sábado, agosto 1, 2026
News

Preços da soja sobem em julho, enquanto clima e custos preocupam próxima safra


Soja, soja em grão
Foto: Magnific

Julho foi positivo para o mercado brasileiro de soja. Os preços subiram nas principais praças do Brasil, acompanhando o comportamento dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, e o ritmo dos negócios melhorou, apesar do câmbio desfavorável. Os prêmios seguiram firmes e ajudaram a consolidar o bom momento para os negócios.

Preços da soja no Brasil

Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 140,00 durante o mês.

Em Cascavel (PR): subiu de R$ 124,00 para R$ 134,00.

Em Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 127,00.

No Porto de Paranaguá: subiu de R$ 135,00 para R$ 145,00.

Soja em Chicago

Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, apresentaram alta mensal de 4,26%, sendo negociados na manhã do dia 31 a US$ 11,92 por bushel. No melhor momento de julho, a cotação superou a casa de US$ 12,50, se colocando nos melhores patamares em mais de dois anos.

Três fatores contribuíram para os ganhos em Chicago. O petróleo voltou a subir com a tensão no Oriente Médio escalonando. A demanda chinesa pelo produto americano se aqueceu e, completando o cenário positivo, boletins apontando clima seco e altas temperaturas sobre o cinturão produtor americano garantiram picos característicos desse mercado de clima.

Agosto promete muita volatilidade, já que é o período crítico para a formação do potencial produtivo da safra americana.

Plantio da soja

Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira, a intenção de plantio da nova safra brasileira de soja aponta diversos desafios para 2027, mas ainda mantém uma perspectiva de aumento da produção, desde que não ocorram problemas climáticos relevantes.

Por um lado, há potencial para novos avanços de área, principalmente nos estados do Centro-Oeste. “É o caso de Mato Grosso, que mantém uma expectativa de expansão de aproximadamente 1,5% na área cultivada”, pontua o consultor.

Segundo ele, mesmo com margens mais apertadas, as elevadas produtividades registradas nas últimas safras melhoraram a relação entre custos e receitas, permitindo que a atividade permaneça economicamente viável, ainda que com rentabilidade mais limitada.

“Goiás segue uma dinâmica semelhante, embora a situação dos produtores seja mais fragilizada”, exemplifica Silveira.

Por outro lado, o clima é um dos principais fatores de preocupação para a temporada. A
expectativa de um evento de El Niño mais intenso levanta riscos importantes para a safra
brasileira, especialmente por sua maior influência estar prevista para meses decisivos ao
desenvolvimento da cultura e à definição do potencial produtivo.

“Caso esse cenário se confirme, poderá haver impacto negativo sobre os níveis de produtividade”, destaca Silveira.

Ainda assim, Safras & Mercado não trabalha com quebras de safra antecipadamente, adotando essa premissa apenas quando há evidências concretas de perdas no campo. “No entanto, nossa expectativa é de produtividades potenciais inferiores às observadas na última temporada para a maioria das regiões”, afirma.

Além do risco climático, os custos de produção seguem elevados, principalmente em função da alta dos fertilizantes ao longo do primeiro semestre. “Esse cenário pode levar parte dos produtores a reduzir o nível de investimento em tecnologia e manejo, fator que tende a limitar o potencial produtivo da safra 2026/27”, explica.

O post Preços da soja sobem em julho, enquanto clima e custos preocupam próxima safra apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *