sábado, abril 25, 2026

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Indústria de embalagens debate efeitos da guerra no Oriente Médio e aposta na circularidade


Fórum ABRE
Foto: reprodução/redes sociais

Nesta quarta-feira (15), São Paulo recebeu um encontro que reúne representantes da indústria de embalagens para discutir desafios e perspectivas do setor no Brasil, em um momento de pressão sobre a cadeia global de suprimentos.

O cenário internacional, especialmente a guerra no Oriente Médio, já impacta diretamente o mercado de petróleo (principal matéria-prima para a produção de plásticos) e acende o alerta entre os industriais.

O debate ocorre durante o Fórum Abre de Sustentabilidade em Embalagem e Consumo, promovido pela Associação Brasileira de Embalagens. O evento reúne agentes de toda a cadeia produtiva para discutir estratégias que aumentem a resiliência do setor diante das oscilações externas.

Entre os principais temas está a circularidade das embalagens, apontada como uma alternativa para reduzir a dependência de insumos virgens e mitigar os impactos de crises internacionais. A proposta envolve ampliar o uso de materiais reciclados, investir em inovação e repensar o design das embalagens, além de fortalecer sistemas de coleta, reciclagem e logística reversa.

Segundo a presidente executiva da Associação Brasileira Embalagem (Abre), Luciana Pellegrino, o avanço dessa agenda depende de integração entre todos os elos da cadeia.

Ela destaca que novas regulamentações no Brasil já impõem metas relacionadas à reciclagem, reuso e incorporação de matéria-prima reciclada, exigindo alinhamento entre indústria, recicladores e demais agentes do setor.

“Esse é um alinhamento que precisa ser feito entre toda a cadeia, uma discussão de como nós avançamos juntos nessa agenda, que é uma agenda importante aqui no Brasil e no mundo todo, com objetivo de realmente garantir que esses materiais possam circular, possam ser reutilizados, continuar abastecendo a sociedade e trazer sustentabilidade”, reforça.

Cenário no Brasil

O Brasil já ocupa posição de destaque global quando o assunto é reaproveitamento de resíduos, com desempenho consolidado em diferentes cadeias produtivas. Esse avanço coloca o país em um patamar relevante dentro da agenda de sustentabilidade, embora ainda existam desafios

“Nós somos líderes na reciclagem de alguns materiais, como latas de alumínio. Temos índices muito importantes em garrafas PET, em papelão ondulado, em aço e também embalagens de vidro. E estamos agora buscando crescer em outros materiais, como outros tipos de plástico também”, destaca Pellegrino.

Discussões

O setor também precisa garantir que as embalagens mantenham suas funções essenciais, como proteção do conteúdo, eficiência logística e segurança ao consumidor. Outro ponto destacado é a necessidade de informar corretamente sobre o descarte adequado.

A discussão reforça que a circularidade não depende apenas da indústria, mas de toda a cadeia econômica da reciclagem. Para que o modelo funcione, é necessário gerar valor ao material reciclado e garantir a remuneração de todas as etapas do processo, viabilizando sua reinserção no ciclo produtivo.

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Capim Mombaça: manejo correto garante boa produção de carne, diz especialista


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O Capim Mombaça, também conhecido como Colonião, é um verdadeiro “tanque” para produzir carne, mas exige precisão cirúrgica no manejo. Segundo o engenheiro agrônomo Marcius Gracco, a altura é o que separa o pecuarista que lucra daquele que produz apenas “vassoura” e talo no pasto, perdendo o valor nutricional que essa forrageira pode oferecer.

O segredo para dominar o Capim Mombaça está em respeitar sua fisiologia. O objetivo é colher o máximo de folhas antes que a planta gaste energia alongando o colmo (talo).

Confira:

Período crítico para o Capim Mombaça

Estamos em meados de abril, um período crítico onde o Capim Mombaça tende a penduar (florescer) e endurecer para enfrentar a seca. Para que o Capim Mombaça entregue sua alta performance, ele exige um pacote tecnológico mínimo.

O boi ganha peso comendo folha, não talo. Manejar o Capim Mombaça com a régua na mão garante uma taxa de lotação superior e um acabamento muito mais rápido dos animais. É a forrageira perfeita para quem faz Recria Intensiva a Pasto (RIP) e busca giro rápido no estoque.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Carga com quase 40 toneladas de laranja é interceptada com documentação falsa


40 toneladas de laranja interceptadas
Foto: Divulgação/Seagri

A Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) interceptou durante fiscalização uma carga de quase 40 toneladas de laranja, transportada com documentação adulterada e sem comprovação de origem, na BR-116, em Jequié, após identificação de fraude.

A abordagem ocorreu no posto fixo da Agência, uma das barreiras sanitárias mantidas em rodovias e áreas de divisa, que integram a atuação permanente da Adab em diferentes regiões do estado no controle do trânsito agropecuário.

Nesse sentido, as autoridades verificaram que o condutor apresentou uma Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV), mas o documento não correspondia à carga. Após consulta aos sistemas oficiais, a Adab considerou o documento inválido, o que permitiu identificar inconsistências.

Além disso, também constataram que a PTV havia sido adulterada a partir de um documento legítimo, emitido anteriormente para outra carga, com frutos transportados e volume diferentes.

Cargas sem procedência

caminhão interceptado com laranjas
Foto: Divulgação/Seagri

Na conferência, a documentação indicava o transporte de 20 toneladas de limão, enquanto o caminhão transportava laranja, em volume superior ao declarado, quase 40 toneladas. A divergência envolvia tanto os frutos transportados quanto a quantidade informada.

De acordo com a investigação, como a documentação apresentada não era válida, não foi possível confirmar a origem dos frutos nem o trajeto da carga, o que compromete a rastreabilidade e o controle do trânsito de vegetais.

Nessas condições, cargas sem procedência podem circular entre diferentes regiões produtoras do estado, como o Recôncavo, Litoral Norte e Chapada Diamantina, com risco para essas áreas.

Dessa forma, a Adab reteve o carregamento, a empresa responsável foi autuada por irregularidades na documentação e o caso encaminhado às autoridades policiais.

O transportador foi conduzido para os procedimentos legais e, após audiência de custódia, foi liberado e seguiu viagem com destino ao estado de São Paulo.

*Sob supervisão de Victor Faverin

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Operação da JBS Terminais no Porto de Itajaí cresce 330% em um ano e meio


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Foto: Tanajura

A JBS Terminais iniciou atividades no Porto de Itajaí, em Santa Catarina, em outubro de 2024 e, desde então, expandiu sua capacidade operacional em cerca de 330%, anuncia a companhia nesta quarta-feira (15).

Neste intervalo, a empresa movimentou mais de 560 mil TEUs, com crescimento médio mensal de 12%.

“Para alcançar esse patamar, a JBS Terminais investiu no ativo. Hoje, mais de três mil clientes confiam na companhia e na estrutura ofertada no Porto de Itajaí como uma das principais portas de entrada e saída do comércio internacional”, afirma o presidente da JBS Terminais, Aristides Russi Junior.

Segundo ele, no primeiro trimestre de 2026 ante o mesmo período do ano passado, foi registrado um avanço de mais de 60% na movimentação de TEUs. O executivo destaca que a estratégia para o ramp-up da operação passa por investimentos para potencializar o terminal e foco comercial em nichos específicos, como carnes, madeira, maquinário e o setor automotivo.

Russi destaca que a companhia enxerga a infraestrutura logística como vetor de desenvolvimento econômico regional e nacional. “Nosso compromisso é conectar Itajaí e Santa Catarina aos grandes mercados globais.”

Investimentos realizados

Desde o início da operação, a companhia investiu aproximadamente R$ 220 milhões em modernização tecnológica e infraestrutura. O aporte viabilizou a aquisição de dois guindastes móveis com capacidade para 125 toneladas e alcance de até 20 fileiras de contêineres, o que garantiu a ampliação da produtividade nas operações de embarque e desembarque.

A estratégia também fortaleceu a vocação do terminal para o setor de proteína e cargas refrigeradas, com a instalação de 1.708 tomadas para reefers. A expansão da capacidade elétrica posicionou Itajaí como um dos principais hubs para produtos perecíveis no Sul do país, atendendo às demandas de exportadores e importadores com alto padrão de controle.

A JBS Terminais ainda implementou oito gates reversíveis – acessos de entrada e saída que podem ter o sentido ajustado conforme a necessidade operacional. A iniciativa teve como objetivo trazer agilidade e redução de filas, aumentando a eficiência na integração entre porto e rodovias.

“Para a retomada do Porto de Itajaí foi fundamental o investimento, para oferecer uma estrutura moderna e segura, para equiparar com outros terminais relevantes. A combinação de equipamentos de alta performance, infraestrutura consistente e gestão focada em eficiência é o que sustenta esse novo ciclo de crescimento”, destaca o executivo.

Infraestrutura do terminal

Atualmente, o terminal conta com área operacional de 180 mil metros quadrados, 1.030 metros de cais e quatro berços com 14 metros de profundidade.

A estrutura permite operar com 10 linhas de navegação regulares e sete escalas semanais, conectando o estado de Santa Catarina a destinos estratégicos na Ásia, na Europa, em toda a América, Oriente Médio e África.

O volume de embarcações atendidas no Porto de Itajaí em 2025 foi 50% superior ao registrado em 2022, período pré-paralisação. Essa tendência de alta se consolida no primeiro bimestre de 2026, que já apresenta um fluxo de navios 26% acima do patamar anterior à interrupção das atividades.

Ao todo, a JBS Terminais soma cerca de 400 escalas em um ano e meio de operação.

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Garantia-Safra: veja lista dos que receberão pagamento em abril


produtor rural
Foto: Agência Brasil

O governo federal divulgou nesta quarta-feira (15) a lista dos municípios cujos agricultores receberão, neste mês de abril, parcela do programa Garantia-Safra 2024-2025. A norma entra em vigor nesta quinta-feira (16).

Portaria publicada no Diário Oficial da União inclui agricultores familiares dos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Minhas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Veja aqui a lista completa.

O benefício, de R$ 1,2 mil, ocorrerá em parcela única. O pagamento começa ainda em abril e ocorre na mesma data do calendário do Bolsa Família.

O que é o Garantia-Safra

O Garantia-Safra é um programa de seguro destinado a pequenos agricultores com renda de até 1,5 salário-mínimo, que cultivam feijão, milho ou mandioca em áreas de 0,6 a 5 hectares e com o Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) ativo e atualizado.

O pagamento é feito aos agricultores com perda comprovada de pelo menos 40% a 50% da produção, em razão do fenômeno da estiagem ou do excesso hídrico e que aderiram ao programa.

O benefício pode ser solicitado via aplicativo Caixa Tem, lotéricas ou agências da Caixa.

Os agricultores com alguma pendência ou imprecisões cadastrais têm até 30 dias para regularizar a situação e, posteriormente, receber o benefício. A consulta pode ser feita no site do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

O Garantia-Safra é vinculado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com a finalidade de assegurar condições mínimas de sobrevivência aos agricultores familiares cujas produções sejam sistematicamente afetadas por perdas decorrentes de estiagem ou excesso hídrico.

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AgroNewsPolítica & Agro

Diesel sobe e deve impactar em R$ 612,2 milhões nos custos operacionais do RS


A escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio já impacta o agronegócio do Rio Grande do Sul, segundo estudo técnico da Assessoria Econômica da Farsul. Em menos de dois meses, o barril de petróleo Brent subiu de US$ 70,99 para próximo de US$ 100, refletindo no aumento do diesel S10, que avançou 21,1% entre o fim de fevereiro e o início de abril de 2026, atingindo R$ 7,23 por litro. O movimento ocorre durante a colheita da safra de verão e o planejamento do plantio de inverno, com impacto estimado em R$ 612,2 milhões nos custos operacionais das principais culturas do estado.

De acordo com a entidade, o cenário representa uma mudança estrutural no mercado energético. O estudo aponta que a instabilidade envolvendo o Irã e as rotas no Estreito de Ormuz elevou custos logísticos e prêmios de risco. “O movimento reflete uma “reprecificação estrutural do risco energético global””, informa a análise.

O impacto varia entre as culturas, com o arroz sendo o mais afetado. O aumento do diesel representa um acréscimo de R$ 185,72 por hectare, equivalente à perda de 2,95 sacos por hectare. “O valor atual do arroz ainda mal remunera o custo operacional. Uma perda de três sacos por hectare pode frustrar expectativas e comprometer o resultado da safra”, aponta o relatório.

Na soja, o impacto individual é menor, estimado em R$ 48,74 por hectare ou 0,41 saco por hectare, mas o efeito agregado é maior devido à extensão da área cultivada, com prejuízo de R$ 331,2 milhões. Segundo a análise, em um cenário de margens reduzidas e endividamento elevado, pequenas variações podem comprometer o resultado financeiro dos produtores.

O levantamento também mostra diferenças regionais nos preços do combustível dentro do estado. Em Porto Alegre, o diesel é cotado a R$ 7,05 por litro, enquanto em Bagé chega a R$ 7,95, o que amplia a pressão de custos conforme a localização das propriedades.

As projeções indicam que o impacto pode se intensificar. Caso o diesel atinja R$ 8,00 por litro, o custo adicional ao agronegócio gaúcho pode chegar a R$ 986,3 milhões. Em um cenário de R$ 9,00 por litro, o prejuízo estimado sobe para R$ 1,47 bilhão.

O estudo também avalia medidas de política econômica e aponta limitações na adoção de desonerações fiscais amplas. Segundo a entidade, esse tipo de medida tende a ter baixa efetividade para o setor produtivo e pode comprometer as contas públicas, além de dificultar o controle da inflação e retardar a redução da taxa de juros.

A análise conclui que o diesel passou a ocupar papel central na estrutura de custos do agronegócio em 2026. Enquanto persistirem as tensões geopolíticas, a margem dos produtores deve seguir pressionada.





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Lançamento em Juazeiro marca início da 2ª edição da Barra Agroshow


Ponte sobre o rio São Francisco; Lançamento da Barra Agroshow em Juazeiro-BA
Ponte sobre o Rio São Francisco que liga as cidades de Juazeiro (BA) e Petrolina (PE) é marco simbólico que representa o desenvolvimento regional do Vale | Foto: Felipe Pires/Marca Comunicação

Com o propósito de integrar as forças produtivas que margeiam o Rio São Francisco, foi lançada oficialmente, em Juazeiro (BA), a Barra AgroShow 2026. O evento, ocorrido no Centro de Excelência em Fruticultura nesta quarta-feira (15), deu a largada para a segunda edição da feira, que se posiciona como um elo estratégico para o crescimento tecnológico e econômico do setor produtivo regional.

A Barra AgroShow — que surgiu em 2024 e teve sua estreia oficial em 2025 — foi apresentada a lideranças, investidores e produtores rurais do Vale do São Francisco após um primeiro ano de sucesso absoluto, quando movimentou R$ 32 milhões em negócios e atraiu 12 mil visitantes. Para a edição de 2026, a “Fronteira Agrícola do Brasil” projeta uma estrutura ainda mais robusta entre os dias 19 e 22 de agosto:

  • Novos espaços dedicados à inovação, crédito rural e tecnologia aplicada;
  • Crescimento de 18% na área total;
  • Expansão para 125 expositores;
  • Novos espaços dedicados à inovação, crédito rural e tecnologia aplicada.

O salto do Médio São Francisco

Sediada em Barra, no coração do Polo Agroindustrial e Bioenergético, a feira destaca o potencial de uma região que possui mais de 1,4 milhão de hectares agricultáveis. 

Com condições naturais privilegiadas, o Médio São Francisco já apresenta índices de produtividade que chegam a ser o dobro da média nacional, impulsionando a fruticultura premium voltada à exportação, a produção sustentável de grãos e a agropecuária.

Destaques da edição 2026 

Durante o lançamento no Centro de Excelência, foram detalhadas as novidades para 2026. Além da fruticultura de alta qualidade, a feira terá uma programação técnica com palestras e visitas de campo, além de espaços para as Mulheres do Agro e Agricultura Familiar.

No setor de tecnologia, o destaque será a pecuária de corte com genética de alta performance, energia solar, irrigação de precisão e novas linhas de crédito rural.

Lançamento da Barra Agroshow em Juazeiro-BA
Marco Caviola, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barra e da Barra AgroShow falou sobre a região e as novidades da feira em 2026. | Foto: Guilherme Soares/Marca Comunicação

“A Barra AgroShow nasceu para ser catalisadora de crescimento. O evento em Juazeiro hoje foi o primeiro passo para unirmos o capital e a tecnologia do Vale ao potencial expansivo do Médio São Francisco, criando uma conexão sem precedentes através desta segunda edição”, destacou Marco Caviola, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barra (SPRBarra) e da Barra AgroShow.

Além de Caviola, participaram da mesa de honra lideranças fundamentais para o setor: Josival Barbosa, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Juazeiro; Jailson Lira, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina; Guilherme Coelho, presidente do Conselho de Administração da Embrapa e ex-presidente da Abrafrutas; e Télio Nobre, reitor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

Os convidados também destacaram o alinhamento entre a representação sindical, o setor produtivo e o meio acadêmico em prol do desenvolvimento regional.

“Nossa expectativa é poder contribuir com a feira, que compreendemos ser um importante espaço para integração entre nossos pesquisadores, estudantes e tudo o que é desenvolvido na universidade com os produtores”, disse o reitor da Univasf, Télio Nobre.

Anfitrião do evento, Murilo Alencar, diretor do Centro de Excelência de Fruticultura de Juazeiro, destacou o apoio da Faeb em eventos que promovem o desenvolvimento e capacitação do setor:

“O Senar com sua natureza educacional estimula e incentiva a formação e qualificação profissional, a assistência técnica e gerencial e nesse sentido estamos à disposição para potencializar esse grande evento que movimenta as diferentes cadeias produtivas do agro na Bahia”, destacou.

Também estiveram presentes, Tércio Tolentino, secretário da Agência de Desenvolvimento Econômico Emprego e Renda de Juazeiro, João Tosta, engenheiro agrônomo da 6ª Superintendência da Codevasf; Fran Terto, produtora rural e representante do Faeb Mulher no Vale; além de representantes do SineBahia e de empresas como Green Light e Grand Valle.


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Diesel mais caro deve gerar custo extra de R$ 612 milhões ao agro do RS, diz Farsul


Biodiesel e soja
Imagem gerada por IA

O aumento de 21,1% no preço do diesel S10 no Rio Grande do Sul desde o início do conflito no Oriente Médio deve implicar custo adicional direto de R$ 612,2 milhões nas operações mecânicas das principais lavouras do estado.

A análise consta em estudo técnico divulgado pela Assessoria Econômica da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul).

O diesel S10 passou de R$ 5,97 por litro em 27 de fevereiro para R$ 7,23 por litro em 10 de abril, período em que o barril de petróleo Brent subiu de US$ 70,99 para cerca de US$ 97,30, alta de 37%.

O estudo avalia que o movimento vai além de uma oscilação pontual. “O diesel deixou de ser apenas um insumo operacional e passou a configurar um dos principais vetores de risco econômico para o agronegócio gaúcho em 2026”, afirma a Farsul no relatório.

O choque coincide com a colheita da safra de verão 2025/26 e com a definição do plantio de inverno, período de elevada demanda por operações mecanizadas, o que amplifica seus efeitos sobre as decisões produtivas.

Impacto que varia entre as culturas

O impacto varia de forma significativa entre as culturas. O arroz apresenta o maior custo adicional por hectare, de R$ 185,72, o equivalente a 2,95 sacos por hectare. O relatório alerta que “o valor atual do arroz ainda mal remunera o custo operacional. Uma perda de três sacos por hectare pode frustrar expectativas e comprometer o resultado da safra.”

A soja registra o menor impacto individual, de R$ 48,74 por hectare, ou 0,41 saco por hectare, mas concentra o maior prejuízo agregado ao estado, de R$ 331,2 milhões, em razão da ampla área cultivada. O milho apresenta acréscimo de R$ 69,01 por hectare, equivalente a 1,21 saco por hectare, e o trigo, de R$ 43,68 por hectare, ou 0,73 saco por hectare.

Para a soja, o estudo chama atenção para o contexto de margens operacionais estreitas e endividamento elevado no campo gaúcho. “A perda de meio saco por hectare pode ser a diferença entre honrar compromissos financeiros ou não”, aponta o relatório.

O milho e o trigo combinam aumento de custos com margens já pressionadas, reduzindo a capacidade de absorção do choque.

A dispersão dos preços dentro do estado adiciona outra camada de complexidade. Na amostra de 35 municípios levantada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o diesel S10 variava de R$ 7,05 por litro em Porto Alegre a R$ 7,95 por litro em Bagé, amplitude de R$ 0,90 por litro.

Vinte e oito municípios já registravam valores acima de R$ 7,20 por litro e 24 acima de R$ 7,30 por litro, indicando que a faixa superior de preços não é pontual.

Possíveis cenários

Os cenários de estresse mostram a sensibilidade do setor a novos aumentos. Se o diesel se estabilizar em R$ 8,00 por litro, o impacto no agronegócio gaúcho subiria para R$ 986,3 milhões. No cenário mais adverso, com o combustível a R$ 9,00 por litro, o prejuízo alcançaria R$ 1,47 bilhão.

O estudo é crítico em relação à eficácia de desonerações fiscais amplas como resposta ao choque.

Na avaliação da Farsul, o benefício tende a se diluir por toda a economia, com baixa efetividade para o setor produtivo que já incorporou a alta nos custos. Além disso, a renúncia fiscal poderia comprometer as contas públicas, dificultar o controle da inflação pelo Banco Central e postergar a queda da taxa Selic, agravando o custo financeiro para o produtor.

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PIB do Pará cresce acima da média nacional no 4º trimestre de 2025


agricultura
Foto: Pedro Guerreiro / Ag. Pará

A economia do Pará fechou 2025 com desempenho de destaque no cenário nacional, registrando crescimento recebido de 4,51%, quase o dobro da média brasileira, que ficou em 2,29%, de acordo com dados da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), e com base no Sistema de Contas Nacionais Trimestrais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

No 4º trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) do Pará somou R$ 69,2 bilhões, representando 2,1% da economia brasileira. Embora tenha havido uma variação negativa de 1,95% em relação ao trimestre anterior, o movimento é interpretado como um ajuste após períodos de forte expansão, especialmente em setores mais sensíveis a fatores sazonais, como a agropecuária e a indústria. 

O resultado reflete a força e a consistência da economia paraense ao longo do ano, com avanço em todos os principais setores produtivos, consolidando o estado como um dos principais vetores de crescimento econômico do país. 

Segundo o pesquisador da CEECR, da Fapespa, Rickson Oliveira, após um terceiro trimestre de expansão expressiva (7,85%), impulsionado pelos investimentos em infraestrutura e mobilidade para a COP30, o quarto trimestre apresentou uma acomodação natural, com recuo de 1,95% em relação ao trimestre anterior.

“Essa diferença entre o terceiro para o quarto trimestre foi influenciada por dois fatores principais: Agropecuária e Indústria. Os setores enfrentaram retrações de 10,53% e 7,41%, respectivamente, devido à irregularidade das chuvas e a baixa produção mineral. O setor de serviços atuou como amortecedor, no qual cresceu 3,22%, funcionando como um pilar de estabilidade”, destaca.

O pesquisador informa ainda que dentro deste segmento, a Administração Pública se destacou com alta de 6,64%, refletindo a continuidade dos investimentos públicos, enquanto atividades imobiliárias e outros serviços mantiveram o dinamismo de crescimento. 

Destaques 

A agropecuária foi um dos principais motores do crescimento, com alta de 11,13%, impulsionada por safras expressivas de milho e soja, favorecidas por condições climáticas positivas, além da valorização da pecuária. 

A indústria também apresentou desempenho relevante, com crescimento de 3,26%, superando a média nacional. O resultado foi sustentado pela atividade extrativa mineral, além da contribuição da construção civil e da indústria de transformação. 

Já o setor de serviços cresceu 3,78%, com expansão disseminada em diversas atividades. O comércio (5,90%) e outros serviços (5,78%) foram os principais destaques, reforçando o dinamismo do setor. 

“Embora o quarto trimestre tenha trazido desafios sazonais e produtivos, o balanço final de 2025 é extremamente positivo. O Pará demonstra uma economia sólida e resiliente, reforçando a importância de políticas públicas que aproveitem esse momento de grandes investimentos para garantir o desenvolvimento de longo prazo”, destaca a técnica em Gestão de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e Inovação da Fapespa, Thays Santos.

Economia diversificada e em expansão 

O bom desempenho dos três grandes setores econômicos contribuiu para uma expansão de 4,79% no Valor Adicionado Bruto (VAB) do estado, índice que também superou com folga a média nacional.

Além disso, o Pará manteve relevância no cenário brasileiro, respondendo por 2,1% do PIB nacional no quarto trimestre e com forte participação em atividades estratégicas, como a agropecuária e a indústria extrativa.

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Brasil abre mercados para produtos agropecuários em países de três continentes


brasil vendendo o agro ao mundo
Foto gerada por IA

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou novas aberturas de mercado para três países: Vietnã, na Ásia; Angola, na África; e El Salvador, na América Central.

Para o mercado vietnamita, o Brasil começará a exportar pé e miúdos suínos. Em 2025, o país de aproximadamente 102 milhões de habitantes importou US$ 3,5 bilhões de produtos brasileiros, com destaque para milho, complexo soja, fibras e têxteis.

Já em Angola, a autorização sanitária é para a compra de oócitos ovinos e caprinos. De acordo com o Mapa, o acordo abre novas possibilidades no segmento da genética animal e deve contribuir para o melhoramento genético da pecuária angolana.

Em 2025, o país africano com população de aproximadamente 40 milhões importou mais de US$ 380 milhões em produtos agropecuários brasileiros.

El Salvador, por fim, autorizou a entrada de carne de frango termoprocessada brasileira. No ano passado, o país de cerca de 6,5 milhões de habitantes importou mais de US$ 103 milhões em produtos agropecuários nacionais.

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