sábado, abril 25, 2026

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Comissão de Agricultura vai convocar Marina Silva



A Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (1º), requerimento para convocar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O objetivo é discutir a atuação da pasta em defesa da moratória da soja. Ainda não há data definida para a audiência.

Segundo o requerimento aprovado, a ministra deve prestar esclarecimentos sobre o uso da estrutura pública da pasta em defesa da moratória da soja, acordo firmado entre tradings, indústrias e ONGs em 2006.

Motivos para a convocação

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT), autora do projeto, afirma haver possível desvio de finalidade administrativa e uso da estrutura pública em apoio a um pacto privado. A parlamentar também já requereu ao Tribunal de Contas da União uma auditoria sobre apoio institucional e atuação do MMA a favor da moratória.

A parlamentar argumenta que o pacto, de caráter privado, vem sendo tratado pelo governo federal como política pública, em desacordo com a legislação vigente.

“Não cabe ao Brasil aceitar pactos que prejudiquem justamente o setor que mais contribui para a economia nacional e para a segurança alimentar mundial”, disse Coronel Fernanda na sessão da comissão na quarta-feira.

Moratória da soja; entenda histórico

A moratória da soja é um pacto multissetorial firmado entre setor privado (tradings e compradores de grãos), organizações não governamentais e órgãos do governo, que prevê a não comercialização, o não financiamento ou a aquisição de soja produzida em áreas desmatadas na Amazônia após 22 de julho de 2008, data da aprovação do Código Florestal Brasileiro.

O pacto firmado em 2006 proíbe a compra de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas após julho de 2008, mesmo quando o desmatamento ocorrer dentro dos limites estabelecidos pelo Código Florestal, que permite a supressão de até 20% da vegetação em propriedades no bioma.

A moratória gera discordância há anos entre produtores e tradings. Sojicultores elevaram o tom contra o pacto no último ano, com apoio de parlamentares, pedindo a suspensão da prática pela indústria e alegando que o acordo fere o Código Florestal Brasileiro e que tem indícios de prática de cartel. As indústrias processadoras e exportadoras de soja, porém, negam tais práticas.

O acordo é alvo de processo administrativo no âmbito do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sob investigação de cartel. Já no Supremo Tribunal Federal (STF) tramitam quatro ações diretas de inconstitucionalidade contra leis estaduais que retiram incentivos de empresas signatárias da moratória da soja.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do algodão são os mais baixos desde 2015



Cotação da pluma segue em queda e atinge menor média real desde 2015


Foto: USDA

A colheita de algodão da safra 2024/25 está praticamente concluída no Brasil e o beneficiamento da pluma se aproxima dos 50% da produção, que, vale lembrar, deve ser recorde. Pesquisadores do Cepea destacam que esse cenário mantém elevada a disponibilidade de algodão no mercado spot nacional, levando alguns vendedores a ficar mais flexíveis nos valores pedidos. Já compradores ativos seguem ofertando preços ainda menores. 

Esse contexto somado às recentes desvalorizações externas pressionam os valores domésticos do algodão em pluma. Levantamento do Cepea mostra que setembro foi o quarto mês consecutivo de baixa. Assim, depois de atingir em maio o maior patamar deste ano, a média da pluma vem recuando desde então, chegando, em setembro, ao menor patamar real desde fevereiro de 2015. 

Dados do Cepea mostram que a média do Indicador em setembro caiu 6,6% frente à de agosto/25 e ficou 8,26% inferior à de setembro/24, sendo a também menor desde fevereiro/15 (R$ 3,5416/lp), em termos reais (IGP-DI de ago/25). 





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Minas Gerais realiza treinamento contra febre aftosa; saiba mais



A conquista do status de nação livre de febre aftosa sem vacinação, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), consolidou a pecuária brasileira. Para manter essa posição, os protocolos de vigilância são cruciais, e o estado de Minas Gerais (MG) está na linha de frente desses esforços.

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) organizou um extenso exercício simulado de atendimento a foco de febre aftosa na região de Montes Claros. O treinamento, o maior do tipo no Brasil e o primeiro realizado em MG, mobilizou cerca de 160 servidores do IMA e 250 profissionais de 21 estados brasileiros, além de representantes do Panamá.

Objetivo do treinamento

O objetivo é treinar na prática a resposta a um foco real, aplicando protocolos de biossegurança, fazendo desinfecção de veículos, controlando o trânsito animal e coletando amostras para diagnóstico.

Essas ações de prevenção são fundamentais para evitar a volta da doença, que, caso reapareça, resultaria em um desastre absoluto, com o imediato fechamento das exportações de carne.

A manutenção do status de área livre de aftosa sem vacinação é um desafio contínuo, mas que agrega um valor enorme ao produto nacional, abrindo acesso a mercados internacionais mais exigentes.

Em entrevista ao Giro do Boi, o coordenador regional do IMA, Guilherme Antunes, destacou que o governo de MG tem investido milhões na instituição para garantir a defesa sanitária do rebanho. Confira:

Inovações tecnológicas

Um dos avanços mais notáveis é o lançamento de um aplicativo exclusivo do IMA para atendimento de emergências sanitárias. Essa ferramenta, com versões mobile e web, permite que os médicos veterinários em campo façam todo o levantamento da doença, convoquem auxílio e registrem dados de forma rápida e eficiente.

Além do aplicativo, está sendo criado um sistema mais robusto, em parceria com a Universidade Federal de Lavras, para garantir a rastreabilidade da bovinocultura. O treinamento em MG reforça a necessidade de conscientização do produtor rural e da população, pois a notificação rápida de qualquer caso suspeito é vital para conter um foco de doença.

O investimento em educação sanitária e em tecnologia, como o novo aplicativo, visa informar a todos sobre os sinais clínicos das doenças e os canais de notificação. Manter o status sanitário não é apenas uma obrigação, mas uma estratégia econômica.

O reconhecimento de livre de aftosa sem vacinação pode aumentar as exportações em cerca de 30%, fortalecendo toda a cadeia do agronegócio, desde a fazenda até o consumidor final. O estado de MG, que já é um gigante na produção de leite e carne, demonstra com essas ações um compromisso com o futuro da pecuária brasileira.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Após mortes por metanol, Câmara aprova urgência para torna crime hediondo adulteração de bebidas



A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (2) o regime de urgência para votação do projeto que torna crime hediondo adulteração de bebidas . A decisão ocorre em meio à repercussão dos casos recentes de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas, que já provocaram mortes e internações graves em São Paulo e Pernambuco.

O Projeto de Lei 2307/07, de autoria do deputado licenciado Otavio Leite (RJ), classifica como crime hediondo a adição de ingredientes em alimentos capazes de causar risco à vida ou grave ameaça à saúde da população.

De acordo com o Ministério da Justiça, o Brasil já contabiliza 43 notificações de intoxicação por metanol. Em São Paulo, seis pessoas morreram após ingerir bebidas alcoólicas adulteradas. Em Pernambuco, foram confirmadas duas mortes e um caso de cegueira permanente.



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Jovem faz gestão de funcionários e ajuda nos partos em granja suína da família



A catarinense Débora Bourcheidt é um dos exemplos de que a paixão pelo campo transcende gerações. Aos 16 anos ela teve o seu primeiro registro em carteira na granja de suínos da família e, desde então, não largou mais o ofício.

Segundo ela, em 2002 seus pais e tios construíram uma granja para 250 matrizes em Santa Fé Baixa, interior de Itapiranga, em Santa Catarina. Com o tempo o espaço foi evoluindo e hoje em dia são cerca de 2.300, mas o projeto que está em andamento pretende abrigar mais de 3 mil.

“A gente tem oito galpões de suínos e agora estamos construindo o nono. Faz 23 anos que a gente tem a granja e desde pequena eu estou envolvida aqui. Sempre meus pais me levavam junto na granja, no meio dos porquinhos, em cima do carrinho de ração. A gente tratava as porcas, ia brincando e ajudando”, lembra.

Segundo Débora, quando iniciou os trabalhos na granja, passou a estudar à noite. “Hoje, cuido dos funcionários, de escritório, de lançamentos, planilhas, toda essa parte sou eu que cuido e ainda ajudo dentro da granja, no carregamento, nos partos”, detalha.

Ela conta que seus planos são o de seguir a sucessão familiar na granja e, talvez, fazer medicina veterinária para ter mais conhecimento na área. “Mas, a princípio, vai ser ficar aqui na granja e trabalhar com a minha família.”

Débora conta que o local conta com cerca de 15 funcionários, além da mãe, do pai e dos tios. Além disso, os primos também começaram a tomar gosto pela atividade e a ajudar no dia a dia. “São mais de 20 anos que minha família está no ramo da suinocultura e acredito que aqui a sucessão familiar é bem forte e a gente vai ficar aqui lutando pelo o que a nossa família construiu e fortalecendo sempre o agronegócio na nossa região”, finaliza.



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Soja deve ser ‘moeda de troca’ no encontro entre EUA e China



A China reduziu as compras de soja dos Estados Unidos drasticamente. Em setembro, por exemplo, as importações chinesas pelo país governado por Donald Trump foram a zero. Segundo Carlos Cogo, consultor em agronegócios, o motivo é simples: as tarifas de 34% impostas sobre os produtos do gigante asiático.

Em uma postagem na Truth Social, o presidente norte-americano disse que os produtores de soja dos Estados Unidos estão “sendo prejudicados porque a China, apenas por razões de ‘negociação’, não está comprando”. Trump também confirmou que irá se encontrar com o presidente chinês, Xi Jinping, e que a soja será um dos principais temas da discussão.

Encontro entre Trump e Xi; o que esperar?

De acordo com Cogo, os Estados Unidos costumam usar o setor agrícola como moeda de troca em negociações comerciais com a China. Isso aconteceu em 2020, no chamado “Phase One Deal”, quando Pequim se comprometeu a ampliar as compras de soja, milho e carnes norte-americanas para reduzir tensões na guerra comercial.

O consultor lembra que o peso político da agricultura é central para Trump. Um eventual acordo sobre grãos e carnes pode ser oferecido em troca de avanços em outros pontos sensíveis, como tarifas industriais, propriedade intelectual ou semicondutores.

Para o Brasil, o impasse abre uma janela de oportunidade. Com os chineses fora do mercado norte-americano, a soja brasileira tende a ganhar ainda mais espaço no maior importador mundial da oleaginosa. “Enquanto não houver acordo, a China não vai importar dos EUA. Até lá, quem sai beneficiado é o Brasil”, avalia Cogo.

Reunião entre Trump e Lula no radar

Em comparação com a China, o cenário das relações comerciais entre Estados Unidos e Brasil é um pouco mais complexa. Em vigor desde agosto, o tarifaço contra as exportações brasileiras soma 50%, uma das maiores taxas do mundo. Agora, as atenções se voltam para uma possível reunião entre Lula e Trump, ainda sem data para acontecer.

Na avaliação de Cogo, o cenário mais provável é de avanços limitados. “O diálogo deve produzir declarações positivas e a criação de mesas técnicas para negociar tarifas, mas sem soluções imediatas”, diz.

Entretanto, em um panorama mais otimista, o encontro entre os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos pode levar à redução gradual das tarifas e ao fortalecimento da cooperação bilateral, com ganhos práticos para os exportadores brasileiros. “Carne bovina e café têm as maiores chances, pois a falta do Brasil já afeta diretamente o consumidor norte-americano”, analisa Cogo.



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Secretário do Tesouro dos EUA afirma que país anunciará medida de auxílio a sojicultores



O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou, nesta quinta-feira (2), que o governo federal apoiará os agricultores americanos afetados pela recusa da China em comprar soja americana, com um anúncio previsto para terça-feira (7). Segundo a consultoria Safras & Mercado, a medida visa minimizar os impactos econômicos sobre os produtores.

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Bessent destacou que os agricultores votaram massivamente em Donald Trump nas eleições de 2024 e garantiu que o governo está ao lado deles. Ele criticou a decisão da China de usar os produtores americanos como “reféns” nas negociações comerciais entre Washington e Pequim. Isso resultou em bilhões de dólares em vendas perdidas e, por isso, Trump afirmou que a soja será um dos principais temas no encontro com o presidente chinês Xi Jinping, agendado para daqui a quatro semanas.

O secretário ressaltou que quase todos os recentes acordos comerciais dos EUA incluíram a compra de produtos agrícolas americanos, e que outros países devem suprir a demanda que a China deixou de atender. Além disso, Bessent mencionou que a colheita recorde de soja também tem pressionado os preços para baixo.

Segundo ele, o programa de apoio aos agricultores será lançado na terça-feira e incluirá ação conjunta com o Farm Credit Bureau para garantir recursos para o planejamento das próximas safras.



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Produtores de soja têm oportunidade única de acessar subsídios do PSR – Canal Rural


Tenho defendido neste espaço que o futuro do seguro agrícola passa pelo Zarc Níveis de Manejo (ZarcNM). Num cenário de mudanças climáticas cada vez mais intensas, ele surge como ferramenta estratégica para aumentar a resiliência produtiva e proteger a renda do agricultor.

No piloto da safra 2025/26, os produtores terão subvenções conforme a classificação:

  • NM1 20%
  • NM2 – 25%
  • NM3 – 30%
  • NM4 – 35%

Considerando que o governo bloqueou R$ 354 milhões do PSR, esse piloto se tornou talvez a única opção de o produtor acessar a subvenção ao prêmio do seguro de soja em outubro. Cooperativas e corretores do Paraná: ainda é tempo, mas o prazo está se esgotando.

O novo Zarc Níveis de Manejo (ZarcNM), lançado em caráter piloto para a soja no Paraná, é a maior inovação dos últimos anos no seguro rural, conectando boas práticas agrícolas a mais acesso a recursos do PSR.

O ZarcNM, coordenado pela Embrapa, representa um salto de qualidade na forma como o risco climático é avaliado. Em vez de tratar todos os produtores de forma uniforme, a metodologia leva em conta indicadores agronômicos objetivos para classificar as áreas em quatro níveis de manejo (NM1 a NM4).

São analisados parâmetros como fertilidade do solo, saturação de alumínio, tempo sem revolvimento, cobertura com palhada, rotação de culturas e diversidade de cultivos. A pontuação final gera a classificação que, por sua vez, modulada pela política pública, define diferentes percentuais de subvenção ao seguro rural.

Isso significa que quem adota melhores práticas de manejo terá direito a maior subvenção. Trata-se de um incentivo direto à sustentabilidade produtiva, premiando quem investe em conservação do solo, rotação de culturas e técnicas modernas que aumentam a resiliência climática.

Os dados da Embrapa deixam claro o potencial dessa abordagem. Em anos de seca severa, como 2021 e 2022, agricultores classificados no Nível de Manejo 3 apresentaram entre 55% e 83% mais resiliência do que aqueles que não seguiram as recomendações técnicas.

Outro ponto relevante é a transparência e a base técnica do processo. O ZarcNM combina informações de sensoriamento remoto (imagens de satélite), validações de campo e análises laboratoriais de solo, processados pelo Sistema de Informações de Níveis de Manejo (SINM). Cada etapa é rastreável e auditável, garantindo segurança tanto para produtores quanto para seguradoras e o próprio governo.

Além disso, o modelo abre espaço para uma revolução no mercado de seguros agrícolas. Tradicionalmente, seguradoras precificam riscos a partir de médias regionais, sem diferenciar práticas de manejo. Com o ZarcNM, passa a ser possível precificar riscos de forma mais justa e personalizada, reduzindo custos para bons produtores e estimulando a adoção de tecnologias que beneficiam toda a cadeia produtiva.

Em síntese, o Zarc Níveis de Manejo é muito mais do que uma inovação técnica: é uma ferramenta de política agrícola inteligente. Ele cria um círculo virtuoso em que o produtor é incentivado a adotar melhores práticas, a seguradora ganha em precisão na gestão do risco e o governo utiliza de forma mais eficiente os recursos do PSR.

A mensagem é clara: investir em manejo de qualidade é investir no futuro da agricultura brasileira.

*Pedro Loyola é coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.


Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Produção de cana-de-açúcar cresce 6,94% no Centro-Sul na primeira quinzena de setembro – Canal Rural



As usinas do Centro-Sul do Brasil moeram 45,97 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na primeira quinzena de setembro da safra 2025/26 (abril de 2025 a março de 2026), em comparação com 42,99 milhões de tonelada em igual período da temporada anterior, alta de 6,94%. As informações são do levantamento quinzenal da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), divulgado nesta quinta-feira (2).

Operavam na primeira quinzena de setembro, 259 unidades produtoras na região Centro-Sul, das quais 238 unidades com processamento de cana, 10 empresas que fabricam etanol a partir do milho e 11 usinas flex. No mesmo período, na safra 2024/2025, operavam 261 unidades produtoras, das quais 241 unidades com processamento de cana, 9 empresas que fabricam etanol a partir do milho e 11 usinas flex.

A produção açúcar nos primeiros 15 dias de setembro atingiu 3,622 milhões de toneladas, o que corresponde a um aumento de 15,72% em comparação com igual período de 2024.

O diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues, informou em nota “a proporção de cana destinada à fabricação de açúcar recuou 0,8 ponto porcentual na média do Centro-Sul, passando de 54,2% na segunda metade de agosto, para 53,5% na primeira quinzena de setembro”.

Em Goiás e Mato Grosso, o movimento de queda na proporção da matéria-prima destinada ao adoçante foi ainda mais expressivo, atingindo 1 ponto porcentual e 1,2 ponto porcentual, respectivamente.

“A mudança mais intensa nas regiões afastadas do litoral retrata a perda de competitividade do açúcar ante a fabricação do etanol, estimulando de forma mais efetiva a alteração na estratégia de alocação das unidades produtoras nesses locais”, destacou o executivo.

Na primeira metade de setembro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,33 bilhões de litros, sendo 1,46 bilhão de litros de etanol hidratado (-9,68%) e 875,40 milhões de litros de etanol anidro (+4,35%).

Do total de etanol obtido na primeira quinzena de setembro, 16,74% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 390,13 milhões de litros neste ano, contra 336,39 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/2025 – aumento de 15,97%.

Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de setembro atingiu 154,58 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 160,07 kg por tonelada na safra 2024/2025 – variação negativa de 3,43%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços do arroz têm forte queda em 2025



Preços do arroz caem quase 40% em 2025 e pressionam setor produtivo


Foto: Divulgação

Os preços do arroz em casca negociado no Rio Grande do Sul estão praticamente atravessando o ano de 2025 em queda. Em setembro, o Indicador CEPEA/IRGA-RS (produto com 58% de grãos inteiros e pagamento à vista) recuou 9,3% e, na parcial de 2025, a baixa é de quase 40%. 

Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem da ampla oferta, da demanda interna estável, do ritmo lento das exportações e da retração das cotações internacionais, que, por sua vez, estão nos menores patamares em 43 meses (de acordo com dados da FAO). Esse cenário, ressaltam pesquisadores do Cepea, pressiona as margens esperadas para a próxima temporada e deve levar à redução da área destinada ao arroz no País. 

No mercado internacional, o comportamento é semelhante. Dados da FAO indicam que o índice global de preços do arroz beneficiado caiu para 101,4 pontos em agosto, 2,03% abaixo de julho e 24,33% inferior a agosto de 2024. Entre 18 países analisados, 16 registraram quedas expressivas, com destaque para Brasil, Argentina e Uruguai. 





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