sábado, agosto 1, 2026

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Área de florestas plantadas cresce em Goiás e produção florestal bate recorde


Segundo dados divulgados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás, a produção florestal em Goiás ultrapassou R$ 472 milhões em 2023, de acordo com a pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (26). O levantamento mostra que a silvicultura, responsável pela extração de madeira, continua sendo a principal atividade do setor, gerando R$ 457 milhões, enquanto a extração vegetal respondeu por R$ 15,3 milhões.

Do total produzido pela silvicultura, 67,7% do valor é proveniente da produção de lenha, que gerou R$ 309,4 milhões. A madeira em tora representou 30,9% da produção, com R$ 141,3 milhões, e o carvão vegetal contribuiu com 1,4%, somando R$ 6,3 milhões. Em comparação com 2022, houve um aumento no valor da lenha, enquanto a participação da madeira em tora e do carvão vegetal apresentou uma leve queda.

A pesquisa também aponta que a área de florestas plantadas em Goiás aumentou 2,4% em 2023, totalizando 124,4 mil hectares. Esse crescimento quebra uma sequência de quatro anos de queda, com destaque para o aumento de 1,6% na área plantada de eucalipto, que agora representa 92,4% das plantações florestais no estado.

Além da silvicultura, a extração de produtos alimentícios também teve um bom desempenho. Foram extraídas 3,77 mil toneladas desses produtos em Goiás, um aumento de 21,6% em relação ao ano anterior. O valor total gerado por essa extração foi de R$ 6,7 milhões, sendo o pequi o principal destaque, com crescimento de 21,8%, gerando R$ 5,65 milhões, o que corresponde a 37,1% do valor total da extração vegetal no estado.





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Conselho Monetário Nacional define preços de referência para produtos agropecuários


Valores consideram a evolução dos custos de produção





Foto: Canva

Segundo dados divulgados pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em reunião ordinária realizada nesta quinta-feira (26/9), foram aprovados os preços de referência para diversos produtos agropecuários que vigorarão no ano agrícola 2024/2025. Esses valores consideram a evolução dos custos de produção e os preços médios praticados no mercado, sendo fundamentais para nortear a concessão de crédito ao amparo do Financiamento Especial para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE) e do Financiamento para Garantia de Preços ao Produtor (FGPP).

O FEE destina-se aos produtores rurais, enquanto o FGPP abrange a aquisição de produtos por cooperativas, agroindústrias e empresas que atuam no beneficiamento e industrialização de produtos agropecuários.

O CMN, presidido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é composto pelo presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, e pela ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. A definição dos preços de referência impacta diretamente o setor, oferecendo segurança financeira e previsibilidade ao mercado agropecuário.





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Avalia Greening é a nova ferramenta do Fundecitrus para a batalha contra a doença


O Fundecitrus lançou, nesta quinta-feira (19), a plataforma Avalia Greening, que disponibiliza, gratuitamente, os resultados de eficácia de produtos comerciais e tratamentos lançados para a mitigação dos danos e sintomas provocados pelo greening em pomares comerciais. A nova ferramenta reúne um banco de dados com 12 experimentos realizados pelo Fundecitrus, desde 2012, com produtos nutricionais e reguladores de crescimento amplamente comercializados para a citricultura. A ferramenta contará com atualização constante para oferecer dados cada vez mais apurados para o setor.

De acordo com o pesquisador do Fundecitrus Franklin Behlau, o Avalia Greening é mais um importante instrumento que poderá ser utilizado pelo citricultor para balizar as suas decisões de manejo para uma doença que ainda não tem cura. “Elaboramos essa plataforma para que o citricultor possa conferir os resultados desses experimentos, além de saber em qual região ele foi feito. Tudo de forma muito fácil e intuitiva, o Avalia Greening permite que o produtor consulte não apenas os resultados, mas também a duração, a variedade e a região do cinturão citrícola onde os testes foram realizados”, explica. Na ferramenta, é possível filtrar as informações, também, segmentando por quantidade de experimentos com um determinado composto ou produto, se ocorreu em pomares irrigados ou em sequeiro e quais os efeitos esperados no pomar.  

Rigor

Os resultados da plataforma obedecem a rigor estatístico, padronização da severidade das plantas doentes avaliadas, grande número de plantas envolvidas nas testagens e aplicações em várias safras. Isso dá segurança para o citricultor poder optar por utilizar ou não um determinado produto mitigador de sintomas. “Diante do avanço da incidência do greening, a nova ferramenta é indispensável para que os profissionais do setor possam acompanhar essas análises feitas pelo Fundecitrus, desde as mais antigas até as mais recentes. O Avalia Greening é uma fonte de informações referenciais, baseada em critérios científicos muito robustos para a aferição dos resultados”, diz o pesquisador.  

Manejo

Independentemente da utilização dos tratamentos avaliados pela ferramenta para a mitigação dos danos ou redução de perdas pelo greening, é indispensável que os produtores continuem realizando o controle do psilídeo para que não haja a inviabilização de novos plantios. “O manejo exige a utilização de moléculas eficazes em sistema de rotação, qualidade de aplicação e em intervalos de ao menos dez dias, inspeção e eliminação de plantas doentes, principalmente em áreas com média e baixa incidência”, finaliza Behlau.

O acesso ao Avalia Greening pode ser feito na home do site do Fundecitrus: www.fundecitrus.com.br

 





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Fundecitrus realiza encontro Citros em Foco com citricultores de Duartina (SP)


Fundecitrus realizou, nesta quinta-feira (19), o encontro Citros em Foco em Duartina


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus realizou, nesta quinta-feira (19), o encontro Citros em Foco em Duartina (SP). Cerca de 100 participantes, entre citricultores, agrônomos e demais profissionais do setor citrícola, receberam informações sobre assuntos importantes da citricultura.

A palestra de abertura foi conduzida pelo técnico de Transferência de Tecnologia do Fundecitrus Rafael Silvestre, que falou sobre a incidência de greening na região e reforçou as principais medidas de manejo para controlar a doença. “O citricultor precisa manter o controle rigoso, fazer o monitoramento adequado, rotacionar os inseticidas com pelo menos quatro grupos químicos diferentes e manter a erradicação de plantas em talhões com baixa incidência de greening.  O Fundecitrus está sempre em busca de capacitação para facilitar o trabalho no campo, e o Citros em Foco é uma oportunidade de levar informações atualizadas aos citricultores”, afirma.    

De acordo com o levantamento realizado pelo Fundecitrus, a região de Duartina registrou um aumento na incidência da doença, de 55% em 2023, para 64% em 2024. “O greennig teve um aumento significativo nessa região nos últimos anos. Por isso, os citricultores precisam fazer o manejo conjunto para evitar que a doença aumente. Esse é um período que exige atenção redobrada com as brotações e com o pico populacional do psilídeo, pois aumenta a possibilidade de infecção e disseminação da doença”, explica.

Em seguida, o pós-doutorando no Fundecitrus Eduardo Gorayeb falou sobre os estudos em desenvolvimento para o uso de reguladores vegetais na mitigação dos sintomas de greening e na redução dos impactos sobre a produção nos pomares, causando a diminuição na queda dos frutos. “Apresentei aos participantes os resultados recentes com os reguladores Ácido Giberélico e 2,4-D em plantas afetadas pela doença. Também falei sobre a nova plataforma Avalia Greening, que disponibiliza resultados de eficácia de produtos comerciais e tratamentos lançados para a mitigação dos danos e sintomas provocados pelo greening. É muito importante dividir o nosso aprendizado com os citricultores, é uma troca de conhecimento que nos auxilia na busca de métodos para combater a doença”, diz Gorayeb.

Além das palestras, os produtores receberam materiais do Fundecitrus, com orientações de manejo sobre as principais pragas e doenças dos citros. Outras cidades do cinturão citrícola irão receber o Citros em Foco nos próximos meses.





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Cannabis no controle de pragas


O objetivo é explorar os resíduos da produção de cannabis medicinal




O objetivo é explorar os resíduos da produção de cannabis medicinal
O objetivo é explorar os resíduos da produção de cannabis medicinal – Foto: Laiha

No Dia Nacional da Sustentabilidade (25 de setembro), foi anunciado o projeto “ValorCannBio”, que visa valorizar subprodutos da cannabis medicinal como biopesticida para o olival. Liderado pelo InnovPlantProtect (InPP) em parceria com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCT) e as empresas GreenBePharma e AGR Global, o projeto foi um dos vencedores do Programa Promove da Fundação ”la Caixa”. 

O objetivo é explorar os resíduos da produção de cannabis medicinal para criar um biopesticida sustentável, focado no controle de doenças graves que afetam o olival, como a Gafa e a Tuberculose. Essas doenças são de grande relevância no setor agrícola, especialmente no Alentejo, onde a olivicultura desempenha um papel econômico e social crucial. A Gafa, por exemplo, pode causar perdas de até 100% na produção, impactando diretamente a qualidade do azeite e ameaçando variedades tradicionais de olival, como a galega. A Tuberculose, por sua vez, afeta a maioria dos olivais, reduzindo ainda mais a qualidade do produto final.

O biopesticida será desenvolvido a partir das folhas de cannabis, que atualmente precisam ser descartadas. O projeto pretende não só atender às necessidades dos olivicultores, mas também criar uma nova cadeia de valor para a indústria de cannabis medicinal em Portugal. Além disso, visa substituir pesticidas químicos que estão sendo descontinuados devido aos seus efeitos nocivos no meio ambiente, promovendo uma agricultura mais sustentável e alinhada às diretrizes da Comissão Europeia.

Ao integrar a agricultura sustentável com a química verde, o projeto “ValorCannBio” busca oferecer soluções inovadoras e ecologicamente corretas, contribuindo também para metas de redução de pesticidas até 2050.
 





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Fundecitrus recebe a visita do ministro de Agricultura e Pecuária


Titular da pasta visitou os laboratórios da instituição


Foto: Fundecitrus

O Fundecitrus recebeu, nesta segunda-feira (16), a visita do ministro de Agricultura e Pecuária, Carlos Henrique Baqueta Fávaro. O titular da pasta visitou os laboratórios da instituição e reforçou a necessidade de um trabalho em conjunto entre os setores público e privado para a mitigação do greening, a pior doença da citricultura. Durante a visita, o presidente do Fundecitrus, Lourival Carmo Monaco, e o gerente-geral, Juliano Ayres, apresentaram dados sobre a citricultura do cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiros e os impactos que a doença vem provocando na produção de laranja.  

Fávaro destacou a evolução das pesquisas na citricultura e o papel fundamental que o Fundecitrus desempenha no controle fitossanitário dos pomares comerciais. Disse que o ministério vai se empenhar para contribuir com o setor na batalha contra a doença, em pesquisa e liberação de moléculas. “É um trabalho conjunto muito importante para a solução e o enfrentamento dessa doença. A citricultura brasileira é exemplo para o mundo e precisamos dessa parceria bastante forte para manter essa atividade forte também. A prioridade do ministério é a liberação de moléculas e apoio à pesquisa para o setor”, destacou   

Durante o encontro, Ayres reforçou a necessidade de uma construção conjunta de estratégias para batalha contra a doença e controle psilídeo. “É uma visita importantíssima para ampliarmos, ainda mais, a parceria que o Fundecitrus tem com o ministério. O greening demanda a construção de parcerias sólidas entre os setores público e privado para o controle da doença e a redução da incidência. É um trabalho conjunto que precisa ser ampliado em benefício de uma das maiores cadeias produtivas do Brasil”, diz.

Dentre outros, a comitiva do ministério também contou com a presença do prefeito de Araraquara, Edinho Silva; Carlos Goulart, secretário de Defesa Agropecuária; Edilene Cambraia Soares, diretora do Departamento de Sanidade Vegetal, e Marcelo Mota, diretor do Departamento de Saúde Animal; Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola e Fábio Paarmann, superintendente do ministério em São Paulo.





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Conta de luz ficará mais cara em outubro com bandeira vermelha patamar 2


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou no começo da noite desta sexta-feira (27) bandeira tarifária vermelha patamar 2 para o mês de outubro.

Será o maior patamar de cobrança adicional na conta de luz desde abril de 2022, quando a bandeira “escassez hídrica” estava em vigor.

Para o próximo mês, serão cobrados R$ 7,877 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Os fatores que acionaram a bandeira vermelha patamar 2 foram: risco hidrológico (GSF) e o aumento do Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) – valor da energia elétrica calculado para a energia a ser produzida em determinado período.

Baixa nos reservatórios

Na prática, as previsões de baixa afluência para os reservatórios das hidrelétricas e pela elevação do preço do mercado de energia elétrica ao longo do mês de outubro levaram ao resultado.

Estimativas apresentadas na semana passada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) já apontavam que o PLD de outubro deve superar os R$ 500 por megawatt-hora (MWh).

Houve um sequência de bandeiras verdes – iniciada em abril de 2022 e interrompida em julho de 2024 com bandeira amarela. Em agosto, houve bandeira verde em agosto e a vermelha, patamar 1, em setembro.

O acionamento da bandeira tarifária vermelha patamar 2 representa um acréscimo de 0,45 ponto porcentual sobre o IPCA. A projeção de impacto na inflação é da CM Capital.

O sistema de bandeiras tarifárias, criado em 2015, vai atingir em outubro a marca de 60 acionamentos na classificação amarela, vermelha 1, vermelha 2 ou, a de maior impacto, bandeira de “escassez hídrica”.

Em quase 10 anos, a economia com juro foi de R$ 4 bilhões. Os dados são da Aneel.

Bandeiras para a conta de luz

Apagão - IPCA - Inflação, bandeira vermelhaApagão - IPCA - Inflação, bandeira vermelha
Foto: Agência Brasil/Arquivo

O sistema de bandeiras tarifárias indica aos consumidores os custos da geração de energia no país, e visa a atenuar os impactos nos orçamentos das distribuidoras de energia.

Antes, o custo da energia em momentos de mais dificuldades para geração era repassado às tarifas apenas no reajuste anual de cada empresa, com incidência de juros.

No modelo atual, os recursos são cobrados e transferidos às distribuidoras mensalmente por meio da “conta Bandeiras”.



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Ventos intensos no RS causaram acamamento nas lavouras de canola



A cultura da canola está em pleno desenvolvimento no Rio Grande do Sul, com 33% das lavouras em florescimento, 59% em enchimento de grãos, 7% em maturação e 1% já colhido, de acordo com a Emater-RS.

O estado geral das plantações é considerado adequado, porém, ventos intensos na região das Missões e noroeste do estado causaram acamamento em algumas lavouras na fase final de enchimento dos grãos.

Apesar disso, o terço inferior das plantas não foi afetado, garantindo boas perspectivas para a colheita e sem grande impacto na produtividade.

Situação da canola nos municípios

São Luiz Gonzaga: maior área plantada da região. Um levantamento das perdas devido ao vendaval estimou acamamento em 5% das lavouras.

Bagé: lavouras estão nas fases de floração e enchimento de grãos, com uma pequena área em maturação. O potencial produtivo é satisfatório, exceto nas áreas semeadas no final do período recomendado, que foram afetadas pela estiagem em julho, resultando em estande de plantas desuniforme. A baixa incidência de doenças é um ponto positivo, apesar das chuvas intensas em agosto.

Frederico Westphalen: cerca de 60% das lavouras estão em florescimento e 40% em enchimento de grãos. As áreas mais tardias têm maior potencial produtivo devido às condições ambientais favoráveis, com produtividade estimada em 1.540 kg/ha.

Ijuí: a cultura avança da floração para o enchimento de grãos, mantendo bom potencial produtivo. No entanto, algumas áreas não conseguiram compensar totalmente o potencial devido ao mau estabelecimento inicial das plantas. Atualmente, 1% da área foi colhida e 6% está em maturação.

Passo Fundo: lavouras em floração (30%) e enchimento de grãos (70%), com produtividade esperada de 1.500 kg/ha.

Santa Maria: lavouras apresentam ótimo desenvolvimento e boa situação fitossanitária. Cerca de 40% das lavouras estão em enchimento de grãos e 9% em maturação, com produtividade média estimada em 1.646 kg/ha.

Santa Rosa: cerca de 18% das lavouras estão em floração, 66% em enchimento de grãos, 14% em maturação e 2% já foram colhidas. A produtividade nas áreas colhidas ficou entre 1.000 e 1.200 kg/ha, mas as lavouras semeadas mais tarde têm expectativa de atingir até 2.000 kg/ha.

Segundo a Emater-RS, a projeção para o estado é de 134.975 hectares cultivados, com uma produtividade média inicial de 1.679 kg/ha.



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Veja os destaques do Cooperativismo em Notícia deste sábado



O programa Revitalizar da Cooper A1, a expansão dos cereais de inverno no Alto Vale e a família Souza Netto no quadro Gente que Faz o Agronegócio serão os destaques da semana do programa Cooperativismo em Notícia:

Revitalizando o campo

O programa Terra Boa, parceria entre o governo do estado de Santa Catarina e a Fecoagro, injeta recursos nas lavouras em busca do aumento de produtividade ne milho e nos cereais de inverno. Porém, a iniciativa tem um limitador de recursos. Ao observar isso, a Cooper A1 decidiu criar um programa que pudesse aumentar os recursos disponíveis para seus cooperados.

Isso, fora da cota do Troca-Troca. Chamado de Revitalizar, o programa tem espaço para injetar 15 milhões de reais em recursos neste ano. Nesse programa estão disponíveis o fósforo, o potássio, o geso agrícola, os corretivos minerais e todos os demais insumos que auxiliam no melhor desempenho das culturas.

Cada associado da Cooper A1, pode buscar investimentos para, no máximo, 30 hectares de área.

Cereais de inverno

Já que tocamos no assunto dos cereais de inverno, a nossa equipe esteve no Alto Vale do Itajaí para ver de perto com está o desenvolvimento do programa. Por lá, apoiados pela Cravil, os produtores tem melhorado suas lavouras e com mais dinheiro no bolso o programa se viabilizou de fato.

A ponte está construída. Para atender a demanda comercial, a Cravil tem selecionado produtores, como o seu Balduíno Schütz, para a produção de sementes. Na área dele, são dez hectares, de uma variedade, chamada de Guardião, a mais produtiva do país. Toda a assistência técnica é feita pela Cravil, inclusive com a indicação das cultivares e dos manejos produtivos.

Quadro Gente que faz

Se você não é rico e nem herdeiro, se contente em ter saúde e energia pra trabalhar. Porque só assim irá construir a sua história. E isso serve como uma luva para uma família que veio do Paraná, da cidade de Realeza, para trabalhar na cultura da cebola. Isso foi na década de 80.

E lá no Alto Vale, os agregados se tornaram donos das próprias terras. Não foi fácil. Foi heroico. A primeira propriedade, onde estão até hoje, tinha seis hectares. Isso era o suficiente pra alimentar todo mundo. Aí os piás foram crescendo, e a dona Gessi e o seu Amilton Souza Netto, sabiam que era preciso encaminhá-los.

Com a segurança dos pais, os cinco filhos foram adquirindo propriedades por perto. Hoje, cada um tem o seu pedaço de terra. Mas o cordão umbilical jamais foi cortado. Porque muitas das operações, especialmente na seleção da cebola, ainda são feitas em conjunto. A família, planta 132 hectares, com produção de cinco mil toneladas/ano.

O programa Cooperativismo em Notícia é produzido pela equipe de comunicação da Fecoagro/SC e veiculado pelo Canal Rural aos sábados às 8h30, com reprises às terças feiras, às 13h30.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

CMN aprova regras para renegociação de crédito rural em municípios gaúchos…


Entre as medidas, o Conselho autorizou as instituições financeiras a estender o prazo para pagamento das parcelas das operações de crédito rural contratadas até 15 de abril de 2024

Conselho Monetário Nacional (CMN) publicou nesta quinta-feira (23) a Resolução CMN nº 5.164/24, que autoriza as instituições financeiras a prorrogarem as parcelas das operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização para produtores do Rio Grande do Sul afetados pelas enchentes ocorridas neste ano.

Para que as operações sejam elegíveis, elas devem ter sido contratadas até 15 de abril deste ano, com vencimento entre maio e dezembro de 2024. Além disso, os recursos devem ter sido liberados, parcial ou totalmente, antes de maio.

A medida tem como objetivo auxiliar os produtores rurais e agricultores familiares gaúchos que sofreram perda de renda igual ou superior a 30%. A prorrogação se aplica aos empreendimentos localizados em municípios com decreto de situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pelo Governo Federal.

No caso das operações de custeio e industrialização, a prorrogação pode ser estendida por até quatro anos, com a primeira parcela vencendo em 2025. Para operações de investimento, as parcelas podem ser prorrogadas por até 12 meses após a data de vencimento do contrato. Em ambos os casos, as demais condições do contrato original serão mantidas. Os mutuários deverão solicitar a prorrogação até 13 de setembro de 2024.

 

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CMN aprova regras para renegociação de crédito rural em municípios gaúchos afetados por enchentes

 

Além disso, a resolução autoriza as instituições financeiras, a seu critério, a prorrogar automaticamente para 15 de outubro de 2024 o vencimento das parcelas de principal e juros das operações de crédito rural de custeio, investimento e industrialização vencidas ou a vencer entre 1º de maio e 14 de outubro de 2024, desde que atendam aos critérios para obtenção dos descontos.

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