sábado, agosto 1, 2026

Agro

News

Comitiva chinesa visita terminal de exportação no Porto de Santos



Uma comitiva da Administração Geral de Alfândega da China (GACC) visitou, na última quinta-feira (26), o Porto de Santos para conhecer um dos terminais de exportação de grãos e discutir o comércio agropecuário entre Brasil e China.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Recebida por representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), como o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, e o diretor de Negociações Não-Tarifárias, Augusto Billi, a comitiva chinesa, liderada pelo vice-ministro Zhao Zenglian, conheceu de perto o sistema de controle e amostragem de grãos conduzido pelos auditores fiscais agropecuários do porto.

Durante a visita, os representantes da China ficaram impressionados com a infraestrutura e os processos de fiscalização da maior exportadora agrícola do Brasil. A China, que responde por 33,91% das exportações agrícolas brasileiras, já importou US$ 38 bilhões em produtos do Brasil nos primeiros oito meses de 2024, sendo a maior parte desse montante ligada ao complexo da soja.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

CNA prevê ano desafiador com retração de R$ 40 bilhões


Segundo dados divulgados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária deve registrar uma queda de 3,2% em 2024, alcançando a marca de R$ 1,2 trilhão. Esse indicador reflete o faturamento bruto das atividades agrícolas e pecuárias dentro dos estabelecimentos rurais, considerando a média dos preços recebidos pelos produtores no país.

Entre os destaques do setor agrícola, a soja, principal cultura do país com participação de 37,4% no VBP, deverá sofrer uma retração de 17%, impulsionada pela queda de 12,9% nos preços e de 4,7% na produção. O milho também enfrenta um cenário desafiador, com previsão de queda de 19,6% no VBP, devido à redução de 12,3% na produção e 8,4% nos preços. Por outro lado, algumas culturas mostram desempenho positivo, como a cana-de-açúcar, que ocupa a terceira posição no VBP agrícola e deve registrar um crescimento de 5% em 2024, resultado de um aumento tanto na produção (0,5%) quanto nos preços (4,5%).

No setor pecuário, a bovinocultura de corte é uma das poucas áreas que projeta crescimento de 4,3% na produção, apesar de enfrentar uma redução de 8,8% nos preços. Essa combinação resulta em uma queda de 4,8% no VBP da carne bovina. Já a produção de carne de frango e carne suína devem registrar crescimento de 5,4% e 5,1%, respectivamente.

De acordo com a CNA, o VBP da agricultura para 2024 deve ser de R$ 834 bilhões, uma queda de 4% em relação a 2023. Já a pecuária, apesar de alguns destaques positivos, deve fechar o ano com R$ 404 bilhões, uma retração de 1,4% em comparação ao ano anterior?.





Source link

News

Google decide barrar anúncios de bets sem registro no Ministério da Fazenda



O Google limitará a partir de segunda-feira (30) os anúncios de jogos virtuais das empresas de apostas online, as chamadas bets. Com a mudança, apenas as empresas registradas no Ministério da Fazenda poderão fazer anúncios, segundo a atualização da Política de Jogos de Azar do Google Ads, publicada pela companhia em seu site.

Para veicular anúncios de serviços de apostas esportivas online ou jogos de azar online após 30 de setembro de 2024, os anunciantes devem demonstrar que solicitaram autorização do Ministério da Fazenda do Brasil para operar esses serviços”, afirma a empresa.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Segundo o Google, para anunciar serviços após a mudança, os anunciantes deverão “solicitar e obter a certificação” por meio de um formulário.

A decisão da empresa americana de tecnologia de suspender a publicidade das bets sem registro acompanha uma portaria do governo que impedirá, a partir de terça-feira, 1º de outubro, a atuação das bets sem autorizadas para operar no país.

Ao suspender as bets não autorizadas pelo Ministério da Fazenda, a intenção do governo é separar companhias sérias do setor daquelas com atuação suspeita, sobretudo as envolvidas em operações policiais.

No final de agosto, o Ministério da Fazenda recebeu 113 pedidos de autorização, de um total de 108 empresas, para atuar no mercado de apostas esportivas no país. Nessa lista, está a Caixa Loterias, subsidiária da Caixa Econômica Federal. O número de solicitações superou as estimativas da equipe econômica, que quase quintuplicou a projeção de arrecadação com o setor neste ano.

No Orçamento de 2024, a estimativa de receita com a regulação dessas apostas é de R$ 728 milhões. Após os pedidos, a Fazenda projetou até R$ 3,4 bilhões, caso todas as interessadas atendam às regras estabelecidas na regulamentação. Em dezembro, o Estadão já havia antecipado que a cifra poderia ultrapassar os R$ 3 bilhões em 2024. Na ocasião, 134 empresas haviam solicitado autorização prévia.

Força-tarefa

O tema dos jogos online virou um das prioridades do governo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou reunião para semana que vem com ministros sobre a regulamentação das bets, diante da escalada de preocupação com o impacto social e econômico dos jogos de apostas online. A reunião, segundo apurou o Estadão/Broadcast, será com os Ministérios da Fazenda, Desenvolvimento Social, Saúde e Casa Civil.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse, na sexta-feira, 27, que o presidente Lula pediu providências a todos os ministérios que têm envolvimento no assunto e citou a necessidade de lidar com questões como lavagem de dinheiro, dependência dos jogos, tratamento sobre os meios de pagamentos nas apostas para coibir o endividamento e banimento de empresas que não credenciadas para atuar no Brasil.

Pesquisa do Banco Central revelou nesta semana que 5 milhões de beneficiados pelo Bolsa Família enviaram R$ 3 bilhões via Pix a plataformas de apostas online em agosto.

Diante desse quadro, o governo federal já avalia transferir o titular do Bolsa Família para outro nome, caso o titular tente usar o dinheiro do programa em bets, segundo afirmou o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, em entrevista à Coluna do Estadão.



Source link

News

Valor Bruto da produção agropecuária deve recuar 3,2% neste ano, para R$ 1,2 trilhão



O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária deve recuar 3,2% neste ano, alcançando R$ 1,239 trilhão, estima a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em 2023, o VBP da agropecuária foi de R$ 1,280 bilhão, informou a CNA em nota técnica divulgada na sexta-feira (27). O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o país.

A maior retração tende a ser registrada na agricultura, com redução prevista de 4% no VBP, passando de R$ 869,7 bilhões para R$ 834,6 bilhões neste ano. Na pecuária, o VBP é projetado pela CNA, de R$ 404,4 bilhões ao fim deste ano, queda de 1,4% ante 2023, quando o setor registrou R$ 410,2 bilhões.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Na agricultura, a soja, que deve representar 37,4% do VBP, com maior participação entre as culturas, tende a registrar um resultado 17% menor que o de 2023. “Os preços da oleaginosa seguem em redução (-12,9%) e há queda na produção (-4,7%). No caso do milho, também há a previsão de queda na produção (-12,3%) e no preço (-8,4%), em 2024”, observou a CNA, na nota, mencionando que o desempenho do cereal tende a recuar 19,6%. Em contrapartida, o aumento de 4,5% dos preços e de 0,5% da produção pode impulsionar o VBP da cana-de-açúcar em 5% neste ano, cultura com a terceira maior participação no VBP da agricultura.

Na pecuária, tanto a bovinocultura de corte quanto a pecuária leiteira têm previsões de queda no desempenho neste ano, segundo a CNA, respectivamente de 4,8% e de 2%. Os resultados destas cadeias foram afetados neste ano pelo arrefecimento de 8,8% de preços na pecuária bovina e de 2% nos preços do leite.



Source link

News

CNA vê prejuízo de R$ 14,7 bi à agropecuária por incêndios entre junho e agosto



Os incêndios ocorridos de junho a agosto deste ano geraram prejuízos de R$ 14,7 bilhões à agropecuária brasileira, estima a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). O cálculo considera perdas à produção de bovinos de corte, cana-de-açúcar e qualidade do solo. De acordo com levantamento feito pela entidade, 2,8 milhões de hectares de propriedades rurais no Brasil foram atingidos pelos incêndios. O levantamento foi divulgado na quinta-feira (26).

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

São Paulo (R$ 2,8 bilhões), Mato Grosso (R$ 2,3 bilhões), Pará (R$ 2 bilhões) e Mato Grosso do Sul (R$ 1,4 bilhão) foram os Estados com maiores prejuízos nessas cadeias. Os maiores impactos econômicos foram em pecuária e pastagem (R$ 8,1 bilhões), cercas (R$ 2,8 bilhões), perdas com a produção de cana-de-açúcar (R$ 2,7 bilhões), e outras culturas temporárias e permanentes (R$ 1,068 bilhão), estima a CNA.

A estimativa não considera os impactos com os incêndios ocorridos neste mês, portanto, o prejuízo econômico pode ser ainda maior. “A abordagem foi conservadora e considerou as áreas com maior impacto. Com a continuidade de incêndios em setembro e volta de focos em São Paulo e em Mato Grosso, a área afetada pode ser maior e revisaremos os números”, explicou o diretor técnico-adjunto da CNA, Maciel Silva, ao Estadão/Broadcast. “Os números mostram que os produtores rurais, assim como toda a sociedade e o meio ambiente, são vítimas dos incêndios, de origem criminosa”, acrescentou.

De acordo com a CNA, as áreas afetadas foram levantadas com base em imagens de satélite, em levantamentos do MapBiomas e dados do Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe). Já as perdas financeiras das áreas incendiadas foram calculadas com base no custo de reposição da matéria orgânica em toda a área agropecuária queimada, perdas ocasionadas na produção de cana-de-açúcar que ainda não tinha sido colhida, perdas de produtividade do rebanho em razão da limitação de pasto, perdas de cercas em áreas de pastagem e perda de fósforo e potássio nas camadas superficiais dos solos.

O impacto econômico, calculado pela CNA, considerou as perdas nas culturas plantadas e na qualidade do solo. Entretanto, o prejuízo tende a subir quando considerado eventuais impactos na produção da próxima safra, caso das lavouras de cana-de-açúcar e da produção bovina. “Poderá haver impactos na produção das lavouras seguintes e para pecuária de perdas de produtividade e de ganho de peso por danos nas pastagens”, observou Silva.

Na avaliação da CNA, será necessária uma série de medidas de apoio aos produtores rurais para recuperação das áreas e da atividade agropecuária nas áreas incendiadas. “O financiamento é uma delas, dado que os produtores vão demandar recursos para recuperação, além de mecanismos de realavancagem em virtude das perdas monetárias”, observou o diretor técnico adjunto da CNA.

A liberação de recursos do Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro) do Plano Safra 2024/25, linha com aproximadamente R$ 6,5 bilhões disponíveis, para financiamento de recuperação de áreas atingidas por incêndios florestais é aquém do necessário para recuperação das propriedades rurais, na opinião da CNA.

O esforço governamental para análise e validação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) também é citado pela CNA como medida que agilizaria a responsabilização pelos incêndios criminosos.



Source link

News

Governo vai acionar seguro-defeso para famílias do NO e NE atingidas por seca



O ministro do Trabalho em exercício, Chico Macena, reforçou nesta sexta-feira (27) que a pasta vai acionar o seguro-defeso para famílias do Norte e Nordeste afetadas pela seca. Além disso, ele reiterou que o governo vai facilitar o acesso a crédito dos setores que foram atingidos pelas queimadas, a exemplo das ações adotadas em prol do Rio Grande do Sul.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

É uma preocupação com relação ao emprego, de todo o governo, na Casa Civil tem um grupo de trabalho para adotar as medidas necessárias (por causa da seca e queimadas). Vamos acionar o seguro-defeso para proteção das famílias no Norte e Nordeste que foram afetadas (pela seca) e outras medidas através de iniciativas para facilitar crédito de setores que foram afetados (pelas queimadas), a exemplo do que aconteceu no Rio Grande do Sul“, disse durante do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) referente ao mês de agosto.



Source link

News

Uso de bactérias em feijão melhora crescimento e saúde das plantas



Um estudo realizado na área experimental da Esalq/USP investigou os efeitos do uso de bactérias como inoculantes na cultura do feijão. O experimento seguiu recomendações específicas de adubação, e os resultados revelaram um impacto significativo aumentando o crescimento da planta.

A introdução do inoculante no solo causou uma alteração na comunidade de microrganismos que habita o solo em torno das raízes do feijão, ou seja, o microbioma da rizosfera. Essas alterações estão relacionadas ao aumento de nutrientes como magnésio, ferro e cobre e ao aumento da biomassa da planta.

Conforme Izadora Cunha, da USP, a inoculação com diferentes cepas bacterianas, incluindo Bacillus cereus e Paenibacillus polymyxa, demonstrou efeitos distintos na estrutura microbiana.

“Notou-se uma diminuição na abundância dos gêneros Rhizobium e Dyella, enquanto  BradyrhizobiumAcidobacteriales Gemmatimonadaceae foram mais presentes nos tratamentos com P. polymyxa. Quando mais de uma bactéria foi inoculada de uma vez, também foi maior a complexidade do microbioma da rizosfera e o número de grupos microbianos que desempenham funções específicas também foi aumentado”, disse Cunha.

Outro efeito observado foi a alteração no pH do solo, especialmente quando mais de uma bactéria foi inoculada ao mesmo tempo, que promoveu maior acidez devido à produção de ácidos orgânicos e moléculas capazes de sequestrar ferro (sideróforos) pelas bactérias promotoras de crescimento vegetal. 

“A inoculação de bactérias também aumentou a atividade da enzima fosfatase ácida, que é uma enzima produzida por membros do microbioma e tem o papel de ajudar a planta a obter o nutriente fósforo  em solos pobres deste elemento”, disse Lucas Mendes, pesquisador do Centro de Energia Nuclear na Agricultura, também da USP.  

Quando a bactéria Paenibacillus polymyxa foi inoculada no feijão, ela melhorou a absorção de ferro, facilitando a captação de ferro pelas plantas por meio da produção de sideróforos. Além disso, a inoculação dessa bactéria influenciou a expressão gênica das plantas, reduzindo o estresse da planta e melhorando a eficiência fotossintética.

De acordo com Rodrigo Mendes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, a inoculação com Bacillus cereus aumentou a associação entre raízes e micorrizas, que são fungos que melhoram a absorção de água e nutrientes pela planta. 

“Beneficiou ainda a colonização das raízes por microrganismos como Bradyrhizobium, o qual contribui para a obtenção de nitrogênio pela planta, e Nocardioides, que participa da decomposição da matéria orgânica do solo. Um outro efeito importante observado após a inoculação com B. cereus foi um aumento da diversidade bacteriana na rizosfera, que tem como consequência um aumento da resiliência do sistema para enfrentar estresses climáticos ou patógenos”, destacou Mendes.

Análises de coocorrência mostraram que a inoculação bacteriana aumentou a presença de microrganismos que favorecem a aquisição de nutrientes e o fortalecimento do sistema imunológico das plantas. O uso de inoculantes no feijão, resultou na montagem de comunidades microbianas mais complexas na rizosfera quando comparado ao tratamento controle (sem inoculantes), este aumento de complexidade do microbioma normalmente está associado a plantas mais saudáveis e vigorosas.

O tratamento com P. polymyxa foi o único que alterou significativamente as interações entre fungos e bactérias, reforçando o impacto da inoculação na estrutura e nas interações microbianas, com implicações positivas para a saúde e produtividade das plantas.

A equipe do estudo é composta também por Ana Reina da Silva, Eduardo Marcandalli Boleta, Thierry Pellegrinetti, Luis Felipe Zagatto, Solange Zagatto, Miriam de Chaves, da USP, Camila Patreze, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Siu Mui Tsai da USP, e pode ser acessado aqui 



Source link

News

Angola, Coreia do Sul, México, Reino Unido e Rússia abrem mercados para o Brasil



O Brasil poderá exportar erva-mate, DDGs (grãos secos de destilaria, subproduto do etanol de milho) e ração compactada de feno para novos mercados, informaram os Ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores, em nota conjunta. As aprovações sanitárias foram recebidas pelo governo brasileiro nesta sexta-feira (27).

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Essas aberturas de mercado contribuirão para aumentar o fluxo comercial com esses três importantes destinos e reafirmam a confiança internacional no sistema de controle sanitário do Brasil“, destacaram as pastas.

Angola e Coreia do Sul abriram seus mercados para a erva-mate brasileira. A Rússia autorizou a entrada de embriões ovinos do Brasil.

O Reino Unido e o México liberaram a importação de DDGs do Brasil. Para o México, o Brasil poderá exportar também farinha e “pellets” (ração compactada) de feno para alimentação animal.

Além disso, Angola, Coreia do Sul, México e Reino Unido deram aval para flor seca de cravo da Índia e fibra de coco do Brasil – utilizado na indústria da construção e da manufatura.

No ano, o país acumula 138 aberturas de mercado para produtos agropecuários, chegando a 216 desde 2023.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Modelo suíço prevê tempo de germinação da batata


Foram avaliados dados extensivos de mais de 500 variedades de batatas




Foram avaliados dados extensivos de mais de 500 variedades de batatas
Foram avaliados dados extensivos de mais de 500 variedades de batatas – Foto: Agrolink

O centro científico suíço Agroscope desenvolveu um modelo inovador que permite prever o tempo de germinação de uma variedade específica de batata com base nas condições climáticas. Com uma base de dados de 25 anos de testes de variedades, o objetivo principal é fornecer à prática agrícola e à indústria uma ferramenta eficiente para otimizar o armazenamento de batatas. A germinação durante o armazenamento resulta na perda de qualidade do tubérculo, acarretando prejuízos econômicos para os produtores. A previsão precisa do tempo de germinação após o período de dormência permite um melhor controle do processo de armazenamento, minimizando perdas.

No estudo realizado pela Agroscope, foram avaliados dados extensivos de mais de 500 variedades de batatas testadas em seis locais ao longo de 25 anos, acumulando mais de 3.000 registros de germinação. A análise revelou que a variedade da batata é o principal fator na duração do período de dormência, representando 60,3% da variação, seguida pelo ano de plantio (13,9%) e pela localização geográfica (5,4%). Isso destaca a importância de se conhecer a variedade específica para otimizar o armazenamento e a qualidade do produto final.

O modelo preditivo desenvolvido pela Agroscope é baseado em cerca de 250 parâmetros, com uma precisão impressionante de 14,59 dias na previsão do tempo de germinação. Entre os principais parâmetros utilizados estão a “classe varietal” e a “soma das temperaturas máximas diárias do ar desde o plantio até a colheita”. O modelo foi testado e validado em experimentos de estufa, nos quais se observaram medições precisas da dormência de sementes de diferentes variedades de batata sob diversas condições de temperatura.

Com o aumento dos desafios impostos pelas mudanças climáticas na agricultura, ferramentas preditivas como essa podem se tornar essenciais para manter a qualidade dos produtos armazenados e reduzir desperdícios. A Agroscope já planeja desenvolver um aplicativo para smartphones ou um site que permitirá aos agricultores prever o tempo de germinação de uma variedade específica de batata, inserindo apenas o nome da variedade, a data de plantio e a data de colheita. Isso trará benefícios significativos para a agricultura, possibilitando um gerenciamento mais eficiente e econômico do armazenamento de batatas.
 





Source link

News

Livro ensina pequeno produtor a criar peixes em tanques escavados



Um livro completo e de acesso gratuito sobre piscicultura familiar em viveiros escavados acaba de ser atualizado pela Embrapa e disponibilizado em sua segunda edição.

Composto por dez capítulos técnicos, o manual traz informações essenciais para os produtores e interessados na área, abordando todo o processo produtivo, desde o planejamento até a comercialização dos peixes. A obra busca contribuir para a redução de gargalos tecnológicos na piscicultura por meio do compartilhamento de conhecimentos.

Planejamento e construção dos viveiros

No início da publicação, são apresentados pontos cruciais para o planejamento da atividade, como a proximidade com fornecedores de ração e alevinos de qualidade e as exigências do licenciamento ambiental. Na parte de construção dos viveiros, o manual destaca a importância da avaliação da topografia e do tipo de solo, além de orientar sobre o dimensionamento, formato, abastecimento e drenagem das estruturas.

Preparação dos viveiros e cuidados com os peixes

A preparação dos viveiros e a produção de peixes são os temas do terceiro capítulo. São abordados procedimentos como esvaziamento e secagem dos viveiros, calagem, adubação inicial, transporte e aclimatação de alevinos.

Os cuidados necessários nas fases de recria e engorda também estão presentes. O manual dedica um capítulo exclusivo à qualidade da água, com informações detalhadas sobre oxigênio dissolvido, transparência, pH, alcalinidade e temperatura.

Alimentação e sanidade dos animais

A alimentação dos peixes, considerada uma etapa essencial do processo produtivo, é tratada no quinto capítulo. A publicação explica como escolher a ração adequada e orienta sobre taxas e frequências de alimentação, destacando que a ração pode representar até 80% dos custos de produção. Em seguida, o manual aborda a sanidade dos animais, trazendo recomendações para garantir o crescimento saudável dos peixes.

Autores e contribuições para a piscicultura familiar

O “Manual de piscicultura familiar em viveiros escavados” conta com dez autores. A primeira edição, publicada em 2015, reuniu folhetos temáticos do projeto “Fortalecimento da piscicultura como alternativa de renda e diversificação da agricultura familiar no estado do Tocantins”. Na nova edição, os autores incluíram um capítulo inicial com questões fundamentais a serem consideradas antes de iniciar a atividade, como disponibilidade de água e necessidade de licenças.

A pesquisadora da Embrapa Patrícia Oliveira Maciel-Honda, uma das autoras, afirma que houve atualizações pontuais em conteúdos técnicos e melhorias em imagens e ilustrações. Ela destaca que, ao final do livro, são fornecidas planilhas prontas para impressão, facilitando o registro e o acompanhamento técnico da criação de peixes.

Ana Paula Oeda Rodrigues, também pesquisadora e autora, ressalta a importância do formato de manual e da linguagem acessível, favorecendo o desenvolvimento da piscicultura familiar no país. Já o pesquisador Adriano Prysthon da Silva enfatiza a disseminação do livro em redes sociotécnicas e eventos, com o objetivo de contribuir para a melhoria do sistema de produção e da cadeia produtiva como um todo.



Source link