quinta-feira, março 26, 2026

Agro

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Programa Passaporte Verde amplia transparência da pecuária e mira em novos mercados



O Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) apresentou na COP30 o Passaporte Verde, programa que monitora o rebanho bovino e bubalino de Mato Grosso e busca garantir que a produção cumpra os protocolos socioambientais exigidos pelos mercados internacionais.

O Passaporte Verde faz o monitoramento socioambiental de todo o rebanho do estado e incorpora mecanismos de regularização para produtores que ainda enfrentam pendências ambientais. Segundo o Imac, mais de 30 mil propriedades possuem algum tipo de restrição e precisam de alternativas para ingressar ou permanecer no mercado formal da pecuária.

A estratégia inclui a identificação individual dos animais e o acompanhamento das condições socioambientais das fazendas. O objetivo é ampliar a transparência da cadeia produtiva e garantir às indústrias frigoríficas informações precisas sobre a origem dos animais enviados ao abate.

O diretor de sustentabilidade da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Fernando Sampaio, destacou que apesar do Brasil exportar carne para mais de 160 países, é necessário adicionar novas camadas de garantia ambiental.

“Hoje a gente já exporta para mais de 160 países, mas a gente precisa pensar no futuro, melhorar a capacidade de resposta da defesa agropecuária, mas também adicionar essas camadas de garantias ambientais para a nossa produção continuar expandindo mercados”, disse Sampaio.

Líder na produção nacional

Com um rebanho estimado em 34 milhões de cabeças, Mato Grosso lidera a produção nacional de carne bovina. Para o Imac, iniciativas como o Passaporte Verde precisam ser inclusivas, contemplando tanto grandes quanto pequenos produtores. A proposta é desenvolver uma agenda positiva, agregando valor à biodiversidade, ao crédito de carbono e à própria carne produzida no estado.

“Temos o maior cuidado para ser um programa inclusivo que não vai excluir o pequeno produtor. Então, quem quiser se regularizar e tiver condições de se regularizar, vai se regularizar e ser inserido dentro dessa cadeia”, afirmou o presidente do Imac, Caio Penido.

De acordo com Penido, a intenção é posicionar Mato Grosso como referência global em carne de qualidade, sustentabilidade e segurança comercial, fortalecendo sua presença no mercado internacional e ampliando oportunidades para todos os elos da cadeia produtiva.



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Compras chinesas de soja nos EUA custam caro e ampliam vantagem do Brasil, diz consultoria



As compras de soja dos Estados Unidos pela China, anunciadas na sexta-feira passada (14), não fazem sentido econômico e causam prejuízo direto ao governo chinês, segundo a consultoria AgResource. O presidente da empresa, Dan Basse, afirmou que a operação é totalmente política e não reflete a demanda real do setor privado.

“O governo, ao comprar soja dos EUA, está perdendo cerca de US$ 1,10 a US$ 1,20 por bushel”, disse na terça-feira (18) em transmissão pela internet.

O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) confirmou venda de 792 mil toneladas para a China, volume que Basse estima equivalente a 14 a 18 navios saindo pelo Golfo e pelo noroeste do Pacífico, com entrega entre abril e maio de 2026.

Segundo ele, a indústria privada chinesa prefere a soja sul-americana pelo custo. “Se você é um esmagador privado, está se movendo para a América do Sul”, afirmou.

O diferencial reforça essa migração. Na sexta-feira, Chicago subiu US$ 0,30 por bushel, enquanto os prêmios no Brasil recuaram entre US$ 0,15 e US$ 0,25.

Para fevereiro, a soja brasileira está sendo ofertada de US$ 1,30 a US$ 1,40 abaixo dos preços do Golfo. Basse disse que compradores europeus e de outras regiões devem substituir cargas americanas por brasileiras. A China também enfrenta estoques altos e receio de perdas ao vender soja antiga num mercado interno com proteína animal barata e ampla oferta de farelo e óleo.

O analista Ben Buckner destacou que a moagem norte-americana atingiu 6,2 milhões de toneladas em outubro, recorde histórico segundo a Nopa, associação que representa as indústrias de processamento de oleaginosas dos Estados Unidos.

O resultado levou a AgResource a elevar sua estimativa de esmagamento, projetando cerca de 680 mil toneladas adicionais e ficando aproximadamente 410 mil toneladas acima da projeção do USDA. “As margens estão intactas. É um recorde histórico, cerca de 760 mil toneladas acima do ano passado”, disse.

O avanço é sustentado pela maior demanda por óleo de soja para produção de biocombustíveis, favorecida pela política 45Z, que desestimula matérias-primas importadas. O consumo interno de óleo bateu 2,6 bilhões de libras em outubro. A produção de farelo acompanhou o movimento e alcançou 5,4 milhões de toneladas, alta de 15% ante outubro de 2024.

Buckner afirmou que o mercado precisará absorver esse volume a preços competitivos. “Sazonalmente, vamos produzir ainda mais farelo de soja por dia nos próximos dois meses. Como vamos nos livrar disso? Temos que ser competitivos”, disse. Ele observou que o farelo brasileiro também está chegando ao mercado com descontos amplos, pressionando as cotações americanas.

Para os próximos meses, a AgResource avalia que o clima na América do Sul será mais determinante para os preços do que a política comercial entre Washington e Pequim. Buckner disse que dezembro é o mês-chave para a produtividade em Mato Grosso.

Chuvas entre 18 e 25 centímetros no período costumam garantir rendimentos na linha da tendência histórica. A Conab projeta produtividade ligeiramente abaixo da média, mas Buckner afirmou que precipitações normais podem adicionar milhões de toneladas à safra. Na Argentina, dezembro também define o desempenho do milho.



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Governo do RS anuncia compra de 2,2 mil toneladas de leite em pó



A compra pelo governo do Rio Grande do Sul de 2,2 mil toneladas de leite em pó anunciada nesta quarta-feira (19) foi recebida pelo setor produtivo como o primeiro passo para aliviar a crise de excesso de oferta.

A aquisição foi oficializada via chamada pública de número 0004/2025 publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). No documento, o Executivo informa a reserva de R$ 86,5 milhões para a compra, oriundos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).

O aporte limita-se à compra de produto de cooperativas produzido em solo gaúcho. Instituições interessadas devem encaminhar documentação até o dia 10 de dezembro. A compra será distribuída para famílias em situação de vulnerabilidade social e nutricional, entre dezembro de 2025 e maio de 2026.

O secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat), Darlan Palharini, destaca que se trata de um movimento importante e que é esperado desde o final de 2024.

“Esta aquisição foi prometida ainda para amenizar os efeitos da enchente, mas chega em boa hora. Que essa seja a primeira iniciativa de outras tantas que são necessárias. Esperamos que os outros estados repliquem este modelo e ajudem a escoar a produção”, destaca.

Segundo ele, a expectativa é de que, na próxima semana, novas medidas sejam anunciadas pelo governo federal para amenizar a importação “descontrolada” de leite dos países do Prata, notadamente Argentina e Uruguai.

Assim, o setor produtivo reivindica a suspensão das licenças automáticas de importação, pede compras da União e uma política de incentivo às indústrias alimentícias que comprem leite em pó e queijo muçarela de empresas brasileiras.

“Entendemos que há uma diferenciação entre cooperativas e indústrias nessa decisão, mas, de certa forma, ela beneficia a todos na medida em que escoa parte do produto excedente do mercado, hoje atingido pelas cargas vindas do Uruguai e Argentina”, completou Palharini.

Já o secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), Vilson Luiz Covatti, acredita que a medida mostra a sensibilidade do governo com a situação do setor. “Estamos tomando essa atitude, juntamente com o governador Eduardo Leite, para fazermos a nossa parte frente à crise”, enfatizou.



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AgroNewsPolítica & Agro

Food service mantém ritmo superior ao varejo em 2025


O mercado de alimentação fora do lar mantém crescimento acima do varejo alimentício, mas enfrenta um cenário econômico de forte pressão. Projeção da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) indica que as vendas da indústria para o food service devem alcançar R$ 287,1 bilhões em 2025, alta nominal de 10% sobre o resultado de 2024.

Os dados, apresentados no 18º Congresso de Food Service, mostram que o segmento deve representar 28,3% da produção total da indústria de alimentos no próximo ano. O ritmo de expansão, porém, será mais moderado, com previsão de crescimento real de 2,5%. A combinação de inflação de alimentos, câmbio elevado e juros altos segue limitando o consumo e os investimentos no setor.

“Ainda que em ritmo moderado, é importante que as vendas do food service continuem a crescer, mas é preciso que as indústrias e operadores criem estratégias para que o mercado evolua. Devemos aprender a conhecer cada vez melhor os consumidores que frequentam nossos estabelecimentos para que possamos criar ferramentas, alavancas e processos que façam o mercado prosperar”, afirmou Joicelena Fernandes, coordenadora do Comitê de Food Service ABIA e diretora de Food Service na Seara Alimentos, que apresentou o panorama do segmento durante o Congresso.

De acordo com a ABIA, o tráfego em estabelecimentos recuou 5% no terceiro trimestre, enquanto o ticket médio subiu 7%. A inflação da alimentação fora do lar, que chegou a 8,24% no acumulado, tem elevado custos e reduzido a frequência de consumo. Outro fator de impacto é o aumento do endividamento das famílias, agravado pelo avanço das apostas esportivas, que desviam parte da renda antes destinada ao consumo de alimentos.

Mesmo com as restrições, o setor encontra oportunidades no turismo interno, na digitalização e em novos modelos de negócio. O desafio, segundo a ABIA, é crescer com rentabilidade em um ambiente competitivo e de custos altos. “Isso se percebe na variedade do portfólio de soluções de adaptação que a indústria oferece ao setor de alimentação fora do lar. Estamos presentes no café da manhã, no almoço, nas pausas do dia, nas festas e nas celebrações. Quando citamos o food service, estamos falando de comida e nutrição, mas também de tradição e nostalgia, de criatividade, inovação, sabor e cuidado. Experiências únicas que nascem todos os dias neste setor tão dinâmico”, enfatizou.

 





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Relatório dos EUA sustenta trigo e soja recua



A soja recua nesta quarta-feira com realização de lucros


A soja recua nesta quarta-feira com realização de lucros
A soja recua nesta quarta-feira com realização de lucros – Foto: Agrolink

Os mercados agrícolas começam o dia refletindo ajustes após movimentos recentes, em meio a sinais distintos entre os grãos. No trigo, a sustentação vem do relatório americano que mostrou condições de inverno abaixo do ano passado, fator que ajudou a manter os contratos em alta. A TF Agroeconômica aponta que os fundos seguiram comprando trigo e milho, aproximando ambos das máximas recentes. 

No Rio Grande do Sul, porém, as cotações continuam no menor nível dos últimos dois anos, influenciadas pela dificuldade de venda de farinhas, pelo bom abastecimento dos moinhos e pelo ritmo reduzido das vendas para exportação, que aumenta a disponibilidade interna. No Paraná, a boa qualidade da nova safra e os baixos estoques de passagem estimularam a demanda e sustentam um movimento firme de valorização.

A soja recua nesta quarta-feira com realização de lucros após a alta ligada às compras chinesas nos Estados Unidos. Segundo a consultoria, foram confirmados novos volumes acima de 1 milhão de toneladas desde o encontro entre autoridades dos dois países, com possibilidade de mais negócios. Mesmo assim, a oleaginosa sul-americana segue mais barata que a americana entre fevereiro e abril. O mercado dá sinais moderados depois da recuperação recente, com menor ímpeto e risco de estabilização em faixa lateral, enquanto aguarda dados climáticos e o ritmo da demanda da China. No Brasil, o plantio alcança 71%, e na Argentina chega a 13%, com expectativa de avanço para 24% a 26% nesta semana.

O milho tem leve queda em Chicago após a realização de lucros do movimento anterior impulsionado pela demanda de exportação. No mercado brasileiro, os preços continuam subindo de forma lenta e firme ao longo do segundo semestre. A TF Agroeconômica destaca que a procura externa disputa a oferta com as indústrias internas e mantém as cotações em alta.

 





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Queda nos preços do arroz desacelera no RS, mas mercado segue cauteloso



Produtores estão concentrados na semeadura da nova safra



Foto: Divulgação

A cotação do arroz em casca no Rio Grande do Sul segue trajetória de baixa, embora a intensidade das quedas tenha diminuído nos últimos dias. Segundo dados divulgados pelo Cepea, o mercado se mantém cauteloso, com muitos vendedores afastados das negociações no mercado spot, à espera de alguma intervenção oficial do governo, como a realização de leilões.

Além da expectativa por medidas públicas, os produtores estão concentrados na semeadura da nova safra. Dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), de 13 de novembro, mostram que 86,31% da área prevista já foi cultivada, indicando que os trabalhos de campo entraram na reta final.

Do lado da demanda, o cenário é misto. Parte dos compradores tem atuado apenas para reposição pontual de estoques, mas outros vêm oferecendo valores mais elevados com o objetivo de garantir suprimentos em meio à retração da oferta. Ainda segundo o Cepea, esse movimento, embora localizado, pode sinalizar uma leve pressão de alta no curto prazo.

No que diz respeito à oferta nacional, as estimativas vêm sendo ajustadas para baixo, mas, por ora, isso não deve comprometer a disponibilidade interna do cereal. O abastecimento no mercado doméstico tende a se manter estável, mesmo diante da revisão dos volumes de produção.

No panorama internacional, a previsão para a temporada 2025/26 indica uma oferta global semelhante à da safra anterior, 2024/25. Esse equilíbrio externo também contribui para conter variações mais abruptas nos preços praticados no Brasil.

Com o plantio quase concluído e a demanda oscilando entre a reposição e a formação de estoques, o mercado do arroz atravessa um período de espera. A definição de possíveis ações governamentais e a consolidação dos dados de safra devem direcionar os próximos movimentos de preços, mantendo os agentes atentos ao cenário interno e externo.





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Competitividade do café brasileiro cai nos EUA com tarifa preservada



EUA manteve as sobretaxas específicas de 40% que incidem sobre o café



Foto: Divulgação

Na última semana, o governo norte-americano retirou a tarifa de 10% que havia sido aplicada de forma ampla às importações desde abril deste ano. No entanto, manteve as sobretaxas específicas de 40% que incidem sobre o café brasileiro, o que gerou apreensão no setor exportador nacional.

Segundo dados divulgados pelo Cepea, essa manutenção tende a reduzir a competitividade do café do Brasil nos Estados Unidos, ao passo que outros países concorrentes obtiveram reduções significativas ou eliminação total de barreiras comerciais. A diferença de tratamento compromete o posicionamento estratégico do Brasil no mercado norte-americano.

Ainda de acordo com o Cepea, agentes do setor manifestaram preocupação com o risco de substituição estrutural do café brasileiro no padrão de consumo dos EUA. A continuidade dessa política tarifária pode levar empresas importadoras e redes de varejo a consolidar novos fornecedores, comprometendo a recuperação futura da participação brasileira.

Por outro lado, a retirada da tarifa geral de 10% pode indicar uma tentativa de distensionamento nas relações comerciais entre os dois países. Contudo, a permanência da taxa elevada sobre o café sinaliza que o Brasil ainda enfrenta vulnerabilidade no acesso ao mercado norte-americano, o que pode pressionar os embarques e os preços de exportação.

Dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) mostram que, na parcial da safra 2025/26, de julho a outubro, os Estados Unidos perderam a posição de principal destino do café brasileiro, sendo superados pela Alemanha. A Itália ocupa o terceiro lugar, mas se aproxima dos volumes comprados pelos norte-americanos.

 





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Pesquisa aponta impacto surpreendente do arroz com feijão



A repercussão chegou ao setor produtivo


A repercussão chegou ao setor produtivo
A repercussão chegou ao setor produtivo – Foto: Canva

Uma nova análise sobre alimentação e bem-estar mostra como escolhas simples do dia a dia podem influenciar a qualidade de vida e o impacto ambiental. Pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro calcularam o efeito de alimentos comuns na saúde e apontaram ganhos quando o tradicional arroz com feijão está presente na rotina.

A repercussão chegou ao setor produtivo. A Josapar afirmou que os resultados reforçam a relevância de um hábito difundido entre famílias brasileiras, contextualizando que a combinação oferece equilíbrio nutricional. A empresa, responsável por diversas marcas e com longa trajetória no mercado, ampliou a oferta de produtos como arroz integral, parboilizado, multigrãos, orgânico, versões semiprontas e diferentes tipos de feijão para acompanhar mudanças de consumo sem abrir mão do foco no alimento natural.

“Esse é um dado científico que traduz o que as famílias brasileiras já sabem há gerações; o arroz e o feijão formam uma base alimentar completa, acessível e sustentável. É uma combinação que atravessa o tempo porque entrega sabor, energia e equilíbrio nutricional”, afirma Janaína Coelho da Silva Paiva, coordenadora de comunicação e marketing da Josapar.

A pesquisa também mostra contraste entre ultraprocessados, que reduzem minutos de vida saudável, e alimentos de origem vegetal, que apresentam desempenho positivo na saúde e no ambiente. Para a Josapar, a valorização desses itens é parte de um caminho que busca um sistema alimentar mais acessível e equilibrado, conforme indicado em suas declarações. “Garantir o acesso contínuo a alimentos básicos e nutritivos é um dos grandes desafios do futuro. Valorizar o arroz e feijão é valorizar o alimento brasileiro em sua forma mais pura — aquele que alimenta, conecta e traz saúde de verdade”, completa Janaína.

 





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Setor leiteiro do Sul pede socorro diante de importações e superoferta



Setor pressiona governo por medidas



Foto: Pixabay

Segundo dados divulgados pelo Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat), o Rio Grande do Sul registrou um aumento de 12% na produção de leite em 2025. Santa Catarina e Paraná também apresentaram crescimento médio de 7% na produção no campo. Esse cenário resulta em uma superoferta que, somada ao avanço das importações, amplia os desafios econômicos enfrentados pelos produtores.

Representantes do setor dos três estados, reunidos em Florianópolis (SC), defenderam a adoção de uma política nacional de apoio ao segmento, com foco na regulação do mercado e na preservação da competitividade da produção nacional. “Temos que unificar o discurso e pedir para o governo adotar uma política de apoio ao segmento leiteiro. Seguimos lutando por isso”, afirmou o secretário Executivo do Sindilat/RS, Darlan Palharini.

Entre as propostas apresentadas está a compra, por parte do governo federal, de 100 mil toneladas de leite em pó destinadas a programas sociais e ao abastecimento de escolas públicas. A medida busca aliviar o excedente no mercado interno e garantir renda aos produtores, especialmente os de menor porte, mais vulneráveis às variações de preço.

Outro ponto central da pauta é a revisão das licenças de importação de lácteos, como leite em pó e queijos. Atualmente operando em sistema automático, a liberação de importações tem favorecido a entrada de produtos estrangeiros em volume crescente. O setor defende a adoção de mecanismos que limitem esse fluxo, de modo a proteger a produção nacional.

A reunião também contou com a participação de representantes do Mato Grosso do Sul, reforçando a articulação regional em torno do tema. O aumento das importações tem sido uma preocupação recorrente em diferentes fóruns do agro, por representar uma concorrência direta com os produtores locais, muitas vezes em condições desiguais de custos e subsídios.

 





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Anec eleva projeção para exportação de soja para novembro



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) elevou a estimativa de exportação de soja em grão em novembro para 4,71 milhões de toneladas, alta de 10,6% em relação à projeção divulgada na semana passada. O volume também representa crescimento de 101,3% frente às 2,34 milhões de toneladas embarcadas em novembro de 2024.

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Mesmo com a revisão positiva, o total permanece abaixo dos 6,40 milhões de toneladas embarcadas em outubro, movimento típico da entressafra. Até o mês passado, o Brasil já havia exportado 101,5 milhões de toneladas na safra 2024/25, consolidando um ritmo recorde.

No farelo de soja, a projeção subiu para 2,68 milhões de toneladas, aumento de 8,5% sobre a estimativa anterior de 2,47 milhões de toneladas. O volume supera em 55,2% os embarques de novembro de 2024 e reforça a recuperação da demanda pelo derivado ao fim do ano.

Milho

As estimativas para o milho também foram ampliadas. A Anec agora projeta entre 5,80 milhões e 6,92 milhões de toneladas para novembro, acima da faixa anterior de 5,14 milhões a 6 milhões de toneladas. A média usada nos cálculos passou para 6,36 milhões de toneladas, alta de 5,3% na comparação semanal. Os embarques previstos representam avanço de 29,2% sobre novembro de 2024. A entidade, porém, destaca que limitações operacionais podem influenciar o resultado final do mês. Até outubro, o Brasil havia exportado 29,6 milhões de toneladas do cereal.

O line-up da semana de 16 a 22 de novembro confirma o ritmo intenso nos portos, com 961,7 mil toneladas de soja programadas para embarque, 1,52 milhão de toneladas de milho e 813,6 mil toneladas de farelo de soja. Na semana anterior, entre 9 e 15 de novembro, os embarques efetivos totalizaram 1,30 milhão de toneladas de soja, 1,54 milhão de toneladas de milho e 375,7 mil toneladas de farelo.

Total para novembro

Ao consolidar todos os produtos, o total projetado de exportações para novembro deve variar entre 13,48 milhões e 14,60 milhões de toneladas, com média de 14,04 milhões de toneladas. O número representa crescimento de 54,5% em relação a novembro de 2024 e avanço de 7,2% sobre a estimativa da semana anterior. A Anec ressalta que o volume ainda pode sofrer ajustes conforme as condições climáticas e operacionais dos portos.

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a novembro, considerando as projeções atualizadas, o Brasil deve alcançar 106,18 milhões de toneladas de soja exportadas, 21,81 milhões de toneladas de farelo e entre 35,44 milhões e 36,56 milhões de toneladas de milho. Somados soja, farelo, milho e trigo, o volume total pode chegar a 165,76 milhões de toneladas, alta de 3,2% em relação ao mesmo período de 2024.



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