sexta-feira, julho 17, 2026

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Produtores devem ser beneficiados com a nova portaria do Imac |


O presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), André Luiz Hassem, assinou no último dia 14, a Portaria nº 211/2024, que torna mais simples a emissão da declaração ambiental para pequenos produtores do estado. 

A iniciativa visa beneficiar 25 mil produtores do Acre, promovendo regularização e acesso a linhas de crédito, como o Plano Safra e o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

A declaração ambiental permite que pequenos produtores rurais comprovem regularidade ambiental, requisito essencial para obtenção de financiamento em instituições bancárias.

A previsão é que, já neste mês de novembro, sejam liberados R$ 90 milhões em crédito para os agricultores, podendo chegar a R$ 1 bilhão em 2025.

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Presidente do Imac, André Luiz Hassem em pé, atrás do púlpito.Presidente do Imac, André Luiz Hassem em pé, atrás do púlpito.
Presidente do Imac, André Luiz Hassem Foto: José Caminha/Secom

Para solicitar a declaração, o produtor acreano deve comparecer à sede do Imac. Confira os documentos necessários, de acordo com o governo do Acre:

  • Requerimento de declaração ambiental, especificando a área consolidada do imóvel, em hectares (ha);
  • Documentos pessoais (RG e CPF);
  • Procuração pública, quando for o caso;
  • Inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR);
  • Relatório de análise técnica do CAR, se houver;
  • Declaração de ocupação do imóvel com assinaturas reconhecidas em cartório;
  • Comprovante de pagamento da taxa de serviço.

Segundo o presidente do Imac, a medida acelera investimentos e reforça o compromisso com a preservação ambiental, fortalecendo o desenvolvimento sustentável no estado.

Com informações da Agência de Notícias do Acre.



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Noruega anuncia doação de US$ 60 milhões ao Fundo Amazônia


Em reconhecimento aos esforços do Brasil com a redução do desmatamento da Amazônia em 31%, em 2023, a Noruega fará a doação de US$ 60 milhões, cerca de R$ 348 milhões na cotação desta segunda-feira (18), para o Fundo Amazônia.

O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro Jonas Gahr Støre, neste domingo (17), durante a Conferência Global Citizen Now: Rio de Janeiro. O Fundo Amazônia é gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

Para o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, é mais uma demonstração importante da confiança do mundo e, em especial, da Noruega, ao compromisso do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a redução do desmatamento, a preservação da Amazônia e com a mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

“A Noruega é um país com quem temos uma longa parceria e que segue se fortalecendo”, disse Mercadante, em nota.

Quase 1 bilhão em aprovações de projetos

O primeiro-ministro Støre destacou os reflexos obtidos a partir do combate ao desmatamento no país. “O sucesso do Brasil na redução do desmatamento é uma prova clara das ambições e da determinação do governo Lula. Mostra como medidas direcionadas podem produzir resultados importantes para o clima e a natureza,” afirmou.

Segundo a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, o Fundo Amazônia alcançou a marca de R$ 882 milhões em aprovações de projetos este ano.

Ela disse que certamente o Fundo Amazônia é um dos mais auditados do mundo e o BNDES segue reforçando a sua governança, na busca de ampliar o impacto na proteção ambiental, na bioeconomia e na inclusão social na região amazônica.

“Essa nova doação da Noruega mostra que estamos num caminho auspicioso para amplificar ações que beneficiem ainda mais pessoas e a natureza naquele território”, pontuou Tereza Campello.

Redução do desmatamento

Amazônia LegalAmazônia Legal
Foto: Marizilda Cruppe/Embrapa

De acordo com o BNDES, dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes/Inpe), indicam que no período entre agosto de 2023 e junho de 2024, o desmatamento na Amazônia no Brasil chegou ao nível mais baixo desde 2015. O patamar é o quinto menor índice desde o início das medições, em 1988.

“É crucial para o clima e a natureza global que o Brasil atinja seus objetivos de controle do desmatamento. Por meio de nosso apoio ao Fundo Amazônia, estamos ajudando a proteger um dos ecossistemas mais importantes do planeta”, comentou o primeiro-ministro norueguês.

A meta do governo brasileiro de zerar o desmatamento na Amazônia é até 2030, o que é “fundamental para a maior floresta tropical do mundo, que desempenha um papel essencial na regulação climática global”, segundo o BNDES.

O ministro norueguês do Clima e Meio Ambiente, Tore Sandvik, lembra que as florestas tropicais do mundo absorvem e armazenam bilhões de toneladas de CO² e o investimento na preservação da floresta tropical é um dos mais importantes que o país realiza.

“Desde que Lula reassumiu a Presidência em janeiro passado, o desmatamento diminuiu drasticamente, mostrando que o Brasil é um líder global e uma força motriz na proteção das florestas tropicais”, afirmou.

Doação dos Estados Unidos

Também neste domingo (17), o governo dos Estados Unidos anunciou uma série de iniciativas de apoio à conservação da Amazônia, que integram o programa norte-americano de combate às mudanças climáticas. O anúncio foi feito em visita do presidente Joe Biden à Manaus.

Biden anunciou que os Estados Unidos farão a doação de US$ 50 milhões para o Fundo Amazônia. O total de contribuições dos país ao fundo atinge US$ 100 milhões, sujeito a notificação do Congresso estadunidense.



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Na França, agricultores fazem mobilizações contra acordo Mercosul-UE



Os agricultores franceses organizaram mobilizações nesta segunda-feira (18) contra o acordo comercial União Europeia-Mercosul. Apoiados pelo governo, os produtores argumentam que o acordo ameaça os seus meios de subsistência ao permitir um aumento das importações agrícolas sul-americanas produzidas sob padrões ambientais menos rigorosos.

Os protestos estavam previstos para ocorrer em todo o país. Até agora, os atos eram pequenos. Um grupo bloqueou uma rodovia a sudoeste de Paris na noite de domingo (17) com tratores. Testemunhas em Velizy-Villacoublay disseram que cerca de 20 tratores foram estacionados por agricultores com cartazes durante a noite em uma via adjacente à rodovia N118, em sentido para Paris, mas haviam deixado o local no fim da manhã de segunda-feira.

A União Europeia e o Mercosul chegaram a um acordo inicial em 2019, mas as negociações tropeçaram devido à oposição dos agricultores e de alguns governos europeus, como a França.

“É inaceitável tal como está”, disse o ministro de Relações Exteriores francês, Jean-Noël Barrot.

Mas as mãos da França podem estar atadas.

Há temores de que o acordo possa ser finalizado na cúpula do G20, que está sendo realizada no Rio de Janeiro, nesta semana. Um acordo parcial poderia ser acordado mesmo contrariando os interesses da França, que não detém poder de veto.

Outras nações como a Alemanha e a Espanha gostariam de ver um acordo amplo com os sul-americanos.

“Há uma certa mitologia em torno do Mercosul”, disse o ministro espanhol da Agricultura, Luis Planas Puchades, que argumenta que há mais em jogo do que apenas a agricultura.

“A União Europeia está interessada, neste momento, em se fechar dentro de si mesma?”, perguntou o ministro antes de uma reunião ministerial agrícola da UE na segunda-feira. “Ou está interessada, neste contexto geopolítico particular que vivemos, e especialmente depois das eleições norte-americanas, em expandir a rede dos nossos acordos comerciais com terceiros países para manter também a nossa influência econômica e comercial? Acho que a resposta é muito clara.”

Os novos protestos na França são liderados por sindicatos, que se opõem a importações isentas de tributos de carne bovina, aves e açúcar, que, segundo eles, criam uma concorrência desleal.

Os proponentes do acordo argumentam que o pacto reforçaria significativamente os laços econômicos entre a Europa e a América do Sul, eliminando as tarifas sobre as exportações europeias, sobretudo para maquinaria, produtos químicos e automóveis, melhorando assim o acesso ao mercado e criando oportunidades lucrativas para as empresas europeias.

A ministra da Agricultura francesa, Annie Genevard, opôs-se publicamente ao acordo comercial UE-Mercosul, citando riscos de desmatamento e preocupações de saúde associadas à carne tratada com hormônios. O presidente da França, Emmanuel Macron, também criticou o acordo, a menos que os produtores sul-americanos cumpram os padrões da UE.



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Ministério da Fazenda aumenta para 3,3% estimativa para o PIB este ano


A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda aumentou de 3,2% para 3,3% a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, de acordo com o Boletim Macrofiscal, divulgado nesta segunda-feira (18) pela pasta. Em relação à inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a previsão avançou de 4,25% para 4,40%.

Em relação ao desempenho da economia, houve ligeiro aumento na expectativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas no país) no terceiro trimestre, que levou à revisão na estimativa de crescimento para o ano. Para o terceiro trimestre, a projeção de crescimento subiu de 0,6% para 0,7%, “ainda implicando em desaceleração moderada do ritmo de atividade na margem”.

“A mudança na projeção reflete pequenas revisões nas estimativas de crescimento para o setor agropecuário e de serviços. Na margem, a perspectiva é de desaceleração no ritmo de crescimento, principalmente em função da forte expansão observada no segundo trimestre”, explicou a SPE. 

No segundo trimestre, o resultado do PIB, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou acima do esperado, com alta de 1,4%, levando a uma revisão maior para a expansão da economia no último boletim, de setembro, com carregamento estatístico (impacto positivo do resultado de um trimestre para os seguintes) de 2,5% na atual projeção.

Para 2025, a estimativa de crescimento ficou em 2,5%. A SPE atribui o menor crescimento no próximo ano à perspectiva de um novo ciclo de aumentos na taxa Selic, os juros básicos da economia, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central. 

Por sua vez, as expectativas para a safra de grãos e para a produção extrativa em 2025 melhoraram significativamente, “compensando o efeito negativo da política monetária mais contracionista sobre a atividade”.

Setores

Para os próximos dois trimestres, a SPE projeta aumento da atividade em ritmo inferior ao observado nos dois primeiros trimestres. A previsão de crescimento dos setores produtivos quase não se alterou nesta edição do Boletim Macrofiscal.

Para a agropecuária, a variação esperada para o PIB continua negativa, mas a expectativa de retração, que era de 1,9%, melhorou para 1,7%. Segundo o documento, o novo número já incorpora revisões para cima nas expectativas para a colheita de algodão e para os produtos da pecuária no ano, que mais que compensaram os efeitos negativos resultantes da revisão para baixo na produção esperada de laranja, trigo, café e cana-de-açúcar.

Para a indústria, a expectativa de crescimento se manteve em 3,5%, guiada pelo “bom desempenho” projetado para as indústrias da transformação e construção, em contrapartida à desaceleração projetada para a indústria extrativa e para a produção e distribuição de eletricidade e gás.

“O bom desempenho projetado para a indústria de transformação reflete a expansão nas concessões de crédito às empresas e as menores taxas de juros comparativamente a 2023, além das políticas de estímulo ao investimento como o novo PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e a depreciação acelerada. Para o crescimento da construção, se destaca a expansão do programa Minha Casa, Minha Vida, além do aumento da massa de rendimentos real e do crescimento das vagas de trabalho formais”, informou a SPE.

A projeção para a expansão dos serviços subiu ligeiramente, passando de 3,3% para 3,4%. De acordo com a secretaria, após a divulgação do PIB do segundo trimestre, o carregamento estatístico para o crescimento do setor de serviços avançou para 3%.

“A expectativa é que esse setor continue em expansão até o final do ano, guiado pelo mercado de trabalho aquecido e pelas melhores condições de crédito para as famílias comparativamente ao ano anterior. No entanto, deve haver desaceleração do ritmo de crescimento dos serviços na margem nos próximos dois semestres, refletindo tanto a forte base de comparação como a redução de estímulos vindos do aumento real do salário mínimo e do pagamento de precatórios”, diz o boletim.

Inflação

A previsão da SPE para o IPCA passou de 4,25% para 4,4%, ficando próxima do teto da meta de inflação para o ano. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior é 4,5%.

Segundo a SPE, contribuíram para o aumento das estimativas a aceleração dos preços de itens mais voláteis, mais afetados pelo câmbio e pelo clima, como alimentos. Porém, até o final do ano, deverá haver desaceleração nos preços  monitorados, repercutindo, principalmente, mudanças esperadas nas bandeiras tarifárias de energia elétrica. Após dois meses no nível vermelho, a bandeira tarifária para novembro será amarela.

“A partir de novembro, a inflação acumulada em 12 meses deve voltar a cair. Esse cenário considera bandeira verde para as tarifas de energia elétrica em dezembro e pode ser afetado pela ocorrência de novos eventos climáticos”, de acordo com o boletim.

Em relação aos demais índices de inflação, a SPE também revisou as estimativas. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado para estabelecer o valor do salário mínimo e corrigir aposentadorias, deverá encerrar este ano com variação de 4,4%, um pouco mais alto que os 4,1% divulgados no boletim anterior, em setembro.

Já a projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que inclui o setor atacadista, o custo da construção civil e o consumidor final, acelerou de 3,8% para 6,4% este ano. Por refletir os preços no atacado, o IGP-DI é mais suscetível às variações do dólar.

Segundo a SPE, o processo de desinflação deverá continuar nos próximos anos, com desaceleração dos preços livres e monitorados. Para 2025, a estimativa de inflação pelo IPCA avançou de 3,3% para 3,6%, “a fim de incorporar maiores efeitos inerciais, o aumento esperado para a inflação de proteínas animais, reverberando as perspectivas para o ciclo de abate de bovinos, e os impactos da depreciação cambial mais recente”.

As projeções para o INPC e IGP-Di para 2025 estão em 3,4% e 4%, respectivamente.

Os números do Boletim Macrofiscal são usados no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, que será divulgado no próximo dia 22. Publicado a cada dois meses, o relatório traz previsões para a execução do Orçamento com base no desempenho das receitas e da previsão de gastos do governo, com o PIB e a inflação entrando em alguns cálculos. Com base no cumprimento da meta de déficit primário e do limite de gastos do novo arcabouço fiscal, o governo bloqueia ou libera alguns gastos não obrigatórios.



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Como ficou o mercado da soja em Chicago na reabertura?



Os contratos futuros da soja em grão na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registram preços mais baixos nesta segunda-feira (18), com o mercado ainda pressionado pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras na América do Sul. Por outro lado, as perdas nas cotações foram limitadas pelos sinais de forte demanda por soja dos Estados Unidos, especialmente no mercado exportador.

Desde o início da manhã, o mercado foi influenciado pelo clima na América do Sul, onde a previsão de boas condições para as lavouras tem gerado expectativas de uma safra robusta, especialmente no Brasil e na Argentina. A boa umidade e a ausência de eventos climáticos adversos no momento favorecem o desenvolvimento das culturas, o que acaba impactando as cotações da oleaginosa.

Outro fator relevante no cenário atual é a valorização do dólar. O Dollar Index, embora tenha apresentado um recuo momentâneo, ainda se mantém em níveis elevados, o que prejudica a competitividade da soja dos Estados Unidos no mercado internacional. Esse aspecto, por sua vez, tem contribuído para o movimento de baixa nos preços da soja nas negociações da CBOT.

USDA

Entretanto, o mercado encontrou suporte com o retorno de sinais de demanda consistente pelo produto norte-americano. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores privados dos EUA reportaram a venda de 261.264 toneladas de soja ao México, com entrega prevista para a temporada 2024/25. Essa transação é vista como um indicativo de que a demanda global pela soja dos EUA segue firme, apesar da pressão do clima na América do Sul e da força do dólar.

Contratos futuros da soja

Em relação às cotações, os contratos futuros de soja com entrega em janeiro de 2025 estão sendo negociados a US$ 9,96 3/4 por bushel, registrando uma queda de 1,75 centavos de dólar, ou 0,17%, em comparação ao fechamento anterior. Já os contratos com entrega em março de 2025 operam com recuo de 2,75 centavos de dólar, ou 0,27%, sendo cotados a US$ 10,06 por bushel.

O clima na América do Sul continua a ser o principal fator que deve ditar o rumo do mercado nos próximos dias, com os operadores atentos às atualizações sobre as condições de safra na região, que pode afetar a oferta global da soja nos próximos meses.



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Governo nomeia 11 novos adidos agrícolas do Brasil no exterior



O governo federal nomeou na quinta-feira (14) os 11 novos adidos agrícolas do Brasil no exterior, conforme decreto publicado no Diário Oficial da União (DOU). Os adidos agrícolas são responsáveis por prospectar oportunidades de comércio, investimento e cooperação para o agronegócio brasileiro e atuam junto às representações diplomáticas do país no exterior.

“Com esses novos postos, fortaleceremos ainda mais as oportunidades para o setor, o que resultará em mais empregos e renda para os brasileiros, ampliando nossa presença global e garantindo mais competitividade para o Brasil no cenário internacional”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

A missão dos adidos tem duração de quatro anos consecutivos. Foram nomeados:

  • Vanessa Medeiros, designada para atuar nos Emirados Árabes Unidos;
  • Frederique Abreu, na Nigéria;
  • Fabiana Alves, na Etiópia (incluindo União Africana, Djibuti e Sudão do Sul);
  • Diego Leonardo Rodrigues, na Turquia;
  • Luciana Gomes, na Argélia;
  • Silvio Luiz Testaseca, em Bangladesh;
  • Dalci de Jesus Bagolin, na Malásia (incluindo Brunei);
  • Virgínia Carpi, nas Filipinas (incluindo Ilhas Marshall, Micronésia e Palau);
  • Priscila Moser, na Costa Rica;
  • Rodrigo Padovani, no Chile; e
  • Marlos Vicenzi, no Irã.

O governo autorizou o aumento das adidâncias agrícolas das atuais 29 para 40 postos em julho deste ano, conforme decreto presidencial.

“A ampliação para 40 postos de adidâncias reforça a crescente relevância da agropecuária brasileira e o papel fundamental dos adidos agrícolas, que atuam diretamente em negociações, discussões de temas sanitários e fitossanitários e na abertura e ampliação de mercados para os produtos brasileiros. Essa estrutura fortalece a posição do Brasil no comércio internacional, ampliando oportunidades para o setor”, afirmou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério, Luís Rua.

Atualmente, há adidos agrícolas nos seguintes países:

  • África do Sul,
  • Alemanha,
  • Angola,
  • Arábia Saudita,
  • Argentina,
  • Austrália,
  • Canadá,
  • China (dois adidos),
  • Colômbia,
  • Coreia do Sul,
  • Egito,
  • Estados Unidos da América,
  • França (Delegação do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas Sediadas na França),
  • Índia,
  • Indonésia,
  • Itália (Delegação Permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura e aos Organismos Internacionais),
  • Japão,
  • Marrocos,
  • México,
  • Suíça (Delegação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio e outras organizações econômicas em Genebra),
  • Peru,
  • Reino Unido,
  • Rússia,
  • Singapura,
  • Tailândia,
  • Bélgica (Missão do Brasil junto à União Europeia em Bruxelas, dois adidos) e
  • Vietnã.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cotações da soja recuam em Chicago


Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema) publicada na última quinta-feira (14), as cotações da soja registraram queda na Bolsa de Chicago após o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 8 de novembro. Apesar de uma tentativa inicial de recuperação, o movimento perdeu força, e o bushel da oleaginosa para o primeiro mês cotado encerrou esta quinta-feira (14) em US$ 9,85, abaixo dos US$ 10,15 da semana anterior.

O relatório trouxe uma redução inesperada na safra de soja dos Estados Unidos, que caiu de 124,7 milhões para 121,4 milhões de toneladas, embora o volume ainda seja superior aos 113,3 milhões registrados no ciclo anterior. Essa redução de mais de 3 milhões de toneladas exerceu pressão sobre as cotações em Chicago. Os estoques finais estadunidenses também sofreram corte, passando de 15 milhões para 12,8 milhões de toneladas, enquanto no ano anterior eram de 9,3 milhões.

No âmbito mundial, a produção de soja foi ajustada de 428,9 milhões para 425,4 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais globais recuaram de 134,6 milhões para 131,7 milhões de toneladas. Por outro lado, as projeções para as safras do Brasil e da Argentina permaneceram estáveis, em 169 milhões e 51 milhões de toneladas, respectivamente, conforme a análise do Ceema.

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O preço médio da soja pago aos produtores norte-americanos foi mantido em US$ 10,80/bushel para o atual ano comercial, abaixo dos US$ 12,40 e US$ 14,20 registrados nos dois ciclos anteriores. Até 10 de novembro, a colheita da oleaginosa nos Estados Unidos alcançou 96% da área plantada, superando a média histórica de 91% para o período.

Segundo o Ceema, na China, maior importadora global de soja, as importações devem recuar 9,5% no atual ano comercial, que se encerra em setembro de 2025. Essa redução, caso confirmada, diminuirá o volume importado para 101,4 milhões de toneladas, abaixo do registrado no ciclo 2022/23. Autoridades chinesas contestam as projeções do USDA, que indicam um volume de 109 milhões de toneladas, e afirmam que as importações do último ciclo somaram 109,4 milhões de toneladas, e não 112 milhões.

Em outubro, as importações chinesas de soja atingiram 8,1 milhões de toneladas, o maior volume para o mês nos últimos quatro anos, com alta de 56% em relação ao mesmo período de 2023. O aumento reflete a recuperação na demanda por farelo de soja, impulsionada pelo melhor desempenho das empresas de suínos no país.

Desde as disputas comerciais iniciadas no governo Trump, a China tem adotado medidas para reduzir a dependência de produtos agrícolas norte-americanos, como parte de uma estratégia para fortalecer sua segurança alimentar. Atualmente, a participação dos Estados Unidos nas importações chinesas de soja caiu para 18%, ante 40% em 2016, enquanto o Brasil expandiu sua fatia de 46% para 76%, segundo dados da alfândega chinesa, de acordo o Ceema.





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Programa ABR-UBA certifica 30 unidades de beneficiamento na Bahia


O Programa ABR-UBA (Algodão Brasileiro Responsável – Unidades de Beneficiamento de Algodão), que certifica unidades de beneficiamento comprometidas com boas práticas e sustentabilidade na produção de algodão, aprovou 30 unidades de beneficiamento na Bahia no projeto.

O anúncio foi feito pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), após término das auditorias nas empresas durante safra 2023/2024.

As últimas unidades auditadas pela equipe do Programa ABR foram vistoriadas no final de outubro.

Nesta safra, as 30 Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBA) da Bahia certificadas pelo ABR-UBA, representam 56,6% das unidades ativas na região.

De acordo com a associação, a certificação ABR-UBA assegura que essas unidades operam em conformidade com padrões rigorosos de qualidade, gestão e responsabilidade social, beneficiando produtores e fortalecendo a posição do algodão baiano no mercado.

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Imagem: Maiara Luz/ Canal Rural BA

“O Programa ABR-UBA contempla o primeiro elo industrial da cadeia produtiva do algodão. Ele tem como fundamento o incremento progressivo das boas práticas socioambientais, econômica e industrial, vinculados à gestão da unidade e de acordo com os princípios da sustentabilidade.” disse a coordenadora do ABR-Sustentabilidade da Abapa, Yannna Costa.

Segundo Yanna, as unidades participantes assumem o compromisso com a segurança, saúde ocupacional e meio ambiente do trabalho, cumprimento às normas regulamentadoras e legislações nacionais relacionadas ao exercício da atividade.

O programa

Desde 2022, a Abapa, em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), promove uma capacitação voltada aos inspetores das Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) do Matopiba.

A iniciativa, supervisionada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), faz parte dos requisitos para a implementação do Programa de Autocontrole para a Certificação de conformidade da Qualidade do Algodão Brasileiro, também conhecido como Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB).


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Aliança Global contra a Fome e a Pobreza tem adesão de 82 países



A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, que será lançada na abertura da cúpula do G20, nesta segunda-feira (18), já teve adesão de 82 países. A proposta foi idealizada pelo Brasil com o objetivo de acelerar os esforços globais para erradicar a fome e a pobreza, prioridades centrais nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Entre os países que já aderiram estão todos os integrantes do G20. Apenas a Argentina ainda não havia anunciado a adesão até a manhã desta segunda, mas o país decidiu aderir de última hora e se tornou fundador do grupo.

Além dos países, anunciaram a adesão as uniões Europeia e Africana, que são membros do bloco, 24 organizações internacionais, nove instituições financeiras e 31 organizações filantrópicas e não governamentais.

A adesão, que começou em julho e segue aberta, é formalizada por meio de uma declaração, que define compromissos gerais e específicos, os quais são alinhados com prioridades e condições específicas de cada signatário.

Entre as ações estão os “Sprints 2030”, que são uma tentativa de erradicar a fome e a pobreza extrema por meio de políticas e programas em grande escala.

A Aliança Global espera alcançar 500 milhões de pessoas com programas de transferência de renda em países de baixa e média-baixa renda até 2030, expandir as refeições escolares de qualidade para mais 150 milhões de crianças em países com pobreza infantil e fome endêmicas e arrecadar bilhões em crédito e doações por meio de bancos multilaterais de desenvolvimento para implementar esses e outros programas.

A Aliança terá governança própria vinculada ao G20, mas que não será restrita às nações que integram o grupo.

A administração ficará a cargo de um Conselho de Campeões e pelo Mecanismo de Apoio. O sistema de governança deverá estar operacional até meados de 2025. Até lá, o Brasil dará o suporte temporário para funções essenciais.



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Quais são os desafios climáticos enfrentados pelos produtores de soja em Mato Grosso?



A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) dá início, nesta segunda-feira (19), à série Clima e Mercado 2024, que percorrerá as principais regiões agrícolas do estado. O objetivo é dialogar com produtores sobre os desafios climáticos e do mercado que impactam a produção de soja e milho.

A iniciativa visa entender, de forma prática e regionalizada, os principais eventos adversos enfrentados pelos produtores, que incluem variações de temperatura, mudanças nas precipitações, secas prolongadas e eventos climáticos extremos, como ondas de calor e chuvas intensas.

Outro ponto de preocupação é a safra atual, que se assemelha ao ciclo produtivo de 2020/21, gerando apreensão entre os produtores. A Aprosoja já alertou as tradings sobre a necessidade de antecipar o planejamento logístico para evitar congestionamentos e gargalos na colheita.

O presidente da Aprosoja Mato Grosso, Lucas Costa Beber, destaca a importância da série para proporcionar uma visão mais precisa da realidade do campo e ajustar as projeções de safra. “Nos últimos anos, tanto o USDA quanto a Conab superestimaram a produção, o que desajustou o planejamento da indústria e das exportações. Precisamos de dados mais próximos da realidade para evitar problemas, como a escassez de soja no mercado interno”, explica.

O programa em Mato Grosso

A série terá início em Nova Mutum e se estenderá por quatro semanas, com encontros em diferentes municípios. A equipe da Aprosoja se reunirá com produtores locais, delegados e especialistas para discutir as condições de cultivo, as variações climáticas e as características dos solos, favorecendo a troca de experiências e o desenvolvimento de soluções regionais.

Segundo o vice-presidente da Aprosoja Mato Grosso, Luiz Pedro Bier, a série representa uma importante oportunidade para aproximar os produtores das gestões e projeções de safra, além de permitir um acompanhamento mais detalhado da evolução da lavoura.

“A safra deste ano começou com desafios, como o atraso nas chuvas, o que pode surpreender os produtores. Com Clima e Mercado 2024, conseguiremos informações mais precisas e dar voz ao produtor sobre os impactos reais da safra”, afirma.



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