quarta-feira, março 25, 2026

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Abelha-canudo aumenta em 35% a produtividade do açaí em região que reúne 120 espécies nativas



O Pará concentra cerca de 50% da biodiversidade de abelhas nativas sem ferrão, das 240 espécies registradas no Brasil, 220 estão na Amazônia, e 120 delas no próprio estado. Entre essas espécies, a abelha-canudo se destaca como protagonista de uma revolução socio-bioprodutiva na região.

Em 2017, começou a ser publicada uma série de estudos sobre a produção de mel, própolis e a polinização do açaizeiro pelas abelhas-canudo. Nos últimos sete anos, os estudos publicados pelo pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, Daniel Santiago e outros pesquisadores evidenciaram que a introdução de colônias de abelhas-canudo nos açaizais eleva a produtividade em cerca de 35%.

“Antes, a abelha-canudo era desvalorizada porque produzia pouco mel, entre 100 e 500 ml/ano. A partir dessa publicação, o serviço de polinização da abelha passou a ser um insumo. Como é a adubação, a irrigação, o conhecimento das práticas de espaçamento”, conta o Santiago.

Os pesquisadores identificaram o ganho agronômico na produtividade e, a partir disso, cresceu a demanda pelas abelhas-canudo, sobretudo entre grandes produtores interessados na polinização dirigida. Com o aumento da procura, o preço do enxame subiu de aproximadamente R$ 150 para valores entre R$ 550 e R$ 750.

“A indústria do açaí está alavancando a meliponicultura na Amazônia. Hoje, o produtor que deseja adquirir enxames deve entrar numa fila e só recebe no segundo semestre, quando diminuem as chuvas e o meliponicultor consegue multiplicá-los”, relata Santiago.

Os estudos sobre as abelhas-canudo também revelaram a descoberta de uma própolis de altíssima qualidade, com propriedades cicatrizantes, anti-inflamatórias e até antibióticas, capazes de combater bactérias hospitalares.

“Açaização”

Embora o maior impacto econômico tenha sido para os grandes produtores de açaí, os pequenos também se beneficiam e têm experimentado mudanças no modo de produzir e de se relacionar com o meio ambiente. E com isso, o fenômeno conhecido como “açaização”, que é a pressão comercial para abandono de outras culturas e o desmatamento de plantas nativas para a instalação da monocultura do açaí, começa a ser revertido.

O pesquisador destaca, ainda, que há a possibilidade de incrementar com plantas que geram impacto econômico e também são importantes para as abelhas, como o mucajá, taperebá, pracaxi, além de outras plantas que fazem parte da paisagem como o Ingá que além de gerar frutos, vagens comestíveis, ajudam na incorporação de nutrientes.



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clima favorece avanço da colheita no RS


O Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (19) aponta que a colheita da cevada no Rio Grande do Sul alcança cerca de dois terços da área cultivada. A instituição informou que as condições climáticas estáveis até 16 de novembro “possibilitaram a intensificação da operação, assegurando a qualidade dos grãos e evitando perdas por umidade elevada ou deterioração”.

A produtividade está entre 3.300 kg/ha e 4.200 kg/ha, variando conforme o nível tecnológico adotado nas propriedades. A Emater destacou que há heterogeneidade na qualidade final. Em áreas afetadas por excesso de chuvas durante o enchimento dos grãos, parte da produção registrou germinação abaixo do padrão industrial, o que tem levado ao direcionamento para o mercado de ração animal. Segundo o informativo, esse cenário, somado ao preço pago ao produtor, “tem desestimulado a ampliação da área cultivada para a próxima safra”. A instituição estima área plantada de 31.613 hectares e produtividade média de 3.458 kg/ha.

Na região administrativa de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, a colheita atinge 15%. A Emater informou que momentos de instabilidade interromperam o avanço, mas a qualidade do produto permaneceu dentro dos padrões exigidos pela indústria de malte, com “grão com massa elevada, alto poder germinativo e presença de micro-organismos dentro do limite tolerado”. A maior parte da produção deve seguir para a indústria cervejeira.

Em Erechim, 80% da área já foi colhida, com produtividade média de 3.900 kg/ha. A melhora das condições climáticas permitiu avanço sem perdas pós-maturação, e a qualidade dos grãos permanece dentro dos parâmetros exigidos para maltagem.

Na região de Ijuí, a colheita foi finalizada. As produtividades variaram, chegando a 4.200 kg/ha nas melhores lavouras. Mesmo com resultados considerados positivos, os produtores não demonstram intenção de ampliar a área cultivada na próxima safra.

Em Passo Fundo, as lavouras em final de ciclo apresentam bom potencial produtivo, com produtividade estimada em 3.300 kg/ha. A Emater informou que não foram observados problemas fitossanitários relevantes.

Na região de Soledade, a colheita já foi concluída. A Emater registrou ampla variação de produtividade — entre 2.700 kg/ha e 4.200 kg/ha — e qualidade também diversa. Parte dos lotes apresentou germinação insuficiente para maltagem e deve ser destinada à alimentação animal. Nas áreas com maior investimento tecnológico, os grãos atingiram padrão industrial.





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Plantio de arroz avança no Sul e chuvas devem manter ritmo no Centro-Norte



O plantio de arroz recuperou ritmo no Sul com alguns dias de tempo firme. A melhora das condições permitiu avanço importante na semeadura no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Nos próximos dias, a previsão indica chuva fraca e passageira, o que deve permitir a conclusão dos trabalhos. Já no Centro-Norte, o retorno das precipitações garante boa umidade para emergência das lavouras.

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Sul deve concluir plantio com chuva leve

Segundo Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural, o atraso inicial da safra no Sul ficou para trás após uma sequência de dias mais estáveis. “Agora a situação está melhorando, tanto para o Rio Grande do Sul quanto para Santa Catarina”, afirma.

Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que Santa Catarina já superou 95% da semeadura e o Rio Grande do Sul passa de 82%. No Paraná, onde a área é menor, o plantio foi concluído e as condições são consideradas favoráveis.

Para os próximos dias, uma frente fria deve avançar pela região, mas sem volumes altos. “A previsão é de chuva de 10 a 15 milímetros, com baixa chance de tempo severo”, explica Müller. Esse padrão deve se manter por até dez dias, permitindo que os produtores finalizem o plantio no prazo.

Centro-Norte deve manter boa umidade

Em Goiás e Tocantins, porém, o cenário é mais otimista. As chuvas retornaram e devem seguir regulares. “Estamos falando de 30 a 50 milímetros por região nos próximos dias. Em 15 dias, isso chega a 100 milímetros, o que ajuda muito na emergência e na reposição hídrica do solo”, diz Müller.

O meteorologista destaca que o volume também favorece sistemas irrigados, ajudando a recompor reservatórios. A umidade consistente também beneficia áreas de Mato Grosso, onde o plantio segue atrasado após semanas de irregularidade das chuvas. “O produtor de arroz precisa de bastante água. Em muitos casos, ele está esperando acumulados de 100 a 150 milímetros para iniciar a semeadura com segurança”, completa.

Frio persistente ainda preocupa

As temperaturas baixas registradas no Sul seguem como ponto de atenção. Müller explica que o padrão está ligado ao resfriamento das águas do Pacífico, típico de anos com La Niña.

“O frio persistiu em setembro, outubro e continua em novembro. Deve seguir até a primeira quinzena de dezembro”, afirma. Embora não haja previsão de geada tardia, a entrada frequente de massas de ar frio pode limitar o desenvolvimento das lavouras em fase vegetativa.

Segundo ele, o maior risco ocorre quando as mínimas ficam abaixo de 10 °C, situação que tem se repetido com frequência. “Quando as mínimas caem a esse nível, mesmo sem geada, já é um problema para o produtor”, alerta.



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Governo reduz para R$ 7,7 bi congelamento de despesas no Orçamento de 2025


A equipe econômica reduziu de R$ 12,1 bilhões para R$ 7,7 bilhões o volume de recursos congelados no Orçamento de 2025.

Os dados constam do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 5º bimestre, divulgado nesta sexta-feira (21) pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Do total, R$ 4,4 bilhões estão bloqueados e R$ 3,3 bilhões foram contingenciados.

A queda no bloqueio decorre, principalmente, do cancelamento de R$ 3,8 bilhões em despesas discricionárias (não obrigatórias) para cobrir gastos obrigatórios.

Já o contingenciamento passou de zero para R$ 3,3 bilhões por causa da piora na projeção para o resultado fiscal deste ano.

O detalhamento dos valores por ministério será apresentado no Decreto de Programação Orçamentária e Financeira, previsto para 30 de novembro.

Bloqueio e contingenciamento

O bloqueio é adotado quando os gastos previstos superam o limite imposto pelo arcabouço fiscal. Já o contingenciamento é aplicado quando há frustração de receitas e risco de descumprimento da meta fiscal.

A meta de 2025 é déficit zero, com tolerância para um resultado negativo de até R$ 31 bilhões.

Segundo o Ministério do Planejamento, a redução do bloqueio também reflete queda de R$ 4 bilhões na estimativa de despesas obrigatórias, influenciada por recuos em benefícios previdenciários e subsídios.

O contingenciamento tornou-se necessário porque o déficit primário projetado (R$ 34,3 bilhões) superou o limite permitido pela meta (R$ 31 bilhões). O aumento decorre, principalmente, do déficit das estatais e da revisão para baixo da receita líquida.

O déficit primário representa a diferença entre as despesas e as receitas, desconsiderando os juros da dívida pública.

Ao considerar que, desde setembro, o governo havia cancelado R$ 3,8 bilhões em despesas discricionárias para cobrir o crescimento de gastos obrigatórios, o volume total de recursos congelados (bloqueados e contingenciados) caiu de R$ 8,3 bilhões para R$ 7,7 bilhões, alívio de R$ 644 milhões.

O relatório diminuiu em R$ 501 milhões a contenção no Poder Executivo, de R$ 5,514 bilhões para R$ 5,013 bilhões. O total a parcela de emendas parlamentares congeladas passou de R$ 2,794 bilhões para R$ 2,645 bilhões, liberação de R$ 149 milhões.

Projeções de receitas e despesas de 2025

Receitas primárias da União

  • Projeção anterior: R$ 2,924 trilhões
  • Projeção atual: R$ 2,922 trilhões

Despesas primárias totais

  • Projeção anterior: R$ 2,417 trilhões
  • Projeção atual: R$ 2,418 trilhões

Gastos obrigatórios

  • Projeção anterior: R$ 2,207 trilhões
  • Projeção atual: R$ 2,204 trilhões

Despesas discricionárias (não obrigatórias)

  • Projeção anterior: R$ 219,056 bilhões
  • Projeção atual: R$ 215,425 bilhões

Projeções específicas de despesas

  • Benefícios previdenciários: de R$ 1,029 trilhão para R$ 1,028 trilhão (-R$ 263,7 milhões)
  • Pessoal e encargos sociais: de R$ 408,976 bilhões para R$ 408,592 bilhões (-R$ 384 milhões)
  • Precatórios e sentenças judiciais: de R$ 42,824 bilhões para R$ 43,356 bilhões (+R$ 532,4 milhões)
  • Subvenções econômicas: de R$ 24,769 bilhões para R$ 21,677 bilhões (-R$ 3,092 bilhões)

Arrecadação

  • Dividendos de estatais: de R$ 48,808 bilhões para R$ 52,422 bilhões (+R$ 3,614 bilhões)
  • Concessões: de R$ 7,743 bilhões para R$ 7,831 bilhões (+R$ 88,2 milhões)
  • Royalties: de R$ 145,903 bilhões para R$ 144,081 bilhões (-R$ 1,822 bilhão)

A meta fiscal de 2025 permite déficit de até R$ 31 bilhões. Segundo o governo, a projeção menor do resultado está ligada ao déficit de estatais e à queda de R$ 1 bilhão na receita líquida estimada.

O governo também destaca impactos positivos da aprovação no Congresso de medidas ligadas à compensação tributária indevida, ao Atestmed (sistema de atestado médico digital do Instituto Nacional do Seguro Social) e ao seguro-defeso, que devem gerar alívio fiscal de cerca de R$ 15 bilhões neste ano.

Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o governo a contingenciar recursos para perseguir o piso da meta, déficit primário de R$ 31 bilhões, em 2025, o que amplia a flexibilidade na execução orçamentária. No entanto, a decisão do ministro Benjamin Zymler ainda será julgada pelo plenário do órgão.

O detalhamento das áreas que terão liberação parcial dos recursos bloqueados será divulgado até o fim de novembro.



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Brasil é 3º maior produtor de ração, mas enfrenta 5 desafios para exportar mais



O Brasil produziu 86,6 milhões de toneladas de ração animal em 2024, mantendo-se entre os três maiores produtores do mundo, atrás apenas de China e Estados Unidos, conforme o relatório Alltech Agri-Food Outlook 2025.

O setor vem conquistando espaço no mercado internacional, mas a consolidação dessa presença depende de algo que vai além da escala produtiva, uma vez que cada país tem regras, demandas e níveis de exigência próprios, algo que exige adaptação.

Essa é a constatação do fundador da SRX Holdings, José Loschi, que lidera esse trabalho pela Master Nutrição. De acordo com ele, ainda assim, com gestão estruturada, personalização das fórmulas, inovação tecnológica e controle rigoroso de processos, o Brasil tem mostrado que pode competir em qualquer mercado.

“O segredo está em adaptar o produto, o processo e o modelo de negócio. É isso que sustenta o crescimento e abre portas para novas parcerias internacionais”, acredita.

Para ele, são cinco os principais desafios enfrentados pelas empresas do setor ao exportar ração animal:

  1. Gestão e estruturação

Loschi considera que entrar em novos mercados sem uma base sólida de gestão e processos pode comprometer a operação. Isso porque cada país tem normas específicas, exigindo documentação detalhada, rastreabilidade e certificações distintas.

Assim, a solução seria estruturar a empresa de forma que todos os elos, da produção ao embarque, estejam integrados. “A exportação exige governança, padronização e controle. Quando a gestão é sólida, conseguimos responder rapidamente a auditorias, adequar processos e garantir a confiança do importador”, detalha.

  1. Personalização das fórmulas e processos

Para o fundador da SRX Holdings, exportar o mesmo produto para diferentes países é um erro comum. Ele destaca que as condições genéticas, climáticas e de manejo variam amplamente, e o desempenho da nutrição animal depende dessas especificidades.

Com isso, a resposta é fazer formulações personalizadas e adaptação técnica de cada produto, respeitando as realidades produtivas de cada região. “Quando ajustamos a nutrição ao metabolismo e ao ambiente local, entregamos mais eficiência e valor agregado”, destaca.

  1. Inovação e integração tecnológica

Os mercados internacionais, especialmente os mais exigentes, valorizam cada vez mais rastreabilidade, sustentabilidade e inovação contínua. “A ausência de integração tecnológica limita a visibilidade da cadeia e reduz a competitividade”, resume Loschi.

Diante desse desafio, investimento em tecnologia de dados e monitoramento nutricional para atender exigências cada vez mais rigorosas e antecipar tendências é a saída. “A tecnologia é o elo que conecta pesquisa, formulação e eficiência. Ela garante que o produto brasileiro atenda aos padrões globais e ainda mantenha o diferencial de custo e qualidade”, afirma.

  1. Logística e cadeia de suprimentos

A distância entre produtores, portos e mercados consumidores aumenta custos e riscos logísticos. Em muitos países importadores, a infraestrutura local e as variações cambiais também impactam a previsibilidade dos embarques.

Para o especialista, a solução é o planejamento logístico antecipado e as parcerias regionais estratégicas voltadas a otimizar custos e reduzir prazos. “Exportar é mais do que colocar o produto no navio. É preciso entender a rota, os riscos e a dinâmica local. Uma boa logística garante regularidade de fornecimento e reforça a confiança do cliente internacional”, pontua.

  1. Conformidade regulatória e certificações internacionais

A diversidade de normas sanitárias e ambientais é um dos maiores entraves à exportação de nutrição animal e de outros produtos. Isso porque cada nação exige comprovações específicas de origem, composição e impacto ambiental que podem mudar de um ano para outro.

Para Loschi, não há outra solução que não seja o acompanhamento contínuo das legislações e o conhecimento sobre as certificadoras e os órgãos internacionais. “A conformidade abre portas e consolida a imagem do Brasil como fornecedor confiável”, conclui.



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Brasil reafirma seu compromisso com a agricultura sustentável na COP30



Brasil aposta na agricultura regenerativa e incentiva práticas sustentáveis no campo



Foto: Seane Lennon

Representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participaram, neste penúltimo dia da COP30, de um painel dedicado à agricultura regenerativa como caminho para um agronegócio mais sustentável e resiliente. O encontro ocorreu no Pavilhão Brasil, na Blue Zone, reunindo especialistas e autoridades para discutir soluções que integrem produção e preservação.

O painel teve como foco mostrar como práticas regenerativas podem reduzir emissões de carbono, restaurar a capacidade produtiva dos solos e ampliar a eficiência das cadeias agropecuárias. Os participantes também discutiram os desafios e as oportunidades para expandir essas técnicas no campo brasileiro, sobretudo diante das mudanças climáticas e da necessidade de fortalecer a segurança alimentar.

O auditor fiscal federal agropecuário do Mapa, Luís Rangel, destacou que o Programa Caminho Verde Brasil será um dos principais motores da transformação sustentável no país. A iniciativa prevê a recuperação de áreas atualmente degradadas, devolvendo-as à produção por meio de ciência, tecnologia e inovação, fortalecendo a agricultura de baixo carbono e ampliando a competitividade do Brasil no cenário global.

Rangel também reforçou que o governo vem ampliando os instrumentos de incentivo para que mais produtores adotem práticas sustentáveis. Entre eles, está o desconto de 0,5% no Plano Safra para quem investe em sistemas produtivos sustentáveis e tecnologias de baixa emissão. Para ele, “a transição verde já é uma realidade no campo brasileiro, e programas como o Caminho Verde mostram que é possível produzir mais, conservando os recursos naturais”.

Além disso, o debate ressaltou que a agricultura regenerativa está alinhada às metas nacionais de sustentabilidade, contribuindo para o uso eficiente do solo, o aumento da biodiversidade e a redução de impactos ambientais, sem comprometer a produtividade de pequenos, médios e grandes produtores.





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Bolsonaro é preso pela PF em Brasília



O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado (22). Em nota, a Polícia Federal informou que cumpriu um mandado de prisão preventiva em cumprimento a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nesta sexta-feira (21) o senador Flávio Bolsonaro (PL) convocou, pelas redes sociais uma vigília de orações próxima à casa onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto.

Também nesta sexta, a defesa de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente.

Segundo os advogados, Bolsonaro tem doenças permanentes, que demandam “acompanhamento médico intenso” e, por esse motivo, o ex-presidente deve continuar em prisão domiciliar. O pedido da defesa pretende evitar que Bolsonaro seja levado para o presídio da Papuda, em Brasília.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal do Núcleo 1 da trama golpista, Bolsonaro e os demais réus podem ter as penas executadas nas próximas semanas.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, determinada após o descumprimento de medidas cautelares já fixadas pelo STF. Ele estava usando tornozeleira eletrônica e proibido de acessar embaixadas e consulados, de manter contato com embaixadores e autoridades estrangeiras e de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros.



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AgroNewsPolítica & Agro

Painel na COP30 reforça papel da ciência do solo no financiamento sustentável



COP30 destaca importância da saúde do solo para financiar práticas sustentáveis



Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) esteve presente no painel, que ocorreu na Blue Zone, nesta quinta-feira (20), sobre financiamento e evidências para saúde do solo para avançar as metas climáticas e de desenvolvimento sustentável.  

O evento foi organizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com o objetivo de discutir e reforçar a urgência de restaurar a saúde do solo como base para a resiliência climática e dos sistemas alimentares. Destacando a saúde do solo como solução transversal para mitigação e adaptação climática, conservação da biodiversidade, restauração de terras, segurança alimentar e nutricional e sustento dos agricultores.  

O debate buscou demonstrar como financiamento, evidências e colaboração podem convergir para ampliar soluções lideradas por agricultores que restauram solos e fortalecem a resiliência climática. 

Representando o Mapa, o auditor fiscal federal agropecuário, Luís Rangel, destacou que o painel trouxe o debate sobre a conexão entre ciência e saúde do solo com finanças sustentáveis. 

 “Foi uma troca extremamente rica com especialistas da África, Austrália, FAO e representantes da juventude. Chegamos à conclusão de que precisamos vincular saúde do solo ao crédito rural, criando formas claras de medir a evolução da sustentabilidade. Também avançamos na importância de plataformas internacionais de informação sobre solos, fundamentais para viabilizar iniciativas como o Caminho Verde Brasil”, evidenciou Rangel.  

Programas como o Caminho Verde Brasil incentivam produtores rurais a adotar práticas que restauram a saúde do solo e aumentam a sustentabilidade das propriedades. A iniciativa dialoga diretamente com as discussões do painel, que destacou a necessidade de vincular indicadores de saúde do solo ao crédito rural e ampliar plataformas internacionais de dados para viabilizar financiamentos climáticos mais eficientes. 





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Frente fria aumenta instabilidade e leva pancadas de chuva a grandes áreas



As regiões Sul, Sudeste e Nordeste continuam sob o efeito de uma frente fria que leva pancadas de moderada a forte intensidade em áreas abrangentes. Confira a previsão da Climatempo para este sábado:

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Sul

A frente fria avança e as instabilidades seguem provocando pancadas de chuva nas regiões central, nordeste, norte e no litoral do Rio Grande do Sul, com chuva de moderada a forte intensidade. Segundo a Climatempo, as instabilidades também avançam por Santa Catarina e pelo leste do Paraná, com risco de temporais em alguns pontos. Em boa parte da região, as temperaturas permanecem elevadas, enquanto no leste paranaense e em boa parte de Santa Catarina e do território gaúcho seguem mais amenas.

Sudeste

No norte de Minas Gerais, as instabilidades continuam ocorrendo devido à atuação da frente fria no sul da Bahia, e as pancadas variam de moderadas a fortes. Em áreas de São Paulo, há chance de pancadas isoladas devido à presença de calor e umidade na atmosfera e à atuação de um cavado meteorológico em níveis médios, assim como no sul mineiro e na região do Triângulo. Conforme a Climatempo, a partir da tarde, as instabilidades ganham força nessas áreas, além do oeste mineiro. No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, há chance de chuva mais isolada, enquanto no restante da região o tempo segue mais firme.

Centro-Oeste

As instabilidades continuam atuando no norte de Mato Grosso e ganham força ao longo do dia, avançando também pelo oeste e pelo interior do estado por conta do calor e da umidade na atmosfera. No norte de Goiás, as pancadas de chuva persistem, com risco de trovoadas, e se espalham pelo estado ao longo da tarde. A Climatempo destaca que também há chance de chuva no oeste, sudoeste e extremo noroeste de Mato Grosso do Sul. No restante do estado, o tempo segue mais aberto.

Nordeste

A frente fria continua atuando e provocando pancadas de chuva em grande parte da Bahia, com chuva moderada a forte e risco de temporais. As instabilidades também persistem no sul do Maranhão e do Piauí e no oeste de Pernambuco, Alagoas e Sergipe. No restante da região, o tempo segue mais firme e, assim, as temperaturas permanecem elevadas.

Norte

No Amazonas, Acre, em Rondônia e Roraima, as instabilidades voltam a ganhar intensidade. A Climatempo destaca que no centro-sul e oeste do Pará, as pancadas de chuva aumentam e devem seguir também no Tocantins. No Amapá, há chance de chuva fraca a moderada na metade norte do estado. As temperaturas permanecem elevadas na região.



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Chuvas intensas e frio atingem o Brasil no fim de semana


A formação de duas frentes frias deve provocar chuva em todas as regiões do Brasil ao longo do fim de semana, segundo informou o Meteored. A expectativa é de instabilidade generalizada, acompanhada da chegada de uma massa de ar frio que derrubará as temperaturas no Centro-Sul.

O Meteored destacou que “pancadas de chuva serão registradas em praticamente todo o país”. No Nordeste, Salvador já enfrenta consequências das tempestades desde quinta-feira (20), com registros de “alagamentos, desabamentos, deslizamentos de terra e destelhamentos”. A previsão indica continuidade da instabilidade na Bahia e no sul do Maranhão e do Piauí entre sexta-feira (21) e domingo (23), com volumes que podem superar 250 milímetros.

A mesma faixa de instabilidade deve provocar acumulados elevados no Tocantins, onde a precipitação pode atingir 150 milímetros. No restante da região Norte, a atmosfera seguirá instável, formando pancadas de chuva entre a tarde e a noite em todos os estados.

No Sul, o avanço de uma nova frente fria ocasionará chuva em todo o território, atingindo o Rio Grande do Sul a partir de sexta-feira (21) e avançando para Santa Catarina e Paraná ao longo do fim de semana. No território gaúcho, os acumulados previstos são baixos, com possibilidade apenas de precipitação fraca. Em Santa Catarina e no Paraná, os volumes podem chegar a 50 milímetros, com potencial para pequenos alagamentos.

O sistema também deve organizar ventos e umidade no Sudeste e no Centro-Oeste, favorecendo pancadas moderadas em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, especialmente no período da tarde e da noite.

Com a chegada da frente fria, uma massa de ar frio avançará pela região Sul e alcançará Mato Grosso do Sul e São Paulo nos próximos dias. No Sul, as mínimas devem variar entre 10°C e 15°C, podendo chegar a 7°C nas áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Já São Paulo e Mato Grosso do Sul terão queda mais amena, com temperaturas acima de 15°C durante o sábado (22) e o domingo (23).





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