quarta-feira, março 25, 2026

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Lula pede ação global contra desigualdade e volta a defender taxação de super-ricos



O presidente Lula aproveitou a tribuna da abertura da Cúpula de Líderes do G20, na África do Sul, para lançar um alerta sobre a desigualdade global e a urgência de redesenhar regras e instituições que sustentam essa assimetria. Em sua fala neste sábado (22), Lula defendeu o fortalecimento do G20 como fórum de diálogo e criticou a volta de políticas protecionistas e unilaterais.

O líder brasileiro propôs em Joanesburgo mecanismos inovadores, como a troca de dívida por desenvolvimento e ação climática e a taxação dos super-ricos.

“Está na hora de declarar a desigualdade uma emergência global. O G20 deve incentivar a adoção de mecanismos inovadores de troca de dívida por desenvolvimento e por ação climática. O debate sobre tributação internacional e taxação dos super-ricos é inadiável”, afirmou

Lula enfatizou que há uma complementaridade importante entre a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, lançada durante a presidência brasileira do G20 no ano passado, e a iniciativa sul-africana sobre dimensões macroeconômicas da segurança alimentar e dos preços de alimentos.

O presidente apoiou a proposta da África do Sul de instituir um Painel Independente sobre Desigualdade, nos moldes do painel dedicado às mudanças climáticas.

Lula lembrou, contudo, que sem financiamento a Agenda 2030 não passará de declaração de boas intenções. O plano de ação da ONU adotado em 2015 estabelece 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas a serem alcançadas até 2030. O objetivo principal é erradicar a pobreza e promover dignidade a todos, ao mesmo tempo em que se protege o planeta para futuras gerações. 

Nesse contexto, Lula criticou o gasto crescente de potências internacionais com armamentos e as consequências humanas, energéticas e alimentares de conflitos bélicos como os na Ucrânia, em Gaza e no Sudão. Reforçou, ainda, que a questão da dívida de países do Sul Global é “eticamente inaceitável e economicamente insustentável”. 

“No ano passado, a economia mundial cresceu mais de 3%. Os gastos com armamentos aumentaram 9,4%. Mas a ajuda oficial ao desenvolvimento caiu 7%. A conta é simples: existe um fluxo de capital negativo, que vai dos países do Sul para os países ricos do Norte global. Quase metade da população mundial vive em países que gastam mais com o serviço da dívida do que em saúde ou educação”, lembrou o presidente.



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Abelha-canudo aumenta em 35% a produtividade do açaí em região que reúne 120 espécies nativas



O Pará concentra cerca de 50% da biodiversidade de abelhas nativas sem ferrão, das 240 espécies registradas no Brasil, 220 estão na Amazônia, e 120 delas no próprio estado. Entre essas espécies, a abelha-canudo se destaca como protagonista de uma revolução socio-bioprodutiva na região.

Em 2017, começou a ser publicada uma série de estudos sobre a produção de mel, própolis e a polinização do açaizeiro pelas abelhas-canudo. Nos últimos sete anos, os estudos publicados pelo pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Daniel Santiago e outros pesquisadores evidenciaram que a introdução de colônias de abelhas-canudo nos açaizais eleva a produtividade em cerca de 35%.

“Antes, a abelha-canudo era desvalorizada porque produzia pouco mel, entre 100 e 500 ml/ano. A partir dessa publicação, o serviço de polinização da abelha passou a ser um insumo. Como é a adubação, a irrigação, o conhecimento das práticas de espaçamento”, conta o Santiago.

Os pesquisadores identificaram o ganho agronômico na produtividade e, a partir disso, cresceu a demanda pelas abelhas-canudo, sobretudo entre grandes produtores interessados na polinização dirigida. Com o aumento da procura, o preço do enxame subiu de aproximadamente R$ 150 para valores entre R$ 550 e R$ 750.

“A indústria do açaí está alavancando a meliponicultura na Amazônia. Hoje, o produtor que deseja adquirir enxames deve entrar numa fila e só recebe no segundo semestre, quando diminuem as chuvas e o meliponicultor consegue multiplicá-los”, relata Santiago.

Os estudos sobre as abelhas-canudo também revelaram a descoberta de uma própolis de altíssima qualidade, com propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias e até antibióticas, capazes de combater bactérias hospitalares.

“Açaização”

Embora o maior impacto econômico tenha sido para os grandes produtores de açaí, os pequenos também se beneficiam e têm experimentado mudanças no modo de produzir e de se relacionar com o meio ambiente. E com isso, o fenômeno conhecido como “açaização”, que é a pressão comercial para abandono de outras culturas e o desmatamento de plantas nativas para a instalação da monocultura do açaí, começa a ser revertido.

O pesquisador destaca, ainda, que há a possibilidade de incrementar com plantas que geram impacto econômico e também são importantes para as abelhas, como o mucajá, taperebá, pracaxi, além de outras plantas que fazem parte da paisagem como o Ingá que além de gerar frutos, vagens comestíveis, ajudam na incorporação de nutrientes.



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clima favorece avanço da colheita no RS


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19) aponta que a colheita da cevada no Rio Grande do Sul alcança cerca de dois terços da área cultivada. A instituição informou que as condições climáticas estáveis até 16 de novembro “possibilitaram a intensificação da operação, assegurando a qualidade dos grãos e evitando perdas por umidade elevada ou deterioração”.

A produtividade está entre 3.300 kg/ha e 4.200 kg/ha, variando conforme o nível tecnológico adotado nas propriedades. A Emater destacou que há heterogeneidade na qualidade final. Em áreas afetadas por excesso de chuvas durante o enchimento dos grãos, parte da produção registrou germinação abaixo do padrão industrial, o que tem levado ao direcionamento para o mercado de ração animal. Segundo o informativo, esse cenário, somado ao preço pago ao produtor, “tem desestimulado a ampliação da área cultivada para a próxima safra”. A instituição estima área plantada de 31.613 hectares e produtividade média de 3.458 kg/ha.

Na região administrativa de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, a colheita atinge 15%. A Emater informou que momentos de instabilidade interromperam o avanço, mas a qualidade do produto permaneceu dentro dos padrões exigidos pela indústria de malte, com “grão com massa elevada, alto poder germinativo e presença de micro-organismos dentro do limite tolerado”. A maior parte da produção deve seguir para a indústria cervejeira.

Em Erechim, 80% da área já foi colhida, com produtividade média de 3.900 kg/ha. A melhora das condições climáticas permitiu avanço sem perdas pós-maturação, e a qualidade dos grãos permanece dentro dos parâmetros exigidos para maltagem.

Na região de Ijuí, a colheita foi finalizada. As produtividades variaram, chegando a 4.200 kg/ha nas melhores lavouras. Mesmo com resultados considerados positivos, os produtores não demonstram intenção de ampliar a área cultivada na próxima safra.

Em Passo Fundo, as lavouras em final de ciclo apresentam bom potencial produtivo, com produtividade estimada em 3.300 kg/ha. A Emater informou que não foram observados problemas fitossanitários relevantes.

Na região de Soledade, a colheita já foi concluída. A Emater registrou ampla variação de produtividade — entre 2.700 kg/ha e 4.200 kg/ha — e qualidade também diversa. Parte dos lotes apresentou germinação insuficiente para maltagem e deve ser destinada à alimentação animal. Nas áreas com maior investimento tecnológico, os grãos atingiram padrão industrial.





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Plantio de arroz avança no Sul e chuvas devem manter ritmo no Centro-Norte



O plantio de arroz recuperou ritmo no Sul com alguns dias de tempo firme. A melhora das condições permitiu avanço importante na semeadura no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Nos próximos dias, a previsão indica chuva fraca e passageira, o que deve permitir a conclusão dos trabalhos. Já no Centro-Norte, o retorno das precipitações garante boa umidade para emergência das lavouras.

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Sul deve concluir plantio com chuva leve

Segundo Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, o atraso inicial da safra no Sul ficou para trás após uma sequência de dias mais estáveis. “Agora a situação está melhorando, tanto para o Rio Grande do Sul quanto para Santa Catarina”, afirma.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que Santa Catarina já superou 95% da semeadura e o Rio Grande do Sul passa de 82%. No Paraná, onde a área é menor, o plantio foi concluído e as condições são consideradas favoráveis.

Para os próximos dias, uma frente fria deve avançar pela região, mas sem volumes altos. “A previsão é de chuva de 10 a 15 milímetros, com baixa chance de tempo severo”, explica Müller. Esse padrão deve se manter por até dez dias, permitindo que os produtores finalizem o plantio no prazo.

Centro-Norte deve manter boa umidade

Em Goiás e Tocantins, porém, o cenário é mais otimista. As chuvas retornaram e devem seguir regulares. “Estamos falando de 30 a 50 milímetros por região nos próximos dias. Em 15 dias, isso chega a 100 milímetros, o que ajuda muito na emergência e na reposição hídrica do solo”, diz Müller.

O meteorologista destaca que o volume também favorece sistemas irrigados, ajudando a recompor reservatórios. A umidade consistente também beneficia áreas de Mato Grosso, onde o plantio segue atrasado após semanas de irregularidade das chuvas. “O produtor de arroz precisa de bastante água. Em muitos casos, ele está esperando acumulados de 100 a 150 milímetros para iniciar a semeadura com segurança”, completa.

Frio persistente ainda preocupa

As temperaturas baixas registradas no Sul seguem como ponto de atenção. Müller explica que o padrão está ligado ao resfriamento das águas do Pacífico, típico de anos com La Niña.

“O frio persistiu em setembro, outubro e continua em novembro. Deve seguir até a primeira quinzena de dezembro”, afirma. Embora não haja previsão de geada tardia, a entrada frequente de massas de ar frio pode limitar o desenvolvimento das lavouras em fase vegetativa.

Segundo ele, o maior risco ocorre quando as mínimas ficam abaixo de 10 °C, situação que tem se repetido com frequência. “Quando as mínimas caem a esse nível, mesmo sem geada, já é um problema para o produtor”, alerta.



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Governo reduz para R$ 7,7 bi congelamento de despesas no Orçamento de 2025


A equipe econômica reduziu de R$ 12,1 bilhões para R$ 7,7 bilhões o volume de recursos congelados no Orçamento de 2025.

Os dados constam do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 5º bimestre, divulgado nesta sexta-feira (21) pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Do total, R$ 4,4 bilhões estão bloqueados e R$ 3,3 bilhões foram contingenciados.

A queda no bloqueio decorre, principalmente, do cancelamento de R$ 3,8 bilhões em despesas discricionárias (não obrigatórias) para cobrir gastos obrigatórios.

Já o contingenciamento passou de zero para R$ 3,3 bilhões por causa da piora na projeção para o resultado fiscal deste ano.

O detalhamento dos valores por ministério será apresentado no Decreto de Programação Orçamentária e Financeira, previsto para 30 de novembro.

Bloqueio e contingenciamento

O bloqueio é adotado quando os gastos previstos superam o limite imposto pelo arcabouço fiscal. Já o contingenciamento é aplicado quando há frustração de receitas e risco de descumprimento da meta fiscal.

A meta de 2025 é déficit zero, com tolerância para um resultado negativo de até R$ 31 bilhões.

Segundo o Ministério do Planejamento, a redução do bloqueio também reflete queda de R$ 4 bilhões na estimativa de despesas obrigatórias, influenciada por recuos em benefícios previdenciários e subsídios.

O contingenciamento tornou-se necessário porque o déficit primário projetado (R$ 34,3 bilhões) superou o limite permitido pela meta (R$ 31 bilhões). O aumento decorre, principalmente, do déficit das estatais e da revisão para baixo da receita líquida.

O déficit primário representa a diferença entre as despesas e as receitas, desconsiderando os juros da dívida pública.

Ao considerar que, desde setembro, o governo havia cancelado R$ 3,8 bilhões em despesas discricionárias para cobrir o crescimento de gastos obrigatórios, o volume total de recursos congelados (bloqueados e contingenciados) caiu de R$ 8,3 bilhões para R$ 7,7 bilhões, alívio de R$ 644 milhões.

O relatório diminuiu em R$ 501 milhões a contenção no Poder Executivo, de R$ 5,514 bilhões para R$ 5,013 bilhões. O total a parcela de emendas parlamentares congeladas passou de R$ 2,794 bilhões para R$ 2,645 bilhões, liberação de R$ 149 milhões.

Projeções de receitas e despesas de 2025

Receitas primárias da União

  • Projeção anterior: R$ 2,924 trilhões
  • Projeção atual: R$ 2,922 trilhões

Despesas primárias totais

  • Projeção anterior: R$ 2,417 trilhões
  • Projeção atual: R$ 2,418 trilhões

Gastos obrigatórios

  • Projeção anterior: R$ 2,207 trilhões
  • Projeção atual: R$ 2,204 trilhões

Despesas discricionárias (não obrigatórias)

  • Projeção anterior: R$ 219,056 bilhões
  • Projeção atual: R$ 215,425 bilhões

Projeções específicas de despesas

  • Benefícios previdenciários: de R$ 1,029 trilhão para R$ 1,028 trilhão (-R$ 263,7 milhões)
  • Pessoal e encargos sociais: de R$ 408,976 bilhões para R$ 408,592 bilhões (-R$ 384 milhões)
  • Precatórios e sentenças judiciais: de R$ 42,824 bilhões para R$ 43,356 bilhões (+R$ 532,4 milhões)
  • Subvenções econômicas: de R$ 24,769 bilhões para R$ 21,677 bilhões (-R$ 3,092 bilhões)

Arrecadação

  • Dividendos de estatais: de R$ 48,808 bilhões para R$ 52,422 bilhões (+R$ 3,614 bilhões)
  • Concessões: de R$ 7,743 bilhões para R$ 7,831 bilhões (+R$ 88,2 milhões)
  • Royalties: de R$ 145,903 bilhões para R$ 144,081 bilhões (-R$ 1,822 bilhão)

A meta fiscal de 2025 permite déficit de até R$ 31 bilhões. Segundo o governo, a projeção menor do resultado está ligada ao déficit de estatais e à queda de R$ 1 bilhão na receita líquida estimada.

O governo também destaca impactos positivos da aprovação no Congresso de medidas ligadas à compensação tributária indevida, ao Atestmed (sistema de atestado médico digital do Instituto Nacional do Seguro Social) e ao seguro-defeso, que devem gerar alívio fiscal de cerca de R$ 15 bilhões neste ano.

Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o governo a contingenciar recursos para perseguir o piso da meta, déficit primário de R$ 31 bilhões, em 2025, o que amplia a flexibilidade na execução orçamentária. No entanto, a decisão do ministro Benjamin Zymler ainda será julgada pelo plenário do órgão.

O detalhamento das áreas que terão liberação parcial dos recursos bloqueados será divulgado até o fim de novembro.



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Brasil é 3º maior produtor de ração, mas enfrenta 5 desafios para exportar mais



O Brasil produziu 86,6 milhões de toneladas de ração animal em 2024, mantendo-se entre os três maiores produtores do mundo, atrás apenas de China e Estados Unidos, conforme o relatório Alltech Agri-Food Outlook 2025.

O setor vem conquistando espaço no mercado internacional, mas a consolidação dessa presença depende de algo que vai além da escala produtiva, uma vez que cada país tem regras, demandas e níveis de exigência próprios, algo que exige adaptação.

Essa é a constatação do fundador da SRX Holdings, José Loschi, que lidera esse trabalho pela Master Nutrição. De acordo com ele, ainda assim, com gestão estruturada, personalização das fórmulas, inovação tecnológica e controle rigoroso de processos, o Brasil tem mostrado que pode competir em qualquer mercado.

“O segredo está em adaptar o produto, o processo e o modelo de negócio. É isso que sustenta o crescimento e abre portas para novas parcerias internacionais”, acredita.

Para ele, são cinco os principais desafios enfrentados pelas empresas do setor ao exportar ração animal:

  1. Gestão e estruturação

Loschi considera que entrar em novos mercados sem uma base sólida de gestão e processos pode comprometer a operação. Isso porque cada país tem normas específicas, exigindo documentação detalhada, rastreabilidade e certificações distintas.

Assim, a solução seria estruturar a empresa de forma que todos os elos, da produção ao embarque, estejam integrados. “A exportação exige governança, padronização e controle. Quando a gestão é sólida, conseguimos responder rapidamente a auditorias, adequar processos e garantir a confiança do importador”, detalha.

  1. Personalização das fórmulas e processos

Para o fundador da SRX Holdings, exportar o mesmo produto para diferentes países é um erro comum. Ele destaca que as condições genéticas, climáticas e de manejo variam amplamente, e o desempenho da nutrição animal depende dessas especificidades.

Com isso, a resposta é fazer formulações personalizadas e adaptação técnica de cada produto, respeitando as realidades produtivas de cada região. “Quando ajustamos a nutrição ao metabolismo e ao ambiente local, entregamos mais eficiência e valor agregado”, destaca.

  1. Inovação e integração tecnológica

Os mercados internacionais, especialmente os mais exigentes, valorizam cada vez mais rastreabilidade, sustentabilidade e inovação contínua. “A ausência de integração tecnológica limita a visibilidade da cadeia e reduz a competitividade”, resume Loschi.

Diante desse desafio, investimento em tecnologia de dados e monitoramento nutricional para atender exigências cada vez mais rigorosas e antecipar tendências é a saída. “A tecnologia é o elo que conecta pesquisa, formulação e eficiência. Ela garante que o produto brasileiro atenda aos padrões globais e ainda mantenha o diferencial de custo e qualidade”, afirma.

  1. Logística e cadeia de suprimentos

A distância entre produtores, portos e mercados consumidores aumenta custos e riscos logísticos. Em muitos países importadores, a infraestrutura local e as variações cambiais também impactam a previsibilidade dos embarques.

Para o especialista, a solução é o planejamento logístico antecipado e as parcerias regionais estratégicas voltadas a otimizar custos e reduzir prazos. “Exportar é mais do que colocar o produto no navio. É preciso entender a rota, os riscos e a dinâmica local. Uma boa logística garante regularidade de fornecimento e reforça a confiança do cliente internacional”, pontua.

  1. Conformidade regulatória e certificações internacionais

A diversidade de normas sanitárias e ambientais é um dos maiores entraves à exportação de nutrição animal e de outros produtos. Isso porque cada nação exige comprovações específicas de origem, composição e impacto ambiental que podem mudar de um ano para outro.

Para Loschi, não há outra solução que não seja o acompanhamento contínuo das legislações e o conhecimento sobre as certificadoras e os órgãos internacionais. “A conformidade abre portas e consolida a imagem do Brasil como fornecedor confiável”, conclui.



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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil reafirma seu compromisso com a agricultura sustentável na COP30



Brasil aposta na agricultura regenerativa e incentiva práticas sustentáveis no campo



Foto: Seane Lennon

Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participaram, neste penúltimo dia da COP30, de um painel dedicado à agricultura regenerativa como caminho para um agronegócio mais sustentável e resiliente. O encontro ocorreu no Pavilhão Brasil, na Blue Zone, reunindo especialistas e autoridades para discutir soluções que integrem produção e preservação.

O painel teve como foco mostrar como práticas regenerativas podem reduzir emissões de carbono, restaurar a capacidade produtiva dos solos e ampliar a eficiência das cadeias agropecuárias. Os participantes também discutiram os desafios e as oportunidades para expandir essas técnicas no campo brasileiro, sobretudo diante das mudanças climáticas e da necessidade de fortalecer a segurança alimentar.

O auditor fiscal federal agropecuário do Mapa, Luís Rangel, destacou que o Programa Caminho Verde Brasil será um dos principais motores da transformação sustentável no país. A iniciativa prevê a recuperação de áreas atualmente degradadas, devolvendo-as à produção por meio de ciência, tecnologia e inovação, fortalecendo a agricultura de baixo carbono e ampliando a competitividade do Brasil no cenário global.

Rangel também reforçou que o governo vem ampliando os instrumentos de incentivo para que mais produtores adotem práticas sustentáveis. Entre eles, está o desconto de 0,5% no Plano Safra para quem investe em sistemas produtivos sustentáveis e tecnologias de baixa emissão. Para ele, “a transição verde já é uma realidade no campo brasileiro, e programas como o Caminho Verde mostram que é possível produzir mais, conservando os recursos naturais”.

Além disso, o debate ressaltou que a agricultura regenerativa está alinhada às metas nacionais de sustentabilidade, contribuindo para o uso eficiente do solo, o aumento da biodiversidade e a redução de impactos ambientais, sem comprometer a produtividade de pequenos, médios e grandes produtores.





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Bolsonaro é preso pela PF em Brasília



O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado (22). Em nota, a Polícia Federal informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta sexta-feira (21) o senador Flávio Bolsonaro (PL) convocou, pelas redes sociais uma vigília de orações próxima à casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto.

Também nesta sexta, a defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente.

Segundo os advogados, Bolsonaro tem doenças permanentes, que demandam “acompanhamento médico intenso” e, por esse motivo, o ex-presidente deve continuar em prisão domiciliar. O pedido da defesa pretende evitar que Bolsonaro seja levado para o presídio da Papuda, em Brasília.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, determinada após o descumprimento de medidas cautelares já fixadas pelo STF. Ele estava usando tornozeleira eletrônica e proibido de acessar embaixadas e consulados, de manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras e de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros.



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AgroNewsPolítica & Agro

Painel na COP30 reforça papel da ciência do solo no financiamento sustentável



COP30 destaca importância da saúde do solo para financiar práticas sustentáveis



Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) esteve presente no painel, que ocorreu na Blue Zone, nesta quinta-feira (20), sobre financiamento e evidências para saúde do solo para avançar as metas climáticas e de desenvolvimento sustentável.  

O evento foi organizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com o objetivo de discutir e reforçar a urgência de restaurar a saúde do solo como base para a resiliência climática e dos sistemas alimentares. Destacando a saúde do solo como solução transversal para mitigação e adaptação climática, conservação da biodiversidade, restauração de terras, segurança alimentar e nutricional e sustento dos agricultores.  

O debate buscou demonstrar como financiamento, evidências e colaboração podem convergir para ampliar soluções lideradas por agricultores que restauram solos e fortalecem a resiliência climática. 

Representando o Mapa, o auditor fiscal federal agropecuário, Luís Rangel, destacou que o painel trouxe o debate sobre a conexão entre ciência e saúde do solo com finanças sustentáveis. 

 “Foi uma troca extremamente rica com especialistas da África, Austrália, FAO e representantes da juventude. Chegamos à conclusão de que precisamos vincular saúde do solo ao crédito rural, criando formas claras de medir a evolução da sustentabilidade. Também avançamos na importância de plataformas internacionais de informação sobre solos, fundamentais para viabilizar iniciativas como o Caminho Verde Brasil”, evidenciou Rangel.  

Programas como o Caminho Verde Brasil incentivam produtores rurais a adotar práticas que restauram a saúde do solo e aumentam a sustentabilidade das propriedades. A iniciativa dialoga diretamente com as discussões do painel, que destacou a necessidade de vincular indicadores de saúde do solo ao crédito rural e ampliar plataformas internacionais de dados para viabilizar financiamentos climáticos mais eficientes. 





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Frente fria aumenta instabilidade e leva pancadas de chuva a grandes áreas



As regiões Sul, Sudeste e Nordeste continuam sob o efeito de uma frente fria que leva pancadas de moderada a forte intensidade em áreas abrangentes. Confira a previsão da Climatempo para este sábado:

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Sul

A frente fria avança e as instabilidades seguem provocando pancadas de chuva nas regiões central, nordeste, norte e no litoral do Rio Grande do Sul, com chuva de moderada a forte intensidade. Segundo a Climatempo, as instabilidades também avançam por Santa Catarina e pelo leste do Paraná, com risco de temporais em alguns pontos. Em boa parte da região, as temperaturas permanecem elevadas, enquanto no leste paranaense e em boa parte de Santa Catarina e do território gaúcho seguem mais amenas.

Sudeste

No norte de Minas Gerais, as instabilidades continuam ocorrendo devido à atuação da frente fria no sul da Bahia, e as pancadas variam de moderadas a fortes. Em áreas de São Paulo, há chance de pancadas isoladas devido à presença de calor e umidade na atmosfera e à atuação de um cavado meteorológico em níveis médios, assim como no sul mineiro e na região do Triângulo. Conforme a Climatempo, a partir da tarde, as instabilidades ganham força nessas áreas, além do oeste mineiro. No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, há chance de chuva mais isolada, enquanto no restante da região o tempo segue mais firme.

Centro-Oeste

As instabilidades continuam atuando no norte de Mato Grosso e ganham força ao longo do dia, avançando também pelo oeste e pelo interior do estado por conta do calor e da umidade na atmosfera. No norte de Goiás, as pancadas de chuva persistem, com risco de trovoadas, e se espalham pelo estado ao longo da tarde. A Climatempo destaca que também há chance de chuva no oeste, sudoeste e extremo noroeste de Mato Grosso do Sul. No restante do estado, o tempo segue mais aberto.

Nordeste

A frente fria continua atuando e provocando pancadas de chuva em grande parte da Bahia, com chuva moderada a forte e risco de temporais. As instabilidades também persistem no sul do Maranhão e do Piauí e no oeste de Pernambuco, Alagoas e Sergipe. No restante da região, o tempo segue mais firme e, assim, as temperaturas permanecem elevadas.

Norte

No Amazonas, Acre, em Rondônia e Roraima, as instabilidades voltam a ganhar intensidade. A Climatempo destaca que no centro-sul e oeste do Pará, as pancadas de chuva aumentam e devem seguir também no Tocantins. No Amapá, há chance de chuva fraca a moderada na metade norte do estado. As temperaturas permanecem elevadas na região.



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