sexta-feira, março 27, 2026

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Dietas com ora-pro-nóbis e folha de amoreira aumentam resistência de pacus e tilápias



De acordo com pesquisas conduzidas pela Embrapa Meio Ambiente, em parecia com as universidades Estadual de Campinas e Federal do Paraná, as farinhas de folhas de amoreira e ora-pro-nóbis têm potencial nutricional e podem substituir parte das fontes proteicas de origem animal em dietas de peixes como pacu e a tilápia-do-nilo. Os estudos indicam boa digestibilidade, fortalecimento do sistema imunológico e baixo impacto ambiental, reforçando o papel desses ingredientes na aquicultura sustentável.

Em sua tese de doutorado para o Programa de Pós-Graduação em Biologia Animal da Unicamp, a pesquisadora Patrícia da Silva Dias apresentou os testes com pacus conduzidos no Laboratório de Tecnologia em Aquicultura (LATAq) da UFPR, utilizando dietas com até 24% de farinha de amoreira e 32% de ora-pro-nóbis. 

“A farinha de ora-pro-nóbis apresentou maior digestibilidade de proteína (64,9%), enquanto a farinha de amoreira teve melhor aproveitamento de lipídios (76,7%), ambos mantendo níveis adequados de energia e aminoácidos essenciais”, destacou Dias. 

Segundo Dias, as duas plantas oferecem uma alternativa local e econômica para a formulação de rações, reduzindo a dependência da farinha de peixe e/ou do farelo de soja.

Além da avaliação nutricional, os pesquisadores testaram o efeito destas farinhas sobre a saúde dos peixes. Pacus e tilápias alimentados com rações contendo 6% de amoreira e 32% de ora-pro-nóbis apresentaram melhor resposta imunológica e maior resistência à bactéria Aeromonas hydrophila, agente infeccioso responsável por grandes perdas na piscicultura mundial. Nos experimentos, a taxa de sobrevivência chegou a 100% nos pacus e 66,7% nas tilápias alimentadas com dietas vegetais.

“Os peixes também mostraram parâmetros sanguíneos mais equilibrados, redução de estresse e boa condição corporal, indicativos de saúde e nutrição adequada. A presença de compostos bioativos, como flavonóides e polifenóis, podem ter contribuído para os efeitos observados”, afirma Márcia Ishikawa, pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente, orientadora de Dias.

A segurança ambiental das farinhas testadas foi avaliada em ensaios ecotoxicológicos com o microcrustáceo Daphnia magna e o peixe-zebra (Danio rerio). Os resultados mostraram baixa toxicidade (Concentração Efetiva Média – CE₅₀ superior a 500 mg/L), classificando os ingredientes como “praticamente não tóxicos”, segundo critérios da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (Usepa), ressalta o pesquisador Claudio Jonsson membro da equipe técnica do trabalho.

Ricas em proteínas, aminoácidos e minerais, a amoreira e a ora-pro-nóbis podem ser cultivadas em pequenas propriedades e aproveitadas como insumo local, reduzindo custos e fortalecendo a produção familiar, destaca Fabio Meurer, co-orientador de Dias.

De acordo com os pesquisadores, a inclusão moderada das farinhas (6% de amoreira e 32% de ora-pro-nóbis) proporciona equilíbrio entre desempenho zootécnico, saúde animal e segurança ambiental. 

“O uso desses ingredientes vegetais nas rações comerciais representa um avanço na busca por uma piscicultura mais competitiva, sustentável e menos dependente de insumos químicos”, acredita o pesquisador Julio Queiroz, membro da equipe.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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temporais avançam pelo Sul e MS com chuva forte e ventania



Uma frente fria com intensidade acima do normal para novembro avança sobre o Rio Grande do Sul neste domingo (16), criando um cenário de forte instabilidade em toda a região Sul do país. Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, a combinação do ar frio com o fluxo de ar quente e úmido vindo da Amazônia mantém alto potencial para temporais, com chuva intensa, rajadas de vento e grande quantidade de raios.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Durante a manhã, as nuvens mais carregadas se concentraram na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai e no oeste do estado. Porém, ao longo da tarde e da noite, a previsão indica que as tempestades ganham força e se espalham por todas as regiões gaúchas, alcançando também Santa Catarina e Paraná.

As áreas da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai estão igualmente sob alerta, devido à aproximação da frente fria.

Sul de Mato Grosso do Sul em alerta

A Climatempo reforça que o sul de Mato Grosso do Sul permanece sob risco de temporais, resultado da interação entre o ar muito quente e úmido e o avanço da frente fria pelo Sul do Brasil e pelo Paraguai.

Entre o fim da tarde e a noite, a região pode registrar vento forte, chuva volumosa e descargas elétricas, exatamente como previsto no boletim divulgado na madrugada.

Cenário já é crítico no Rio Grande do Sul

De acordo com as informações colhidas por Josélia Pegorim, por volta das 12h, o tempo seguia bastante instável no centro, sul, sudoeste e oeste do Rio Grande do Sul. Estações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registraram rajadas de 75 km/h em Quaraí e 71 km/h em Dom Pedrito, mostrando a intensidade da ventania já no período da manhã.

Leituras do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam acumulados expressivos em poucas horas: entre 8h e 11h, choveu 55 mm em Uruguaiana, 25,8 mm em Alegrete, 20,2 mm em Santana do Livramento e 35,6 mm em Quaraí, segundo dados complementares do Inmet.



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Casa Branca vê baixo risco de derrota na Suprema Corte sobre tarifas



O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que não acredita que a Suprema Corte vá derrubar a autoridade presidencial usada para impor tarifas durante o governo de Donald Trump. A decisão, aguardada para as próximas semanas, pode afetar cerca de US$ 200 bilhões em receitas alfandegárias já cobradas. Segundo Bessent, o tribunal não deve criar um precedente que obrigue Washington a reembolsar importadores.

“Quero dizer isso da forma mais forte possível: esta é uma das políticas de assinatura do presidente Trump. Tradicionalmente, a Suprema Corte não interfere em políticas de assinatura”, afirmou Bessent em entrevista ao programa Sunday Morning Futures, da Fox News, neste domingo (16).

Ele usou a expressão “política de assinatura” para se referir às medidas consideradas marca registrada de governo, aquelas que um presidente adota como pilares de atuação.

O caso em análise na Suprema Corte trata do uso, por Trump, de poderes emergenciais previstos no Iepa, a lei norte-americana que permite ao presidente impor tarifas e outras medidas econômicas sempre que declara existir uma ameaça externa à segurança nacional. Essa é a base legal que o governo usa para justificar parte da política tarifária adotada por Trump.

Bessent afirmou que as tarifas foram determinantes para avanços em acordos comerciais recentes, citando negociações com a China sobre terras raras e medidas contra o tráfico de precursores químicos usados na produção de fentanil. “Ninguém havia conseguido levar a China à mesa nesses temas”, disse.

O secretário questionou a viabilidade de um eventual reembolso bilionário a empresas importadoras caso a Suprema Corte decida contra o governo. Ele argumentou que parte dos exportadores estrangeiros já concedeu descontos para compensar as tarifas, e uma devolução poderia gerar ganhos duplos para importadores.

“Se o tribunal fizesse isso, como esse dinheiro chegaria ao consumidor? E se os exportadores já deram grandes descontos? Então você daria um reembolso sobre a tarifa. Eles estariam ganhando dos dois lados”, afirmou.



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Brasil firma parceria global para levar energia limpa a áreas remotas da Amazônia



O Ministério de Minas e Energia (MME) assinou nestes sábado (15), um protocolo de intenções com a Global Energy Alliance for People and Planet (Geapp) para ampliar o fornecimento de energia renovável e “oportunidades econômicas” às comunidades remotas da Amazônia. A parceria terá prazo de cinco anos e foi formalizada no sexto dia da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

Esse protocolo, segundo o MME, vai apoiar os esforços da pasta para eliminar a chamada pobreza energética nos estados da Amazônia, onde quase 1 milhão de brasileiros ainda vivem sem acesso à eletricidade e 2 milhões não estão conectados à rede nacional de energia, segundo estimativas da pasta.

Outra frente, com essa iniciativa, é a redução da dependência de combustíveis fósseis, em convergência com as diretrizes do programa Energias da Amazônia, focado na descarbonização.

Os sistemas isolados – aqueles em que a distribuição de energia elétrica não está conectada ao Sistema Interligado Nacional (SNI) – estão concentrados na Região Norte, em sua maior parte.

Para garantir o suprimento de energia elétrica, cada sistema isolado conta com uma usina, predominando a geração a diesel.

“O protocolo de intenções assinado hoje vai definir ações conjuntas em financiamento, assistência técnica e intercâmbio de conhecimento para ampliar o acesso à energia renovável e a projetos de uso produtivo na região amazônica”, diz o comunicado do MME.



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76% valorizam energia renovável, mas só 26% adotam



“Essa diferença se explica por uma combinação de fatores”


"Essa diferença se explica por uma combinação de fatores"
“Essa diferença se explica por uma combinação de fatores” – Foto: Divulgação

Um levantamento do estudo “ESG Trends 2025”, conduzido no Brasil pela Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Mercado, revela a maior distância entre o que os brasileiros consideram importante e o que efetivamente fazem no dia a dia. A energia renovável lidera esse hiato: 76% dizem valorizar o tema, mas apenas 26% adotam práticas ligadas ao uso de fontes limpas.

Segundo Silvio Pires de Paula, presidente da Demanda, essa diferença é explicada por fatores como dificuldade de acesso a fornecedores, percepção de custo elevado e pouca informação sobre alternativas viáveis. Ele ressalta que, apesar disso, o país tem potencial para avançar, especialmente com o fortalecimento da energia solar e a ampliação do mercado livre de energia.

“Essa diferença se explica por uma combinação de fatores, o acesso limitado a fornecedores de energia limpa, o custo percebido como mais alto e a falta de informação sobre alternativas viáveis para residências e pequenas empresas. Enquanto ações mais simples estão amplamente incorporadas no cotidiano, como evitar o desperdício de alimentos e reduzir o consumo de energia”, explica Silvio Pires de Paula, fundador e presidente da Demanda Pesquisa e Desenvolvimento de Mercado, que liderou o estudo no Brasil.

A mudança pode ganhar impulso com a nova resolução CGIEE nº 4, que exigirá, a partir de 2027, etiquetagem de consumo energético em prédios públicos e, a partir de 2030, também em edificações privadas. Para Adriana Hansen, diretora de Sustentabilidade do CTE, a medida deve estimular escolhas mais eficientes e acelerar a adoção de práticas renováveis.

O estudo também mostra que hábitos sustentáveis mais comuns entre os brasileiros são aqueles que impactam diretamente o bolso. Evitar desperdício de alimentos (87%), reduzir consumo de energia (80%) e comprar apenas o necessário (67%) lideram o ranking de ações efetivas.

 





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Indicador avalia desenvolvimento socioeconômico em imóveis rurais



A Agroicone, consultoria focada em conteúdos técnicos e soluções voltadas ao agronegócio, apresentou nesta semana um novo indicador que avalia condições socioeconômicas associadas aos imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR). O Índice de Desenvolvimento Rural para o CAR integra dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e informações de 7,8 milhões de propriedades rurais no país.

O objetivo é fornecer uma ferramenta técnica para pesquisa, formulação de políticas públicas e decisões do setor privado, ampliando a compreensão sobre desafios e oportunidades no meio rural.

Como o indicador foi construído

O IDR-CAR combina dados territoriais do CAR com informações levantadas pelo IBGE em setores censitários. A metodologia permite observar características socioeconômicas em escala fina, no nível do imóvel rural, o que não é possível quando se analisam somente dados municipais.

O índice considera quatro dimensões: Educação, Infraestrutura Coletiva, Infraestrutura Domiciliar e Renda. Entre os elementos avaliados estão taxa de alfabetização, renda média do responsável pelo domicílio, formas de abastecimento de água, destino do esgoto, tipos de moradia e acesso a serviços básicos.

Segundo os pesquisadores Leila Harfuch, Lauro Marques Vicari e Gustavo Dantas Lobo, responsáveis pelo estudo, a proposta é ampliar a visão sobre o território rural e incorporar o componente social às análises voltadas à agropecuária sustentável. Eles enfatizam que a metodologia ajuda a mapear desigualdades internas nos municípios e a identificar áreas onde a vulnerabilidade é mais elevada.

Políticas públicas e decisões privadas

O IDR-CAR pode apoiar governos na elaboração de políticas voltadas ao desenvolvimento rural e na identificação de regiões que demandam maior investimento social ou infraestrutura. A leitura detalhada do território facilita a criação de ações ajustadas às condições locais.

No setor privado, o indicador pode orientar estratégias de expansão e análise de riscos. Segundo Vicari, instituições financeiras e empresas podem comparar regiões com diferentes níveis de desenvolvimento e avaliar oportunidades relacionadas ao crédito, logística ou prestação de serviços.

Para Lobo, o índice também contribui para o debate sobre uso da terra e atividades agropecuárias ao revelar contrastes dentro de um mesmo município. Já Harfuch destaca que a incorporação do recorte socioeconômico é essencial para fortalecer políticas de mitigação climática, especialmente em áreas com sinais de degradação de pastagens.

O estudo reforça que compreender condições sociais associadas ao território é parte central da transição para sistemas produtivos mais resilientes e adaptados às mudanças climáticas.



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Abelha de aparência ‘diabólica’ é descoberta e batizada de ‘Lucifer’ por pesquisadores



Uma nova espécie de abelha, com pequenos “chifres” que lembram o diabo, foi descoberta na região de Goldfields, na Austrália, e recebeu o nome de Megachile lucifer.

A espécie foi descoberta na região de Bremer Range, durante estudos sobre uma planta ameaçada, e é a primeira desse grupo descrita na área em mais de 20 anos.

A pesquisadora da Curtin School of Molecular and Life Sciences, Kit Prendergast, explicou que o formato dos “chifres” da abelha inspirou o nome lucifer que vem do latim e significa “portador de luz”, mas também faz uma referência ao seu visual diabólico.

“Eu descobri a espécie enquanto examinava uma planta rara e notei esta abelha visitando tanto a flor silvestre ameaçada quanto uma árvore próxima”, disse Prendergast.

“Ao descrever a nova espécie, eu estava assistindo a série da Netflix “Lúcifer” na época, e o nome se encaixava perfeitamente. Eu também sou uma grande fã do personagem, então foi fácil”, explica.

Importância da descoberta

Segundo a pesquisadora, o DNA confirmou que o macho e a fêmea eram a mesma espécie e que não correspondia a nenhuma abelha conhecida em bancos de dados de DNA, nem os espécimes que haviam sido coletados morfologicamente não correspondiam em coleções de museus.

De acordo com Prendergast, este é o primeiro membro deste grupo de abelhas a ser descrito em mais de 20 anos, o que realmente mostra a quantidade de vida que ainda há para ser descoberta no mundo.

“Como a nova espécie foi encontrada na mesma pequena área que a flor silvestre ameaçada de extinção, ambas podem estar em risco de perca do seu habitat e outros processos ameaçadores, como as mudanças climáticas”, disse Prendergast.

Acesso a pesquisa

O artigo científico que descreve oficialmente a espécie Megachile lucifer foi publicado no Journal of Hymenoptera Research e inclui detalhes sobre sua interação com a planta ameaçada Marianthus nais.



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RS lança rastreabilidade individual de bovinos para acesso a mercados mais exigentes; entenda



A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul deu início durante a semana à implantação de um projeto piloto inédito de Rastreabilidade Individual de Bovinos e Bubalinos.

A iniciativa visa modernizar o controle sanitário do estado e, principalmente, ampliar o acesso dos produtores gaúchos a mercados nacionais e internacionais mais exigentes em termos de segurança alimentar.

O projeto funciona mediante a adesão voluntária dos produtores rurais. O formulário para participar pode ser preenchido diretamente no portal da Seapi. O objetivo do piloto é testar e aperfeiçoar o sistema de identificação individual, que servirá de base para a futura e definitiva implantação do modelo em todo o território gaúcho.

A rastreabilidade individual oferece mais segurança e confiabilidade às informações sanitárias do rebanho, o que melhora a capacidade de resposta do estado em situações de emergência sanitária.

A diretora do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA/Seapi), Rosane Collares, destacou em comunicado à imprensa que o sistema funcionará como uma ferramenta de gestão para os produtores, além de ser uma chancela de origem e confiabilidade para o produto gaúcho.

Dispositivos gratuitos e suporte técnico até 2026

Durante a execução do projeto piloto, a Seapi garantirá total suporte ao produtor rural participante. A Secretaria fornecerá os dispositivos oficiais de identificação individual de forma gratuita, que incluem brincos e botons eletrônicos.

Além dos dispositivos, a Seapi disponibilizará:

  • Orientação técnica: suporte para a correta aplicação dos brincos e botons eletrônicos.
  • Acompanhamento e registro: ajuda no registro e uso adequado dos dispositivos no sistema informatizado de rastreabilidade.
  • Acesso a dados: o produtor terá acesso direto ao sistema informatizado para gerenciar as informações do seu rebanho.

A previsão é que as atividades do projeto piloto sejam concluídas até maio de 2026, com acompanhamento técnico permanente das equipes regionais da Seapi durante todo o processo. Essa iniciativa é um passo crucial para o avanço da pecuária gaúcha, alinhando a produção à excelência sanitária e às demandas globais por carne rastreada.



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AgroNewsPolítica & Agro

É essencial cuidar dos cascos dos cavalos



“O objetivo é evitar o aparecimento de lesões”


"O objetivo é evitar o aparecimento de lesões"
“O objetivo é evitar o aparecimento de lesões” – Foto: Pixabay

A saúde dos equinos depende diretamente da condição dos cascos, essenciais para a locomoção e para o equilíbrio dos animais. Consultorias técnicas apontam que fatores como manejo, rotina de trabalho e tipo de criação influenciam no crescimento e na qualidade dessa estrutura, que exige atenção constante do criador.

Segundo orientações de especialistas, a alimentação exerce papel decisivo nesse processo. A queratina, produzida pelo próprio organismo, é determinante para a resistência do casco, embora nem sempre seja gerada em quantidade suficiente. Por isso, a suplementação é indicada para reforçar o desenvolvimento e auxiliar na regeneração, de acordo com o contexto apresentado pela veterinária responsável pelas análises citadas no material base.

“Levando em consideração sua realidade e as atividades do cavalo, o criador deve ter atenção especial ao crescimento e à qualidade dos cascos. O objetivo é evitar o aparecimento de lesões e outros quadros críticos que comprometem a saúde e o bem-estar”, alerta a médica-veterinária Júlia Izoldi, coordenadora nacional da linha Equistro da Vetoquinol Saúde Animal.

O casco cresce, em média, entre 0,3 milímetro e 1 centímetro por mês, com avanço maior em animais jovens ou de algumas raças. Quando enfraquecido, pode favorecer quadros como broca, laminite, feridas, rachaduras, fendas e doença do navicular, que comprometem bem-estar e desempenho. Entre as soluções nutricionais disponíveis no mercado, o material menciona a formulação Equistro Kerabol Ipaligo, indicada para animais de diferentes portes. O suplemento reúne biotina, DL-Metionina, zinco, manganês e selênio, elementos ligados à produção de queratina. A empresa informa que o produto integra seu portfólio para saúde animal e contribui para fortalecer os cascos em diferentes condições de uso.

 





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Pará Mais Sustentável terá R$ 81,2 mi do Fundo Amazônia



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o governo do Pará anunciaram nesta sexta-feira (14), na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), a aprovação do projeto Pará Mais Sustentável, no valor de R$ 81,2 milhões, com recursos do Fundo Amazônia. A iniciativa será executada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas).

O projeto beneficiará 27 municípios das Regiões de Integração do Baixo Amazonas e Xingu, que correspondem a aproximadamente 56% do território paraense. Entre eles estão Alenquer, Almeirim, Altamira, Anapu, Aveiro, Belterra, Brasil Novo, Curuá, Faro, Juruti, Marabá, Medicilândia, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Novo Repartimento, Óbidos, Oriximiná, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Prainha, Santarém, São Félix do Xingu, Senador José Porfírio, Terra Santa, Uruará e Vitória do Xingu.

Serão executadas ações voltadas à regularização ambiental e fundiária, ao fortalecimento da sociobioeconomia e ao desenvolvimento socioeconômico de baixo carbono no estado, atingindo prioritariamente pequenos agricultores familiares, comunidades quilombolas, cooperativas e associações produtivas ligadas às cadeias da sociobiodiversidade. O prazo de execução é cinco anos.

Segundo o BNDES, entre as ações estão o apoio à inscrição e à retificação de Cadastros Ambientais Rurais (CARs) e à regularização fundiária de imóveis rurais e territórios quilombolas; o fortalecimento das instituições públicas responsáveis pela assistência técnica e extensão rural, pela regularização ambiental e pelo fomento a atividades produtivas sustentáveis.

Também estão previstos o suporte a bionegócios desenvolvidos por organizações socioprodutivas do território, a realização de capacitações, campanhas de sensibilização e eventos integradores, entre eles duas Feiras de Negócios regionais. O projeto implantará ainda Unidades Demonstrativas de Referência Tecnológica para difusão de soluções voltadas às cadeias da bioeconomia regional.

A expectativa é que o projeto resulte no aumento do número de CARs aptos à validação e o avanço da regularização fundiária de imóveis da agricultura familiar e de territórios quilombolas, além do fortalecimento da atuação de agentes públicos envolvidos na agenda ambiental para ampliar a dinâmica das cadeias da sociobiodiversidade, estimulando novos produtos, agregando valor e contribuindo para elevar e manter a renda das comunidades locais.

“O projeto beneficia agricultores familiares, comunidades quilombolas, cooperativas e associações das cadeias da sociobiodiversidade”, detalhou.

“Ele reúne regularização ambiental e fundiária, fortalecimento de órgãos públicos, assistência técnica e fomento a atividades produtivas sustentáveis. A iniciativa vai dinamizar e alavancar cadeias da sociobiodiversidade, ampliar a agregação de valor, estimular novos produtos e fortalecer a geração e manutenção de renda nas comunidades locais”, afirmou a diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello.

O Fundo Amazônia foi criado em 2008 e se tornou o principal mecanismo de cooperação internacional para o clima no Brasil, combinando proteção florestal, desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida na Amazônia Legal. A partir da retomada das doações em 2023, após quatro anos de paralisação, o Fundo passou de três doadores para nove. Entraram no Fundo União Europeia, Suíça, EUA, Reino Unido, Dinamarca e outros parceiros que se somam aos contribuintes históricos, Noruega e Alemanha.

“Estamos imprimindo uma nova velocidade ao Fundo Amazônia. A urgência climática e as demandas da região exigem ações em outra escala com impacto concreto no território. Saímos de uma média histórica de R$ 300 milhões por ano para R$ 1,2 bilhão, quatro vezes mais, com projetos estruturados e transformadores. Hoje celebramos mais uma dessas iniciativas. O projeto com o governo do Pará se tornou uma referência e inspira soluções para os demais estados da Amazônia”, ressaltou Campello.

Segundo o BNDES, o Fundo Amazônia beneficiou, desde sua criação, aproximadamente 260 mil pessoas, apoiou 144 projetos e fortaleceu mais de 600 organizações comunitárias em toda a região. A iniciativa já alcançou 75% dos municípios da Amazônia Legal e contratou R$ 1,6 bilhão adicionais apenas no período pós-retomada, entre 2023 e 2025. O fundo é coordenado pelo MMA e operacionalizado pelo BNDES, contribuindo diretamente para o cumprimento das metas climáticas brasileiras, dos compromissos do Acordo de Paris e dos objetivos do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm).

Os recursos do fundo impulsionam ações de combate ao desmatamento, de gestão territorial e fortalecimento institucional, de bioeconomia e cadeias produtivas sustentáveis, além de iniciativas de geração de renda. Também apoiam a proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais e ampliam investimentos em monitoramento, pesquisa e inovação ambiental.



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