quarta-feira, abril 29, 2026

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Projeto no Rio Grande do Sul mapeia emissões na ovinocultura


Um projeto pioneiro no Rio Grande do Sul visa mapear as emissões de gases em propriedades com criação de ovinos. A iniciativa tem como objetivo apontar estratégias de mitigação e auxiliar na valorização da carne ovina.

Detalhes do projeto

O projeto é conduzido por uma empresa de pesquisa e consultoria, em parceria com o Sebrae e uma cooperativa do setor mineral. Inicialmente, o estudo envolverá propriedades ligadas a uma cooperativa na cidade de Lavras do Sul, além de propriedades vizinhas nos municípios de Bajé e Dom Pedrito.

Etapas do estudo

  • Início previsto para maio.
  • Realização de inventários de emissões de carbono.
  • Identificação do comportamento dos gases em cada sistema produtivo.
  • Participação de 30 produtores no primeiro momento.

Objetivos e impacto

A iniciativa busca levantar dados sobre as emissões, identificar o que está correto e o que precisa ser melhorado, além de sugerir ações para reduzir as emissões nas propriedades. O projeto também pretende demonstrar que a combinação de agronegócio e sustentabilidade é uma realidade, contribuindo para a valorização da carne ovina.

Contexto da ovinocultura no Rio Grande do Sul

O estado possui um dos maiores rebanhos ovinos do país, com quase 2 milhões de cabeças, concentrando-se nas regiões da campanha, fronteira e sul, com aptidão para a produção de carne e lã.

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Feijão carioca tem alta na demanda e pressão nos preços


O mercado de feijão carioca apresentou uma reação significativa na última semana, impulsionada pela retomada das negociações por parte dos compradores, especialmente por lotes de melhor qualidade, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Alta nos preços

No consumo, o feijão carioca avançou 15,40% no mês e acumula uma alta de 27,73% nos últimos 12 meses. Apesar do aumento na demanda, os produtores enfrentam dificuldades para repassar os preços ao varejo devido a limitações na oferta.

Perspectivas para a soja

Os preços da soja recuaram no Brasil, pressionados pela queda do dólar em relação ao real e pela expectativa de uma ampla oferta interna. O cenário cambial e a expectativa de uma safra recorde têm deixado os agentes do mercado cautelosos.

Aumento na área plantada

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta um aumento na área plantada na safra 2025/2026, com estimativa de mais de 48 milhões de hectares e produtividade média elevada. A colheita já avança, atingindo 85,7% da área em estados como Mato Grosso e Paraná.

Preocupações no Rio Grande do Sul

Por outro lado, persistem preocupações no Rio Grande do Sul, onde a irregularidade das chuvas comprometeu a produtividade. A colheita do arroz na região já supera 79% da área semeada, com bom desempenho nas regiões de planície costeira externa e zona sul.

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Produção de alho no Brasil deve cair até 20% em 2026


A produção de alho no Brasil deve registrar uma queda entre 15% e 20% em 2026, conforme estimativa da Associação Nacional dos Produtores de Alho (ANAPA). A cultura, que envolve cerca de 40.000 produtores, principalmente nas regiões do Cerrado e Sul, enfrenta forte pressão devido à concorrência com o alho importado, especialmente da Argentina.

Impacto da concorrência

O excesso de oferta registrado em 2025 resultou na queda dos preços no mercado interno, trazendo prejuízos aos produtores brasileiros. Diante desse cenário, a ANAPA planeja protocolar até maio um pedido de investigação por prática de dumping contra o alho argentino, que entra no Brasil sem tarifas devido ao Mercosul.

Dados sobre importações

  • Em 2025, o Brasil importou quase 9 milhões de caixas de alho argentino de 10 kg.
  • A expectativa é que esse volume ultrapasse 10 milhões de caixas em 2026.
  • As importações brasileiras de alho fresco ou refrigerado cresceram mais de 9% em 2025.
  • A Argentina é a principal fornecedora, seguida pela China, que enviou 67.000 toneladas.

Preocupações futuras

Outro ponto de preocupação é o retorno da competitividade do alho chinês no mercado brasileiro. Apesar da tarifa antidumping em vigor há cerca de duas décadas, um recente mecanismo de compromisso de preços firmado com empresas chinesas sem o aval da ANAPA tem permitido a entrada do produto a valores abaixo do custo nacional, aumentando a pressão sobre os produtores brasileiros.

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CNA defende Brasil em resposta a investigação dos EUA sobre trabalho escravo


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) respondeu formalmente a uma investigação do governo dos Estados Unidos que questiona o rigor brasileiro no combate ao trabalho análogo à escravidão. A entidade entregou documentos técnicos para contestar as acusações e defender a eficácia da legislação nacional.

Defesa da CNA

A CNA protocolou a defesa do setor agropecuário na investigação aberta pelos Estados Unidos com base na seção 301, que alega que a inexistência de um regime específico de proibição de importação de bens produzidos com trabalho escravo acarretaria em prejuízos à economia e ao comércio norte-americano.

Elementos da defesa

  • A defesa apresenta elementos que comprovam a robustez do arcabouço legal institucional brasileiro no combate ao trabalho escravo.
  • Destaca que a penalização no setor agropecuário é mais severa do que em qualquer outra economia citada na investigação.
  • Aponta diferenças regulatórias no tratamento do tema entre os países.
  • Reforça a importância de abordar o tema com viés de cooperação e multilateralismo.

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Projeto de renegociação de dívidas rurais será votado até 28 de a


O aumento do endividamento no setor agrícola acende um sinal de alerta entre produtores e lideranças do agro. Com custos de produção elevados e preços pressionados, o setor enfrenta um cenário de asfixia financeira, intensificando a busca por alternativas de renegociação das dívidas e novas formas de financiamento. O projeto de renegociação das dívidas rurais pode avançar no Senado ainda neste mês.

O relator da proposta, Alceu Moreira, sinalizou que o texto deve ser votado até o dia 28 de abril. O endividamento do produtor brasileiro é uma constante, chegando a níveis insuportáveis, o que inviabiliza a produção. O governo, por sua vez, informou que não há recursos orçamentários disponíveis para operações de socorro aos produtores.

Alternativas de financiamento

Para contornar a situação, foi criado o projeto 5122, que se financia por meio de fundos constitucionais nos estados. O objetivo é socorrer os produtores rurais afetados por catástrofes, como a seca no Rio Grande do Sul e em outros estados. O montante necessário para essa operação já chega a R$ 100 bilhões.

Próximos passos

O senador Renan Calheiros, que preside a comissão responsável pela votação, afirmou que o projeto será analisado na CAI, que é terminativa, ou seja, saindo de lá, segue para sanção presidencial. Há a possibilidade de ajustes nas datas e na estrutura do projeto, visando torná-lo um instrumento permanente para situações extremas no futuro.

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Embrapa Cerrados apresenta inovações em cultivo sustentável


A Embrapa Cerrados recebeu um grupo de jornalistas para apresentar inovações em cultivos adaptados às condições do bioma cerrado. Durante a visita, foram destacadas novas soluções para o cultivo de espécies como açaí, baunilha, pitaia e baru, que estão sendo desenvolvidas para se adequar ao clima da região.

Novas culturas em destaque

  • Açaí: Cultivado no Centro-Oeste, com foco em sistemas irrigados para superar a seca.
  • Baunilha: Enfrenta desafios devido à necessidade de umidade, mas é uma aposta para diversificação.
  • Pitaia: Fruta exótica com alto valor comercial, já presente em menus de restaurantes.
  • Baru: Alimento nativo que ganha espaço na alimentação e na economia local.

Desafios e soluções

A adaptação de plantas de diferentes regiões do Brasil ao cerrado é um dos principais desafios enfrentados pelos pesquisadores. A Embrapa busca desenvolver cultivares que sejam resistentes a doenças e que se adaptem às condições climáticas locais.

Importância da pesquisa

A visita dos jornalistas teve como objetivo proporcionar um contato direto com a base produtiva e científica, destacando a importância da inovação para a preservação ambiental e a segurança alimentar. Os participantes também puderam degustar alimentos típicos da biodiversidade do cerrado, evidenciando a riqueza dos produtos locais.

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Sementes prometem mudar tudo no plantio de cana



“Vamos usar equipamentos de outras culturas”


"Vamos usar equipamentos de outras culturas"
“Vamos usar equipamentos de outras culturas” – Foto: Pixabay

A adoção de novas tecnologias no plantio agrícola avança com propostas que buscam maior eficiência, escala e padronização. Nesse contexto, iniciativas voltadas à substituição de métodos tradicionais indicam uma mudança relevante na forma de implantação das lavouras.

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) inaugura nesta semana uma planta de sementes sintéticas de cana-de-açúcar, marcando uma nova fase de um projeto desenvolvido ao longo de 13 anos. Segundo o diretor comercial Luiz Antônio Dias Paes, a proposta é substituir práticas como o uso de colmos e mudas pré-brotadas, com a introdução de uma tecnologia voltada ao plantio comercial sem a necessidade de viveiros.

“Vamos usar equipamentos de outras culturas, de parceiros, de tecnologia do ponta, para que o produtor possa, principalmente, ter escala. Então, é uma etapa importantíssima para que possamos ir para a próxima etapa, que é uma planta comercial. Aí, sim, já a semente estará mais próximo do cliente”, complementa.

A unidade inaugurada tem caráter demonstrativo e permitirá ampliar testes relacionados ao plantio mecanizado, automação e padronização dos processos. A expectativa é avançar para uma etapa comercial, aproximando o produto do mercado. Na safra 2025/26, já houve plantios experimentais em usinas parceiras e áreas externas, além da implantação de 20 hectares com uso de sementes.

Entre os desafios apontados estão questões logísticas e o desenvolvimento de maquinários, conduzido em parceria com empresas do setor. A meta é elevar significativamente a capacidade operacional, com potencial de ampliar o rendimento diário de plantio. “O cuidado com relação ao plantio é chave para a formação de um canavial que vai ficar no campo por cerca de cinco anos. Além de escolher a genética certa e produzir corretamente, por enquanto, atentar à qualidade do viveiro e da muda é essencial”, afirma.

 





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Altos custos e queda da soja preocupam produtores rurais


Os produtores rurais estão enfrentando um cenário desafiador com a queda no preço da soja e os altos custos de produção, especialmente em relação a fertilizantes e combustíveis. Essa situação gera preocupações sobre a próxima safra, levando a decisões mais cautelosas no campo.

Impacto no mercado e na produção

Em Mato Grosso, os reflexos dessa realidade já são visíveis, com um ritmo mais lento nos negócios e um sinal de alerta nas revendas de insumos. A desvalorização da soja, combinada com o aumento dos custos, compromete o caixa dos produtores e acende um alerta para a próxima safra.

Desafios na colheita e produtividade

O atraso na colheita da soja impactou o calendário de plantio do algodão, que já está fora da janela ideal. Isso gera preocupações sobre a produtividade da pluma e a rentabilidade dos agricultores. A margem de lucro está cada vez mais apertada, levando os produtores a repensarem seus investimentos.

Expectativas para a próxima safra

Os agricultores estão cautelosos em relação à próxima safra, com muitos ainda não tendo adquirido insumos essenciais. A expectativa é de que a próxima safra seja ainda mais desafiadora, com custos de produção aumentando e a necessidade de garantir a lucratividade se tornando cada vez mais urgente.

  • Queda de 15% no preço da soja
  • Aumento de 36% nos custos de produção
  • Somente 20 a 25% dos fertilizantes comercializados até agora
  • Preocupação com a rentabilidade no campo
  • Necessidade de decisões cautelosas para a nova temporada

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Semana inicia com calor intenso no Centro-Sul do Brasil


A semana começa com temperaturas elevadas e calor intenso no Centro-Sul do Brasil. No último domingo, a cidade de Porto Estrela, em Mato Grosso, registrou uma temperatura máxima de 40,6ºC, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). A umidade relativa do ar pode ficar abaixo dos 30%, o que aumenta o risco de focos de incêndio na região.

Calor e umidade baixa

O meteorologista Artur Miller destacou que o calor e o tempo seco afetam grande parte do Sudeste e Centro-Oeste, incluindo o estado do Paraná. Um sistema de baixa pressão está atuando na região, mas uma frente fria deve trazer chuvas apenas para o Rio Grande do Sul, sem avançar para o Brasil central.

Previsões para os próximos dias

  • Temperaturas máximas podem chegar a 36ºC em Mato Grosso do Sul, Paraná e interior de São Paulo.
  • Risco de incêndios é elevado em Mato Grosso do Sul, norte do Paraná, interior de São Paulo e Triângulo Mineiro.
  • Chuvas no Rio Grande do Sul podem somar entre 30 e 40 mm, mas a situação de bloqueio no Brasil central deve persistir.
  • Expectativa de calor intenso até o final de abril, com possibilidade de chuvas volumosas a partir do início de maio.

Impactos na agricultura

As altas temperaturas e a falta de chuvas podem afetar as atividades agrícolas, especialmente em regiões produtoras como Bataguaçu. A previsão é de que o calor persista, mas a chuva deve voltar a ganhar volume na região sul, com a influência do fenômeno El Niño.

Condições climáticas no Sudeste

No Sudeste, as temperaturas devem continuar elevadas, com mínimas frias pela manhã e calor à tarde. A previsão é de que o ar frio avance para o Rio Grande do Sul, mas o risco de geadas deve ser mais significativo apenas no início de maio.

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Homem é preso com 600 kg de defensivos agrícolas sem nota fiscal


Defensivos agrícolas apreendidos pela Polícia Militar da Bahia
Foto: Polícia Militar

Um homem de 56 anos, que transportava defensivos agrícolas em uma caminhonete, foi preso na noite deste domingo (19) por policiais militares do 27º Batalhão de Polícia Militar (BPM), durante a Operação Paz no Trânsito, do Detran-BA.

A ação, supervisionada pelo Comando de Policiamento da Região Oeste (CPRO), aconteceu no bairro Jardim Imperial, em Luís Eduardo Magalhães, no Oeste do estado.

De acordo com a Polícia Militar da Bahia, após a abordagem ao veículo Toyota Hilux, o homem informou que retornava para o distrito de Roda Velha com a carga.

homem preso por transportar defensivos sem nota fiscal em Luís Eduardo Magalhães, Bahia
Foto: Polícia Militar

No entanto, os policiais estranharam a maneira como os produtos eram transportados, visto que a prática não é comum naquelas circunstâncias.

Ao ser questionado sobre a origem da carga, o homem, em um primeiro momento, não soube informar onde a recebeu nem quem seria o responsável pela entrega. Além disso, apresentou uma nota fiscal que não correspondia aos produtos transportados.

Após conferência, foram contabilizados 400 kg de DK MAX (em pacotes de 10 kg) e 200 litros de BRAVONIL (em galões de 20 litros) sem origem comprovada.

Diante do exposto, o homem foi apresentado na Delegacia Territorial de Luís Eduardo Magalhães, juntamente com todo o material apreendido, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante.


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