terça-feira, abril 21, 2026

Agro

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Fiscais apreendem mais de 36 mil garrafas de conhaque e aplicam multa de R$ 384 mil


conhaque; apreensão
Foto: divulgação/Agência Pará

Durante fiscalização no posto da Ferrovia de Carajás, no município de Marabá, no Pará, nesta quarta-feira (1), a Coordenação de Controle de Mercadorias em Trânsito de Carajás apreendeu 6.016 caixas, totalizando 36.096 garrafas de conhaque. A carga está avaliada em R$ 468.658,74.

A mercadoria saiu da cidade de Valinhos, em São Paulo, com destino ao município de Boa Vista, em Roraima. Segundo o coordenador Cicinato Oliveira, antes da chegada do veículo ao posto fiscal, a bebida foi identificada pelo sistema de risco de carga, que é utilizado pela secretaria para monitorar mercadorias durante o transporte.

“Quando chegou em Marabá, foi feita a análise documental, verificação física da carga e consultas aos sistemas da Sefa e ficou constatado que o destinatário se encontrava com inscrição estadual suspensa no estado de Roraima, caracterizando irregularidade na operação e impossibilitando a regular circulação da mercadoria”, informou.

Foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) com a cobrança do ICMS e da multa, totalizando R$ 384.457,93.

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Gerente de Agronegócios da ApexBrasil assume presidência agência


nova diretoria apex brasil
À esquerda, Jorge Viana, ao lado do novo presidente da Apex Brasil. Foto: Divulgação

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, anunciou, em reunião do Conselho Deliberativo, que deixará o cargo. Na mesma ocasião, também comunicou a saída de Ana Paula Repezza, atual diretora de Negócios.

Para a nova composição da diretoria executiva, Viana apresentou Laudemir Müller, gerente de Agronegócios da Agência desde 2013, para a presidência, e Maria Paula Veloso, para a diretoria.

Ao detalhar a mudança, Viana destacou que a sucessão foi organizada para preservar o ritmo de trabalho da Agência e garantir uma transição estruturada entre as equipes. “Saio hoje da Apex, mas não tenho dúvida de que a Apex não vai sair de mim”, disse.

O executivo deixa o cargo nesta quinta-feira (2) após receber do presidente Lula a missão de concorrer ao Senado pelo Acre.

Quem é o novo presidente da ApexBrasil?

Indicado para assumir o cargo de presidente da Agência, Laudemir André Müller integra o quadro da ApexBrasil desde 2010 e, desde 2023, é gerente de Agronegócios da Agência. Economista e mestre em desenvolvimento e agricultura, também tem trajetória no governo federal, com passagens pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e pela Secretaria-Geral da Presidência da República.

“Eu sou da ApexBrasil, essa é a minha casa”, afirmou. Ele ressaltou também que a Agência vive hoje “o seu melhor momento”, resultado direto, segundo ele, da capacidade de Jorge Viana e Ana Paula Repezza de fortalecer institucionalmente a Casa, ampliar sua articulação e projetar a atuação da ApexBrasil durante o governo Lula.

Já Maria Paula Veloso passa a compor a nova Diretoria Executiva da ApexBrasil à frente da diretoria de Negócios. Gerente de Indústria e Serviços da Agência, ela lidera hoje uma das áreas mais estratégicas da Casa, responsável pela articulação e execução de convênios com entidades brasileiras representativas da indústria e de serviços. Na ApexBrasil desde 2007, construiu sua trajetória em iniciativas voltadas à exportação, à qualificação empresarial, ao design e à inovação.

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Consultoria aponta colheita de soja em 78,9%; ritmo está abaixo do ano passado


Colheita de soja na Fazenda Itamarati Norte da Amaggi em Campo Novo do Parecis
Colheita de soja na Fazenda Itamarati Norte da Amaggi em Campo Novo do Parecis. Foto: Amaggi

A colheita da safra brasileira de soja 2025/26 segue em andamento, mas ainda em ritmo inferior ao registrado em anos anteriores. De acordo com levantamento da Safras & Mercado, os trabalhos atingiram 78,9% da área plantada até o dia 2 de abril.

Apesar do avanço em relação à semana anterior, quando o índice era de 71,5%, o ritmo ainda fica abaixo do observado no mesmo período do ano passado, que registrava 86,6% da área colhida. Também permanece aquém da média histórica para a data, estimada em 82,9%.

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AgroNewsPolítica & Agro

Cotações sobem mais de 11% em março, mas liquidez segue baixa no RS



Valores atuais permanecem abaixo do patamar necessário para assegurar a rentabilidade


Foto: Paulo Rossi Divulgação

Em março, os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul subiram mais de 11% em relação ao fechamento de fevereiro, apontam dados do Cepea. Apesar da valorização e da demanda firme, a liquidez permaneceu restrita durante todo o mês, devido à retração dos produtores, motivada pelo descompasso entre preços e os custos de produção, e à cautela dos agentes. Assim, as negociações ocorreram de forma pontual e em pequenos volumes. 

Mesmo com os avanços em março, pesquisadores do Cepea apontam que os valores atuais permanecem abaixo do patamar necessário para assegurar a rentabilidade do produtor. Ainda segundo o Cepea, com a redução das chuvas, produtores priorizaram as atividades de colheita, afastando-se do mercado spot. Apenas agentes com maior necessidade de caixa estiveram mais ativos, ainda que negociando volumes reduzidos. 





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Fake news sobre Reforma Tributária gera insegurança entre produtores


Foto criada por IA.
Foto criada por IA.

A Reforma Tributária sobre o consumo tem gerado ampla disseminação de informações equivocadas nas redes sociais e em aplicativos de mensagens, gerando inseguranças em produtores rurais.

Entre os boatos mais comuns estão supostas multas relacionadas aos novos tributos, mudanças obrigatórias de regime tributário e exigências que ainda não existem na legislação.

Para a sócia proprietária e diretora administrativa da Lastro Soluções Tributárias para o Agro, Viviane Morales, o principal desafio neste momento é separar informações oficiais de interpretações equivocadas.

“Existe uma grande quantidade de conteúdos sendo compartilhados sem base legal. A Reforma Tributária foi aprovada, mas muitos pontos ainda dependem de regulamentação. Hoje, por exemplo, nem mesmo a alíquota definitiva dos novos tributos foi definida”, contextualiza.

Já o sócio proprietário e diretor comercial e de marketing do escritório, Gustavo Venâncio, ressalta que parte da confusão ocorre porque empresas e sistemas de tecnologia já começaram a se preparar para o novo modelo fiscal.

“Alguns sistemas de emissão de nota fiscal estão sendo adaptados para incluir campos relacionados aos novos tributos, como CBS e IBS. Isso não significa que esses impostos já estejam sendo cobrados ou que existam penalidades neste momento. Trata-se de uma preparação tecnológica necessária para a transição do sistema”, afirma.

Principais fake news sobre a Reforma Tributária

  • “Quem não destacar CBS e IBS na nota fiscal será multado.”

Não há multa prevista neste momento. A alíquota dos novos tributos ainda não foi definida e o país está em fase de adaptação tecnológica dos sistemas fiscais.

  • “A Reforma Tributária não foi aprovada.”

A Reforma já foi aprovada por meio de Emenda Constitucional e conta com Lei Complementar. O que ainda está em andamento é a regulamentação prática das novas regras.

  • “Empresas do Simples Nacional terão que mudar obrigatoriamente de regime.”

Não existe até o momento qualquer regra que determine migração obrigatória para lucro presumido ou lucro real.

  • “Produtores rurais terão que virar pessoa jurídica.”

Até o momento, não há regulamentação que imponha essa exigência. Qualquer afirmação nesse sentido é especulação.

O que é a Reforma Tributária

Aprovada por meio de Emenda Constitucional, a Reforma Tributária já possui Lei Complementar estruturando parte do novo sistema. De acordo com o governo, o objetivo é simplificar, aumentar a transparência e aplicar tributação no destino. O ano de 2026 marca o início da fase de teste dessas mudanças no Brasil.

É um momento de adaptação, no entanto, diversos detalhes operacionais ainda dependem de regulamentação. A Reforma criou os tributos Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirão gradualmente impostos como PIS, Cofins e IPI; ICMS e ISS. A implementação ocorrerá de forma progressiva ao longo dos próximos anos.

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Fiscais apreendem 1,5 toneladas de pescado em operação


pescado; apreensão
Foto: Fiscalização/Ibama/SP

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu 1,5 tonelada de pescado durante fiscalização no litoral norte de São Paulo, no âmbito da Fase 3 da Operação Decapoda 2026.

A ação teve como foco o combate à pesca irregular e o cumprimento do período de defeso, essencial para a proteção dos estoques pesqueiros e a reprodução das espécies marinhas.

Durante a fiscalização, uma embarcação comercial, licenciada para a captura de camarão-rosa, foi abordada pelos agentes ambientais federais. Após análise, foram constatadas irregularidades que resultaram na aplicação de dois autos de infração.

Produtos apreendidos

O primeiro, no valor de R$ 65 mil, foi aplicado pela captura de 13 exemplares de espécies ameaçadas de extinção, entre elas peixes-emplastro-pintados, tubarões-anjo e raias-viola.

Já o segundo auto, no valor de R$ 30,7 mil, foi lavrado pela realização de pesca durante o período de defeso do camarão, com uso de embarcação de arrasto.

pescado; apreensão
Foto: Fiscalização/Ibama/SP

Doação

O pescado apreendido foi destinado ao programa social Sesc Mesa Brasil, por meio de Acordo de Cooperação Técnica, garantindo que alimentos em condições adequadas sejam direcionados a pessoas em situação de vulnerabilidade nutricional.

Operação Decapoda

A Operação Decapoda integra as ações contínuas de fiscalização do Ibama e reforça o monitoramento rigoroso da pesca de arrasto, especialmente durante o defeso. A atuação é fundamental para assegurar o equilíbrio dos ecossistemas marinhos, evitar a sobrepesca e garantir a sustentabilidade da atividade pesqueira no país.

Esta é a terceira fase da operação, as etapas anteriores, que ocorreram nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, resultaram em ações importantes de fiscalização.

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9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro está com as inscrições abertas; participe!


As vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro de 2025 representaram as regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul.

A Bayer, parceira do projeto Soja Brasil, e a Associação Brasileira do Agronegócio anunciaram a abertura das inscrições para a categoria “Produtora Rural” da 9ª edição do Prêmio Mulheres do Agro. As interessadas poderão se inscrever até o dia 7 de junho, por meio do site oficial da iniciativa.

Para participar, as candidatas devem comprovar atuação alinhada aos pilares de sustentabilidade, governança e impacto social. As inscrições serão avaliadas por uma banca independente, formada por especialistas de instituições públicas e privadas, que analisam critérios técnicos e o alcance das iniciativas desenvolvidas no campo.

Segundo Daniela Barros, diretora de Comunicação da divisão agrícola da Bayer no Brasil, o prêmio mantém seu propósito desde a criação. “Mesmo após quase uma década, o Prêmio Mulheres do Agro segue com o propósito claro de reconhecer o protagonismo das mulheres no campo e ampliar a visibilidade de iniciativas que contribuem para um agronegócio mais sustentável, inovador e inclusivo”, afirma.

Entre os exemplos recentes está o de Flávia Strenger Garcia Cid, vencedora do primeiro lugar na categoria “Grande Propriedade” em 2025. Produtora rural e gestora da Fazenda Jaracatiá, em Querência do Norte, ela lidera desde 2015 uma operação voltada à produção de óleos essenciais, extratos vegetais, plantas aromáticas e bioinsumos.

A propriedade se destaca por iniciativas como industrialização na própria fazenda, mecanização de culturas não convencionais, uso de energia renovável, conservação ambiental e gestão hídrica, além de ações com impacto social nas comunidades do entorno.

“O prêmio nos dá voz para inspirar outras produtoras e mostra que o trabalho feminino deixou de ser coadjuvante para ganhar protagonismo no agronegócio brasileiro. O reconhecimento confirma que o esforço e a dedicação à produção agrícola fazem a diferença”, destaca Flávia.

A 9ª edição do prêmio também marca os 130 anos da Bayer no Brasil. A cerimônia será realizada no segundo semestre, em São Paulo, durante evento promovido pela Bayer e pela ABAG, reforçando o compromisso da companhia com uma agenda mais diversa e inclusiva no agronegócio.

“O prêmio amadureceu ao longo dos anos, ampliou seu alcance e relevância. Em um ano tão simbólico para a Bayer, essa agenda exclusiva é uma consequência natural desse caminho e uma forma de valorizar ainda mais as histórias das premiadas e fortalecer conexões”, explica Daniela Barros.

Para Gislaine Balbinot, diretora da ABAG, o crescimento da iniciativa reflete o engajamento do setor. “Temos registrado recordes de participação a cada edição, o que nos incentiva a aprimorar o prêmio para que todas as vencedoras tenham suas trajetórias ainda mais impactadas”, afirma.

Ao final do processo, dez mulheres serão premiadas, sendo nove produtoras rurais e uma pesquisadora. As indicações para a categoria “Ciência e Pesquisa” estarão abertas entre 15 e 30 de abril.

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Acordo entre Google e ministério pretende melhorar eficiência do CAR


propriedade rural
Foto: Reprodução Canal Rural

Acordo de cooperação técnica firmado entre o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Público (MGI) e o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) com o Google vai tornar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) mais eficiente, afirmou nesta quinta-feira (2), a ministra Esther Dweck.

Segundo a ministra do MGI, a parceria permitiu a disponibilização imediata de imagens de satélite de alta resolução referentes a 2008 dos estados do Maranhão, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Pará.

“Vai facilitar muito e vai permitir a todos os agricultores que estão em dia com a legislação terem a vida facilitada, porque o CAR é base para crédito rural, vai ser base para o mercado de carbono e uma série outros benefício”, destacou a ministra.

Em entrevista ao Bom Dia Ministra, programa do CanalGov, Esther Dweck lembrou que a gestão do CAR chegou ao MGI em 2023, para melhorias no sistema criado pelo Código Florestal para que proprietários de terra pudessem declarar tanto as áreas preservadas em suas propriedades, quanto as que já haviam sofrido mudanças no uso da terra.

O Código Florestal, estabelecido em 2012, prevê percentuais de áreas privadas que podem ser desmatadas em cada bioma e cria a ferramenta autodeclaratória, que tem como referência o ano de 2008, para estabelecer o quanto ainda é possível avançar na abertura de áreas verdes para atividades como agricultura, pecuária e outros empreendimentos que exigem grandes extensões de terra.

“Uma das coisas que para a gente era importante eram imagens de alta resolução desse marco temporal de 2008 e desde o início do governo a gente veio conversando e com o Google a gente viu uma possibilidade. Então, eles fizeram uma doação das imagens”, conta.

Segundo a ministra, além das melhorias já realizadas no sistema do CAR, como a integração dos dados de registro de terras, que possibilitou a oferta do serviço de licenciamento ambiental pré-preenchido, também será possível avançar da validação dos dados declarados.

Nessa quarta-feira (1º), o MGI disponibilizou o novo conjunto de imagens para acesso público no catálogo de dados do Google Earth Engine e no Google Earth.

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Preço do boi gordo avança em março e é o mais alto desde 2022, segundo o Cepea


pará, boi, vaca louca - protocolo
Foto: Christiano Antonucci/Secom-MT

Mesmo diante das incertezas e dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os mercados, o setor pecuário brasileiro manteve firmeza ao longo de março, com valorização da arroba do boi gordo.

Levantamento do Cepea mostra que os preços iniciaram o mês sustentados nos níveis de fevereiro, impulsionados pela combinação de oferta restrita de animais prontos para abate e demanda externa aquecida.

Preço médio avança e bate recorde nominal

Em março, o Indicador do boi gordo Cepea/Esalq teve média de R$ 350,18 por arroba, acima dos R$ 342,25 registrados em fevereiro.

No último dia do mês, a arroba foi negociada a R$ 356,00, o maior valor nominal da série histórica do Cepea.

Já em termos reais, considerando os valores deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro de 2026, a média mensal é a mais alta desde fevereiro de 2022.

Oferta restrita sustenta valorização

Segundo pesquisadores do Cepea, as chuvas ao longo de março favoreceram as pastagens, permitindo que pecuaristas mantivessem os animais no campo por mais tempo.

Com isso, a oferta de boiadas prontas para abate permaneceu limitada ao longo do mês.

Diante de escalas de abate mais curtas, frigoríficos tiveram que ajustar os preços pagos pela arroba, sustentando o movimento de alta observado no período.

Demanda externa segue como suporte

Além da restrição de oferta, o bom ritmo das exportações continuou dando suporte às cotações no mercado interno.

Mesmo com o cenário externo mais incerto, a demanda internacional pela carne bovina brasileira segue contribuindo para a firmeza dos preços.

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AgroNewsPolítica & Agro

RS colhe 73% da área de milho na safra



Produtividade do milho varia entre regiões



Foto: Pixabay

A colheita do milho alcança 73% da área cultivada no Rio Grande do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na última quinta-feira (26) pela Emater/RS-Ascar. De acordo com o levantamento, os resultados são considerados satisfatórios na média, embora haja diferenças regionais relacionadas às condições hídricas registradas ao longo do ciclo da cultura.

Conforme o informativo, 14% das lavouras estão em fase de maturação e outros 13% permanecem em estádios anteriores de desenvolvimento. A Emater/RS-Ascar destaca que essas áreas “têm apresentado resposta positiva às precipitações, especialmente no que se refere à manutenção do enchimento de grãos e ao desenvolvimento vegetativo das áreas tardias”.

O avanço da colheita ocorre de forma desigual em diferentes regiões do estado. Segundo o relatório, esse ritmo é influenciado pela umidade dos grãos e pela ocorrência de chuvas recentes, que em alguns locais retardam a perda natural de umidade e dificultam a circulação de máquinas nas lavouras.

A produtividade também reflete o comportamento climático ao longo da safra. De acordo com a Emater/RS-Ascar, áreas que registraram regularidade hídrica e adotaram manejo adequado apresentam os melhores resultados, enquanto regiões que enfrentaram restrição de água em fases críticas do desenvolvimento da cultura tiveram perdas parciais.

As áreas ainda não colhidas correspondem, em grande parte, a plantios tardios ou de safrinha, que apresentam desenvolvimento heterogêneo. O relatório aponta que essa condição está associada à irregularidade das chuvas ocorridas em janeiro e fevereiro, além das diferenças entre ambientes produtivos.

A instituição estima que a área cultivada com milho no estado nesta safra seja de 803.019 hectares, com produtividade média projetada em 7.424 quilos por hectare.

No aspecto fitossanitário, o informativo registra a presença da cigarrinha-do-milho em lavouras do estado. A ocorrência tem intensidade variável e, segundo a Emater/RS-Ascar, não há registros generalizados de danos severos nesta fase final da cultura.





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