Preço do boi gordo avança em março e é o mais alto desde 2022, segundo o Cepea

Mesmo diante das incertezas e dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os mercados, o setor pecuário brasileiro manteve firmeza ao longo de março, com valorização da arroba do boi gordo.
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Levantamento do Cepea mostra que os preços iniciaram o mês sustentados nos níveis de fevereiro, impulsionados pela combinação de oferta restrita de animais prontos para abate e demanda externa aquecida.
Preço médio avança e bate recorde nominal
Em março, o Indicador do boi gordo Cepea/Esalq teve média de R$ 350,18 por arroba, acima dos R$ 342,25 registrados em fevereiro.
No último dia do mês, a arroba foi negociada a R$ 356,00, o maior valor nominal da série histórica do Cepea.
Já em termos reais, considerando os valores deflacionados pelo IGP-DI de fevereiro de 2026, a média mensal é a mais alta desde fevereiro de 2022.
Oferta restrita sustenta valorização
Segundo pesquisadores do Cepea, as chuvas ao longo de março favoreceram as pastagens, permitindo que pecuaristas mantivessem os animais no campo por mais tempo.
Com isso, a oferta de boiadas prontas para abate permaneceu limitada ao longo do mês.
Diante de escalas de abate mais curtas, frigoríficos tiveram que ajustar os preços pagos pela arroba, sustentando o movimento de alta observado no período.
Demanda externa segue como suporte
Além da restrição de oferta, o bom ritmo das exportações continuou dando suporte às cotações no mercado interno.
Mesmo com o cenário externo mais incerto, a demanda internacional pela carne bovina brasileira segue contribuindo para a firmeza dos preços.
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