sábado, agosto 1, 2026

Agro

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Produtores rurais de MS discutem soluções emergenciais em meio à crise no agronegócio



Produtores rurais de Mato Grosso do Sul se reuniram nesta quinta-feira (27) para discutir soluções emergenciais diante da crise que atinge o agronegócio no estado. O aumento nos custos de produção, o endividamento dos produtores e as dificuldades no acesso ao crédito foram os principais temas abordados no encontro. O diretor executivo da MS Integração, Roney Pedroso, foi quem trouxe os detalhes da reunião.

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De acordo com Roney, a situação financeira dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul se agravou nos últimos três anos devido a fatores climáticos, como a seca, e aos elevados custos de produção. “A produção forrageira tem sofrido devido à falta de água, afetando diretamente a rentabilidade dos produtores. Além disso, os preços das commodities não têm sido suficientes para compensar os custos crescentes“, explicou Roney.

A apresentação feita durante a reunião destacou que a média de produtividade dos últimos três anos foi fortemente afetada. A região centro-sul do estado, que representa 60% a 85% da área plantada, sofreu perdas significativas. O cenário ficou ainda mais crítico com a defasagem dos preços das commodities, como soja e milho, e os altos custos de arrendamento, investimentos e juros.

Diante desse cenário, os produtores estão buscando a união entre sindicatos, associações como a Famasul e a Aprosoja, o governo estadual e a Assembleia Legislativa para encontrar soluções. “Estamos organizando o setor, envolvendo sindicatos, Famasul, Aprosoja e autoridades para buscar um caminho que possa contornar essa situação aqui no estado”, ressaltou Roney.

Durante o encontro, foram discutidas as consequências dessa crise para toda a economia do estado, pois o agronegócio é um dos principais setores produtivos de Mato Grosso do Sul. A redução na produção impacta negativamente os tributos arrecadados pelo estado, dificultando investimentos e afetando o comércio local.

Roney enfatizou que o estado vive um momento sério e que muitos produtores já estão deixando a atividade. “Hoje o agro de Mato Grosso do Sul pede socorro. Estamos tentando sensibilizar as autoridades para trazer apoio e ajudar a reverter esse cenário“, afirmou.



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AgroNewsPolítica & Agro

perdas podem gerar prejuízo de R$ 1,3 bilhão no Paraná


De acordo com a análise do Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a colheita de trigo no Paraná se aproxima de metade da área semeada, com projeção de 2,58 milhões de toneladas colhidas em uma área de 1,15 milhão de hectares. No entanto, as perdas médias no estado foram calculadas em 32%, devido à seca severa e geadas que impactaram as lavouras durante o inverno.

O volume total de trigo esperado inicialmente era de 3,8 milhões de toneladas, representando uma redução de 1,2 milhão de toneladas na estimativa atual. Essas perdas podem gerar um impacto financeiro de até R$ 1,3 bilhão aos triticultores paranaenses, montante que só pode ser parcialmente amenizado por contratos de seguro.

A cultura da cevada também foi prejudicada, com uma produção projetada em 291 mil toneladas, 14% abaixo do potencial estimado de 340 mil toneladas. No entanto, devido ao ciclo mais longo e à concentração das áreas no sul do estado, a cevada apresentou uma melhor resposta às condições climáticas adversas, em comparação ao trigo.

A aveia, por sua vez, deve registrar perdas de 26%. Contudo, a possibilidade de colheita em áreas alternativas pode levar à reavaliação desse número. Mesmo assim, as perdas são significativas, especialmente para uma cultura conhecida por sua rusticidade.

No que diz respeito ao milho, o plantio da primeira safra de 2024/25 já atingiu 60% dos 257 mil hectares previstos. A produção esperada é de 2,6 milhões de toneladas, com as principais regiões produtoras, Ponta Grossa e Guarapuava, já com 85% e 70% das áreas plantadas, respectivamente.





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Como enfrentar os desafios climáticos e garantir o sucesso da lavoura da soja?


O sucesso da lavoura da soja depende, em grande parte, das condições climáticas, que influenciam a produtividade e a qualidade dos grãos. Cada fase do desenvolvimento do grão requer condições específicas que podem impactar diretamente os resultados da safra.

José Renato Farias, pesquisador da Embrapa, destaca que os dois fatores mais relevantes são a temperatura e a disponibilidade de chuvas. Ele observa que, atualmente, várias regiões do país enfrentam a seca, o que afeta a umidade do solo e a quantidade de água disponível.

Ele comenta que é fundamental discutir as implicações climáticas para a safra, especialmente com a previsão de um fenômeno La Niña. A combinação de temperaturas elevadas e a falta de chuvas pode trazer desafios inesperados, tornando o planejamento estratégico ainda mais essencial.

Conforme dados da Embrapa Soja, a soja se desenvolve melhor em temperaturas entre 20°C e 30°C, sendo a temperatura ideal em torno de 30°C. Quando o solo cai abaixo de 20°C, a semeadura deve ser evitada, pois isso compromete a germinação e a emergência das plantas. A faixa ideal para o plantio é entre 20°C e 30°C, com 25°C favorecendo uma emergência rápida e uniforme.

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Em direção ao sucesso da lavoura

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Foto: Pedro Silvestre

Para assegurar o sucesso da lavoura, Farias recomenda o uso de sementes de alta qualidade, com bom poder germinativo e vigor. ”Sementes saudáveis garantem um melhor estabelecimento da lavoura, aumentando as chances de uma colheita produtiva. Além disso, é importante realizar o plantio em condições adequadas, assegurando umidade no solo e profundidade correta”, explica.

Semeaduras em condições de seca e calor podem comprometer o estabelecimento das lavouras, tornando as sementes vulneráveis a pragas e doenças. A melhor estratégia é aguardar condições climáticas favoráveis para a semeadura. Utilizar sementes de boa qualidade e semear de forma adequada garante um desenvolvimento saudável das plantas, preparadas para enfrentar futuros estresses.

Outra estratégia para mitigar os impactos da seca e calor é escalonar a época de semeadura, sempre dentro da janela especificada pelo Zoneamento Agrícola para Redução de Riscos (Zarc), e/ou utilizar cultivares de ciclos diferentes. Se ocorrer um período de estresse climático, nem toda a área será afetada da mesma maneira.

O escalonamento das datas de semeadura é crucial. Recomenda-se usar diferentes cultivares em áreas distintas, como uma cultivar de 100 dias em um talhão e outra de 110 dias em outro, variando as datas de semeadura. Essa prática pode ser eficaz para reduzir os riscos de deficiências hídricas ou altas temperaturas, garantindo alguma produção mesmo em situações adversas.

Semear a mesma cultivar na mesma data pode expor toda a região a riscos climáticos, resultando em perdas significativas. Em situações de estresse hídrico ou temperaturas excessivas, a saúde das plantas pode ser comprometida. Portanto, implementar esses cuidados simples durante o planejamento e instalação das lavouras pode fazer toda a diferença.

O clima é um dos fatores mais desafiadores na produção agrícola, e sua imprevisibilidade transforma as adversidades climáticas no principal risco para os agricultores. Compreender essas dinâmicas e adotar estratégias adequadas são passos cruciais. Com atenção às condições climáticas e práticas de manejo eficientes, é possível minimizar riscos e maximizar o sucesso da lavoura da soja, garantindo não apenas produtividade, mas também sustentabilidade a longo prazo.



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Cuidados e perspectivas para a safra 2024/25 da soja


Nas regiões produtoras da soja do Brasil, é preciso ter cautela. Atualmente, os produtores monitoram o mercado em preparação para a safra 2024/25. No sul do Piauí, o gerente de um grupo de fazendas, João Victor Brugnera, destaca que os preços da soja recuaram em relação à última safra, gerando preocupações. Embora alguns custos estejam travados, muitos insumos já foram adquiridos, com parte do pagamento prevista para o próximo ciclo.

Na safra 2023/24, a produtividade média nas fazendas gerenciadas por Brugnera foi de 67 sacas por hectare, e há um esforço para repetir ou superar esse resultado no próximo ciclo. O cenário de oferta para o próximo ano traz desafios, tornando essencial que os agricultores adotem uma abordagem cautelosa e estratégica.

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Estratégias para redução de custos

comercialização commoditiescomercialização commodities
Foto: Pixabay/ Arte: Canal Rural

Um ponto importante é a necessidade de medidas que possam ser adotadas pelos produtores ao longo dos anos para diminuir custos. “Se você trabalhar o solo adequadamente, conseguirá uma rentabilidade média que ajuda a sobreviver nesse mercado desafiador”, explica uma especialista em mercado, Ana Paula Lod.

Cenário global da soja

Foto: Canal Rural

A analista também aponta que, do ponto de vista mundial, a produção da soja deve superar o consumo, resultando em preços pressionados. A combinação de uma produção robusta e incertezas na demanda, especialmente em relação à economia da China, contribui para essa situação.

Além disso, a baixa do dólar tem impactado o valor da soja no Brasil. Um dos fatores que evita uma desvalorização maior do grão é a demanda aquecida por seus derivados, como o óleo da soja, utilizado na fabricação de óleo de cozinha e biodiesel.

Comercialização e tendências

Foto: Canal Rural

Para a safra 2023/24 e até a 2024/25, a comercialização antecipada tem sido mais lenta em comparação com anos anteriores. Esse movimento é reflexo de um cenário de preços mais pressionados, que limita as expectativas de venda.

Os produtores, portanto, precisam se adaptar a esse novo cenário, mantendo a cautela e buscando estratégias para garantir a rentabilidade em um mercado cada vez mais desafiador.

Confira a reportagem completa:



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Floricultura paranaense movimenta R$ 249,6 milhões em 2024


Paraná registra crescimento no setor de floricultura





Foto: Pixabay

De acordo com a análise do Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a floricultura no Paraná alcançou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 249,6 milhões em 2024. Os gramados e as plantas perenes ornamentais foram os maiores responsáveis por esse resultado, contribuindo com 72,1% do total gerado pelo setor no estado.

As flores ornamentais, como orquídeas, crisântemos e roseiras, também tiveram uma importante participação na floricultura paranaense, representando 20,9% do VBP do segmento, com a produção complementada por outras 27 espécies florais.

As orquídeas, em especial, destacaram-se em 2023, com uma produção de 549 mil unidades, gerando um VBP de R$ 24,3 milhões. A maior parte dessa produção se concentrou na região de Toledo, responsável por 43,9% do valor total, com 241 mil plantas produzidas, equivalentes a R$ 10,7 milhões. A região de União da Vitória aparece logo em seguida, contribuindo com 37,2% da produção de orquídeas. Juntas, essas duas regiões representam 81,1% do total estadual de produção de orquídeas.





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Canal Rural está disponível na Samsung TV Plus para 19 milhões de TVs conectadas



Produtores rurais e amantes do agronegócio agora têm mais uma forma de acompanhar as notícias e atualizações do setor. O Canal Rural está disponível na Samsung TV Plus, um serviço de vídeo presente em 19 milhões de TVs conectadas da marca no Brasil. A novidade foi anunciada nesta quinta-feira (27), durante o programa Mercado & Companhia.

Segundo a diretora de conteúdo e programação do Canal Rural, Jaqueline Silva, a parceria facilita o acesso do público à programação do canal. “Qualquer pessoa que tenha a TV Samsung Plus pode assistir ao Canal Rural ao vivo e ficar por dentro das informações sobre os próximos passos que o produtor rural está dando para produzir com sustentabilidade“, explicou.

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O Canal Rural é o único canal de TV dedicado ao agro disponível na Samsung TV Plus e é reconhecido como uma referência no mercado. Ele se destaca por ser uma fonte segura para decisões dos produtores rurais, além de aproximar o setor de toda a sociedade.

Para o presidente do Canal Rural, Júlio Cargnino, essa parceria amplia o alcance do conteúdo voltado para o campo. “É uma tecnologia que está crescendo muito, por ter qualidade, ser gratuita e muito acessível. Queremos conectar os dois mundos, do campo e da cidade, para que o Canal Rural seja uma janela que mostra o interior do Brasil para toda a sociedade“, afirmou.

O canal está disponível no dial 2084 da Samsung TV Plus, e a sintonização é bastante simples. Basta acessar o aplicativo Samsung TV Plus, selecionar a opção ‘Guia’, depois ‘Locais’ e, por fim, escolher o número 2084. Em poucos passos, o público pode conferir os principais conteúdos do universo agro e relaxar enquanto se mantém informado sobre o setor que impulsiona a economia nacional.



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Fim de semana com chuvas intensas e frio no Sul: confira a previsão



Saiba como o clima irá se comportar neste fim de semana em todo o Brasil:

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Sábado (28)

Sul

A nebulosidade aumenta no leste e litoral do Paraná, com possibilidade de garoa. As temperaturas ficam mais baixas, enquanto a chuva diminui em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, com destaque para as temperaturas baixas na Campanha gaúcha e na Serra.

Sudeste

Há condições de chuva no leste e sul de São Paulo, no centro-sul do Rio de Janeiro e no sul de Minas Gerais, devido à passagem de uma frente fria em alto mar. A temperatura diminui mais no litoral paulista. A previsão é de chuva isolada no sul do Espírito Santo, com tempo firme no noroeste de Minas Gerais.

Centro-Oeste

Tempo abafado na região, com chance de pancadas irregulares no sul de Goiás, nordeste de Mato Grosso do Sul e noroeste e norte de Mato Grosso. As capitais Brasília, Cuiabá e Campo Grande ficam sem chuva.

Nordeste

Dia mais instável no centro-leste da Bahia, com chuva a qualquer momento em Salvador. No entanto, as temperaturas continuam altas, mantendo o tempo abafado. O tempo fica firme no Maranhão, Piauí, Ceará e no interior e sertão da região.

Norte

A condição de temporais típicos da primavera, com raios, ventos moderados e trovoadas, aumenta no Acre, Amazonas e no estado de Roraima. As pancadas de chuva podem ocorrer em vários momentos do dia, intercalando com períodos de melhora, enquanto o Amapá e Tocantins permanecem com tempo firme e seco.

Domingo (29)

Sul

Sem previsão de chuva na maior parte da região. Existe a possibilidade de pancadas bem irregulares no extremo sul do Rio Grande do Sul, enquanto em Porto Alegre, em todo o estado de Santa Catarina e do Paraná, o tempo fica firme. As temperaturas permanecem amenas nas serras gaúchas e catarinense.

Sudeste

Possibilidade de chuva no leste de Minas Gerais, incluindo Belo Horizonte e no Espírito Santo, onde a umidade aumenta, criando condições para pancadas de chuva com trovoadas. O domingo amanhece com muitas nuvens em São Paulo, mas sem chuva. O tempo fica firme na cidade do Rio de Janeiro.

Centro-Oeste

Chuva concentrada no norte de Mato Grosso, podendo vir em forma de pancadas com risco de granizo, enquanto Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal permanecem com tempo firme e calor.

Nordeste

Chuva moderada no litoral da Bahia, em Recife e em Maceió. Todas as demais áreas do Nordeste seguem com sol, calor intenso, tempo firme e seco.

Norte

Tempo instável, com possibilidade de pancadas fortes de chuva e risco de temporais no Acre, Amazonas, Roraima e no centro-sul e noroeste do Pará. Há uma pequena chance de chuva em Palmas, enquanto Belém e Macapá permanecem com tempo firme.



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em meio à realização de lucros, Chicago chega ao intervalo próxima à estabilidade


A sessão eletrônica da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja chega ao intervalo com preços próximos à estabilidade para o grão, enquanto o farelo apresenta alta e o óleo tem baixa.

O mercado é dominado por um movimento de realização de lucros desde o início da manhã, mas a semana continua muito positiva, refletindo o clima seco em partes do Brasil e as incertezas sobre o potencial produtivo nos Estados Unidos.

Os investidores também se posicionam em relação ao relatório de estoques trimestrais dos Estados Unidos, que será divulgado na próxima segunda-feira (30).

Os contratos com vencimento em novembro de 2024 estavam cotados a US$ 10,41 1/2 por bushel, com um avanço de 0,50 centavo por bushel, ou 0,04%. A posição de janeiro de 2025 era negociada a US$ 10,59 1/4 por bushel, estável.

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Farelo da soja

embarque de soja para mercado externoembarque de soja para mercado externo
Foto: Fabio Scremin/APPA

No farelo, o contrato de dezembro de 2024 estava cotado a US$ 329,70 por tonelada, com uma elevação de US$ 2,90 por tonelada, ou 0,88%. Em contraste, a posição de dezembro de 2024 do óleo era cotada a 42,30 centavos de dólar por libra-peso, apresentando uma baixa de 0,60 centavo por libra-peso, ou 1,01%.



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Seca impede queda no preço do leite no Paraná


Leite segue com preços elevados no Paraná





Foto: Pixabay

Com as adversidades climáticas recentes no Paraná, o preço do leite no estado continua elevado, conforme análise do Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento. O valor pago aos produtores, segundo a última pesquisa semanal do Deral, está em R$ 2,77 por litro de leite entregue à indústria. A previsão de queda nos preços ainda não se concretizou, principalmente devido à seca que atingiu as pastagens após o inverno.

No mês de agosto, as principais regiões produtoras do estado receberam até 60mm a menos de chuvas do que o esperado. Embora muitos produtores tenham conseguido suprir as necessidades nutricionais dos rebanhos com ração e silagem, a necessidade de suplementar a alimentação no cocho fez com que os custos de produção aumentassem, mantendo os preços do leite em alta.

A seca tem sido um fator determinante para a manutenção dos preços, mesmo em um cenário onde havia a expectativa de uma queda. A combinação de condições climáticas desfavoráveis e o aumento dos custos de alimentação dos rebanhos prolongam o cenário de preços elevados para o setor leiteiro no Paraná.





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Brasil e Camarões discutem novas parcerias para fortalecer a cadeia do cacau



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu, na quarta-feira (25), a delegação da República dos Camarões para discutir parcerias bilaterais e fortalecer a cadeia do cacau. A reunião faz parte de uma proposta de cooperação entre os dois países, visando promover o intercâmbio de experiências e revitalizar a produção cacaueira em ambos.

Um dos principais temas discutidos foi a realização de uma visita ao país africano ainda em 2024. Durante essa visita, técnicos e pesquisadores brasileiros conhecerão o modelo de produção e gestão do cacau em Camarões, apresentando também as boas práticas e técnicas sustentáveis utilizadas na cacauicultura brasileira.

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Segundo Martin Mbeng, embaixador de Camarões e chefe da delegação, as informações adquiridas nessa visita serão fundamentais para desenvolver novas propostas de cooperação e renovar o acordo setorial já existente.

A secretária-adjunta de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Lizane Soares, destacou a importância dessa parceria, ressaltando que a cooperação entre os países contribui para o fortalecimento global do setor, uma vez que Brasil e Camarões se destacam mundialmente na produção de cacau.

Além da secretária-adjunta, participaram da reunião representantes da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, e membros da embaixada de Camarões, incluindo o ministro Martial Tchenzette e o conselheiro Francis Seme.



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