terça-feira, abril 21, 2026

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Projeto transforma resíduos de caranguejos e siris em fertilizantes


Cascos de caranguejo, siri e guaiamum descartados nos quintais (Foto: Semagri)

No Sergipe, uma iniciativa vem inovando a forma de fertilizar plantações para a agricultura familiar. Em parceria com a Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro), a Prefeitura de São Cristóvão implantou um projeto cuja os resíduos de siris e caranguejos são transformados em biofertilizantes para produtores rurais do município. O principal animal de onde são utilizados os resíduos, é o caranguejo uçá.

A diretora Aquicultura e Pesca da Prefeitura de São Cristóvão, vinculada à Secretaria Municipal de Agricultura, Aquicultura e Pesca (Semagri), comentou que a ideia surgiu através de um diagnóstico feito em comunidades pesqueiras da região, onde a retirada desses resíduos era feita de forma incorreta.

“Técnicos identificaram o descarte inadequado dos cascos de caranguejo, resíduo que, além de gerar impactos ambientais, poderia ser reaproveitado de forma produtiva”, disse Elaine de Jesus.

Execução

Para o chefe do escritório local da Emdagro em São Cristóvão, Renato Figueiredo, a iniciativa mostra como a extensão rural cria possibilidades na criação de soluções práticas e sustentáveis para desafios enfrentados nas comunidades, além de comentar sobre o procedimento de criação do fertilizante.

“O processo começa com a trituração dos cascos, que são transformados em farinha e posteriormente submetidos a um processo de fermentação biológica utilizando esterco bovino fresco”, detalhou o engenheiro agrônomo.

Renato ainda destacou que o diferencial dos fertilizantes criados está atrelado a sua composição, que é rica em diversos nutrientes, microrganismos benéficos e na presença de quitina, substância natural encontrada nos exoesqueletos de crustáceos.

O engenheiro explicou que durante a fermentação a substância é transformada em quitosana, composto que estimula as defesas das plantas, além de melhorar a absorção de nutrientes pelas lavouras e potencializar a resposta imunológica das culturas, o que diminui a necessidade do uso de insumos químicos.

Ainda de acordo com Renato, a aplicação é feita por pulverização e o tempo médio para preparo do fertilizante varia entre 30 a 60 dias.

Execução da iniciativa – (Foto: Semagri)

Os testes pilotos foram aplicados na propriedade de uma moradora da comunidade do povoado Tinharé, que destacou a importância da iniciativa.

“Coloquei minha propriedade à disposição dos demais moradores da comunidade, porque vi que essa iniciativa resolve dois problemas. Estamos aproveitando um resíduo abundante da atividade das marisqueiras para gerar um insumo agrícola de alto valor, que fortalece a agricultura familiar e promove a sustentabilidade”, contou Andréia.

Benefícios para a população

José Valmiro Alves dos Santos, representante da Associação do Povoado Tinharé ressaltou a importância do projeto para a saúde dos moradores locais.

“Para a comunidade, essa poluição não é benéfica, porque grande parte das cascas de mariscos acumula água, favorecendo a reprodução de mosquitos da dengue. Além disso, há uma grande quantidade de lixo nos quintais, com mau cheiro, e tudo isso prejudica a saúde”.

Para ele, o descarte regular desses resíduos e o auxílio a agricultores é a solução perfeita para o problema em questão.

Moradora da região com resíduos de crustáceos – (Foto: Semagri)

A iniciativa, além de resolver questões de limpeza das comunidades e ajudar o meio-ambiente, ainda fortalece a inclusão social integrando marisqueiras, pescadores e agricultores familiares, formando uma cadeia produtiva circular.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Soja impulsiona Goiás, que mantém expectativa de safra robusta para 2025/26


Reprodução Soja Brasil

A Expedição Soja Brasil chegou ao estado de Goiás e encontrou um cenário de crescimento consistente da cultura, mesmo diante dos desafios climáticos registrados ao longo do ciclo. Segundo maior produtor nacional na safra 2024/25, o estado segue ampliando sua relevância no mapa agrícola brasileiro, com projeções positivas para mais uma temporada de grande produção.

Levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que Goiás já ultrapassa 5 milhões de hectares cultivados nesta safra. No ciclo anterior, a produção superou 20 milhões de toneladas, consolidando a força da oleaginosa na região. Para a temporada atual, a expectativa é de um desempenho semelhante, ainda que fatores pontuais possam influenciar o resultado final.

O plantio começou com atraso das chuvas e foi seguido por períodos de veranico em algumas regiões, segundo o presidente da Aprosoja no estado, Clodoaldo Calegari. “O cenário climático trouxe desafios ao longo do ciclo. Ainda assim, podemos chegar a um número próximo ao do ano passado. As avaliações realizadas durante a expedição apontam para uma produção dentro da normalidade, considerando a área plantada”, afirma.

A equipe conheceu Gonzaga Afonso, produtor que simboliza uma nova fase da expansão agrícola no estado. Após anos cultivando cerca de 100 hectares com o pai em Rio Verde, ele decidiu investir em uma nova área de 160 hectares em Quirinópolis, município que vem ganhando espaço na produção de soja.

Na primeira safra na nova região, a expectativa é positiva. Com condições climáticas favoráveis, Afonso projeta produtividade de pelo menos 65 sacas por hectare. Segundo ele, fatores como solos férteis e boa adaptação das variedades foram determinantes para a decisão de expandir a produção.

Apesar do potencial, os desafios são evidentes. Áreas de primeiro ano exigem correção de solo, manejo técnico mais intenso e investimentos contínuos até atingir um teto produtivo mais elevado. Além disso, a variabilidade do solo na propriedade, com trechos mais argilosos e outros mais mistos, demanda estratégias diferentes em relação à realidade anterior em Rio Verde.

Mesmo diante dessas dificuldades, a aposta segue firme. Gonzaga avalia que Quirinópolis tem potencial para se consolidar como uma nova fronteira produtiva dentro de Goiás. Embora a região ainda tenha forte presença da cana-de-açúcar, o avanço da soja sinaliza um movimento de diversificação e crescimento que tende a ganhar força nos próximos anos.

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Embrapa apresenta inovações e lançamentos na TecnoShow 2026


Divulgação Embrapa

Durante a TecnoShow Comigo 2026, que será realizada de 6 a 10 de abril, em Rio Verde (GO), a Embrapa apresentará uma série de tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva no campo. As soluções contemplam culturas como arroz, feijão, soja e trigo, além de sistemas integrados de produção e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc Níveis de Manejo).

A solenidade de lançamento das tecnologias será realizada no dia 7 de abril, com destaque para a nova cultivar de soja convencional BRS 579, desenvolvida pela Embrapa Soja em parceria com a Caramuru Alimentos. Também será lançado um curso online sobre manejo do capim-pé-de-galinha, disponível na plataforma e-Campo.

A BRS 579 apresenta alto potencial produtivo e é indicada para regiões do Centro-Oeste e norte de Mato Grosso. Entre seus diferenciais estão a tolerância a herbicidas do grupo das sulfonilureias e resistência a importantes nematoides, o que contribui para o manejo de plantas daninhas e sanidade da lavoura.

Na Vitrine de Tecnologias, a Embrapa irá expor cultivares adaptadas a diferentes sistemas produtivos e perfis de produtores. Entre elas estão três variedades de soja, uma de trigo e três de arroz, além de tecnologias voltadas à mecanização.

Outro destaque é o avanço do Zarc Níveis de Manejo, que amplia o zoneamento agrícola ao considerar práticas de manejo do solo, aumentando a disponibilidade de água para as plantas. O projeto já começou a ser aplicado na safra 2025/26 e será apresentado com demonstrações práticas durante o evento.

A Embrapa também mostrará o chamado efeito “Poupa-Terra”, que evidencia o ganho de produtividade da soja ao longo das décadas. Com a evolução tecnológica, a produção atual ocupa uma área significativamente menor do que seria necessária no passado para atingir o mesmo volume.

Entre as inovações, também está o sistema Antecipasto, que integra lavoura e pecuária ao permitir a formação antecipada de pastagem, além de uma palestra sobre plantas daninhas quarentenárias e seus impactos no acesso ao mercado externo.

A participação da Embrapa na TecnoShow reforça o papel da pesquisa no avanço da agricultura brasileira, com foco em produtividade, sustentabilidade e gestão de riscos no campo.

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Páscoa: o chamado para cultivar o coração


cesta básica Páscoa
Foto: Pixabay

Muitas vezes, mergulhados na rotina das cidades ou na correria das safras, esquecemos que a Páscoa e a agricultura compartilham a mesma essência: a celebração da vida que renasce. Se olharmos com atenção para o campo, veremos que o trabalho do produtor rural é, na prática, um exercício diário de fé, paciência e resiliência, virtudes que estão no centro da tradição cristã.

Essa reflexão se torna ainda mais necessária no mundo atual. Vivemos um tempo marcado por tensões, vaidades e uma busca constante por poder e resultado, enquanto valores essenciais vão sendo deixados de lado.

Sem valores, não há colheita que se sustente

Para entender essa conexão, é preciso voltar à origem. As grandes festas bíblicas sempre estiveram ligadas aos ciclos agrícolas, e a Páscoa é um momento de passagem e renovação. No campo, sabemos que para a semente gerar fruto, ela precisa primeiro ser lançada à terra e, de certa forma, “morrer” em seu estado original. Através de sua crucificação e ressurreição, Jesus Cristo deixou uma mensagem que o mundo moderno parece esquecer: é possível recomeçar sem ódio ou rancor, pautando-se apenas no perdão e na compaixão.

Não há colheita sem plantio, nem transformação sem renúncia. E talvez o maior erro do nosso tempo seja tentar avançar sem rever valores.

Cristo ressuscitou sem ódio, e nós seguimos acumulando rancor

Do ponto de vista prático, a agricultura materializa os símbolos da fé cristã. O pão e o vinho, presentes na mesa de Páscoa, nascem do trabalho no campo, da combinação entre esforço humano e aquilo que foge ao nosso controle. Mas há algo além disso: o alimento que nutre o corpo deveria caminhar junto com aquilo que nutre o espírito, e é justamente essa conexão que estamos perdendo.

A Páscoa, portanto, não é apenas uma data, mas um chamado. Em um ambiente cada vez mais endurecido, somos convidados a fazer o que o agricultor faz: preparar o terreno. Arar o coração. Rever posturas, abrir espaço para o respeito, para a empatia e para a compreensão. Porque nenhuma sociedade se sustenta apenas com regras ou estruturas econômicas, ela depende, antes de tudo, de valores.

Estamos construindo um mundo eficiente, mas frio; conectado, mas distante; produtivo, mas muitas vezes vazio de sentido. A agricultura ensina que nada florece em solo endurecido, e o mesmo vale para as relações humanas.

O mundo pode até avançar na tecnologia, mas está atrasando no essencial

Nesta Páscoa, mais do que celebrar, é preciso refletir. Refletir sobre o exemplo de Cristo, que enfrentou a dor sem espalhar ódio e mostrou que a reconstrução passa pelo perdão. O campo nos ensina todos os dias que a vida recomeça, mas exige preparo, cuidado e intenção.

No fim, não é apenas a terra que precisa ser cultivada,  é o coração. E talvez seja exatamente isso que o mundo mais precisa agora.ntar. Quando a produção falha, o mercado se ajusta, e quem está pronto ocupa espaço.

Miguel Daoud

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

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Indústria do arroz se despede de Cezar Augusto Gazzaneo


arroz
Foto: Freepik

A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) manifestou pesar pela morte de Cezar Augusto Gazzaneo, ex-diretor-executivo do Sindicato da Indústria do Arroz (Sindarroz), nesta sexta-feira (3).

Com atuação destacada e trânsito entre os diferentes elos da cadeia produtiva, Gazzaneo foi um dos nomes importantes na articulação que levou à criação da Abiarroz, em 2009, contribuindo para ampliar a representatividade da indústria do arroz no Brasil.

Ao longo de sua trajetória, participou de debates relevantes para o setor e esteve à frente de pautas voltadas ao fortalecimento das entidades representativas. Sua atuação foi marcada pelo diálogo, respeito institucional e postura ética.

A entidade também prestou solidariedade aos familiares e amigos, desejando força e conforto neste momento difícil.

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Minas Gerais aposta em pesquisa para virar polo de produção de cacau


Foto: Freepik

O estado de Minas Gerais está em movimentação para aumentar a produção de cacau do estado. Atualmente, Minas Gerais está entre os 10 maiores produtores do fruto no Brasil, com apenas 580 hectares plantados. Porém, o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, enxerga um grande potencial de crescimento, principalmente olhando para a região norte do estado, onde iniciativas e investimentos têm sido feitos em pesquisas realizadas pela Epamig.

Segundo Thales, as condições climáticas ao norte de Minas são favoráveis para esse plantio. As altas temperaturas, a baixa umidade e o uso de tecnologias de irrigação favorecem esse desenvolvimento, “Outra estratégia tem sido o plantio consorciado com as plantações de banana,  um sistema agroflorestal que utiliza a bananeira como proteção para o cacau, garantindo sombreamento e umidade”, explicou o secretário.

Preparação

Uma pesquisa que será realizada pela Epamig de novas cultivares, deve fortalecer essa produção no estado. Ainda em fase de preparação, a previsão é que o plantio tenha início em abril de 2026 nos Campos Experimentais de Mocambinho e Gorutuba.

A pesquisadora e coordenadora do projeto detalhou a iniciativa e quais resultados se espera dele, “O objetivo é determinar a melhor forma de cultivar o cacau aqui na nossa região. Como estamos em uma área de semiárido, e o cultivo tradicional do cacau é feito à sombra, a proposta é justamente testar algo diferente, o cultivo a pleno sol e a aplicação de proteção solar parcial”, contou Willy Dias. 

Outra etapa do teste será o comparativo com outros plantios em consórcio com banana, locais que oferecem sombreamento. A idéia é entender se é necessário o sombreamento ou não para a produção.

Outro ponto, é o convite de integração da Epamig com o Centro Tecnológico de Cacau e Cultura de Regiões não Tradicionais, junto com as Universidades Federais de Viçosa (UFV)  de Lavras (UFLA), junção que deve favorecer o projeto com melhores pesquisas.

O mercado do cacau já é importante em Minas gerais

Deny Sábio, coordenador técnico estadual de fruticultura da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), comentou sobre a importância atual da produção de cacau em Minas Gerais

“Cada hectare gera dois empregos diretos e quatro indiretos”. Ele acrescentou que houve um aumento significativo dessa produção no estado, visto que passou a fazer parte do levantamento de safra da Emater-MG.

Em Jaíba, a produção de cacau é a campeã no estado de Minas, com 256 hectares plantados, números que correspondem a 53,3% do estado. Em seguida, vêm Janaúba (120 hectares), Bandeira (64 hectares) e Matias Cardoso (25 hectares).

Segundo a assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Manoela Teixeira, Minas registra um volume total das exportações de 7 mil t de cacau e seus derivados, movimentando US$ 64,9 milhões.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas interferem na colheita de milho silagem



Milho silagem mantém potencial em parte do estado



Foto: Agrolink

A colheita do milho destinado à produção de silagem no Rio Grande do Sul alcança cerca de 80% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. As operações avançam de forma contínua, embora algumas precipitações tenham interferido no ritmo de corte e nas etapas de compactação e vedação dos silos.

O levantamento indica variabilidade na produtividade de massa verde e na composição da silagem, refletindo a irregularidade das chuvas ao longo do ciclo da cultura. Lavouras implantadas em diferentes períodos apresentam contrastes entre desenvolvimento vegetativo e formação de grãos, o que influenciou a qualidade do material destinado à ensilagem. Ainda de acordo com o informativo, as condições climáticas contribuíram para manter o desempenho das áreas que seguem em desenvolvimento, especialmente aquelas em fase de enchimento de grãos.

A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta área de 345.299 hectares cultivados com milho para silagem no estado, com produtividade média de 37.840 quilos por hectare.

Na região administrativa de Bagé, localizada na Campanha, a colheita avançou apesar das dificuldades operacionais provocadas pelas chuvas registradas após o corte das plantas, condição que afetou o processo de ensilagem. No município de Hulha Negra, as lavouras implantadas em dezembro apresentam boa produção de grãos, mas com porte reduzido em razão da restrição hídrica durante a fase vegetativa. Esse cenário resultou em produtividade de massa verde até 20% inferior em comparação às áreas semeadas em novembro. Nessas áreas, a produtividade alcança cerca de 45 mil quilos por hectare, com maior acúmulo de biomassa e menor participação de grãos devido ao estresse hídrico registrado durante o pendoamento e a polinização.

Na região administrativa de Caxias do Sul, a colheita das áreas destinadas à silagem já foi concluída. Conforme o informativo, houve leve redução na produtividade associada à menor umidade do solo durante o ciclo da cultura, sem impacto relevante na qualidade do material ensilado.

Já na região administrativa de Ijuí, as lavouras se encontram predominantemente na fase de formação de grãos. Segundo a Emater/RS-Ascar, as áreas apresentam desenvolvimento vegetativo satisfatório e manutenção do potencial produtivo, favorecidos pelas condições de umidade do solo registradas no período.





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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de uva confirma volume e qualidade



Colheita da uva entra na fase final na Serra



Foto: Divulgação

A colheita da uva está praticamente concluída na região administrativa de Caxias do Sul, segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar. Restam apenas alguns vinhedos destinados ao processamento para autoconsumo.

De acordo com o levantamento, a produção confirmou as projeções iniciais. O relatório aponta “grande volume e excelente qualidade”, além de registrar atraso entre 10 e 15 dias no período de colheita em comparação a uma safra considerada normal. As vinícolas da região seguem contabilizando a quantidade de uvas recebidas e os produtos elaborados ao longo do ciclo.

A comercialização de uvas de mesa continua em andamento, incluindo as variedades Itália, Rubi, Benitaka, BRS Núbia, BRS Isis e BRS Vitória. Conforme o informativo, os preços pagos ao produtor variam entre R$ 8,00 e R$ 15,00 por quilo. Na Ceasa/Serra, a variedade Niágara passou a ser comercializada a R$ 5,00 por quilo.

Na região administrativa de Soledade, a colheita de uvas americanas, viníferas e europeias já foi concluída. O informativo destaca a produtividade registrada na safra. No município de Ibarama, por exemplo, a produção variou entre 12 e 13 toneladas por hectare.

Ainda segundo a Emater/RS-Ascar, a colheita das uvas finas de mesa segue voltada ao consumo in natura, com venda direta ao consumidor. O relatório indica que os cachos apresentam boa formação e que as condições fitossanitárias das lavouras são favoráveis. O grau Brix registrado foi de 16° para a uva Francesa, 18° para a Niágara Rosada e 14,5° para a Bordô.





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Joaninhas ajudam no controle de pragas no campo


Insetos pequenos e frequentemente ignorados nas lavouras, as joaninhas têm papel relevante no controle biológico de pragas e no equilíbrio dos ecossistemas agrícolas. Esses predadores naturais se alimentam de insetos que atacam diversas culturas e são considerados aliados de produtores rurais na proteção das plantações.

De acordo com a engenheira agrônoma Erica Tomé, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, regional de Araraquara, o hábito alimentar das joaninhas contribui diretamente para o controle de pragas agrícolas. “Ela se alimenta de vários insetos, ácaros, cochonilhas, pulgões e moscas brancas, presentes em várias culturas. Geralmente, a joaninha beneficia todas as culturas que podem sofrer com estas pragas. Elas podem comer, por exemplo, cerca de 50 pulgões por dia”, explica.

A atuação desses insetos ocorre durante quase todo o ciclo de vida. Desde a fase larval até a fase adulta, as joaninhas predam organismos considerados prejudiciais às plantações. Algumas espécies também consomem fungos responsáveis por doenças em plantas, como ocorre em cultivos de quiabo.

Pesquisas sobre o comportamento e a eficiência desses insetos vêm sendo conduzidas pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio da equipe de entomologistas do Instituto Biológico, unidade da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios em Ribeirão Preto. Os estudos analisam a diversidade de espécies de joaninhas presentes em culturas agrícolas, sua preferência alimentar, o consumo de pragas e o comportamento desses predadores no combate a insetos que afetam as lavouras. Técnicas para a conservação das joaninhas nas áreas de cultivo também fazem parte das pesquisas.

A pesquisadora do Instituto Biológico Terezinha Monteiro estuda o inseto desde o mestrado e se especializou na análise de sua contribuição para a agricultura. “Devido ao hábito alimentar polífago e alta voracidade, as joaninhas, tanto na fase jovem (larva) e adulta, controlam com sucesso uma variedade de pragas em hortaliças, em culturas de produção de cereais e de grãos, pomares de laranja, além de plantas ornamentais. Deste modo, este pequeno predador proporciona benefícios aos agricultores que produzem alimentos que compõem a refeição do dia a dia da população”.

Segundo a pesquisadora, a diversidade de espécies pode ser observada em uma mesma planta. “Em uma única planta podemos encontrar uma diversidade de espécies de joaninhas. Por exemplo, em pomares de laranja existem muitas espécies de joaninhas, aquelas que preferem consumir pulgões, outras que consomem cochonilhas, ácaros e também psilídeos”.

A atuação desses insetos também tem relevância no estado de São Paulo, que concentra grande produção de citros. “O estado de São Paulo é agraciado por ser o maior produtor de laranja do Brasil e o maior exportador de suco de laranja do mundo. Em pomares dessa fruta cítrica, destaca-se a ação de variadas espécies de joaninhas no controle de pragas dos citros, como cochonilhas, pulgões e ácaros. Um grande exemplo de controle biológico de pragas no Brasil”, ressaltou Terezinha.

Além da citricultura, a presença de joaninhas também é observada em outras áreas agrícolas. De acordo com Erica Ybarra, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, esses insetos tendem a ser mais frequentes em cultivos orgânicos ou em áreas que adotam práticas de manejo integrado. “Geralmente, em áreas de culturas orgânicas, com Certificação Orgânica, e naquelas onde são aplicadas as técnicas de MIP, a presença de joaninhas tende a ser maior”.

A diversidade de plantas nas áreas agrícolas também contribui para a presença desses predadores. Plantas ricas em pólen e néctar podem ajudar a atrair e manter joaninhas nas lavouras, favorecendo um ambiente adequado para sua permanência.

Segundo a pesquisadora Terezinha Monteiro, essa integração pode ampliar a presença dos insetos nas áreas de cultivo. “Além de conservar as joaninhas que já estão nos cultivos, é possível atraí-las ainda mais. Isso porque, na fase adulta, além de caçarem pragas, elas se alimentam de pequenas porções de pólen e néctar, o que garante sua sobrevivência em épocas de falta de alimento. Essas plantas também servem como abrigo, promovendo um ambiente adequado que favorece a reprodução e a permanência delas na área”, destacou a pesquisadora.

 

Com informações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.*





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AgroNewsPolítica & Agro

Milho 2025/26 tem 91% das lavouras em boa condição



Safrinha de milho se aproxima da conclusão



Foto: Agrolink

O plantio da segunda safra de milho 2025/26 no Paraná alcançou 99% da área prevista de 2,86 milhões de hectares, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural do Paraná, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná. De acordo com o relatório, “o pequeno volume de área restante deve ser finalizado ainda esta semana”.

No campo, as condições das lavouras permaneceram estáveis em relação à semana anterior. Conforme o boletim, “da área já plantada, 91% apresenta boa condição e potencial para atingir a produtividade média esperada”.

Ainda segundo o Deral, parte das áreas apresenta desempenho intermediário. O documento informa que “em condição mediana estão 8% das lavouras, área que pode ou não alcançar a produção projetada”.

Uma parcela menor das lavouras apresenta situação desfavorável. O boletim aponta que “apenas 1% da área encontra-se em situação ruim e deve resultar em produtividade abaixo do esperado, gerando potenciais perdas”.

O relatório também destaca que as condições climáticas registradas em março não favoreceram o desenvolvimento da cultura. Segundo o Deral, “o mês de março não foi favorável para a cultura, apresentando chuvas irregulares e ondas de calor que afetaram o pleno desenvolvimento das lavouras e podem refletir um resultado menor do que o inicialmente previsto”.





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