domingo, abril 26, 2026

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Nova solução promete virar o jogo nas granjas



O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação


O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação
O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação – Foto: Canva

Uma nova solução para o controle da coccidiose em aves foi apresentada ao mercado durante um dos principais eventos do setor avícola no Sul do país. Voltado a frangos de corte, o produto chega com proposta de ampliar a flexibilidade de uso nas granjas e reforçar a proteção intestinal dos lotes.

A MCassab Nutrição e Saúde Animal lançou o Salipac 12% durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura e a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, em Chapecó (SC). Desenvolvido à base de salinomicina, o anticoccidiano ionóforo é indicado para prevenção e tratamento da coccidiose causada por protozoários do gênero Eimeria, como Eimeria acervulina, Eimeria maxima e Eimeria tenella.

Segundo a empresa, o produto atua na preservação da integridade intestinal das aves, favorecendo o desempenho zootécnico, a uniformidade dos lotes e a absorção de nutrientes. Entre os diferenciais apontados está o fato de ser o primeiro anticoccidiano à base de salinomicina registrado em mg/kg de peso vivo no mercado, o que permite ajustar a dosagem entre 6,60 e 12,45 mg/kg de peso vivo conforme o desafio sanitário e o programa adotado na granja.

O Salipac 12% pode ser utilizado em diferentes fases da criação, inclusive nos dias próximos ao abate, sem necessidade de período de carência. A proposta é oferecer ao avicultor uma alternativa mais flexível, segura e eficaz para o controle da doença e a redução de perdas produtivas.

“Um dos diferenciais do produto é ser o primeiro anticoccidiano à base de salinomicina registrado em mg/kg de peso vivo no mercado. Na prática, isso dá mais flexibilidade ao avicultor, que pode ajustar a dosagem entre 6,60 e 12,45 mg/kg de peso vivo conforme o desafio sanitário e o programa anticoccidiano adotado na granja”, explica Maria Carolina Toth, gerente de produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal.

 





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Uso de biológicos exige atenção à seleção de cepas



Feitoza explica que há cepas com maior capacidade de adaptação


Feitoza explica que há cepas com maior capacidade de adaptação
Feitoza explica que há cepas com maior capacidade de adaptação – Foto: Divulgação

O uso de microrganismos na agricultura tem avançado, mas ainda enfrenta desafios relacionados à escolha adequada dos insumos biológicos. Segundo o professor e pesquisador Adailson Feitoza, uma das principais falhas está na forma como esses produtos são selecionados no campo.

De acordo com o especialista, a escolha baseada apenas na espécie do microrganismo pode levar a resultados inconsistentes. Ele destaca que nem todo Bacillus apresenta o mesmo desempenho, já que a espécie, isoladamente, não determina a eficiência agronômica. O fator decisivo, nesse contexto, é a cepa, que pode apresentar características completamente distintas mesmo dentro de um mesmo grupo.

Feitoza explica que há cepas com maior capacidade de adaptação, resistência e funcionalidade, enquanto outras possuem atuação mais limitada. Essa variação influencia diretamente o desempenho no campo, especialmente em condições adversas, como seca e baixa fertilidade do solo. Por isso, produtos classificados sob o mesmo tipo podem apresentar resultados bastante diferentes, o que não está relacionado ao acaso, mas sim à aplicação da microbiologia de forma mais precisa.

Esse cenário tem sido observado no projeto Trilha dos Microrganismos da Caatinga, onde as coletas em campo evidenciam a presença de organismos altamente adaptados ao ambiente. Segundo o pesquisador, a Caatinga atua como um filtro natural, selecionando microrganismos capazes de sobreviver a condições extremas e manter atividade metabólica mesmo em situações limitantes.

A análise dessas características permite compreender melhor quais microrganismos realmente funcionam, em quais condições e por quais motivos. Para Feitoza, mais do que identificar a presença de um organismo, o desafio está em entender sua performance no ambiente agrícola, reforçando que a seleção natural e o contexto ambiental são determinantes para o sucesso dos biológicos.

 





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Genética aponta resistência ao clima extremo



O trabalho foi feito a partir de uma planta coletada no litoral paulista


O trabalho foi feito a partir de uma planta coletada no litoral paulista
O trabalho foi feito a partir de uma planta coletada no litoral paulista – Foto: Pixabay

Plantas adaptadas a ambientes extremos podem ajudar a esclarecer como espécies nativas reagem às alterações do clima. Em áreas de restinga e dunas, onde o solo é arenoso, seco e pobre em nutrientes, uma pesquisa identificou características genéticas que ajudam a explicar a resistência de uma orquídea brasileira a essas condições e que podem servir de referência para avaliar a vulnerabilidade de outras plantas.

O sequenciamento completo do genoma da orquídea-da-praia revelou mais de mil grupos de genes exclusivos ligados a características fisiológicas associadas à resposta a diferentes estressores ambientais. Segundo os pesquisadores, o diferencial está no grande número de cópias desses genes, o que amplia a variabilidade genética e pode tornar a reação ao estresse mais eficiente.

“O que torna a planta mais resistente a condições extremas é o grande número de cópias de cada um desses genes”, observa o biólogo Fábio Pinheiro, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), coautor do artigo e orientador da bióloga Jacqueline Mattos, que elaborou o trabalho como parte de seu doutorado.

O trabalho foi feito a partir de uma planta coletada no litoral paulista. Após a leitura integral do genoma, a equipe conseguiu identificar esses grupos genéticos com apoio de técnicas avançadas de montagem, além da comparação com outras espécies vegetais usadas como referência para entender a estrutura do DNA.

Além de apontar mecanismos de tolerância climática, o genoma também trouxe pistas sobre a trajetória da espécie ao longo do tempo. A análise indica que ela surgiu há cerca de 10 milhões de anos, em um período mais seco da América do Sul, e que sua população foi encolhendo com o avanço de ambientes mais úmidos e da expansão das florestas. Hoje, a estimativa é de que reste apenas uma pequena fração da população original.

 





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Mapa se une à Embrapa na realização da Feira Brasil na Mesa para valorizar alimentos da sociobiodiversidade brasileira


O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) se une à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na realização da Feira Brasil na Mesa, que ocorre de 23 a 25 de abril na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF). A abertura oficial do evento será realizada na manhã de quinta-feira (23) e contará com a presença do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.

A feira reúne produtores, pesquisadores, gestores públicos e o público em geral para apresentar a diversidade de alimentos produzidos no país e ampliar o conhecimento sobre a riqueza da sociobiodiversidade brasileira. Interessados em participar do evento podem se credenciar clicando aqui. 

A iniciativa busca aproximar produção, ciência, políticas públicas e consumo, destacando alimentos que fazem parte da diversidade produtiva brasileira, mas que ainda são pouco conhecidos em nível nacional. O Brasil possui uma das maiores diversidades alimentares do mundo, com frutas nativas, castanhas, farinhas, cafés, fermentados e carnes diferenciadas, muitos deles produzidos por agricultores familiares, pequenos produtores e povos e comunidades tradicionais.  

Um dos espaços centrais do evento é o Estande Brasil, que reúne ministérios e instituições públicas, entre eles o Mapa, para apresentar programas de governo e iniciativas voltadas ao fortalecimento da produção de alimentos, inclusão socioprodutiva e desenvolvimento regional. Além disso, durante a programação técnica do evento, especialistas do ministério apresentarão iniciativas voltadas ao fortalecimento do setor agroalimentar e à ampliação das oportunidades para produtores e agroindústrias brasileiras. 

Na sexta-feira (24), às 17h, no Auditório Pequi, a coordenadora-geral de Articulação da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Fabiana Maldonado, apresenta a palestra “Promoção comercial e internacionalização do setor agroalimentar brasileiro”. A apresentação abordará estratégias voltadas à ampliação da presença dos alimentos brasileiros nos mercados internacionais.

No sábado (25), às 17h, na Sala Mangaba, Judi Maria da Nóbrega, diretora do Departamento de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, apresenta a palestra “SISBI-POA e sua repercussão para as agroindústrias de produtos de origem animal no Brasil”. A exposição tratará do funcionamento do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal e do impacto da iniciativa na ampliação das oportunidades para agroindústrias em todo o país.

Ciência, alimentos e políticas públicas

A Feira Brasil na Mesa foi criada para dar visibilidade à riqueza alimentar do país e fortalecer economias locais associadas à agricultura familiar e à produção regional. A programação reúne degustações, feira de produtores, vitrines de tecnologias, seminários técnicos e atividades culturais, conectando ciência, mercado e políticas públicas voltadas ao setor agroalimentar. 

Entre as atrações também estão a Estação das Delícias Brasileiras, com degustação de alimentos nativos, a Feira dos Sabores, que reúne produtores de diferentes regiões do país, e a Cozinha Show, com chefs preparando receitas ao vivo utilizando ingredientes da biodiversidade brasileira. 

Informação à [email protected]





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Curso do Senar ensina integração entre apicultura e soja


produção de abelhas
Foto: CNA/Reprodução

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) lançou o curso online e gratuito “Integração entre Apicultura e Sojicultura”, desenvolvido em parceria com a Embrapa Soja e a Basf. A capacitação está disponível na plataforma Senar Play.

Nesse sentido, a iniciativa reúne práticas voltadas à convivência entre a produção de soja e a apicultura, com foco na conservação de polinizadores e no aumento da produtividade no campo.

Base técnica e resultados no campo

O conteúdo do curso é resultado de um projeto de pesquisa conduzido ao longo de três safras, que validou práticas de integração entre sojicultores e apicultores. O trabalho também deu origem à cartilha “Boas Práticas para Integração entre Apicultura e Sojicultura”, disponível gratuitamente na plataforma.

Segundo o assessor técnico do Senar, Vilton Jr., a proposta é levar ao produtor técnicas que impactam diretamente o sistema produtivo. “Este curso contribui diretamente para o sistema produtivo, ao apresentar técnicas de integração entre apicultura e sojicultura que impactam positivamente a produtividade das lavouras de soja”, afirma.

Ele destaca ainda que os apicultores também são beneficiados com uma safra adicional, gerando renda com o mel da florada da soja. “Além dos ganhos econômicos, também há um benefício ambiental, com a promoção de uma convivência mais harmoniosa entre agricultores e apicultores”, completa.

Integração e sustentabilidade

De acordo com a Basf, a iniciativa está alinhada ao avanço de modelos mais integrados de produção. O gerente de Stewardship e Sustentabilidade da empresa, Maurício do Carmo Fernandes, afirma que o treinamento traduz conhecimento técnico em soluções aplicáveis no campo.

Para o pesquisador da Embrapa Soja, Décio Gazzoni, o curso reforça a transferência de tecnologia ao produtor e contribui para decisões mais seguras, especialmente no contexto do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

O pesquisador ressalta a importância do diálogo entre produtores e apicultores, principalmente em áreas próximas. “O diálogo entre as partes deve envolver tanto o sistema de produção utilizado pelo agricultor quanto o manejo das abelhas, especialmente quando uma dessas ações impacta a outra”, afirma.

Impacto das abelhas na produtividade

Estudos da Embrapa indicam que a presença de abelhas pode elevar a produção de soja em média 13%, além de contribuir para sistemas produtivos mais sustentáveis.

Conteúdo e público-alvo

Com carga horária de 16 horas, o curso é dividido em cinco módulos: relação entre defensivos agrícolas e abelhas; boas práticas agrícolas; boas práticas na pulverização; boas práticas apícolas; e boas práticas de comunicação.

Entre os temas abordados estão o uso responsável de defensivos, técnicas de aplicação e a comunicação entre agricultores e apicultores, especialmente em períodos de pulverização.

A capacitação é voltada a produtores rurais, trabalhadores e prestadores de serviços do setor agropecuário e da apicultura. Para participar, é necessário ter no mínimo 16 anos.

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Sema oferta nesta sexta capacitação sobre cobranças pelo uso das águas



Sema-MT promove capacitação sobre cobrança do uso das águas com especialistas de SP



Foto: Andressa Silva

Servidores e representantes da gestão dos recursos hídricos participaram hoje (17.04) do workshop sobre a implementação da cobrança pelo uso das águas, realizados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT). A programação conta com um especialista na temática administrativa de São Paulo, que aborda como é esse instrumento e sua aplicação em outros estados.

O evento ocorre no Auditório Arne, durante o período das 8h às 17h. O objetivo do workshop é capacitar a Câmara Técnica e demais membros do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CEHIDRO), além de integrantes dos Comitês de Bacia Hidrográfica (CBH).

A Agência de Águas do estado de São Paulo é o braço executivo dos Comitês PCJ, responsável por gerenciar os recursos hídricos dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, especificamente as cobranças. Dessa forma, possuem articulação com o Governo do Estado e Federal, usuários de água e ONGs.

A vinda de integrantes da agência para a oficina visa melhor compreensão prática dos participantes em relação ao modelo de cobrança empregado no PCJ.

“Esse curso é organizado pela Câmara Técnica de Cobrança do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, onde a Câmara Técnica está se capacitando para poder trabalhar as questões de cobrança no Estado de Mato Grosso. Não quer dizer que vamos plantar cobrança ou não, mas estamos buscando entender o que é esse instrumento, qual a forma que ele está acontecendo em outros lugares”, afirma o superintendente. 

O encontro ofereceu um café da manhã para a recepção dos participantes. Posterior a abertura feita pelo Superintendente de Recurso Hídricos da Sema e Secretário Executivo do CEHIDRO, Luiz Henrique Noquelli, o curso será ministrado pelo Diretor Administrativo e Financeiro da Fundação das Bacias PCJ, Ivens de Oliveira.

Também aconteceu um coffe break disponível aos presentes.

*Texto: Yasmin Yegros com supervisão de Clênia Goreth 





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Com o fim da La Niña, ‘super’ El Niño deve chegar em maio; entenda como fica o clima


El Niño
Imagem gerada por IA

O fenômeno La Niña chegou ao fim, e o Brasil entra agora em uma fase de neutralidade climática. No entanto, a tendência é de uma rápida transição para o El Niño já nos próximos meses, segundo análise do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

De acordo com o último boletim da NOAA (agência de оcеano e atmosfera dos Estados Unidos), há cerca de 61% de probabilidade de retorno do El Niño entre maio e julho deste ano.

Transição rápida e aquecimento em alta

Com o fim da La Niña, a expectativa é de elevação gradual das temperaturas e normalização das chuvas no país durante o outono. Segundo Müller, o Pacífico Equatorial já apresenta aquecimento, o que favorece o desenvolvimento do novo fenômeno climático.

“A tendência é de uma rápida transição para neutralidade e, já a partir do fim de maio ou junho, começarmos a sentir os efeitos do El Niño na América do Sul”, explicou.

Modelos climáticos indicam que o fenômeno pode ter intensidade de moderada a forte e se estender ao longo do inverno, primavera e até o verão, influenciando tanto a safra de inverno quanto o plantio da temporada 2026/27.

Mais chuva no Sul e calor intenso no país

Os primeiros impactos esperados incluem aumento das chuvas na região Sul a partir de junho, com possibilidade de volumes acima da média. Já no Matopiba e no chamado Arco Norte, a tendência é de redução das precipitações.

No Centro-Sul, o destaque segue sendo o calor. Ondas de temperatura elevada devem se intensificar, especialmente no Sudeste, com possíveis reflexos sobre culturas como café e citros, além de impacto sobre os reservatórios de água.

Segundo o meteorologista, esse cenário também está associado ao aquecimento global, que tem elevado as temperaturas dos oceanos e potencializado eventos extremos.

Risco de intensificação ao longo do ano

Apesar da previsão inicial de um El Niño moderado a forte, há expectativa de o fenômeno ganhar ainda mais intensidade ao longo do segundo semestre, podendo evoluir para um “super El Niño” até o fim do ano, pois poderá provocar eventos climáticos severos, segundo Müller.

Caso isso se confirme, os impactos tendem a ser mais extremos, com maior risco de excesso de chuva no Sul, períodos secos mais prolongados no Norte e ondas de calor mais intensas em várias regiões do país.

Ainda assim, Müller ressalta que previsões de eventos extremos, como enchentes, só podem ser feitas com maior precisão em janelas de curto prazo.

Impactos no campo

Para o setor agropecuário, o cenário exige atenção. O excesso de chuva no Sul pode dificultar os trabalhos em campo, enquanto a menor regularidade das precipitações no Matopiba pode afetar o desenvolvimento das lavouras.

Além disso, o calor persistente e a possível pressão sobre os recursos hídricos aumentam o risco de impactos negativos em culturas sensíveis, como café e frutas cítricas.

A confirmação do El Niño nos próximos meses deve, portanto, influenciar diretamente o planejamento da próxima safra e as estratégias de manejo no campo.

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DDG: o ‘ouro da pecuária’ que revoluciona a nutrição animal


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O programa Giro do Boi desta semana destacou o DDG, conhecido como o “ouro da pecuária”. Esse coproduto da indústria de etanol de milho deixou de ser uma alternativa regional para se tornar o protagonista da nutrição animal nas fazendas brasileiras.

Com o Brasil projetando aumentar de 25 para mais de 60 usinas até 2030, a oferta de DDG deve triplicar, atingindo 11,5 milhões de toneladas. Essa mudança promete libertar os pecuaristas da dependência exclusiva de fontes proteicas tradicionais.

Confira:

Impacto na nutrição animal

O processo de fabricação do etanol retira o amido do milho, concentrando os demais componentes. O resultado é um insumo com densidade nutricional superior ao grão original, ideal para potencializar a Recria Intensiva a Pasto (RIP) e a engorda.

Embora venham da mesma origem, a forma física dos coprodutos define a logística de uso na fazenda. O Dr. Murilo Meschiatti, coordenador técnico da Bellman Trouw Nutrition, afirmou que o uso do DDG será uma ferramenta de gestão de risco em 2026, especialmente diante de previsões de secas severas.

Competitividade e eficiência

Em regiões como Mato Grosso e Goiás, o DDG tem se mostrado mais competitivo que o milho grão, entregando três vezes mais proteína por um preço proporcionalmente menor. Estudos da UNESP confirmam que o uso desse “ouro” melhora a eficiência alimentar e o rendimento de carcaça, preparando animais mais pesados em menos tempo.

O especialista Gustavo Sartorello explicou que o “padrão ouro” entre 90 e 105 dias garante o equilíbrio entre acabamento de carcaça e eficiência biológica, evitando que o custo da diária supere o ganho do animal.

Desafios e estratégias

A revolução do DDG exige que o pecuarista conheça a fundo o layout da usina fornecedora, pois os níveis de fibra e gordura podem variar. Em 2026, a pecuária de alta performance não aceita amadorismo: o segredo é equilibrar a inclusão desse insumo para extrair o máximo de ganho médio diário sem desperdícios.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Qual o período ideal de cocho para gado confinado?


Bovinos em alimentação no cocho. Foto: Reprodução
Bovinos em alimentação no cocho. Foto: Reprodução

No último episódio do quadro “A conta do Boi”, do Giro do Boi, o pecuarista Sandro Dias buscava saber o tempo exato para manter o rebanho no sistema intensivo. O zootecnista Gustavo Sartorello, coordenador do ICBC (Índice de Custos de Bovinos Confinados) da USP, trouxe uma análise técnica fundamental sobre o tema.

Sartorello afirma que, com o preço dos insumos em alta, o período de cocho para o gado não pode ser uma estimativa visual, mas sim uma decisão baseada em eficiência biológica e viabilidade econômica. Ele explica que o período de cocho deve respeitar a fisiologia do animal, e menos de noventa dias é um prazo arriscado que pode comprometer o investimento.

Confira:

A importância do ajuste intestinal

De acordo com Sartorello, o animal precisa de tempo para que sua flora intestinal se ajuste à troca do capim pela dieta rica em grãos (concentrado). A deposição de gordura ocorre após o ganho de peso muscular. Para garantir que o frigorífico não penalize o lote por falta de acabamento, os primeiros noventa dias são considerados o “piso” de segurança.

A definição exata do tempo de permanência do gado no cocho depende de três fatores variáveis que o pecuarista deve monitorar diariamente. Sartorello alerta que passar dos cento e vinte ou cento e trinta dias pode ser perigoso para o fechamento do caixa, uma vez que, após atingir o auge do acabamento, o consumo do gado cai.

Riscos do excesso de permanência no cocho

Ele ressalta que, nesse estágio, o gado começa a gastar mais energia para manter o peso do que para ganhar novas arrobas. Isso resulta em um cenário em que o pecuarista começa a “pagar para o boi morar na fazenda”, pois o custo da diária supera o valor do ganho de peso diário, gerando prejuízo.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Fim da Lã Niña e previsão de El Niño no Brasil


A Lã Niña chegou ao fim, conforme boletim da NOAA, e o Brasil se prepara para o retorno do El Niño, que pode ter impactos significativos no clima e nas safras do país.

Transição climática

As condições neutras do Pacífico Equatorial devem persistir durante o outono, com 61% de chance de retorno do El Niño entre maio e julho deste ano. O meteorologista Artur Miller, do Canal Rural, destacou que a temperatura deve se elevar e a chuva normalizar de norte a sul do Brasil.

Impactos esperados

  • Aumento da temperatura e chuvas acima da média na região Sul a partir de junho.
  • Possibilidade de chuvas torrenciais no final de maio.
  • Supressão de chuvas no Matopiba e Arco Norte, mas sem necessariamente causar quebras de safra.

Previsões a longo prazo

O fenômeno pode evoluir para um super El Niño até o final do ano, trazendo riscos de enchentes na região Matopiba e ondas de calor intensas, especialmente no Sudeste. A bacia hidrográfica ainda não se recuperou adequadamente, o que pode levar a racionamento de água e afetar a próxima florada do café e lavouras de citros.

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