sábado, abril 25, 2026

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O alho brasileiro vive uma crise: Entenda



Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês


Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês
Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês – Foto: Pixabay

O aumento dos custos de produção e a pressão das importações têm reduzido a competitividade do alho produzido no Brasil. O cenário preocupa produtores, que enfrentam dificuldades para manter preços diante da entrada de produtos estrangeiros mais baratos no mercado interno.

Dados da Associação Nacional dos Produtores de Alho indicam que o produto vindo da China chega ao país com preço cerca de 15% inferior ao custo nacional. Além disso, a presença da Argentina também cresceu, sob suspeita de práticas desleais de comércio. A situação foi levada à Frente Parlamentar da Agropecuária, onde o deputado Ismael dos Santos destacou o impacto em Santa Catarina, com risco de inviabilizar até 60% da safra e afetar cerca de 60 mil empregos.

Durante reunião com o Ministério da Agricultura, a entidade apresentou um documento com pedidos de intervenção. Entre as solicitações está a abertura de investigação antidumping sobre o alho argentino, com base na suspeita de entrada do produto fora dos padrões exigidos no país.

Outro ponto trata da medida aplicada ao alho chinês. O compromisso de preço para importação, fixado em US$ 16,90 por caixa de 10 quilos e posteriormente reduzido para US$ 15,80, pode cair ainda mais na próxima revisão. Segundo a associação, o custo de produção no Brasil já supera US$ 24 por caixa, o que amplia a desvantagem competitiva. A entidade defende a revisão do modelo atual para garantir condições mais equilibradas de concorrência no mercado interno. As informações foram divulgadas pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no dia de ontem.

 





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Massey aposta em trator de alta potência para ampliar vendas a grandes produtores rurais


Trator MF 9S e plantadeira Momentum da Massey Fergusson
Foto: Divulgação/ Massey Fergusson

De olho nos grandes produtores de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar, a Massey Ferguson aposta em uma nova linha de máquinas agrícolas de alta potência para ampliar participação no mercado voltado a grandes propriedades rurais.

O trator MF 9S e a plantadeira Momentum foram apresentados a jornalistas durante o Massey Ferguson Experience 2026, realizado em Bebedouro (SP), no início do mês. Os equipamentos fazem parte dos lançamentos que serão levados à Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), entre os dias 27 e 1º maio.

Segundo Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, o MF 9S, comercializado na Europa desde 2023, passou por adaptações para atender às condições brasileiras.

“É um trator que tem uma potência grande, principalmente em preparo de solo. Assim como já temos o 8S, ele é destinado não só para grandes produtores de grãos, mas também para a cana. Ele já foi lançado em 2023 na Europa, porém a gente viu bastante itens que precisavam ser personalizados aqui para o Brasil, muito em função do clima, das condições de solo, principalmente do Centro-Oeste, que exige bastante da máquina”, afirma.

Menor consumo de combustível

Além da potência, a nova linha aposta em ganhos operacionais e redução de custos.
“Alta eficiência operacional para preparo de solo, com força, robustez e menor consumo de combustível da categoria. Isso acontece porque ele tem duas características principais: um motor agrícola de seis cilindros potente e a transmissão Dana VT, que é uma transmissão CVT, sem marcha”, explica Zanetti.

Segundo ele, o conjunto permite operar em rotações mais baixas.

“Com isso, a gente consegue trabalhar na menor rotação possível, em torno de 1.500 a 1.600 rpm, que é a mais baixa da categoria para alta potência, levando o consumo de combustível para baixo”, diz.

De acordo com a empresa, a economia pode chegar a até 30%, dependendo das condições de uso.

“A gente já tem dados de que a economia pode chegar a 30%. Em preparo de solo pesado, por exemplo, trabalhamos em torno de 40 a 50 litros por hora, enquanto outras marcas podem ultrapassar 65. Mas tudo depende do implemento, do solo e da velocidade”, afirma.

Máquina de maior valor no portfólio

Com o lançamento, o MF 9S passa a ser o trator de maior potência da marca e também o de maior valor. De acordo com Zanetti, o equipamento pode custar de de R$ 1,5 milhão a R$ 2 milhões. Mas o executivo da Massey diz que o investimento é compensado pela economia operacional gerada pelo equipamento.

“A gente já tem dados de que o produtor consegue economizar mais de R$ 400 por hectare, somando combustível e qualidade de plantio”, diz.

Plataforma digital amplia controle da operação

Além das máquinas, a empresa também apresentou a plataforma de telemetria e gestão de frota PX Farming Gage, que permite planejamento e monitoramento das operações em tempo real.

“É uma plataforma que permite planejar o trabalho antes mesmo da operação. Você define área, linha de plantio, quantidade de sementes e adubo, e tudo isso já vai direto para a máquina. O operador entra, liga e a máquina executa o que foi planejado”, explica.

O sistema também permite acompanhamento da operação.

“O gerente [da propriedade rural] consegue ver se o operador está tirando o máximo proveito da máquina, se está na velocidade ideal, se o consumo está dentro do esperado. E no pós, dá para extrair relatórios tanto agronômicos quanto de diagnóstico da máquina”, completa.

Investimento em tecnologia

Mesmo com a projeção de queda de 8% nas vendas de máquinas agrícolas neste ano, feita pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a empresa avalia que o produtor segue interessado em investir em tecnologia.

“A gente gosta de falar em projeções depois das feiras, que são o nosso termômetro. A Agrishow ainda é a principal. Mas o que temos visto é que o produtor está buscando tecnologia”, afirma Zanetti.

Segundo ele, há diferentes comportamentos no mercado.

“No Sul, por exemplo, a pecuária está aquecida, sustentando vendas de tratores de menor potência. Já no segmento de grãos, o produtor está mais cauteloso. Por outro lado, setores como cana seguem aquecidos e demandando tecnologia”, diz.

A estratégia da empresa também inclui soluções para quem não pretende investir em máquinas novas.

“A gente tem alternativas para o produtor que não quer comprar uma máquina nova. É possível fazer retrofit e incorporar tecnologia na máquina que ele já tem, aumentando a eficiência sem precisar de um investimento maior”, afirma.

Agrishow será termômetro do mercado

Para a Massey Ferguson, a Agrishow deve ser o principal indicador do comportamento do mercado em 2026.

“O grande termômetro é a Agrishow, porque ela reúne produtores de todo o Brasil e também de outros países, como Argentina e Paraguai. É ali que a gente vai ter uma visão mais clara do mercado”, afirma Zanetti.

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Colheita da safra de verão avança com alerta sobre seguro e perdas no campo


Com o avanço da colheita das lavouras de verão, produtores rurais enfrentam um cenário de produtividade variável e preços pressionados. No caso do arroz, a produtividade apresenta desempenho considerado satisfatório, embora os preços permaneçam abaixo do custo de produção. Já a soja mantém bom potencial produtivo na maior parte das regiões, apesar de impactos pontuais causados pela escassez de chuvas.

Diante desse cenário, o advogado da HBS Advogados, Frederico Buss, orienta produtores sobre medidas a serem adotadas nesta fase final da safra. Caso ocorram fatores adversos que comprometam a produção, é fundamental adotar ações imediatas para resguardar direitos.

Segundo Buss, a atividade rural, definida como uma “empresa a céu aberto”, está sujeita a oscilações de mercado, variações cambiais e riscos climáticos. “No Rio Grande do Sul, por exemplo, estiagens e excesso de chuvas têm causado perdas expressivas nas últimas safras, especialmente em culturas como soja e milho”, afirma.

Um dos principais entraves nessas situações é a dificuldade para renegociar ou prorrogar contratos de crédito, muitas vezes por falta de documentação que comprove as perdas. “Em caso de redução de produtividade por fatores climáticos, o produtor deve providenciar um laudo técnico elaborado por profissional habilitado, com anotação de responsabilidade técnica, capaz de justificar e quantificar os prejuízos”, orienta.

Vistorias realizadas por instituições financeiras também podem ser utilizadas como prova e, convém destacar, decretos municipais de emergência ou calamidade não substituem a comprovação individual. Outro ponto é o seguro agrícola. “Em caso de sinistro, o produtor deve comunicar imediatamente a seguradora, preferencialmente antes do início da colheita, e aguardar autorização para prosseguir”, explica.

Durante a vistoria, a recomendação é contar com acompanhamento técnico. A leitura do laudo antes da assinatura também é indicada; em caso de discordância, o produtor deve registrar formalmente sua posição. Mesmo com seguro, a elaboração de laudo agronômico próprio e a organização de documentos que comprovem os investimentos na lavoura seguem como medidas necessárias.

Buss ressalta que esses registros podem ser decisivos em eventuais disputas administrativas ou judiciais. Com base nessa documentação, o produtor pode avaliar a viabilidade de prorrogar ou renegociar compromissos financeiros, já que o Manual de Crédito Rural prevê a prorrogação de dívidas em casos de perdas comprovadas, sem acréscimo de juros ou multas, desde que o pedido seja formalizado antes do vencimento.

Para contratos fora do sistema de crédito rural, a recomendação é semelhante. “Diante da impossibilidade de pagamento, o produtor deve buscar orientação jurídica e negociar previamente, antes que a situação avance para disputa judicial”, conclui.





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Avanço de plantas daninhas em sistema com soja preocupa e reforça necessidade de manejo integrado


O avanço das plantas daninhas nas lavouras brasileiras tem acendido um alerta entre técnicos, cooperativas e pesquisadores. Nas últimas safras, o problema tem se intensificado, impulsionado tanto por falhas no manejo quanto por fatores climáticos e biológicos que favorecem a rápida disseminação dessas espécies. A temática foi debatida ontem, 13 de abril, durante a ExpoLondrina, no painel Plantas Daninhas de difícil controle – desafios no manejo, promovido pela Embrapa soja, com as cooperativas Cocamar, Coamo e Integrada.

O pesquisador Rafael Romero Mendes, da Embrapa Soja, contextualizou o aumento da infestação de caruru-roxo, nas últimas quatro safras, destacando que essa espécie apresenta crescimento rápido, alta agressividade e grande capacidade de dispersão. Como prevenção, o pesquisador recomenda algumas práticas integradas como a limpeza de equipamentos e a manutenção de palhada no solo, assim como o uso de cultivares com novas biotecnologias e ainda o uso de herbicidas pré-emergentes, especialmente em áreas com resistência ao glifosato. “No entanto, o uso desses produtos exige observação quanto ao solo, o clima e a cultivar utilizada. Esse cuidado pode evitar o risco de fitotoxicidade, que causa danos como falhas na população de plantas e também emergência irregular”, ressalta.

A percepção de Rafael Furlanetto, da Cocamar, é de que muitos produtores ainda deixam a decisão de controle de plantas daninhas para o último momento, o que compromete a eficiência das estratégias adotadas. A recomendação é antecipar o manejo e diversificar as práticas, incluindo maior cobertura do solo, uso de herbicidas pré-emergentes e aplicação de pós-emergentes no momento adequado. “Além disso, o controle deve ser contínuo, abrangendo tanto as culturas de verão quanto as de inverno”, lembra Furlanetto.

Para Lucas Pastre Dill, da cooperativa Integrada, parte dos desafios relaciona-se ao abandono de práticas tradicionais após a adoção de tecnologias como as cultivares tolerantes ao glifosato. A facilidade proporcionada por esse sistema levou muitos produtores a reduzirem o uso de estratégias como rotação de culturas, alternância de mecanismos de ação de herbicidas e controle cultural e mecânico. O cenário se agrava com a presença de plantas daninhas de crescimento acelerado e alta capacidade reprodutiva, especialmente em condições tropicais. “Nesse contexto, práticas como formação de palhada, por exemplo, ganham importância para reduzir a germinação dessas invasoras”, ressalta Dill.

As cooperativas têm intensificado também ações de orientação técnica para enfrentar o problema. Segundo Bruno Lopes Paes, da cooperativa Coamo, treinamentos e capacitações vêm sendo realizados com equipes e produtores, com foco no uso correto de herbicidas, manejo integrado e atenção especial às plantas daninhas quarentenárias, que têm se tornado uma ameaça crescente. “O objetivo é promover um processo educativo que aumente a conscientização e melhore a tomada de decisão no campo!, diz Paes.

O pesquisador Dionísio Gazziero aponta que o Brasil já dispõe de conhecimento e tecnologias suficientes para controlar grande parte das infestações, mas a adoção dessas práticas ainda é insuficiente. Além disso, fatores climáticos podem interferir diretamente na dinâmica das plantas daninhas, favorecendo, por exemplo, períodos mais longos de emergência em determinadas condições. “A principal recomendação é encarar o controle de plantas daninhas como parte de um sistema de produção contínuo, com ações ao longo de todo o ano!, diz. “A rotação de culturas, especialmente no inverno, é essencial, assim como o manejo do banco de sementes no solo. Sem esse cuidado, a tendência é de que as infestações se tornem cada vez mais severas, elevando os custos e reduzindo a produtividade”, conclui Gazziero.

 





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Energia cara no campo pode ter os dias contados



A inteligência artificial está envolvida


A inteligência artificial está envolvida
A inteligência artificial está envolvida – Foto: Pixabay

Uma nova solução tecnológica busca aumentar a eficiência no uso de energia elétrica na irrigação agrícola, integrando diferentes recursos em um único sistema. A proposta envolve o desenvolvimento de um hardware capaz de monitorar e gerenciar, em tempo real, o consumo energético e hídrico em sistemas de pivô central, um dos principais métodos utilizados no campo.

Os Centros de Competência da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial, Future Grid e Cedra, conduzem o projeto dentro da Rede Agrointeligente. A iniciativa combina monitoramento contínuo, inteligência artificial na borda, geração distribuída e armazenamento de energia, com foco na redução de custos operacionais e no uso mais racional de água e eletricidade.

Segundo Luciano Carstens, do Future Grid, a previsão é que os trabalhos sejam concluídos até 2027, com resultados voltados tanto ao setor produtivo quanto à formulação de políticas públicas. A expectativa é entregar um modelo de hardware e software pronto para comercialização e replicável em diferentes regiões e culturas.

O sistema contará com eletrônica embarcada para coletar dados de sensores em campo e processar algoritmos de gestão hídrica e energética. A solução permitirá identificar padrões de consumo, cruzar informações e programar o funcionamento de motobombas conforme a necessidade de irrigação e os momentos de menor custo ou maior disponibilidade de energia.

Entre os principais desafios estão a medição confiável em tempo real, a integração de dados para decisões imediatas e o dimensionamento adequado dos sistemas de geração e armazenamento de energia, considerando as variações climáticas e de uso ao longo do ano.

 





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‘Mistura de biodiesel em 30% e muito mais álcool na gasolina’, defende presidente da Faesp


Posto de combustível - etanol
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O presidente do Sistema Faesp/Senar, Tirso Meirelles, acredita que com a experiência de mais de 50 anos com o Programa Nacional do Álcool (Proálcool), o Brasil já teria condições de aumentar significativamente o percentual do biocombustível na gasolina, atualmente em 30%.

No início do mês, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, declarou que o governo federal pretende oficializar, ainda em 2026, o aumento do mix para 32%.

Meirelles também ressaltou que a mesma ideia vale para a mistura de biodiesel no diesel, que segue em 15% (B15). “Poderíamos estar tranquilamente com o B30 e isso desafogaria todo o processo”, disse, em referência ao aumento do preço do combustível fóssil em virtude da guerra no Oriente Médio.

Para ele, ainda que os preços do insumo tenham reduzido nas últimas semanas devido ao pacote de medidas emergenciais do governo para segurar aumentos, haverá, futuramente, uma nova pressão por conta do contexto geopolítico, sendo necessária uma resolução de médio a longo prazo que passa, idealmente, pelo biodiesel.

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Dólar recua e impacta mercado de grãos



Milho segue atento ao clima e à economia



Foto: Pixabay

O mercado de milho deve concentrar atenções no comportamento das chuvas no Centro-Sul do Brasil ao longo desta semana, segundo análise “Direto do Campo”, da Grão Direto, produzida pela Grainsights e divulgada na segunda-feira (13). A consolidação da produtividade da safrinha depende da regularidade das precipitações até maio. “Caso a estiagem persistir nas áreas sob alerta (PR e sul de MS), poderemos observar a introdução de um prêmio de risco nas cotações da B3 para os vencimentos de julho e setembro.”

No cenário internacional, o mercado acompanha o início do plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos, com dados do USDA indicando possível ajuste de área em favor da soja. A análise aponta que eventuais atrasos nos trabalhos de campo, causados por excesso de umidade no Corn Belt, podem dar suporte às cotações do milho em Chicago. No mercado interno, a divulgação do novo levantamento de safra da Conab é destacada como fator relevante, sobretudo se houver revisão negativa da safrinha em função do estresse hídrico.

No campo macroeconômico, a análise indica alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã, com impacto no câmbio. “O cenário macroeconômico global apresentou um alívio significativo com a trégua nas tensões entre Estados Unidos e Irã, levando o dólar a recuar 2,88% na semana e fechar a R$ 5,01, o menor valor desde o primeiro semestre de 2024.”

No Brasil, o IPCA de março avançou 0,88%, acima das expectativas, reforçando a perspectiva de manutenção de juros elevados. “Essa combinação de dólar baixo e juros altos atrai capital estrangeiro, mas desafia a competitividade das exportações de grãos, que perdem valor nominal em reais.” A análise ressalta a importância de acompanhamento do mercado e dos custos de produção por parte dos produtores.





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Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027 e já estipula valor até 2030


mãos segurando notas de cinquenta reais auxílio emergencial renda mínima crédito
Foto: Agência Brasil

O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.717 para o ano que vem, com aumento nominal de 5,92%. O valor consta do Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.

O reajuste segue a projeção de 3,06% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento da economia em 2025, limitado ao crescimento de gastos de 2,5% acima da inflação, determinado pelo arcabouço fiscal. A estimativa para o INPC também consta do PLDO.

O projeto também apresentou previsões de R$ 1.812 para o salário mínimo em 2028, de R$ 1.913 para 2029 e de R$ 2.020 para 2030. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.

Em 2023, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB, soma das riquezas produzidas pelo país, de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Por essa regra, o salário mínimo aumentaria 2,3% acima do INPC.

O pacote de corte de gastos aprovado no fim de 2024, no entanto, limitou o crescimento. Isso porque o salário mínimo entrou nos limites do arcabouço fiscal, que prevê crescimento real (acima da inflação) dos gastos entre 0,6% e 2,5%. Como o crescimento de 2,3% no PIB está abaixo do teto de 2,5%, a expansão da economia em 2025 poderá ser aplicada.

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Preço do boi gordo começa a apresentar sinais de queda; veja as cotações


arroba boi gordo preços queda
Imagem gerada por IA

O mercado físico do boi gordo começa a apresentar sutis sinais de mudança, com frigoríficos passando a relatar um posicionamento mais confortável em suas escalas de abate, indicando para avanços.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, determinadas unidades seguem ausentes da compra de gado, avaliando as melhores estratégias para aquisição de boiadas no curtíssimo prazo.

“Vale destacar que a progressão da cota chinesa segue como fator essencial para a formação de tendência em 2026, com o possível esgotamento apontando para preços mais baixos em maio e no restante do terceiro trimestre”, sinaliza.

O especialista lembra que em termos de normas regulatórias, a China é cada vez mais rigorosa, com o anúncio de suspensão das compras de um frigorífico brasileiro por traços de acetato de medroxiprogesterona, fármaco veterinário proibido no país asiático.

Preços médios da arroba

  • São Paulo: R$ 369,33 — ontem: R$ 369,79
  • Goiás: R$ 358,04 — ontem: R$ 359,64
  • Minas Gerais: R$ 357,65 — ontem: R$ 350,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 361,25 — ontem: R$ 361,48
  • Mato Grosso: R$ 365,14 — ontem: R$ 365,81

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,01%, sendo negociado a R$ 4,9921 para venda e a R$ 4,9901 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9849 e a máxima de R$ 4,9999.

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Recria intensiva pode triplicar lucro na pecuária, afirma especialista


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

No Giro do Boi desta quarta-feira (15), o debate sobre a recria ganhou contornos decisivos com a participação do Dr. Guilherme Vieira, médico veterinário e consultor. O foco central foi o confronto entre o modelo tradicional, caracterizado pela lentidão e pelo estresse pós-desmame, e a recria intensiva a pasto (RIP), o modelo “turbinado”.

O veredito técnico é claro: investir em uma recria caprichada não é apenas uma escolha nutricional, mas uma estratégia financeira para quem deseja girar o capital até três vezes mais rápido e verticalizar a produção por área. A recria tradicional é apontada como o maior gargalo da pecuária brasileira, onde animais negligenciados perdem tempo e peso, especialmente na transição para a seca.

Confira:

Benefícios da recria intensiva

A RIP surge como a solução para “vender tempo” e aumentar o faturamento. Enquanto a recria extensiva pode levar de 36 a 48 meses para o abate, a RIP permite que o animal entre com sete arrobas e saia com até doze arrobas em apenas três a cinco meses. O sistema possibilita girar o negócio até três vezes por ano na mesma área, elevando a lotação de duas cabeças para seis cabeças por hectare.

A fase de recria é o momento do “estirão”. O aporte correto de proteína garante o desenvolvimento ósseo e muscular (hipertrofia), preparando o animal para um acabamento superior no gancho ou para a reprodução precoce das fêmeas.

Desafios da recria no Brasil

Para que a recria turbinada entregue resultados, o Dr. Guilherme Vieira destaca que a fazenda precisa de rigor técnico e infraestrutura adequada. Ele informou que o grande problema do Brasil é o animal passar por duas secas na recria, o que causa um prejuízo muscular difícil de recuperar. Na RIP, o animal já aprende a comer no cocho e mantém o desenvolvimento constante.

Isso garante que novilhas entrem em reprodução aos 13 ou 14 meses, combatendo o “útero infantil” e acelerando o retorno sobre o investimento em genética. A recria intensiva é o caminho para transformar a fazenda em uma indústria de alta velocidade.

Como pontuado no programa, em 2026, a lucratividade não depende apenas de ter o boi, mas de quão rápido esse boi se torna produto final.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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