada à oferta de alimento e abrigo. Plantas com pólen e néctar ajudam a atrair os insetos e garantem suporte alimentar em períodos de menor disponibilidade de presas.

Segundo a pesquisadora do IB-Apta, essas condições também favorecem a reprodução e aumentam a permanência das joaninhas nas áreas produtivas.

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Projeto em MG atua na prevenção da violência contra mulheres no meio rural


Um projeto desenvolvido em Minas Gerais tem atuado na prevenção da violência contra mulheres no meio rural por meio de ações de orientação, acolhimento e geração de renda.

Criado em 2016, o projeto Mulher Livre de Violência atua na comunidade rural do Cedro, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. A iniciativa foi reconhecida em 2019 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública como uma prática inovadora no enfrentamento à violência contra mulheres.

Segundo a idealizadora do projeto, Juliana Lemes, a proposta tem dois eixos principais: informação e autonomia econômica.

“O objetivo é prevenir a violência por meio do empoderamento feminino e da geração de renda”, afirmou.

Informação e conscientização

No primeiro eixo, o projeto realiza palestras, rodas de conversa e intercâmbios entre comunidades. As atividades abordam temas relacionados à violência doméstica, direitos das mulheres e formas de buscar apoio.

A proposta também inclui a disseminação de informações dentro das próprias comunidades rurais, ampliando o alcance das orientações.

Geração de renda

O segundo eixo do projeto é voltado à produção de artesanato como fonte de renda.

As participantes utilizam a técnica de bordado arpillera, de origem chilena, para produzir peças como bolsas, almofadas e acessórios. O material base são fardas doadas pela Polícia Militar de Minas Gerais, que são reaproveitadas na confecção dos produtos.

A renda obtida com a venda dos itens contribui para a autonomia financeira das mulheres atendidas.

Atuação e parcerias

O projeto já foi apresentado em outros municípios, participou de pesquisas acadêmicas e integrou ações de extensão universitária. A iniciativa também conta com parcerias institucionais.

De acordo com Juliana Lemes, a atuação busca ampliar a visibilidade da violência no meio rural, onde há subnotificação dos casos.

“A violência contra mulheres rurais ainda é pouco registrada. O objetivo é evitar que esses casos evoluam para situações mais graves”, disse.

Ela também destaca que o acesso à informação e à renda pode contribuir para que mulheres em situação de vulnerabilidade consigam romper ciclos de violência.

Como denunciar violência contra a mulher

Mulheres em situação de violência, ou pessoas que conheçam casos, podem buscar ajuda por meio da Central de Atendimento à Mulher. O atendimento é feito pelo telefone 180, serviço gratuito do governo federal, coordenado pelo Ministério das Mulheres.

O canal oferece orientação sobre direitos, acolhimento às vítimas e informações sobre serviços de apoio disponíveis na região. Também é possível registrar denúncias, que são encaminhadas aos órgãos competentes para apuração.

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Pesquisa da Unesp revela como melhorar a qualidade e o valor do chocolate amazônico


O chocolate produzido na Amazônia é reconhecido internacionalmente por seu sabor único. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) mostrou que ele pode ganhar ainda mais valor. A análise indica que práticas de pós-colheita, como a fermentação das amêndoas da fruta, aliadas à escolha adequada do cultivar podem unir qualidade nutricional e sabor ao chocolate, ampliando o potencial de mercado do produto.

“Diferente da soja, do milho e do trigo, que são pagos pela quantidade, o cacau é um dos poucos produtos agrícolas que é muito mais remunerado pela qualidade. Nesse estudo vimos que é possível que o cacau amazônico ganhe nessas duas vertentes. Por isso, no estudo, selecionamos o melhor cultivar e as melhores formas de pós-produção para obter qualidade nutricional e de sabor”, afirma Renato de Mello Prado, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp, em Jaboticabal, que coordenou a pesquisa.

O estudo, apoiado pela Fapesp, foi realizado na Estação Experimental Frederico Afonso, pertencente à Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), em Rondônia, onde os pesquisadores avaliaram nove clones de cacau sob dois sistemas de pós-colheita: grãos fermentados, como no processo tradicional de chocolate, e grãos pré-secos, sem fermentação.

A investigação envolveu a colaboração de pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa de Porto Velho), Universidade Federal de Rondônia (Unir, campus Rolim de Moura) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam, campus Humaitá).

“A fermentação é um processo importante na produção do chocolate. Sem ela, a amêndoa não desenvolve a cor e o aroma que conhecemos, mas há um custo nutricional importante nesse processo”, conta Edilaine Istéfani Franklin Traspadini, bolsista de pós-doutorado da Fapesp.

“Por isso, sugerimos a criação de blends que combinem grãos fermentados e não fermentados, como uma estratégia para equilibrar o sabor e o valor nutricional. Essa estratégia pode aumentar o valor do cacau amazônico no mercado de chocolates, seguindo uma abordagem bem parecida com o que tem sido feito no setor de café”, diz.

Os resultados mostraram que a fermentação das amêndoas de cacau reduz mais de 95% dos açúcares e quase 50% dos taninos (responsáveis pelo sabor adstringente), além de diminuir compostos fenólicos e antocianinas (antioxidantes naturais), enquanto aumenta aminoácidos, atividade de enzimas antioxidantes e minerais como potássio e magnésio. Já o cacau não fermentado retém níveis significativamente maiores de minerais como o fósforo e o cálcio, elementos fundamentais para a saúde óssea e cardiovascular.

“Por isso defendemos a necessidade de uma combinação entre uma base fermentada para dar a cor marrom e a textura aveludada, enquanto uma porcentagem de amêndoas não fermentadas entraria como uma injeção de antioxidantes e minerais, criando o equilíbrio entre sabor e saúde”, conta.

Pela primeira vez, foi identificada a presença de glicina betaína e prolina nas amêndoas. Essas moléculas têm o papel de defender a planta contra o estresse oxidativo no campo e servem como um antioxidante poderoso para o corpo humano. “Elas funcionam como verdadeiros protetores celulares, o que pode transformar o cacau amazônico em um superalimento”, destaca Mello.

A análise também mostrou variação entre os cultivares estudados. O clone CCN 51 apresentou um perfil equilibrado, independente se fermentado ou não fermentado. Já o clone EEOP 63 se destacou pela maior produtividade, e o EEOP 96 manteve altos teores de fenólicos e antocianinas quando os grãos não eram fermentados, sugerindo maior vocação para produtos alternativos ao chocolate tradicional, como nibs, ingredientes de bebidas e snacks saudáveis.

“Não é que exista um único clone ideal que deve ser difundido na região. Pelo contrário, o interesse está em combinar diferentes blends para cada finalidade. Por isso a importância desse estudo sobre seleção genética e manejo pós-colheita entre produtores amazônidas de cacau”, diz Traspadini.

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