sábado, maio 16, 2026

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Ainda tem frio e até chuva em áreas do Brasil nesta sexta-feira; veja previsão da Climatempo



Nesta sexta-feira (11), o tempo firme continua predominando sobre grande parte do Brasil, segundo a previsão da Climatempo. O sol aparece entre poucas nuvens em boa parte do Sudeste, no Centro-Oeste e no interior do Nordeste.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Nessas regiões, a umidade relativa do ar cai durante a tarde e pode ficar abaixo de 30%, especialmente no interior de São Paulo, Triângulo Mineiro, boa parte dos estados do Centro-Oeste, interior do Nordeste, Tocantins, Rondônia, metade sul do Pará e sudeste do Amazonas.

Os índices de umidade ficam ainda mais críticos entre o norte de Mato Grosso e o Pará, além do noroeste de Mato Grosso do Sul e extremo sul mato-grossense, onde os valores podem ficar abaixo de 20%, caracterizando estado de alerta para baixa umidade.

No Espírito Santo e sul da Bahia, são previstas pancadas de chuva que podem ser fortes. Já entre Alagoas e Paraíba, a chuva tende a ser intensa, com risco de temporais, devido aos ventos úmidos que sopram do oceano para o continente e à circulação de ventos em baixos níveis da atmosfera.

Na região Norte, chove a qualquer momento do dia no Amazonas, Roraima e Amapá, com temporais mais concentrados no período da tarde.

No Sul, o predomínio é de tempo firme, com temperaturas baixas ao amanhecer e possibilidade de geada isolada em pontos da serra catarinense. Durante a tarde, as temperaturas se elevam, mas permanecem mais amenas, especialmente no Rio Grande do Sul.

O amanhecer também será frio em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, com chance de formação de nevoeiro em áreas que vão do Sul ao Sudeste, incluindo as capitais Porto Alegre, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro.



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Indea multa produtores durante o período de vazio sanitário em MT



O vazio sanitário da soja começou em junho, em Mato Grosso, e já acende o alerta das autoridades. Em apenas um mês, 12 produtores foram multados por descumprirem a norma que proíbe a presença de plantas vivas nas lavouras durante o período. A medida, que segue até 6 de setembro, é essencial para conter a ferrugem asiática.

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Segundo o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT), entre os dias 8 de junho e 6 de julho, foram realizadas mais de 2 mil fiscalizações. Nessas ações, foram aplicados 12 autos de infração que somam cerca de 1,6 mil Unidades Padrão Fiscal (UPFs).

A doença é causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que compromete o desenvolvimento da planta e pode gerar perdas na produção. Ela se espalha facilmente, principalmente em períodos chuvosos, e exige o uso constante de defensivos agrícolas, o que eleva os custos para os produtores.

O que é o vazio sanitário da soja?

O vazio sanitário da soja é uma estratégia de manejo fitossanitário que determina a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras por um período de 90 dias. A medida impede que o fungo causador da ferrugem sobreviva entre uma safra e outra.

Como identificar a ferrugem asiática na lavoura:

  • Manchas amareladas nas folhas, nos estágios iniciais;
  • Pontos marrons (ou cor de ferrugem) na parte inferior das folhas;
  • Queda precoce da folhagem;
  • Grãos malformados ou com peso abaixo do ideal;
  • Redução na produtividade geral da lavoura.



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Após 11 anos, Acácia FIV supera recorde na categoria vaca jovem do Guzerá Leiteiro


 

A raça Guzerá Leiteiro acaba de alcançar um novo marco histórico. A matriz GenBra Acácia FIV registrou 10.801 kg de leite aos 360 dias de lactação, superando o recorde anterior de Haical FIV Boa Lembrança, que era de 9.689 kg, e permanecia imbatível há mais de 11 anos na categoria vaca jovem — destinada a fêmeas com parto até os 48 meses.

O feito reforça a força da linhagem Ciranda Boa Lembrança, já que tanto Haical quanto Acácia são descendentes diretas dessa matriz fundadora. Com isso, a GenBra Agropecuária passa a deter os recordes mundiais nas três categorias máximas da raça: fêmea jovem, vaca jovem e vaca adulta.

“Esse era o recorde que faltava para a GenBra. Já tínhamos a recordista vaca adulta e a recordista fêmea jovem. Agora completamos o ciclo com um feito técnico e genético que consolida nosso trabalho de seleção ao longo dos anos”, destaca Eros Gazzinelli, sócio-proprietário da GenBra Agropecuária ao Canal do Criador.

Eros Gazzinelli, da GenBra Agropecuária, segura troféu e certificado em homenagem à vaca Acácia FIV, nova recordista na categoria vaca jovem do Guzerá Leiteiro.Eros Gazzinelli, da GenBra Agropecuária, segura troféu e certificado em homenagem à vaca Acácia FIV, nova recordista na categoria vaca jovem do Guzerá Leiteiro.
Eros Gazzinelli, da GenBra, comemora o feito histórico de Acácia FIV durante premiação. Foto: Patrick Vitoriano e Marcelo Cordeiro

Genética consistente, de ponta a ponta

O desempenho da Acácia é resultado de um projeto de melhoramento genético sólido e baseado em dados. Pela linha materna, ela é filha de Juruá FIV Boa Lembrança, vaca ranqueada entre as melhores do país, com DEP de +888kg de leite em 2025, conforme o Programa Nacional de Melhoramento do Guzerá para Leite – Avaliação Genética Nacional do CBMG/Ministério da Agricultura e Pecuária.

Juruá também foi campeã de Progênie de Mãe na ExpoZebu 2025 e também é mãe de animais como Panamá FIV Boa Lembrança.

Já pela linha paterna, Acácia é filha de Cravo TE PEAC, que já liderou o Sumário de Touros Guzerá Leiteiro e se destaca por ser um dos poucos líderes sem sangue do tradicional Édipo de Alagoinha. Cravo também é pai de GenBra Alkaia FIV, recordista anterior na categoria fêmea jovem.

“Todas essas recordistas estão no topo do sumário. A vaca adulta é filha do Remanso, que foi líder do sumário por muitos anos. A Acácia e a Alkaia, irmãs por parte de pai, são filhas do Cravo — outro touro que também liderou o sumário. Essa consistência mostra que o resultado vem de um trabalho técnico bem planejado”, reforça Eros.

Leia também: Touro de central ou de campo? O que o produtor deve considerar na escolha

Manejo técnico e bem-estar no centro da produção

Além da genética, a alta performance da Acácia é reflexo de um manejo nutricional e sanitário de excelência.

“Esse é um animal que teve suplementação feita por profissionais. Um sistema balanceado de feno, ração de qualidade, silo excelente, água e minerais em abundância. É importante deixar claro: ela não produziu esse leite só a pasto. A vaca cobra para dar leite — ela precisa comer bem, beber, estar tranquila, em conforto térmico, sem estresse. E foi exatamente isso que oferecemos”,reforça.

O protocolo de manejo da GenBra prioriza a doma racional, o bem-estar animal e o acompanhamento técnico individualizado desde os primeiros meses de vida.

GenBra Acácia FIV: Uma matriz feita para brilhar

Antes mesmo de seu primeiro parto natural, Acácia já produzia prenhezes via FIV. E os resultados logo apareceram nas pistas:

“Ela ganhou três campeonatos na ExpoZebu 2024, dois na ExpoZebu 2025 e, agora, foi campeã de progênie de mãe na Megaleite. Entre dez lotes, ela se destacou. Acácia não é apenas uma recordista — é uma matriz consolidada, que entrega o que prometeu,”afirma.

O Guzerá Leiteiro sob os holofotes

A quebra de um recorde tão duradouro repercute dentro e fora da raça. Para Eros, a Acácia representa o animal completo:

“Se você quer alto valor genético, ela te entrega. Se precisa melhorar úbere, temperamento, conformação ou desempenho, ela também entrega. Ela lidera o ranking de matrizes em 2025 e quebra um recorde que durava 11 anos. É um animal que joga luz sobre o que há de mais moderno, eficiente e equilibrado na raça”, finaliza.



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Pescadores e agricultores de Mariana começam a receber reparação



Pescadores artesanais e agricultores familiares atingidos pelo rompimento da barragem de rejeitos de mineração da empresa Samarco, em Mariana, Minas Gerais, começaram a receber nesta quinta-feira (10) o Programa de Transferência de Renda (PTR) no valor de 1,5 salário mínimo.

O pagamento é parte do último acordo para compensar os danos causados pelo desastre ocorrido há quase dez anos, em novembro de 2015.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, 22 mil pescadores e 13,5 mil agricultores têm direito à renda que será paga ao longo de quatro anos. São trabalhadores do Espírito Santo e de Minas Gerais que ficaram sem fonte de renda depois que a lama tóxica despejada com o rompimento da barragem contaminou rios e matou peixes e animais.

“Nós consideramos que é um avanço terem reconhecido a necessidade de um programa de transferência de renda, visto que os programas anteriores de auxílios mensais eram insuficientes para o tipo de dano de problema gerado”, afirma Thiago Alves, integrante da Coordenação Nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens.

Pagamentos pela Caixa

Os valores serão pagos pela Caixa Econômica Federal em conta poupança e poderão ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem, sendo possível pagar contas, fazer transferências e realizar compras com o cartão de débito virtual.

Os pescadores e agricultores também receberão um cartão de débito físico que será disponibilizado na agência de seu município.

Ao todo serão destinados R$ 3,7 bilhões a serem pagos em parcelas de 1,5 salário mínimo em 36 meses e mais 12 parcelas de um salário mínimo.

O valor é referente a parte do total de R$ 100 bilhões repassados aos entes públicos após um acordo de repactuação entre as empresas sócias da Samarco, os governos federal e dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, a Defensoria Pública da União e o Judiciário.

O acordo foi homologado em 2024 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e define ainda um programa de recuperação econômica, com investimentos em medidas de saúde, educação e projetos sociais.

“As pessoas atingidas integram uma camada muito empobrecida da população, que foi ainda mais empobrecida pelo rompimento. No geral, é uma camada que vive na informalidade, principalmente os pescadores, a maioria vive sem documentos ou com documentos que não são registros profissionais”, conta.

Exclusão de atingidos

A partir desse perfil, o Movimento dos Atingidos por Barragens entende que o número de trabalhadores alcançados pelo Programa de Transferência de Renda ainda é subestimado.

“A exigência do Registro Geral da Pesca, o RGT, e do CAF, o Cadastro da Agricultura Familiar, apesar de serem documentos básicos da política pública, exclui muitos atingidos, que além dos prejuízos causados pelo rompimento ainda perderam a confiabilidade de seus produtos pela contaminação”, diz Thiago Alves.

Na avaliação do integrante do movimento, é necessário acelerar a destinação dos recursos às outras medidas previstas no acordo que também alcançam essa população. “O tempo está passando e existe um tempo jurídico formal, que, inclusive, é impactado pelas eleições, portanto é importante ter urgência nessa implementação”.



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Vai ter horário de verão em 2025? Saiba mais



A implementação do horário de verão volta ser discutida no Brasil. Isso está ocorrendo por conta da preocupação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) com o atendimento da ponta de consumo de energia elétrica no país, que se agravou no Plano de Operação Energética (PEN) para o período de 2025-2029, de acordo com o diretor de Planejamento do ONS, Alexandre Zucarato.

Segundo ele, é possível que este ano seja recomendado ao governo o uso do horário de verão para obter pelo menos mais 2 gigawatts (GW) de reforço no Sistema Interligado Nacional (SIN). A decisão precisa ser tomada em agosto, já que a medida requer três meses de antecedência para ser implantada.

“O PEN olha se a quantidade de geração disponível, no sentido amplo, se os recursos que temos atendem o consumo do Brasil. O PEN 2025-2029 confirmou o diagnóstico do ano passado e mostrou agravamento do déficit de potência”, disse Zucarato. “Eventualmente, podemos recomendar horário de verão como imprescindível”.

Segundo ele, como este ano não houve leilão, “apesar da recomendação feita desde 2021 para que fossem realizados leilões anuais”, além das medidas já tomadas – como a antecipação da entrada de projetos do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de 2021 e maior uso de térmicas -, o ONS poderá também importar 2,5 GW de energia de países vizinhos.

“O que a gente observa, e isso é um repeteco das conclusões que nós chegamos já desde o PEN de 2021, é que a gente está observando que o sistema está sobreofertado de energia, mas em 2021 a gente enxergava no final do horizonte a violação do critério de potência. Mas, enfim, o futuro chegou. Aquilo que era final do horizonte virou o início do horizonte”, destacou o diretor.

Outra medida adotada para evitar problemas no SIN, a resposta da demanda para o atendimento da ponta (de consumo), terá seu volume conhecido no próximo dia 16 de julho, quando serão contratadas as reduções de carga de grandes consumidores. No ano passado, esse instrumento gerou apenas 100 megawatts (MW) de economia. “O consumidor oferta a redução do seu consumo em determinados horários do dia mediante o pagamento de uma compensação”, explicou.

Zucarato destacou que a geração de energia realmente cresceu no País, mas puxada pela energia solar, que, naturalmente, não produz à noite e não garante potência. “A MMGD (mini e microgeração distribuída solar) no PEN 2025-29 sai de 35 GW para 64 GW. A solar centralizada de 16,5 GW para 24 GW e a eólica de 32,5 GW para 36 GW”, informou.

“Então, basicamente, isso explica todo esse crescimento de 232 GW para 268 GW no SIN entre 2025 e 2029, são quase 40 GW de solar, que não atende a ponta noturna”, ressaltou. “E é aí que a gente enxerga que o critério de atendimento da ponta, que já não estava atendido, fica menos atendido ainda. Ou seja, esse déficit estrutural se aprofunda”, afirmou.

Para Zucarato, se as chuvas atrasarem novamente este ano, os meses mais críticos serão outubro e novembro, e a solução será realizar o leilão de reserva de capacidade (LRCAP) o mais rápido possível em 2026. “O principal recado do PEN é, repetindo o que a gente viu no ano passado, a gente não está atendendo os critérios de potência e a situação se agravou pelo aumento da demanda prevista. Então isso significa que para 2025 já não tem mais o que fazer porque não dá mais tempo de se fazer nenhum leilão para contratar potência para 2025. A próxima janela de necessidade vista no escuro é o ano que vem”, explicou.



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Costa Rica passará a importar arroz brasileiro em casca e polido



O governo da Costa Rica passará a comprar arroz em casca e arroz polido do Brasil, anunciou nessa quarta-feira (9) o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Essas aberturas podem ampliar a presença do arroz brasileiro na América Central, região que depende de importações desse cereal para garantir o abastecimento interno”, disse a pasta, em nota.

Com cerca de 5,2 milhões de habitantes, a Costa Rica importou mais de US$ 272 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, com destaque para cereais, farinhas e preparações.

Com este anúncio, o agronegócio brasileiro chega próximo à marca de 400 aberturas de mercado desde o início de 2023, com 391. Nos últimos dias, país recebeu autorização para vender castanha de baru à União Europeia e colágeno bovino à Malasia.



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Lula define três frentes de reação a tarifaço de Trump



Apesar de ter divulgado uma mensagem dizendo que pretende responder ao tarifaço de Trump utilizando a Lei da Reciprocidade, o presidente Lula planeja reagir de outras formas em relação à medida do governo dos EUA. De acordo com informações do jornalista Igor Gadelha, do portal Metropóles, o presidente definiu três frentes de reação a taxação imposta por Trump.

A primeira delas é se reunir com os setores da economia brasileira que serão mais afetados pelo aumento de taxas. Com essa medida o governo que ser aproximar de setores, como o agronegócio. Outra reação é escalar os ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Mauro Vieira (Itamaraty), além do vice-presidente Geraldo Alckmin, que é ministro da Indústria e Comércio Exterior, para negociarem com o governo Trump.

No entanto, há integrantes do governo que defendem acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a tarifa imposta por Trump. O argumento seria que o tarifaço não teve motivação técnica e fere o princípio da concorrência igualitária.

Já a terceira frente de reação é no campo da política. A estratégia do Planalto é explorar o episódio politicamente, jogando a culpa da tarifa de 50% imposta por Trump ao Brasil no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e em seus aliados.



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AgroNewsPolítica & Agro

Colheita no Brasil pressiona mercado e preços caem



Tanto o café robusta quanto o arábica vêm registrando desvalorizações




Foto: Pixabay

Os preços do café no mercado brasileiro seguem em queda acentuada, refletindo a intensificação da colheita nacional e a ampliação da oferta disponível. Tanto o café robusta quanto o arábica vêm registrando desvalorizações expressivas, mesmo diante de um cenário de estoques globais ainda limitados.

Segundo dados do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), desde o pico histórico alcançado em 23 de janeiro de 2025, o Indicador CEPEA/ESALQ do café robusta tipo 6, peneira 13 acima, a retirar no Espírito Santo, acumulou queda de R$ 1.035,35 por saca de 60 kg — o equivalente a 49,3% de desvalorização. Já o arábica tipo 6, bebida dura para melhor, posto em São Paulo, perdeu R$ 1.008,36 por saca desde o recorde de R$ 2.769,45 registrado em 12 de fevereiro, uma redução de 37,5%.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o avanço consistente da colheita no Brasil tem sido o principal fator de pressão sobre os preços. Com maior volume disponível no mercado físico, as cotações não resistem, mesmo com a persistência de estoques enxutos tanto no Brasil quanto no exterior.

As condições climáticas favoráveis têm contribuído para o bom andamento dos trabalhos de campo, o que eleva a expectativa de uma safra robusta em 2025. No caso do café robusta, a colheita já se aproxima do fim em várias regiões produtoras, o que reforça o impacto imediato no mercado spot. 

O comportamento dos preços em meio a estoques limitados revela a forte influência da oferta pontual nas negociações. O mercado, que até o início do ano operava em patamares recordes, agora lida com uma realidade de retração acelerada e cautela por parte dos produtores.

 





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‘Brasil é país soberano e não aceitará ser tutelado por ninguém’



Após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, o Itamaraty divulgou nota nesta quinta-feira (10) com o posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Confira o texto na íntegra:

Tendo em vista a manifestação pública do presidente norte-americano Donald Trump apresentada em uma rede social, na tarde desta-quarta (9), é importante ressaltar:

  • O Brasil é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém.
  • O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de estado é de competência apenas da Justiça Brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais.
  • No contexto das plataformas digitais, a sociedade brasileira rejeita conteúdos de ódio, racismo, pornografia infantil, golpes, fraudes, discursos contra os direitos humanos e a liberdade democrática.
  • No Brasil, liberdade de expressão não se confunde com agressão ou práticas violentas. Para operar em nosso país, todas as empresas nacionais e estrangeiras estão submetidas à legislação brasileira.
  • É falsa a informação, no caso da relação comercial entre Brasil e Estados Unidos, sobre o alegado déficit norte-americano. As estatísticas do próprio governo dos Estados Unidos comprovam um superávit desse país no comércio de bens e serviços com o Brasil da ordem de 410 bilhões de dólares ao longo dos últimos 15 anos.

A nota conclui:

Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica.

A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo.



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desafios e oportunidades do setor


A suinocultura cresce de maneira constante há pelo menos três décadas no Brasil, em termos de volume produzido, com expansão nas tecnologias empregadas ao longo da cadeia produtiva. A busca por aumento de produtividade vem ocorrendo de maneira natural no país, sendo um caminho sem volta, considerando que a demanda por proteínas de origem animal segue em expansão, tanto no Brasil como no exterior.

A maior produtividade, assim como uma boa estratégia em relação a estrutura de custos e práticas sustentáveis na granja se mostram necessários para a lucratividade em um mercado global cada vez mais exigente. O Brasil é atualmente o 4° maior produtor mundial de carne suína, atrás da China, União Europeia e Estados Unidos, posição que deve seguir inalterada ao longo da década, dada o tamanho geográfico e a consolidação destes players no mercado global.

Um dos grandes desafios para o setor é que a carne suína ocupa a terceira colocação na predileção dos brasileiros, atrás da carne bovina e do frango. Assim, em anos de grande expansão de produção, há a necessidade de ampliação contundente no nível de exportação, para ajuste da disponibilidade doméstica, caso contrário, os preços declinam no interior do país, aumentando o risco de prejuízos ao longo da cadeia. A disponibilidade doméstica é obtida do cálculo da produção + importações – as exportações. No caso do Brasil, as importações são irrisórias e não impactam o resultado do quadro.

O ciclo do suíno é relativamente longo, cerca de dois anos. Desse modo, decisões estruturais tomadas hoje resultarão em efeitos positivos ou adversos no médio e longo prazo apenas. O quadro de disponibilidade doméstica da carne suína e o custo de produção (principalmente da nutrição animal) são os fatores chaves nas tomadas de decisão e determinantes para a rentabilidade do setor.

Quanto ao custo da nutrição animal, os principais componentes são o milho e o farelo de soja. Assim, o acompanhamento de safra do Brasil e dos EUA, o movimento das commodities no mercado internacional, o câmbio, são variáveis que o setor suinícola precisa acompanhar de perto. Uma alta oferta de suínos e o alto preços dos insumos da ração é o pior dos mundos para a rentabilidade, a exemplo do que ocorreu entre 2021 e 2022. A compreensão do ciclo do mercado suíno, juntamente com o ciclo dos componentes do custo, é complexa. Conciliar esses elementos é essencial para manter margens operacionais em níveis saudáveis e sustentáveis.

Em momentos prósperos, de rentabilidade positiva do suíno, os produtores integrados e os independentes intensificam os investimentos na cadeia produtiva e os plantéis avançam. Em momento adversos, além da saída de suinocultores fragilizados da atividade, o ajuste da produção/oferta acontece via redução de matrizes, redução de nascimentos e controle do peso médio do suíno.

Os preços da cadeia suinícola no Brasil são bastante sensíveis ao comportamento da demanda interna/externa dentro de um ano. Tradicionalmente, a demanda doméstica é mais aquecida no segundo semestre, avançando a partir do inverno e atingindo seu ápice nas festividades de fim de ano. Assim, os preços do suíno vivo e dos cortes do atacado apresentam melhores preços neste período, enquanto na primeira metade do ano costumam sofrer, com demanda impactada pelo calor, endividamento das famílias e outros fatores sazonais. Logicamente, não são regras perfeitas, muitas outras variáveis podem impactar a dinâmica do mercado, como o cenário macroeconômico brasileiro, o nível da renda da população e preços das proteínas concorrentes.

A carne suína brasileira tem alta qualidade e preços atrativos, o que abre oportunidades tanto no mercado interno como externo. No interno, especialmente quando a carne bovina atinge patamares elevados, o que leva parte da população a migrar para opções mais acessíveis, aí que a carne suína tende a avançar. Em relação ao mercado internacional, o Brasil tende a ganhar uma parte de participação da União Europeia. O avanço de políticas ambientais, de regulações, exigências fitossanitárias e outros, devem levar a aumento de custo da carne suína na União Europeia, ou seja, impactando sua competitividade no mercado internacional, oportunidade para o Brasil avançar nas vendas ao longo dos próximos anos.

Quem são os grandes demandantes de carne suína no mundo? A resposta é o México e os países asiáticos, como Japão, China e Coreia do Sul. Os países africanos, europeus e do Oriente Médio também demandam pouco por questões culturais e de hábito.

A carne ganha em predileção nos países asiáticos, onde o Brasil já vem estreitando laços ao longo dos anos, tanto que já vem ocorrendo boas vendas para a China, Japão, Cingapura, Hong Kong e Filipinas. Há ainda oportunidades, como a Coreia do Sul e o México, que foge do eixo asiático. Vale destacar que muitos países asiáticos não contam com uma produção altamente profissional e volta e meia acabam sofrendo com problemas sanitários. Nesses momentos estes países intensificam as importações, como visto ao longo dos últimos anos.

Assim como qualquer mercado, o do suíno é desafiador. O setor precisa estar sempre antenado para que a produção doméstica não avance em magnitude superior do que a demanda doméstica seja capaz de absorver, assim como para o custo, que é determinado por fatores externos. Desse modo, os agentes da cadeia suinícola brasileira precisam estudar os mercados dia a dia, munidos com informações de qualidade.

Mateus Peinado, da consultoria Safras & Mercado

*Allan Maia é analista da consultoria Safras & Mercado e economista com pós-graduação em Mercado Financeiro, com experiência de dez anos no setor carnes e enfoque no setor suinícola


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